sábado, 28 de dezembro de 2024

Atos 15.5


Atos 15.5 “Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. “

 

“Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido,

Essa é a primeira vez que se fala de outros fariseus além de Paulo que se tornaram cristãos. Os fariseus eram a “seita mais severa” da religião judaica (Atos 26:5). Paulo foi educado pelo maior professor dos fariseus, “Gamaliel” (Atos 22:3; 5:34). Eles observavam rigorosamente a chamada “tradições de seus pais” (Gálatas 1:14).

Os fariseus eram altamente respeitados entre os judeus. Esse grupo de elite acreditava no que a Lei dizia sobre assuntos como espíritos, anjos e ressurreição (Atos 23:8), como nós também. Podemos ficar surpresos ao pensar que se tornaram cristãos, mas não nos surpreende “encontrá-los do lado errado de uma questão importante”.

 

“... se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés. “

Após os fariseus ouvirem de Paulo e Barnabé acerca das grandes coisas Deus tinha feito entre os gentios e da alegria que os demais recebiam as notícias. Eles se levantaram para expressar a sua posição. E disseram: “Quem não é circunciso, de acordo com a lei de Moisés, não pode ser salvo”.

O rito da circuncisão fora uma parte essencial da aliança de Deus com Abraão, dois mil anos antes (Gênesis 17:10–14, 23–27). Mas, os homens de Jerusalém não vinculavam a circuncisão a Abraão; mas, relacionaram o rito a Moisés, cuja lei fora dada quinhentos anos depois da aliança abraâmica.

Eles estavam sendo completamente bíblicos ao valorizar a circuncisão e a lei como dádivas de Deus para Israel. Mas iam além, tornando-as obrigatórias para todos, inclusive gentios. Notamos a expressão “mister”, "é necessário", ou "não podem" no versículo 1. Circuncisão e observância da lei, insistiam, eram essenciais para a salvação.

Sua preocupação não era somente que os gentios deveriam submeter-se à circuncisão; seu objetivo era converter os gentios à religião judaica e submetê-los a toda a lei. Esses homens não estavam negando a possibilidade de os gentios serem salvos, mas estavam ensinando a essencialidade de tornar-se judeu.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_03.pdf

Gálatas 1.8


Gálatas 1.8 “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. “

 

“Mas, ainda que nós mesmos “

Depois de falar da apostasia das igrejas da Galácia e da ação nociva dos falsos mestres, Paulo reafirma a singularidade do evangelho, evocando a maldição divina para todos aqueles que pervertem o evangelho e perturbam a igreja com falsas doutrinas.

Paulo estava tão convencido de que não havia outro evangelho, que invocou a maldição de Deus sobre a própria vida, num caso hipotético de vir a pregar um evangelho que fosse além daquele que já havia anunciado aos gálatas.

O pronome plural “nós” inclui também Barnabé, seu cooperador e companheiro no início da missão à Galácia e os demais Apóstolos. O evangelho é maior do que os apóstolos, e a mensagem maior do que o mensageiro.

Warren Wiersbe diz que a prova do ministério de uma pessoa não deve ser sua popularidade (Mateus 24.11), nem os sinais e prodígios miraculosos que ela realiza (Mateus 24.23,24), mas sim sua fidelidade à Palavra de Deus (Isaías 8.20; 1 Timóteo 4.1-5).

 

“... ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, “

Depois de afirmar que o evangelho é maior do que os apóstolos, Paulo afirma que ele é maior do que os próprios anjos. A referência de Paulo a “um anjo vindo do céu” deve ser um caso de hipérbole, assim como “as línguas de... anjos”, em 1 Coríntios 13:1. O apóstolo afirmou que até mesmo um mensageiro desse tipo estaria se desviando do propósito divino, se proclamasse um evangelho diferente!

Sobre isso João Calvino escreveu: Com o fim de fulminar os falsos apóstolos ainda mais violentamente, Paulo invoca os próprios anjos. Também não diz simplesmente que não deveriam ser ouvidos caso anunciassem algo diferente, mas declara que devem ser tidos como seres execráveis. Se os anjos

Jamais o céu enviaria um mensageiro com um segundo evangelho. Tudo entre o céu e a terra depende de que seja preservado o evangelho único. Do contrário, Deus não seria Deus, pois sua última palavra seria degradada a uma palavra penúltima. Afinal, Deus não pode mentir.

 

“... seja anátema. “

O versículo termina com a frase “seja anátema”. A palavra grega anathema traduz o termo hebraico herem, e designa o ato de separação de Deus (2 Macabeus 2.13). Partindo desse ponto de vista, anátema torna-se uma fórmula concreta para expulsão da sinagoga, como pode ser visto em Atos 23.14.9 O evangelho não tolera falsificação alguma; aquele que tentar mudá-lo alcançará a maldição de Paulo, o qual está disposto a lançá-la, eventualmente, sobre um anjo.

Esse não era um mero desejo de Paulo. Uma vez que o apóstolo era um embaixador nomeado pelo próprio Senhor (1:1), a maldição continha a força de um pronunciamento emitido pelo próprio Deus.

Essa ameaça de condenação reforça o imenso valor do evangelho da salvação, o mistério oculto no coração de Deus desde o princípio dos tempos (Efésios 3:9). Essa mensagem é o plano divino predeterminado de salvar os perdidos, o propósito primordial de Deus na criação que veio a se realizar em Seu Filho. O evangelho é a auto revelação de amor, graça e misericórdia de Deus. Não se deve manipular nem deturpar essas “palavras de vida eterna”, que se encontram exclusivamente em Cristo Jesus (João 6:68)!

O apóstolo João terminou o livro de Apocalipse evocando o anátema: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro” (Apocalipse 22.18-19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/12/2024

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201804_03.pdf

LOPES, Hernandes Dias. Gálatas: A carta da liberdade cristã. São Paulo: Hagnos, 2011.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo,

CALVINO, João. Gálatas. São Paulo: Paracletos, 1998,

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE DEZEMBRO DE 2024 (1 Coríntios 13.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE DEZEMBRO DE 2024
A PROMESSA INFALÍVEL DE CONHECER A DEUS COMO ELE NOS CONHECE

1 Coríntios 13.12 “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. ”

 

“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; ”

Paulo compara nossa compreensão e conhecimento atuais com a imagem indireta em um espelho. Os espelhos do primeiro século eram de metal polido; alguns dos melhores eram fabricados em Corinto. Só os mais ricos podiam dispor de um espelho de boa qualidade, e mesmo estes não eram livres de imperfeições. Além disso, um espelho por natureza distorce a imagem porque seu reflexo é o contrário da pessoa ou objeto à sua frente.

Mas quando Jesus vier, o perfeito estado será desvelado: já não veremos mais indiretamente, mas face a face. O apóstolo emprestou a linguagem que Deus usou a respeito de Moisés: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas” (Números 12:8).

Hoje há muitas coisas que nos desconcertam. Podemos reivindicar somente parte do que Deus tem para nós. Mas virá o dia em que “assim como é o veremos” (1 João 3-2). Então já não precisaremos do que agora está “em parte”.

 

“...agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. ”

O motivo presente continua: “Agora conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido”. Hoje realmente conhecemos a Deus, mas os dons espirituais revelam só pequenas coisas de diversos tipos. Quando Jesus vier, e como destaca Jon Ruthven, no céu nós “conheceremos Deus (kathõs) exatamente como e no mesmo grau” que Deus nos conhece hoje.

Conhecer aqui denota um conhecimento total e completo. Para o crente tal conhecimento acontecerá por ocasião da Vinda do Senhor. A última cláusula é melhor entendida da seguinte maneira: “como sou completamente conhecido por Deus”. O conhecimento que Deus tem de nós é completo; o conhecimento de nós sobre Deus é ainda futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE DEZEMBRO DE 2024 (1 Coríntios 15.54)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
27 DE DEZEMBRO DE 2024
UMA PROMESSA INFALÍVEL DE INCORRUPTIBILIDADE

1 Coríntios 15.54 “E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. ”

 

“E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, ”

Paulo compara o evento da ressurreição com ser vestido com um corpo espiritual, dizendo que “convém” que isto aconteça (v.53), transmitindo uma mensagem de obrigatoriedade. O apóstolo dos gentios não imaginava qualquer existência sem corpo, em que o espírito flutuaria ou seria absorvido numa “alma do mundo”.

A metáfora sugere que o corpo terreno seja a roupa da alma e do espírito; no momento da ressurreição o crente receberá um traje diferente. Paulo diz o mesmo usando imagens diferentes quando compara o corpo terreno a uma tenda ou tabernáculo, e o corpo ressuscitado a uma casa eterna (2 Coríntios 5.1-4).

Em outros trechos, o apóstolo escreveu sobre o cristão na era vindoura usando a metáfora de revestir-se de Cristo. É como colocar uma peça de vestuário. Quando a ressurreição é o tema, “revestir-se” sinaliza uma mudança em preparação para a existência eterna.

Alguns vêem dois grupos nos pares de palavras “corruptível-incorruptível” e “mortal-imortal”; o primeiro termo de cada par se referiria aos crentes já falecidos, e o segundo aos crentes já vivificados.

A ressurreição dos mortos na qualidade de incorruptíveis é uma necessidade, pois como um corpo sujeito à deterioração pode ser imortal? A incorruptibilidade e a imortalidade são ambas necessárias para que o nosso novo corpo seja adequado para o futuro eterno que Deus preparou para nós.

 

“... então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. ”

Quando a trompete soar e o que é “mortal” se transformar em “imortalidade”, estará cumprida a revelação de Deus que acontece desde o princípio dos tempos.

Então, citando Isaías, Paulo celebra o fato de que a morte será “tragada foi a morte na vitória”, pois não haverá mais morte para os crentes. Isaías profetizou isto numa época em que os assírios estavam causando muitas mortes e lágrimas: “Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo, porque o SENHOR falou” (Isaías 25.8-ARA).

Isaías entendeu que a promessa diz respeito a tirar toda a desgraça do povo de Deus. “Implica o trabalho de Cristo e a restauração que virão quando Jesus voltar para estabelecer o seu Reino milenar”.

Na Nova Jerusalém, a habitação de Deus será “com os homens [o povo redimido], pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21.3,4)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201705_02.pdf

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE DEZEMBRO DE 2024 (Apocalipse 13.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
26 DE DEZEMBRO DE 2024
UM PLANO FORJADO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO

Apocalipse 13.8 “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. ”

 

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto”

Agora já está esclarecido quem adorará a besta: todo aquele cujo nome não está escrito no livro da vida do Cordeiro! A autoridade da Besta será mundial: sobre cada tribo, povo, língua e nação. A exemplo dos antigos Césares, ela exigirá adoração universal.

Há um pormenor a salientar no versículo 12 deste capítulo. Enquanto nos versículos 4 e 8 a adoração é aparentemente voluntária e espontânea, embora interesseira, no versículo doze parece haver intenção de coagir: observe bem a frase “faz com que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”.

Satanás sempre procurou adoração. No deserto, tentou Jesus a dobrar-se diante dele para adorá-lo. Mas o Senhor Jesus saiu-se vitorioso: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4.8-10).

Mas durante a última parte da tribulação, todo o mundo adorará a besta. Através dela, o próprio Satanás. Chegarão a crer que a besta é maior que o Deus verdadeiro.

 

“... desde a fundação do mundo. ”

A forma sintática grega ensina-nos que a frase "antes da fundação do mundo" não se refere ao registro dos nomes em si, mas ao sacrifício expiatório de Cristo. João reconhece ter sido a morte de Jesus, no Calvário, como o Cordeiro de Deus pelos pecados do mundo, um fato previsto nos planos de Deus antes mesmo da criação do mundo.

Cada cordeiro que era imolado como sacrifício no Antigo Testamento, desde o primeiro que Abel imolou (Genesis 4.4), era uma prefiguração do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29). Portanto, Cristo e sua obra redentora é o tema central das Escrituras. Em 1 Pedro 1.20 confirma isto: "conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vos".

Somente através dEle é que podemos ter a vida eterna e o nome escrito no livro da vida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse – versículo por versículo. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE DEZEMBRO DE 2024 (Números 23.19)


 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE DEZEMBRO DE 2024
DEUS CONFIRMA O QUE FALA, ELE NÃO MENTE

Números 23.19 “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria? ”

 

“Deus não é homem, para que minta; ”

Por ocasião da tentativa de Balaque em fazer com que o profeta Balaão amaldiçoasse o povo de Israel, lemos que, ao introduzir a mensagem da Palavra de Deus que não agradaria a Balaque, o profeta Balaão enfatizou que Deus não mente nem se arrepende para, em seguida, arrematar: “Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar” (Números 23.20). Assim, Balaão não podia fazer o que Deus não havia decretado.

O homem mente, mas Deus sempre diz a verdade. Balaque estava vivendo uma ilusão em suas expectações, porque se elas fossem cumpridas degradariam o caráter divino. Todavia um dos atributos de Deus é a veracidade, “Deus não pode mentir” (Tito 1.2), pois isso seria contrário a sua natureza e ele não muda (Malaquias 3.6). O apóstolo Paulo escreveu: “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem ...” (Romanos 3.4).

 

“... nem filho de homem, para que se arrependa; ”

O oráculo negava que Deus muda de parecer. “O propósito de Deus é consistente; Ele não se caracteriza pelo engano e capricho dos homens”. No entanto, acerca de Deus, também é dito que Ele se arrepende. Em Gênesis 6 lemos que Deus havia “se arrependido” de ter feito o ser humano, pois “pesou-lhe o coração” ao contemplar o caminho de corrupção e violência que a humanidade decidiu trilhar. Assim, poderíamos nos perguntar: Afinal de contas, Deus se arrepende?

Aqui em Números lemos que Deus não “se arrepende” (Números 23.19), em Gênesis, que Ele “se arrependeu” (Genesis 6.6). Contudo, em Gênesis 6, o “arrependimento” nada tem a ver com algo que Ele tenha feito de errado, ou alterado um plano original, mas sim com o que a humanidade fez com o plano e o propósito que o Senhor havia delineado para ela desde sempre. Juntamente com a expressão “arrependimento”, a expressão “pesou-lhe em seu coração” traz a conotação humana aplicada a Deus para reforçar a ideia do quanto Ele se entristeceu com a escolha que o ser humano fez.

Na Teologia, damos o nome a esse fenômeno presente nas Escrituras de “antropopatismo”, ou seja, a forma que o autor sagrado usa para atribuir características humanas a Deus, no sentido de que a mensagem fosse mais bem compreendida pelo leitor do texto sagrado. Em Gênesis 6, a falha não estava em Deus, mas no ser humano; o “arrependimento” de Deus não era em relação ao seu plano criador, mas ao ato rebelde do ser humano.

A ideia que Deus pode alterar Sua mente (arrependimento), como se Sua capacidade de planejar, com base em Sua presciência, fosse defeituosa, é um ataque intolerável contra a correta compreensão dos atributos de Deus. Um Deus que se arrependa, no sentido em que o homem se arrepende, seria um Deus que anularia suas promessas.

 

“... porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria? ”

Deus sempre cumpre aquilo que promete. Em outras palavras, suas declarações proféticas e suas promessas infalivelmente terão cumprimento: “Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios” (Salmo 89.34). A bênção divina a Israel atravessa os milênios, e tem envolvido muitas predições que tinham e terão de ser cumpridas.

Assim sendo, a veracidade de Deus haveria de levar Seu propósito a uma cabal fruição. Deus comprometeu-se de modo inquebrantável de que abençoaria o povo de Deus, de acordo com Sua inexorável vontade. Nenhum poder, como o de Balaque, ou o de Balaão, poderia afetar essa decisão divina no mínimo que fosse: “Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás? ” (Isaias 14.27)

Ademais, esse compromisso inquebrantável visava o bem de todos os povos, e não somente do povo de Israel, visto que Israel seria usado como instrumento que traria ao Mundo o Messias e Sua universal missão salvatícia. Isso fazia parte do pacto abraâmico, e foi reforçado no Novo Pacto: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” (Gálatas 3.8).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 13 - As Promessas de Deus são Infalíveis. Números 23.19

TEXTO ÁUREO

“Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria? ” (Números 23.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE DEZEMBRO DE 2024 (Jeremias 1.12)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE DEZEMBRO DE 2024
O SENHOR NOSSO DEUS VELA PARA CUMPRIR SUA PALAVRA

Jeremias 1.12 “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

 

“E disse-me o Senhor:”

Na primeira visão Deus pergunta ao profeta: “Que vês tu, Jeremias? (v.11)”, após o profeta responder. Deus novamente fala com Jeremias, fazendo um jogo de palavras muito freqüente na língua hebraica. Amendoeira (v.11) é shaqed e velo é shoqed. A menção de shaqed traz à mente shoqed, que tem o mesmo som.

A visão de Jeremias sobre a árvore desperta faz-nos lembrar de que Deus estava desperto e vigiando a Sua palavra, para que ela se cumprisse.

 

“Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

Assim como os primeiros botões da amendoeira anunciavam a primavera, a palavra pronunciada apontava para seu rápido cumprimento. O que significa que o SENHOR sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para cumpri-las: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido" (Jó 42.2).

Deus explicou o significado da visão: “Estou vigiando [atento] para que a minha palavra se cumpra”. A amendoeira estava bem à frente de todas as outras árvores ao “acordar” na primavera. Deus estava dizendo a Jeremias por meio dessa visão: “Estou bem desperto, vigiando a minha palavra para ver se ela será prontamente executada”. Claramente, Judá estava agindo como se Deus estivesse dormindo e não soubesse acerca do seu pecado.

O propósito da visão é assegurar Jeremias de que Deus está bem alerta quanto à situação e que está vigiando persistentemente, certificando-se de que sua palavra seja cumprida. A visão também fala de que Deus toma todo cuidado para que seus planos sejam executados. Ele está “atentamente determinado” para que seus juízos sejam efetuados na terra. Os homens sempre trabalham com a certeza de que Deus está vigiando atentamente para ver se seus planos estão sendo executados, quer sejam obras de juízo ou de misericórdia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE DEZEMBRO DE 2024 (1 Reis 8.56)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE DEZEMBRO DE 2024
NENHUMA PALAVRA DO SENHOR CAIU SOB O MINISTÉRIO DE MOISÉS

1 Reis 8.56 “Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo. ”

 

“Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo Israel, ”

Salomão dá a Deus a glória das grandes e bondosas coisas que Ele fez a Israel. Ele começou bendizendo a Deus; pois nós devemos em tudo dar graças. Ele não bendiz a Deus por haver dado riqueza, honra, poder e vitória, a Israel, mas repouso, como se isso fosse uma bênção mais valiosa do que qualquer daquelas. Que aqueles que têm o descanso não subestimem essa bênção, embora desejem algumas outras.

O Senhor havia prometido ao seu povo essa benção: “Mas passareis o Jordão, e habitareis na terra que vos fará herdar o Senhor vosso Deus; e vos dará repouso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros” (Deuteronômio 12.10).

Davi em seu reinado havia derrotado oito nações inimigas. Isso proporcionou a Salomão reinar sobre um reino de paz e tranquilidade.

 

“... segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo. ”

Ele se refere às boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, como fez (w. 15,24) com aquelas que foram feitas a Davi. Havia tanto promessas quanto preceitos dados por meio de Moisés. Foi muito antes de Deus conceder a Israel o descanso prometido, mas eles o tinham finalmente, depois de muitas provações. Vai chegar o dia quando o Israel espiritual de Deus descansar de todas as suas obras: “Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4.9).

Ele, por assim dizer, escreve uma quitação plena nas costas desse contrato: “Nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras”. Ele faz essa quitação em nome de todo o Israel, para a eterna glória da divina fidelidade e para o eterno encorajamento de todos aqueles que confiam nas promessas divinas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Josué a Ester. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.