terça-feira, 27 de outubro de 2026

AMANDO A DEUS DE FORMA EXCLUSIVA COM TODO O CORAÇÃO (Deuteronômio 6.4) 27/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
27 DE OUTUBRO DE 2026
AMANDO A DEUS DE FORMA EXCLUSIVA COM TODO O CORAÇÃO

Deuteronômio 6.4 “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. ” 

Esse versículo é conhecido como o “Shemá Israel” que se refere as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico é considerado um credo em sua forma embrionária na Bíblia. Os judeus os escrevem em seus filactérios, e se acham não apenas obrigados a recitá-los pelo menos duas vezes todos os dias, mas muito felizes por serem obrigados a isso, tendo esse provérbio entre si: Abençoados somos nós, que a cada manhã e a cada entardecer dizemos: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Porém mais abençoados seremos se ponderarmos e aproveitarmos devidamente

Deus é um em essência ou natureza, subsistindo por Si mesmo; só o SENHOR é Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há deus...” (Is 45.5). Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou o monoteísmo como parte do primeiro de todos os mandamentos: “... Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Mc 12.29); “... com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele” (Mc 12.32); “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3).

O apóstolo Paulo declara: “Todavia para nós há um só Deus” (1 Co 8.6); “Ora o medianeiro não é de um só, mas Deus é um” (Gl 3.20); “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Ef 4.6). “Porque há um só Deus” (1 Tm 2.5). Foi o Senhor Jesus quem revelou Deus aos seres humanos por meio da Bíblia: Mt 11.27; Jo 1.18).

O Deus que Jesus revelou é o Deus de Israel e isso ele deixou claro ao pronunciar o primeiro e grande mandamento: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento” (Mc 12.29, 30). Essa é uma das várias declarações do Novo Testamento que ensina ser o cristianismo monoteísta. A declaração aqui é reveladora porque não deixa dúvida de que o Deus dos cristãos é o mesmo Deus de Israel, pois Jesus citou as palavras diretamente do Antigo Testamento (Dt 6.4-6).

A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia, os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.6, 7; Is 6.8). Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Mc 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. O Novo Testamento revela que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (Mt 28.19; 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2).

Há ainda várias passagens tripartidas no Novo Testamento que revelam a Trindade (Lc 24.49; Rm 1.1-4; 5.1-5; 14.17, 18; 15.16, 30; 1 Co 6.11; 2 Co 1.20, 21; Gl 3.11-14; Ef 1.17; 2.18-22; 3.3-7, 14-17; 1 Ts 5.18). Além das declarações bíblicas apresentadas aqui, há outras evidências contundentes que fundamentam essa doutrina. Cada uma dessas Pessoas é chamada individualmente de Deus e Senhor. O Deus do cristianismo é um (Gl 3.20), mas as Escrituras ensinam também que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. A Bíblia aplica o nome “Deus” ao Pai sozinho (Fp 2.11), da mesma forma ao Filho (Jo 1.1) e ao Espírito Santo (At 5.3, 4); e, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino YHWH), que se aplica ao Pai sozinho (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3; Mt 3.3) e ao Espírito Santo (Ez 8.1,3). No entanto, aplica-se também à Trindade (Sl 83.18). Salta à vista de qualquer leitor da Bíblia a divindade plena e absoluta de cada uma dessas Pessoas. Foi assim que o Espírito revelou a unidade na Trindade. A doutrina da Trindade não neutraliza, nem contradiz a doutrina da Unicidade e nem a doutrina da Unicidade anula a Trindade.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Manual de apologética cristã: Defendendo os fundamentos da autêntica fé bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

OUVINDO E GUARDANDO A PALAVRA PARA VIVER EM OBEDIÊNCIA (Provérbios 1:7) 26/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
26 DE OUTUBRO DE 2026
OUVINDO E GUARDANDO A PALAVRA PARA VIVER EM OBEDIÊNCIA

Provérbios 1:7 “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.”

 

“O temor do Senhor é o princípio do conhecimento;”

“O temor do Senhor” é uma expressão comum nos livros sapienciais e em outras passagens, esta frase foi usada quatorze vezes nos Provérbios. Ilustrações sobre o uso aparecem no Salmo 115:11 - "Confiam no Senhor os que temem o Senhor", e em Isaías. 11:2, 3, onde o temor do Senhor é citado como característica do Messias. Tal temor inclui o respeito para com o Todo-poderoso Salmo 2:11: "servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos nele com tremor"). Jó 28:28 é praticamente uma definição: "Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e o apartar-se do mal é o entendimento".

A palavra princípio, em hebraico reshith, tanto é norma como começo. Tudo tem um princípio, uma forma de começo, e, se alguém desejar sucesso, tem de ter um início determinante. O príncipio não é uma etapa que se deixa para trás. É um relacionamento correto: é uma submissão em adoração (temor) ao Deus da aliança, que Se revelou pelo Seu nome (o Senhor, isto é, Javé: Êxodo 3:13-15).

É somente através da submissão a Sua autoridade e majestade (ou seja, no temor ao Senhor) que podemos começar e continuar a nossa educação; e, através da busca diligente pela sabedoria “como por tesouros ocultos” é que acharemos o nosso prêmio numa intimidade crescente com o mesmo Senhor. Ele é o início; Ele é também o fim, pois o alvo é: “Então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento de Deus” (Provérbios 2:5).

Salomão demonstra que nenhuma moral-social se firma se não tiver valores morais e espirituais como princípio. Ninguém pode ser considerado sábio de fato se os seus conselhos não revelam princípios do saber divino. Um sábio não é alguém dotado apenas de muita informação ou inteligência, mas alguém que aprendeu que o temor do Senhor é a base de toda moral-social.

 

“... os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.”

Em contrapartida os loucos desprezam a sabedoria e a instrução."Loucos " ou “insensatos” aparecem diversas vezes em Provérbios. Também o uso difere. Em Isaías 35:8, "louco" significa obviamente "simplório". Mas no uso especializado de Provérbios, "louco" significa um pecador. Provérbios 14:9 é ilustrativo – "Os loucos zombam do pecado". A cláusula significa que os pecadores ridicularizam a santidade. A LXX grega traduz bem loucos para “ímpios”.

O insensato, com este nome ou com o outro, se revela tão logo que abre a boca (17:28; 24:7; 10:14), e é tão briguento como o outro, pois não se deixa refrear (20:3; 12:16) e não tem senso de proporção (27:3; 29:9). O aspecto que se destaca mais é a sua insolência moral: desde a primeira vez que aparece, não tolera qualquer conselho (1:7; 10:8; 12:15; 15:5).

A raiz do seu problema é espiritual, e não mental. Ele gosta da sua estultícia, voltando a ela “Como o cão que torna ao seu vômito” (26:11); não reverencia a verdade, e prefere ilusões confortáveis (14:8). No fundo, o que ele rejeita é o temor ao Senhor (1:29): é isto que faz dele um insensato, e isto toma trágica a sua complacência, porque “aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição” (1:32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

GONÇALVES, José. Sábios Conselhos para um viver vitorioso - Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013

 

domingo, 25 de outubro de 2026

Deuteronômio 31.6

 

Deuteronômio 31.6 “Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles, porque o SENHOR, vosso Deus, é o que vai convosco; não vos deixará nem vos desamparará.” 

 

“Esforçai-vos, e animai-vos; não temais, nem vos espanteis diante deles,”

Após Moisés dizer ao povo que não poderá mais acompanhá-los, Ele diz que Deus passará adiante deles para destruir as nações, agora liderados por Josué. Eles enfrentariam ainda adversários muito mais fortes, mas não precisariam ficar desencorajados: “nem vos espanteis diante deles”, porquanto um poder mais do que adequado tinha sido posto à disposição deles para cumprirem a contento a sua missão. A promessa do Senhor era suficiente para aliviar os temores dos israelitas: "Não vos espanteis, nem os temais" (1.21).

Josué recebeu de Moisés e do Senhor essas mesmas palavras: “Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria” (Josué 1:6). Assim também Josué foi instruído a esperar grandes coisas da parte do Senhor. O homem que este empenhado em cumprir a sua missão cumprindo a vontade de Deus pode esperar receber um grande sucesso: “porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido” (Josué 1:8).

O cristão precisa também confiar na presença fortalecedora de Deus. Parece que o apóstolo Paulo se utilizou das palavras deste versículo em  1 Coríntios 16:13 NVI “Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam corajosos, sejam fortes”.

 

“... porque o SENHOR, vosso Deus, é o que vai convosco; não vos deixará nem vos desamparará.”

Moisés lembra o povo que “o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13:21). E pelejaria por eles (Êxodo 14.14). E a sua presença garantia a vitória do povo: “quando saíres à peleja contra teus inimigos, e vires cavalos, e carros, e povo maior em número do que tu, deles não terás temor; pois o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, está contigo” (Deuteronômio 20.1).

Mesmo Moisés não estando mais presente Deus nãos abandonaria seu povo, nem mesmo os desampararia. Deus havia prometido a Abraão aquela terra: “Naquele mesmo dia fez o Senhor uma aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gênesis 15:18).

E agora garante a seus descendentes que quaisquer que fossem os obstáculos confrontados Ele não os desampararia, até cumprir tudo que prometera: “porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jeremias 1:12). O apóstolo aplica isto a toda a Israel espiritual de Deus, para o encorajamento da sua fé e esperança. A nós este Evangelho é pregado assim como a eles: “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hebreus 13.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/10/26

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Deuteronômio 30:14

 

Deuteronômio 30:14 “Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.”

 

“Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.”

Moisés argumenta que a palavra de Deus não é um mistério inacessível (v.11). Nenhum deles precisa subir ao céu ou cruzar o oceano para buscá-la (vv. 12-13). A vontade de Deus expressa na aliança não exigia investigação profunda dos mistérios do universo, pois estava tão próxima quanto a visão e a audição e fora revelada de maneira simples a Israel : “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29).

A Palavra estava tão perto deles que até já estava na boca deles. A lei podia estar nos lábios de qualquer pessoa que a repetisse. Todo israelita já estava falando sobre a lei e vivendo-a diariamente. E também estava no coração deles, ou seja, em suas emoções e em suas almas. A revelação divina tinha sido feita; e lhes estava sendo ensinada incessantemente, ouvida e praticada. Eles tinham tudo quanto era necessário.

Ao dizer que a palavra está "na tua boca e no teu coração", Moisés tira qualquer desculpa de ignorância: as leis de Deus já haviam sido ensinadas e explicadas; restava apenas a decisão de obedecer. Estando na boca e no entendimento (coração) de Israel a vontade de Deus podia ser cumprida: “Não falei em segredo, nem em lugar algum escuro da terra; não disse à descendência de Jacó: Buscai-me em vão; eu sou o Senhor, que falo a justiça, e anuncio coisas retas” (Isaías 45:19). Mesmo que houvesse segredos a serem ainda revelados, Israel podia desde já desfrutar da vida amando a Deus e obedecendo lealmente à Sua aliança. Eles não precisavam compreender todo o universo para começarem a viver para Deus.

Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo cita exatamente essa passagem em Romanos 10:8: “Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos”. Ele a usa para explicar a "palavra da fé". Paulo usa a lógica de Moisés para mostrar que a salvação em Jesus Cristo também não está distante ou inacessível, mas perto de qualquer um que confesse com a boca e creia no coração.

Deus agora se aproximava dos homens em Cristo e, como Senhor vivo, solicitava não um esforço sobre humano, mas sim uma aceitação alegre de Sua graça em Cristo: “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10:9,10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

Lição 5: O grande mandamento . 4 Trimestre de 2026.


TEXTO ÁUREO

“Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Deuteronomio 6.5)

 

“Amarás, pois, o Senhor teu Deus”

Esse versículo está incluído no Shemá Israel. O Shemá é composto de três trechos da Torá (Deuteronômio 6:4-9; 11:13-21; e Números 15:37-41). È uma prece recitada duas vezes ao dia: ao deitar-se e ao levantar-se, conforme preceito da Torá.  Este verso também é conhecido como o grande mandamento (Marcos 12.29,30). O Senhor Jesus citou este trecho do em Seu sumário da natureza e da nossa obrigação diante a lei.

A obediência de Israel não deveria surgir de um legalismo estéril baseado na necessidade e no dever. Deveria surgir de um relacionamento baseado em amor. O termo bíblico “amar”, tem uma conotação muito profunda. Oséias usa esse verbo para expressar a afeição de Javé por Israel, fazendo uso de poderosas metáforas, extraídas da vida doméstica, do relacionamento entre marido e esposa: “E o Senhor me disse: Vai outra vez, ama uma mulher,…” (Oséias 3:1a) e do relacionamento entre pai é filho: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho” (Oséias 11:1).

O homem não pode amar a Deus conforme ama a outro ser humano. O amor a Deus envolve santo temor e reverência (vs. 13), e exprime-se por meio daquela lealdade devotada e singela de onde se deriva um serviço obediente e de todo o coração. O amor a Deus, desacompanhado da obediência, não é amor (1 João 4.7-21).

 

“... de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças.”

A extensão do amor do homem a Deus deveria ser total. Israel deveria amar a Deus com todo o seu ser. A expressão de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força é uma das favoritas em Deuteronômio (4: 29; 10: 12; 11: 13; 13: 3; 26: 16; 30: 2, 6, 10), e nos oferece uma percepção parcial da antiga psicologia hebraica.

O coração era considerado a sede da mente e da vontade bem como de uma vasta gama de emoções: “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos” (Provérbios 23.26). O termo alma é de difícil definição, mas parece ser referir à fonte de vida e vitalidade, ou mesmo do próprio “ser”. Nesse sentido Cristo derramou sua alma na morte por nós (Isaias 53.12). Os dois termos, coração e alma entre si indicam que o homem deve amar a Deus sem qualquer reserva em sua devoção. Para dar ainda mais força à ordem, uma terceira expressão é acrescentada, de toda a tua força, que diz respeito ao lado fisico e mental do ser humano.

Os que amam a Deus verdadeiramente precisam evidenciar isso por meio de ações, não só sentimentos. Isso tudo mostra que nosso amor para com o Senhor precisa ser relacional, ativo, intencional e abarcar todas as áreas da vida.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

Thompson J. A. Deuteronômio: introdução e comentário; tradução Carlos Osvaldo Pinto. Edição: 1. ed. Publicação: São Paulo : Vida Nova, 1982.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/1216847/jewish/Shem-Israel.htm

 

sábado, 24 de outubro de 2026

OBEDECER A DEUS É ANDAR NO CAMINHO DA VIDA (Salmo 119.105) 24/10/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
24 DE OUTUBRO DE 2026
OBEDECER A DEUS É ANDAR NO CAMINHO DA VIDA

Salmo 119.105 “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho. ” 


O Salmo 119. 

Esse é um salmo por si mesmo, distinto de todos os outros; ele supera todos os outros e destaca-se por seu brilho nessa constelação. A composição dele é singular e muito precisa. Ele é dividido em vinte e duas partes, de acordo com o número de letras do alfabeto hebraico, e cada parte consiste de oito versículos, todos os versículos da primeira parte começam com álefe; todos os versículos do segundo, com bete e assim por diante, sem nenhuma falha em todo o salmo. Nessa passagem a letra hebraica em questão é “Nun”.


“Lâmpada para os meus pés é tua palavra...”

Nós somos andarilhos pela cidade deste mundo, e frequentemente temos que sair e entrar nas trevas; jamais devemos nos aventurar ali sem a palavra que ilumina, para não escorregarmos. Cada homem deve usar a palavra de Deus pessoalmente, praticamente e habitualmente, para que possa ver o seu caminho e o que há nele. Quando as trevas se instalam ao meu redor, a palavra do Senhor, como uma tocha ardente, revela o meu caminho. Uma vez que, antigamente, nas cidades orientais não havia lâmpadas fixas, cada passageiro carregava consigo uma lâmpada para que não caísse no esgoto aberto, nem tropeçasse nas pilhas de lixo que poluíam a estrada. Este é um verdadeiro retrato do nosso caminho por este mundo sombrio: nós não conheceríamos o caminho, nem andaríamos por ele, se as Escrituras, como uma tocha ardente, não o revelasse. Um dos benefícios mais práticos dos Textos Sagrados é a orientação nos atos da vida diária; esta tocha não é enviada para nos assombrar com seu brilho, mas para nos orientar com a sua instrução. É verdade que a cabeça precisa de esclarecimento, mas ainda mais os pés precisam de orientação, caso contrário tanto a cabeça como os pés poderão cair em uma cova. Feliz é o homem que se apropria pessoalmente da palavra de Deus, e a usa, praticamente, como seu consolo e conselheiro - uma lâmpada para os seus próprios pés.


“...e luz, para o meu caminho. ” 

É uma lâmpada durante a noite, uma luz durante o dia, e um prazer, em todos os momentos. Davi guiou seus próprios passos por ela, e, graças aos seus raios, também viu as dificuldades do seu caminho. Aquele que anda nas trevas, mais cedo ou mais tarde, certamente irá tropeçar; ao passo que aquele que anda sob a luz do dia, ou com a lâmpada à noite, não tropeça, mas conserva a sua firmeza. A ignorância é dolorosa, nos aspectos práticos: ela gera indecisão e suspense, e estas coisas são desconfortáveis: a palavra de Deus, transmitindo conhecimento celestial, conduz à decisão, e quando é seguida com resolução determinada, como neste caso, traz consigo grande tranquilidade para o coração. Este versículo dialoga com Deus, em um tom de adoração e, apesar disto, familiar. Nós não temos alguma coisa com este mesmo teor para dirigir ao nosso Pai Celestial? Observe como este versículo é semelhante ao primeiro versículo do primeiro conjunto de oito, e também ao primeiro versículo do segundo e do terceiro conjuntos. Os segundos versículos de cada conjunto também são semelhantes entre si.

A lâmpada é usada durante a noite, ao passo que a luz do sol brilha durante o dia. Seja dia ou noite conosco, claramente nós compreendemos o nosso dever, pela Palavra de Deus. A noite significa adversidade, e o dia, a prosperidade. Consequentemente, podemos aprender como nos comportar em todas as condições. A palavra “caminho” indica a nossa escolha e o curso da vida; a palavra “p és”, os nossos atos em particular. Quer a questão com que devemos ser informados diga respeito à nossa escolha do caminho que conduz à verdadeira felicidade, ou à nossa hábil busca do caminho, a palavra de Deus ainda irá orientar uma mente humilde e bem disposta. - Thomas Manton.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/02/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

João 14:21

 

João 14:21 “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.”

 

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama;”

O amor mencionado em João 14:15 resulta em obediência: “Se me amais, guardai os meus mandamentos”, e aqui , esse amor é demonstrado na posse e na observância dos mandamentos de Jesus. Ter os mandamentos não significa simplesmente possuí-los, mas sim preservá-los no coração e permitir que produzam um efeito no comportamento diário. O seguidor de Cristo deve ter um entendimento intelectual do conteúdo dos seus mandamentos, mas também deve guardá-los.

Essas palavras de Jesus foram também ditas por Moisés em Moabe, antes de entrarem em Canaã: “Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir” (Deuteronômio 30:16).

Essa obediência em amor vai além de uma mera observância de regras ou concordância exterior. Inclui um coração agradecido àquele que gratuitamente deu as instruções. Jesus alertou sobre aqueles que o honravam com a boca, mas cujo coração estava longe dele (Mateus 15:8).

 

“... e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.”

O resultado dessa obediência por amor é a habitação mútua do Deus trino desfrutada pelo cristão. Esta unidade tríplice é uma unidade de amor, pois, são admitidos a ela aqueles que amam seu Senhor vivo, e demonstram seu amor com sua obediência. O Pai que ama o Filho (3.35, 5.20) ama os que estão unidos ao Filho, e estes, amados assim pelo Pai: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23).

Agostinho levou este pensamento um pouco mais longe ligando o ensino das passagens sobre o Parácleto com o do seu contexto. De acordo com ele, o Espírito é o vínculo do amor (vinculum caritatis) que une Pai e Filho, e é a expressão plena do amor que flui entre o que ama e o Amado. Os discípulos são amados pelo Pai e pelo Filho, e agora recebem o mesmo Espírito, sendo introduzidos por ele no círculo do amor divino, e capacitados a corresponder a este amor e a evidenciá-lo uns pelos outros e por toda a humanidade: “porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5:5).

Os amados podem ter a certeza de que o Filho se manifestará a eles. Jesus não explicou o que ele quis dizer com esse manifestar-se, mas afirmou se manifestaria. Isso pode incluir seus aparecimentos pós-ressurreição; as manifestações posteriores a Estêvão (Atos 7:55, 56) e Saulo (Atos 9:3–6) e a sua segunda vinda: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 João 3:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_04.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Texto Áureo Lição 4: O chamado à obediência. Deuteronômio 5.33

TEXTO ÁUREO

 “Pelo que hoje saberás e refletirás no teu coração que só o Senhor é Deus em cima no céu e embaixo na terra; nenhum outro há." 
(Deuteronômio 4:39)

Romanos 6:23

 

Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

 

“Porque o salário do pecado é a morte,”

Este verso, um dos mais conhecidos do livro de Romanos. Aqui o apóstolo Paulo resume as conseqüências de servir o pecado ou a Deus. Primeiro  “o salário do pecado é a morte”. Muitas pessoas pensam que o salário do pecado consiste de prazer, popularidade e sucesso; mas Paulo disse que não é assim, é “a morte”, especificamente a morte espiritual.

A palavra traduzida por “salário” indica o pagamento de serviços prestados. Cabral diz que a idéia ilustrada para pagamento é tirada do feitor ou senhor de escravos que  pagava seus escravos por serviços prestados. Daí se entende que o pecado escravizador paga aos seus escravos com a morte. Terrível senhor é o pecado, que não perdoa, não tem respeito humano, mas castiga com poder destrutivo!

Outros escritores sugerem que Paulo usou novamente “a imagem militar”. Barclay escreveu: “Opsonia era o soldo do soldado, algo que ele conquistara arriscando seu corpo e com o suor do seu rosto, algo que lhe era devido e não lhe podia ser tirado”. O que uma pessoa merece por uma vida pecaminosa? Morte! João, o batista, disse aos soldados: "contentai-vos com o vosso soldo", da mesma forma aqueles que servem ao pecado devem se contentar com a recompensa.

 

“... mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.”

Em contraste com isso, Paulo disse que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. O pecado tem um salário, mas Deus tem um presente, um dom. Sublinhe a palavra “dom” [charisma]. Paulo reforçou a importância da obediência neste capítulo (vv. 16, 17). A obediência é uma expressão da fé (1:5; 16:26). Isto significa que, crendo e obedecendo, adquirimos [compramos] ou merecemos nossa salvação? Não, absolutamente não. A vida eterna não é um prêmio que conquistamos; mas uma dádiva divina inteiramente gratuita e absolutamente imerecida. Fé e obediência são simplesmente a forma determinada por Deus de aceitarmos Seu maravilhoso presente. Portanto, “a vida eterna” não é exatamente um salário de Deus, mas é um dom [charisma]  gratuito de Deus. “

Pondere estes dois resultados: “morte” versus “vida eterna”. Qual deles você receberá um dia? Qual deles você quer receber? Já foi dito que você é livre para escolher a quem servirá, mas, tomada a decisão, você não estará livre para escolher as conseqüências da sua escolha. Se não quiser a morte, se quiser de fato a vida eterna, então decida hoje entregar sua vida ao Senhor, em vez de ao pecado!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2026

FONTES:

GOMES, Osiel. O Deus da Aliança - Advertências, Promessas e Bênçãos no Livro de Deuteronômio. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_01.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos do 4º Trimestre de 2026 da CPAD