sábado, 2 de maio de 2026

Filemom 14

Filemom 14 “Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas voluntário.”

 

“Mas nada quis fazer sem o teu parecer,”

Paulo confirmou a ideia que ele já expressara nos versículos 8 e 9. Disse que queria manter Onésimo consigo em Roma e acrescentou a Filemom: “Nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento.” Além de um senso de justiça e respeito pela lei que exigia que o escravo fugitivo devesse ser devolvido para seu dono legal. Havia também, o fato pessoal que envolvia os bons relacionamentos entre Paulo e Filemom. Sendo assim o consentimento de Filemom era necessário para o apóstolo, e Onésimo é enviado de volta a Colossos a fim de que seu senhor possa tratar do caso dele da maneira apropriada à ocasião (v. 8).

O que a ação apropriada envolve torna-se um pouco mais claro na seção seguinte. De qualquer maneira, Paulo apela à consciência de Filemom de todo o bem que possui como cristão (v. 6), e confia que Onésimo será livremente perdoado.

 

“...para que o teu benefício não fosse como por força, mas voluntário “.

Esta frase resume o âmago de toda a carta. Paulo esforçou-se ao máximo e superou suas ansiedades não só para chegar a um bom fim, mas também para usar um bom meio em busca desse fim. Mesmo podendo ter ordenado (v. 8) e até obrigado (v. 14), o apóstolo optou por “solicitar” (v. 9) e pedir. Ele usou a mesma palavra, aqui traduzida por “força” ou “obrigação”, num sentido similar quando escreveu à igreja em Corinto: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).

Diz a Escritura: ”Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4:6). Deus não se agrada do que é forçado, feito por formalidade, ele procura verdadeiros adoradores: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). O tato de Paulo brilha nesta frase, com sua clara sensibilidade da necessidade de refrear-se de constranger Filemom, fora da obrigação do amor, que a todos constrange (v. 7). E o amor não pode ser mandado nem evocado por coerção.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/5/2026

FONTES:

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_07.pdf


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