Filemom 13 “Eu bem o
quisera conservar comigo, para que, por ti, me servisse nas prisões do
evangelho;”
“Eu bem o quisera
conservar comigo,”
Paulo cumpria pena em prisão domiciliar por ser cidadão
romano aguardando julgamento de César, por isso lhe era permitido receber
visitas: “E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que
alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo;” (Atos 28:30). Ele afirma
aos filipenses que pregar e ensinar as igrejas através de cartas contribuíram
muito para o crescimento de evangelho: “E quero, irmãos, que saibais que as
coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho”
(Filipenses 1:12).
Tendo em mente essa visão de evangelização Paulo necessitava
de auxiliares para ajudá-lo com as cartas, tanto a escreve-las como Tércio o
fez (Romanos 16:22), tanto para entrega-las como Tíquico que acompanhou Onésimo
em seu retorno a Colossos: “Tíquico, irmão amado e fiel ministro, e conservo
no Senhor, vos fará saber o meu estado; O qual vos enviei para o mesmo fim,
para que saiba do vosso estado e console os vossos corações; juntamente com
Onésimo, amado e fiel irmão, que é dos vossos; eles vos farão saber tudo o que
por aqui se passa. Então manifesta o desejo de que Onésimo continuasse o
servindo” (Colossenses 4:8,9).
Por isso, ele expressa a Filemom o desejo pessoal de manter
Onésimo consigo em Roma. Isto
indica que a decisão de mandar Onésimo não surgiu nem rapidamente nem
facilmente na mente de Paulo. Paulo encontrou em um dilema entre o desejo e o dever.
Paulo hesitou, devido à força do conflito. Ele poderia ter raciocinado que
Filemom, por ser homem de boas posses materiais, não precisava de Onésimo, pois
este seria apenas mais um escravo a realizar tarefas braçais para um homem
abastado, que poderia comprar muitos escravos, se assim quisesse fazê-lo. Paulo
poderia ter-se deixado convencer que ele precisava de Onésimo muito mais do que
Filemom dele necessitava, e devido a um serviço muito mais elevado do que o que
Filemom poderia dar-lhe. Hesitou o apóstolo, mas, finalmente, enviou a Onésimo,
baseado nesse forte sentimento de dever.
“... para que, por ti,
me servisse nas prisões do evangelho;”
Para, em teu lugar, me servir soa muito parecido com o que
Paulo escreveu aos filipenses sobre o serviço que Epafrodito lhe prestou em
favor da igreja filipense: “Por isso vo-lo enviei mais depressa, para que,
vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois,
no Senhor com todo o gozo, e tende-o em honra; Porque pela obra de Cristo
chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para
comigo a falta do vosso serviço” (Filipenses 2:28-30). Paulo deu os
créditos do bem que Onésimo lhe fizera a Filemom, mesmo que este não tivesse a
intenção de que seu servo servisse dessa maneira.
Nas algemas que carrego por causa do evangelho consta
literalmente como “nas prisões do evangelho”. Esta é, pela quarta vez
nos primeiros treze versículos (1, 9, 10, 13), uma referência ao fato de que
Paulo estava escrevendo da prisão. No contexto do versículo 13, a menção da
prisão serviu para lembrar Filemom que o apóstolo prisioneiro necessitava muito
mais dos serviços de Onésimo do que o amigo, dono de escravo e mais rico.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/5/2026
FONTES
MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – Introdução e
Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado
versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_07.pdf
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