domingo, 24 de maio de 2026

2 Coríntios 12.9

2 Coríntios 12.9 "E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." 

 

"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”

Embora não haja similaridade essencial entre a experiência de Paulo e a de Jesus no Getsêmani, é relevante observar que ambos oraram três vezes para que algo fosse removido, e em ambos os casos a remoção não foi concedida. Entretanto, assim como Jesus foi fortalecido de modo que pudesse enfrentar sua tribulação terrível e única, assim também Paulo foi encorajado e fortalecido: Então ele me disse: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

A frase “a minha graça te basta” denota a disponibilidade contínua da graça. Embora o espinho na carne de Paulo não lhe fosse removido, a graça de Deus o capacitaria a suportar o espinho: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Sendo assim, parte da grandeza do apóstolo estaria em suportar o “espinho”. Paulo mesmo confessou que sem o “espinho” ele poderia ter uma visão demasiadamente elevada de si mesmo.

A essas palavras foram acrescentadas uma explicação: “porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Então, por causa das fraquezas de Paulo, Cristo poderia manifestar seu poder de modo mais eficiente. Aliás as fraquezas de Paulo tornariam muito mais óbvio o poder grandioso de Cristo e não de Paulo. João, o batista, entendeu muito bem essa verdade:  “É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos” (João 3:30,31).

A garantia de Cristo de que sua graça é suficiente e seu poder se aperfeiçoa na fraqueza nos motiva, hoje. Em vez de tentar controlar nosso próprio destino, temos de nos submeter sempre à vontade de Deus. Sempre que nos sentirmos impotentes, podemos dizer: “não se faça a minha vontade, mas a tua”  (Lucas 22.42). Então, à medida que obedecemos o Senhor ativamente, podemos reinvidicar sua suficiente graça e experimentar seu poder, que “se aperfeiçoa na fraqueza”.

 

“De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo."

Tendo aprendido que o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza, Paulo alegra-se de poder gloriar-se em suas fraquezas. A glória, portanto, de todos os feitos de Paulo pertencia a Deus. A atuação do apóstolo, apesar de suas fraquezas (incluindo o “espinho”), mostrava que o poder de Cristo estava vivo e operante nele. Se a tolerância de Paulo com seu “espinho” significava que o nome de Deus receberia mais glória, então Paulo disse que suportaria isso de “boa vontade”.

A palavra “gloriar-se” é recorrente neste trecho da carta. Os romanos costumavam fazer da vanglória uma virtude. As dimensões sociais da auto-exaltação entre eles eram visíveis. Entretanto, Deus já havia determinado que as coisas loucas envergonhassem as sábias, que as fracas segundo o mundo envergonhassem as fortes, e as humildes e desprezadas rebaixassem as que se tinham em alta conta (1 Coríntios 1:26-31). Isto o Senhor fez a fim de que ninguém, nenhum ser humano, se exaltasse e se vangloriasse em sua presença, de modo que se alguém gloriar- se, glorie-se no Senhor.

Assim, a resposta do Senhor ao pedido de Paulo também provê, no contexto, justificação para o fato de Paulo haver rejeitado a ostentação oca de seus inimigos, e também para sua própria vanglória na fraqueza. A declaração de Paulo foi então revolucionária: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”.

A última frase do versículo poderia ser assim traduzida: “para que o poder de Cristo habite em mim”. O “poder de Cristo” manifestou-se quando Paulo, o indivíduo, estava fraco. Ele não tornaria a suplicar a Deus alívio das deficiências que carregava.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções.Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_02.pdf

Lição 9: Jacó e Esaú: irmãos em conflito – 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

Gênesis 25:23 “E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

 

“E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas,”

Rebeca quando concebeu notou que parecia haver briga no seu ventre e foi perguntar ao Senhor (v.22). A resposta do Senhor veio rapidamente. E Ele foi generoso com ela naquela hora de desespero. Deus informou-lhe havia gêmeos em seu ventre e que os gêmeos lutavam e revelou que eles representavam duas nações que descenderiam deles. Isto deu a ela uma segurança positiva de que a promessa de Deus a Abraão e Sara de que seriam progenitores de muitas nações (Genesis 17:4–6, 16) ainda estava valendo através dela que outrora era estéril (v.21). Ela entendia que seus filhos seriam instrumentos no cumprimento dessa promessa.

Havia, porém, um lado negativo da profecia em relação à batalha que se passava em seu ventre entre os gêmeos. Apesar de Rebeca evidentemente não entender o que isso significava para o futuro, a profecia previu a continuação dessa luta. Nos anos vindouros, Jacó sagazmente aproveitaria a fome de Esaú e o convenceria a vender seu direito de primogenitura (Genesis 25:29–34). Também estava prefigurado ali a maneira como esse filho e a própria Rebeca enganariam Isaque, cego, a dar a Jacó a bênção no leito de morte, pensando estar falando com Esaú (Genesis 27:18–29). O maior cumprimento da profecia no entanto envolvia a posteridade de Jacó e Esaú, os quais experimentariam lutas constantes que os levariam a separar-se em dois povos (Israel e Edon).

 

“... e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.”

Os descendentes do mais velho acabariam por servir a descendência do mais moço, pois este seria o mais forte dos dois. Esse fato foi citado por Paulo aos Romanos ao explicar a condição dos judeus diante de Deus após a rejeição ao messias: “E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), Foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor” (Romanos 9:10-12).

Isso também expressa a bondade de Deus para com os descendentes de Jacó: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o Senhor; todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto. Ainda que Edom diga: Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão: Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre” (Malaquias 1:2-4).

Essa profecia não dizia respeito primariamente a Esaú e Jacó como indivíduos, ainda que eles de fato lutassem no ventre e na maturidade por supremacia.  Na verdade, Esaú, o mais velho, nunca serviu ao seu irmão mais moço, Jacó. O que Deus contemplava era a futura subjugação dos edomitas pelos israelitas, que descenderiam de Esaú e Jacó, respectivamente.

Contudo, somente no tempo do rei Davi foi que o conflito entre os dois povos chegou a um clímax; e então os israelitas derrotaram os edomitas, obrigando-os à servidão: “E pôs guarnições, em Edom, em todo o Edom pôs guarnições, e todos os edomeus ficaram por servos de Davi; e o Senhor ajudava a Davi por onde quer que ia” (2 Samuel 8:14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201512_06.pdf

sábado, 23 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 23 DE MAIO DE 2026 ( Números 23.19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
23 DE MAIO DE 2026
O ATRIBUTO IMUTÁVEL DE DEUS

Números 23.19 “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria? ”

 

“Deus não é homem, para que minta; ”

Por ocasião da tentativa de Balaque em fazer com que o profeta Balaão amaldiçoasse o povo de Israel, lemos que, ao introduzir a mensagem da Palavra de Deus que não agradaria a Balaque, o profeta Balaão enfatizou que Deus não mente nem se arrepende para, em seguida, arrematar: “Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar” (Números 23.20). Assim, Balaão não podia fazer o que Deus não havia decretado.

O homem mente, mas Deus sempre diz a verdade. Balaque estava vivendo uma ilusão em suas expectações, porque se elas fossem cumpridas degradariam o caráter divino. Todavia um dos atributos de Deus é a veracidade, “Deus não pode mentir” (Tito 1.2), pois isso seria contrário a sua natureza e ele não muda (Malaquias 3.6). O apóstolo Paulo escreveu: “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem ...” (Romanos 3.4).

 

“... nem filho de homem, para que se arrependa; ”

O oráculo negava que Deus muda de parecer. “O propósito de Deus é consistente; Ele não se caracteriza pelo engano e capricho dos homens”. No entanto, acerca de Deus, também é dito que Ele se arrepende. Em Gênesis 6 lemos que Deus havia “se arrependido” de ter feito o ser humano, pois “pesou-lhe o coração” ao contemplar o caminho de corrupção e violência que a humanidade decidiu trilhar. Assim, poderíamos nos perguntar: Afinal de contas, Deus se arrepende?

Aqui em Números lemos que Deus não “se arrepende” (Números 23.19), em Gênesis, que Ele “se arrependeu” (Genesis 6.6). Contudo, em Gênesis 6, o “arrependimento” nada tem a ver com algo que Ele tenha feito de errado, ou alterado um plano original, mas sim com o que a humanidade fez com o plano e o propósito que o Senhor havia delineado para ela desde sempre. Juntamente com a expressão “arrependimento”, a expressão “pesou-lhe em seu coração” traz a conotação humana aplicada a Deus para reforçar a ideia do quanto Ele se entristeceu com a escolha que o ser humano fez.

Na Teologia, damos o nome a esse fenômeno presente nas Escrituras de “antropopatismo”, ou seja, a forma que o autor sagrado usa para atribuir características humanas a Deus, no sentido de que a mensagem fosse mais bem compreendida pelo leitor do texto sagrado. Em Gênesis 6, a falha não estava em Deus, mas no ser humano; o “arrependimento” de Deus não era em relação ao seu plano criador, mas ao ato rebelde do ser humano.

A ideia que Deus pode alterar Sua mente (arrependimento), como se Sua capacidade de planejar, com base em Sua presciência, fosse defeituosa, é um ataque intolerável contra a correta compreensão dos atributos de Deus. Um Deus que se arrependa, no sentido em que o homem se arrepende, seria um Deus que anularia suas promessas.

 

“... porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria? ”

Deus sempre cumpre aquilo que promete. Em outras palavras, suas declarações proféticas e suas promessas infalivelmente terão cumprimento: “Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios” (Salmo 89.34). A bênção divina a Israel atravessa os milênios, e tem envolvido muitas predições que tinham e terão de ser cumpridas.

Assim sendo, a veracidade de Deus haveria de levar Seu propósito a uma cabal fruição. Deus comprometeu-se de modo inquebrantável de que abençoaria o povo de Deus, de acordo com Sua inexorável vontade. Nenhum poder, como o de Balaque, ou o de Balaão, poderia afetar essa decisão divina no mínimo que fosse: “Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás? ” (Isaias 14.27)

Ademais, esse compromisso inquebrantável visava o bem de todos os povos, e não somente do povo de Israel, visto que Israel seria usado como instrumento que traria ao Mundo o Messias e Sua universal missão salvatícia. Isso fazia parte do pacto abraâmico, e foi reforçado no Novo Pacto: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” (Gálatas 3.8).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Atos 27.25

Atos 27.25 "Pelo que, senhores, tende bom ânimo! porque creio em Deus, que há de acontecer assim como me foi dito."

 

"Pelo que, senhores, tende bom ânimo!”

Em meio ao grande desespero que tomou conta de todos, Paulo encoraja a tripulação e os prisioneiros, dizendo pela segunda vez “Tende bom ânimo” (v.22). Pois, um anjo de Deus havia aparecido a Paulo, informando-lhe que, apesar da perda do navio e de toda a sua carga, nenhuma pessoa pereceria (v.23), pois o projeto de levá-lo a Roma para comparecer perante César estava de pé: “Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo” (Atos 27:24).

 

“... porque creio em Deus, que há de acontecer assim como me foi dito."

A confiança de Paulo no cumprimento dessa promessa estava na fidelidade daquele que fez a promessa, embora antes eles tivessem de parar numa ilha (v.26). Com profunda pertinência, Matthew Henry escreve: Assim como a fúria dos mais poderosos inimigos, assim também o mais violento mar não pode prevalecer contra as testemunhas de Deus até que tenham dado seu testemunho. Enquanto Deus tiver uma tarefa para eles fazerem, suas vidas deverão ser prolongadas.

Para sobrevivermos às tempestades da vida, precisamos expressar verbalmente as promessas de Deus. Primeiro, precisamos declarar tais promessas para nós mesmos, vez após vez, para inculcá-las em nossa mente e coração. Depois, assim como Paulo, precisamos partilhar essas promessas com outros.

Se expressarmos verbalmente as promessas nossos problemas não irão se desaparecerão como um sopro de fumaça. Quando Paulo declarou a mensagem de esperança de Deus, isso não acalmou o mar. As nuvens não se dissiparam para que os marinheiros se orientassem. Nada mudou externamente; a tempestade continuou a vociferar. A mudança foi interna, uma mudança de atitude. Certamente, essa mudança fez toda a diferença do mundo para Paulo e para os demais que creram.

Quando você e eu depositarmos nossa confiança nas promessas do Senhor durante as tempestades da vida, raramente haverá uma mudança externa; as circunstâncias devem continuar sendo as mesmas. A diferença real ocorre por dentro: passamos a conhecer “a paz de Deus, que excede todo o entendimento” (Filipenses 4:7a)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200206_06.pdf

Atos 27.22

Atos 27.22 "Mas agora vos bom ânimo, porque não haverá perda de nenhuma de vossas vidas, mas somente da embarcação." 

  

"Mas agora vos bom ânimo,”

Até aqui, Lucas descrevera Paulo como o apóstolo dos gentios, o pioneiro das três expedições missionárias, o prisioneiro e o réu. Agora, porém, ele o retrata sob outra luz. Ele já não é um apóstolo honrado, mas um homem comum, igual aos outros, um cristão solitário (exceto por Lucas e Aristarco) entre cerca de trezentos incrédulos: soldados ou prisioneiros, ou talvez mercadores ou tripulantes.

Ainda assim, seus dons de liderança, recebidos de Deus, emergem claramente. "É quase certo", escreve William Barclay, "que Paulo fosse o viajante mais experiente a bordo daquele navio. Pois, Paulo viajou pelo menos 5.500 quilômetros por mar. Mas não foi só a sua maturidade quanto à experiência marítima que fez com que Paulo se destacasse como líder naquele navio; foi, muito mais, o seu caráter e a fé cristã inabalável.

Paulo já havia falado uma vez, expressando a sua opinião quanto ao local em que o navio deveria hibernar, mas seu conselho tinha sido ignorado: “Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas. Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo” (vv. 10,11).

Ele fala agora uma segunda vez para que todos mantivessem o ânimo. E ele faz isso por duas vezes (v. 25). Pois ele acreditava em Deus e estava convencido de que ele cumpriria suas promessas. E o Senhor lhe havia dito: “Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma” (Atos 23:11).

 

“... porque não haverá perda de nenhuma de vossas vidas, mas somente da embarcação."

Eles deveriam ter bom ânimo porque nenhum dos tripulantes, mas apenas o navio, se perderia. Como ele podia ter tanta certeza disso? Porque na noite anterior, um anjo do Deus a quem ele pertencia e servia, tinha estado ao seu lado (v. 23), dizendo-lhe para que não temesse, prometendo que ele teria de se apresentar a César, e acrescentando que Deus lhe daria (em resposta a suas orações?) as vidas de seus companheiros de viagem (v. 24).

Quando você estiver no meio de uma tempestade, lembre-se de que você não é o único judiado pela vida (1 Coríntios 10:13a). Ore pelos outros assim como por você mesmo (Tiago 5:16); nada pode afundar um homem mais rápido do que o egocentrismo.

Essas promessas divinas eram o fundamento do apelo de Paulo para que todos mantivessem o bom ânimo. Pois ele acreditava em Deus, em seu caráter e em sua aliança, e estava convencido de que ele cumpriria suas promessas (v. 25), embora o navio tivesse de encalhar em alguma ilha (v. 26).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

BARCLAY, William. Hechos de los Apóstoles. Editorial. Editorial CLIE, 1974.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200206_06.pdf

Atos 22.15

Atos 22.15 "Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido." 

 

"Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens”

Paulo queria que a multidão entendesse que não era idéia dele, mas do Senhor ir até os gentios. Assim, percebe-se que Paulo está enfrentando julgamento, não meramente acusado de profanar o templo e de atacar o judaísmo (Atos 21:29) mas, sobretudo, como testemunha de Jesus. Para responder essa acusação Paulo fala claramente de sua comissão divina.

No trecho de Atos 9, essas palavras aparecem proferidas para Ananias, o qual, supostamente, transmitiu-as a Saulo, conforme também devemos evidentemente compreender, ainda que o nono capítulo de Atos não mencione qualquer transmissão de mensagem: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel” (Atos 9:15).

Já o capítulo 26 de Atos apresenta um paralelo muito elaborado, como se tudo houvesse sido dito diretamente pelo Senhor Jesus a Saulo, em sua visão original: “Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda; Livrando-te deste povo, e dos gentios, a quem agora te envio, Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão de pecados, e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:16-18).

Em ambos os testemunhos a mensagem é a mesma. Paulo era um vaso escolhido para anunciar o evangelho a todos os tipos e raças humanas, aos judeus e aos gentios, até mesmo em lugares distantes, e, finalmente, até a reis. Outrossim, foi comissionado mais especialmente ainda, par ser o instrumento pelo qual à igreja cristã seria revelada a glória especial de Cristo. A fim de cumprir essa missão é que Saulo foi sobrenaturalmente convertido por Deus.

 

“... do que tens visto e ouvido."

Todos os apóstolos e não somente Paulo haviam sido convocados a serem testemunhas de Jesus Cristo; e por isso eram obrigados por seu dever a continuarem o seu testemunho: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (Atos 1.8).

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas “testemunhas”, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,  E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).

Após a cura do coxo da porta formosa os sacerdotes prenderam Pedro e João e os ameaçaram: “Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los rigorosamente para que não falem mais nesse nome a homem algum” (Atos 4:17). Os apóstolos apesar da ameaça responderam aos sacerdotes: “Julgai vós se é justo, diante de Deus. ouvir-vos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido".

Assim como Pedro e João, Paulo não poderia silenciar de tudo que havia visto e ouvido: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9.16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200205_05.pdf

Atos 17.23

Atos 17.23 “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.” 

 

“Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO.”

Historiadores seculares registraram que esses altares a divindades desconhecidas não eram raros naquela região.  Pausânias, documentou que os gregos dedicavam altares a divindades sem nome para evitar ofender qualquer deus esquecido que pudesse estar causando problemas (como uma praga) à cidade. O conselho de um velho sábio, chamado Epimênides para explicar pragas foi aceito. “Deve haver algum deus que vocês não conheçam que esteja descontente com vocês”. 

Outro afirmou que quando visitou Pérgamo (do outro lado do Mar Egeu, vindo de Atenas), viu as ruínas do templo de Demétrio, onde os arqueólogos encontraram um altar dedicado “ao Deus desconhecido”, outro exemplar preservado foi encontrado no Monte Palatino, em Roma. Um antigo historiador disse que havia 3000 ídolos na cidade. O provérbio popular daqueles dias era: "Há mais deuses do que homens em Atenas”.

 

“Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.”

Tendo visto um desses altares com seus próprios olhos, Paulo podia começar seu discurso com uma referência gentil à religiosidade deles. Ele ainda não estava pronto a desafiar a tolice da idolatria ateniense e nem era a hora. Mas Paulo percebeu que eles mesmos reconheciam a sua ignorância. Paulo então faz desse altar o ponto de partida do seu discurso. O apóstolo lhes anunciou o verdadeiro Deus, a quem os pagãos procuravam, tateado cegamente: “Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio”.

Os termo “sem conhecer” poderia soar como um insulto, principalmente aos atenienses. Paulo, porém, usou a mesma palavra que aplicara ao “deus desconhecido”. O grego traduzido por “desconhecido” é agnosto, um composto de a (prefixo de negação) com gnosis (“conhecimento”), e denota falta de conhecimento. Paulo disse, com efeito: “Ouçam- me e vocês conhecerão o Deus que pensavam ser impossível de se conhecer”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_05.pdf

Atos 15.11

Atos 15.11 "Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus, do mesmo modo que eles também."

 

"Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus,”

Após grande contenda entre alguns da seita dos fariseus e Paulo e Barnabé acerca da lei e da circuncisão. Pedro se manifestou descrevendo a sua experiência em Cesaréia na casa do Centurião Cornélio. Ele afirmou que Deus lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, não fazendo diferença entre judeu ou gentio. Pois seus corações havia também sidos purificados pela fé. (vv 8,9).

Seu argumento pode ser resumido da seguinte maneira: Na Antiga Aliança, circuncisão e observância à Lei mosaica eram exigidas do povo de Deus. O Senhor, porém, salvou os gentios e os batizou no Espírito Santo sem exigir tais coisas. Como os judeus não podiam guardar perfeitamente a Lei de Moisés, os gentios também não: “por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós podemos suportar?” (v.10). Ele então encerra seu discurso com as mais palavras poderosas: “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram”.

Sublinhe as palavras “fomos salvos pela graça do Senhor Jesus”. Somos salvos pela graça — um favor imerecido do Senhor — e esse é o único meio pelo qual podemos ser salvos! Se não formos salvos pela graça, não seremos salvos de maneira alguma.

 

 “... do mesmo modo que eles também."

Observe o modo incomum como Pedro enfatizou que tanto judeus como gentios eram salvos totalmente pela graça. Poderíamos esperar que ele dissesse: “Eles são salvos pela graça assim como nós”. Em vez disso, falou: “Fomos [nós] salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram”. Em outras palavras: “Deus decretou que os gentios sejam salvos pela graça, não pela observância da Lei; e para nós, judeus, sermos salvos, precisamos saber que também somos salvos pela graça, não pela observância da Lei!”.

Ao fazer sua afirmação final, percebemos que ele repete, talvez inconscientemente, a afirmação evangélica que Paulo lhe fizera em Antioquia ao desafiá-lo publicamente. Juntos, eles deixam claro que a salvação é "pela graça do Senhor Jesus" e "mediante a fé em Cristo Jesus". Graça e fé não podem ser separadas: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_03.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 22 DE MAIO DE 2026 (Jeremias 1.12)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
22 DE MAIO DE 2026
DEUS TEM COMPROMISSO COM A SUA PALAVRA

Jeremias 1.12 “E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

 

“E disse-me o Senhor:”

Na primeira visão Deus pergunta ao profeta: “Que vês tu, Jeremias? (v.11)”, após o profeta responder. Deus novamente fala com Jeremias, fazendo um jogo de palavras muito freqüente na língua hebraica. Amendoeira (v.11) é shaqed e velo é shoqed. A menção de shaqed traz à mente shoqed, que tem o mesmo som.

A visão de Jeremias sobre a árvore desperta faz-nos lembrar de que Deus estava desperto e vigiando a Sua palavra, para que ela se cumprisse.

 

“Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.”

Assim como os primeiros botões da amendoeira anunciavam a primavera, a palavra pronunciada apontava para seu rápido cumprimento. O que significa que o SENHOR sempre está atento à Sua Palavra e a cada uma de Suas promessas para cumpri-las: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido" (Jó 42.2).

Deus explicou o significado da visão: “Estou vigiando [atento] para que a minha palavra se cumpra”. A amendoeira estava bem à frente de todas as outras árvores ao “acordar” na primavera. Deus estava dizendo a Jeremias por meio dessa visão: “Estou bem desperto, vigiando a minha palavra para ver se ela será prontamente executada”. Claramente, Judá estava agindo como se Deus estivesse dormindo e não soubesse acerca do seu pecado.

O propósito da visão é assegurar Jeremias de que Deus está bem alerta quanto à situação e que está vigiando persistentemente, certificando-se de que sua palavra seja cumprida. A visão também fala de que Deus toma todo cuidado para que seus planos sejam executados. Ele está “atentamente determinado” para que seus juízos sejam efetuados na terra. Os homens sempre trabalham com a certeza de que Deus está vigiando atentamente para ver se seus planos estão sendo executados, quer sejam obras de juízo ou de misericórdia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no Livro de Jeremias e Lamentações de Jeremias. Juerp, 1979.

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações: Introdução e comentário. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1980.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 21 DE MAIO DE 2026 (Salmo 119.89)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
21 DE MAIO DE 2026
A PALAVRA DE DEUS ESTÁ FIRMADA NO CÉU

Salmo 119.89 “Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu.”

 

“Para sempre, ó Senhor, a tua palavra permanece no céu.”

O salmista reconhece a imutabilidade da palavra de Deus e de todos seus conselhos. Uma palavra é um pensamento revelado. As Escrituras são exatamente isto: os pensamentos e os propósitos de Deus, tornados inteligíveis para os homens. Pela palavra de Deus os céus foram feitos e permanecem ali obedientes a ela: "Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo apareceu" (Salmo 33:9).

A permanência da palavra de Deus no céu é o oposto das mudanças e revoluções que ocorrem aqui na terra: “seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Isaías 40:8 ARA). Ela permanece no céu, ou seja, no conselho secreto de Deus, que está escondido nele mesmo e muito distante da nossa vista, e é firme como montes de metal.

Está implícito que, da mesma maneira como Deus é eterno, também a sua palavra o é, e ela tem uma representação apropriada, tanto no céu como na terra: no céu, assim como a sua palavra permanece firme no céu, também a sua fidelidade na terra. Se permanecer no céu, os homens na terra jamais poderão tirá-la de lá. O ímpio não poderá alimentar uma esperança futura derivada de qualquer nova dispensação além do sepulcro, pois a palavra presente de Deus para nós não pode ser alterada.

Sendo assim, o piedoso pode confiar em suas palavras. Ainda que nossos corações vacilem em relação a uma promessa, pela descrença, e ainda que a nossa descrença nos faça crer que a promessa freqüentemente é abalada, ainda assim a palavra de Deus permanece não em nossos corações, mas “no céu”; sim, e ali, “para sempre”, tão firme como o próprio céu; sim, ainda mais; pois “é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei” (Lucas 16.17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume III. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Jô a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.