domingo, 24 de maio de 2026

2 Coríntios 12.9

2 Coríntios 12.9 "E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." 

 

"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”

Embora não haja similaridade essencial entre a experiência de Paulo e a de Jesus no Getsêmani, é relevante observar que ambos oraram três vezes para que algo fosse removido, e em ambos os casos a remoção não foi concedida. Entretanto, assim como Jesus foi fortalecido de modo que pudesse enfrentar sua tribulação terrível e única, assim também Paulo foi encorajado e fortalecido: Então ele me disse: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

A frase “a minha graça te basta” denota a disponibilidade contínua da graça. Embora o espinho na carne de Paulo não lhe fosse removido, a graça de Deus o capacitaria a suportar o espinho: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13). Sendo assim, parte da grandeza do apóstolo estaria em suportar o “espinho”. Paulo mesmo confessou que sem o “espinho” ele poderia ter uma visão demasiadamente elevada de si mesmo.

A essas palavras foram acrescentadas uma explicação: “porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Então, por causa das fraquezas de Paulo, Cristo poderia manifestar seu poder de modo mais eficiente. Aliás as fraquezas de Paulo tornariam muito mais óbvio o poder grandioso de Cristo e não de Paulo. João, o batista, entendeu muito bem essa verdade:  É necessário que ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos” (João 3:30,31).

A garantia de Cristo de que sua graça é suficiente e seu poder se aperfeiçoa na fraqueza nos motiva, hoje. Em vez de tentar controlar nosso próprio destino, temos de nos submeter sempre à vontade de Deus. Sempre que nos sentirmos impotentes, podemos dizer: “não se faça a minha vontade, mas a tua  (Lucas 22.42). Então, à medida que obedecemos o Senhor ativamente, podemos reinvidicar sua suficiente graça e experimentar seu poder, que “se aperfeiçoa na fraqueza”.

 

“De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo."

Tendo aprendido que o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza, Paulo alegra-se de poder gloriar-se em suas fraquezas. A glória, portanto, de todos os feitos de Paulo pertencia a Deus. A atuação do apóstolo, apesar de suas fraquezas (incluindo o “espinho”), mostrava que o poder de Cristo estava vivo e operante nele. Se a tolerância de Paulo com seu “espinho” significava que o nome de Deus receberia mais glória, então Paulo disse que suportaria isso de “boa vontade”.

A palavra “gloriar-se” é recorrente neste trecho da carta. Os romanos costumavam fazer da vanglória uma virtude. As dimensões sociais da auto-exaltação entre eles eram visíveis. Entretanto, Deus já havia determinado que as coisas loucas envergonhassem as sábias, que as fracas segundo o mundo envergonhassem as fortes, e as humildes e desprezadas rebaixassem as que se tinham em alta conta (1 Coríntios 1:26-31). Isto o Senhor fez a fim de que ninguém, nenhum ser humano, se exaltasse e se vangloriasse em sua presença, de modo que se alguém gloriar- se, glorie-se no Senhor.

Assim, a resposta do Senhor ao pedido de Paulo também provê, no contexto, justificação para o fato de Paulo haver rejeitado a ostentação oca de seus inimigos, e também para sua própria vanglória na fraqueza. A declaração de Paulo foi então revolucionária: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”.

A última frase do versículo poderia ser assim traduzida: “para que o poder de Cristo habite em mim”. O “poder de Cristo” manifestou-se quando Paulo, o indivíduo, estava fraco. Ele não tornaria a suplicar a Deus alívio das deficiências que carregava.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções.Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_02.pdf

Nenhum comentário:

Postar um comentário