TEXTO ÁUREO
Atos 13:47 “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”
TEXTO ÁUREO
Atos 13:47 “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra.”
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
11 DE JULHO DE 2026
É DEUS QUEM ABRE A PORTA DA FÉ AOS GENTIOS
Atos 14.27 “E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”
“E, quando chegaram e reuniram a igreja, relataram quão grandes coisas Deus fizera por eles, e como abrira aos gentios a porta da fé.”
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
10/12/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200202_02.pdf
Romanos 1.16 “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. ”
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, "
Paulo em sua minuciosa apresentação a Igreja de Roma começa afirmando que não se envergonha de pregar o Evangelho de Cristo. As dificuldades financeiras ou a falta de recursos necessários, não o envergonhavam de pregar o Evangelho. Para o apóstolo das gentes, o Evangelho tem um sentido vivo: não é opaco como certas filosofias religiosas da época.
O termo “evangelho”, oriundo do vocábulo grego , significa literalmente “boa-nova”. A palavra é formada por dois vocábulos gregos: , bom, e , anúncio. Trata-se de uma expressão antiquíssima da língua grega. A palavra, contudo, só viria adquirir a conotação com que, hoje, a conhecemos a partir do advento de Cristo. Após o seu batismo, o Senhor apresentou-se a Israel com o evangelho do Reino. Ao descrever a ação evangelizadora de Jesus, ressalta-lhe Mateus não somente as palavras, mas notadamente os atos: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 9.35).
"... pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;”
“Para a Salvação”. A palavra salvação neste texto tem um sentido individual e também universal, pois é para todo aquele que crer. Seu alcance tem uma dimensão real, pois não se trata de um poder abstrato ou inconcebível. E um poder divino que pode ser experimentado e sentido. A palavra crer, no grego é “pisteuo”, que também significa fé, como um ato de confiar em alguém. Em relação ao Evangelho, crer significa confiança ou a entrega pessoal de modo pleno a ponto de colocar-se o que crê, completamente à disposição de outra pessoa. Crer no Evangelho não implica num mero assentimento intelectual a uma verdade apresentada, mas requer uma entrega voluntária e sem reservas à verdade recebida. Crer em Cristo é entregar-se a Ele sem reservas.
"... primeiro do judeu, e também do grego. ”
“Primeiro do judeu” (1.16) não quer dizer que é necessário tornar-se judeu para conhecer os benefícios do poder do Evangelho. Basta crer no Evangelho. Essa afirmação deve ser entendida cronologicamente. Jesus afirmou a mulher samaritana: Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos por que a salvação vem dos judeus. (João 4:22)
Nós, igreja do Senhor Jesus, comissionados para pregar o Evangelho a toda à criatura. Não podemos nos envergonhar dele, afinal o Evangelho é o poder de Deus para a Salvação, ou seja, todos que chagaram a Cristo foi por intermédio do Evangelho. Se você não se envergonha do Evangelho. Pregue o Evangelho! “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16)
Fontes:
SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.
ANDRADE, Claudionor. O desafio da Evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
CABRAL, Elienai. Romanos: O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.
Isaías 49.6 “Disse mais: Pouco e que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até a extremidade da terra. ”
“Disse mais: Pouco e que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os guardados de Israel; “
A expressão “disse mais” complementa a informação do versículo anterior: o messias seria comissionado desde o ventre para ser seu servo, para que torne a trazer Jacó para Deus (Isaías 49:5). O Servo messias havia sido escolhido para trazer Jacó (ou seja, Israel) da sua degradação e alienação de volta ao Senhor. Essa restauração envolveria conversão e salvação. Por isso Cristo após a prisão de João, o batista, apareceu na Galileia “pregando o evangelho do reino de Deus, E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho ” (Marcos 1:14,15). Cristo priorizou a pregação dentro dos termos de Israel. Quando passou pelas partes de Tio e Sidom foi solicitado por uma mulher daquelas cercanias e lhe respondeu: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 15:24). Quando comissionou seus discípulos deu essa ordem: “Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6). Todavia aprendemos nas escrituras que nem todos os seus o receberam. Apenas os guardados ou preservados de Israel. Isso havia sido previsto no verso 5: “porém Israel não se deixará ajuntar; contudo aos olhos do Senhor serei glorificado, e o meu Deus será a minha força” (Isaías 49:5)
“... também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até a extremidade da terra. ”
Além de ser chamado para restaurar Jacó. O Servo do Senhor foi comissionado para ser luz para os gentios: “ O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz” (Isaías 9:2). Aqui, luz, significa a esperança messiânica para as nações que sem a obra da cruz estavam “separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12)
“Luz” é uma metáfora rica nas Escrituras. Representa esperança, vida, justiça e verdade “ Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor” (Isaías 2:5). Jesus declarou que Ele é a Luz do mundo (João 8:12; 9:5). João, o discípulo amado, nos garantiu que: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1:7).
A “salvação” trazida pela “luz” deveria alcançar “a extremidade da terra”. Cristo profetiza no seu sermão sobre o fim dos tempos “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim“ (Mateus 24:14)
Jesus deu a Grande Comissão para todos os crentes — judeus e gentios — para espalharem as boas novas da salvação e ordenou para que “em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24:47)
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/10/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201010_02.pdf
HORTON, Stanley. Isaías – o profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
8 DE JULHO DE 2026
A PRIMEIRA PORTA QUE DEUS USA PARA ALCANÇAR OS GENTIOS
Atos 11.20 “ E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.”
“E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses,"
Os judeus dispersos (v.19) não eram apenas anti-helenistas, mas judeus gregos que se converteram a partir da descido do Espírito Santo no pentecoste: “E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (Atos 2:5). Os versos 9 a 11 de Atos 2 descrevem algumas origens: “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:9-11). Aqui são citados judeus chiprios e cirenenses.
Chipre é uma grande, bela e fértil ilha do mar Mediterrâneo Era a terra natal de Barnabé (Atos 4.36), por causa disso recebeu cedo recebeu o Evangelho na primeira viagem missionária. Hoje pertence a Turquia.
Cirene era uma cidade que ficava localizada no norte da África. Ela estava situada na metade do caminho entre Alexandria e Cartago, numa planície a cerca de dezesseis quilômetros do mar Mediterrâneo. Atualmente essa região fica na Líbia, a oeste do Egito. Seu personagem mais famoso da bíblia é Simão Cireneu que foi constrangido a carregar a cruz de Jesus (Mateus 27.32).
"os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. ”
Como os bereanos foram mais prudentes que os de tessalônica quanto ao estudo, esses judeus foram mais prudentes que os demais quanto a evangelização. Pois, como Pedro e João, não conseguiram deixar de anunciar “o que viram e ouviram” (Atos 4:20). A cidade de Antioquia, evangelizada por estes judeus, veio a ser um grande centro missionário, ela foi o ponto de partida para Paulo. Ele, ainda como assistente de Barnabé, iniciou suas viagens missionárias. Estas resultaram na implantação de igrejas na Ásia Menor, Macedônia e Grécia. Como os chiprios e cirenenses não podemos deixar de anunciar o evangelho a toda a criatura, pois somos testemunhas das grandezas de Deus: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (Filipenses 4:9)
DEIVY FERREIRA
PANIAGO JUNIOR
2/12/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
GONZALEZ, Justo L.; A Era dos Mártires, 3ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986
JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.
Atos 18:6 “Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes, e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios.”
“Mas, resistindo e blasfemando eles,”
O povo judeu se tornara obstinado, teimoso e rebelde, pois seus corações haviam ficado insensíveis à vontade de Deus, e seus ouvidos estavam surdos aos clamores do Senhor: “Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (Deuteronômio 9:6). Estevão denunciou os homens da sua geração dizendo: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais” (Atos 7.51).
Paulo enfrenta de cidade e cidade a mesma obstinação do povo que resiste igualmente as palavras do evangelho. O escritor aos hebreus nos orienta a agirmos diferentes: “Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos” (Hebreus 3:7-10).
Além de resistir eles blasfemaram. Nas páginas do Novo Testamento, quando esse verbo é utilizado em relação aos homens, significa caluniar, difamar, insultar, injuriar a reputação de outrem. Como fizeram também com Jesus na cruz: “E os que passavam blasfemavam dele, meneando as cabeças, E dizendo: Tu, que destróis o templo, e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz. E da mesma maneira também os principais sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam: Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele. Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus” (Mateus 27:39-43).
“... sacudiu as vestes,”
Essa ação é similar ao ato de sacudir o pó dos pés ou imitação do mesmo. Sacudir assim as vestes simbolizava o ato de sacudir a poeira que se apegara às mesmas, como se elas estivessem contaminadas por aqueles com quem a pessoa que assim fazia se associara. Isso é um cumprimento literal do mandamento que o Senhor Jesus deu aos seus discípulos, no tocante à atitude que deveriam ter, em casos de perseguição e ultraje contra o cristianismo “E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés” (Mateus 10:14).
Pela literatura rabínica somos informados de que nenhum judeu religioso deixava de acautelar-se por não trazer para a Palestina qualquer poeira proveniente de territórios pagãos, porque esse pó poderia ser considerado como uma contaminação própria do paganismo.
Este episódio nos mostra que Paulo se inocentou de qualquer responsabilidade por eles. Com essa atitude, o apóstolo mostrou que os membros daquela sinagoga, que haviam rejeitado a Cristo, com esse ato se tinham declarado indignos do ministério do evangelho, bem como dos benefícios que disso resultam.
“O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo, e desde agora parto para os gentios.”
A expressão: “O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça” parece ter-se originado no costume dos hebreus, dos egípcios e de outros povos antigos, de colocarem as mãos sobre a cabeça do animal morto como sacrifício, como se fosse um ato simbólico de transferência de culpa para a vítima sacrificada quando era abatida e o seu sangue era aspergido. O sangue representa a vida da carne e o fato de ser derramado representa a perda dessa vida. Essa expressão veio a ser vinculada à responsabilidade que qualquer indivíduo tem pelo seu próprio destino.
Não devemos considerar essas palavras como um a maldição, como se Paulo lhes estivesse desejando qualquer mal, especialmente algum a perda ou prejuízo. Pelo contrário, somente serviu de solene declaração que não tinha mais qualquer responsabilidade pela perda da vida eterna que com aquela atitude eles condenavam a si mesmos. Paulo havia feito a sua parte como arauto de Deus: Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei” (Ezequiel 3:18).
O povo judeu, em Jerusalém, empregara virtualmente essas palavras quando assumiram toda a responsabilidade pela morte bárbara e atroz do Senhor Jesus, aceitando assim toda a culpa que esse trucidamento envolvia: "E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue seja sobre nós e sobre nossos filhos" (Mateus 27:25).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
Atos 18:4 “E todos os sábados disputava na sinagoga, e convencia a judeus e gregos.”
“E todos os sábados disputava na sinagoga,”
Era costume do apóstolo Paulo começar sua evangelização pelos judeus e na grande cidade de Corinto não seria diferente. Em sua primeira viagem missionária, acompanhado por Barnabé, na cidade de Salamina, em Chipre, já fazia assim: “E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus” (Atos 13:5). Em Antioquia da Psídia, Paulo explicou aos judeus nas sinagoga o motivo porque fazia assim: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios; Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13:46,47).
A palavra “disputava” ou “discorria” nos mostra de que modo Paulo propagava o evangelho. Propagava ele p evangelho mediante argumentos razoáveis, que requeriam o raciocínio. Por semelhante modo, Deus nos convida para que cheguemos e raciocinemos com ele: “Vinde então, e raciocinemos juntos” (Isaías 1:18). Paulo era tanto um pregador pentecostal como um pregador racional.
“... e convencia a judeus e gregos.”
Paulo ia às sinagogas para persuadir os seus ouvintes em prol da causa de Cristo. Ele convencia pelos argumentos, ou seja, ele persuadia, isto é, prevalecia contra os opositores. Ele fazia com que passassem para a sua opinião própria. Alguns ficavam convictos ante tais raciocínios, e cediam a Cristo. Para que o pregador convença seus ouvintes, ele como Paulo deve “manejar bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2:15), “retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” (Tito 1.9).
A sua evangelização foi bem sucedida, tanto entre os judeus, quanto entre os gregos que freqüentavam a sinagoga. Os “gregos” aqui mencionados eram os “tementes a Deus”, não eram judeus que falavam esse idioma como sua língua principal, e, sim, refere-se a gentios de nascimento, ainda que mantivessem algum contacto com a sinagoga, porquanto eram atraídos pela adoração mais pura que a do paganismo, que a li era levada a efeito. Alguns desses gregos chegavam mesmo a se tornarem membros completos das sinagogas judaicas, sendo circuncidados e batizados; a maioria deles, entretanto, eram convertidos ao judaísmo apenas em parte, e eram chamados prosélitos do portão.
DEIVY
FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.
Atos 18.10 “Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”
“Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal,”
A ordem divina vem reforçada pela promessa de que o Senhor estará com Paulo: “Não temas, pois, porque estou contigo” (Isaías 43:5). Este tipo de promessa é uma forma de Deus assegurar os que chama de que teriam forças para cumprir o Seu mandamento. Ele disse isso a Gideão : "O Senhor é contigo, homem valoroso" (Juízes 6:12); Maria ouviu isso do anjo Gabriel: “Salve, agraciada; o Senhor é contigo” (Lucas 1:28).
Como resultado da proteção divina de Paulo, ninguém poderia colocar nele as mãos para fazer-lhe mal. Isto sugere que Paulo temia o inevitável mal causado pelos judeus invejosos. Talvez ele até pensasse já ter feito em Corinto tudo o que estava ao seu alcance, e estivesse pensando em sair, antes que seus inimigos tivessem uma oportunidade para maltratá-lo. Até homens fortes podem se abalar sob constante pressão.
Mas Cristo deu a Paulo a promessa solene de que, em Corinto, ele não sofreria mal algum, como sofrera nas outras cidades. Geralmente, o cumprimento das promessas de Deus dão-se anos depois. Neste caso, o cumprimento deu-se imediatamente. Nos versículos seguintes, Lucas mostrou como Deus cumpriu Sua palavra operando através de Gálio, proconsul da Acaia: “Se houvesse, ó judeus, algum agravo ou crime enorme, com razão vos sofreria, Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós há, vede-o vós mesmos; porque eu não quero ser juiz dessas coisas” (Atos 18:14,15).
“... pois tenho muito povo nesta cidade.”
Vinculada a essa promessa declarada havia uma promessa implícita nas palavras de Jesus: “pois tenho muito povo nesta cidade”. Essa promessa relaciona a garantia de Deus de que Ele constituiria “dentre os gentios, um povo para o seu nome” (Atos 15:14). Deus, que conhece o coração do homem, sabia que existiam gentios receptivos em Corinto, os quais se converteriam a Ele se tivessem tal oportunidade.
Com efeito, Jesus estava prometendo a Paulo que se ele permanecesse na cidade e continuasse a pregar, muitos seriam batizados . (Sem dúvida, o Senhor também poderia nos dizer que tem “muito povo” em nossas cidades e regiões — mas eles nunca O conhecerão, a menos que falemos dEle!).
Howard Marshall diz que a declaração indica a presciência divina do sucesso do evangelho em Corinto. Fortalecido por esta mensagem, Paulo podia aguardar o duplo cumprimento: a sua própria proteção contra a perseguição e a evangelização bem-sucedida.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2026
FONTES:
GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_07.pdf
MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA
7 DE JULHO DE 2026
QUEM É FORMADO EM CRISTO VIVE PARA ANUNCIAR CRISTO
Atos 11.26 "E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."
"E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja,"
Após a dispersão causada pela perseguição subsequente ao martírio de Estevão (Atos 11.19), judeus chiprios e cirenenses anunciaram o Senhor Jesus aos gregos que habitavam em Antioquia da Síria (Atos 11.20). Aconteceu que um grande numero de pessoas creram e essa boa notícia chegou até a cidade de Jerusalém.
De Jerusalém os apóstolos enviaram para supervisionar aquela nova congregação Barnabé. Quando Barnabé presenciou o tamanho da congregação muito se alegrou e aproveitou que já estava a mais da metade do caminho para recrutar Saulo que estava em missão em Tarso, e o conduziu até a cidade de Antioquia.
Atos 1.8 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós,”
Apesar de Cristo já haver soprado sobre os discípulos o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22), Ele ainda não havia sido derramado. João explica isso no seu evangelho: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia dito: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).
O Espírito Santo desceria sobre eles com poder. Fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).
Os discípulos de Cristo, após receberem a promessa, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes, eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).
“... e ser-me-eis testemunhas,”
O poder que recebemos do Espírito Santo tem como finalidade capacitar-nos para sermos testemunhas em todo o mundo.
Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).
Pedro quando inclui Matias no apostolado em lugar de Judas Iscariotes disse: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos 1:21,22).
O fato de ser testemunha indica a veracidade dos fatos. Quando a mulher samaritana deu testemunho das palavras de Cristo, os homens daquela cidade o procuraram e creram “E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42)
“... tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”
Jerusalém era a cidade local daqueles que estavam ouvindo a Jesus. Judéia era a região maior em que eles estavam. Samaria era uma região vizinha. E os confins da terra representavam o mundo todo. Quanto Jesus fala que eles deviam ser testemunhas tanto em Jerusalém como em Judéia e Samaria, e até os confins da terra, Ele mostra que isto deve acontecer simultaneamente. Ou seja, devemos fazer missões em nossa cidade, em nosso estado, nos estados vizinhos (nosso país), mas também no mundo todo.
Esta é a nossa missão. Sermos testemunhas de Jesus onde for possível. Que no o Espírito Santo possamos cumprir a nossa missão, testemunhando de Jesus em todos os lugares, seja indo e testemunhando pessoalmente, seja orando pelos missionários, seja contribuindo com aqueles que se dispõe a ir.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo:Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas:Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.
https://www.batistapioneira.edu.br/e-sereis-minhas-testemunhas/