segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Romanos 12.1

Romanos 12.1 “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. ” 


“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, “ Em vez de ditar uma ordem, Paulo “rogou”, solicitou, suplicou, implorou a seus leitores. Talvez ele tenha feito isso porque Deus não quer uma doação forçada, e sim um sacrifício de boa vontade, espontâneo. Paulo prosseguiu sua abordagem calorosa e pessoal usando o termo “irmãos” (v. 1b). Daqui até o fim da carta, ele se dirigiu a todos os irmãos espirituais residentes em Roma, judeus e gentios. Paulo rogou aos irmãos “pela compaixão de Deus” (v. 1c). Ou “As misericórdias de Deus” são as muitas expressões de misericórdia expostas nos capítulos anteriores: a misericórdia de Deus em nos salvar, em nos ajudar a viver a vida cristã e assim por diante. Diante de Suas misericórdias, devemos estar dispostos a fazer qualquer coisa que Ele nos pedir. Quando pensamos no que Ele fez por nós, nada que Ele nos peça é demais.


“...que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, “ Essas palavras faziam mais sentido para os leitores do primeiro século do que para muitos de nós. Durante séculos, os judeus ofereceram sacrifícios de animais no templo. A adoração pagã também girava em torno de sacrifícios. O desafio de Paulo aos cristãos incluía uma comparação e ao mesmo tempo um contraste com os sacrifícios de animais — especialmente os da religião judaica. Analisemos com cuidado esse maravilhoso desafio:

• “Apresenteis” — “apresentar” significa basicamente “colocar ao lado, “colocar”, e para, “ao lado de”). Era usado para o ato de se colocar uma oferta perante o Senhor. Era “o termo técnico para se apresentar animais e ofertas aos levitas”.

• “O vosso corpo” — vocês devem se apresentar. Nenhum animal jamais entrou trotando no templo e dizendo: “Aqui estou eu! Sacrifiquem a mim! ” Todavia, é isso o que um cristão, praticamente, faz. Neste sentido, o cristão é o sacerdote e, ao mesmo tempo, o sacrifício. Em vez de oferecer animais mortos, os cristãos devem oferecer seus corpos, suas vidas, a Deus.  Muitos comentaristas e tradutores interpretam a palavra “corpo” em 12:1 como “todo o nosso ser”. Devemos oferecer tudo o que somos e tudo o que temos a Deus, mas Paulo certamente tinha um motivo para usar a palavra “corpo”. Em toda a carta, ele enfatizou o corpo físico como uma grande fonte de preocupação espiritual. Por causa da fraqueza da carne o corpo pode e de fato irá nos subjugar (7:5, 18, 23, 24). Entretanto, no capítulo 8 Paulo declarou que, por meio do Espírito Santo, podemos mortificar “os feitos do corpo” (8:13).O cristianismo é reconhecido como uma das religiões que dá ao corpo a sua devida honra e dignidade11. “Para os gregos... o corpo era apenas uma prisão, algo a ser menosprezado e até motivo de vergonha”12. Em oposição a isso, o cristão entende que seu corpo é “templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 6:19). Ele pode glorificar a Deus e exaltar a Cristo em seu corpo (1 Coríntios 6:20; Filipenses 1:20).

• “Em sacrifício” — “os sacrifícios de animais, oferecidos numa época anterior, tornaram-se obsoletos graças à oferta que Cristo fez de Si mesmo. Mas sempre há lugar para o serviço divino prestado por corações obedientes”. Pedro escreveu aos cristãos: “vós... como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5). Hebreus lançou este desafio a todo seguidor de Jesus: “Por meio de Jesus... ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome. Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz” (Hebreus 13:15, 16).

• “Vivo” — em vez de oferecer animais mortos, os cristãos oferecem um sacrifício vivo.

• “Santo” — os sacrifícios oferecidos ao Senhor deveriam ser santos (separados para Ele) e sem mácula (veja Levítico 1:3; 1 Pedro 1:19; Malaquias 1:8). Os cristãos sempre devem oferecer o melhor para Deus.

• “E agradável a Deus” — a palavra traduzida por “agradável” significa literalmente “que agrada bem”. Na época do Antigo Testamento, quando sacrifícios de animais eram feitos conforme as instruções divinas, a fumaça subia como “aroma agradável ao Senhor” (Números 15:3). Da mesma forma, o tipo de sacrifício espiritual do qual estamos falando agrada a Deus e é aceito por Ele.


“...que é o vosso culto racional. ”De que maneira ou maneiras podemos oferecer nosso corpo num sacrifício a Deus considerado “racional”? 1) Este é um pedido razoável considerando tudo o que Deus fez por nós. 2) Respondemos ao amor de Deus como seres racionais, que raciocinam. 3) Quando oferecemos esse sacrifício, o fazemos de uma forma consciente e cuidadosa, pois qualquer coisa que fizermos para o Senhor deve incluir o raciocínio. Jamais devemos servi-lo de maneira ritualista ou automática. Se já é perigoso um motorista dirigir entorpecido pelo sono — assustando-se quando, ao acordar, percebe que já chegou a determinado ponto do trajeto — muito mais perigoso é servir a Deus sem plena consciência do que se faz. Quando prestamos culto a Deus, nossas mentes precisam estar concentradas nEle e no que estamos fazendo. O mesmo se aplica a todo serviço que prestamos ao Senhor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/08/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

MERRILL F. Unger e William White Jr., Dicionário Vine. Trad. Luis Aron de Macedo. Rio de Janeiro: CPAD.

F. F. BRUCE, Romanos — Introdução e Comentário. Trad. Odayr Olivetti. Série Cultura Bíblica. São Paulo: Ed. Vida Nova e Ed. Mundo Cristão, 3a. ed., 1983,

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200904_03.pdf

Romanos 11.26

Romanos 11.26 “E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sido virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. ” 


O verso 25 é indispensável para entendermos o 26, ele nos diz acerca de um mistério: “que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. “ Entende-se que o endurecimento de Israel quanto a Cristo é parcial e temporal, a fim de que os gentios tenham o conhecimento da verdade. Ora, se a graça salvadora é capaz de alcançar os gentios pagãos, por que não alcançaria também os judeus? Pois bem, se o “ endurecimento de Israel” é temporal e parcial, pergunta-se: “ Por quanto tempo? - A resposta está na própria escritura de Paulo que diz: ...ate que a plenitude dos gentios haja entrado”. Significa dizer que até que se cumpra o tempo de Deus para a salvação dos gentios, o endurecimento de Israel perdurará. - Que é a “ plenitude dos gentios”? - Diz respeito à complementação total da medida de Deus. Esta expressão tem sentido espiritual, pois quando se complementar essa medida de Deus na vida dos gentios, então Deus se voltará para Israel para concluir seu pacto (Atos 15.14-17) Não se pode confundir a “ plenitude dos gentios” com o “ tempo dos gentios” de Lucas 21.24, que se refere a um tempo específico no período da Grande Tribulação, quando o Anticristo governará a terra. Entretanto, a “ plenitude dos gentios” refere-se à Dispensação da Graça, quando os gentios estão tendo a oportunidade de obterem a graça salvadora em Cristo Jesus.


“E, assim, todo o Israel será salvo, ”

Todo o Israel” é o Israel como um todo, ou seja, não apenas o remanescente de Israel, mas os demais também — os ramos que foram cortados (Romanos 11.17). Alguns comentaristas interpretam a expressão “ ...todo o Israel será salvo” como se referindo ao Israel espiritual, que não é segundo a came, mas segundo o espírito. Entretanto, não podemos concordar com essa teoria, visto que toda a profecia relativa ao Israel futuro diz respeito à restauração nacional e religiosa de Israel como povo, sobre o qual Jesus governará no seu reino milenar. Israel espera o seu libertador, o glorioso Messias que não foi reconhecido na sua primeira vinda. Essa vinda futura do Messias significa a salvação de todo o Israel (Zacarias 12.2,3,8-10; 13.8,9; 14.2-4).


“...como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. ” 

Esse versículo só tem sentido dentro de um contexto escatológico futuro. Esse fato é claramente demonstrado por Paulo quando ele afirma que a vinda do Messias Libertador acontecerá somente após haver se cumprido a plenitude dos gentios. A citação nos versículos 26 e 27 combina Isaías 59-20,21 com uma frase de Isaías 27.9 (“quando eu tirar os seus pecados”). A modificação nesta citação, a qual é bem parecida com alguns manuscritos da LXX, é que em Romanos 11.27 o Libertador virá de Sião, ao passo que no texto hebraico de Isaías 59.20, Ele entra em Sião. Esta pode ser tentativa em reforçar o ponto abordado no início de toda desta discussão em Romanos 9.5, que aquele a quem os judeus rejeitavam era um do seu povo. Mas Paulo dá a garantia de que virá o dia em que eles perceberão que Jesus é Messias. Naquele momento, o Senhor completará a relação baseada no concerto feito com os judeus, o qual foi estabelecido com os patriarcas (Romanos 11.28,29), perdoando-lhes os seus pecados (v. 27).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2022

Fontes:

SOARES, Esequias e Daniele. A Justiça Divina – A preparação do povo de Deus para os últimos dias no Livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD 2022.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD 2005.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Romanos 8:28

Romanos 8:28 “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”


Esse versículo é um dos mais reconfortantes da Bíblia tanto que Jonh Stott escreve que muitos o consideram um travesseiro que podemos repousar das tribulações da lida.


“E sabemos que”

A bíblia diz que: “O coração do entendido adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria”(Provérbios 18:15). Ou seja, aquele que é sábio busca o conhecimento. Todavia em Deus há muita profundidade: Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! (Romanos 11:33). Moisés escreveu que “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre... “ (Deuteronômio 29:29). Com isso quero dizer que não somos capazes de conhecer tudo ou saber de tudo. Jesus diz a Nicodemos: “Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?”. Mas, em relação à revelação contida nesse versículo o Apóstolo sabe, e não somente ele, mas, seus destinatários, os romanos. Essa é uma verdade revelada, quero dizer se aplica ao nosso tempo.


“... que todas as coisas...” 

Refere-se a que o nosso Deus sem a intervenção humana (Vontade permissiva) nos permite vivenciar. Por exemplo: Sara convence a Abraão a ter um filho com a sua serva. Essa decisão trouxe muito embaraços para a vida do pai da fé e as consequências seguem até hoje. Já o apóstolo do amor, após seu cativeiro em Patmos, reconheceu que ali estava por causa da palavra de Deus e do teste


“... coisas contribuem juntamente para o bem...” 

Significa que tanto as coisas boas, quanto as coisas más; tanto as coisas alegres, quanto as tristes irão de alguma forma misteriosa nos beneficiar no futuro. Por exemplo: José era um jovem temente a Deus que possuía o favor do pai. Por inveja seus irmãos o venderam aos ismaelitas, depois a Potifar e seguiu por traição ao cárcere. Após anos de reclusão, por seu dom foi levado à coorte de Faraó e interpretou o seu sonho. Após se cumprir suas previsões, seus irmãos foram comprar cereais no Egito. José os reconheceu e os provou com Benjamim. Depois foi capaz de compreender como era importante que tudo acontecesse como aconteceu: “E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face. E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se; então disse ele: Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós (Gênesis 45:3-5) ”.


“...daqueles que amam a Deus, “ 

O próprio Jesus identifica quem o ama: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” (João 14:21). Deus pode ser adorado com palavras de louvor, mas, o amor a Ele é expressado através da obediência a sua palavra: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha” (Mateus 7:24,25).


“...daqueles que são chamados segundo o seu propósito. ” 

Diz respeito a todos que aceitam a obra salvadora de Jesus Cristo. Chamados para serem santos e irrepreensíveis: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Efésios 1:4). Estes são salvos e eleitos para uma santa vocação: “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; (2 Timóteo 1:9). E podem esperar o melhor de Deus em suas vidas: Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Salmos 27:13).

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
10/5/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A Mensagem De Romanos. ABU, 2000.

Romanos 8.23

Romanos 8.23 “E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. ”


“E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, “

Paulo disse no verso 22 “sabemos”, porque o que ele estava dizendo era e é de conhecimento comum; era algo evidente a todos que olhassem para os problemas existentes no mundo. Quando Paulo diz que a criação “Geme”, ele estava usando uma figura de linguagem; mas quando pensamos na terra “gemendo”, sons de uma criação funcionando mal inundam nossa imaginação: o estrondo de um terremoto, o rugido de um trovão ou de um furacão, o crepitar de uma floresta em chamas, o ribombar de ondas estrondosas. O apóstolo disse que esses gemidos continuavam “até agora”. O “até agora” de Paulo aplica-se ao nosso tempo também; o gemido persiste até hoje e continuará até a volta de Cristo.

Costuma-se dizer que a criação vem suportando não dores de morte, mas dores de parto. Mulheres que já sofreram as dores de parto entendem melhor a analogia de Paulo. A dor deve ser terrível, mas não é uma dor inútil; ela progride em direção a um objetivo: uma nova vida. Na figura de Paulo, o gemido e a dor do velho céu e velha terra fornecem provas de um futuro melhor: o dia do novo céu e nova terra.

Paulo muda o foco do mundo criado para os cristãos, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo. Anteriormente, Paulo escrevera aos coríntios: “E, por isso, neste tabernáculo [o corpo físico], gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial [o corpo espiritual]” (2 Coríntios 5:2). Quanto mais vivemos, mais entendemos a afirmação de Paulo sobre gemer neste corpo destrutível; é como uma casa que está se deteriorando! Diante disso, Paulo disse que aspiramos por nos libertarmos deste velho corpo e adquirirmos o novo corpo. “Aspirando” vem da mesma palavra traduzida por “aguarda” no versículo 19: assim como o mundo criado está em “ardente expectativa”, nós também aguardamos ansiosamente.

“Temos as primícias do Espírito” - essa expressão é referente à vinda do Espírito Santo no Dia de Pentecoste e à sua habitação na vida dos crentes. F.F. Bruce, em seu Comentário aos Romanos, (Ed. Mundo Cristão) escreveu: “ A habitação do Espirito em nós aqui e agora constitui as primícias, isto é, a primeira prestação ou a entrada na entrega da herança eterna da glória que aguarda os crentes em Cristo”.

A expressão “primícias” (“primeiros frutos”) “vem do princípio veterotestamentário de se ofertar o primeiro feixe de trigo..., tanto como uma expressão de gratidão como uma declaração de antecipação” (Êxodo 23:19; Levítico 23:10, 11). Acenar com o primeiro grão colhido era uma forma de anunciar: “Vem mais por aí. O melhor ainda está por vir! ”. Uma possível tradução deste trecho seria: “Temos o Espírito como parte da promessa de Deus”.


“... esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. ”

Em 8:15 lemos que “recebemos o espírito de adoção”. Por que, então, Paulo disse aqui que estamos “esperando... a adoção de filhos”? O contexto deixa claro que já temos privilégios da filiação, mas também indica que o processo só será concluído na ressurreição corpórea a acontecer na volta de Cristo — assim como a adoção de uma criança só ocorre oficialmente perante um juiz.

“Certo casal tinha um filho com uma doença genética chamada síndrome de Tourette. Esse distúrbio faz a vítima fazer movimentos descontrolados com o corpo e emitir sons incômodos. A medicação às vezes ajuda, mas não há cura. Um dia, a mãe levou esse filho e as outras duas filhas para o centro da cidade. O menino teve uma crise num lugar público e a família teve de ir embora às pressas. Uma das irmãs, aos prantos, perguntou à mãe: “Ele sempre vai ser assim? ” Mais tarde, a mãe contou ao marido o que a filha disse e este lhe perguntou: “E qual foi a sua resposta? ” Soluçando, a esposa respondeu que não soube o que dizer. Então, o marido abraçou a esposa e disse: “Da próxima vez, diga a ela que o irmão não será sempre assim. Um dia, o Senhor vai voltar, e o irmão dela receberá um corpo maravilhoso, um corpo perfeito sem nenhum defeito”.

O seu corpo está abatido pelo sofrimento? Você luta contra a fraqueza da carne? Se você é um filho de Deus fiel, não será sempre assim! Paulo escreveu:“que (Cristo) transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas. “ (Filipenses 3.21)

Quando formos transformados, habitaremos em corpos espirituais (1 Coríntios 15:44). Esses corpos espirituais, de um modo que não podemos conceber, terão uma relação com nossos corpos físicos (veja vv. 35–3821); mas nossos corpos espirituais serão indestrutíveis, gloriosos e poderosos (1 Coríntios 15:42–44).

Sobre isso João escreveu “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/8/2023

FONTES:

BRUCE, F.F. Romanos, Introdução e Comentário. Mundo Cristão, 1979.

CABRAL, Elienai. Romanos o evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_03.pdf

Romanos 3.20

Romanos 3.20 "Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. ” 


"Por isso, nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, “ 

Paulo conclui, ninguém será declarado justo diante Deus baseando-se na obediência à lei, literalmente "por obras da lei" (ARA). Mas o que ele quer dizer com "obras da lei"? Até mesmo entre os mais experientes eruditos há alguma dúvida sobre o que signifique a expressão as obras da lei. Enquanto que alguns as incluem à observância de toda a lei, outros as restringem exclusivamente às cerimônias.  Temos, contudo, muitas razões para crer que Paulo está falando, aqui, de toda a lei. Somos fortemente corroborados pelo fio de raciocínio que temos seguido até aqui, ao qual continuaremos a seguir. Há muitas outras passagens que não nos permitem pensar de outra forma. Portanto, é uma memorável verdade de primeira grandeza, a saber, que ninguém é capaz de alcançar a justiça pela observação da lei. Paulo apresentou sua razão para isso, e no presente texto ele o reiterará, ou, seja: todos os homens, sem exceção, são culpados de transgressão, e estão todos condenados pela lei como injustos. Estas duas proposições – ser justificado pelas obras e ser culpado de transgressão – são opostas entre si.  O termo carne, se não for particularmente especificado, significa simplesmente homens, embora pareça comunicar um sentido um tanto mais geral, assim como é mais expressivo dizer todos os mortais, do que dizer todos os homens. O ser humano pode se vangloriar de suas obras perante as demais pessoas, mas perante Deus não encontrará justificativa, pois nem mesmo Abraão alcançou por méritos (Romanos 4.1-3). Se houvesse um só ponto ou característica de ser humano que o pudesse justificar, existiriam outros caminhos para se alcançar a justificação além do caminho da morte e cruz apresentado por Jesus, e, certamente, os seres humanos escolheriam o caminho mais simples.


 “...porque pela lei vem o conhecimento do pecado. ”

Uma vez que ele evidencia que a lei era insuficiente para salvar, qual era então a função da lei? O apóstolo deixa mais evidente a função quando escreve a epístola aos gálatas (G1 3.23-25), na qual afirma que a lei serviu como aio para se chegar a Cristo. A palavra grega “aio” significa uma pessoa que conduz uma criança”, tutores responsáveis por proteger os filhos de seus senhores, educá-los, bem como corrigi-los. Portanto, o aio tinha uma função transitória, e não definitiva, pois, quando o filho chegava à sua maturidade, não tinha mais função a desenvolver. Dessa forma, a função da lei era dar consciência tanto a judeus como gentios de sua culpabilidade e conduzi-los a Cristo, a solução para o pecado da humanidade. A lei em si era insuficiente para a salvação, mas tinha sua função, que era a de conscientizar o ser humano de sua miserabilidade e a necessidade de alternativa para se salvar. Dessa forma, abre-se o caminho para apresentar a grande revelação da justiça de Deus para a humanidade, que é apresentada na carta, as boas novas da salvação para uma humanidade em pecado e que não têm como pagar sua dívida. Paulo está preparando o leitor para receber a doutrina da justificação pela fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

NEVES, Natalino das. Justiça e Graça: Um Estudo da Doutrina da Salvação na Carta aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

CALVINO, João, (1509-1564). Romanos [tradução de Valter Graciano Martins]. São José dos Campos, SP: Fiel, 2014.

Romanos 1.25

Romanos 1.25 “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! ” 


“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, “

A NTLH diz: “trocam a verdade sobre Deus pela mentira”. De fato, o texto grego diz literalmente: “a mentira”.Segundo Paulo, a rejeição da revelação divina que resulta em idolatria é “a mentira”. Francis Schaeffer diz que, quando o homem se rebela e se afasta da sua referência primeira em Deus, do relacionamento apropriado com Deus, tudo se torna mentira. O ser humano não sabe quem é. Toda verdade é negada. Ele passa questionar não apenas a existência de Deus. Questiona igualmente a própria existência. Quando as pessoas jogam fora o Deus da verdade, a verdade desaparece como um todo. E tudo o que resta são conjuntos de opiniões, deuses e prazeres pessoais.


 “...e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, “ 

De que maneira honram a criatura? “E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (V.23). Qual foi o resultado? O resultado disto foi a idolatria. A glória de Deus foi mudada em imagens de formas humanas e animais. Qual é a raiz pecaminosa da idolatria? A raiz pecaminosa da idolatria é o egoísmo. O homem faz um ídolo. Traz-lhe ofertas e lhe apresenta suas orações. Por que? A fim de que sejam promovidos seus próprios esquemas e sonhos e propósitos. Todo o seu culto é por causa de si mesmo e não por causa de Deus. Na totalidade desta passagem somos confrontados face a face com o fato de que a verdadeira essência e base do pecado é colocar-se a si mesmo no lugar de Deus. A maneira mais comum em que muitos servem “a criatura no lugar do Criador” é servindo a si mesmos e esforçando-se para saciar seus próprios desejos em vez de procurar saber qual é a vontade de Deus e esforçar-se para agradá-lo. Tal atitude torna “Deus pequeno e nós, grandes”.


“...que é bendito eternamente. Amém! ”

Quando Paulo analisou como a humanidade havia negligenciado a Deus e deixado de glorificá-lo, ele não pôde se conter. Encerrou o versículo 25 com estas palavras. A palavra grega traduzida por “bendito” tem a mesma raiz que “elogio” (“uma palavra boa”). Significa “digno de ser louvado”. No Novo Testamento, o termo é aplicado somente a Deus. A NTLH diz: “que deve ser louvado para sempre. Amém! ”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_05.pdf

SCHAEFFER, Francis A. A obra consumada de Cristo. Cultura Cristã.

BARCLAY, William. The LettertotheRomans - Tradução: Carlos Biagini

J. W. McGarvey e Philip Y. Pendleton, Thessalonians, Corinthians, GalatiansandRomans. Cincinnati: Standard Publishing, s.d., p. 305.

LOPES, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos, 2010.

Romanos 1.20

Romanos 1.20 “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis. ” 


“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, “

Deus deu duas “revelações” de Si mesmo: a revelação “natural” em Seu mundo e a “sobrenatural” em Sua Palavra. Davi falou de ambas no salmo 19. Na primeira metade do salmo, Davi escreveu sobre a revelação natural: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (v. 1). A segunda metade do salmo enfoca a revelação sobrenatural: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v. 7).No texto que estamos estudando, Paulo falou da “criação do mundo” e “o que foi feito”. Hoje, homens “letrados” insistem que não houve uma criação especial, mas que tudo no mundo é produto da evolução. Paulo, que, além de letrado também era inspirado, cria na criação; ele ensinou que tudo foi feito pelo Criador. O propósito de Paulo, porém, não era provar que Deus é. Há quase uma unanimidade universal em relação à existência de um poder superior. Em vez disso, a ênfase do apóstolo estava em quem Deus é — o que Paulo denominou “os atributos invisíveis de Deus”. O texto grego tem simplesmente “as coisas invisíveis de Deus”. Uma possível tradução seria: “as qualidades invisíveis de Deus”. Quais “atributos invisíveis” de Deus podem ser “percebidos” na criação? Paulo denominou dois. O primeiro era “Seu eterno poder [dunamis]”. Deus é tão poderoso que quando Ele disse: “Haja luz”, “houve luz” (Gênesis 1:3). Mal podemos imaginar o poder gerado por essa única afirmação dita pelo Senhor! Um segundo atributo de Deus que pode ser “percebido” na criação é Sua “natureza divina”, uma tradução de theiotes, palavra derivada de “Deus” (theos). Theiotes refere-se às características da divindade. Uma possível tradução seria: “todas as coisas que o fazem Deus”.


“...se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis. ”

Paulo disse que a natureza divina de Deus pode ser “percebida por meio das coisas que foram criadas”. Ao olharmos para o mundo à nossa volta, discernimos as qualidades do Criador. Um mundo que opera por “leis” fixas naturais indica que o Criador é ordeiro. Se Ele tem “leis” no reino natural (como “a lei da gravidade”), é plausível deduzir que Ele tem leis nos reinos moral e espiritual. O fato de que existem repercussões quando violamos as “leis” naturais sugere que punições nos aguardarão, se ignorarmos Seus preceitos morais e espirituais. Esta linha de raciocínio pode ser ampliada. A abundância da provisão divina dá testemunho da generosidade divina. A beleza deste mundo diz algo sobre a beleza do caráter de Deus (veja Salmos 27:4) — e assim por diante. Russel P. Sheed, renomado teólogo batista, destaca esse fato: “É inadmissível a desculpa humana de que entre determinados povos e nações simplesmente nunca houve qualquer oportunidade para se conhecer a mensagem salvadora. A Palavra de Deus afirma que homens ignorantes acerca da Bíblia não ficaram sem conhecimento algum de Deus (R m 1.19). Até aos mais distantes Ele revela seus atributos, seu eterno poder e natureza divina. Os gentios deixaram a maior parte da verdade dos patriarcas cair no esquecimento. Eles contorceram e distorceram o pouco que restou. Apesar disso, os rios ainda fluíam... as flores ainda desabrochavam... o sol ainda brilhava... o arco-íris ainda aparecia no céu depois de uma tempestade... e as estrelas ainda cintilavam à noite. Deus não deixou de dar testemunho de Si mesmo. Os gentios tinham alguma luz espiritual — mas ignoraram essa luz. Eles deixaram de viver em conformidade com a verdade que receberam. Paulo concluiu então: “Tais homens são, por isso, indesculpáveis” afinal todas as formas de ateísmos se diluem diante das obras do Deus invisível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200809_05.pdf

CABRAL, Elienai. Romanos - O Evangelhoda Justiça de Deus.Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

GONÇALVES, José. MaravilhosaGraça!O evangelho de Jesus Cristorevelado na Carta aos Romanos. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

Romanos 1.16

Romanos 1.16 “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. ” 


“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, "

Paulo em sua minuciosa apresentação a Igreja de Roma começa afirmando que não se envergonha de pregar o Evangelho de Cristo. As dificuldades financeiras ou a falta de recursos necessários, não o envergonhavam de pregar o Evangelho. Para o apóstolo das gentes, o Evangelho tem um sentido vivo: não é opaco como certas filosofias religiosas da época.

O termo “evangelho”, oriundo do vocábulo grego , significa literalmente “boa-nova”. A palavra é formada por dois vocábulos gregos: , bom, e , anúncio. Trata-se de uma expressão antiquíssima da língua grega. A palavra, contudo, só viria adquirir a conotação com que, hoje, a conhecemos a partir do advento de Cristo. Após o seu batismo, o Senhor apresentou-se a Israel com o evangelho do Reino. Ao descrever a ação evangelizadora de Jesus, ressalta-lhe Mateus não somente as palavras, mas notadamente os atos: “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 9.35).


"... pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê;” 

“O Evangelho é poder de Deus”.  No grego, a palavra poder é “dunamis” cujo sentido é dinamite. O Evangelho é dinâmico, não apenas atraente como uma idéia ou alguma filosofia. A palavra poder, em relação ao Evangelho, significa a intervenção imediata e instantânea de Deus na vida do pecador. O Evangelho tem um poder miraculoso que pode transformar o mais vil pecador numa nova criatura.

“Para a Salvação”. A palavra salvação neste texto tem um sentido individual e também universal, pois é para todo aquele que crer. Seu alcance tem uma dimensão real, pois não se trata de um poder abstrato ou inconcebível. E um poder divino que pode ser experimentado e sentido. A palavra crer, no grego é “pisteuo”, que também significa fé, como um ato de confiar em alguém. Em relação ao Evangelho, crer significa confiança ou a entrega pessoal de modo pleno a ponto de colocar-se o que crê, completamente à disposição de outra pessoa. Crer no Evangelho não implica num mero assentimento intelectual a uma verdade apresentada, mas requer uma entrega voluntária e sem reservas à verdade recebida. Crer em Cristo é entregar-se a Ele sem reservas.


"... primeiro do judeu, e também do grego. ” 

“Primeiro do judeu” (1.16) não quer dizer que é necessário tornar-se judeu para conhecer os benefícios do poder do Evangelho. Basta crer no Evangelho. Essa afirmação deve ser entendida cronologicamente. Jesus afirmou a mulher samaritana: Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos por que a salvação vem dos judeus. (João 4:22)

Nós, igreja do Senhor Jesus, comissionados para pregar o Evangelho a toda à criatura. Não podemos nos envergonhar dele, afinal o Evangelho é o poder de Deus para a Salvação, ou seja, todos que chagaram a Cristo foi por intermédio do Evangelho. Se você não se envergonha do Evangelho. Pregue o Evangelho! “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16)


Deivy Ferreira Paniago Júnior
12/3/3021

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

ANDRADE, Claudionor. O desafio da Evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CABRAL, Elienai. Romanos: O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.