sábado, 15 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE NOVEMBRO DE 2025 (Isaías 55:7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE NOVEMBRO DE 2025
ALINHEMO-NOS AOS PENSAMENTOS DE DEUS

Isaías 55:7 “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.”

 

“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor,”

“Caminhos” e “pensamentos” representam a conduta de uma pessoa na vida e os processos mentais que são alimentados na mente e depois postos em ação. O homem mau e o homem violento pensam sempre o mal no seu coração (Salmo 140.1). Os pensamentos deles são  muito diferentes dos pensamentos de Deus sobre eles: “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jeremias 19.11).

O velho modo de pensar e agir precisa ser rejeitado e descartado como se descarta um velho casaco que não serve mais como agasalho e que perdeu o valor com o passar do tempo. Mas não basta ter convicção de pecado, é preciso pôr o pé na estrada da volta para Deus. É preciso se converter ao Senhor: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e para que venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”. A tristeza pelo pecado é apenas uma parte do arrependimento, ele deve ser acompanhado por uma volta sincera e urgente para Deus.

 

“... que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.”

A promessa aos que se arrependem é “compaixão” e “perdão” em abundância. Para aqueles que confessam suas iniqüidades e as deixam, alcançarão misericórdia. É o caráter misericordioso de Deus e não nosso quebrantamento que nos garante a restauração espiritual: “Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade” (Salmos 103.8).

Warren Wiersbe diz que a única coisa que serve de estímulo para que nos arrependamos e voltemos para o Senhor é o caráter de Deus. Matthew Henry destaca o fato de que devemos nos tornar para o Senhor, não somente porque ele tem sido justo em punir-nos pelos nossos pecados, mas, sobretudo, porque ele é gracioso e misericordioso em nos receber na base do nosso arrependimento. Até mesmo na ira Deus se lembra da sua misericórdia (Habacuque 3.2).

Não sabemos como perdoar e oferecer misericórdia ou graça. Levantamos punhos cerrados, mas Deus abre Seu bondoso coração e corre ao nosso encontro. Ele não perdoa a contragosto; Ele perdoa com misericórdia. Ele perdoa cada vestígio de pecado, sem deixar nenhum sinal ou sombra dele. Ele tem o poder de perdoar: “Mas contigo está o perdão, para que sejas temido” (Salmos 130:4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201010_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/06/joel-213.html

 

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE NOVEMBRO DE 2025 (Zacarias 8:17)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

14 DE NOVEMBRO DE 2025
NÃO DEVEMOS PENSAR MAL CONTRA O PRÓXIMO

Zacarias 8:17 “E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso; porque todas estas são coisas que eu odeio, diz o Senhor.”

 

“E nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ameis o juramento falso;”

A integridade e o caráter de uma pessoa devem ser sempre considerados. Não devemos nos apressar para desconfiar de ninguém. O bom nome do homem, como disse Salomão, é algo precioso a cada um, e ser preferido antes de muito tesouro, de tal modo que não é menos doloroso ferir um homem com a língua do que com a espada.O salmista escreveu em seu louvor: “Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhum opróbrio contra o seu próximo” (Salmos 15:3).

Pelo São néscios senão patifes aqueles que coletam bens roubados e os abriga. Na difamação como também no roubo, o receptor é tão culpado quanto o ladrão. Se não houvesse pessoas que gostam de ouvir fofocas, haveria um fim do comércio de espalhá-las. John Trapp diz que "o fofoqueiro carrega o Diabo na língua, e o ouvinte de fofocas leva o Diabo nos ouvidos”.

O original hebraico (“aceita”) pode ser traduzido por “atura”, denotando que é pecado aturar ou tolerar os fofoqueiros. Não devemos pensar mal do nosso próximo, pois o amor não suspeita mal.

O juramento falso faz parte do contexto do nono mandamento. A intenção do mandamento era proteger as pessoas de falsas acusações em juízo. O mandamento lida principalmente com a testemunha mentirosa que prejudica o bem-estar de outrem. Nos dias antes das impressões digitais e amostras de DNA, as maiores evidências de um crime tinham que ser fornecidas por testemunhas.

Deveria haver pelo menos duas ou três; não era possível condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

Se as testemunhas não dissessem a verdade, seria produzida uma injustiça.O falso testemunho poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Então vieram dois homens, filhos de Belial, e puseram-se defronte dele; e os homens, filhos de Belial, testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade, e o apedrejaram, e morreu” (1 Reis 21:13); “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte” (Mateus 26:59).

O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19).

 

“... porque todas estas são coisas que eu odeio, diz o Senhor.”

O Senhor diz que, além de estas coisas estarem erradas, ele as odeia (Malaquias 2:16). Por esta razão os judeus deviam guardar a lei de Deus, pois ela é uma expressão do caráter e da vontade de Deus, por isso os seus filhos a guardam para agradar-lhe: “O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8:29). Aqui temos a base teológica da ética.

Em suma, a mensagem diz: Fazei as coisas que Deus ama e evitai as coisas que Ele odeia. O escritor de provérbios nos traz uma lista de coisas que deus odeia, algumas estão nesse contexto: “Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6:16-19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/levitico-1911.html

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1991.

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Filemom 9

Filemom 9 “Todavia, peço-te, antes, por amor, sendo eu tal como sou, Paulo, o velho e também agora prisioneiro de Jesus Cristo.”

 

“Todavia, peço-te, antes, por amor, ”

Após ter lembrado Filemom que possuía autoridade sobre ele o apóstolo Paulo começa enfim o seu pedido. Ele pediria pousada (v. 22), pois planeja conhecer enfim a Cidade de Colossos e a igreja na casa de Filemom. Mas inicia seu pedido intercedendo por outrem: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Filipenses 2.4).

Essa carta pessoal é praticamente um testemunho do apóstolo Paulo, prova que ele não amava de língua, mas por obra e em verdade (1 João 3.18). Lembremo-nos de que Paulo é o apóstolo que tem a ousadia de escrever: “Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós” (2 Tessalonicenses 3.7). Deus permite que esse testemunho do apóstolo chegue até nós.

Emn nome do amor reflete um aspecto do comportamento de Filemom que Paulo já havia aprovado (vv. 5, 7). O amor é a ética central da fé cristã e a característica que melhor o define (Mateus 22:37–40; Joao 13:34, 35; 1 Coríntios 13). O amor, não a imposição pela ordem, era a base do apelo de Paulo a Filemom. Markus Barth e Helmut Blanke sugeriram que esta parte do versículo 9 “poderia servir de título de todo o livro de Filemom".

Outra motivação do apóstolo dever ser sua consciência, pois sabia que poderia fazer algo em favor de Onésimo: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17). Na Dieta de Worms Lutero disse: “Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém.” Paulo da mesma maneira não consegue negar sua consciência, deixar de falar o que é necessário. Mesmo que não seja fácil para Filemom, afinal como disseram Pedro e João: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

 

“Sendo eu tal como sou, Paulo, o velho”

Agora Paulo lembra a Filemom da sua longa jornada da fé e da sua maturidade: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Coríntios 13:11). O apóstolo como Josué está entrado em dias, mas ainda há muita terra para conquistar (Josué 13.1). A expressão “Paulo, o velho” permitiu ao apóstolo, em seus mais de cinqüenta e possivelmente sessenta e poucos anos de idade, apresentar-se como uma figura simpática e amável, sem ser piegas.

 

“E também agora prisioneiro de Jesus Cristo.”

Prisioneiro de Cristo Jesus é exatamente a mesma expressão usada no versículo 1  para apresentar o apóstolo preso (Ver Comentário). A autoridade com que Paulo agiu nesta situação decorria principalmente de sua experiência, idade, amor e sofrimento: “Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios” (Efésios 3:1).

 

Bibliografia:

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_07.pdf

Filemom 8

Filemom 8 “Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,”

 

“Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém,”

Até o momento nem o nome de Onésimo (v. 10) nem a natureza específica do pedido de Paulo (v. 17) são mencionados. Ainda que tenha em Cristo grande confiança exibe o delicado equilíbrio entre a força dos argumentos de Paulo e o tom respeitoso de seu apelo. Paulo tinha autoridade apostólica, mas ele não se valeria disso nesta ocasião. “Grande confiança” era uma suave alusão a essa realidade.

Cristo é a base para todos os relacionamentos envolvidos na carta. Cristo era a nova realidade (Gálatas 3:28; 2 Coríntios 5:17). Na visão do mundo, Filemom estava bem acima de Paulo, pois era rico e não estava preso: “O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Provérbios 22:7). Todavia, essas distinções já não importavam em Cristo: “Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos” Colossenses 3:11). A proposta de Paulo não era conduzida por falta de liberdade ou confiança, mas estava profundamente enraizada em sua certeza em Cristo Jesus.

Para te mandar traduz o verbo grego que significa “dar ordem com autoridade”. Foi a palavra usada por Jesus quando Ele mandou um espírito mau sair de um jovem (Marcos 9:25). Os discípulos usaram a mesma palavra quando se admiraram da capacidade do Senhor de expelir tais espíritos (Marcos 1:27) e de acalmar a tempestade no mar (Lucas 8:25).

Convém observar que Paulo não usou este termo em nenhuma de suas cartas exceto nesta, onde ele se recusou a ordenar ou mandar Filemom fazer o que ele disse. Paulo era sempre muito direto em suas instruções, mas parece que nesta situação ele teve o cuidado de não parecer rude. Ou “mandão”.

Em vez de abordar Filemom como um pai a um filho, um chefe a um empregado, ou um senhor a um escravo, Paulo optou por escrever de irmão para irmão. O que convém é uma expressão que hoje equivale a “o que é certo”. Paulo estava dando a Filemom razão e motivos suficientes para fazer o que deveria ser feito no caso de Onésimo. A execução dos detalhes era algo que Filemom faria a seu modo.

A influência, e não o poder é o segredo da liderança cristã. Qual é a diferença? O poder coage os outros, forçando-os a fazer o que desejamos queiram eles fazer ou não. A influência respeita os direitos de escolha dos outros, e deixa claro que eles têm a liberdade de decidir sozinhos. Paulo apresenta diversos argumentos fortes, que deixam muito claro o que ele pensava que Filemom deveria fazer.

Ele exerceu um tipo de pressão que apenas um amigo íntimo, cujo amor é bem conhecido, se sentiria à vontade para exercer. Na verdade, Paulo estava confiante de que Filemom responderia como um cristão. Como é maravilhoso quando podemos ter a confiança de que os nossos amados farão o que é certo! Apesar de ter autoridade sobre Filemom, Paulo prefere persuadi-lo ao invés de mandar.

O líder Cristão não pode se satisfizer com uma obediência de má vontade. O objetivo do líder não é exigir conformidade, mas sim encorajar o comprometimento: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória“ (1 Pedro 5:2-4).

Nosso Senhor Jesus também agiu dessa maneira quando disse aos discípulos: Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer (João 15:15).Assim também como o Deus Pai havia agido com Abraão: “E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço” (Gênesis 18:17) E esse mesmo Abraão foi chamado amigo de Deus: E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus“ (Tiago 2:23).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

Bibliografia:

CABRAL, Elienai.Romanos: O Evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD,2005.

Gonçalves, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_07.pdf

Filemom 7

Filemom 7 “Tive grande gozo e consolação do teu amor, porque por ti, ó irmão, o coração dos santos foi reanimado ”.

 

“Tive grande gozo e consolação do teu Amor ”

Paulo expressa sua alegria pelo conhecimento do amor de Filemom que chegou até ele na sua prisão domiciliar. O bem que ele fez e continua fazendo é motivo de muita alegria e consolo para o apóstolo e para os outros, que, por esse motivo, deseja que ele continue a prosperar cada vez mais em bons frutos, para a honra de Deus e a confiança da religião cristã. “Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos” (2 Coríntios 9.12-13).

“Alegria” é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22) e uma indicação da Sua presença na vida de uma pessoa. Quando Paulo se lembrava de Filemom, ele certamente sorria. “Conforto” é outro termo vívido e positivo que Paulo aplicou a Filemom. A palavra grega que ele usou também pode ser traduzida por “consolação” e envolve a “elevação do espírito do outro”. Paulo indicou que ele era um cristão mais forte e mais feliz porque Filemom era seu “colaborador” (v. 1). A alegria e o conforto vieram do amor de Filemom. Dois versículos adiante, Paulo recorreu a esse mesmo amor em favor de Onésimo (v. 9).

 

“...porque por ti, ó irmão, o coração dos santos foi reanimado. ”

Não sabemos de que modo específico Filemom demonstrou seu amor; entretanto, em comparação com outras passagens onde o verbo “reanimar” é encontrado (1 Coríntios 16.18), podemos observar a sugestão de que suas atitudes estariam relacionadas ao ministério de encorajamento: “Por isso fomos consolados pela vossa consolação, e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos” (2 Coríntios 7:13).

Como conseqüência, o conhecimento desta expressão do amor de Filemom (v. 5,7) pelos colossenses proporcionou que “o coração dos santos foi reanimado”, fato que impulsionou Paulo a apelar a Filemom por uma demonstração adicional daquela mesma generosidade de espírito (v.20).

“Os santos” era uma expressão favorita de Paulo quando falava de cristãos. A idéia de “santos” no Novo Testamento não é de heróis especiais da fé, mas do que Deus fez de todos os cristãos por meio do sangue de Jesus (Romanos 1:7; 16:15).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

Bibliografia:

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Volume 6 - Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201401_06.pdf

Filemom 6

Filemom 6 "Para que a comunicação da tua fé seja eficaz, no conhecimento de todo o bem que em vós há, por Cristo Jesus."

 

“Para que a comunicação da tua fé seja eficaz, ”

Para que a comunicação (comunhão) da vossa fé seja eficaz. Calvino confessou ser esta cláusula um tanto obscura, mas tentou elucidá-la para que seus leitores venham a apreender a intenção de Paulo. Primeiramente devemos descobrir que o apóstolo não está dando prosseguimento ao seu enaltecimento à pessoa de Filemom, mas está explicando o que pedira para ele, ao fazer menção dele em suas orações (v.4).

Então, o que ele pediu? Que sua fé, convertendo-se em boas obras, por si só provasse ser genuína e frutífera. Ele a qualifica como “a comunhão de tua fé”, visto que a fé não permanece inativa e escondida, mas se manifesta aos homens através de seus frutos. Pois ainda que a fé tenha sua residência secreta nos recessos do coração, ela se comunica com os homens através das boas obras.

Ele deseja que a fé de Filemom se comprovasse eficaz por seus efeitos, e isso sucede quando as pessoas entre as quais vivemos conhecem nossa vida piedosa e santa. Daí ele falar de todo o bem que há em vós, porque tudo o que existe de bom em nós revela nossa fé. Por isso essa comunicação glorifica a Cristo Jesus: “Para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2 Tessalonicenses 1:12).

 

“No conhecimento de todo o bem que em vós há, por Cristo Jesus. ”

O apóstolo ora para que os frutos da fé e do amor de Filemom possam ser cada vez mais evidentes, de tal forma que a comunicação deles possa constranger outros ao conhecimento de todo bem que estavam nele e na sua casa em relação a Cristo Jesus; para que “...resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras” e possam ser encorajados a imitá-las, e “[...] glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16).

Boas obras devem ser realizadas, não por vanglória,para serem vistas, mas para a glória de Deus e para o bem das pessoas.Aquele que anda em trevas não pode comunicar suas obras porque diante da luz elas serão reprovadas (João 3:20), mas os regenerados pelo espírito não têm do que se envergonhar: “Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus” (João 3:21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 

Bibliografia:

CALVINO, João. CALVINO, João. Pastorais ; Subtítulo: Série Comentários Bíblicos ; Autor(es):, João Calvino ; Ano de Edição: 2022.

HENRY, Matthew. Comentário bíblico Matthew Henry. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Filemom 5

Filemom 5 “Ouvindo o teu amor e a fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo e para com todos os santos;”

 

Na carta, o apóstolo diz ter ouvido acerca “do amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus” e “com todos os santos”, ouvido provavelmente de Epafras que é ministro da igreja e estava com ele na ocasião: “Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo, O qual nos declarou também o vosso amor no Espírito” (Colossenses 1:7,8). Ele havia dado graça pelo mesmo motivo aos santos de Éfeso: “Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos” (Efésios 1:15).

 


“A fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo”

Diz-se que a fé é para com Cristo, pois é a ele que ela especialmente contempla. É só através dele que Deus o Pai pode ser conhecido: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2:9), quando Felipe quis contemplar o Pai recebeu de Cristo essa resposta: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14:9). É somente em Cristo que podem ser encontradas todas as bênçãos que a fé produz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1:3).



“Amor para com todos os santos”

O apóstolo, porém, não limita o amor aos santos, como se negasse que ele deva ser também demonstrado a outros. O ensino do amor consiste em que não devemos desprezar nossa própria carne, mas devemos tratar com honra a imagem divina gravada em nossa natureza humana, e assim o amor tem de incluir toda a raça humana. Visto, porém, que aqueles que fazem parte da família da fé estão necessariamente ligados a nós por um laço muito mais estreito, e visto que Deus os recomenda especialmente a nós, é justo que ocupem o primeiro lugar em nosso coração: “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gálatas 6:10). O amor pelos santos precisa incluir o amor a Deus. Aqueles que amam os santos, como tais, amam todos os santos, independentemente de quão frágeis sejam na graça, de quão desprezíveis sejam no mundo ou de quão obstinados e impertinentes alguns deles sejam.

 


Duas virtudes inseparáveis

O enaltecimento que ele tributa a Filemom inclui resumidamente toda a perfeição de um homem cristão. Fé em Cristo e amor pelos santos estarão ligados a todas as outras virtudes cristãs. Esse duplo conjunto de virtudes cristãs eram patrimônio espiritual de Filemom. Aliás, parece que eram comuns aos cristãos nos primórdios da Igreja (1 Coríntios 13.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 

Bibliografia:

CALVINO, João. Pastorais ; Subtítulo: Série Comentários Bíblicos ; Autor(es):, João Calvino ; Ano de Edição: 202

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Filemom 4

Filemom 4 “Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações,”



“Graças dou ao meu Deus”

Dou graças ao meu Deus é a fórmula padrão de Paulo começar esta seção de suas cartas (Romanos 1:8; 1 Coríntios 1:4; Filipenses 1:3). Paulo cumpre a vontade de Deus que a ele mesmo foi revelada em 1 Tessalonicenses 5:18: “Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Mistério também escrito a igreja de Colossos: “E, sobre tudo isto, revestivos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; “e sede agradecidos” (Colossenses 3:14,15). Ele dá graças a Deus pela obra que Cristo iniciou na vida de Filemom o chamando-o das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pedro 2:19).

O aspecto pessoal desta carta se torna imediatamente aparente no princípio da oração, já que todos os pronomes e verbos estão no singular. Pode ser comparada a esta, a oração paralela em Colossenses 1.3, onde todos os pronomes e os verbos correspondentes estão no plural: “Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós. Porém, o motivo para a ação de graças de Paulo na carta pessoal é idêntico ao que foi expresso na carta congregacional, consistindo na fé dos discípulos no Senhor Jesus e em seu amor.

 

“Lembrando-me sempre de ti nas minhas orações,”

O apóstolo notificou Filemom que orava sempre por ele. Um dos segredos do sucesso de um obreiro é sua vida de oração. Diz um conhecido provérbio: “Muita oração, muito poder; pouca oração, pouco poder; nenhuma oração, nenhum poder”. Há obreiros que pregam muito, falam muito, mas oram pouco pela igreja. Pior: pouco oram com a igreja local. O resultado já é conhecido: igrejas frias, sem graça, sem unção, sem poder. Para compensar, há aqueles que pagam altos cachês a “artistas famosos” e “vendilhões de louvor”, que se dizem evangélicos, para “encher a casa”.

Mas Paulo orava sempre pelos irmãos como um Pastor atencioso e diz a Filemom que ele está sempre presente em suas orações. O apóstolo escreveu a Timóteo que devemos orar por todos os homens: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador” (1 Timóteo 2:1-3), e aos efésios acrescenta que principalmente aos do nosso credo: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18.).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

Bibliografia:

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

Filemom 3

Filemom 3 “Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.”



“Graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.”

Essa forma de saudação ou cumprimento é idêntica àquelas encontradas na maioria das cartas de Paulo (Romanos 1.7; 1 Coríntios 1.3; 2 Coríntios 1.2; Gálatas 1.3; Efésios 1.2; Filipenses 1.2; 2 Tessalonicenses 1.2). O apóstolo Pedro cumprimenta os dispersos em sua epístola de forma semelhante: “Graça e paz vos sejam multiplicadas” (1 Pedro 1:2), e João em Apocalipse cumprimenta as igrejas da Ásia menor de uma forma mais eloquente incluindo aqui as três pessoas da Trindade: “Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém” (Apocalipse 1:4-6).

A frase busca invocar todas as bênçãos associadas à antiga e à nova aliança na comunidade da fé, reunida em Colossos. O termo “paz” recorda a bênção de Arão em Números 6.26, enquanto “graça” se tomou a palavra escolhida por Paulo para expressar a extensão do amoroso favor de Deus para com seu povo através de Cristo. Paulo sempre quis o melhor para seus convertidos, individual e coletivamente. Também lhes desejava as mesmas bênçãos que havia experimentado em seu encontro com Deus, através de Cristo. Deste modo, até dentro da estrutura bastante previsível de uma abertura epistolar, Paulo é um exemplo do cuidado e do generoso amor pastoral.

Apesar de ser a saudação preferida de alguns apóstolos, não devemos considerar como ela uma fórmula oficial para todas as igrejas. Entre os judeus, a principal palavra usada para saudação é "Shalom" ("Paz"). Desejar "Shalom" a alguém implicava uma bênção (2 Samuel 15.27). Aos setenta discípulos comissionados, o Senhor Jesus ordenou que partissem de dois em dois a todas as cidades e lugares. Ao chegarem a uma casa, eles deveriam dizer: "Paz seja nesta casa". Se ali estivesse um filho da paz, sobre este a paz repousaria; caso contrário, a paz voltaria aos discípulos (Lucas 10.1-6; Mateus 10.12,13).

"Paz seja convosco" foram as palavras de saudação de Jesus aos seus discípulos em seu primeiro encontro após a ressurreição (João 20.19). Tiago, em sua carta universal, cita apenas a palavra "Saúde" como saudação (Tiago 1.1). A mesma usada em Atos 15.23, sendo esta provavelmente a saudação popular romana (Atos 23.26).Entre os cristãos primitivos, era costume as palavras de saudação serem acompanhadas pelo ósculo santo ou mais claramente beijo na face (Romanos 16.16). 

A Igreja Primitiva tinha uma saudação especial que os crentes só usavam entre si, conforme registrado em 1 Coríntios 16.22: a palavra "Maranata! “Essa palavra é constituída de três termos aramaicos: "Mar", ("Senhor"), “Ana” ("nosso"), e "Tha" ("vem"), significando, assim, "Vem, nosso Senhor!", o que ressalta a bendita esperança da Volta do Senhor Jesus. 



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

Bibliografia:

ARAÚJOIsael de AraújoDicionário do movimento pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD, 2007

Jornal Mensageiro da Paz, janeiro de 2011.

https://novavidaemamor.blogspot.com/2022/02/a-paz-do-senhor-saudacao-crista-mais.html

Filemom 2

Filemom 2 “E à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa.”

 

“E à nossa irmã Áfia”

Áfia e a Arquipo também são destinatários desta epístola. Áfia era um nome feminino comum no oeste da Ásia Menor, conforme mostram muitas inscrições arqueológicas. Era provavelmente a esposa de Filemom. Sendo assim, a carta não foi dirigida somente para ele, mas também para sua esposa. Isso mostra que, ao contrário de outras religiões, a Bíblia também presta honras às mulheres no que se refere à fé cristã. Por isso lemos em (Gálatas 3.28) “Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus”.

De acordo com os costumes daquela época a esposa era encarregada da supervisão dos escravos: Assim, ela tinha as funções da casa sob suas ordens: “Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer aos da casa, e distribuir a tarefa das servas” (Provérbios 31:15).E por isso era muito importante que ela soubesse o que Paulo tinha a dizer acerca de Onésimo.

 

“E a Arquipo, nosso companheiro, “

Mencionado duas vezes no Novo Testamento Arquipo já havia sido admoestado por Paulo: “E dizei a Arquipo: Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras” (Colossenses 4:17). O ponto de vista tradicional considera que Áfia é esposa enquanto que seria Arquipo, filho de Filemom.

É possivel que Arquipo tenha assumido o pastorado igreja de colossos durante a ausência de Epafras, provável fundador da igreja, que estava preso com Paulo em Roma (v. 23). Afinal Paulo o chama de companheiro e reconhece seu ministério. Lightfoottem tem uma opinião diferente sobre o ministério de Arquipo, acreditando que Arquipo tenha servido como ministro na igreja de Laodicéia, pensa em Arquipo como sendo uma pessoa indiferente, como mais tarde toda a igreja de Laodicéia se tomou (Apocalipse 3.14).

Sobre a admoestação de Paulo a Arquipo sobre seu ministério Mathew Henry faz três observações: (1) O ministério que recebemos é uma grande honra; porque foi recebido no Senhor, pela sua designação e ordem. (2) aqueles que receberam o ministério devem cumpri-lo. Aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente trairá sua confiança e terá uma prestação de contas lamentável no fim. (3) os membros devem lembrar seus ministros do seu dever e encorajá-los a realizá-lo.

 

“E à igreja que está em tua casa.“

Além destes Paulo também destina a carta à igreja que está em sua casa, que provavelmente é a igreja de Colossos (Colossenses 4:9; 4:17). Era costume, e às vezes se tornava necessidade, que as igrejas locais se reunissem na casa de um dos membros: “Saudai aos irmãos que estão em Laodicéia e a Ninfa e à igreja que está em sua casa” (Colossenses 4:15). Na epistola de Colossenses temos mais informações sobre essa igreja:

(1) Epafras era ministro dela: “Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo” (Colossenses 1:7).

(2) Paulo nunca havia estado antes nesta igreja: “Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne” (Colossenses 2:1). O evangelho cristão foi introduzido em Colossos durante o ministério de Paulo baseado em Éfeso. Segundo Atos 19.10, Paulo exerceu um ministério de pregação na cidade capital da Ásia proconsular com o resultado que “todos os habitantes da Ásia ouviram a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos”.

(3) A epístola foi enviada através de Tíquico e Onésimo: “Tíquico, irmão amado e fiel ministro, e conservo no Senhor, vos fará saber o meu estado; O qual vos enviei para o mesmo fim, para que saiba do vosso estado e console os vossos corações; Juntamente com Onésimo, amado e fiel irmão, que é dos vossos; eles vos farão saber tudo o que por aqui se passa” (Colossenses 4:7-9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

Bibliografia:

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses – a perseverança da igreja na palavra nesses dias difíceis e trabalhosos. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

https://estiloadoracao.com/quem-foi-filemom/

https://www.chamada.com.br/meditacoes/filemom/mae_do_lar.html