terça-feira, 16 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE JULHO DE 2024 QUANDO (Provérbios 20.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE JULHO DE 2024
QUANDO A MANIPULAÇÃO SÚTIL SE MANIFESTA DESDE A INFÂNCIA

Provérbios 20.11Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta.”

 

Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações,”

Esse versículo é muito importante, pois, ele revela o interesse de Deus nas crianças, como tais, e não apenas como futuros adultos: “Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus” (Marcos 10.14).

Desde bem cedo na vida o menino ou a menina revelam o veneno que trazem na sua natureza. Pode ser inconsciente, mas revela o que não entendem. Isso nos leva a ver que há um mal em a natureza humana que só um remédio específico pode curar: o sangue de Jesus:” Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Salmo 51.2-3).

Ronald Knox defende essa interpretação: “Mesmo ao brincar se dá a conhecer” (Knox). Esta é atraente, pois dá razão de ser à ordem das palavras, e é um significado que faz pensar.

Logo poderemos ver qual é o seu temperamento, e para que lado a sua inclinação as leva conforme a sua constituição. Os filhos não aprenderam a arte de dissimular e esconder a sua tendência, como os adultos.

 

 “... se a sua obra é pura e reta.”

A árvore se conhece pelos seus frutos (Mateus 7.16), ao homem, por suas obras; até uma árvore jovem, por suas primícias, uma criança por suas coisas infantis, quer o seu trabalho seja somente aparentemente bom ou justo, isto é, verdadeiramente bom: “Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito” (Provérbios 16.2).

Desde cedo as crianças devem ser induzidas por palavras e exemplo a fazerem o que é reto; caso não o fizerem, ainda não é tarde para corrigi-las. Afinal até Deus nos corrige: “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios3.12)

Os pais então devem observar seus filhos, para que possam descobrir a sua disposição e o seu talento, e administrá-los e dispor deles, de maneira apropriada, martelar o prego que entra corretamente e extrair o que entra errado. Nisto, a sabedoria é útil, para orientar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

Uma Nova Tradução (para o Inglês) do Antigo Testamento, tirada da Vulgata Latina por Ronald A. Knox, 1949.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE JULHO DE 2024 (Hebreus 11.34)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE JULHO DE 2024
TIRANDO FORÇA DA FRAQUEZA, BATALHANDO E SE ESFORÇANDO

Hebreus 11.34Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.”

 

Apagaram a força do fogo,”

Clara citação a fornalha de fogo ardente que o rei Nabucodonozor tinha mandado aquecer sete vezes mais para a condenação nela dos três jovens hebreus (Ananias, Misael e Azarias) conhecidos na Babilônia como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Pois eles não haviam se prostado e adorado a estátua que rei levantou, mesmo havendo um decreto do rei que os que não assim procedessem seriam imediatamente lançados dentro da fornalha de fogo ardente.

Através da Fé no poder do seu Deus os três jovens se submeteram a condenação: “Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste” (Daniel 3.17-18).

Essa fé foi honrada por Deus quando enviou na fornalha o chamado quarto homem: “Não lançamos nós, dentro do fogo, três homens atados? Responderam e disseram ao rei: É verdade, ó rei. Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus” (Daniel 3.24-25). Através desta fé, eles apagaram a força do fogo.

 

“... escaparam do fio da espada,”

Vários heróis da fé “escaparam ao fio da espada” (v. 34b). Entre os que escaparam da morte no Antigo Testamento estão Davi, ao matar Golias e quando fugiu de Saul (1 Samuel 18:10, 11; 19:10). Elias evitou a execução por mando de Jezabel (1 Reis 19:1–6) e Eliseu (2 Reis 6:14–23, 31–33) foi salvo do filho de Jezabel, o rei Jorão, quando os sírios foram feridos de cegueira, em 2 Reis 6:18.

O autor também poderia ter em mente a rainha Ester e os judeus salvos pela providência divina em Ester 9: 5: “Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e com destruição; e fizeram dos seus inimigos o que quiseram.”

 

“... da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram,”

À primeira vista, parece um paradoxo, mas alguns casos podem ser lembrados. Pois realmente alguns “da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra”. Esta descrição poderia se aplicar até ao rei Acabe, cujo exército era como “dois pequenos rebanhos de cabras” e ainda derrotaram os poderoso arameus (1 Reis 20:27).

Davi estava entre os fracos que se transformaram em fortes (1 Samuel 17:49–51), como Baraque (Juízes 4:14). Também podemos pensar em Sansão, que recebeu poder para destruir um templo pagão e um grande número de filisteus após um período de fraqueza (Juízes 16:19–30).

Um exemplo neotestamentário pode ser visto na revelação feita ao apóstolo Paulo de que a força se amadurece na fraqueza: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Coríntios 12.9).

 

“... puseram em fuga os exércitos dos estranhos.”

Esses heróis da fé perseguiram seus inimigos muito das vezes estando em minoria. Muitas passagens aqui poderiam ser citadas (Gênesis 14:10, Josué 10:16, 1 Samuel 19:8, 2 Reis 3:24). Todavia creio que basta a conclusão do exercito do Egito ante o mar vermelho: “Então disseram os egípcios: Fujamos da face de Israel, porque o Senhor por eles peleja contra os egípcios” (Êxodo 14.25).

Claramente, ao contemplar a história passada de Israel, o escritor desta Epístola vê suas proezas militares como parte integrante da sua fé em Deus, embora o Antigo Testamento nem sempre se ocupe com este elemento da fé. Para ele, todos os heróis do passado ilustram da mesma maneira a dependência de Deus, que é interpretada em termos da fé.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_10.pdf

GUTHRIE, Donald. Hebreus: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.

domingo, 14 de julho de 2024

Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 3 - Rute e Noemi: Entrelaçadas pelo amor. Rute 1.16

Lição 03: Rute e Noemi – Entrelaçadas pelo Amor – 3º Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO 

“Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rute 1.16)

 

“Disse, porém, Rute:”

O significado do nome de Rute a moabita não é muito claro. O que está claro é a sua nacionalidade. Ambos os filhos de Elimeleque casaram-se com adoradoras de Camos e, embora tal casamento não fosse aparentemente proibido porque eles não eram considerados cananeus, os moabitas não eram admitidos na congregação para o culto: “Nenhum amonita nem moabita entrará na congregação do Senhor; nem ainda a sua décima geração entrará na congregação do Senhor eternamente” (Deuteronômio 23:3).

Moabe era filho de Ló com sua filha mais velha: E a primogênita deu à luz um filho, e chamou-lhe Moabe; este é o pai dos moabitas até ao dia de hoje. (Gênesis 19:37). Rute era casada com Malom e posteriormente na história casou-se com Boaz com quem teve um filho....E deram-lhe o nome de Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi. (Rute 4:17).

Rute, foi incluída na linhagem ancestral do rei Davi e na genealogia do próprio Messias. Rute deixa seu povo, seus deuses, sua terra, sua parentela e se une a uma sogra israelita, convertendo-se ao Deus de Israel.

 

“Não me instes para que te deixe e me afaste de ti;”

Enquanto Órfã deu prova do seu amor na obediência ao desejo de Noemi de que partisse para se casar novamente, Rute demonstrou o seu amor tornando-se sua filha. Lemos que Rute se apegou a Noemi (v. 14). Este verbo é a palavra que expressa um "apego" fiel e sincero em um relacionamento pessoal, como o do homem com a esposa no jardim do Éden.

O amor é paciente. Ele não retrocede diante das dificuldades. Ele é firme no seu propósito. Ele não se curva diante dos arrazoados da lógica. Nenhum argumento usado por Noemi demoveria Rute de segui-la. O amor vai às últimas conseqüências para estar ao lado da pessoa amada.

 

 “... porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; ”

O amor de Rute não faz exigências. Ele tem disposição para enfrentar novos desafios. Ele se sacrifica a favor da pessoa amada. Rute está pronta a deixar sua terra, sua parentela, sua religião, para caminhar na companhia de sua sogra, sem garantias do amanhã.

A firme determinação de Rute é que nada, nem mesmo a morte, vá separá-la de Noemi.

Rute quer compartilhar do futuro de Noemi: sua viagem, seu lar, sua fé. É a promessa de uma fidelidade sincera na vida e para toda a vida. Ou, por que não dizer, além da vida: os membros de uma família partilhavam do mesmo chão ao serem sepultados, pelo menos na Palestina primitiva. Macpela: “Ali sepultaram a Abraão e a Sara sua mulher; ali sepultaram a Isaque e a Rebeca sua mulher; e ali eu sepultei a Lia” (Gênesis 49:31).

 

“... o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. ”

A fé de Noemi com certeza era tão eficaz, mesmo na adversidade, apontando para o governo soberano de Javé, que Rute, através do testemunho de Noemi, foi agora capaz de exercer a sua própria fé no Deus dela e de se considerar agora como parte do povo da aliança de Javé.

Não teria sido precisamente a fé de Noemi, em meio às incertezas, que mostrou a Rute o Senhor? Com que freqüência o Senhor usa as experiências do seu povo, especialmente em períodos de aflição e dificuldades, para atrair outros a si!

Quando Moisés foi ao encontro de Jetro, seu sogro, ele contou "tudo o que o Senhor havia feito a Faraó e aos egípcios por amor de Israel, todo o trabalho que passaram no Egito, e como o Senhor os livrara." Jetro se regozijou pelo livramento cheio de graça de Deus: "Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses."

O Senhor está atraindo Rute à fé, certamente usando como testemunho persuasivo a experiência da graça de Noemi através da aflição.

Um Deus que se revela no vale das sombras é digno de nossa confiança também nos dias de maior conforto. Noemi ou Mara? (1:19-22). Rute está disposta a fazer rompimentos com o passado e novas alianças com o futuro. Ela está disposta a deixar sua terra e seus deuses para abraçar o povo de Deus e o Deus desse povo. Rute não apenas ama a sua sogra, mas se converte ao Deus de sua sogra e adota o povo de sua sogra como o seu povo.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
24/04/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

sábado, 13 de julho de 2024

Lucas 5.29

 

Lucas 5.29 ”E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa”


E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa;"

O verso 27 diz que quando Jesus passava viu um homem chamado Levi, e este estava sentando na recebedoria. Ele era publicano que coletava pedágio para Herodes Antipas. Os judeus odiavam, ou no mínimo menosprezavam, esses publicanos, classificando-os de pecadores.

Após convocá-lo para segui-lo Levi se dispôs com voluntariedade, tanto que após sua convocação Levi deu um grande banquete e convidou Jesus e seus discípulos para estarem com Ele em sua casa: E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido” (Marcos 2.15).

Cristo aceitou o seu convite para comer na sua casa, afinal aquele seria um jantar de despedida que ele ofereceria aos seus amigos, sendo que ele abandonou tudo para servir a Cristo. Ele ofereceu esse banquete, como Eliseu: “Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia (1 Reis 19.21), para mostrar não somente com que alegria em si mesmo, mas também com que gratidão a Deus, ele abandonava tudo, obedecendo ao chamado de Cristo.

 

“... e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa”.

Levi, ao mesmo tempo em que celebra a festa da sua salvação, abre sua casa para que seus pares conheçam também a Jesus e sejam salvos. Ele transformou seu lar num grande instrumento de evangelização. Ele queria que os seus colegas de profissão e os pecadores também se tornassem seguidores do Senhor Jesus.

Esses publicanos e pecadores eram um grupo de pessoas escandalosas do ponto de vista dos escribas dos fariseus que estavam por perto para identificar possíveis falhas. Pois, publicanos e pecadores eram considerados não melhores que gentios. E era uma ofensa para os judeus comerem com os gentios, posteriormente isso se tornaria um problema para os primitivos judeus cristãos: “Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles?” (Atos 11.3).

Jesus, porém não fez acepção de pessoas e se assentou junto deles para também lhes anunciar que era chegado o Reino dos céus. Afinal ele não viria chamar justos, mas pecadores ao arrependimento (v.31)..

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Mateus a João. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

Marcos 2.15

 

Marcos 2.15 “E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido”.

 

“E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste,”.

O verso 14 diz que quando Jesus passava viu um homem chamado Levi, filho de Alfeu, e este estava sentando na alfândega. Ele era publicano que coletava pedágio para Herodes Antipas. Os judeus odiavam, ou no mínimo menosprezavam, esses publicanos, classificando-os de pecadores.

Após convocá-lo para segui-lo Levi se dispôs com voluntariedade, tanto que após sua convocação Levi deu um grande banquete e convidou Jesus e seus discípulos para estarem com Ele em sua casa: ”E fez-lhe Levi um grande banquete em sua casa; e havia ali uma multidão de publicanos e outros que estavam com eles à mesa” (Lucas 5.29).

Cristo aceitou o seu convite para comer na sua casa, afinal aquele seria um jantar de despedida que ele ofereceria aos seus amigos, sendo que ele abandonou tudo para servir a Cristo. Ele ofereceu esse banquete, como Eliseu: “Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia (1 Reis 19.21), para mostrar não somente com que alegria em si mesmo, mas também com que gratidão a Deus, ele abandonava tudo, obedecendo ao chamado de Cristo.

 

“... também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido”.

Levi, ao mesmo tempo em que celebra a festa da sua salvação, abre sua casa para que seus pares conheçam também a Jesus e sejam salvos. Ele transformou seu lar num grande instrumento de evangelização. Ele queria que os seus colegas de profissão e os pecadores também se tornassem seguidores do Senhor Jesus.

Esses publicanos e pecadores eram um grupo de pessoas escandalosas do ponto de vista dos escribas dos fariseus que estavam por perto para identificar possíveis falhas. Pois, publicanos e pecadores eram considerados não melhores que gentios. E era uma ofensa para os judeus comerem com os gentios, posteriormente isso se tornaria um problema para os primitivos judeus cristãos: “Entraste em casa de homens incircuncisos, e comeste com eles?” (Atos 11.3).

Jesus, porém não fez acepção de pessoas e se assentou junto deles para também lhes anunciar que era chegado o Reino dos céus. Afinal ele não viria chamar justos, mas pecadores ao arrependimento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Mateus a João. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Lopes, Hernandes Dias. Marcos: o evangelho dos milagres. São Paulo: Hagnos, 2006.

Mateus 11.19

 

Mateus 11.19 “Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.”


“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores.”

A geração de judeus para a qual João veio não possuía entendimento espiritual. Rejeitaram João por causa de seu estilo de vida peculiar e abnegado. João não comia nem bebia, isso era uma referência ao fato de que ele não tomar vinho (Lucas 1:15) e à sua dieta restrita de “gafanhotos e mel silvestre” (3:4).

Aquela mesma geração também rejeitou Jesus, o qual é aqui identificado como o Filho do Homem que agia diferente de João. Acusaram-no de ser um glutão e bebedor de vinho (Deuteronômio 21:20). Essas falsas alegações eram uma distorção grosseira dos fatos.

Jesus não ordenou que Seus seguidores participassem dos jejuns judaicos tradicionais (Mateus 9:14), pelo menos enquanto estava entre eles e Ele aceitou muitos convites para comer nas casas das pessoas (9:9, 10; 26:6, 7; Lucas 7:36; 10:38; 14:1; 19:5) e para outras festividades como casamentos (João 2:1–11). Embora João fosse criticado por seu comportamento ascético, Jesus foi criticado por participar das atividades normais da vida.

Também ridicularizaram Jesus por andar com certas pessoas durante Seu ministério, rotulando-O de amigo de publicanos e pecadores. Evidentemente, Jesus Se relacionou com essas pessoas para restaurá-las a Deus, e não para participar de seus feitos maus.

Lewis expressou isto dizendo: “Enquanto outros estavam formando grupos separatistas de ‘religiosos’ – os separatistas (fariseus), ou os ‘Filhos da Luz’ (essênios), tentando ser o remanescente santo – Jesus foi até as massas e trabalhou entre os perdidos”.

 

“Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.”

Como no Antigo Testamento, a “sabedoria” é personificada numa mulher (Provérbios 8 e 9). Em vez de “suas obras”, Lucas tem “seus filhos” (Lucas 7:35). A idéia, porém, é a mesma. Independentemente do que os homens digam sobre Jesus e João, estes cumpriram seus papeis no plano providencial de Deus de chamar todos ao arrependimento e de preparar o caminho para a chegada do reino. Os convertidos que esses enviados produziram – cujas vidas foram radicalmente transformadas – justificam suas atividades.

O veredicto final não está em mãos dos críticos briguentos e perversos, e sim nos fatos. Os judeus podiam criticar a João por seu isolamento total, mas João tinha comovido os corações dos homens e os tinha dirigido a Deus em uma forma em que não os tinha comovido durante séculos. Podiam criticar a Jesus porque se mesclava muito na vida cotidiana de gente comum, mas nEle a pessoa estava encontrando uma vida nova, uma nova bondade e uma nova força para viver como deviam fazê-lo e para aproximar-se de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_06.pdf

Lucas 24.10

 

Lucas 24.10 “E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos.”

 

E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago,

A feliz descoberta da ressurreição de Jesus foi feita por um grupo de mulheres o que seguiam. Elas haviam ido ao sepulcro a fim de embalsamá-lo. Pois elas levaram as especiarias que tinham preparado.

O embalsamamento era o costume judaico de colocar especiarias aromáticas nas ataduras em que envolviam o corpo. O propósito da visita ao túmulo indica que não esperavam um Cristo ressurreto. E possível, também, segundo o costume da época, que tenham ido lamentar por Ele.

Segundo Mateus, “No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana”; segundo João: “No primeiro dia da semana... de madrugada, sendo ainda escuro”. Conclusão: as mulheres visitaram o túmulo bem cedo, na manhã do domingo, antes do nascer do sol e pouco tempo após a ressurreição. As mulheres que foram ao sepulcro segundo o Evangelista Lucas se chamavam:

Maria Madalena provavelmente tinha esse nome segundo a cidade de Magdala na Galiléia. Uma cidade mencionada somente uma vez no NT, em Mateus 15.39. Ela é mencionada em Lucas 8.2 como tendo sido liberta de sete demônios. Depois de sua conversão, a sua devoção a Cristo se tornou evidente, e pode ser vista em alguns episódios, como por exemplo, quando ela aparece durante o seu ministério e também em sua paixão (Lucas 8.1-3; Marcos 15.40,41; João 19.25). Ela foi a primeira a ver o Senhor ressuscitado (João 20.11-18).

Joana era a esposa de Cuza, oficial de Herodes Antipas: “E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens (Lucas 8:3) e uma das mulheres que serviam a Jesus com suas fazendas. Acompanhou as outras mulheres da Galiléia até o túmulo de Jesus (Lucas 23.55-24.10).

Maria, a mãe de Tiago, foi mencionada por Mateus (27:56) e Marcos (15:40). Somadas as informações descobrimos que é identificada também como Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e que acompanharam Jesus na Galiléia e o serviram. Ela é mencionada em conexão com todos os eventos que cercam a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, porém pouco mais pode ser dito com segurança a seu respeito.

 

“... e as outras que com elas estavam,”

Isso indica que as mulheres citadas não eram as únicas. Então provavelmente dois grupos de mulheres visitaram o túmulo. Isto explica as diferenças entre as narrativas. Não era intenção dos quatro evangelistas fazer um relatório minucioso das circunstâncias que envolveram aquela Páscoa; preocuparam-se simplesmente em narrar de forma breve o fato da ressurreição de Jesus.

Cada escritor o apresenta de um ponto de vista, mencionando apenas os detalhes necessários ao seu propósito. Este fato explica as diferenças de detalhes, tais como o número de mulheres, a posição dos anjos e o número deles.

 

“... as que diziam estas coisas aos apóstolos.”

Aparentemente, os apóstolos não estavam reunidos, em um só corpo; eles estavam espalhados, cada um na sua cidade, talvez dois ou três juntos no mesmo alojamento, mas um contava a outros, e estes contavam a outros, de modo que, dentro de pouco tempo, naquela manhã, todos eles souberam disto. Mas nós lemos (v. 11) como a notícia foi recebida: “As suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram”.

Os apóstolos e os outros discípulos aguardavam a ressurreição, mas na realidade, era a última coisa que esperavam. A prisão e a crucificação do Mestre paralisara por um tempo a sua fé, de modo que não podiam crer no testemunho das mulheres. Descrença indesculpável, porque as mulheres viram o túmulo vazio, ouviram a mensagem dos anjos, e viram, tocaram e ouviram o próprio Jesus (Mateus 28.9).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

1 Timóteo 6.19

 

1 Timóteo 6.19 “Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna.”

 

Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro,”

Entesourar “bom fundamento” significa a prática de bom testemunho. O versículo 18 falou sobre repartir, ou seja, dar esmolas. Nosso Senhor pessoalmente indicara que o homem somente poderia amontoar tesouro nos céus por meio de dar esmolas (Lucas 12:33;  18:22; Mateus 6:20), e não é improvável que o Apóstolo tenha em mente estes ditos de Jesus.

Os ricos devem pautar suas vidas segundo esse princípio, entendendo isso como sua missão, pois agindo assim,não estarão se tomando mais pobres, mas, pelo contrário, estarão acumulando para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro.

Talvez o melhor comentário sobre esse ensino seja a parábola de Jesus “do administrador infiel” ou “do administrador astuto”. Ele usou a sua influência no presente para garantir o seu futuro, e Jesus o elogiou por sua prudência, embora não o tenha elogiado por sua desonestidade. E uma questão de perspectiva e de proporção. O que tem maior valor? E ser rico nesta era (v. 17) ou na era que há de vir (v. 19)? E acumular tesouros na terra ou no céu? E ganhar muito dinheiro no tempo presente ou “alcançar a verdadeira vida”?

 

“... para que possam se apoderar da vida eterna.”

Paulo havia desafiado Timóteo a tomar posse da “vida eterna” (6:12); agora encorajava os ricos a se apossarem da “verdadeira vida”. “A verdadeira vida” é a “vida eterna”. Muitos estão certos de que ser rico é “viver realmente”, mas a “verdadeira vida” procede de um relacionamento com o Senhor. Jesus disse que veio para que “tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10). Esse relacionamento só é possível quando obedecemos nosso Senhor: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (João 15.14).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201903_02.pdf