segunda-feira, 25 de março de 2024
domingo, 24 de março de 2024
Lição 13: O Poder de Deus na Missão da Igreja – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo,
que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em
toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1.8)
“Mas recebereis a virtude do Espírito
Santo, que há de vir sobre vós,”
Apesar de Cristo já haver soprado sobre
os discípulos o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22),
Ele ainda não havia sido derramado. João explica isso no seu
evangelho: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva
correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os
que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus
não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia dito: “Todavia
digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o
Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).
O Espírito Santo desceria sobre eles com
poder. Fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som,
como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam
assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as
quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que
falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a
falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder:
“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de
Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).
Os discípulos de Cristo, após receberem a
promessa, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes,
eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a
proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e
maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).
“... e ser-me-eis testemunhas,”
O poder que recebemos do Espírito Santo
tem como finalidade capacitar-nos para sermos testemunhas em todo o
mundo.
Quando Jesus disse aos seus discípulos
que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus
representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua
ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e
assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre
os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos
pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).
Pedro quando inclui Matias no apostolado
em lugar de Judas Iscariotes disse: “É necessário, pois, que, dos homens que
conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós,
Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido
em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos
1:21,22).
O fato de ser testemunha indica a
veracidade dos fatos. Quando a mulher samaritana deu testemunho das palavras de
Cristo, os homens daquela cidade o procuraram e creram “E diziam à mulher:
Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e
sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João
4:42)
“... tanto em Jerusalém como em
toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”
Jerusalém era a cidade local daqueles que
estavam ouvindo a Jesus. Judéia era a região maior em que eles estavam. Samaria
era uma região vizinha. E os confins da terra representavam o mundo todo.
Quanto Jesus fala que eles deviam ser testemunhas tanto em Jerusalém como
em Judéia e Samaria, e até os confins da terra, Ele mostra
que isto deve acontecer simultaneamente. Ou seja, devemos fazer missões em
nossa cidade, em nosso estado, nos estados vizinhos (nosso país), mas também no
mundo todo.
Esta é a nossa missão. Sermos testemunhas
de Jesus onde for possível. Que no o Espírito Santo possamos cumprir a nossa
missão, testemunhando de Jesus em todos os lugares, seja indo e testemunhando
pessoalmente, seja orando pelos missionários, seja contribuindo com aqueles que
se dispõe a ir.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023
FONTES:
GABY, Wagner. Até os confins da terra –
Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro:
CPAD, 2023.
PALMA, A. D. O Batismo no Espírito
Santo e Com Fogo:Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal.
1.ed., RJ: CPAD, 2002.
MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas
Bíblicas:Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.
https://www.batistapioneira.edu.br/e-sereis-minhas-testemunhas/
sábado, 23 de março de 2024
Mateus 5:8
Mateus 5:8 "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; "
"Bem-aventurados "
Consulte comentário introdutório de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)
"... os limpos de coração, "
Esta bem aventurança fala da pureza interior dos seguidores de Cristo, em contraste com a purificação cerimonial exterior praticada pelos escribas e fariseus (veja 15:1–11; 23:25–28). Um coração puro é a fonte e a base de um viver correto. Sem ele, as ações corretas não passam de rituais sem significado (12:34; 15:19).
Os rabinos estavam desenvolvendo um sistema complexo de leis para manter a purificação cerimonial, sistema esse que mais tarde incluiu o Tohoroth (“Purificação”), uma da das divisões do Mishná. Entretanto, todas essas leis poderiam ignorar a pureza mais importante, a do coração.
Um coração puro ou limpo produz pureza exterior, e não vice-versa. Um coração puro descreve uma pessoa cuja lealdade sincera a Deus já afetou todas as áreas da vida.
Essa bem-aventurança de Jesus ecoa o caminho para a adoração descrito em Salmos: "Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente "(Salmos 24:3, 4). O salmista também orou dizendo: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito" (Salmos 51:10, 11).
"... porque eles verão a Deus; "
Neste contexto, o verbo “ver” vai além de vermos com os olhos. Significa experimentar, desfrutar e conhecer a Deus. É verdade que ninguém jamais viu a Deus (Êxodo 33:20; João 1:18; 1 Timóteo 6:16). Num sentido, porém, os cristãos experimentam Deus no presente com os olhos da fé, mesmo sem vê-lo fisicamente (2 Coríntios 5:7; Hebreus 11:27).
Um dia, no entanto, a fé se transformará em realidade visível e os cristãos verão a Deus face a face. Paulo aos coríntios revelou: "Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido" (1 Coríntios 13:12). E João sobre isso escreveu "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos" (1 João 3:2).
Na cidade celestial, Deus habitará entre o Seu povo (Apocalipse 21:3) e contemplaremos a sua face: "e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome" (Apocalipse 22:3,4)
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/3/2021
FONTES:
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf
Mateus 5:7
Mateus 5:7 "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; "
"Bem-aventurados "
Consulte comentário introdutório de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)
"... os misericordiosos, "
O que é misericórdia? Misericórdia vem de uma palavra grega que também pode ser traduzida por compaixão. É uma disposição da alma, de ser semelhante a Cristo ao encarar amigos, inimigos, repudiados e pecadores.
O misericordioso usa de bondade ao julgar os outros; procura o melhor, não o pior; é lento para condenar, rápido para recomendar. Como o bom samaritano, é prestativo (Lucas 10.30-37). Os líderes religiosos judeus da época de Jesus eram na maioria desprovidos de misericórdia. Eram presunçosos, arrogantes, orgulhosos e precipitados no julgamento. Pensavam que tinham resposta para todas as questões teológicas, mas não tinham misericórdia dos que sofriam. Viam o sofrimento como um castigo de Deus pelo pecado (Lucas 13:1–5; João 9:1, 13, 34).
O misericordioso repudia o ódio e os ressentimentos, e perdoa aos que o ofendem. Como tornar-nos misericordiosos? Lembrando nossas próprias falhas e de como dependemos da misericórdia de Deus, a ninguém trataremos duramente (Mateus 7.1-5; Gálatas 6.1-3).
O ensino de Jesus sobre misericórdia era contra a natureza do estilo de vida típico do mundo daquela época. Os romanos menosprezavam o sentimento e tinham a reputação de considerá-lo uma doença da alma. A misericórdia para eles era sinal de fraqueza, e a desprezavam como se fosse a maior de todas as debilidades humanas. Glorificavam a virilidade, acreditando que gestos de misericórdia demonstravam falta dela.
A misericórdia também é um dos atributos de Deus (Êxodo 34:6; Lucas 6:36) e de Cristo (Hebreus 2:17). Jesus identificou a misericórdia como um dos “preceitos mais importantes da Lei” (23:23; veja 9:13; 12:7). Esta bem-aventurança reflete o que está escrito em Provérbios 14:21: “O que se compadece dos pobres é feliz” (LXX).
"... porque eles alcançarão misericórdia; "
Diferentemente de muitos de seus contemporâneos, Gamaliel, professor de Paulo tinha uma visão correta da misericórdia, e é citado no Talmude como tendo dito: “Quem é misericordioso com os outros, misericórdia obterá no Céu, ao passo que quem não é misericordioso com o próximo, não obterá nenhuma misericórdia no Céu”.
Ensina-nos a experiência que a atitude dos outros para conosco é reflexo do tratamento que a eles dispensamos. Se ninguém nos trata com amizade, é certo que tem sido este o nosso comportamento com relação aos outros; se as pessoas não nos sorriem, indica-nos isto estarmos também negando-lhes o sorriso: "porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo"(Lucas 6:38).
Jesus disse que quem é misericordioso alcançará misericórdia. Mais tarde, Ele ensinou: “Se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (6:15).
Se não mostramos misericórdia aos outros, bloqueamos a porta para o nosso próprio perdão. Tiago escreveu: “Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tiago 2:13).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/3/2021
FONTES:
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.
STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4 ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf
Atos 8:35
Atos 8:35 “Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus. “
“Então Filipe, abrindo a sua boca, “
Filipe, era um dos comissionados na
igreja de Jerusalém para servir como diácono: “e elegeram Estêvão, homem
cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e
Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os
apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos” (Atos 6:5,6).
Como todos que são guiados pelo
Espírito são como o vento: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido
do Espírito” (João 3:8). Não havia planejado Filipe uma excursão no deserto.
Mas o Senhor o enviou ali para que abrisse a sua boa e pregasse a uma pessoa.
Filipe não sabia para quem pregaria, se seria alguém instruído ou não, mas
deveria esperar no Espírito Santo: “Vai, pois, agora, e eu serei com a tua
boca e te ensinarei o que hás de falar” (Êxodo 4:12)
Após iniciar uma missão muito
próspera na cidade de Samaria: “E as multidões unanimemente prestavam
atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia“
(Atos 8:6). As notícias dos feitos de Filipe chegaram até Jerusalém, e a igreja
de Jerusalém enviou ali os apóstolos Pedro e João: “Os apóstolos, pois, que
estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram
para lá Pedro e João” (Atos 8:14). Para que pela imposição de mãos dos
apóstolos os que creram em Jesus recebessem o Espírito Santo.
“E o anjo do Senhor falou a
Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de
Jerusalém para Gaza, que está deserta” (Atos 8:26). Filipe recebeu um
chamado para o caminho de Gaza, uma região deserta. Porém alguém escolhido
passaria por aquele deserto: “um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de
Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus
tesouros” (Atos 8:27) que “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías”
(Atos 8:28)
“... e começando nesta Escritura, ”
Se aproximando desse Eunuco disse
Filipe: “Entendes o que lê? “E ele
disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que
subisse e com ele se assentasse. E o lugar da Escritura que lia era este: Foi
levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do
que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu
julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra
(Atos 8:30-33).
Isaías 53 foi apenas o ponto de
partida para Felipe. Assim como outros palestrantes inspirados, o evangelista
deve ter feito uma revisão dos fatos concernentes ao nascimento, à vida e aos
milagres de Jesus: “Andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os
oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (10:38)
“... lhe anunciou a Jesus. ”
A primeira tarefa do evangelista
foi mostrar que esses versículos referiam-se ao Messias, e que (ao contrário da
crença popular) Isaías predisse que o Messias deveria sofrer . A seguir, Filipe
deve ter enfatizado que Jesus, e somente Jesus, cumpria cada detalhe da
profecia: “Como ovelha ao matadouro”, Jesus foi conduzido do jardim para
o Sinédrio, e depois para as autoridades romanas. “Como um cordeiro mudo
perante o seu tosquiador”, Jesus não Se defendeu, durante todo o
julgamento. Ele sofreu “em sua humilhação”, sendo zombado, e disputado e
açoitado no rosto. “Negaram-lhe justiça” , quando teve que suportar um
procedimento ilegal após outro. O fato de ter passado por uma morte violenta e
rápida sendo jovem está implícito nas palavras: “Quem lhe poderá descrever a
geração ? Porque da terra a sua vida é tirada”.
Sem dúvida, Filipe também citou
outras profecias de Isaías 53, cumpridas na vida de Jesus: Ele foi rejeitado
pelo Seu povo (Isaías 53:1–3). Ele foi traspassado por uma espada (v. 5). Ficou
pendurado entre dois ladrões (vv. 9, 12). Foi sepultado no túmulo de um rico
(v. 9). Acima de tudo, porém, Filipe deve ter citado por que o Messias teve de
morrer — para nos salvar dos nossos pecados!
O tesoureiro sabia que o que
Filipe dizia sobre Jesus era verdade. Quando Filipe relacionou esses fatos com
a profecia de Isaías, a mente do eunuco chegou ao esclarecimento — e a fé
invadiu seu coração. E ele pediu para ser batizado por Filipe.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/3/2024
FONTES:
Pearlman. Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_08.pdf
quinta-feira, 21 de março de 2024
Atos 8:5
Atos 8:5 ”E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo.”
“E, descendo Filipe”
Como todos que são guiados pelo Espírito são como o vento: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (João 3:8). Não havia planejado Filipe uma excursão em Samaria. Mas o Senhor o enviou ali para cumprir suas próprias palavras.
Filipe desceu a cidade de Samaria. Se ele desceu ele se esvaziou. Outrora ele estava em Jerusalém: “Onde sobem as tribos, as tribos do Senhor, até ao testemunho de Israel, para darem graças ao nome do Senhor” (Salmos 122:4).
Em Jerusalém ele havia sido ordenado diácono junto com seis dos seus companheiros, incluindo Estevão: “e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos” (Atos 6:5,6).
Poderia ter pensado Filipe que ali servia ao Senhor. Todavia o martírio de Estevão, seu companheiro provocou contra a igreja primitiva grande perseguição: “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos” (Atos 8:1). Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra (Atos 8:4). Filipe foi um deles.
“... à cidade de Samaria “
O Senhor havia dito a seus seguidores: “que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (Atos 1:4), sobre essa promessa ele acrescentou: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8).
A promessa do pai havia descido em Jerusalém na festa de Pentecoste: “E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:4). E iniciou de forma veloz a evangelização de Jerusalém. Já no primeiro sermão pentecostal “agregaram-se quase três mil almas“ (Atos 2:41).
A evangelização chegou a Samaria através do Diácono Filipe que havia sido disperso de Jerusalém por conta do martírio do outro diácono chamado Estevão.
“... lhes pregava a
Cristo.”
Quando Filipe “anunciou a Cristo” aos samaritanos, sem dúvida, ele pregou as grandes verdades a respeito de Cristo que outros pregadores inspirados pregaram: o fato de Jesus ter cumprido as profecias (2:16; 8:35), os detalhes de Sua vida e de Seus milagres (2:22; 10:38), Sua morte na cruz por todos (2:23; 8:32; 10:39), Sua ressurreição dos mortos (2:32; 10:40), Sua ascensão à direita de Deus e Seu reinado nos céus (2:30–36) e Sua volta prometida (10:42). Essas verdades foram o alicerce e o cerne da pregação de Filipe.
Pregar Cristo envolve não somente pregar as grandes verdades relativas à Sua pessoa, mas também pregar sobre o reino/a igreja, pregar sobre Seu nome e pregar o batismo. Outros tópicos poderiam ser mencionados, mas estes são suficientes para observarmos como o tema “pregar Cristo” é tão magnífico e compreensivo.
A maneira como se “anuncia a Cristo” pode ser comparada com certa igreja. Essa igreja pregou uma enorme placa do lado de fora de seu prédio que dizia: “Nós Pregamos Cristo Crucificado”. Com o passar do tempo, alguns membros da igreja ficaram confusos com a ideia de um sacrifício de sangue, de modo que a palavra “crucificado” foi apagada da placa, restando: “Nós Pregamos Cristo”. Logo, um pregador novo chegou e, estando mais preocupado com os acontecimentos da época do que com a história de Jesus, apagou o nome “Cristo”. A placa, então dizia apenas: “Pregamos”. Finalmente, a igreja decidiu que pregar não era mais a maneira de atingir as pessoas, e apagaram a palavra “pregamos”, passando a fazer apresentações teatrais e musicais. E a placa dizia apenas: “Nós”.
Que Deus nos ajude a nunca abandonar nenhuma parte da plena “pregação de Cristo e Cristo crucificado”. “Mas nós pregamos a Cristo crucificado“ (1 Coríntios 1:23)
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2024
FONTES:
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_06.pdf
Mateus 5:6
Mateus 5:6 “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; “
“Bem-aventurados “
Consulte comentário introdutório
de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)
“... os que têm fome e sede de justiça, ”
Fome e sede talvez sejam os
desejos físicos mais fortes e frequentes que os seres humanos têm. Todavia,
fome e sede intensas são sensações desconhecidas para as pessoas que vivem no
mundo moderno e que têm acesso instantâneo a comida e bebida. Jesus sabia o que
era ter fome, pois Ele jejuou quarenta dias e quarenta noites no deserto.
É interessante que o sermão em
Lucas simplesmente diga: “Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome,
porque sereis fartos” (Lucas 6:21). Certamente existiram aqueles que, por
causa de seu comprometimento com Deus, passaram por privações de necessidades
básicas da vida (2 Coríntios 6:5; 11:27; Apocalipse 7:16).
Em Mateus, Jesus aplicou a ideia
de estar faminto e sedento ao desejo espiritual usando a expressão
qualificativa de justiça. Essa imagem tem seu pano de fundo nos Salmos: “Como
suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a
minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei
perante a face de Deus? ” (Salmos 42:1, 2). “Ó Deus, tu és o meu Deus
forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te
almeja, como terra árida, exausta, sem água” (Salmos 63:1).
Jesus demonstrou essa fome
espiritual em Sua própria vida terrena. Quando Satanás O tentou a transformar
pedras em pão, Ele respondeu dizendo: “Não só de pão viverá o homem, mas de
toda palavra que procede da boca de Deus” (Mateus 4:4). No Poço de Jacó,
quando os discípulos de Jesus voltavam da cidade de Sicar trazendo comida,
ficaram surpresos porque Jesus recusou-Se a comer. Ele disse: “Uma comida
tenho para comer, que vós não conheceis”; e: “A minha comida consiste em fazer
a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4:32, 34).
“... porque eles
serão fartos; “
A promessa aos que buscam ardentemente
a Deus é que eles serão fartos. Deus prometeu saciar os desejos de seus
corações. A linguagem aqui remete a Salmos 107:9: “Pois dessedentou a alma
sequiosa e fartou de bens a alma faminta” (veja Jeremias 31:25; Lucas
1:53). Deus tem poder para satisfazer as aspirações mais profundas do Seu povo,
tanto as físicas quanto as espirituais.
Evidentemente, essa satisfação
espiritual pode ocorrer na era presente. Jesus disse: “Eu sou o pão da vida;
o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”
(João 6:35). E esse preenchimento espiritual também ocorrerá na era por vir,
sendo retratado como um grandioso banquete ou festa de casamento (8:11, 12;
22:1–10; 25:10; Apocalipse 19:9). Na cidade celestial, a sede será saciada pela
água da vida, que é dada de graça (Apocalipse 21:6; 22:17).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/3/2021
FONTES:
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004.
STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4
ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf
Mateus 5:5
Mateus 5:5 “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; “
“Bem-aventurados “
Consulte comentário introdutório
de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)
“... os mansos, ”
A palavra para manso significa
basicamente “brando” ou “meigo”. A mansidão é a virtude que oferece paciente gentileza
em retribuição ao ódio, ofensa ou hostilidade. É o oposto de orgulho, ira, autoafirmação
e vingança. O coração verdadeiramente manso não reage à provocação; paga o mal
com o bem; e, dos outros, nada exige e pouco espera. Em relação a Deus, a mansidão
é a concordância com todos os seus tratos, sem murmuração, rebeldia ou resistência.
O mundo considera o manso como covarde
e vacilante; alma tímida, moralmente débil ante as batalhas da vida. Mansidão,
porém, não é fraqueza; é força tornada gentil. Moisés eia manso (Números 12.3),
mas havia aço na sua estrutura moral, e raios e trovões no seu zelo (Êxodo
32.19). O Senhor Jesus era manso (Mateus 11.29), mas basta-nos ver como expulsou
os cambistas do templo e denunciou a hipocrisia dos fariseus (Mateus 23)!
“... porque eles
herdarão a terra; “
A mansidão é a força. Alguém pode
argumentar: “São os fortes que tomam posse da terra, enquanto os mansos são
pisoteados”. Jesus não prometeu aos mansos que “conquistariam ” a terra. Disse
que a herdariam. Há uma diferença. Os fortes possuem a terra porque a tomam
pela torça; os mansos herdam-na porque a recebem de Deus: “Pois ainda um
pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá. Mas
os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. “ (Salmos
37:10,11)
Haverá o dia em que militares e
gananciosos exploradores deixarão de mandar na terra. O comando passará àqueles
que dedicam suas vidas a Deus e ao serviço do próximo. O presente é dominado
por ferozes guerreiros, mas o futuro pertence aos mansos.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/3/2021
FONTES:
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004.
STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4
ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf
Mateus 5:4
Mateus 5:4 “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; “
“Bem-aventurados “
Consulte comentário introdutório
de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)
“... os que choram, ”
A palavra grega usada para o
verbo chorar é a mais forte indicando tristeza e sofrimento. É geralmente usada
para descrever a tristeza experimentada por uma pessoa que perdeu um ser amado
(Gênesis 23:2; 37:34, 35; 50:3 [LXX]; Marcos 16:10). Trata-se do tipo de
tristeza que aflige uma pessoa e não a deixa em paz. É uma tristeza muitas
vezes demonstrada por lamento e pranto.
O chorar por si mesmo não traz
bênção, porque muitos há que choram sem consolação. Não há bênção reservada aos
que lastimam perdas egoístas ou ambições frustradas, nem ao pessimista
deliberado. O choro nascido do remorso também não pode canalizar benefícios: o
inferno encher-se-á dele.
Porém existe aqueles que têm por
certa a consolação e a bênção: os que choram a ausência da comunhão com Cristo
(João 20.11-16); os que choram seu pecado, não meramente por causa da punição
devida (Isaías 6.5,6; Romanos 7.24,25) - contrastar Saul e Davi, Judas e Pedro;
e os que choram pelos pecados dos outros (Romanos 9.1-3). Para tais pessoas,
virá o tempo da consolação de Deus. Em sua saudação a igreja de Corinto Paulo
exalta o Deus d misericórdias: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; Que nos consola em toda a nossa tribulação,
para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a
consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” (2 Coríntios 1:3,4).
“... porque eles serão consolados; ”
A verdade é esta: aqueles que
choram por seus próprios pecados e pelos pecados dos outros serão consolados.
Pranteadores justos encontram o consolo de Deus durante esta vida sabendo que
seus pecados pessoais são perdoados e que Jesus Cristo está com eles (11:28–30;
28:18–20; Atos 2:38; 1 João 1:7, 9). O consolo final será experimentado na vida
por vir (Lucas 16:25), quando o “Deus de toda consolação” (2 Coríntios 1:3) “lhes
enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 7:17; 21:4).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/3/2021
FONTES:
HENRY, Matthew. Comentário Matthew Henry Volume 5 -
Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004.
STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4
ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf
Mateus 5:3
Mateus 5:3 “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; ”
“Bem-aventurados “
Citando Robert Stein sobre as bem-aventuranças:
Devem as bem-aventuranças ser interpretadas como “condições de entrada” no
reino de Deus? Ou, em vez disso, como “anúncio de bênçãos” sobre aqueles que já
se tornaram cidadãos do reino? Em outras palavras: Devem elas ser entendidas
como exigências para a salvação ou como atribuições meritórias para aqueles que
já salvos?
Fica evidente, por várias razões,
que as bem-aventuranças, em vez de serem exigências de entrada, constituem-se
em bênçãos para os que já estão no reino.
Primeiro, porque o auditório para
quem elas foram dirigidas eram os discípulos (Mateus 5-1,2; Lucas 6.20) já comissionados
por Cristo. Eles já estavam no reino.
Segundo, porque a analogia mais próxima
das bem-aventuranças são as palavras de conforto encontradas em Isaías 29-19;
49-13 e especialmente 61.1,2.
Terceiro, porque a forma
gramatical das bem-aventuranças, em sua natureza, não é condicional. A redação
não é como se segue: “Se você ficar pobre de espírito, herdará o reino dos
céus”, mas em forma de pronunciamento.
Finalmente, porque o fato de
Mateus 5-3,10 registrar “porque deles é o Reino dos céus” indica que o
evangelista entendeu toda a passagem de 3 a 12 como tratando do mesmo assunto.
Assim, as bem-aventuranças devem ser interpretadas como bênçãos pronunciadas
sobre as pessoas fiéis a Deus, que estão sujeitas a sofrer perseguições por
causa da justiça (Mateus 5-10) e da sua fé.
As Beatitudes estão na forma de
paralelismo sintético, um tipo de poesia hebraica na qual a segunda linha
completa o significado da primeira. Desse modo, aqui a segunda linha define
mais especificamente a conotação de “bem-aventurado”.
“... os pobres de espírito, ”
Os pobres ou humildes de espírito
não são aqueles que se auto depreciam, como os essênios na época de Cristo, como
os ascéticos na época de Paulo ou como os monges na época de Bento de Núrsia, porque
aprendemos de Cristo o valor da personalidade: “Amados, agora somos filhos
de Deus” (1 João 3.2).
Paulo chegou a elogiar a vida dos
retirantes e reconheceu virtude, porém mesma nela percebeu motivo para orgulho:
“As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção
voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão
para a satisfação da carne” (Colossenses 2:23).
Pela frequência com que as riquezas
levam as pessoas a tornarem-se autossuficientes, a palavra “rico” é usada
figurativamente na Bíblia para indicar o orgulhoso, e “pobre” ou “humilde” para
exemplificar o tipo de pessoa que depende dos outros: “Ainda que o Senhor é
excelso, atenta, todavia, para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe”
(Salmos 138:6)
Ser pobre ou humilde de espírito
é ter modesta estimativa de si mesmo - seu caráter e realizações - com base nó
reconhecimento dos próprios pecados, necessidades e fraquezas.
“... porque deles é o reino dos céus; ”
O reino dos céus a estes pertence,
pois deste reino os orgulhosos por sua autossuficiência são inevitavelmente
excluídos. Aqueles que vão até Deus com corações espiritualmente quebrantados
serão restabelecidos. O Senhor falou o seguinte por meio do profeta Isaías: “Habito
no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito,
para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”
(Isaías 57:15). Deus exalta aqueles que entregam o controle de suas vidas a
Ele. Tiago escreveu: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará”
(Tiago 4:10; veja Provérbios 29:23).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/3/2021
FONTES:
HENRY, Matthew. Comentário Matthew Henry Volume 5 -
Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.
PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de
Janeiro: CPAD, 2004.
STEIN, Robert H. Guia Básico para Interpretação da Bíblia. 4
ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf