domingo, 25 de fevereiro de 2024

Lição 09: O Batismo – A Primeira Ordenança da Igreja – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO AUREO

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19)

“Portanto, ide,”

Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. ” (Atos 10:38). Cristo foi o enviado do Pai agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. “ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz. ” E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, “ (Filipenses 3:8).  

“... ensinai todas as nações,”

Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores. ” (Salmos 25:8) e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas. (Mateus 7:29). Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apostolo Paulo nos exorta: ...” se é ensinar, haja dedicação ao ensino; (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12). Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, é o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão. Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28).  

“batizando-as”

Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte. Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. ” (Atos 8:36,37). Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaias e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado. Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém nós gentios nos é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos.  

“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”

Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que tanto efetuou a encarnação do Filho, como também aplica a salvação ao homem. A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. No entanto, os unitaristas deturpam e negam a doutrina da Trindade de Deus. As Escrituras, porém, ensinam que Deus é uno e ao mesmo tempo triúno, isto é, Deus o Pai, Deus o Filho, e Deus o Espírito Santo.  

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR  
17/03/2021  

FONTES:  

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.  

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.  

 


 

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Lição 08: A Disciplina na Igreja – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido. “ (Hebreus 12.5)

 

“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos:”

As Escrituras ensinam que haverá disciplina. Teriam esses leitores do primeiro século se esquecido do que diziam as Escrituras? Ou o escritor acusou-os disso, ou então só podemos presumir que eles de fato se esqueceram.

Os judeus do primeiro século estavam impregnados das Escrituras e, sem dúvida, já tinham lido o texto citado que Paulo citará, mas é fácil nos esquecermos do que devemos nos lembrar, se não nos aprofundamos em passagens pertinentes e as aplicamos a nossas vidas.

Por isso o apóstolo Pedro exorta seus leitores a atentarem as suas palavras já escritas: “Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador” (2 Pedro 3:1,2).

Tiago também escreve nesse sentido a não sermos ouvintes esquecidos: “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tiago 1:25).

 

“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido.”

Citando Provérbios 3.11: “Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes da sua repreensão” , o autor mostra que a prova da fé cristã, longe de sinalizar um abandono de Deus, é uma clara demonstração do seu amor.

Na visão judaica comum, entendia-se que o sofrimento era uma disciplina, ou um método de aprendizado, da parte de Deus.  A disciplina sempre existiu entre o povo de Deus. Desde os tempos em que os hebreus saíram da escravidão no Egito até os dias atuais, a disciplina tem sido o método instituído pelo Senhor como forma de preservar a santidade e a comunhão com o seu povo.

Na maioria das vezes, pensamos que o sofrimento é algo fora do controle divino, e algumas vezes chegamos até mesmo a perguntar ao Senhor se não há uma maneira mais suave de nos ensinar.

Entretanto, muitas vezes o açoite de Deus testifica de seu amor para conosco, pois aqueles que não toleram ser castigados por Deus, para sua própria salvação, podem num futuro bem próximo perder suas almas: “Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus” (1 Coríntios 5:5).

Podemos até pensar: “O ‘filho’ admoestado em Provérbios não poderia ser um de nós!” Porém a Bíblia é sempre atual; ela é sempre aplicável. Os princípios da verdade apresentados no Antigo Testamento devem ser aplicados a nós sempre que possível. Recordemos que o nosso Deus “educa” a quem Ele ama por meio de correção: “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3:12)

O apóstolo Paulo relaciona em 2 Coríntios 11 uma série de sofrimentos atrozes aos quais foi submetido. Contudo, em meio a estas calamidades, ele ouviu a voz do Pai eterno, que lhe dizia: “A minha graça de basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza... Pelo que sinto prazer nas fraquezas [responde agora Paulo], nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte” (2 Coríntios 12.9,10).

A Disciplina é um sinal do amor de Deus por Seus filhos. Falta de sofrimento poderia indicar que somos filhos do diabo! Nossa própria natureza é de tal maneira que precisamos de disciplina (conforme está implícito no versículo 10). A tribulação vai produzir para nós “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4:17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

SILVA, Severino Pedro. Epístola aos Hebreus – as coisas novas e grandes que Deus preparou para você. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

GONÇALVES, José. A supremacia de Cristo- Fé, esperança e ânimo na carta aos Hebreus. Rio de Janeiro CPAD, 2017.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201408_03.pdf 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Lucas 14.35

Lucas 14.35 "Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. "


 "Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. "

Se formos infrutíferos: consequentemente, não serviremos para mais nada. Para que poderemos ser usados, em que não cause mais mal que bem? Assim como um homem sem razão, é um cristão sem a graça. Um homem mau é a pior das criaturas, um cristão mau é o pior dos homens; e um ministro mau é o pior dos cristãos. Estaremos condenados à ruína e à rejeição. Seremos hora ou outra expulsos da igreja e da comunhão de fé, para as quais estaremos representando um peso e uma mancha; sendo assim, pisados pelos pés dos homens. Que Deus seja glorificado através da vergonha e da rejeição daqueles por quem Ele foi rejeitado, e que não se fizeram adequados para nada, exceto para serem pisados.


"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. "

A maioria das pessoas numa reunião pública ouve ao invés de ler. Alguns até mesmo nos nossos dias por não possuir leitura: “Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não sei ler “ (Isaías 29:12). Porém, não podemos deixar de contextualizar a quem Jesus está falando. As pessoas dessa época não possuíam a bíblia em sua cabeceira de cama ou biblioteca, as Bíblias eram manufaturadas e produzidas por rolos o que tornava muito caro adquirir uma para si. As próprias sinagogas não possuíam todos os rolos da bíblia, a de Nazaré possuía o rolo do profeta Isaías. Isso tornava o ouvir muito mais importante, pois as pessoas somente tinham acesso as escrituras pelo ouvido: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus “ (Romanos 10:17). Por esse motivo Jesus repetia as palavras: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 7:16); “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça “ (Mateus 11:15). Porém as bênçãos não vêm sobre os ouvintes desatentos, mas sobre aqueles que, amorosamente, obedecem aos preceitos e mandamentos encontrados no livro. Ouvir não é sobre memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;” (Mateus 7:24).  




DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

HORTON, Stanley M. Apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 
2001.


Lucas 14.34

Lucas 14.34 "Bom é o sal; mas, se o sal degenerar, com que se há de salgar? "


"Bom é o sal; "

O sal é ingrediente necessário em nossos alimentos, e nossa saúde depende de um consumo adequado de sal. Adicionamos este elemento à alimentação não só para tomá-la mais saborosa, mas também para manter o correto equilíbrio do organismo, tão necessário à saúde. A dosagem excessiva ou deficiente de sal pode causar distúrbios indesejáveis a o nosso bem-estar físico. O valor do sal tem sido estimado desde tempos imemoriais. Os soldados romanos eram pagos com sal e, se algum deles era desleixado no cumprimento dos deveres, dizia-se que "não valia o seu sal". Antes dos tempos de os tabeliães poderem autenticar a legalidade de um documento, quando duas partes chegavam a um acordo. Juntos comiam sal ou porções de alimento: o ato de comer o sal sujeitava-os àquilo que chamavam pacto de sal. Este pacto ou aliança estabelecia um contrato inviolável (Números 18.19).Deus prescreveu o sal como parte necessária dos sacrifícios.(Levítico 2:13). Deus disse que se não adicionassem sal à oferta, ela seria inaceitável. Quando o Senhor disse aos discípulos "Vós sois o sal da terra" não estava pregando um novo pensamento aos judeus, para eles os profetas, que tinham vindo antes deles, eram o sal da terra de Israel. Em nossa sociedade, empregamos o sal para dar sabor e também como conservante. Antes de haver refrigeração, preservava-se a carne imergindo-a em salmoura ou esfregando-a com sal, e então levando-a ao sol para secar. Nossos antepassados, viajando através dos prados, dependiam de carne salgada para seu sustento. Devido a este conceito comum, consideramos esta passagem como ensino do Senhor de que os crentes são conservadores.


"... se o sal degenerar, com que se há de salgar? 

Sal degenerado quer dizer sal insípido. A palavra “insípido” significa destituído de qualquer sabor. Por isso Jó formula a pergunta: "Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?"(Jó6:6).  Se não formos como devemos ser, seremos como o sal que perdeu o seu sabor. Se nós, que devem temperar os outros, não temos sabor, somos vazios de vida espiritual, de tempero e de vigor. Se um cristão é assim, especialmente se um ministro é assim, a sua condição é muito triste, pois: (1) Ele é irrecuperável: de que maneira ele poderá ser temperado? O sal é um remédio para a comida sem sabor, mas não existe remédio para o sal insípido. O cristianismo dá um gosto especial ao homem. Mas se o homem o absorver e continuar a professá-lo, e ainda assim permanecer vivendo do mesmo modo como um tolo, sem graça e insípido, nenhuma outra doutrina, nenhum outro meio poderá ser aplicado para dar-lhe sabor. Se o cristianismo não puder fazê-lo, nada o fará.


Versículo Paralelo: https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/mateus-513.html


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

PENTECOST, Dwight. O sermão da montanha. Trad. Luiz Aparecido Caruso. São Paulo: Vida, 1984.

CARVALHO, César Moisés. O Sermão do Monte - A Justiça sob a Ótica de Jesus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Evangelhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Naum 1.1

Naum 1.1 “Peso de Nínive. Livro da visão de Naum, o elcosita. “

 

“Peso de Nínive.”

Naum começa seu livro com a expressão “Peso de Nínive”, uma referência à pesada sentença do Deus de Israel contra o império conhecido por suas conquistas e crueldades. O substantivo hebraico para “peso” é “massa” que significa “carga, fardo, sofrimento” (Êxodo 23.5; Naum 11.11,17) bem como “sentença pesada, oráculo, pronunciamento, profecia” (Habacuque 1.1; Zacarias 9.1; 12.1). Ela aponta para a proclamação de um desastre (Isaías 14.28; 23.1; 30.6).

Nínive era a antiga capital do império assírio. Suas ruínas estão localizadas ao norte do Iraque. É uma das cidades pós-diluvianas fundada por Ninrode, descendente de Cuxe (Genesis 10.8-11), por volta de 4500 a.C. — tornando-se proeminente antes de 2000 a.C. O rei assírio, Senaqueribe (705 - 681 a.C), fortificou a cidade, garantindo assim o apogeu da capital assíria. O Senhor refere-se a ela como a “grande cidade” (Jonas 1.2; 3.2).

Cerca de 100 anos antes disso Jonas tinha, em nome de Deus, predito a rápida derrubada dessa grande cidade; mas, então, os ninivitas se arrependeram e foram poupados, e esse decreto não saiu. No entanto, logo depois, eles voltaram a ele novamente; ela se tornou pior do que antes, uma cidade sangrenta e cheia de mentiras e roubos. Eles se arrependeram de seu arrependimento, voltaram como o cão para o seu vômito, e por fim se tornaram piores do que haviam sido.

Então, Deus não lhes enviou este profeta, como Jonas, mas esta profecia, para ler a eles a sua condenação, que era agora irreversível. Note que a suspensão temporária da pena não continuará se o arrependimento não continuar.

A profecia de Naum foi cumprida. Nínive foi destruída em 612 a.C. Seu exército foi finalmente aniquilado em Carquemis, em 605 a.C. A destruição de Nínive foi tão completa que a cidade tornou-se uma lenda durante dois milênios, até ser redescoberta em 1842 por Layard e Botta. Alexandre passou por ela em 331, sem ver sinais de sua existência. Nada restou da cidade e de seu poderio.

 

“Livro da visão de Naum, o elcosita. “

O profeta descreve como foi lhe transmitido o oráculo divino “Livro da visão”. Deus havia falado com Arão e Miriam: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele” (Números 12:6)

Naum significa “compassivo”, mas a mensagem que ele traz, pelo menos em parte, é uma demonstração do juízo de Deus. Por isso é preferível dividir sua mensagem em duas partes: a condenação de Nínive e o consolo aos judeus.

Pouco se sabe acerca de Naum. Ele é descrito como originário de uma localidade chamada Elcos. Alguns estudiosos acreditam que “elcosita” (v.1c) refere-se a uma cidade da Assíria, situada a 38 quilômetros de Nínive, em Al-kush, ao norte do atual Mossul, Iraque. Tal informação é a menos provável, visto que, desde a antiguidade, a cidade de Cafarnaum é a que provavelmente melhor se adéqua, pois, em árabe, Kefr-Nahum, significa “cidade de Naum ”. Elcos assim, seria um nome primitivo de Cafarnaum. Se essa identificação está correta, o profeta era oriundo do norte da Galiléia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

FONTES

Coelho, Alexandre/Daniel, Silas. Os doze profetas menores. Rio de janeiro, CPAD, 2012.

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia — livro por livro. 5. ed. São Paulo: Editora Vida, 1978.

ELLISEN , Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 1991.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

1 Reis 17.23

1 Reis 17.23 “E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu à sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive. ” 


“E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu à sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive. “

Quando estava sendo sustentado pela víuva de Sarepta, Elias foi confrontado por ela, pois seu filho adoeceu e veio a morrer. “Então ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade, e matares a meu filho? “ (1 Reis 17:18).

Elias não respondeu palavra à mulher, mas se dirigiu a Deus e expôs o caso, pois, não sabia que explicação dar-lhe a este triste acontecimento. Logo tomou o cadáver do menino dos braços da mulher e o levou ao seu próprio leito (v.19). Ali apelou ao Senhor com humildes razões (v.20) e lhe rogou que devolvesse a vida do menino (v.21).

Este é o primeiro caso que encontramos na Bíblia de um morto voltar à vida; pelo que Elias debaixo do impulso do mesmo Deus, orou pela ressurreição desse menino. Deve-se observar a oração de Elias: “Rogo-te que tragas de volta a alma deste menino a ele” (V.21). Na mentalidade judaica, a “alma” ficava três dias ao lado do cadáver.

Elias se estendeu sobre o menino três vezes! Isso demonstra a natureza perseverante de sua oração. Muitos projetos não se concretizam, ficam pelo caminho, porque não são acompanhados de oração perseverante. O Senhor Jesus destacou a necessidade de sermos perseverantes quando narrou a parábola do juiz iníquo: “E ensinou-lhes uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” (Lucas 18.1). É com perseverança que conseguiremos alcançar nossos objetivos. Deus ouviu e respondeu ao seu servo: “...e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu” (1 Reis 17:22)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo - históricos. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2008.

GONÇALVES, José. Porção dobrada - Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

1 Reis 17.8

1 Reis 17.8  “Então veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: “


“Então veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: “

O profeta Elias apesar de ser como nós: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (Tiago 5:17), possuía estreita comunhão com Deus. Não apenas falava e Deus respondia e validava: “Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra” (1 Reis 17:1), mas, ouvia constantemente a voz de seu deus: “Depois veio a ele a palavra do Senhor “ (1 Reis 17:2).

Nessa ocasião, Elias habitava junto ao ribeiro de Quirite, por ordem de Deus: “vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão” (1 Reis 17:3). Ali Elias bebia do ribeiro e era alimentado pela provisão divina através de corvos: “E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite...” (1 Reis 17:6). Aconteceu que por causa da ausência de chuva o ribeiro veio a secar. Por conta disso Deus novamente instrui o caminho para Elias: “Levanta-te, e vai para Sarepta”.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GONÇALVES, José. Porção dobrada - Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

SWINDOLL, Charles R. Elias: um homem de heroísmo e humildade; traduzido por Emirson Justino. — São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

Obadias 1.1

Obadias 1.1 “Visão de Obadias: Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom: Temos ouvido a pregação do SENHOR, e foi enviado aos gentios um emissário, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra. “

 

Com apenas 21 versículos, Obadias é o livro mais curto do Antigo Testamento. Excetuando-se a introdução, o seu estilo é poético. O tema do livro é o julgamento divino contra Edom. Obadias, porém, não é o único profeta incumbido de anunciar a condenação dos filhos de Esaú (Isaías 21.11,12; Jeremias 49.7-22; Ezequiel 25.1-14; Amós 1.11,12; Malaquias 1.2-5).

 

“Visão de Obadias: Assim diz o Senhor DEUS a respeito de Edom: “

O livro começa com a expressão “Visão de Obadias”. A palavra hebraica para “visão”, é termo genérico para designar a comunicação divina. Era a palavra comumente empregada no Antigo Testamento para designar uma revelação de Deus.

A. R. Crabtree diz que visão significa “a palavra”, “o oráculo” e “a mensagem do Senhor” que o profeta inspirado recebe diretamente do Senhor.

A visão não nasceu no coração do profeta, mas na mente de Deus. Não se trata de uma visão mística, mas de uma mensagem recebida do céu para ser anunciada na terra. Assim como Isaías (Isaías 1.1), Miquéias (Miqueias 1.1), Naum (Na 1.1) e Habacuque (Hc 1.1).

O nome Obadias significa “servo do Senhor” ou “adorador de Iavé”, uma indicação de que ele era filho de pais piedosos. Fora isso nada mais se sabe sobre Obadias. Ellisen, escritor e pesquisador do Antigo Testamento, defende que esse era “um nome comum no Antigo Testamento, semelhante a Onésimo no Novo Testamento ou Abdulá em árabe”. Sabe-se que ele estava na cidade de Jerusalém quando os edomitas participaram do ataque contra a cidade e maltrataram os sobreviventes dessa investida invasora.

Obadias traz sua profecia contra os descendentes de Esaú, os edomitas. Os “irmãos” dos israelitas seriam duram ente julgados pela forma com que os trataram quando estavam sendo atacados pelos invasores.

Esse tratamento desprezível dado ao povo de Deus em um momento em que estavam vulneráveis foi motivo suficiente para que Deus declarasse a queda de Edom. Os muitos pecados de Israel foram o motivo de seu exílio e da perda temporária de sua nação. Mas isso não era motivo para que Edom aproveitasse a situação e colocasse em prática seu desprezo pelos israelitas, tratando-os com malignidade.

 

 “Temos ouvido a pregação do SENHOR, e foi enviado aos gentios um emissário, dizendo: Levantai-vos, e levantemo-nos contra ela para a guerra. “

O mensageiro do Senhor entende a visão e sabe distingui-la do seu próprio pensamento ou imaginação. Reconhece também a vocação de transmitir a mensagem divina ao seu povo. Assim, o profeta enfatiza fortemente que o que ele tem a dizer procede do Senhor.

A fonte da mensagem é Javé Senhor, o Deus da aliança com Israel, que é Senhor e soberano sobre todas as nações. Essa era a maneira comum de Deus dirigir-se aos profetas.

Conforme descrição de Warren Wiersbe, Deus disse a seu servo que um embaixador de uma nação aliada de Edom estava visitando outras nações para convencer seus líderes a unir forças e atacar Edom. Na verdade, o Senhor é que havia ordenado essa mudança política, e aquilo que parecia ser apenas mais uma visita diplomática era na verdade a execução do juízo de Deus contra Edom.

O profeta alude a uma liga de nações que se levantaria contra Edom. “Todos os teus aliados te levaram para fora dos teus limites” (Ob 7). Isaltino Filho é pertinente quando escreve:

A ideia de que Deus comanda a história e a faz caminhar na direção de sua vontade final é muito forte nos profetas [...]. Obadias vai mostrar como Deus conduz a história. Não se trata de um ocasional evento histórico o que vai acontecer com Edom. N ão está se tratando meramente de nações contra nações, mas de um ato planejado da parte de Deus [...]. Obadias nos ensina que nenhum a nação pode sentir-se segura só porque tem um exército poderoso ou pode pensar que se manterá indefinidamente como poderosa. Um olhar pela história mostra que grandes e bem armadas nações desapareceram [...]. A arrogância de Edom teria fim. A arrogância de nações belicamente invencíveis terá fim, se não compreenderem a soberania de Deus e se não se submeterem aos seus propósitos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2024

FONTES:

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

LOPES, Hernandes Dias. Amós: um clamor pela justiça social. São Paulo: Hagnos, 2007.

PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia — livro por livro. 5. ed. São Paulo: Editora Vida, 1978.

Ellisen, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento. Editora Vida. Florida. 1991.

WIERSBE, Warren W. Wiersbe – Antigo Testamento – Volume I. São Paulo: Geográfica, 2009.

CRABTREE, A. R. Profetas menores: comentário sobre os livros de Joel, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum e Habacuque. Rio de Janeiro: JUERP, 1971.

COELHO FILHO, Isaltino Gomes. Os profetas menores. Rio de Janeiro: JUERP, 2002.