sábado, 26 de abril de 2025

Mateus 20.18

Mateus 20.18 “Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. “

 

“Eis que vamos para Jerusalém, ”

Antes de sair da Galileia, o Senhor “manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém” (Lucas 9:51); e a partir de então Ele não permitiu que nada O desviasse desse objetivo. Isto, como bem o assinala McNeile, “ expressa a resolução que Ele tomou; os discípulos já sabiam que estavam indo à capital para a páscoa, mas não podiam saber a luta que isto Lhe causaria”.

Mateus é o único que observou particularmente os movimentos geográficos (4:12; 16:13; 17:24; 19:1; 21:1). Tendo estado a leste do Jordão na Peréia, Jesus e o seu grupo dirige-se agora diretamente para Jerusalém. Por isso o Senhor chamou à parte os doze e deu-lhes instruções em particular sobre o que os aguardava na cidade santa.

 

“... e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. “

Esta é a terceira vez que Jesus adverte a seus discípulos que Ele se dirige para a cruz (Mateus 16:21; 17:22-23). Tanto Marcos como Lucas acrescentam toques próprios a este relato para manifestar a tensão e a previsão da tragédia que imperava no grupo de apóstolos. Marcos diz que Jesus caminhava sozinho adiante e que os discípulos estavam maravilhados e assustados (Marcos 10:32-34). Lucas diz que Jesus tomou os discípulos a sós para fazê-los entender o que tinham pela frente (Lucas 18:31-34).

Esta predição do martírio do Senhor constitui o relato mais detalhado dos Evangelhos a respeito do que Jesus disse que Ele enfrentaria nas mãos dos judeus e romanos. Vemos uma progressão em direção à morte aguardada por Jesus. Primeiramente, Ele disse que seria entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Isto se cumpriu quando Judas traiu Jesus e conduziu os guardas até Ele no jardim Getsêmani (26:47).

Em segundo lugar, Ele foi levado perante o Sinédrio, que consistia em sua maioria de principais sacerdotes e escribas (26:57). Esse conselho decidiu condená-lo à morte (27:1), porém não tinha autoridade para executar a sentença (1:19; 10:18; 12:14). Consequentemente, entregaram Jesus aos gentios, os quais tinham o poder de aplicar a pena de morte (v.21).

“Os gentios” refere-se principalmente ao governador Pôncio Pilatos (27:2). Este entregou Jesus aos seus soldados para ser escarnecido e açoitado (27:27–30; Marcos 15:15). Depois de suportar essa humilhação e dor, Jesus foi levado ao Gólgota, para ser crucificado (27:31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
27/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 26 DE ABRIL DE 2025 (João 8:44)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 
26 DE ABRIL DE 2025 
JESUS, A VERDADE VINDA DO PAI

João 8:44 "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."


"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. "

Depois de contestar o parentesco daqueles judeus incrédulos com Abraão e com Deus. Jesus lhes disse claramente:"vós tendes por pai ao diabo". Jesus usa os termos “pai” e “filhos" em um sentido ético: filhos são aqueles que apresentam as qualidades do pai. Jesus então, lhes diz claramente de quem eles são filhos: “Vós tendes por pai ao diabo”.

Pois, se eles não eram filhos de Deus deveriam ser filhos do diabo, pois tanto a semente de Deus e a semente de Satanás dividem o mundo (Gênesis 3:15). Os filhos de Satanás compartilham da sua natureza, refletem a sua imagem e obedecem os seus mandamentos. Os idólatras "dizem ao pedaço de madeira tu és meu pai" (Jeremias 2:27).

Isso não significa que eles agiram por compulsão: “quereis satisfaz". Eles escolheram agir de acordo com “os desejos do diabo”. Pois tiveram o seu entendimento cegados pelo diabo (Efésios 2.2). 
Jesus acusou os judeus de ser filhos do diabo porque seus pensamentos se inclinavam a destruir o bom e manter o falso. Todo homem que busca destruir a verdade, faz a obra do diabo.


"Ele foi homicida desde o princípio, "

Não do seu próprio princípio pois ele foi criado como anjo de luz. Mas desde o princípio da criação do homem pois o diabo através da serpente com astúcia “roubou a imortalidade de Adão”, cujo resultado foi a morte de toda a humanidade (Romanos 5:12). 

Satanás denegriu a imagem de Deus no homem, pois invejou sua felicidade, por isso trabalhou pela sua ruína.“Por inveja do diabo a morte entrou no mundo, experimentam-na quantos são de seu partido!” (Sab 2.24). 

Ele instigou o Caim ia matar seu irmão Abel (1 João 3.12. Por isso o diabo é chamado de assassino, isso não diminui a culpa de Caim mas aumenta a culpa do diabo.

Esses judeus incrédulos também como Caim eram semente do maligno pois procuravam matar a Cristo que tinha só dito a eles a verdade.


"... e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. "

Quanto a ele ser o arquétipo do mentiroso, a primeira frase dele registrada não só põe em dúvida, mas contradiz abertamente o que Deus dissera. Deus tinha dito: “Certamente morrerás” (Genesis 2.17); a serpente disse: “É certo que não morrereis” (Genesis 3.4). 

O que Deus diz é “a verdade”; o que o diabo diz é “a mentira”, porque contradiz “a verdade”. Neste sentido Paulo diz que os idólatras “trocaram a verdade de Deus pela mentira” (Romanos 1.25); em outra passagem ele diz que àqueles que se recusaram a receber “o amor da verdade” Deus envia “a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 Tessalonicenses 2.11). 


"Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."

A mentira faz parte da natureza do diabo, é própria dele. A primeira pessoa a quem ele mentiu foi ele mesmo, pois ele pensou "serei semelhante ao altíssimo" (Isaías 14:14).

Ele diz falsidades de maneira tão natural e espontânea como Deus diz a verdade: se “é impossível que Deus minta” (Hebreus 6.18), também é impossível que o diabo diga a verdade, mesmo quando decida citar as Escrituras fará isso segundo seus propósitos”. 

Os filhos de Deus, portanto, serão caracterizados por seu amor à verdade; os filhos do diabo, o pai da mentira, por sua recusa em aceitar a verdade. Jesus não diz "apesar de eu dizer a verdade, não me credes”, mas porque eu digo a verdade, não me credes. Por causa da ascendência espiritual dos seus adversários, o fato-de ele dizer a verdade era razão suficiente para eles o rejeitarem.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
26/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202201_02.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Ezequiel 34:2

Ezequiel 34:2 “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?”

 

“Filho do homem,”

Na primeira vez em que Deus se dirige ao profeta Ezequiel, não o chama pelo nome, mas usa a expressão em hebraico (ben ʾadam), literalmente, “filho do ser humano” (2.1), para identificá-lo como homem entre os seres celestiais. A partir desse versículo, o título reaparece mais 92 vezes ao longo do livro. Nenhum outro profeta é chamado assim. Essa expressão reaparece em Daniel, mas não é usada para se referir a algum profeta (Daniel 8.17).

“Filho do homem” se tornou um título messiânico e, quando usado para designar Jesus, deixa clara a sua humanidade. Esse título em Jesus vem acompanhado de artigo, pois Jesus é o Filho de Deus e, ao mesmo tempo, o Filho do homem, e revela ser ele um ser humano terreno quanto um ser divino (Romanos 1.1-4; 9.4, 5).

Jesus usou freqüentemente esse título às vezes para apontar o seu vínculo com o mundo perdido: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19.10); em outras ocasiões, para apontar a sua condição celestial: “Ora, ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que de lá desceu, o Filho do Homem” (João 3.13).

 

“... profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores:

As Escrituras revelam Deus como pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes Não é incomum, nem no Antigo Testamento nem em outros escritos do antigo Oriente Próximo, ver governantes designados como pastores (Isaías 44:28; Jeremias 2:8). Moisés e Davi recebem esta descrição (Isaías 63:11; SaImos 78: 70-71) e, não sem relevância, estes dois homens receberam sua chamada à liderança enquanto realmente serviam como pastores de rebanhos.

A palavra “pastor” sugere a liderança e o cuidado, e era, portanto, uma metáfora apropriada para se usar no caso de monarcas hereditários que, doutra forma, poderiam pensar somente em termos de dominar seu povo. Deus aqui manda o profeta Ezequiel profetizar contra os líderes da sua época.

A história israelita demonstra quão raramente foi atingido este ideal de liderança responsável, e Ezequiel estava especialmente consciente dos fracassos dos últimos reis antes do exílio (Ezequiel 19:1-14; 21:25). É por isso que, antes de prometer acerca da boa liderança do porvir, faz um ataque causticante contra a ganância e o egoísmo dos líderes do passado.

 

“Assim diz o Senhor Deus:”

Essa fórmula é a chancela de autoridade espiritual muito comum nos profetas de Israel: “assim diz Senhor”, como também “veio a palavra do Senhor a (...)”, ou “veio a mim a palavra do Senhor”. Essas expressões aparecem muitas centenas de vezes no Antigo Testamento. Não se trata, pois, de idéias humanas nem de um pensamento de um profeta, mas, sim, como porta-vozes de Deus, recebem dele os oráculos e os transmitem ao povo como lhes foram confiados: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1.21).

A autoridade deles não está restrita apenas aos seus escritos que hoje compõem as Escrituras Sagradas, mas se estende à pessoa, pois, em vida, quando inspirados falavam da parte de Deus ao povo.

 

“Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?”

Deus declara estar contra os pastores. Pois eles haviam fracassado nas suas responsabilidades. Eles só “cuidavam de si mesmos”. Essa era uma das denúncias contra as autoridades civis e religiosas de Jerusalém que empregavam todo o seu esforço em benefício próprio ao invés de proteger o povo e prover as condições para o bem-estar espiritual e econômico dos seus cidadãos.

Eles deixaram de lado a função pela qual foram constituídos: “Não devem os pastores apascentar as ovelhas?”. Por conta disso, apesar de reinarem sobre a providência divina não teriam permissão para continuar reinando; o rebanho seria removido dos seus cuidados, e eles seriam depostos do seu cargo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
01/5/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

SOARES, Esequias e Daniele. A Justiça Divina – A preparação do povo de Deus para os últimos dias no Livro de Ezequiel. Rio de Janeiro: CPAD 2022.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/ezequiel-72.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/joao-1011.html

João 10.14

João 10.14 “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. ”

 

“Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, ”

As Escrituras revelam Deus como pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes do seu povo. O profeta Ezequiel compara os líderes e governantes de Israel a pastores. Depois de mostrar como esses pastores tinham falhado em seu papel, o oráculo demonstra o cuidado de Deus com seu povo. Por meio de uma aliança Javé substituiria esses pastores por um novo príncipe, este já apontando para o Bom Pastor, Jesus.

A palavra pastor vem do latim, pastor, com o significado de “aquele que guarda as ovelhas”, “o que cuida das ovelhas”. Na língua original do Novo Testamento, pastor (gr. poimen), de acordo com Vine, é “… aquele que cuida de rebanhos (não meramente aquele que os alimenta), essa palavra é usada metaforicamente acerca dos ‘pastores’ cristãos (Efésios 4.11) ”.

É característico do pastor verdadeiro que ele conheça suas ovelhas: O conhecimento especial que Pai e Filho têm um do outro na ordem eterna: “ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho” (Mateus 11.27) é ampliado para incluir aqueles a quem o Filho chama seus. Pode haver aqui um reflexo das palavras de Números 16.5 LXX: “O Senhor sabe quem é dele”. Ele chama pelos nomes às suas ovelhas.

Temístocles gabava-se de conhecer os nomes dos vinte mil cidadãos de Atenas. O Pastor Divino conhece os nomes dos seus milhões de ovelhas, bem como cada aspecto de suas personalidades: “Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos” (Provérbios 27.23 NVI).  Várias pessoas na Bíblia tiveram a íntima experiência de serem chamadas pelo nome em conversa com o Senhor: Abraão, Moisés, Saulo de Tarso, Ananias (Atos 9) e Pedro, Maria (João 20) e Samuel, entre outras. Da mesma forma Jesus também nos chama pelo nosso nome: “chama pelo nome às suas ovelhas” (João 10:3).

 

 “... e das minhas sou conhecido. ”

Ele não é como um pastor moderno que pastoreia suas ovelhas usando cães ou máquinas. Ele conduz suas ovelhas pessoalmente. Ele não as dirige; elas o seguem voluntariamente. Ele as conhece, e elas o conhecem – não apenas como um rebanho, mas como indivíduos. '‘As ovelhas ouvem a sua voz”, por isso as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (vs. 3,4,5).

Viajantes no Oriente Próximo têm comprovado muitas vezes que nenhum disfarce de roupas, voz, gestos, de saber os nomes das ovelhas, faz com que as ovelhas se confundam quanto ao seu verdadeiro pastor. Naquelas regiões, há profundos laços de simpatia, afeição e reconhecimento entre o pastor e suas ovelhas; o pastor reconhece cada um a das ovelhas, que parecem idênticas ao olhar do estranho, e elas, apesar da sua pouca inteligência, reconhecem sempre seu pastor: Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz (João 18:37).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/joao-1011.html

VINE, W. E.; UNGLER, M. F.; WHITE, W. Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002


sexta-feira, 25 de abril de 2025

João 8:44

João 8:44 "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."


"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. "

Depois de contestar o parentesco daqueles judeus incrédulos com Abraão e com Deus. Jesus lhes disse claramente:"vós tendes por pai ao diabo". Jesus usa os termos “pai” e “filhos" em um sentido ético: filhos são aqueles que apresentam as qualidades do pai. Jesus então, lhes diz claramente de quem eles são filhos: “Vós tendes por pai ao diabo”.

Pois, se eles não eram filhos de Deus deveriam ser filhos do diabo, pois tanto a semente de Deus e a semente de Satanás dividem o mundo (Gênesis 3:15). Os filhos de Satanás compartilham da sua natureza, refletem a sua imagem e obedecem os seus mandamentos. Os idólatras "dizem ao pedaço de madeira tu és meu pai" (Jeremias 2:27).

Isso não significa que eles agiram por compulsão: “quereis satisfaz". Eles escolheram agir de acordo com “os desejos do diabo”. Pois tiveram o seu entendimento cegados pelo diabo (Efésios 2.2). 
Jesus acusou os judeus de ser filhos do diabo porque seus pensamentos se inclinavam a destruir o bom e manter o falso. Todo homem que busca destruir a verdade, faz a obra do diabo.


"Ele foi homicida desde o princípio, "

Não do seu próprio princípio pois ele foi criado como anjo de luz. Mas desde o princípio da criação do homem pois o diabo através da serpente com astúcia “roubou a imortalidade de Adão”, cujo resultado foi a morte de toda a humanidade (Romanos 5:12). 

Satanás denegriu a imagem de Deus no homem, pois invejou sua felicidade, por isso trabalhou pela sua ruína.“Por inveja do diabo a morte entrou no mundo, experimentam-na quantos são de seu partido!” (Sab 2.24). 

Ele instigou o Caim ia matar seu irmão Abel (1 João 3.12. Por isso o diabo é chamado de assassino, isso não diminui a culpa de Caim mas aumenta a culpa do diabo.

Esses judeus incrédulos também como Caim eram semente do maligno pois procuravam matar a Cristo que tinha só dito a eles a verdade.


"... e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. "

Quanto a ele ser o arquétipo do mentiroso, a primeira frase dele registrada não só põe em dúvida, mas contradiz abertamente o que Deus dissera. Deus tinha dito: “Certamente morrerás” (Genesis 2.17); a serpente disse: “É certo que não morrereis” (Genesis 3.4). 

O que Deus diz é “a verdade”; o que o diabo diz é “a mentira”, porque contradiz “a verdade”. Neste sentido Paulo diz que os idólatras “trocaram a verdade de Deus pela mentira” (Romanos 1.25); em outra passagem ele diz que àqueles que se recusaram a receber “o amor da verdade” Deus envia “a operação do erro, para darem crédito à mentira” (2 Tessalonicenses 2.11). 


"Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."

A mentira faz parte da natureza do diabo, é própria dele. A primeira pessoa a quem ele mentiu foi ele mesmo, pois ele pensou "serei semelhante ao altíssimo" (Isaías 14:14).

Ele diz falsidades de maneira tão natural e espontânea como Deus diz a verdade: se “é impossível que Deus minta” (Hebreus 6.18), também é impossível que o diabo diga a verdade, mesmo quando decida citar as Escrituras fará isso segundo seus propósitos”. 

Os filhos de Deus, portanto, serão caracterizados por seu amor à verdade; os filhos do diabo, o pai da mentira, por sua recusa em aceitar a verdade. Jesus não diz "apesar de eu dizer a verdade, não me credes”, mas porque eu digo a verdade, não me credes. Por causa da ascendência espiritual dos seus adversários, o fato-de ele dizer a verdade era razão suficiente para eles o rejeitarem.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
26/4/25

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202201_02.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE ABRIL DE 2025 (João 8.32)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE ABRIL DE 2025
JESUS, A VERDADE QUE LIBERTA

João 8.32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. “


Jesus quando estava ensinando no templo (v.2) afirmou que ele era a luz do mundo e durante esse sermão muitos do que o ouviam creram nele (v.30). Estas pessoas reconheceram a veracidade das declarações de Jesus quanto a ser Ele o Messias, mas interpretavam suas promessas segundo os preconceitos nacionalistas. Jesus, desejando aprofundar e purificar a fé dos seus ouvintes, disse-lhes:


“E conhecereis a verdade,”

João colocou forte ênfase na palavra “verdade” e a empregou sete vezes neste discurso. A palavra “verdade” aqui corresponde essencialmente à palavra “evangelho”, a boa notícia revelada na Pessoa de Jesus.

Os judeus ensinavam que a verdade era a lei e que o estudo da lei tinha um fim em si mesmo: libertar. Jesus enfatizou, conforme já observamos neste Relato do Evangelho, que a lei não apontava para si mesma, mas para ele: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (João 5:39). O próprio Jesus é a verdade, aquele que é cheio de graça e verdade (1:14), por intermédio do qual a graça e a verdade vieram até nós: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (João 1:17)

A verdade não pode ser separada de Jesus, pois Jesus é a verdade: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Jesus é a personificação da boa notícia da graça salvadora de Deus. Somente pela pessoa e obra de Cristo alguém pode ser conduzido a um conhecimento genuíno da verdade. Somente Ele é a revelação do Pai que expressa à verdade. Por isso Ele também diz: “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18:37).


“... e a verdade vos libertará.”

Essa declaração indica que uma pessoa só é verdadeiramente livre quando o Evangelho de Cristo domina sua vida por completo. Essa pessoa de fato conhece a verdade de forma experiencial, pois vive a liberdade provida pela obra redentora do Salvador; essa pessoa já não está mais sob a culpa e o domínio do pecado.

Guy N. Woods comentou: “Somente os filhos fiéis de Deus são verdadeiramente livres, não sendo escravos do mundo, nem da carne, nem do diabo; são também livres da má consciência, das preocupações e ansiedades do mundo e da própria morte”

A liberdade trazida pela verdade não é liberdade para fazermos o que quisermos. É a libertação do pecado e de suas conseqüências. Essa liberdade é alcançada por meio do Filho: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

https://estudosdabiblia.net/d2.htm

https://estiloadoracao.com/conhecereis-verdade-e-verdade-vos-libertara/

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 24 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE ABRIL DE 2025 (João 7.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE ABRIL DE 2025
A CHEGADA DA PRESENTE HORA DE JESUS

João 7.6 “Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”

 

“Disse-lhes, pois, Jesus: ”

Os irmãos de Jesus sabendo da proximidade da festa dos tabernáculos insistiram que Jesus deixasse a Galileia e fosse para a Judéia. A melhor maneira de entender “seus irmãos” é que se tratavam dos filhos de José e Maria; nada no Evangelho sugere o contrário. Marcos 6:3 (Mateus 13:55, 56) menciona quatro filhos – Tiago, José, Judas e Simão – e menciona “irmãs” (plural). Incluindo Jesus eram ao todo, pelo menos, sete os filhos de José e Maria.

Eles viam nessa festa uma oportunidade para Jesus ser fazer mais conhecido. Para os irmãos parece inacreditável que alguém que tinha certeza de ser o Messias evitasse intencionalmente a publicidade. Ninguém que deseja ser um personagem público permanece na obscuridade de um lugarejo do interior, como Jesus.

Todas as pessoas importantes em Israel, em casa ou fora de casa, provavelmente poderiam ser encontradas em Jerusalém durante as grandes celebrações da colheita e da família. Indo a Jerusalém, Jesus realmente se mostraria ao mundo no sentido mais amplo; Jerusalém é o lugar onde ele precisa “ser levantado", para que todos sem distinção sejam atraídos a ele.

Embora os judeus em geral cressem que a vinda do Messias seria, de alguma forma, notória, Jesus rejeitou a notoriedade. A natureza do desafio dos irmãos de Jesus é semelhante ao conselho do diabo para Jesus se atirar do pináculo do templo (Mateus 4:5, 6). Jesus então respondeu:

 

“Ainda não é chegado o meu tempo, mas o vosso tempo sempre está pronto. ”

Por causa da incredulidade de seus irmãos, Jesus explicou o motivo que o fez recusar o conselho deles de subir à festa. Assim como Jesus dissera a sua mãe em Caná da Galiléia: “Ainda não é chegada a minha hora" (João 2.4), ele dá uma resposta semelhante a seus irmãos.

Jesus, que veio para fazer a vontade do Pai, tomou suas decisões com base no cronograma de Deus. Por esse motivo, Jesus só iria à festa no tempo adequado determinado pelo Pai. Quando chegasse a hora ele iria a Jerusalém para “manifestar-se ao mundo”.

Em contrapartida a si mesmo ele acrescentou: “o vosso tempo está sempre presente”. A situação dos irmãos de Jesus era bem diferente da dele. Embora, assim como todos os demais homens judeus, tivessem o dever de comparecer à festa, o dia exato em que chegariam tinha pouca relevância; qualquer hora era oportuna, mas não era assim com Jesus.

William Barclay disse que “chegar com multidões já reunidas e expectantes proporcionarias uma oportunidade muito melhor do que chegar logo no início da festa. Jesus não subiria a Jerusalém “Até que o Pai me mostre sua vontade” Até lá o tempo de Jesus ainda não estaria cumprido.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_03.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of John - Tradução: Carlos Biagini.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

Texto Áureo Lição 04: Jesus. O Pão da Vida. João 6.48

TEXTO ÁUREO

“Eu sou o pão da vida. ” (João 6.48)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE ABRIL DE 2025 (João 6:52)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE ABRIL DE 2025
JESUS, A VERDADE REVELADA NOS SÍMBOLOS DA CARNE E DO SANGUE

João 6:52 “Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”

 

“Disputavam, pois, os judeus entre si, ”

O ensino de Jesus, especialmente o verso 51, provocou uma discussão entre os judeus. A discussão que se levantou entre os membros da congregação foi acalorada e tumultuada. João diz que eles “disputavam” ou “lutavam entre si” (Atos 7:26). Eles não estavam zangados um com o outro, mas com Jesus por causa da declaração que acabara de fazer. Eles sabiam que Jesus não estava sendo literal; não pensaram que ele estivesse falando seriamente de canibalismo. Mas este era o sentido natural das suas palavras.

Para eles era uma maneira ofensiva de falar mesmo em termos figurados, era escandaloso (1 Coríntios 1:23). E se ele estava mesmo falando figuradamente, não conseguiam entender qual era o sentido figurado das suas palavras.

 

 “... dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? ”

Defendendo variados pontos de vista, pois, uns davam uma interpretação, outros davam outra provavelmente disseram com desdém: Como pode este dar-nos a comer a sua própria carne?

Será que é forçado ver nesta discussão uma antecipação das controvérsias perenes nas quais os cristãos se envolveram em relação ao significado das palavras do Senhor: “ Isto é o meu corpo, que é dado por vós” (1 Coríntios 11.24)?

A igreja católica até hoje prega a doutrina da Transubstanciação que afirma a mudança da substância do pão e do vinho na substância do Corpo e sangue de Jesus Cristo no ato da consagração. Sendo literal assim, os crentes seriam então canibais? E quanto ao sangue, seremos “vampiros”? Os judeus eram proibidos de comer carne com sangue, pois Deus escolheu o sangue para expiação dos pecados: "A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis" (Genesis 9.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/04/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202112_02.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.