terça-feira, 8 de abril de 2025
segunda-feira, 7 de abril de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE ABRIL DE 2025 (Efésios 2.8)
Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. ”
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; “
Aqui temos três palavras fundamentais das boas novas cristãs — a salvação, a graça e a fé. A salvação é mais do que o perdão. É a libertação da morte, da escravidão e da ira descritas nos versículos 1-3. Inclui a totalidade da nossa nova vida em Cristo, juntamente com quem fomos vivificados, exaltados e feitos assentar no âmbito celestial. A graça é a misericórdia de Deus, livre e imerecida, para conosco, e fé é a confiança humilde com que nós a recebemos. A afirmação do apóstolo de que o indivíduo é salvo pela graça não sugere que a salvação se efetua pela graça somente. Pode-se dizer que todas as coisas às quais a salvação é atribuída emanam da graça de Deus, mas o Novo Testamento não ensina que somos salvos por uma única coisa isoladamente. A graça é uma somatória de tudo que Deus fez para levar a salvação até a humanidade.
Esta graça de Deus “se manifestou... a todos os homens” (Tito 2:11). Por que, então, nem todos são salvos? A simples resposta é que nem todos recebem a graça de Deus da maneira certa, ou seja, “mediante a fé”. Em 2 Coríntios 6:1 Paulo advertiu: “não recebais em vão a graça de Deus”. Enquanto “graça” sintetiza a parte de Deus na salvação do homem, “fé” sintetiza a resposta do homem a Deus. No Novo Testamento, a ideia de ter “fé”, ou crer, é às vezes usada de um modo geral ou amplo incluindo a reação completa de um indivíduo a Deus (veja João 3:16; Romanos 1:16; 5:1). As palavras “fé” e “crença” também são usadas no Novo Testamento de um modo específico, como uma de várias respostas a Deus (veja Marcos 16:16; Atos 18:8). Em Atos 16:25–34, Lucas registrou a conversão do carcereiro em Filipos.
“...e isto não vem de vós; é dom de Deus. ”
Para reforçar a declaração positiva de que fomos salvos somente pela graça de Deus por meio da fé em Cristo, Paulo acrescenta essas duas negações que se equilibram: a primeira “isso não vem de vós”, a segunda “é dom de Deus ”.Apesar da exigência de fé obediente, nós não nos salvamos a nós mesmos. Paulo disse: “E isto não vem de vós; é dom de Deus” (v. 8b). “Isto”, tradução de touvto (touto), representa todo o processo de salvação. A graça de Deus possibilita a salvação, e a fé do homem é o meio pelo qual a salvação é aceita. A salvação, portanto, não é uma realização humana, mas chega ao homem como um dom, uma dádiva.
Embora a salvação seja um presente de Deus, quem alega que o homem não faz nada no sentido de contribuir para o processo de ser salvo deveria observar que ninguém pode se beneficiar de um presente sem antes aceitá-lo. O presente de Deus, a salvação, é oferecido pela graça, mas é aceito pela fé. Quando um pai humano oferece um presente ao filho em forma de herança, o filho precisa aceitar o presente para se beneficiar dele. A exposição sobre o papel do homem na salvação continua no versículo 9: “Não de obras, para que ninguém se glorie”. Esta afirmação enfatiza ainda mais que a salvação é um dom da graça, não um resultado de esforço humano
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/7/2022
Fontes:
GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.
STOTT, John. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. 6.a ed. São Paulo: ABU Editora, 2001.
http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201305_07.pdf
domingo, 6 de abril de 2025
Lição 02: O Novo Nascimento - 2 Trimestre de 2025
sábado, 5 de abril de 2025
1 João 3:9
"Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele;"
Ser nascido de Deus é ser renovado interiormente restaurada uma integridade ou retidão santa de natureza pelo poder do espírito de Deus. Alguém assim não comete pecado, não põe em prática iniquidade, nem pratica desobediência que é contrária nova natureza é o caráter regenerado de seu espírito.
Esse versículo sugere que podemos vencer a prática do pecado – e devemos lutar por isso. No entanto, não podemos alcançar essa vitória sozinhos. Somente quando nascemos verdadeiramente de Deus. Obtemos vitória sobre a prática do pecado por meio de Cristo.
Em 4:4, lemos: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”. Podemos vencer o mundo e o pecado que está no mundo por causa de Cristo.
A razão que João dá para que o cristão Não continue persistir no pecado é que "a sua semente permanece nele". Isso pode ser considerado de diversos modos, mas provavelmente deveria ser assumido como uma referência à natureza de Deus permanecendo no cristão, como algumas versões modernas afirmam.
Outra possibilidade é que a expressão semente de Deus se refira a palavra de Deus que permanece pelo menos em parte dentro de cada crente. Essa ideia ocorre em outros trechos um exemplo é 1 Pedro 1.23: "sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre".
Essa “semente” – seja ela a natureza divina, a Palavra ou até mesmo o Espírito Santo– foi providenciada pelo Senhor e nos permite viver para Cristo em vez de viver pecando.
"... e não pode pecar, porque é nascido de Deus."
Alguns interpretam essas palavras literalmente. Acreditam que uma vez que uma pessoa é salva, ela sempre será salva. De acordo com essa interpretação, um cristão nunca irá pecar a ponto de perder a sua salvação eterna.
Os defensores dessa doutrina usam esse versículo para tentar provar que um verdadeiro cristão não peca. E se alguém que parece ser cristão pecar? A resposta deles é que o pecado é simplesmente a prova de que o indivíduo que pecou não era realmente um cristão, embora parecesse ser.
No entanto, nenhum intérprete criterioso entende que um cristão não possa cometer um ato pecaminoso. As seguintes considerações tornaram essa explicação improvável.
Em primeiro lugar, afirmar que é impossível um cristão pecar contraria a experiência. Nós que somos filhos de Deus sabemos que pecamos, e com certeza conhecemos outros que, mesmo sendo cristãos autênticos, pecam. Essa afirmação também contraria a experiência dos cristãos nos tempos bíblicos; há numerosos exemplos no Novo Testamento de discípulos pecando.
Em segundo lugar, essa hipótese tornaria sem sentido grande parte do Novo Testamento, a qual foi escrita principalmente para exortar os cristãos a não pecar. Muitas passagens bíblicas que ensinam que é possível o cristão pecar a ponto de perder-se eternamente. O Novo Testamento ensina recorrentemente a possibilidade de apostasia.
O maior problema ao se interpretar essas passagens literalmente e crer que é impossível um cristão pecar é que essa interpretação faria João se contradizer. Ele disse em 1:8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”. E escreveu em 1:10: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.
O que João quis dizer então? Ele escreveu que “todo aquele que permanece nele não vive pecando” (3:6a), “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado” (3:9a), e “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (5:18a).
Considerando que João admite que os cristãos podem sim pecar, o senso comum sugere que João quis dizer que “os cristãos não pecam constantemente; o pecado não é o padrão habitual de suas vidas”. E nem deveria ser pois já foi dito que ele é nascido de Deus.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/4/2025
http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_02.pdf
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.
BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE ABRIL DE 2025 (Filipenses 2:8)
1 João 5:1
https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2009/2009_03_12.htm
1 João 4.7
1 João 5:4
1 João 5:4 "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé."
"Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo;"
Os nascidos de Deus são aqueles que experimentaram a nova vida que Jesus ofereceu. A Nicodemos Jesus havia dito: "necessário usar é nascer de novo". A vida espiritual não passa de pai para filho de modo natural; ela procede de Deus: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (João 3.6,7).
A todos que recebem a Jesus como Salvador pessoal, o Eterno concede o poder de serem feitos seus filhos: "Mas a todos quanto o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome" (João 1.12). Dentre os muitos aspectos do crente como filho de Deus, destacamos a obediência. A essência de ser filho de Deus é o amor, e o cerne do amor é a obediência (João 14.22).
Os filhos de Deus não se conformam com as obras deste mundo, a saber, "as concupiscências" que em vossa ignorância praticavam (1 Pedro 1.14). Esses desejos intensos de gozos materiais estão associados à falta de conhecimento legítimo do que é verdadeiramente útil, real, e necessário para se ter uma vida que agrade a Deus.
Aquele que realmente nasceu de Deus está liberto da escravidão do pecado e passa a ter o desejo e a disposição espiritual de obedecer ao Senhor e andar sob a direção do Espírito Santo (v.2)
Uma vez transformado sua natureza os nascidos de Deus vencem o mundo, pois o mundo não tem mais poder para o influenciar para o mal e afastá-lo daquele que o gerou.
"... e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé."
Vivemos num momento eclesiástico em que nunca ouvimos tanto a palavra "vitória" ser pronunciada. "Quem não deseja ser um vencedor?" A epístola de João nos apresenta o segredo da vitória sobre o mundo: a fé em Jesus como o Filho de Deus.
Esta fé é essencial não somente para que o crente vença o mundo, mas também para que o homem nasça de novo, guarde os mandamentos divinos, ame a Deus e ao próximo. Na verdade, crer em Jesus como o Filho de Deus implica amá-lo, obedecer-Lhe e amar ao próximo. Por isso, João enfatiza tanto essa fé em seus escritos.
Na verdade, sob a perspectiva joanina, se o crente, que não tem vencido o mundo, fizer uma investigação profunda em sua vida, descobrirá que a raiz do seu problema ou dificuldade encontra-se neste simples, mas indispensável, fundamento: a fé em Jesus como o Filho de Deus.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/4/2025
BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006
https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2009/2009_03_12.htm
Filipenses 2.8
Filipenses 2:8 "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz."
sexta-feira, 4 de abril de 2025
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE ABRIL DE 2025 (Isaías 7.14)
Isaías 7.14 “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”.
“Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal:”
O contexto imediato do texto está descrevendo a ameaça dos Reis da Síria (Rezim) e do Rei de Israel (Peca) contra o reino de Judá (Acaz).
O Senhor diz a Isaías e seu filho (Sear-Jasube) saí ao encontro de Acaz (7.3-4) “E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes” (Isaías 7:4); “Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá” (Isaías 7:7).
Após transmitir essa mensagem a Acaz o Senhor acrescenta: “Pede para ti ao Senhor teu Deus um sinal; pede-o, ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas” (Isaías 7:11). Acaz se nega a exigir um sinal de Deus, diferentemente dos fariseus e seguidores da época de Jesus: "Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12:39). Como nessa passagem o Senhor transmite o sinal para as gerações futuras. Isaías, então, profetiza aos descendentes de Davi (Judá)
“...eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho,”
Eis a profecia do nascimento virginal do nosso Senhor. Lucas e Mateus descrevem o cumprimento dessa profecia aproximadamente 700 anos após: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo” (Mateus 1:18).
Lucas nos relata mais detalhadamente que “foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lucas 1:26,27). O anjo a disse: “Eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1:31). A resposta de Maria foi: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum?” (Lucas 1:34). A tréplica do Anjo foi: ”Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1:35).
Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5).
“...e será o seu nome Emanuel”.
Todavia o noivo de Maria que sabia que não havia ainda consumado seu casamento duvidou quando Maria descreveu essa fato sobrenatural: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19). E quando ele vai dormir um anjo lhe aparece em Sonho e confirma o testemunho de Maria: “não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20,21). Quem nos narra esse fato é Mateus, e ele associa o avento a profecia de Isaías: “Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1:22,23)
Emanuel, no hebraico, é a junção de dois termos — immánu, que significa “conosco”, e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. Jesus não somente foi homem, mas estabeleceu morada entre os homens: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós...” (João 1:14).
Essa atitude de Jesus demonstra o imenso amor de Deus para com a humanidade perdida, que de outra forma jamais entenderia esse amor. Ele se tornou como um de nós e nos amou para que nós o amassemos e fôssemos definitivamente dEle.
Jesus não se chamava Emanuel como nome próprio, mas vários textos bíblicos apontam para Ele como sendo designado por esse nome como aquilo que Ele de fato é: Deus Conosco. Esse nome designa sua missão entre a humanidade de fazer Deus estar com a humanidade, de habitar entre os homens.
Mostra a natureza divina do Filho de Deus como sua obra messiânica da graça, habitando entre os homens e ao mesmo tempo significando que “porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9).
Mateus aplicou corretamente esta profecia a Jesus, o Messias (Mateus 1.23).” Note também que Mateus termina o seu livro com Jesus dizendo: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (28.20). Ele continua sendo o Emanuel, “Deus conosco”.
Escatologicamente todos os que nele creem habitarão com Ele: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Apocalipse 21.3)
DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
12/06/2023
FONTES:
CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
POMMERENING, Clayton Ivan. Lições Bíblicas Jovens - Lição 9: O sinal do Emanuel. CPAD, 3º Trimestre de 2016.



