terça-feira, 30 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE JULHO DE 2024 (Salmo 27.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE JULHO DE 2024
ESPERANDO O TEMPO CERTO E O DESFECHO DO DEVIDO PROCESSO 

Salmo 27.14Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.”

 

Espera no Senhor, anima-te,”

“Espera no Senhor” - O salmista exorta a si mesmo a depender do Senhor pelo fato de que ele nunca falhou em suas promessas. A palavra hebraica para esperar significa, na verdade, ter esperança. Ter esperança em Deus é esperar por Sua ação em Seu tempo propício: “Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Isaías 40.31). Espera à porta do Senhor com oração. Espera aos seus pés com humildade. Espera à sua mesa com serviço. Espera à sua janela com expectativa.

Consola-te, segura com firmeza (septuaginta), porta-te vigorosamente ou deixa-te como homem, cuja palavra o apóstolo Paulo usou em 1 Coríntios 16.13: Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos”. Estas são palavras de encorajamento contra o desleixo, o medo, o desânimo de coração ou outras fraquezas.

“Anima-te” - Este é o lema do soldado. Seja o meu também. Sempre precisamos de ânimo e, para o seu exercício, temos tanta razão quanto necessidade, se formos soldados do Rei Jesus. As palavras de encorajamento são reminiscentes das palavras de Moisés a Josué: “Esforça-te e anima-te; porque com este povo entrarás na terra que o Senhor jurou a teus pais lhes dar; e tu os farás herdá-la (Deuteronômio 31:7), da comissão de Deus a Josué: “Esforça-te, e tem bom ânimo (Josué 1:6, 7, 9, 18) e das palavras de Josué ao povo: “Não temais, nem vos espanteis; esforçai-vos e animai-vos; porque assim o fará o Senhor a todos os vossos inimigos, contra os quais pelejardes (Josué 10:25). A história da redenção não terminou com a Conquista. Continua enquanto o povo de Deus “esperar no Senhor” e fazer a sua vontade.

 

“... e ele fortalecerá o teu coração;”

Como o agricultor que espera pacientemente a semente germinar e a safra amadurecer, os crentes devem esperar com paciência no Senhor que certamente os libertará e julgará seus opressores. Enquanto esperam, eles precisam “fortalecer” seus corações: "Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima" (Tiago 5.8). Sendo o coração fortalecido, o mecanismo inteiro da humanidade estará cheio de poder. O coração forte torna o braço forte. 

Paulo fez a mesma exortação  aos tessalonicenses que aguardavam a parousia: "Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo com todos os seus santos" (1 Tessalonicenses 3.13), e o autor de Hebreus recomenda que o coração esteja “confirmado com graça”, como um antídoto contra o falso ensino (Hebreus 13.9). O que se recomenda, então, é um firme apego à fé em meio de tentações e provações.

“Espera, pois, no Senhor.”

Na palavra “pois”, Davi coloca o seu selo particular nas palavras que, como homem inspirado, ele fora movido a escrever. É o seu testemunho como também o mandamento de Deus. De fato, este que escreve estas notas parcas descobriu por experiência que estas palavras são tão doces, tão reanimadoras, tão proveitosas para aproximar-se de Deus que por conta própria ele também se sente preso a escrever: “Espera, pois, no Senhor”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os tesouros de Davi – Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JULHO DE 2024 (Hebreus 13.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE JULHO DE 2024
O CASAMENTO COMO INSTITUIÇÃO DIVINA FUNDAMENTAL

Hebreus 13.4 ”Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”


“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula;”

O matrimonio ou casamento deve ser estimado por todos. Ele não é apenas um pedaço de papel. Ele deve ser venerado (digno de honra) porque Deus o instituiu no Éden depois de concluir que não era bom para o homem que estivesse sozinho (Genesis 2.18).

A Adão Deus deu Eva a quem ele chamou de osso dos meus ossos e carne da minha carne (Genesis 2.23).

O próprio Deus oficializou esta união e nos  e nos deixou uma ordenança: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24).

O casamento não deve ser negado a quem o Senhor não negou: “Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe” (Mateus 19:12). Era através do matrimonio que se cumpria a primeira comissão: ‘E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gênesis 1:28).

Leito sem mácula sugere que a união de marido e mulher conserva-os puros e castos diante de Deus. E eles demais devem se envergonhar da sua condição, pois ela as protege da impureza sexual: “Mas, por causa da fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2).


“... porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.

“Aos que se dão em prostituição” (porneia) – Ato sexual com uma prostituta. Porém o termo grego é mais amplo e inclui um grande leque de irregularidades sexuais proibidos pela lei. Como atos incestuosos e homossexualidade, pornografia e masturbação.

“Adúlteros” – Aqueles que violam seus votos matrimoniais. Paulo diz que somos livres para casar com quem quisermos contanto que seja no Senhor. Adultério é  única condição de Cristo para o divorcio. Apesar de Deus odiar o divorcio: “Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais” (Malaquias 2:16).

“Deus os julgará” Os que de maneira leviana desrespeitar o casamento podem até escapar do julgamento dos homens, mas, se não se arrependerem, jamais escaparão do julgamento de Deus: “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:31). Foi determinado um dia para o juízo final, o dia do acerto de contas!


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/7/2023

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201408_08.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JULHO DE 2024 (Gênesis 2.18)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE JULHO DE 2024
O CASAMENTO COMO INSTITUIÇÃO DIVINA FUNDAMENTAL

Gênesis 2.18 “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.” 


“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;” 

Eis aqui um exemplo do cuidado do Criador pelo homem, e a sua preocupação paternal pelo seu conforto. Embora Deus lhe tivesse dado a conhecer que ele era um súdito, dando-lhe um mandamento (w. 16,17), aqui o Senhor também o faz saber, para seu encorajamento na sua obediência, que ele era um amigo, um favorito, e alguém por cuja satisfação o Senhor sentia ternura. 

Embora houvesse um mundo superior de anjos, e um mundo inferior de animais, e o homem estivesse entre eles, ainda assim, não havendo ninguém da mesma natureza e nível de existência, ninguém com quem ele pudesse conviver familiarmente, ele podia ser verdadeiramente considerado só. Pois o homem é uma criatura sociável. É um prazer, para ele, trocar conhecimentos e afetos com aqueles semelhantes a ele, informar e ser informado, amar e ser amado. 

Aquilo que Deus diz aqui, sobre o primeiro homem, Salomão diz, sobre todos os homens (Eclesiastes 4.9): "Melhor é serem dois do que um, mas ai do que estiver só".  Se houvesse somente um homem no mundo, que homem melancólico ele deveria ter sido! A solidão perfeita transforma um paraíso em um deserto, e um palácio em uma masmorra. Portanto, são tolos aqueles que são egoístas e desejariam estar sozinhos na terra. 

Mesmo na nossa melhor condição neste mundo, temos necessidade da ajuda uns dos outros. Pois somos membros uns dos outros, e assim o olho não pode dizer à mão: "Não tenho necessidade de ti" I Coríntios 12.21. Nós devemos, portanto, ficar satisfeitos de receber ajuda de outros, e dar ajuda a outros, se houver oportunidade.  Somente Deus conhece perfeitamente as nossas necessidades, e é perfeitamente capaz de suprir todas elas, Filipenses 4.19. Somente nele está a nossa ajuda, e dele são todos aqueles que nos ajudam.


“... far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.”

Alguns entendem que a palavra “auxiliadora” é um termo degradante que retrata a mulher como sendo inferior ao homem. Para eles, a palavra soa como se ela pudesse ser comparada a uma serva que ajuda sua ama com várias tarefas domésticas.  O uso bíblico do termo “adjudora ou auxiliadora” é muito diferente dessas idéias. Basicamente, denota qualquer um que presta assistência a outra pessoa, grupo ou nação fazendo algo que este não poderia fazer sozinho. Carrega a ideia de “ação comum ou cooperação de [sujeito] e [objeto] quando a força de um é insuficiente”. 

Geralmente, o auxiliador é superior a quem está sendo auxiliado, como na ocasião em que uma nação fraca como Judá pediu ajuda ao Egito para lutar contra os babilônios (Isaías 31:1–3). A superioridade do auxiliador sobre quem é auxiliado é evidente em cerca de quarenta ocorrências no Antigo Testamento, em que Deus é retratado como o “auxiliador” de Seu povo (veja Êxodo 18:4; Deuteronômio 33:26). De modo algum Deus poderia ser considerado inferior ao homem porque Ele Se inclinou para ajudar, libertar e salvar os que confiam nEle e O invocam na hora da necessidade. 

A mulher, a auxiliadora do homem, nem é superior nem é inferior a ele; antes, ela deve ser sua companheira e compartilhar igualmente com ele de uma vida em comum. Um homem e uma mulher possuem temperamentos diferentes e trazem para o casamento dons e qualidades diferentes. Cada um tem um papel a desempenhar à medida que os dois edificam uma vida juntos; mas seus diferentes papéis se complementam (se preenchem e se completam), suprindo o que falta na outra pessoa e fortalecendo áreas que podem estar fracas. O resultado é que cada um se torna uma pessoa melhor ao ser suprido com atributos e habilidades trazidos pelo outro para o casamento. 

Evidentemente, o autor de Gênesis só estava descrevendo a criação da mulher, a qual deveria ser uma auxiliadora do homem, mas o princípio se aplica a todo relacionamento marido/mulher (Mateus 19:3–6; Efésios 5:25–33; 1 Pedro 3:1–7). Além de ser uma auxiliadora do homem, a posição da mulher é ainda mais definida por ser ela “idônea” para ele, ou literalmente “diante” ele. O termo carrega em si a conotação de “proeminência” ou “ser evidente”; mas em 2:18 e20, sugere que ela “corresponde a” o homem. 

O hebraico contém uma expressão composta preposicionada que significa literalmente que a mulher é “como o oposto dele”. Em outras palavras, ele não precisa de alguém exatamente como ele, mas como ele em alguns aspectos e diferente dele em outros aspectos. O homem precisa de mais do que apenas alguém que o auxilie em sua rotina diária de trabalho ou criação de filhos. Embora esses papeis possam estar incluídos, ele também precisa de apoio espiritual, psicológico e físico mútuos do sexo oposto que só o companheirismo íntimo com uma esposa proporciona. 

Não bastou ter Deus criado um ambiente perfeito em que o homem habitasse ou ter Deus criado o homem para ter comunhão com seu Criador; o Senhor também fez o homem como um ser social para ter relacionamentos com outros seres humanos, especialmente com uma esposa. Quando Deus observou que a solidão do homem não era boa, Ele estava dizendo essencialmente que o homem só pode ter realmente “vida quando amar, dar de si mesmo... a outro ser no seu mesmo nível”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/08/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_04.pdf

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

domingo, 28 de julho de 2024

Lição 05: O Casamento de Rute e Boaz – A Remição da Família – 3º Trimestre de 2024.


 TEXTO ÁUREO
 

“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei, pois, toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa. ” (Rute 3.11)

 

“Agora, pois, minha filha, não temas; tudo quanto disseste te farei,

Surpreso pela firme convicção de Rute, por não tem procurado alguém mais jovem (v.10), mas, priorizado a lei do levirato. Boaz entende perfeitamente a atitude de Rute e o seu pedido de casamento. Boaz diz a Rute para não ter medo, porque ele faria o que ela lhe pedia.

Todavia, havia uma questão em aberto. Boaz era apenas sobrinho de Elimeleque, enquanto que havia ainda um irmão vivo. Embora pronto a assumir a responsabilidade do go'el (isto é, de "remidor"). A obrigação do casamento em levirato caía sobre este "outro resgata­dor" antes de cair sobre Boaz. Apenas se o outro não aprouvesse resgatá-la (v.13) este poderia agir como levir. E isso de fato aconteceu: “Então disse o remidor: Para mim não a poderei redimir, para que não prejudique a minha herança; toma para ti o meu direito de remissão, porque eu não a poderei redimir” (Rute 4.6).

Boaz empenhou sua honra e sua palavra de que cumpriria os desejos do coração de Rute e trabalharia na direção de atender plenamente ao seu pedido. Então a orienta como ela deveria proceder.

 

“... pois toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa. ”

A palavra traduzida por cidade literalmente é “portão”. Nas cidades palestinas, o lugar de encontro usualmente era ao lado do portão. “Todo o portão”, assim, significa “todas as pessoas que se reúnem na cidade”.

Todo o povo que se reunia à porta da cidade para conversar ou tratar de negócios estivera falando dela, comen­tando sua virtude, chamando-a de mulher virtuosa, "uma noiva digna de ser conquistada" (como Knox prefere traduzir livremente).

Essa palavra é usada a respeito da mulher ideal (Provérbios 31:10), a mulher que é “coroa de seu marido” (Provérbios 12:4). A Bíblia diz: “Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada” (Provérbios 31.30).

Rute foi uma mulher que impactou a cidade não pela sua beleza, mas pelas suas virtudes. Sua beleza interior era mais esplêndida do que sua beleza exterior. O maior patrimônio que possuímos é o nosso nome, o nosso caráter. O bom nome vale mais do que as riquezas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/6/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ATKINSON, David. A Mensagem de RUTE. Abu, 1991.

LOPES, Hernandes Dias. Rute: Uma perfeita história de amor. São Paulo: Hagnos, 2007.

CUNDALL, Arthur Ernest; MORRIS, Leon. Juízes e Rute: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.

Texto Áureo Lição 05 - O Casamento de Rute e Boaz – A Remição da Família...

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

sábado, 27 de julho de 2024

1 Timóteo 2.1

 

1 Timóteo 2.1 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;”

 

“Admoesto-te, pois, antes de tudo,”

A palavra “admoestar” ” ( noutheteō ), significa aconselhar, advertir. Refere-se a conselhos, observações  e advertências concernentes ao comportamento e à prática de vida do cristão. Paulo admoestava os irmãos em vários lugares (Atos 20:31; 1 Coríntios 4:14). Ao mesmo tempo, ele instruía os discípulos a admoestarem uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:14), e especialmente ensinava aos pais sobre a importância de admoestar os próprios filhos (Efésios 6:4).

Um dos motivos de nos reunirmos com os nossos irmãos em Cristo é a admoestação mútua que ajuda cada um a se manter fiel (Hebreus 10:25). Admoestação e advertência fazem parte do trabalho dos evangelistas (1 Timóteo 1:3; 4:13; 2 Timóteo 4:2), mas eles não são os únicos que devem (Romanos 12:8; Gálatas 6:1; Hebreus 3:13).

“Antes de tudo”. As palavras próton pánton “antes de tudo” indicam primazia de importância e não de tempo. A comissão de Cristo para irmos a toda criatura (Marcos 16:15-16) sempre será grande demais para mentes finitas a compreenderem. Precisamos da ajuda de Deus. Por isso, Paulo exortou a Timóteo e a nós a, “antes de tudo”, orarmos.

A oração não é um apêndice no culto, mas parte vital dele. Os apóstolos entenderam a primazia da oração, quando decidiram: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.4).

 

“... que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças,”

Muito embora o objetivo de Paulo é insistir na centralidade da oração mais do que numa análise de seus tipos, o apóstolo usa aqui quatro formas de oração.

“Deprecações” - O termo (gr. deesis) significa “suplicar, implorar, rogar por” alguém ou alguma coisa (Dicionário Houaiss). Dá a entender um tipo de oração que é feita de modo ardente, dramático, compassivo. A ideia fundamental da palavra grega deesis, é um sentimento de necessidade. A oração começa com esse sentimento de nossa total dependência de Deus. Oração é a insuficiência humana aproximando-se da suficiência divina.

Segundo, as “orações” (gr. proseuchomai) – “oferecer oração ou votos a Deus”. Designam o movimento da alma em direção a Deus. As orações são um ato de adoração a Deus, exaltando-o pela excelência de seus atributos e rogando a ele pela grandeza de suas misericórdias. A oração é tema de grande destaque na Bíblia. No Antigo Testamento, os homens de Deus venceram sob o manto da oração. Davi orava sempre (SaImo 55.16,17) e Daniel venceu na cova dos leões porque tinha reservas de oração (Daniel 6.10). Esses dois exemplos indicam o valor extraordinário da oração fervorosa e sincera, diante de Deus.

Terceiro, as “intercessões” (gr.: enteuxis). Elas estão relacionadas com a súplica em favor de alguém ou de alguma coisa. Tem o sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio” (Dicionário Houaiss). Do grego enteuxis, significando “apelar para”, ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém. A palavra enteuxis também traz a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição. Portanto, nenhum pedido é grande demais para ele. Para Deus não há impossíveis!

Quarto, as “ações de graças”. Essas grandiosas possibilidades alcançadas pela oração criam uma necessidade natural de incluirmos em nossas petições “ações de graça”. Elas tratam da nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega eucaristia, deixa claro que orar não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo por quem ele é, e rogar a ele suas bênçãos, mas, também, e sobretudo, agradecê-lo pelo que ele tem feito. Na avaliação da necessidade e do privilégio de trabalharmos com Deus, que adequada se torna a admoestação de Paulo: “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20)

 

“... por todos os homens;”

A oração deve ser “em favor de todos os homens”. Não é só a oração que é em favor de todos, o plano de Deus também é para todos. Sua graça é suficiente para que “todos sejam salvos”. Jesus morreu por todos (2 Coríntios 5:14, 15), Ele nos manda ir a todos (Marcos 16:15, 16; Mateus 28:18–20) e disponibilizou o evangelho a todos (Judas 3). Por meio desse evangelho todos serão julgados (Romanos 14:10–12; 2 Coríntios 5:10). Salvar almas do pecado apaga o passado pecaminoso (Atos 2:38; 22:16). O plano de Deus também é para que todos “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (v.4).

A o que parece, as igrejas evangélicas, nos tempos atuais, têm-se esquecido dessa oração “por todos os homens”. E mais comum ouvirem-se orações pela com unidade cristã; por suas atividades, na evangelização, no ensino, no discipulado. São orações legítimas e indispensáveis. Mas o alcance da oração da igreja cristã deve ultrapassar “as quatro paredes” dos templos, nas igrejas locais. Onde quer que formos, jamais encontraremos uma pessoa pela qual não precisamos orar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.3

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014. 

Esdras 1.1

 

Esdras 1.1 “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

 

“No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia”

Esse versículo tem um homônimo em 2 Crônicas 36.22 : “Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

O primeiro ano de Ciro seria uma data dentro do ano 539 a.C., quando a Babilônia foi conquistada pela Pérsia e Ciro II começou a governar sobre os judeus. No fatídico banquete de Belsazar na tradução misteriosa da parede da palavra “PERES” “Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas” (Daniel 5.28). Naquela mesma noite Belsazar foi morto e Dario, o medo (Subordinado de Ciro), ocupou o reino dos caldeus.

 

“... (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias),”

A proclamação de Ciro ocorreu para que se cumprisse a Palavra do Senhor, por boca de Jeremias. O decreto do rei cumpria a profecia porque Jeremias já dissera que o povo de Deus retornaria à sua terra após “setenta anos” de cativeiro (Jeremias 25:11; 29:4–10).

Os setenta anos podem ser mensurados de suas maneiras: desde a primeira deportação (ca. 605 a.C.) até o primeiro regresso (ca. 538 a.C.2) ou desde a destruição do templo (ca. 586 a.C.) até o término de sua reconstrução (ca. 516 a.C.).

Outra possibilidade é que “setenta” seja considerado um número simbólico que indica um período completo ou cheio: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônicas 36.21).

 

“... despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia,”

A proclamação anunciada aconteceu porque despertou o Senhor o espírito de Ciro. Isso quer dizer que Deus “tocou o coração de Ciro” – a parte de Ciro que acreditou, pensou e tomou decisões.

A NVI diz “despertou o coração de Ciro”, enquanto outra versão inglesa (REB) diz que Deus “inspirou o rei”. Ciro emitiu a proclamação, mas Deus foi a causa principal do regresso do povo a Jerusalém.

 

“... o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

A natureza oficial do decreto é indicada pelo fato de que ele foi proclamado (talvez lido em voz alta por arautos em todo o reino) e também transcrito (concebivelmente para exposição pública).

À luz dos fatos subseqüentes, também era importante que a proclamação fosse registrada e guardada nos arquivos persas, onde mais tarde pudesse ser encontrada: Então o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em babilônia: “E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:  No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados (Esdras 6:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201711_02.pdf

Jeremias 25.11

 

Jeremias 25.11 “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

 

“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto;”

No primeiro ano do Rei Nabucodonosor (v.1), rei da Babilônia. Deus por intermédio do profeta Jeremias diz ao povo de Jerusalém (Judá) para se converterem dos seus maus caminhos. Todavia o povo de Judá não o deu ouvido. Por causa disso Deus traria sobre Judá o Rei Nabucodonosor, seu servo (v.9) a fim de executar seu juízo.

O juízo atingiria a todos inclusive a terra, de maneira que causaria espanto. O povo seria objeto de espanto: “os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações” (v.9). A terra se tornaria um deserto, como se tornou: “Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se deserto e em desolação, como hoje se vê” (Jeremias 44.6).

 

“... e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

Nesta seção, apesar de Deus apresentar Seus planos para as nações. Ele Se dirigiu especificamente ao Seu próprio povo. Este fato é visto no uso das expressões “esta terra” e “todas estas nações” e “estas nações” (vv. 9, 11).

Os setenta anos de cativeiro é um número arredondado, contado a partir do quarto ano de Jeoaquim (605 a.C.) até o ano da partida dos primeiros dos que voltaram sob o governo de Ciro, mais ou menos 536 a.C.: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Daniel 9.2).

Tempo este que comportaria três gerações de reinado da Babilônia: “E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele” (Jeremias 27.6-7).

Esse número de anos não seria aleatório, seria conforme o número de anos que a terra de Israel não descansou nos anos chamados sabáticos: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônics 36.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201110_02.pdf

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

Ezequiel 16.8

 

Ezequiel 16.8 “E, passando eu junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; e estendi sobre ti a aba do meu manto, e cobri a tua nudez; e dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor DEUS, e tu ficaste sendo minha.”

 

“E, passando eu junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores;”

Na segunda vez que o viajante (Deus) passa por ali (cidade de Jerusalém), descobre que a criança abandonada, por ele salva, já chegara à idade do casamento.

Desta vez, ela estava no tempo de amores – uma expressão que significa que ela estava pronta para um relacionamento maduro: “Então vieram a ela os filhos de babilônia para o leito dos amores, e a contaminaram com as suas impudicícias; e ela se contaminou com eles; então a sua alma apartou-se deles (Ezequiel 23:17).

 

“... e estendi sobre ti a aba do meu manto, e cobri a tua nudez;”

A declaração estendi sobre ti as abas do meu manto faz alusão a um ato simbólico em que o futuro marido colocava a parte inferior de seu manto sobre a noiva, pedindo-a em casamento: “E disse ele: Quem és tu? E ela disse: Sou Rute, tua serva; estende pois tua capa sobre a tua serva, porque tu és o remidor (Rute 3:9).

Esse gesto de estender o manto tinha um segundo propósito: cobrir-lhe a nudez. Embora ela tivesse se transformado numa linda mulher, ainda estava nua e suja (indefesa). Passa, então, a lavá-la e purificá-la, porque seu estado externo não melhorou com o decorrer do tempo e ela ainda estava nua e manchada de sangue.

Mas com as atenções do seu benfeitor, e com seus presentes de roupas e jóias, veio a ser uma rainha entre as nações, e sua beleza se tomou renomada por toda a parte.

 

“... e dei-te juramento, e entrei em aliança contigo, diz o Senhor DEUS, e tu ficaste sendo minha.”

Deus desejou torná-la Sua, então jurou-lhe fidelidade e entrou em aliança com ela. John B. Taylor escreveu: A expressão entrar em aliança contigo, embora seja uma expressão legítima para o contrato do casamento (Provérbios 2:17; Malaquias 2:14), dá um indício da realidade histórica da qual esta história é apenas a alegoria.

Parece, portanto, perfeitamente legítimo ver aliança do casamento como sendo uma referência à aliança do Sinai, o momento em que Israel, no propósito de Deus, atingira a maioridade como nação. Nessa aliança, assim como em qualquer contrato de casamento, o marido deveria ser fiel e prover os devidos cuidados e proteção à esposa.

 

Deus na realidade não entrou em aliança com a cidade, e sim com o povo de Israel; ainda que a narrativa se baseie fortemente na história da própria cidade. Ao tentar equacionar fatos históricos com essa ilustração, parece melhor visualizar a jovem e desprovida mulher como sendo Israel na escravidão egípcia. Então, imediatamente antes das dez pragas, Deus adotou Israel para ser o Seu povo.

A adoção ocorreu em Êxodo 6:6, embora o versículo 5 diga que Deus se lembrou da Sua aliança. Essa aliança era a que Ele firmara com Abraão, Isaque e Jacó. De certo modo, quando Deus disse pela primeira vez: “Viva”, Ele entrou em aliança. Entretanto, Ele só agiu diretamente com base nessa aliança a partir da libertação de Israel do Egito (Gênesis 15:8–18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201908_02.pdf