domingo, 17 de março de 2024

Jó 1:14

Jó 1:14 "Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles; "


"Que veio um mensageiro a Jó, 

O versículo 13 diz o momento em que esse mensageiro apareceu: "E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito, "

Mensageiro? Tanto em hebraico como em grego, a palavra usada para mensageiro é a mesma para anjo. Mensageiro, portanto, é alguém, quer angélico, quer terrestre, encarregado de transmitir uma notícia. Durante as tragédias que se abateram sobre Jó, quatro mensageiros humanos transmitiram-lhe a suma de todas as suas tragédias.


"... e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles; "

Jó possuía 500 juntas de bois, e 500 jumentas, e um número suficiente de servos para cuidar deste rebanho; e a todos esses ele perdeu de uma só vez. 

Observe mais uma vez quão negligentes andavam os filhos de Jó! Enquanto o mundo desmoronava, banqueteavam-se; e estando já o inimigo às portas, agiam irresponsável e desenfreada.

O mensageiro esclarece que isso não ocorreu por qualquer descuido dos servos; pois os bois estavam arando, não descansando, e os jumentos não corriam o risco de se desgarrar e serem levados como animais extraviados, mas pastavam ao lado deles, sob a vigilância dos servos, cada um em seu próprio lugar.

Note que toda a nossa cautela, atenção e zelo não podem nos proteger contra as tribulações, não, nem mesmo daquelas que normalmente se devem à imprudência e à negligência. Se o Senhor não guardar a cidade, a sentinela, embora se mantenha sempre tão atenta, vigiará em vão. (Salmo 127)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/10/2020

FONTES:

 ANDRADE, Claudionor. Jó O problema do sofrimento do justo e seu propósito – Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

GONÇALVES, José. A Fragilidade Humana e a Soberania Divina: O Sofrimento e a Restauração de Jó. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

ANDERSON, Francis I. Jó – introdução e comentário. São Paulo: Edições. Vida Nova e Editora Mundo Cristão

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

SWINDOLL, Charles R. Jó: Um homem de tolerância heroica - São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

Jó 1:13

Jó 1:13 "E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito, "


"E sucedeu um dia, 

Preste atenção no relato bíblico no final do versículo anterior: "E Satanás saiu da presença do Senhor."v12 "E sucedeu um dia" v13. O inimigo de nossas almas não está de brincadeira, ele busca o tempo todo quem pode destruir: "Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; " (1 Pedro 5:8).

Mal havia tido autorização de Deus para agir contra Jó e com crueldade, num dia festivo. Fez com que o dia mal batesse a porta de Jó: "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes" (Efésios 6:13)


"...em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito, "

Narra o texto sagrado: “(Os filhos de Jó) iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” (Jó 1.4-5).

O texto, acima citado, não revela de imediato a apostasia em que haviam caído os filhos de Jó. Mas se recorrermos ao original, veremos que "Mishteh" é a palavra para “banquete”; traz a imagem de uma irrefreável orgia na qual os convivas agem irrefletida e loucamente: “Comamos e bebamos, porque amanhã todos morreremos”(1 Coríntios 15:32). 

Até podemos imaginar a vergonha que sentia o patriarca. Se trabalhava, os filhos folgavam. Se punha os servos na lida, os filhos consumiam-se num ócio maligno. Se alguém supõe ser o ócio algo criativo, jamais leu a história de Jó. Somente dois grupos cultuam o ócio: os que seguem o Diabo e os que o imitam.

O autor sagrado assim critica os filhos de Jó; censurando: “Sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas com iam e bebiam vinho na casa do irmão primogênito” (Jó I 3).

Quão profanos e hipócritas eram aqueles jovens! E o coração de Jó não se enganava: “Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração” (Jó 1.5).

Naqueles vinhos clarificados e envelhecidos, deleitavam-se eles em seus vícios precoces; zombavam dos esforços do pai; e aos jornaleiros deste mostravam que, embora não trabalhassem, tudo possuíam. Já imaginou todas aquelas propriedades em mãos tão irresponsáveis? Tudo haveria de arruinar-se numa única estiagem.

O que a festa na casa do irmão mais velho representava? Representava a maior das festas da família. O primogênito era o mais rico o que receberia porção dobrada da herança e o que mais possuía confiança do pai.

Nesse dia em que eles imaginavam que havia paz e segurança foram surpreendidos por Satanás: "Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão" (1 Tessalonicenses 5:3).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/10/2020

FONTES:

ANDRADE, Claudionor. Jó O problema do sofrimento do justo e seu propósito – Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

GONÇALVES, José. A Fragilidade Humana e a Soberania Divina: O Sofrimento e a Restauração de Jó. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

ANDERSON, Francis I. Jó – introdução e comentário. São Paulo: Edições. Vida Nova e Editora Mundo Cristão

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

SWINDOLL, Charles R. Jó: Um homem de tolerância heroica - São Paulo: Mundo Cristão, 2004.

Mateus 13:46

Mateus 13:46 "E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. "


Tinha o negociante da parábola um propósito bem definido. Era um juiz de valores e reconheceu o melhor. Em busca de boas pérolas para revender, ele achou uma de grande valor. Era tão valiosa que ele vendeu tudo o que tinha e a comprou. Assim como na parábola anterior (13:44), esta história também ensina o tremendo valor do reino do Senhor. 

A diferença entre as duas parábolas é que o primeiro homem encontrou o tesouro (reino) acidentalmente, enquanto na verdade não o estava procurando. Para ele, encontrar o tesouro foi uma surpresa. 

O segundo homem, porém, que procurava por pérolas, na verdade não se surpreendeu ao achar a de grande valor (o reino). Mesmo assim, ele ficou contentíssimo. A semelhança entre as duas parábolas é que ambos os homens se dispuseram a sacrificar tudo o que possuíam para se apropriar desse grande tesouro. 

No clímax da sua busca, vendeu tudo o que tinha e comprou a pérola. Aos que, famintos no coração, buscam a felicidade, diríamos: “Vai, e faze da mesma maneira!”


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIIOR
17/3/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201207_07.pdf

Mateus 13:45

Mateus 13:45 "Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; "


"Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; "

A seguir, Jesus comparou o reino a um negociante que procura boas pérolas. As “boas pérolas” estavam entre as pedras mais preciosas dos tempos bíblicos (Jó 28:18; Mateus 7:6; 1 Timóteo 2:9; Apocalipse 17:4; 18:11, 12, 16, 17; 21:21). Grandes somas eram pagas por pérolas únicas quando eram exemplares perfeitos do seu tipo. Defeitos, como a cor escurecida, imperfeição na forma ou aspereza, diminuíam o seu valor.

Produzidas dentro de moluscos, as pérolas eram colhidas por mergulhadores do mar Vermelho e do Golfo Pérsico. O “negociante” da história era um “comprador de atacado”, em oposição a um “varejista”. Esse negócio exigia que ele viajasse para muitos lugares.

Os negociantes procuravam as boas pérolas, procura esta que simboliza a eterna busca da humanidade pelo valor supremo da vida.

Os filósofos de todos os tempos já debateram a questão: “O que é o bem supremo?”. E uma boa pergunta. Há muitos valores na vida, mas a felicidade está no encontrar o bem supremo. Nas escolas rabínicas, a grande pergunta era: “Qual é o maior mandamento da lei?”

Qual é o grande valor - a pérola - da vida? O dinheiro? A fama? O prazer? O poder? O conhecimento? Cristo é a pérola de grande valor! Ele é o sumo bem: “Para mim, o viver é Cristo”.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIIOR
17/3/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201207_07.pdf

Texto Áureo Lição 12 - O papel da Pregação no Culto. 2 Timóteo 4.2

Lição 12 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2024 - CPAD

Lição 12: O Papel da Pregação no Culto – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” (2 Tm 4.2)

Timóteo deveria transmitir a mensagem da “sã doutrina” de modo insistente, quer os ouvintes aceitassem quer não a palavra que lhes era enviada. A experiência, fundada na Palavra, mostra que, quando a mensagem é de Deus, o pregador deve falar, não o que o povo gosta de ouvir, mas o que Deus quer falar. 

Timóteo levasse em consideração até as últimas consequências a nobilíssima missão que lhe era confiada, para que pregasse a Palavra de Deus, de modo insistente, em caráter de urgência, “a tempo e fora de tempo”, tendo em vista o que haveria de ocorrer, conforme o sentir profético do apóstolo. 

” que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, “ 

Estes cinco concisos imperativos, que se emparelham a outros quatro no versículo 5, resumem a tarefa do ministério: 

(1) Pregar. É a primeira e grande tarefa básica da transmissão da mensagem fundamental, como fazia o próprio Paulo (I Coríntios. 15:1-11) e Jesus (Lucas. 5:1; 8:11, 21). Pregar a Palavra é a principal missão de um ministro. A Palavra tem supremacia, e a pregação, primazia. O que Timóteo deve pregar? A Palavra de Deus! Essa Palavra é idêntica ao depósito, à Escritura, às sagradas letras, à sã doutrina, à verdade e à fé. O pregador não pode pregar as próprias palavras. Não pode, também, torcer as palavras de Deus. Não pode subtrair nem acrescentar nada à Palavra. Seu papel não é ser popular, mas fiel. Seu chamado é para pregar a Palavra, e não sobre a Palavra. A Palavra é o conteúdo da mensagem e autoridade do mensageiro. O pregador não cria a mensagem; ele a proclama. 

(2) instar. O verbo grego, traduzido por “instar”, significa Estar pronto, preparado, quando for conveniente e quando não for. O pregador precisa ter um profundo senso de urgência. Nas palavras do puritano Richard Baxter, o pregador deve pregar como se fosse um homem que está às portas da morte, pregando a pessoas que estão prestes a morrer. Martyn Lloyd-Jones cita suas palavras literalmente: “Preguei como se nunca mais fosse pregar novamente, como um moribundo a outro moribundo”. Agarre todas as oportunidades, pareçam elas propícias ou não, pois o kairós (tempo oportuno) precisa ser percebido e agarrado, remido e aproveitado, não no sentido do bordão “tempo é dinheiro”, mas tempo é salvação, tempo é salvífico para a decisão. O dia da salvação é oferta suprema e última antes do dia do juízo. 

(3) Redargir ou Corrigir significa convencer os que contradizem; revelar um erro. Paulo escrevendo a Tito diz que os bispos deveriam entre outras coisas “reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tito 1:9). Por isso o obreiro deve manejar bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2.15). 

(4) Repreender ou advertir significa cobrar uma responsabilidade não cumprida. A ideia essencial é, freqüentemente, a exigência implícita da restituição quando apontado o erro. Repreender é o confronto direto. Quando teu irmão pecar, corrige-o, quando se arrepender, perdoa-lhe (Mateus 18.15). Como fez Paulo com o impuro de Corinto (1 Coríntios 5.1-8,13) e como fez Natã com Davi (2 Samuel 13.1-15). 

(5) Exortar significa incentivar ou encorajar alguém. O significado de exortação na Bíblia possui o sentido de motivar ou insistir que uma pessoa faça algo. No contexto bíblico, a exortação geralmente é direcionada aos crentes para que eles vivam de acordo com a vontade de Deus, de modo condizente a sua nova posição em Cristo. 

“.. com toda a longanimidade e doutrina. “ 

A Palavra precisa ser pregada com toda a longanimidade. A palavra grega para longanimidade significa o tipo de espírito que nunca se irrita, nunca se cansa, nunca se desespera. E uma espécie de paciência triunfadora no trato com as pessoas.  

Ser eloqüente não é difícil, se alguém tem o dom natural da oratória; ser bom administrador é para quem tem conhecimentos e capacidade administrativa; há obreiros que possuem esses dotes pessoais; mas ser longânimo é para quem tem esse requisito como fruto do Espírito Santo (Galatás 5.22). 

O pregador deve ser firme na Palavra e sensível com as pessoas. Não é seu papel forçar os ouvintes. Ao contrário, deve ser brando para com todos e fugir das contendas (2.24,25). Stott tem razão em dizer que, mesmo sendo solene o nosso comissionamento e urgente a nossa mensagem, não se justifica uma conduta rude ou impaciente. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
30/8/2023 

FONTES: 

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023. 

PFEIFFER, Charles F. e HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR. 1995. 

STOTT, John. Tu, porém: a mensagem de 2 Timóteo. 

LOPES, Hernandes Dias 2 Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014. 

Mateus 13:44

Mateus 13:44 "Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. "


O capítulo 13 de Mateus contém uma série especial de parábolas, ilustrando de forma simples a história espiritual da Igreja, do início à consumação. 

Usualmente aqui as parábolas apresentam-se em pares, com sentidos semelhantes:

A recepção da pregação - o semeador;
A extensão e desenvolvimento do Reino - o grão de mostarda e o fermento;
O valor do Reino - o tesouro escondido e a pérola;
A purificação do Reino - o joio e a rede.

Falaremos em especial a respeito da Parábola do Tesouro escondido:
 

"Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo,"

No Oriente antigo, a insegurança da situação levava os ricos a adotarem um expediente: dividiam seus bens em três partes. Uma parte era em pregada no comércio; outra, convertida em joias que podiam ser facilmente transportadas ou vendidas; e a terceira, enterrada. 

O segredo do esconderijo não era revelado a ninguém: o tesouro estaria perdido se o dono não voltasse. Talvez o dono do campo, mencionado nesta parábola, tivesse escondido o tesouro diante do avanço de algum exército invasor e, aprisionado por ele, morrido no cativeiro sem revelar o seu segredo. 

Os achados de Qumran ilustram esse fato. O Manuscrito de Cobre achado em Qumran enumera sessenta e quatro lugares ocultos na Palestina onde vários tesouros teriam sido enterrados, incluindo ouro, prata, substâncias aromáticas e manuscritos.


"... que um homem achou e escondeu; "

Nos dias de Jesus algumas pessoas deixavam suas ocupações para sair à busca de tesouros. Pois, acontecia de um camponês afortunado achar um desses tesouros enquanto cavava os campos (Jó 28.15-19; Provérbios 3.13,15; 8.11)

Até hoje, os arqueólogos que examinam ruínas escavadas de civilizações antigas sofrem a hostilidade dos aldeões, quando estes suspeitam haver algum tesouro escondido no local da escavação. Ainda se organizam expedições para procurar tesouros. A busca jamais perdeu o seu fascínio!

Para a juventude, há grande emoção na leitura de histórias acerca de tesouros perdidos. Os famosos livros A Ilha do Tesouro e O Conde de Monte Cristo são exemplos, principalmente este último, que descreve a descoberta de uma fabulosa riqueza.

Facilmente entendemos como a parábola do tesouro prendia a atenção dos ouvintes do Senhor.

Imagine o cenário. o homem anda por um campo que não é seu, quando, de repente, bate em algo duro e metálico. Agachando-se, vê a tampa de um baú enterrado. Uns poucos golpes de picareta, e riquezas enormes surgem-lhe à vista. Com dedos nervosos, esconde o tesouro e apressa-se em voltar para casa, a fim de tratar da compra do campo.


"... e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. "

O afortunado descobridor se dispôs a sacrificar tudo o que possuía a fim de adquirir o campo onde o tesouro fora encontrado. O mesmo se aplica a quem entende a grandeza do reino de Deus. Nenhum preço é alto demais para quem quer possuir o reino (6:33; Lucas 18:28–30; Filipenses 3:8, 9). A verdadeira riqueza obtém-se pela amorosa submissão à lei suprema de Deus, a quem amamos por saber que nos amou primeiro.


Por que possuir a Cristo é a maior riqueza da alma?

1. Cristo é o único tesouro que vem de encontro à nossa profunda pobreza. Não se pode negar a vantagem da independência financeira. Se, porém, a consciência do homem estiver sobrecarregada com obrigações a Deus e ao seu próximo, as quais não cumpriu, ele é muito pobre (Apocalipse 3.17). A libertação da penalidade e poder do pecado é um a bênção que o ouro e a prata não podem comprar.

2. Somente Cristo pode satisfazer aos desejos da nossa natureza. As coisas terrenas podem satisfazer algum cantinho da natureza humana, mas deixam o resto com fome. Sendo, porém, Cristo o centro da vida humana, todo o ser recebe inspiração e refrigério, contribuindo isto para a paz da mente e a saúde do corpo.

3. Nossa vida em Cristo é um tesouro permanente. Somente podem os considerar realmente nosso aquilo que não pode ser tomado de nós. Um a das bênçãos resultantes de depressões financeiras é a descoberta dos verdadeiros valores da vida, que o dinheiro não pode comprar. O que de nós pode ser subtraído pelas circunstâncias não é digno de ser chamado nosso tesouro. O verdadeiro tesouro faz parte do nosso ser e há de nos acompanhar à eternidade.

4. Calculando o custo e pagando o preço. Alguém pode perguntar: Se o tesouro representa a aceitação de Jesus Cristo como Salvador, como poderá o pecador comprar essa dádiva divina? E a mesma coisa que perguntar: Se o homem é salvo pela fé somente, por que se exigem dele boas obras?

Ao perguntarem os judeus, no dia de Pentecoste, o que precisavam fazer para serem salvos, Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”. As multidões dos dias de Jesus, porém, exigia Ele que a tudo abandonassem para segui-lo (Mateus 19.16-22; Lucas 14.25-27).

A explicação é simples: quem tem fé viva em Jesus possui igualmente uma consagração pessoal que inclui a disposição de abandonar tudo por amor a Ele. Consideremos a questão sob outra perspectiva. Cada oportunidade é uma dádiva, mas deve ser aproveitada e desenvolvida. A fertilidade de um campo é uma dádiva, mas há de melhorar-se com o trabalho humano. Um livro é um bom presente, mas o aproveitá-lo implica na sua leitura. Da mesma maneira, a salvação é uma dádiva. Entretanto, é preciso tom ar posse dela (1 Timoteo 6.12) e desenvolvê-la com temor e tremor (Filipenses 2.12,13).

O homem que considera Cristo “precioso” (1 Pedro 2.7) naturalmente considera tudo como perda comparado à excelência de tê-lo (Filipenses 3.7,8). Custam-nos mais caro os artigos de melhor qualidade. O mesmo se aplica à experiência religiosa. Quem quiser o melhor em assuntos espirituais precisa pagar o preço.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIIOR
17/3/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201207_07.pdf