sábado, 27 de janeiro de 2024

Atos 13.3

Atos 13.3 "Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. ”


“Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, "

Para obedecer à ordem do Espírito Santo, a igreja de Antioquia fez um culto especial. Realizaram tal culto, “jejuando e orando, e impondo sobre eles as mãos”. Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum expressava primeiramente arrependimento; no Novo Testamento, indica prioridades. O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam a hora das refeições. Quando você está envolvido na obra missionária, você faz parte de uma comunhão que tem suas prioridades definidas, e se relaciona com pessoas dedicadas a servir a Deus e aos homens. Não há comunhão de melhor qualidade! Além de jejuar eles oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa. Aqui é descrito o culto de consagração. A igreja solene e oficialmente reconheceu a vocação missionária dos irmãos. A ordenação de Barnabé e Saulo é correspondente às ordens que o Espirito Santo deu para separá-los: Não foi para o ministério em geral (há muito que Barnabé e Saulo já eram ministros), mas para um serviço em particular no ministério. Era algo peculiar e que exigia novo comissionamento. Deus considerou que o momento era oportuno para transmitir essa ordem por meio das mãos desses profetas e doutores a fim de que a igreja recebesse estas orientações: os doutores devem ordenar doutores (quanto a profetas já não devemos mais esperar que haja), e aqueles a quem foram confiadas as palavras de Cristo devem, para o benefício da posteridade, confiá-las a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros (2 Timóteo 2.2).

"... os despediram” 

Terminado o culto, os irmãos de Antioquia “o despediram”. Imagine, por um instante, que você é Barnabé ou Saulo a caminho da saída da cidade, as orações e os votos de sucesso dos irmãos ressoam nos seus ouvidos. Sem dúvida, os dois homens tinham um misto de sentimentos; ambos estavam cientes da emoção e da dificuldade de enfrentar o desconhecido. Porém, sabiam que estavam exatamente no lugar em que Deus queria que estivessem fazendo o que Deus queria que fizessem. Os missionários podem ter a grandiosa sensação de que estão cumprindo o plano de Deus para suas vidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/05/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200201_05.pdf

 

Atos 13.2

Atos  13.2 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” 


“E, servindo eles ao Senhor e jejuando,”

Um grupo de mestres de profetas (que exerciam o dom de falar sob inspiração) dedicavam-se a um período especial de oração e jejum. É provável que o restante da igreja estivesse orando também. Os acontecimentos subsequentes indicam a busca de luz sobre o programa missionário da igreja. Oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa.

O Espírito Santo não procurou os missionários entre os que “esperavam algo para fazer”; Ele fez sua seleção a partir dos que estavam ativos no serviço do Senhor! Se você ainda não encontrou seu lugar adequado na igreja, talvez seja porque não está envolvido em fazer aquilo que pode. “Deus chama pessoas ocupadas.”

Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum era uma prática relacionada a um momento de humilhação diante de Deus, seja para receber de Deus o perdão, expressava arrependimento: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”(Joel 2:12), no Novo Testamento, indica prioridades: “E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Jesus jejuou no deserto, antes de ser tentado. Ensinou aos seus discípulos que há espíritos malignos que só seriam expulsos após um período de jejum e oração (Marcos 9.29). Em Atos 10, o centurião Cornélio jejuou por quatro dias e recebeu uma orientação divina para chamar Pedro para falar em sua casa.

O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam à hora das refeições.


 “[…] Disse o Espírito Santo:”

A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29).

“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”

A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”.  

Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).

Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
14/11/2023 

FONTES: 

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022. 

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

Atos 11.20

Atos 11.20 “ E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses, os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.”


 “E havia entre eles alguns homens chíprios e cirenenses," 

Os judeus dispersos (v.19) não eram apenas anti-helenistas, mas judeus gregos que se converteram a partir da descido do Espírito Santo no pentecoste: “E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu” (Atos 2:5). Os versos 9 a 11 de Atos 2 descrevem algumas origens: “Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2:9-11). Aqui são citados judeus chiprios e cirenenses. 

Chipre é uma grande, bela e fértil ilha do mar Mediterrâneo Era a terra natal de Barnabé (Atos 4.36), por causa disso recebeu cedo recebeu o Evangelho na primeira viagem missionária. Hoje pertence a Turquia.

Cirene era uma cidade que ficava localizada no norte da África. Ela estava situada na metade do caminho entre Alexandria e Cartago, numa planície a cerca de dezesseis quilômetros do mar Mediterrâneo. Atualmente essa região fica na Líbia, a oeste do Egito. Seu personagem mais famoso da bíblia é Simão Cireneu que foi constrangido a carregar a cruz de Jesus (Mateus 27.32).


"os quais entrando em Antioquia falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. ”

Como os bereanos foram mais prudentes que os de tessalônica quanto ao estudo, esses judeus foram mais prudentes que os demais quanto a evangelização. Pois, como Pedro e João, não conseguiram deixar de anunciar “o que viram e ouviram” (Atos 4:20). A cidade de Antioquia, evangelizada por estes judeus, veio a ser um grande centro missionário, ela foi o ponto de partida para Paulo. Ele, ainda como assistente de Barnabé, iniciou suas viagens missionárias. Estas resultaram na implantação de igrejas na Ásia Menor, Macedônia e Grécia. Como os chiprios e cirenenses não podemos deixar de anunciar o evangelho a toda a criatura, pois somos testemunhas das grandezas de Deus: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco” (Filipenses 4:9)


 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GONZALEZ, Justo L.; A Era dos Mártires, 3ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

Atos 11:19

Atos 11:19 “E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. ”


“E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia," 

Em Jerusalém estava a maior parte dos cristãos, dirigida pelos apóstolos. Nessa cidade haviam vários judeus que tinham influências helenistas e falavam o grego, sendo distinguidos dos outros judeus anti-helenistas. Na Igreja haviam conversos de ambas as posições. Então houve a necessidade de se nomear os diáconos (de origem helênica), entre esses Estevão, que trabalhavam junto com os apóstolos na área social e administrativa, representando os judeus gregos na direção da igreja.

O Versículo 19 nos situa dentro da história da expansão da igreja primitiva. E nos torna ao martírio de Estevão e a consequência que isso gerou sobre os judeus que creram no evangelho. Em Atos 8:1 está escrito: “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos”. 

Como narra Atos dos Apóstolos, a igreja crescia na comunhão, mas crescia também a perseguição contra ela e os cristãos se dispersavam, mas isso fez que expandisse a fé: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra”(Atos 8:40).

Os dispersos caminharam até Fenícia, Chipre e Antioquia:

Fenícia, região da famosa rainha Jezabel, é o atual Líbano. Os fenícios se dedicaram e obtiveram muito sucesso no comércio marítimo. As cidades fenícias mais citadas na bíblia foram Tiro e Sidon.

Chipre é uma grande, bela e fértil ilha do mar Mediterrâneo Era a terra natal de Barnabé (Atos 4.36), por causa disso recebeu cedo recebeu o Evangelho na primeira viagem missionária. Hoje pertence a Turquia.

Antioquia - Foi fundada por Seleuco I Nicátor, que a tornou a capital do seu império. Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do Império Romano e também do mundo, depois de Roma e Alexandria. Cresceu a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria. Nesse Lugar foram os discípulos chamados cristãos pela primeira vez.


"... não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. “

Os cristãos judaicos pregavam apenas por onde passavam aos judeus, ainda não entendendo que a dispersão indicava o tempo dos gentios. Cristo quando entre ales dizia: “Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 10:6). O apóstolo Pedro quando pregou na Casa de Cornélio se justificou por causa desse pensamento em comum com esses judeus dispersos: “Vós bem sabeis que não é lícito a um homem judeu ajuntar-se ou chegar-se a estrangeiros; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo” (Atos 10:28)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/12/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

GONZALEZ, Justo L.; A Era dos Mártires, 3ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1986

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

Atos 9:31

Atos 9:31 “Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galileia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. ”


“Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galileia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, ”

Como um vento que não se sabe de onde vem para onde vai (João 3:8) assim a igreja era edificada. Na Judéia e Galileia sempre houve o empenho dos discípulos e seus seguidores, pois a prima igreja estava estabelecida em Jerusalém sobre a supervisão de Tiago, irmão do Senhor. Nas demais regiões, principalmente Samaria Deus usou a perseguição instaurada após a execução de Estevão para que seu evangelho fosse pregado: “E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos (Atos 8:1). ” Foi assim que o Evangelho chegou em Samaria através do diácono Filipe: Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo (Atos 8:4,5). “ Após o próspero ministério de Filipe a igreja de Jerusalém enviou para a Samaria Pedro e João: “Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João (Atos 8:14) “ para que os novos convertidos recebessem o Batismo no Espírito Santo. As igrejas estabelecidas tinham paz, eram edificadas, e se multiplicavam. Tinham paz apesar das grandes perseguições afinal Cristo deixou sua paz sem medida: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (João 14:27). “ Apesar das tribulações a igreja se multiplicava, como disse Tertuliano: "O sangue dos mártires é a semente da igreja." Quanto mais se perseguia a igreja mais ela crescia, vemos isso no contexto sobre Paulo que uma vez perseguidor se dirigiu a Damasco na Síria para perseguir cristãos que ali se estabeleceram. Após sua conversão se ajuntou com os discípulos de Damasco, porém, depois foi-lhe armado ciladas. De Damasco foi para Jerusalém na qual após alguma dificuldade para ser creditado pelos apóstolos também lá intentaram contra sua vida: “E falava ousadamente no nome do Senhor Jesus. Falava e disputava também contra os gregos, mas eles procuravam matá-lo (Atos 9:29). “ Isso o levou a Cesaréia e enfim a Tarso. E o evangelho era pregado em cada aldeia e cidade contribuindo para a multiplicação das igrejas que recebiam o Evangelho da paz de Cristo.


“...andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo”.

As igrejas andavam no temor do Senhor: “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos (Atos 2:43) “. Elas próprias modelavam uma relação divina e santa. Era como viviam, de forma que todos que tinham alguma relação com os membros dessas igrejas diziam: Certamente o temor o Senhor Reina nesse povo.As igrejas andavam na consolação do Espírito Santo (v. 31). Elas eram fiéis e alegres na religião. Seus membros se mantinham firmes nos caminhos do Senhor e cantavam nesses caminhos. A consolação do Espírito Santo era a consolação das igrejas, e lhes era a principal fonte de alegria. Elas recorriam à consolação do Espírito Santo e viriam com isso, não só em dias de dificuldade e aflição, mas também em dias de paz e prosperidade. As consolações terrenas, mesmo em seus momentos de satisfação mais generosa e plena, não as contentavam sem a consolação do Espírito Santo. Note a conexão destes dois: quando as igrejas andavam no temor do Senhor, então elas andavam na consolação do Espírito Santo. Quem anda com prudência anda com mais alegria.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/1/2023

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2020.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Atos 9.15

Comentário 1 

Atos 9.15 “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. “


Após se revelar a Saulo, o Senhor apareceu a um discípulo chamado Ananias que habitava em Damasco. Por intermédio dele, Cristo completaria a obra de instruir a Saulo. Mesmo havendo a possibilidade de instruí-lo, Cristo lança mão de instrumentos humanos para tal serviço. Um anjo do Senhor instruiu Cornélio a buscar Pedro em Jope (Atos 10.3-6). Ananias recebeu a ordem de ir a certo endereço procurar Saulo e ministrar Saulo. O discípulo ficou assustado ao receber tal ordem (vv. 13,14). Levando em conta o sofrimento terrível que Saulo causou nos cristãos, a reação inicial de Ananias é completamente natural. Mas a essa reação o Senhor apresenta uma declaração adicional a respeito da chamada de Saulo.


“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, “

Deus não faz distinção para salvação“ Pois a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens” (Tito 2:11). Ou seja, Deus não faz acepção de pessoas inerente a salvação. Pedro confirmou isso quando os que ouviram sua pregação na casa de Cornélio foram batizados no espirito santo e falaram outras línguas: “E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34)

Todavia ele escolhe para usar e quando ele faz isso não comete injustiça: “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? “ (Romanos 9:21). Esta ilustração do oleiro foi usada com muita eficácia por Jeremias séculos antes (Jeremias 18:4-6). Paulo destaca o completo controle do oleiro sobre o barro em termos da utilidade do vaso. Um vaso é honrado ou desonrado dependendo do seu uso. Um vaso pode servir para se carregar água e outro para carregar detritos. O mesmo material foi usado para ambos. Mas foram feitos para diferentes, funções, e por isso o oleiro lhes dá a forma de acordo com a pretendida função.

Nesse sentido Paulo era um vaso escolhido. Jesus escolheu Saulo como apóstolo muito antes de Saulo escolher Jesus. “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros” (João 15:16). Saulo futuramente compreendeu isso: “Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, “ (Gálatas 1:15)


”... para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. “

Saulo foi escolhido por Deus como Seu instrumento para a tarefa de levar o Seu nome perante os gentios e reis, e perante o povo de Israel. O pensamento da escolha divina corresponde aqui àquele que se expressa em (Atos 22:14,15) “ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido “,

Levar o meu nome é uma expressão que significa dar testemunho de Jesus (Atos 9:27). Os gentios, os reis e o povo de Israel representam os três grupos principais diante dos quais Paulo, na realidade, dará testemunho mais tarde na história. O livro de Atos nos dá testemunho de Paulo pregando a estes três grupos:

Reis – Paulo deu testemunho perante o sumo sacerdote Ananias em Jerusalém; Aos procuradores Felix e Festo em Cesaréia; ao rei Herodes Agripa II “Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. “ (Atos 26:27) e provavelmente a Nero em Roma, pois apelou para ser julgado por César.

Judeus – Paulo utilizava-se das sinagogas que haviam em todas as províncias romanas para difundir o Evangelho. Essas sinagogas eram concentrações de Judeus que se reuniam para adorar a Deus. Paulo iniciava seu testemunho por eles, afinal ele próprio era judeu: “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação” (Romanos 10:1)

Gentios   Apesar da boa vontade do apóstolo de pregar aos gentios, a constante obstinação deles em rejeitar a Cristo fazia com que Paulo se dirigisse aos gentios. Em Antioquia da Psídia ele disse aos judeus: “Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios;  Porque o Senhor assim no-lo mandou: eu te pus para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até os confins da terra” (Atos 13:46,47)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. Batista Regular, 2017.

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Comentário 2

Atos 9.15 “Mas disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. ” 


“Mas disse-lhe, porém, o Senhor: Vai...” 

Essas palavras foram proferidas em visão ao discípulo chamado Ananias de Damasco. A ordem foi: “Levanta-te, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; (Atos 9:11) ” após ouvir o mandato de Deus, Ananias temeu muito, pois, bem conhecia quem era Saulo e sua autoridade: “Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; E aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome (Atos 9:13,14) ”. Apesar de todos os medos e preocupações de Ananias o Senhor disse-lhe: “Vai”. Moises quando a frente do mar Vermelho clamou ao Senhor, como que dizendo “e agora? ”, a resposta de Deus foi: “Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem” (Êxodo 14:15). Não podemos jamais esquecer que Deus é o nosso auxilio e socorro bem presente, quando Ele nos envia a locais que possuem perigos ele garante: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti (Isaías 43:2). ”. Saulo, o homem que Ananias temia tinha sido cercado de um resplendor de luz do céu e ouvido a voz do Senhor que ele perseguia durante sua viagem: “E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões (Atos 9:5). ”. Ananias não sabia disso, porém Saulo que estava cego por conta do resplendor que o confrontou já o esperava, pois, em Damasco na casa de Judas ele teve uma visão: “E numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. (Atos 9:12) ”. Ananias temeu encontrar com Saulo que perseguia os cristãos, porém esse Saulo não existia mais, portanto não havia mais necessidade de teme-lo.


“...porque este é para mim um vaso escolhido...” 

Ele era um vaso no qual o tesouro-evangelho deveria se instalar para servir de veículo para muitos. Era um vaso de barro (2 Coríntios 4.7), mas um vaso escolhido. O vaso que Deus usa, Ele mesmo escolhe. E justo que Ele mesmo escolha os instrumentos que Ele usa: Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós (João 15.16). Ele é um vaso de honra, e não deve ser negligenciado em atual penúria, nem jogado fora como um vaso quebrado e imprestável ou um vaso no qual não há prazer


“...para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. ” 

Os apóstolos que estiveram com Jesus demoraram a entender que a mensagem do evangelho não se restringia numa visão limitada inicialmente e apenas ao povo judeu (At 11.19). Naturalmente, não levou muito tempo para que aqueles discípulos que estiveram com Jesus entendessem que o evangelho deveria romper culturas e alcançar outros povos. Não foi por acaso, nem tampouco um erro de cálculo do Senhor quando convocou a Paulo e chamou-o porque ele tinha as caraterísticas de quem seria capaz de romper fronteiras sociais, culturais e geográficas para dimensionar o evangelho. A cultura romana e grega que Paulo havia adquirido davam-lhe condições de perpetrar o mundo gentílico. Ele formou comunidades cristãs na Galácia, Acaia e Ásia Menor. Ele não se importava com status social, porque tinha bagagem cultural para entrar nos palácios, nos sinédrios judeus, nas praças e até no famoso Areópago em Atenas. A cultura geral que Paulo havia adquirido ao logo da sua vida tornou-o capaz de enfrentar os oponentes do evangelho com ousadia e ciência. Diante de reis, governadores, tribunos e autoridades religiosas (Agripa, Felix, Festo, Nero, Sumo Sacerdote), Paulo era excelente orador e arguto no conhecimento de várias ciências. Paulo tinha uma personalidade forte e dinâmica, orientada por convicções fundamentais.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

Atos 9.4

Atos 9.4 "E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? ” 


”E, caindo em terra, "

Ele caiu em terra (v. 4). Certos estudiosos defendem que ele estava a pé e que essa luz, talvez acompanhada de trovão, causou-lhe tanto medo que ele não conseguiu se manter em pé e caiu rosto em terra, a postura de adoração, nesse trecho, todavia, de surpresa. E provável que ele estivesse a cavalo, como Balaão que montava uma jumenta quando foi amaldiçoar Israel, e talvez cavalgasse melhor que ele, pois Saulo estava em função oficial, tinha pressa e a viagem era longa, de forma que não é provável que ele estivesse viajando a pé. A luz súbita amedrontaria o cavalo no qual ele montava e o derrubaria. Foi a boa providência de Deus que o corpo de Saulo não se machucasse com a queda. Essa voz era nítida somente para ele, pois os demais ouviam apenas um som (v. 7), não distinguindo as palavras (cap. 22.9). Saulo viu uma luz do céu e ouviu uma voz do céu (v. 4). Sempre que a glória de Deus foi vista, a palavra de Deus foi ouvida (Êxodo 20.18) por Moisés (Números 7.89) e pelos profetas. As manifestações de Deus nunca foram exibições mudas, porque Ele engrandece sua palavra acima de todo o seu nome. O que foi visto sempre teve o propósito de abrir caminho ao que foi dito. Saulo 


"ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? ” 

Veja que a fé vem pelo ouvir. Por conseguinte, o Espírito é recebido pelo ouvir da fé (Romanos 10.17; G13.2). A voz que ele ouviu era a voz de Jesus. Quando ele viu aquele Justo, ouviu a voz da sua boca (cap. 22.14). Veja que a palavra que ouvimos tem maior probabilidade de nos beneficiar quando a ouvimos como a voz de Jesus (1 Tessalonicenses 2.13). Chamar duplamente: Saulo, Saulo, indica, em primeiro lugar, o sono profundo em que Saulo se encontrava. Ele precisava ser chamado muitas vezes, como ocorre em Jeremias 22.29: Ó terra, terra, terra! Em segundo lugar, a preocupação amorosa que o santo Jesus tinha por Saulo e por sua recuperação. Ele fala como alguém que é sincero. E como Marta, Marta (Lucas 10.41), ou Simão, Simão (Lucas 22.31), ou Jerusalém, Jerusalém (Mateus 23.37). Ele fala com ele como com alguém que está em perigo iminente, a beirada cova, prestes a cair: “Saulo, Saulo, tu não sabes para onde estas indo. Ou: O que tu estas fazendo? Você está perseguindo a Cristo! ”Afinal perseguir a igreja é perseguir Cristo. Perseguir os membros do Corpo é perseguir a Cabeça do Corpo. Perseguir a noiva é perseguir o Noivo. Paulo não estava apenas se levantando contra homens, mas contra o próprio Deus. Aqueles que ferem os santos de Deus tocam na menina dos olhos de Deus, por isso ele ouve posteriormente: “ Dura cousa é recalcitrares contra os aguilhões”.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

LOPES, Hernandes dias. Paulo, o maior líder do cristianismo. São Paulo: Hagnos, 2014.

SWINDOLL, Charles R. Paulo: Um homem de coragem e graça. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.

Atos 9.3

Atos 9.3 “E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. "


“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, ” 

Por seu zelo destruidor e sua influência no conselho (sinédrio), Saulo consegue com o sumo sacerdote de Jerusalém cartas para as sinagogas de Damasco, capital da Síria. Por que Damasco? Saulo havia decidido ir aos lugares mais distantes em sua missão de prender seguidores do Caminho. Mas viajar 160 km em direção ao norte de Jerusalém era um empreendimento e tanto! Para Saulo, isso seria compensado pela quantidade de mortes. Segundo Josefo, a certa altura da história, dez mil judeus foram massacrados em Damasco uma forte evidência de que em alguma ocasião vivia na cidade grande número de judeus. Saulo também tinha acesso aos dados do censo. Ele sabia que muitos judeus renegados haviam fugido de Israel para buscar refúgio na longínqua Damasco. Preparou, então, uma estratégia agressiva para atacar a cidade, capturar os infiéis e arrastá-los para o tribunal. Mas, Deus tinha outros planos, pois quase no fim da viagem, prestes a entrar na cidade o apóstolo dos gentios, converteu-se à fé de Cristo em um país gentio. O edito e decreto cruel que Saulo trazia consigo estava perto de ser posto em execução. Mas felizmente foi impedido.


“...subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. ” 

Pelo que se segue (v.17), concluímos que o Senhor Jesus estava nesta luz e lhe apareceu desta maneira. Ele viu o Justo (cap. 22.14) e viu uma luz (cap. 26.13). Quer ele o tenha visto a distância, como Estêvão o viu nos céus, quer o visse mais próximo no ar não sabemos com certeza. A fim de que Paulo fosse apóstolo era necessário que ele visse o Senhor, e ele o viu (I Coríntios 9.1; I Coríntios 15.8).
(1). Esta luz (v. 3) brilhou sobre Saulo subitamente, quando ele sequer pensava em tal coisa e sem aviso prévio. As manifestações de Jesus para as pessoas são muitas vezes súbitas e muito surpreendentes, e Ele as antecipa com as bênçãos da sua bondade. Foi o que sucedeu com os discípulos que Jesus chamou para si. Antes de eu o sentir (Cantares 6.12). (2) Era uma luz do céu (v. 3), a fonte da luz, do Deus do céu, o Pai das luzes. Era uma luz mais intensa que o brilho do sol (cap. 26.13), pois foi visível ao meio-dia e excedia o esplendor do sol na sua força e fulgor meridiano (Isaías 24.23).  (3) A luz cercou [...] Saulo, não só em torno do rosto, mas do corpo inteiro. De qualquer lado que se virasse, ele estava rodeado com a manifestação do milagre. O propósito disso era não só sobressaltá-lo e despertar-lhe a atenção (para ouvir bem quando risse algo tão extraordinário assim), mas também dar a entender a iluminação do seu entendimento com o conhecimento de Cristo. O diabo entra na alma nas densas trevas. Deste modo, ele obtém e mantêm a posse da alma. Mas Jesus entra na alma à plena luz, pois Ele próprio é a luz do mundo, brilhante e gloriosa para nós, como a luz. A luz é primeira coisa nesta nova criatura, como é na criação do mundo (2 Coríntios 4.6). Por conseguinte, todos os cristãos são filhos da Luz e filhos do dia (1 Tessalonicenses 5.5).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

LOPES, Hernandes dias. Paulo, o maior líder do cristianismo. São Paulo: Hagnos, 2014.

SWINDOLL, Charles R. Paulo: Um homem de coragem e graça. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.

Atos 9.1

Atos 9.1 “ E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote. ”


“E Saulo” 

O primeiro esboço da vida de Paulo (a quem conhecemos, a princípio, como Saulo de Tarso) é tanto brutal como sangrento. Se um artista fosse pintá-lo com pincel e tinta a óleo, nenhum de nós iria querer pendurá-lo em nossa sala. O homem parece mais um terrorista do que um seguidor dedicado do judaísmo. Para nosso horror, o sangue do primeiro mártir espirrou sobre as roupas de Saulo, enquanto ele ficou ali, concordando com aquilo tudo, cúmplice de um crime medonho. Quem era esse mártir? Estêvão. Um jovem cristão que morava em Jerusalém, descrito em Atos 6 como “cheio de graça e poder” (v. 8), que falava com sabedoria por unção do Espírito (v. 10), cujo semblante era “como se fosse rosto de anjo” (v. 15). Mesmo assim o apedrejaram. Foi assassinado a sangue frio. Os membros do Sinédrio (chamado de Conselho, no Livro de Atos, em algumas versões da Bíblia), desprezaram Estêvão por causa da sua firme defesa de Cristo. Eles se recusaram a continuar ouvindo seu discurso veemente e, furiosos, o levaram para a rua, pela porta norte, até a periferia da cidade. Ali o apedrejaram, com pedras grandes e agudas, até que caiu e morreu. Saulo, observando todo o episódio, ficou em meio à multidão que gritava, tomando conta dos mantos dos assassinos de Estêvão. Ele, sem dúvida, deve ter rido com prazer sádico.


“...respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, ” 

A expressão “respirando ameaças e morte” (At 9.1) descrevia, figurativamente, a Saulo como uma fera selvagem que ameaça sua presa. No texto de Atos 9.21, Saulo era visto como um exterminador, porque tinha prazer em conduzir os cristãos às prisões, além de permitir que fossem açoitados. Ele não poupava ninguém que fosse seguidor da doutrina de Cristo. Os motivos que levaram a Saulo tornar-se um perseguidor inclemente contra os seguidores de Cristo era o zelo destrutivo que ele tinha pela Torá. Ele considerava um escândalo o anúncio dos cristãos de que um crucificado pudesse ser o Messias prometido pelos profetas do Antigo Testamento. A ideia era de que alguém que fosse suspenso no madeiro (numa cruz) estaria sob a maldição de Deus (Deuteronômio 21.23), e, por isso, para Saulo, Jesus foi um blasfemo e não podia ser o Messias, pondo em dúvida tudo o que ele cria. Na realidade, Saulo era “um touro bravo” que ninguém conseguia deter. Ele negava aos discípulos de Jesus o direito de existência dentro da comunidade judaica. Saulo rejeitava a ideia de que Jesus fosse o Messias prometido. Rejeitava a ideia de um Cristo que foi humilhado, rejeitado e crucificado, pois, na sua mente, o Messias não podia ser vencido pelos homens (Isaias 53.1-5). Posteriormente, ele tem um encontro poderoso com o Senhor Jesus e ficou completamente cego pela luz radiante. Então, ele converte-se e descobre que Cristo assumiu a maldição da Lei, da Torá, e, por isso, Cristo resgatou-nos da maldição da Lei (Gálatas 3.13).


“...dirigiu-se ao sumo sacerdote. ” 

No Império Romano, os grupos étnicos eram considerados como governados pelas leis de suas próprias nações, mesmo quando eles se mudavam para terras estrangeiras. Assim, os quase seis milhões de judeus espalhados pelo Império Romano ainda estavam sujeitos às leis do Sinédrio em Jerusalém. As cartas do sumo sacerdote a Paulo seriam consideradas, pelas autoridades de Damasco e pela comunidade judaica, como uma autorização adequada para aprisionar qualquer judeu cristão e levá-lo de volta a Jerusalém para julgamento.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/09/2021

Fontes:

CABRAL, Elienai. Apóstolo Paulo – Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

LOPES, Hernandes dias. Paulo, o maior líder do cristianismo. São Paulo: Hagnos, 2014.

SWINDOLL, Charles R. Paulo: Um homem de coragem e graça. São Paulo: Mundo Cristão, 2003.

Atos 8.30

Atos 8.30 “ E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? ” 


“E, correndo Filipe...”

Filipe foi um modelo para nós quanto à sua preocupação com as almas. Ele havia se empenhado num grande avivamento em Samaria. Centenas de pessoas aceitaram o evangelho. Quando Deus lhe disse para ir pregar a um homem, ele não hesitou! “Ele [imediatamente] se levantou e foi”. Nenhuma multidão era pequena demais para Filipe! Filipe era um dos sete escolhidos para servir às mesas, no capítulo 6. Mais tarde, ele seria conhecido como “Filipe, o evangelista” (21:8).Quando Filipe chegou ao lugar para o qual havia sido direcionado não foi preciso esperar muito, pois logo apareceu uma carruagem: “Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém” (v. 27). Essa figura que ocupava um alto cargo — tesoureiro de toda a Etiópia — era religioso, provavelmente um prosélito que viajara centenas de quilômetros de casa até Jerusalém para adorar a Deus. Fazendo jus as palavras de Paulo “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo” (2 Timóteo 4:2) Filipe quando observou o carro do etíope correu ao seu lado.


“... ouviu que lia o profeta Isaías, ...” 

A disposição de Filipe foi recompensada. Enquanto corria percebeu que o viajante possuía um rolo do profeta messiânico e como ele lia em voz alta Filipe o ouviu sua leitura “Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca. ” O ponto de partida de Filipe foi a passagem que o oficial estava lendo. A primeira tarefa do evangelista foi mostrar que esses versículos de Isaías 53:7,8, que é a parte central do trecho conhecido como “O Servo Sofredor "se referiam ao Messias, e que (ao contrário da crença popular) Isaías predisse que o Messias deveria sofrer. A seguir, Filipe deve ter enfatizado que Jesus, e somente Jesus, cumpria cada detalhe da profecia: “Como ovelha ao matadouro”, Jesus foi conduzido do jardim para o Sinédrio, e depois para as autoridades romanas. “Como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador”, Jesus não Se defendeu, durante todo o julgamento. Ele sofreu “em sua humilhação”, sendo zombado, e disputado e açoitado no rosto. “Negaram-lhe justiça, quando teve que suportar um procedimento ilegal após outro. O fato de ter passado por uma morte violenta e rápida sendo jovem está implícito nas palavras: “Quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada”. Sem dúvida, Filipe também citou outras profecias de Isaías 53, cumpridas na vida de Jesus: Ele foi rejeitado pelo Seu povo (Isaías 53:1–3). Ele foi traspassado por uma espada (v. 5). Ficou pendurado entre dois ladrões (vv. 9, 12). Foi sepultado no túmulo de um rico (v. 9). Acima de tudo, porém, Filipe deve ter citado por que o Messias teve de morrer — para nos salvar dos nossos pecados!


“...e disse: Entendes tu o que lês? ”

As intenções de Filipe eram boas; provavelmente ele queria saber por onde começar a ensinar ao homem. Apesar disso, as palavras soariam como um insulto para alguns. O eunuco mostrou por que Deus o escolhera para receber um tratamento especial, respondendo: “Como poderei entender, se alguém não me explicar?” (v. 31a). O tesoureiro era um “ouvinte modelo” porque possuía uma mente aberta e estava disposto a aprender. Que animador é encontrar pessoas assim! As palavras do eunuco não ensinam que é impossível uma pessoa comum compreender a vontade de Deus. Muitas pessoas realmente aprenderam sozinhas o que a Bíblia ensina a respeito da salvação, da igreja e da vida cristã. Porém, isso não anula o fato de muitos de nós, como o eunuco, precisarmos de ajuda. As perguntas de Paulo em Romanos 10 são tão pertinentes hoje quanto no momento em que ele as escreveu: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). O professor da Palavra de Deus ainda é uma parte importante do plano de Deus. A história desse oficial de mente aberta anuncia que pessoas com corações sinceros — pessoas que reconhecem a necessidade de Deus — podem ser encontradas no mundo; basta procurarmos por elas. Podemos nos enganar ao buscar essas pessoas porque, como o eunuco, elas ocupam posições importantes e pensamos que não sentem a necessidade de Cristo. Podemos deixar de enxergá-las porque, como o eunuco, são fortes em suas crenças religiosas, e pensamos que não nos ouvirão. Não pré-julguemos ninguém, mas vamos buscar ardentemente corações bons e sinceros. Achando-os, vamos guiá-los até o Senhor!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/01/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: < http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_08.pdf>. Acesso em 25 jan.2022.