quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Gênesis 12.4

Gênesis 12.4 “Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã “


“Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; ” 

Sobre o chamado de Abraão: O autor de Gênesis partiu do princípio de que Deus já tinha feito um chamado anterior a Abraão antes de Harã (veja 11:31): Deus o havia chamado para sair de Ur, sul da Mesopotâmia. Isto é declarado em Gênesis 15:7, e em Neemias 9:7 e em Atos 7:2–4: “...O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando na mesopotâmia, antes de habitar em Harã, E disse-lhe: Sai da tua terra e dentre a tua parentela, e dirige-te à terra que eu te mostrar. Então saiu da terra dos caldeus, e habitou em Harã. E dali, depois que seu pai faleceu, Deus o trouxe para esta terra em que habitais agora “.  No momento em que o Senhor chamou Abraão para sair de Harã, o patriarca já tinha vivido tantos anos ali que considerava aquele lugar a sua pátria. Por isso, o imperativo divino foi para Abrão sair da sua terra, da sua parentela, e da casa de seu pai e ir para a terra que o Senhor lhe mostraria. Sobre as restrições do chamado: Primeiramente, sua “terra” incluía toda a região adjacente a Harã. Em segundo lugar, “parentela” representava o grupo étnico mais amplo ao qual ele pertencia. Por fim, “casa do teu pai” indicava a família extensiva de Tera: “E estas são as gerações de Terá: Terá gerou a Abrão, a Naor, e a Harã; e Harã gerou a Ló(Gênesis 11:27) ”. Deixar a terra, a parentela e a casa de seu pai significava que Abraão renunciaria seus direitos de herança, os quais certamente incluíam as propriedades da família.A ordem poderia ser traduzida com maior precisão ainda desta forma: “Vá sozinho”. Este detalhe deve ter preparado o patriarca para o anúncio de que seu destino era a terra que Deus estava reservando para a “grande nação” que dele descenderia (12:2, 7).


“...e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã “

Na hora deste chamado para ir para a terra de Canaã, ele tinha setenta e cinco anos; porém ainda não tinha filhos porque Sara era estéril. Mais uma vez, Abraão foi desafiado a ter fé. Não desejando deixar toda a sua família, levou consigo Ló, filho de seu irmão, possivelmente planejando adotá-lo como herdeiro, se Sara continuasse estéril. O escritor não revelou a intenção ou motivo de Abraão. Depois, quando houve a separação de Abraão e Ló, ele já tinha escolhido um servo como herdeiro: “Senhor Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? (Gênesis 15:2) “. Veja como isso era importante para o patriarca: primeiro Ló, depois Eliezer e depois Ismael, filho da escrava. O plano divino para a vida de Abraão só poderia se cumprir desde que ele andasse pela fé obediente – confiando no Senhor, seu único mapa rodoviário, e seguindo-O até a terra da promessa. O escritor de Hebreus observou: “Pela fé... partiu sem saber aonde ia” (Hebreus 11:8)

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
23/3/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

Gênesis 12.3

Gênesis 12.3 “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. “


“E abençoarei os que te abençoarem, “

As palavras de Deus enfatizam a proximidade do relacionamento entre Ele e o patriarca Abrão, bem como Sua preocupação com ele. Todo indivíduo que se relacionasse corretamente com Abrão, Deus abençoaria. Palavras semelhantes foram mais tarde usadas por Isaque, que sem saber abençoou Jacó pensando ser Esaú: “Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; malditos sejam os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem” (Gênesis 27:29). Elas também foram ditas pelo profeta Balaão, que recebeu permissão do Senhor para pronunciar somente bênçãos sobre a nação de Israel “Encurvou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (Números 24:9).

Deus promete ser um amigo dos seus amigos, a considerar as gentilezas feitas a Abrão como feitas a Ele mesmo, e a recompensá-las adequadamente. Deus irá cuidar para que ninguém saia perdedor, no longo caminho, por nenhum serviço feito pelo seu povo. Até mesmo um copo de água fria será recompensado: “Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão” (Marcos 9:41).


“... e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; “

Ao inverso da promessa anterior, quem amaldiçoasse Abraão seria amaldiçoado por Deus, uma vez que tal pessoa não estava se relacionando corretamente com o instrumento escolhido por Deus para trazer bênçãos ao mundo inteiro. Inimigos poderiam amaldiçoar Abraão de várias maneiras: falando mal dele e denegrindo sua reputação, impedindo-o, infligindo danos a ele ou tomando algo (ou alguém) que pertencesse a ele.

Por exemplo, Faraó não se relacionou corretamente com o patriarca porque lhe tomou a esposa para o seu harém (Genesis 12:10–17). Embora tivesse feito isso na ignorância, sem saber que ela era casada, Faraó provocou maldições de Deus (doenças e “pragas”) sobre toda a sua casa com esta ofensa contra Abraão.

“... e em ti serão benditas todas as famílias da terra. “

Esta foi a promessa que coroou todas as demais. Pois ela aponta para o Messias, em quem todas as promessas são cumpridas. Este é o ponto alto e o objetivo final do chamado de Abraão: Em ti serão benditas todas as famílias da terra. No versículo 2, Deus havia exortado o patriarca a “ser uma bênção” e agora Ele estendia essa incumbência: Abraão deveria ser um canal de bênçãos a alcançar além das pessoas do seu círculo imediato de parentes, amigos e conhecidos.

De fato, a promessa final era impressionante, pois continha uma bênção que deveria beneficiar todas as famílias e povos da terra – até nações estrangeiras, como as mencionadas nos capítulos 4 a 11, além de todos que surgiriam futuramente. Abraão deveria ser o progenitor de um povo através do qual bênçãos divinas fluiriam, culminando na vinda de Jesus Cristo como seu “descendente” (semente) prometido e “o Salvador do mundo” (João 4:42; Atos 3:25; Gálatas 3:8; 1 Timóteo 2:3–6). A promessa não era só de uma terra, mas também do Descendente Prometido, Jesus Cristo, e todas as bênçãos que Ele transmitiria a nós: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo” (Gálatas 3:16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/9/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronômio. Rio de Janeiro CPAD.

Gênesis 2.22

Gênesis 2.22 “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão”.


A narrativa da criação da mulher continua, explica-se como a costela que... tomou ao homem, [Deus] transformou-a numa mulher. O vocábulo hebraico “transformou” (banah) significa literalmente “construiu” e toma Deus como seu sujeito, visto que Ele é o mestre artesão que criou a mulher.

Em outros trechos, diz-se que Deus construiu uma série de coisas, como o “tabernáculo caído de Davi” (Amós 9:11), a casa (família e filhos) (Salmos 127:1, 3–5) e “Seu santuário” (Salmos 78:69). Quando o escritor descreveu a criação dos seres humanos (macho e fêmea) em 1:26, 27, ele usou os verbos (bara’, “criar”) e (‘asah, “fazer”).

Aqui, referindo somente a mulher, ele escolheu uma palavra que retrata Deus como um “construtor” habilidoso. O verbo banah, por sua própria definição, implica que o produto da atividade divina – mulher – era uma criatura de “beleza, estabilidade e durabilidade”.

Deus transformou a costela que tirou do homem em uma mulher. A mão que moldou o barro para fazer o corpo do homem, pegou uma parte do corpo vivo do homem e transformou-o em uma mulher. Alguém já disse que "a mulher foi tirada não da cabeça do homem para governar sobre ele, não dos seus pés para ser pisada por ele, mas do seu lado, de sob o seu braço, para ser protegida, e de perto do seu coração, para ser amada".

Na história da criação ela também está representada dependendo inteiramente de seu marido e incompleta sem ele. Do mesmo modo, o homem jamais é inteiramente completo sem a mulher. Essa é a vontade de Deus. Uma vez que a mulher foi formada do lado do homem, ela tem a obrigação de permanecer ao seu lado e de ajudá-lo.

Quando Deus trouxe [a mulher] para o homem, Ele agiu como o “cupido” ou como o pai da noiva que conduz a mulher até o futuro marido. Isto se encaixa naturalmente na sociedade patriarcal antiga, em que a maioria dos casamentos eram arranjados. Tendo Deus criado tanto o homem como a mulher, Ele sabia exatamente o tipo de companheira de que o homem precisava; mas quando Deus levou a mulher até o homem, Ele permitiu que o homem descobrisse por si mesmo como aquele presente divino era maravilhoso.

Deus estabeleceu assim a significativa instituição do casamento. Uma vez que o Criador instituiu o casamento, este constitui um relacionamento sagrado do homem com a mulher, envolvendo profundo mistério e proclamando sua origem divina. O amoroso coração de Deus sem dúvida se regozijou com a instituição de um relacionamento que devia ser sublime, puro, santo e agradável para a humanidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

MOODY.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_04.pdf

Gênesis 2.21

Gênesis 2.21  “Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.”

 

“Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; “

Em 1:27, diz-se que Deus criou macho e fêmea que teriam a Sua imagem, mas agora o texto nos informa a ordem dos fatos e os processos que Deus usou. O autor afirmou que Deus formou o homem primeiro do pó da terra e depois fez cair pesado sono sobre o homem.

Algumas vezes, esse tipo de sono foi induzido por Deus (1 Samuel 26:12; Isaías 29:10); de vez em quando ele tinha o propósito de uma revelação divina (Gênesis 15:12) ou de uma visão da noite (Jó 4:13; 33:15). Aqui, obviamente, o sono profundo visava a uma operação no corpo do homem enquanto ele adormecia.

Hoje em dia os médicos usam diversos anestésicos para produzirem sono profundo. Não sabemos que meios ou métodos o Criador usou para induzir Adão nesse pesado sono que o deixou inconsciente dos acontecimentos. Isto permanece um mistério. Certamente a misericórdia divina foi exibida neste milagre.

 

“...e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. ”

O termo traduzido por “costelas” em hebraico deriva de (tsela’), que na verdade significa “lado”. Aqui é único lugar do Antigo Testamento em que esta palavra é vertida para “costela”. Esta tradução, que se harmoniza com o contexto, é seguida pela maioria das versões portuguesas. Em vez de “tomou uma das suas costelas”, uma nota de rodapé na NVI fornece uma leitura alternativa para tsela’: “[Deus] tomou parte do lado do homem”.

Esta tradução corresponde mais plenamente à afirmação de que o homem despertou após o procedimento cirúrgico. Quando Deus lhe trouxe a mulher, ele imediatamente exclamou: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (2:23), implicando que tanto a carne como o osso haviam sido removidos de seu corpo e transformados na mulher.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

MOODY.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_04.pdf

Gênesis 2.18

Gênesis 2.18 “E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.” 


“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;” 

Eis aqui um exemplo do cuidado do Criador pelo homem, e a sua preocupação paternal pelo seu conforto. Embora Deus lhe tivesse dado a conhecer que ele era um súdito, dando-lhe um mandamento (w. 16,17), aqui o Senhor também o faz saber, para seu encorajamento na sua obediência, que ele era um amigo, um favorito, e alguém por cuja satisfação o Senhor sentia ternura. Embora houvesse um mundo superior de anjos, e um mundo inferior de animais, e o homem estivesse entre eles, ainda assim, não havendo ninguém da mesma natureza e nível de existência, ninguém com quem ele pudesse conviver familiarmente, ele podia ser verdadeiramente considerado só. Pois o homem é uma criatura sociável. É um prazer, para ele, trocar conhecimentos e afetos com aqueles semelhantes a ele, informar e ser informado, amar e ser amado. Aquilo que Deus diz aqui, sobre o primeiro homem, Salomão diz, sobre todos os homens (Eclesiastes 4.9): Melhor é serem dois do que um, mas ai do que estiver só.  Se houvesse somente um homem no mundo, que homem melancólico ele deveria ter sido! A solidão perfeita transforma um paraíso em um deserto, e um palácio em uma masmorra. Portanto, são tolos aqueles que são egoístas e desejariam estar sozinhos na terra. Mesmo na nossa melhor condição neste mundo, temos necessidade da ajuda uns dos outros. Pois somos membros uns dos outros, e assim o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti, I Coríntios 12.21. Nós devemos, portanto, ficar satisfeitos de receber ajuda de outros, e dar ajuda a outros, se houver oportunidade.  Somente Deus conhece perfeitamente as nossas necessidades, e é perfeitamente capaz de suprir todas elas, Filipenses 4.19. Somente nele está a nossa ajuda, e dele são todos aqueles que nos ajudam.


“... far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.”

Alguns entendem que a palavra “auxiliadora” é um termo degradante que retrata a mulher como sendo inferior ao homem. Para eles, a palavra soa como se ela pudesse ser comparada a uma serva que ajuda sua ama com várias tarefas domésticas.  O uso bíblico do termo “adjudora ou auxiliadora” é muito diferente dessas idéias. Basicamente, denota qualquer um que presta assistência a outra pessoa, grupo ou nação fazendo algo que este não poderia fazer sozinho. Carrega a ideia de “ação comum ou cooperação de [sujeito] e [objeto] quando a força de um é insuficiente”. Geralmente, o auxiliador é superior a quem está sendo auxiliado, como na ocasião em que uma nação fraca como Judá pediu ajuda ao Egito para lutar contra os babilônios (Isaías 31:1–3). A superioridade do auxiliador sobre quem é auxiliado é evidente em cerca de quarenta ocorrências no Antigo Testamento, em que Deus é retratado como o “auxiliador” de Seu povo (veja Êxodo 18:4; Deuteronômio 33:26). De modo algum Deus poderia ser considerado inferior ao homem porque Ele Se inclinou para ajudar, libertar e salvar os que confiam nEle e O invocam na hora da necessidade. A mulher, a auxiliadora do homem, nem é superior nem é inferior a ele; antes, ela deve ser sua companheira e compartilhar igualmente com ele de uma vida em comum. Um homem e uma mulher possuem temperamentos diferentes e trazem para o casamento dons e qualidades diferentes. Cada um tem um papel a desempenhar à medida que os dois edificam uma vida juntos; mas seus diferentes papéis se complementam (se preenchem e se completam), suprindo o que falta na outra pessoa e fortalecendo áreas que podem estar fracas. O resultado é que cada um se torna uma pessoa melhor ao ser suprido com atributos e habilidades trazidos pelo outro para o casamento. Evidentemente, o autor de Gênesis só estava descrevendo a criação da mulher, a qual deveria ser uma auxiliadora do homem, mas o princípio se aplica a todo relacionamento marido/mulher (Mateus 19:3–6; Efésios 5:25–33; 1 Pedro 3:1–7). Além de ser uma auxiliadora do homem, a posição da mulher é ainda mais definida por ser ela “idônea” para ele, ou literalmente “diante” ele. O termo carrega em si a conotação de “proeminência” ou “ser evidente”; mas em 2:18 e20, sugere que ela “corresponde a” o homem. O hebraico contém uma expressão composta preposicionada que significa literalmente que a mulher é “como o oposto dele”. Em outras palavras, ele não precisa de alguém exatamente como ele, mas como ele em alguns aspectos e diferente dele em outros aspectos. O homem precisa de mais do que apenas alguém que o auxilie em sua rotina diária de trabalho ou criação de filhos. Embora esses papeis possam estar incluídos, ele também precisa de apoio espiritual, psicológico e físico mútuos do sexo oposto que só o companheirismo íntimo com uma esposa proporciona. Não bastou ter Deus criado um ambiente perfeito em que o homem habitasse ou ter Deus criado o homem para ter comunhão com seu Criador; o Senhor também fez o homem como um ser social para ter relacionamentos com outros seres humanos, especialmente com uma esposa. Quando Deus observou que a solidão do homem não era boa, Ele estava dizendo essencialmente que o homem só pode ter realmente “vida quando amar, dar de si mesmo... a outro ser no seu mesmo nível”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
01/08/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_04.pdf

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

  

Gênesis 2.15

Gênesis 2.15 “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” 


“E tomou o Senhor Deus o homem, “ Depois de Deus ter criado o universo, foi observado que “não havia homem para lavrar a terra(Gênesis 2:8). Deus então criou um jardim: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8). Nesse tempo, a ecologia era perfeita. Deus plantou um jardim para colocar o homem nele. Isso só ocorreu depois que o ambiente natural já estava pronto para ser habitado: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Muitas foram as árvores que brotaram, inclusive “a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal” (Genesis 2.9). A natureza é um presente de Deus ao ser humano, pois é Ele “quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.25). Por meio dela, Deus nos garante o ar, a água, o sol, a chuva, a germinação das plantas, o fruto e os alimentos necessários à nossa subsistência. Sem a natureza, não haveria vida. Tudo isso são dádivas naturais, fruto da graça de Deus, conforme nos revela o Evangelho: “porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5.45). Após a disposição dos ecossistemas, o Criador entregou ao homem a sua primeira grande missão:


“...e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” 

É importante notar que este compromisso do homem com o trabalho assemelha-se a sua criação; e esta, por sua vez, está diretamente relacionada com a necessidade do trabalho. Não só o homem é necessário para completar a criação, mas o trabalho do homem também é necessário. Seu trabalho é tão reflexivo e derivado do trabalho de Deus quanto e seu ser e, por esta razão, é tão importante e digno. Visto que o trabalho é um elemento integral da constituição de Deus do homem como o administrador de sua criação, o trabalho é o resultado da criação e não do pecado. Desse modo, as duas primeiras atividades envolvendo o trabalho de Adão na terra foram “lavrar” e “guardar” o que Deus criara. O primeiro homem foi o primeiro lavrador e guardador que o mundo conheceu. Logo, na criação do homem, no 6º dia, Deus concluiu que não seria bom o homem viver só, então Jeová criou uma “adjutora” para estar ao seu lado, diante da missão a ele confiada. O livro de Gênesis apresenta uma verdade surpreendente – o trabalho fazia parte do paraíso. Um teólogo resumiu tal fato desta maneira: “É perfeitamente claro que o excelente plano de Deus compreendia os seres humanos sempre trabalhando, ou, mais especificamente, vivendo no constante ciclo de trabalho e descanso. O contraste com outras religiões e culturas não poderia ser mais nítido. O trabalho não apareceu após um período dourado de lazer. Ele fazia parte do design perfeito para a vida humana, pois fomos criados à imagem de Deus, e parte de sua glória e felicidade é que ele trabalha, assim como o Filho de Deus, que afirmou: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVARO, Elinaldo. Tempo, Bens e Talentos: Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

Genesis 2.7

Gênesis 2:7 “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. “


“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra,“ 

Não somos o resultado de um longo e entediante processo evolucionário, mas a coroa de um ato criativo de Deus. De maneira singela, mas verdadeira e literal, a Bíblia descreve a nossa feitura com simplicidade.

Deus escolheu o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma joia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança. O próprio Deus criou o homem, a coroa da criação. E usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma.

Tirados da terra, temos as propriedades dela. E, um dia, à Terra voltaremos: ” até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”(Gênesis 3:19). De seus produtos, alimentamo-nos. E, com o material que nos fornece, abrigamo-nos. Enfim, ela fornece-nos tudo de que necessitamos.

Em nosso organismo, acham-se, entre outros, os seguintes elementos químicos do solo: ferro, manganês, potássio, sódio, cobre, cálcio, selênio, molibdênio, zinco, iodo, fósforo, magnésio, cobalto, iodo, enxofre e cloro. Diante de semelhante fato, como desprezar a narrativa do Gênesis, que, de forma tão simples e clara, mostra o homem como formado do pó da terra?


“...e soprou em suas narinas o fôlego da vida; “ 

Após formar o homem do pó da terra, e nele imprimir a sua imagem, sopra-lhe Deus as narinas. Isto enfatiza que o homem é mais do que um pedaço de terra moldado por Deus. Ele muito mais do que uma combinação acidental de elementos químicos, glândulas e impulsos elétricos. Ele possui dentro de si o dom da vida que só Deus pode conceder.

O fôlego divino que foi “soprado” nas “narinas” do homem é identificado como “o fôlego de vida” e tem seu paralelo mais próximo na pregação de Ezequiel durante o cativeiro babilônico (Ezequiel 37:1–10). O Termo ruach é traduzido por “espírito” e também significa “sopro” ou “vento”, dependendo do contexto.

Deus mandou o profeta Ezequiel falar ao povo de Israel, o qual perdera a esperança após anos no exílio. Ele deveria dizer o seguinte a eles: “Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor” (Ezequiel 37:4). Depois, através da palavra falada, o Senhor afirmou: “Eis que farei entrar o espírito [ruach] em vós, e vivereis” (Ezequiel 37:5). Deus disse ao profeta: “Profetiza ao espírito e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Vem... ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam” (Ezequiel 37:10).

A proximidade de “soprou” é “calorosamente pessoal, com a intimidade do contato face a face de um beijo e com o significado de que este era um ato de dar, bem como de formar, e de dar-se a si mesmo”.

Isto também é corroborado num ato de Jesus, quando Ele apareceu aos apóstolos após a ressurreição. João 20:22 diz: “E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”. O sopro (Espírito) do Senhor ressurreto concedeu vida nova e esperança ao corpo de discípulos que se tornaria o núcleo de uma nova comunidade (uma nova criação) – o corpo espiritual de Cristo.


“...e o homem foi feito alma vivente. 

A palavra “alma vivente” também está em Gênesis 1.20 e 9.10 referindo-se aos animais. Porém, tenhamos presente que há grande diferença entre a criação dos animais e a criação do homem em Gênesis 2.7. Enquanto na criação dos animais, disse o Criador: “...produza a terra alma vivente conforme a sua espécie...” (Genesis 1.24a). E a terra produziu toda espécie animal. Tenhamos presente que tudo que é animal procede da terra.

Porém, quanto ao homem, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26a). O Criador dispensou-nos cuidados paternos a nós, de maneira que, embora pó e cinza, possuímos uma alma imortal que, um dia, a Ele tornará: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7).

O fôlego de vida tornou-se a alma e o espírito do homem, isto é, o princípio da vida dentro dele, de acordo com a necessidade do corpo. Este fôlego de vida vem do Senhor da Criação. Todavia, não devemos confundir o espírito do homem com o Espírito de Deus. O último é diferente do nosso espírito em essência e em poder. Romanos 8.16 manifesta esta diferença declarando que: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito...”

O original da palavra “vida” em fôlego de vida é “chay” e está no plural. Isto pode ser uma indicação para o fato de que o sopro de Deus produziu uma vida dupla: a vida da alma e a vida do espírito. Assim, portanto, o homem ficou constituído de duas naturezas: a divina e a humana.

Esta segunda parte do homem, que é constituída pelo espírito e a alma, é a que chamamos de o “homem interior”, que, segundo é depreendido, se compõe das duas substâncias espirituais: alma e espírito, respectivamente (1 Tessalonicenses 5.23; Hebreus 4.12). Neste sentido Deus colocou a “eternidade no homem”.

Paulo emprega esta expressão em vários textos e contextos de suas cartas (Romanos 7.22, Efésios 3.16). Na passagem de 2 Coríntios 4.16, ele define claramente isso, quando diz: “Por isso não desfaleceremos: mas, ainda que o nosso ‘homem exterior’ se corrompa, o ‘interior’, contudo, se renova de dia em dia”. Portanto, se faz necessário que “o homem interior” (a alma e o espírito) “se renove de dia em dia”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

ANDRADE, Claudionor. O começo de todas as coisas – estudos no livro de Genesis. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_04.pdf

SILVA, Severino Pedro. O homem: corpo, alma e espírito. Rio de Janeiro, CPAD, 1988. 

Gênesis 1:27

Gênesis 1:27 “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. “


 “E criou Deus o homem à sua imagem; “ 

Durante a criação do mundo, Deus já tinha feito obras maravilhosas apenas com a sua Palavra; Ele disse “haja luz”, “que a terra produza”, “haja luzes no céu” e tudo ocorreu conforme o seu poder (Genesis 1.3,11,14). Porém, quando formou as pessoas, não houve ordens, como anteriormente. O Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo), em perfeita unidade, decidiu: “Agora vamos fazer os seres humanos” (Genesis 1.26a). Assim, Ele nos formou como a coroa da criação.

A palavra para “homem” nesta passagem é (‘adam), que é o uso genérico do vocábulo hebraico que significa “humanidade” e tornou-se, mais tarde, o nome próprio “Adão” (2:20; 3:17, 21).

O homem foi feito a imagem de Deus (tselem). Tselem, geralmente refere ídolos. Imagens desse tipo eram estritamente proibidas na lei do Senhor (Números 33:51, 52). Gênesis 5:3 usa tselem (“imagem”) em outro sentido de semelhança física, e também inclui o termo demuth (“semelhança”) que ocorre em 1:26. Ao expor as gerações de Adão, o escritor disse: “Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete” (Genesis 5:3). O significado mais natural é que havia uma semelhança espantosa na aparência física do pai e do filho. Ambos os termos, tselem e demuth (semelhança), são usados para exprimir a ideia de que o filho parecia com o pai. Mas em que sentido somos parecidos com Deus?


“...à imagem de Deus o criou; “ 

O homem não é igual a Deus noaspecto físico, mas entre a criação divina, ele compartilha de maneira única dos atributos espirituais,intelectuais e morais de Deus. A compreensão que precisamos ter é que a ‘imagem de Deus’ impressa no homem não é uma característica física. Ou seja, os elementos presentes na existência da humanidade que aludem à imagem de Deus são espirituais, psíquicos e morais. Antes do pecado, o ser humano era plenamente santo e justo, como um reflexo no espelho do seu Criador. Após a queda do homem em pecado (Genesis 3.6,7), essas características foram desfiguradas e só podem ser restauradas por meio da salvação em Cristo.

A imagem de Deus no ser humano também se expressa na autoridade recebida sobre a Criação. No início era assim: não importava quão ferozes e fortes ou sagazes os animais fossem, Adão e Eva teriam domínio sobre eles. Hoje, a humanidade continua tendo autoridade sobre o planeta, a fauna e a flora. Entretanto, é preciso que se compreenda que o Senhor delegou autoridade para uma gestão responsável, visando a preservação da vida (Genesis 1.28,29).


“...homem e mulher os criou. “ 

A natureza espiritual de Deus contrasta com anatureza física do homem. A afirmação “criou Deuso homem à Sua imagem” refere à natureza espiritual de Deus (replicada no homem), enquanto homem e mulher os criou enfatiza a natureza físicado homem.

Visto que o homem e a mulher diferem um do outro física e sexualmente, a imagem de Deus em cada sexo (‘adam, “humanidade”) deve referir outra coisa que não a natureza ou forma física. Nenhuma pessoa pode ser considerada mais semelhante ao Criador que outra. Todos, homem e mulher, tem o mesmo valor diante de Deus. Todos os seres humanos (…) são criados a imagem de Deus.

Se os homens e as mulheres compartilham verdadeiramente da imagem e semelhança de Deus, cada um deles deve ter uma importância e um valor que independem do sexo, raça ou da condição social. Quando o homem compreender verdadeiramente que cada ser humano compartilha comigo da imagem e semelhança de Deus, começarão a deixar de lado os preconceitos que orientam o comportamento humano. Aprenderemos a ver as mulheres como pessoas, e a apreciar tudo o que elas tiverem para oferecer como contribuições na família, no local de trabalho e na igreja.

Que nos tornemos daltônicos, e deixemos de lado categorias como preto e branco, rico e pobre, e começamos a tratar todas as pessoas que eu encontrar com respeito e afeição. Quando isso acontecer, teremos enfim aprendido esse ensinamento e começado a compreender quão preciosos os outros são para o Deus que os criou, e que me criou.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RICHARDS, L. O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

MARTINS, Thaís de Paula. A História da Salvação – (Adolescentes) 1° Trimestre. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_02.pdf 

Gênesis 1:26

Gênesis 1:26 “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.


“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; “

No sexto dia da criação após Deus ter ordenado a terra a produzir alma vivente conforme a sua espécie de gado, repteis e feras (1.24). Chega enfim o momento supremo da criação quando Deus cria o homem. O homem partilha o sexto dia com outras criaturas,é feito do pó como elas (2:7,19), alimenta-se como elas (1:29,30) e se reproduz sob uma bênção semelhante à delas (1:22,28).Elas constituem a metade do seu contexto. Mas a ênfase cai na distinção que há entre ele e elas. “Façamos” está em tácito contraste com ‘‘Produza a terra” (24); Em comparação com os animais, o homem é colocado em posição à parte por seu ofício e ainda mais por sua natureza (2:20); mas o apogeu da sua glória é sua relação com Deus. A narrativa apresenta Deus convocando ou acorte celestial de anjos que assistem diante dele, ou dos outros dois membros da Trindade, a fim de que toda a atenção fosse dada a este acontecimento. Obviamente, existe apoio abundante no Novo Testamento para essa doutrina. Contudo, foi somente no segundo século da era cristã que os cristãos começaram a usar Gênesis 1:26 implicando haver ali uma pluralidade de Pai, Filho e Espírito Santo na Divindade. Deus o criou à Sua própria imagem (tselem) e semelhança (demuth). As palavras imagem e semelhança se reforçam mutuamente; não consta “ e” entre as frases, se referem a apenas uma característica como em 1 João 3:2 que diz: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos”. O homem não é igual a Deus no aspecto físico, mas entre a criação divina, ele compartilha de maneira única dos atributos espirituais, intelectuais e morais de Deus. O Comentário Beacon descreve que o “Homem Feito à Imagem de Deus” é um ser espiritual apto para a imortalidade (Genesis 1.26a), é um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo (Genesis 1.26b) e é um ser moral que tem a semelhança de Deus (Genesis 1.27). Stanley Horton leciona que: A respeito da imagem moral de Deus nos seres humanos, “Deus fez ao homem reto” (Eclesiastes 7.29). Até mesmo os pagãos, que não possuem conhecimento da lei escrita de Deus, conservam uma lei moral escrita por Ele em seus corações (Romanos 2.14,15). Em outras palavras, somente os seres humanos possuem a capacidade de sentir o que é certo e errado, bem como o intelecto moral e a vontade necessários para escolher entre eles. Por essa razão, os seres humanos são chamados livres agentes morais.


“... e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra”.

Quando Deus criou o homem, deu-lhe o domínio sobre os animais, porém o homem está abaixo de Deus como um mordomo a quem foi confiada uma tarefa sagrada. O homem vive entre dois mundos: o físico e o espiritual. Assim como os animais, ele possui um corpo físico feito do pó da terra, que precisa de sustento. Ele também necessita de ar, água e nutrientes, mas ele é a única criatura que pode ouvir a voz de Deus e ter pensamentos segundo Deus (veja Salmos 8:3–9). Portanto, o domínio do homem sobre os animais é intelectual e não físico. Tem a ver com qualidade, e não com quantidade. O homem não tem um cérebro maior do que uma baleia azul. Ele não é tão forte quanto um leão ou tão veloz quanto um leopardo. Sua visão não se compara com a de uma águia. É claro que a superioridade do homem sobre os animais não está no campo físico de algo que pode ser quantificado; afinal o homem pode ser morto por uma animal, antes, só pode ser uma qualidade intelectual que Deus incorporou em cada ser humano.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/8/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 259.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_03.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_02.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Texto Áureo Lição 02: Imagens Bíblicas da Igreja.

TEXTO ÁUREO

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. ” (1 Pedro 2.9)

Acesse o Texto em: https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/licao-02-imagens-biblicas-da-igreja-1.html

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_04.pdf

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

https://veredasdoide.com/1-pedro-2-9-mas-vos-sois-a-geracao-eleita-o-sacerdocio-real-a-nacao-santa-o-povo-adquirido/#google_vignette

Lopes, Hernandes Dias.  1 Pedro: com os pés no vale e o coração no céu. São Paulo: Hagnos, 2012 .