domingo, 27 de junho de 2021
Conferência Acadêmica FAECAD - 110 Anos das Assembleias de Deus no Brasil
segunda-feira, 21 de junho de 2021
Lição 13: A multiforme Sabedoria de Deus - 2 Trimestre de 2021.

(Texto áureo) “Para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus” (Efésios 3.10).
“Para que, agora, pela igreja” Assim como todas as coisas
foram criadas por Deus, Ele tem o direito de manter em segredo o que lhe
convém, e só revelar quando satisfizer seus propósitos. O mistério da salvação
foi oculto dos homens por várias dispensações (tempos) e somente revelado no
Novo Testamento. Esse mistério foi guardado por Deus para o tempo que Ele
designou na sua presciência, e só revelado agora, na presente dispensação. Paulo
recebera a tarefa de proclamar o propósito de Deus aos gentios. Todavia, nesta
passagem Paulo anunciou que a missão da igreja como um todo é tornar conhecido
o propósito. O objetivo de Paulo era “pregar aos gentios” (v. 8) e “manifestar”
o mistério de Deus (v. 9). “Agora”, no tempo presente (a dispensação cristã), a
igreja deve tornar conhecido o plano de Deus. Este é apenas o segundo uso da
palavra “igreja” (ekklesia) nesta carta, ainda que a carta inteira seja sobre a
igreja (veja 1:22, 23). A igreja deve tornar conhecida a sabedoria de Deus.
“Multiforme sabedoria de Deus seja conhecida” “Multiforme” é
uma tradução do adjetivo grego (poupoikilos), que ocorre somente neste versículo
no Novo Testamento e geralmente sugere uma rica variedade de cores em tecidos,
flores ou pinturas. A “sabedoria de Deus” – o plano de Deus que Paulo estava
expondo – fora apresentada numa ampla variedade à medida que Deus gradualmente
desvendou Seu mistério, até ele se tornar plenamente revelado. Os profetas do
Antigo Testamento fizeram alusão a essas questões ao falarem do futuro e os
anjos anelaram perscrutá-las; mas nenhum homem nenhum anjo entenderam o plano
de Deus até que Ele o revelou plenamente (1 Pedro 1:10–12). Paulo enfatizou que
a sabedoria de Deus, agora revelada, é rica em diversidade e gloriosa em
desígnio.
“Dos principados e potestades nos céus”. Paulo não forneceu
detalhes sobre quem eram esses “principados e potestades” ou como a igreja
deveria tornar conhecida a sabedoria de Deus a eles. Como Paulo usou
“principados” (arche) e “potestades” (exousia) em seus escritos? Em Efésios ele
disse que Cristo foi exaltado à direita de Deus, “acima de todo principado
[archas], e potestade [exousias]” (1:21), e que a luta do cristão é “contra os
principados [archas]” e “potesdades [exousias]” (6:12). Em Colossenses Paulo
afirmou que Cristo criou todas as coisas, incluindo todo “principado [archais]”
e “potestade [exousiai]” (1:16); que Cristo é o cabeça sobre todo “principado
[arches] e potestade [exousias]” (2:10) e que Cristo despojou “os principados
[archas] e as potestades [exousias]” (2:15). Em Tito 3:1 Paulo orientou Tito a
fazer os fiéis se lembrarem de “se sujeitarem aos que governam [archias], às
autoridades [exousiais]”. Visto que as passagens em Efésios usam “nas regiões
celestiais” em conjunção com “principados” e “potestades” (veja 1:3), estes
termos se referem ao reino espiritual. Todavia, a passagem de Tito omite “nas
regiões celestiais”. Quais conclusões podem ser tiradas? É óbvio que Tito 3:1
refere-se aos governantes das nações, e os cristãos devem se sujeitar às autoridades
que governam. Colossenses 1:16 afirma que Cristo criou os principados e
potestades. Visto que Deus afirmou que tudo o que foi criado era “muito bom”
(Gênesis 1:31), o que foi criado era bom, e não mau.
A origem do mal é mais bem explicada como um bem que se
transformou em mal. Nosso bom Deus não criou Satanás como ele é agora nem a
maldade no mundo. Mesmo sem um exame profundo da natureza do mal, podemos
reconhecer que os governantes criados por Cristo não são maus em si mesmos, mas
bons. Em Colossenses 2:15 Paulo disse que Cristo despojou os principados e
potestades de seus poderes, e triunfou sobre eles na cruz. Nesse contexto,
esses poderes só podiam ser maus. Paulo diz que Cristo está “acima de todo
principado, e potestade”, sem qualquer indicação de que essas autoridades sejam
boas ou más (1:21). Os cristãos lutam contra os principados e potestades e as
forças espirituais do mal (6:12). O que Paulo ensinou em 3:10 é que a igreja
deve tornar conhecido a todos os governantes e a todas as autoridades – sejam
eles os governos das nações, as forças do mal, ou os anjos do céu – o plano e
propósito de Deus neste mundo. Como a igreja faz isto? Quando o evangelho é
pregado, o céu e a terra, o mal e o bem, o mundo natural e o mundo espiritual e
até Satanás e seus anjos veem a sabedoria de Deus em ação. A obra e a sabedoria
de Deus ficam evidentes neste mundo pecaminoso quando os perdidos são achados e
os pecadores são salvos.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
09/06/2021
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios. 3ª Ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1999
S. D. F. SALMOND. “The Epistle to the Ephesians” em The
Expositor’s Greek Testament, vol. 3, ed. W. Robertson Nicoll. Grand Rapids,
Mich.: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., 1967, p. 309.
The Glorious Church, a Study of Ephesians by Wilbur Fields
-- College Press
110 anos da Igreja Assembléia de Deus

Em 2021 a Igreja Assembleia de Deus completa 110 anos, um marco não apenas para os assembleianos, mas para toda a história do país. Para se ter uma ideia da importância dessa denominação, saiba que a igreja possui 22,5 milhões de membros em todo o país. São homens e mulheres de todos os estados que frequentam as mais de 389 mil igrejas da Assembleia que estão espalhadas de Norte a Sul do Brasil.
Comemorar os 110 anos da igreja é hoje não apenas uma questão religiosa, mas também política e social dada a importância que a denominação passou a ter na sociedade brasileira. É por isso que as festividades pelo aniversário da igreja não são feitas apenas dentro dos templos, mas também em ambientes políticos como Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e até mesmo no Congresso Nacional.
Igreja Assembleia de Deus e a cidade de Belém
Por ter sido fundada em Belém (PA), a Igreja Assembleia de Deus contribuiu muito para o desenvolvimento da própria cidade. É lá que encontramos o Museu Nacional da Assembleia de Deus que tem um acervo muito interessante sobre os primórdios da denominação. O Museu da Assembleia de Deus foi inaugurado em 1994 e teve como idealizadora Ester Gouveia, esposa do pastor Firmino Gouveia, um dos pioneiros da Igreja em Belém. Para quem não sabe, todas as peças e documentos que estão expostos no Museu foram cedidos pelas famílias dos primeiros pastores e pela própria comunidade assembleiana.Entre os itens que você encontrará no Museu podemos citar a primeira edição da partitura da Harpa Cristã, um material muito interessante para quem é da área de música.
Outro item interessante é a linha do tempo que retrata a história da Assembleia de Deus, desde a chegada dos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren até os dias atuais. O imóvel onde o Museu foi construído é uma réplica da casa da irmã Celina Albuquerque, a primeira pessoa batizada com o Espírito Santo no Brasil. O Museu da Igreja Assembleia de Deus está localizado na Rua João Diogo, 221, em Belém do Pará. Outro ponto turístico que todo assembleiano deve conhecer pelo menos uma vez na vida é o Centro de Convenções Centenário das Assembleias de Deus, um espaço para eventos com capacidade para receber 20 mil pessoas. O Centro de Convenções está localizado na Avenida Augusto Montenegro, 12.613
Comemorações pelos 110 anos das Assembleias de Deus
Em épocas de pandemia, ficam interrompidas algumas comemorações de aniversário da igreja. Tanto os ministérios do Belém, quanto o de Madureira realizam festividades anualmente para celebrar a fundação da Igreja-Mãe. A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) realizará este ano vários cultos de ação de graça para celebrar os 110 anos. As reuniões presenciais serão limitadas em razão dos decretos de isolamento social em virtude da pandemia. Mas todos os cultos serão transmitidos pelas redes sociais da CGADB. As comemorações deste ano acontecerão nas cidades de São Paulo (SP), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Natal (RN) e Belém (PA).
Resumo da história da Igreja Assembleia de Deus no Brasil
Em 18 de junho de 1911 foi fundada a Igreja Assembleia de Deus, um ministério pequeno que estava sendo plantado e regado com muito cuidado pelos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg. A dupla chegou à capital do estado do Pará, Belém, em 19 de novembro de 1910 trazendo consigo um chamado para impactar o Brasil com a doutrina do Espírito Santo. Vindos dos Estados Unidos, os missionários já estavam envolvidos com as manifestações do Espírito Santo, uma doutrina que não era bem aceita na denominação que eles frequentavam, no caso, a Igreja Batista norte-americana. Por aqui essa questão também trouxe divisão e, em um primeiro momento, o grupo se desligou da Igreja Batista e adotaram o nome de Missão de Fé Apostólica. Só em 1918 é que o nome Assembleia de Deus foi oficializado por sugestão do missionário Gunnar Vingren.
Assim, aquele ministério que se iniciou com dois missionários cheios do poder de Deus se transformou hoje na maior denominação evangélica do Brasil.
Livros que falam mais sobre as Assembleias de Deus no Brasil
Se você é assembleiano ou apenas tem interesse em saber mais sobre a história da Igreja Assembleia de Deus, há alguns livros interessantes que poderão te oferecer informações relevantes sobre a denominação. Separamos algumas publicações que te farão entender melhor sobre a história e a visão teológica da igreja. Com certeza você aumentará os seus conhecimentos sobre a denominação que é tão importante para os cristãos brasileiros. Você também vai encontrar obras que irão te ajudar a entender a teologia seguida pelas Assembleias, no caso, o arminianismo. Também indicamos uma obra que fala sobre a missão pentecostal. Sem uma visão missionária, a igreja não teria alcançado tantos brasileiros, não é mesmo?
Confira:
Declaração de Fé das Assembleias de Deus
Que tal aprender todas as crenças e práticas das Assembleias de Deus no Brasil?
No livro “Declaração de Fé das Assembleias de Deus”, lançado pela CPAD, você consegue entender todos os pontos principais sobre a denominação.
Bíblia Assembleia de Deus
Outro livro muito interessante para ter em casa é a “Bíblia Assembleia de Deus”, que traz um apanhado geral sobre a denominação. Além dos livros da Bíblia, você encontra a área “Quem Somos”, com informações sobre a denominação centenária.
O leitor também encontrará o resumo da Declaração de Fé das Assembleias de Deus para entender os principais pontos e crenças da igreja.
Arminianismo Puro e Simples
Em “Arminianismo Puro e Simples”, de Jamierson Oliveira, você entenderá porque todo assembleiano é um arminiano, conhecendo a fundo o que isso quer dizer. O livro expõe de forma coerente todo o posicionamento arminiano, contribuindo assim para o conhecimento verdadeiro sobre o que é e no que se baseia esse conceito de fé.
A Força Pentecostal em Missões
Com certeza a Assembleia de Deus não teria chegado tão longe se não tivesse as missões como base do ministério. É essa base que você aprenderá no livro “A Força Pentecostal em Missões”, de Paul A. Pomerville, analisa desde suas origens históricas até o fenômeno mundial que é o pentecostalismo.
https://www.gospelgoods.com.br/blog/110-anos-da-igreja-assembleia-de-deus/
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Celebração dos 110 anos da Assembleia de Deus no Brasil
As matérias da seção Atividade Parlamentar são de inteira responsabilidade dos parlamentares e de suas assessorias de imprensa.
São devidamente assinadas e não refletem, necessariamente, a opinião institucional da Assembleia Legislativa de São Paulo.
18/06/2021 13:33 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Tenente Nascimento
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Inscreva-se Gratuitamente para o Sorteio - O Antigo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo 7 Volumes
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Lição 12: O Diaconato - 2 Trimestre 2021.
Texto áureo) “Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (I Timóteo 3.13).
O termo grego diaconia significa “ministério” ou “serviço”.
A vida inteira de Jesus aqui na Terra demonstrou o verdadeiro sentido da
diaconia em todos os seus aspectos. Na realidade, seu ministério terreno
evidenciou o quanto Ele foi “apóstolo da nossa confissão” (Hebreus 3.1),
profeta (Lucas 24.19), evangelista (Lucas 4.18,19), pastor (João 10.11), mas
principalmente, diácono por excelência (Mateus 20.28). O apóstolo Paulo disse
que Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante
aos homens” (Filipenses 2.6-7). Outra palavra grega relacionada a “diácono” é
doulos. Esta refere-se a “um servo” ou “um escravo” (Mateus 13.27,28; João
4.51). Portanto, a ideia preponderante que a função do diácono remonta é a do
serviço voluntário prestado, pelo “ministro”, o “servo” ou o “assistente”, para
alguém.
Após o revestimento de poder do alto no dia de Pentecostes,
Deus acrescenta almas a igreja recém-inaugurada: “Louvando a Deus, e caindo na
graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles
que se haviam de salvar” (Atos 2:47). Essas almas que eram acrescentadas eram
tantas de judeus residentes (hebreus) como de judeus da diáspora (gregos),
esses grupos possuíam diversas diferenças, porém, Cristo derrubou a parede da
inimizade que havia chamando-os para fora do mundo para que fossem um nEle:
“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea;
porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). Apesar dessas
verdades, aparentemente ainda havia partidarismo por parte de alguns e uma
acusação foi levantada pelos judeus gregos referente a assistência social “porque
as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1). Os
apóstolos e profetas foram consultados e disseram: “Não é razoável que nós
deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2). Essa afirmativa não
deve ser considerada depreciativa, pois os mesmos se referiram a causa como
“importante negócio”. Foram então escolhidos dentro os judeus gregos sete
homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria (Atos 6:3)
exercerem esse ministério. Os diáconos não podiam permitir que houvesse
injustiças de caráter social na igreja do primeiro século. A função do
diaconato era fundamentalmente de caráter social. Atualmente, a função
primordial do diácono é auxiliar a igreja local através das orientações do seu
pastor em atividades ligadas a visitar os enfermos, os necessitados e os
desviados, bem como cuidar das tarefas espirituais ligadas ao culto, como a
distribuir os elementos da Ceia do Senhor, recolher as contribuições para a
manutenção da igreja local (dízimos e ofertas) e auxiliar na ordem e na
segurança da liturgia do culto.
“Porque os que servirem bem como diáconos” Além das
qualidades exigidas em Atos 6.1-7, Paulo indica outros importantes requisitos
para o diaconato. Após enumerar as qualificações para bispo ou presbítero,
Paulo aproveita o ensino para discorrer sobre as qualificações dos diáconos ou
ministros que serviam nas igrejas. E o faz de modo imediato, sem lacuna ou
pausa em sua ministração, dizendo que os diáconos, “da mesma sorte” que os
bispos ou presbíteros, deveriam ter as seguintes qualificações (1 Timóteo
3.8-10,11-13), que têm o mesmo sentido espiritual, moral e eclesiástico do que
é exigido para os bispos, mas com alguns requisitos específicos: “Os diáconos
sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias
casas” (1 Timóteo 3:12).
“Adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé
que há em Cristo Jesus” Os diáconos foram separados em razão de um importante
negócio, foram escolhidos pelo povo inicialmente e agora avaliados por Timóteo
conforme as especificações paulinas. Por essa eleição sobre a igreja se
sentiriam honrados afinal: “Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado,
excelente obra deseja” (1 Timóteo 3:1) e essa honra conquistada lhes
proporcionariam confiança diante dos membros, pois, serviriam a igreja de
Cristo Jesus. Essa visibilidade juntamente com o trabalho bem exercido poderia
futuramente proporcionar duplicada honra, pois poderiam ser lembrados para um
trabalho mais honroso: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por
dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na
doutrina” (1 Timóteo 5:17). Observamos essa possível nova separação ministerial
na vida de Filipe “o diácono”: “E este parecer contentou a toda a multidão, e
elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e
Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; E os
apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos” (Atos
6:5,6) que no mesmo livro de Atos é chamado posteriormente de “Evangelista”: E
no dia seguinte, partindo dali Paulo, e nós que com ele estávamos, chegamos a
Cesaréia; e, entrando em casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete,
ficamos com ele”(Atos 21:8). Vale lembrar que a separação ministerial visa
amparar a igreja e não honrar o tempo de ministério.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/06/2021
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas
pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário
Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
segunda-feira, 7 de junho de 2021
Chegou o livro tema da revista Lições Bíblicas Adultos do 3º trimestre!
Conferência Acadêmica FAECAD - 110 Anos das Assembleias de Deus no Brasil
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Lição 11: O Presbítero, Bispo ou Ancião - 2 Trimestre de 2021.

(Texto áureo) “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam e, de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros [...]” (Tito 1.5).
“Tito” Cooperador e amigo extremamente querido de Paulo, e
provavelmente um de seus convertidos (Tito 1.4). Embora tenha sido muito ativo
na obra de Cristo, ele não é mencionado em Atos, mas está presente em II
Coríntios, Gálatas, 2 Timóteo e Tito. Ele acompanhou Paulo e Barnabé em sua
visita a Jerusalém para discutir com os apóstolos e os anciãos as obrigações do
cristão em relação à lei mosaica (Atos 15; Gálatas 2.1-4). Paulo resistiu
energicamente aos adeptos do judaísmo cuja pretensão era que os gentios
convertidos fossem circuncidados e observassem outros ritos judaicos. O caso de
Tito (um gentio) era um verdadeiro teste e Paulo conquistou uma completa
vitória no Concílio. A Igreja não deveria sujeitar-se a regulamentos judaicos,
e o evangelho deveria ser livremente pregado tanto a judeus como a gentios (Atos
15.13-19). Tito havia realizado um importante trabalho em Corinto. Ele é
mencionado 8 vezes em II Coríntios, e o apóstolo refere-se a ele como “meu
companheiro e cooperador” (II Coríntios 8.23). A situação em Corinto não era
satisfatória, pois havia não só uma certa discórdia, como também uma grosseira
imoralidade. Enviado a esse centro como portador de uma carta de Paulo, Tito
conquistou um magnífico sucesso. Ele e os coríntios tomaram-se muito unidos, e
as boas notícias que enviou trouxeram grande conforto a Paulo, que estava
preocupado e ansioso. Parece que Tito esteve três vezes em Corinto, tendo
supervisionado em duas delas a coleta para os irmãos pobres de Jerusalém (II Coríntios
8.6,10,11, 22-24). Juntamente com outro irmão cristão, ele foi o portador da
segunda Epístola aos Coríntios (II Coríntios 8.18). Tito desaparece do cenário
até a elaboração da epístola que traz seu nome.
“Por esta causa te deixei em Creta” Depois de sua primeira prisão,
Paulo visita a ilha de Creta e, quando partir dessa ilha, deixa Tito para trás
a fim de completar sua obra, organizar a igreja, e designar presbíteros em cada
cidade. Sua posição eclesiástica em Creta era muito semelhante à de Timóteo em
Éfeso. O firme e decidido Tito era a pessoa certa para trabalhar entre os
cretenses pagãos. Paulo pediu que fosse encontrá-lo em Nicópolis e,
provavelmente, foi a partir dali que ele viajou para a vizinha Dalmácia (II Timóteo
4,10).
“Para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda
restam...” Quando penso na construção do tabernáculo do deserto fico
impressionado em observar em como Deus é ordeiro, Deus dá detalhes a Moisés de
cada peça a ser construída, cada coluna, cada tecido, cada cor e capacita
Bezalel e Aoliabe para esta obra perfeita e bela em sua arquitetura. A igreja
do Senhor é também uma construção edificada sobre o fundamento de Cristo: “Segundo
a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e
outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque
ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus
Cristo” (1 Coríntios 3:10,11). Como o trabalho de Paulo era missionário ele com
o intuito de discipular a igreja as visitava sempre que podia, porém, com o crescimento
da aceitação do Evangelho e suas prisões Paulo começa a repartir essas
responsabilidades com seus companheiros de viagem. Visando a organização da
liturgia e principalmente das doutrinas centrais da fé Tito é comissionado a
esta importante obra.
“...de cidade em cidade, estabelecesses presbíteros” Apesar
de Tito ser enviado a Creta não seria sua única missão, ele ali permaneceria o
tempo necessário para estabelecer presbíteros que liderassem as igrejas em cada
cidade da ilha. Os presbíteros (bispos ou anciãos) seriam os supervisores de
confiança do apóstolo a quem ele escreveria suas epistolas, e esses deveriam
transmitir a igreja. Ficariam também com a responsabilidade de ser exemplo para
os demais e trabalhar na palavra e na Doutrina (I Timóteo 5:17). Deveriam
possuir essas qualificações: Porque convém que o bispo seja irrepreensível,
como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho,
nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Mas dado à hospitalidade, amigo
do bem, moderado, justo, santo, temperante; Retendo firme a fiel palavra, que é
conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã
doutrina, como para convencer os contradizentes. (Tito 1:7-9)
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/05/2021
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas
pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
ALMEIDA, Abraão de. O tabernáculo e a igreja – Entrando com
ousadia no santuário de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1985.
PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário
Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
segunda-feira, 31 de maio de 2021
Lição 10: O Ministério de Mestre ou Doutor - 2 trimestre de 2021.

(Texto áureo) “De
modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: [...] se é
ensinar, haja dedicação ao ensino” (Romanos 12.6,7).
“De modo que, tendo diferentes dons” Além do Espírito Santo
conceder dons segundo sua própria vontade para o que for útil, Cristo não deixa
sua igreja órfã, mas concede os dons ministeriais buscando sempre o
aperfeiçoamento dos santos. Partindo da
premissa de que a igreja é o corpo de Cristo Paulo esclarece que cada membro
individualmente possui dons diferentes segundo a medida de fé que Deus repartiu
a cada um. “Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como
quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há
muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho
necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. ”
(1 Coríntios 12:18-21). Deus repartiu esses dons de maneira que todos precisem
uns dons outros como uma comunidade que possui profissionais variados. A igreja
deve possui diversidade de dons.
“Segundo a graça que nos é dada”
Os dons são distribuídos segundo a graça de Deus e não segundo vontade humana.
Simão, o mago tentou comprar por dinheiro: “E Simão, vendo que pela imposição
das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro,
Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as
mãos receba o Espírito Santo ” (Atos 8:18,19). Simão foi asperamente
repreendido pelo apóstolo Pedro: Mas disse-lhe Pedro: “O teu dinheiro seja
contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro.
Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto
diante de Deus” (Atos 8:20,21). Paulo recebeu seu apostolado segundo a medida
do dom de Cristo: “Do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que
me foi dado segundo a operação do seu poder” (Efésios 3:7). E também nos
recebemos dons segundo a própria medida estabelecida por Cristo: “Mas a graça
foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo” (Efésios 4:7), a
fim de que Cristo seja glorificado através dos dons e não a figura humana que
não possuía méritos para alcança-los, mas somente o favor imerecido de Deus.
“Se é ensinar, haja dedicação ao ensino” A atividade
primordial do mestre, doutor ou ensinador é cuidar do ensino fundamentado da
Palavra de Deus. É tão importante que a Bíblia requer que haja dedicação ao
exercício desse dom. Talvez seja uma das grandes falhas em muitos ministérios,
nas igrejas, a falta de dedicação ao ensino. Há pessoas que querem ensinar sem
o mínimo preparo para essa atividade. Nos tempos pós-modernos, mais do que
nunca, existe a necessidade de bons ensinadores. Há questionamentos e problemas
que não havia há alguns anos. E muitos pastores não estão preparados para dar
respostas adequadas ao rebanho. O avanço das ciências, das tecnologias, as
questões da bioética, as mudanças rápidas no comportamento social provocam
questões que exigem, não só o conhecimento bíblico e teológico, mas também
secular. O mestre, doutor ou ensinador precisa ter o cuidado de não se
considerar superior ao pastor ou dirigente de uma congregação, pelo fato de ter
mais conhecimento que a média dos obreiros. Humildade, modéstia, sabedoria e
equilíbrio são qualidades indispensáveis aos que são dotados por Deus de mais
capacidade para se dedicarem ao ensino: Mais cuidado ainda, deve ter o mestre,
pois deles será requerido mais, como diz Tiago: “Meus irmãos, muitos de vós não
sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tiago 3.1).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/05/2021
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.




