domingo, 7 de dezembro de 2025

Romanos 8.16

Romanos 8.16 “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”

 

“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”

Esse versículo  não deve ser isolado dos versículos precedentes. Paulo “acabara de dizer que recebemos “um espírito” (o Espírito Santo) no qual clamamos: Aba, Pai”. E o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (vv. 15, 16). Uma referência cruzada de Romanos 8:15, 16 é Gálatas 4:6: “E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” Observemos que aqui o Espírito clama “Aba, Pai”enquanto em Romanos 8:15 são nossos espíritos que clamam “Aba, Pai”. Trata-se de um testemunho duplo. Nossos espíritos estão testemunhando que “Deus é nosso Aba, Pai” e o Espírito, como haveria de ser, concorda: “Sim, está certo! Deus é mesmo o Pai deles!

Quando o Espírito Santo testificou essa verdade? Quando Ele inspirou a Palavra. Paulo insistiu que as palavras ditas por ele eram “ensinadas pelo Espírito” (1 Coríntios 2:13). Ouçamos com atenção o testemunho do Espírito: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes” (Gálatas 3:26, 27).

Além do testemunho escrito do Espírito Santo. Ele também dá testemunho no nosso ser interior de que estamos perdoados de nossos pecados, da certeza da reconciliação com Deus e do acesso a Ele pela fé em Jesus (Romanos 5,1,2), e ainda, do glorioso direito de sermos filhos. Portanto, quando a expressão diz: “testifica com o nosso espírito”, não se refere a um mero assentimento de nossa consciência, mas sim, a que o Espírito Santo sustenta e confirma dentro de nós a confiança da adoção em Cristo Jesus.

A Bíblia ensina que um fato pode ser estabelecido pelo depoimento de duas ou três testemunhas (Mateus 18:16; Deuteronômio 17:6; 19:15; João 8:17). Paulo disse, com efeito, que há duas testemunhas que podem confirmar que você é verdadeiramente um filho de Deus: o Espírito Santo e o seu espírito. A BJ diz: “O próprio Espírito se une ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIO
07/12/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_02.pdf

1 Pedro 3:1

1 Pedro 3:1 “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

 

“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos;”

Da mesma forma que todos os cristãos deveriam ser submissos às autoridades e os escravos, aos seus senhores, as mulheres deveriam se submeter aos [seus] maridos. Essa submissão é em prol da ordem e da paz no lar.

A submissão não implica superioridade espiritual ou intelectual do homem sobre a mulher mais do que dos senhores sobre os escravos. A preocupação de Pedro é que os cristãos apóiem a interação social ordeira. Em toda relação social deve haver um grau de liderança e submissão, até num negócio ou numa sala de aula. O caos reina quando ninguém tem a responsabilidade nem a autoridade de agir.

A implicação das palavras de Pedro é que Deus deu aos maridos a responsabilidade de liderar o lar. Afirmar a liderança do marido não é o mesmo que afirmar um governo autoritário e autocrático. É significativo que essas instruções de Pedro não têm como alvo o marido, e sim a esposa. Pedro não disse: “Maridos, controlem suas mulheres”, mas “Mulheres, sejam submissas ao seu próprio marido”. Sem que a esposa aceite espontaneamente a liderança do marido e sua conseqüente autoridade, ele não poderá exercer uma liderança eficaz.

 

“... para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;”

Uma esposa não está preparada a dar seu testemunho ao marido não-salvo até que ela se lhe sujeite, rendendo-lhe o devido amor. Paulo compara semelhante atitude à submissão da Igreja a Cristo (Efésios 5.22-24), e indica que esta é a maneira de a esposa demonstrar que “está no Senhor” (Colossenses 3.18). Se a esposa não o fizer, pode fazer com que a Palavra de Deus seja difamada (Tito 2.3-5).

Pois, quando o marido não é cristão e a esposa é, ela deve apoiar e incentivar toda bondade que ela encontrar nele, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa. Observemos que “seja ganho, sem palavra alguma” não se refere à Palavra de Deus. Pedro não estava dizendo que em alguns casos a “palavra” de Deus não faria parte da conversão do marido descrente. Ele disse que em alguns casos nenhuma palavra em particular ganharia o cônjuge descrente.  Antes, a Palavra apoiada por um comportamento piedoso é que ganharia o incrédulo para Cristo. O marido ser “ganho” redundaria em glória a Cristo e, ao mesmo tempo, na salvação dele.

Quando só a esposa era cristã, no mundo antigo sua posição já era precária. A expectativa era que a esposa seguisse a religião do marido, e não o inverso. Pedro queria que a esposa cristã servisse de exemplo para o marido através de seu comportamento tranqüilo e tolerante. O cristão não ensina apenas por palavras, mas pelo comportamento.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201410_02.pdf

Atos 8:2

 

“E uns homens piedosos foram enterrar Estevão,”

Não somos capazes de identificar quem eram exatamente esses homens piedosos. Alguns eruditos entendem que essa nomenclatura (varões piedosos) se refere a homens piedosos judeus: “Eram judeus, homens piedosos e todos estavam habitando em Jerusalém” (Atos 2:5 ; Lucas 2:25). Porém, mais tarde a palavra “piedoso” também foi usada para descrever o cristão Ananias, reconhecidamente como “piedoso conforme a lei” (Atos 22:12). Vale lembrar que foi em Antioquia, na Síria, que os discípulos foram pela primeira vez chamada cristãos (Atos 11.26).

Esses homens reconhecendo o apedrejamento como um erro trágico de seus líderes (Lucas 23.47,48) devem ter corrido um risco considerável ao se identificarem com Estevão dessa maneira. Em contraste, Saulo, que tinha aprovado o apedrejamento de Estevão (v.1). Eles recolheram o cadáver contundido e abatido de Estevão e lhe deram um sepultamento decente. Estevão foi provavelmente sepultado no Campo de Sangue que há pouco tempo fora comprado para a sepultura dos estrangeiros: “E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue” (Mateus 27.7,8).

 

“... e fizeram sobre ele grande pranto.”

O código legal judaico permitia que os criminosos executados fossem sepultados, mas proibia luto ou pranto sobre eles. se esta proibição estava em vigor durante o século I, os pranteadores estavam, na realidade, fazendo um protesto público contra a execução de Estevão. Eles o enterraram solenemente e fizeram sobre ele grande pranto por seu luto.

O Luto é uma expressão de mágoa ocasionada por calamidade ou perda trágica como a morte de um parente ou amigo, tão universal quanto a morte propriamente dita. No Oriente Próximo, o choro veemente sempre fez parte do luto.

Abraão lamentou e chorou por causa da morte de sua esposa Sara (Genesis 23.2). Davi e seus homens choraram ao saberem da morte de Saul e Jônatas (2 Samuel 1.12) Não podemos deixar de nos comover pelo pesar do Senhor Jesus, ao chorar pela morte de Lázaro, compartilhando a tristeza de seus amigos (João 11.33-35).

O tempo dedicado ao luto variava. O período mais longo mencionado na Bíblia são os 70 dias durante os quais os egípcios choraram por Jacó (Genesis 50.3), um período habitual entre os egípcios. José chorou sete dias por seu pai (Genesis 50.10,11). Trinta dias de choro foram observados por Arão (Números 20.29) e por Moisés (Deuteronômio 34.8). Os homens de Jabes-Gileade jejuaram por sete dias após cremarem e então sepultarem os restos de Saul e de seus filhos (1 Samuel 31.13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Daniel 6:10

Daniel 6:10 “Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.”

 

“Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém),”

Depois que Daniel ficou sabendo que o rei Dario, o medo, assinou movido por orgulho e vaidade um decreto no qual ele seria considerando um deus durante trinta dias. E que não seria tolerado durante trinta dias fazer petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, senão ao rei. Quem desobedecesse ao mandamento do rei seria lançado na cova dos leões (Daniel 6:7).

Daniel entrou em sua casa, mais precisamente no seu quarto para orar. Esse é o tipo de oração que decide batalhas espirituais, porque é o canal de comunicação entre o crente e Deus: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (Mateus 6:6).

A oração de Daniel em cativeiro não estava baseada desobediência ao rei Dario, mas na obediência ao Deus de Israel: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5.29). Deus havia deixado prescrições bíblicas de oração nos momentos de crise (1 Reis 8.38,42,44,48), e o que suplicasse a Deus deveria se voltar para o lado de Jerusalém, porque é "Jerusalém a cidade que escolhi para pôr ali o meu nome", é o que diz o Senhor em 1 Reis 11.36. Também porque em Jerusalém estava o templo de Deus (nos dias de Daniel, destruído), centro da unidade nacional e símbolo da fé e da existência do povo escolhido.

 

“... e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.”

Daniel, na crise, apenas manteve o ritmo que costumava manter, na oração. Ele três vezes ao dia se punha de joelhos para orar. Em três horas do dia os judeus faziam oração: às 9 da manhã; às 12, e às 15 horas. Davi assim fazia: “De tarde e de manhã e ao meio-dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz” (SaImo 55.17). Pedro e João subiam ao templo para a oração às 15 horas, que era a hora nona dos judeus (Atos 3.1).

Há crentes que só nas crises ou necessidades agudas cumprem um esquema de oração, mas aquele que está habituado a orar com regularidade, nessas ocasiões simplesmente mantém o ritmo costumeiro, enquanto o temporal ruge do lado de fora.

Daniel, além de perseverante, foi também humilde: "se punha de joelhos". Isso fala de submissão e entrega total a Deus. Jesus orou assim: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava (Lucas 22.41); e grato: "orava e dava graças". Muitas orações não têm resposta porque só se ocupam de petições, sem ações de graças de antemão. A gratidão a Deus certamente o inclinará a dar-nos o que precisamos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
07/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lição 11: O espírito humano e as disciplinas cristãs - 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” (1 Timóteo 4.8).

 

“Porque o exercício corporal para pouco aproveita,”

Nós somos formados de três partes, segundo a Palavra de Deus: “espírito, e alma, e corpo” (1 Tessalonicenses 5.23). Todas elas precisam de exercício, de atividade, sob pena de sofrermos atrofia em todas ou em um a delas. Há muitos que vivem de modo sedentário, desenvolvendo doenças circulatórias, cardíacas ou neurológicas. Isso não é desejável.

Warren Wiersbe diz que precisamos cuidar do corpo, e o exercício físico faz parte desse cuidado. O corpo além de tempo do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19-20) é o instrumento para o seu serviço (Romanos 12.1-2). O pregador escocês Robert Murray M'Cheyne. Disse em seu leito de morte aos 29 anos: "Deus me deu um cavalo e uma mensagem, eu matei o cavalo e não posso mais entregar a mensagem", expressando tristeza por não poder continuar seu ministério de pregar o Evangelho, por causa de sua saúde (que ele sentia que tinha "matado").

Mas por que esse incentivo ao exercício físico se Paulo diz que o exercício corporal para pouco aproveita”? Paulo cita ao que parece, pela sua harmonia, ser um refrão proverbial: “Pois o exercido fisico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa.” Conforme era originalmente formulado, este apotegma deve ter sido dirigido contra o treinamento excessivo de atletas, que, segundo sabemos, era assunto de fortes críticas nos círculos estóicos e cínicos.

Paulo não está dizendo que o “exercício físico” (gymnasia) “não serve para nada”. O que ele está fazendo é enfatizando a importância do exercício espiritual, contrastando-o com o exercício físico.

 

“...mas a piedade para tudo é proveitosa,”

O apóstolo mostrou a Timóteo que havia algo mais importante que o exercício físico. A Piedade. Piedade, ou “eusebeia”, significa a vida de santidade do cristão; a vida devocional, que inclui as orações, a leitura da Palavra de Deus, de m odo sistemático, a adoração a Deus, de forma constante; a maneira de viver e conviver com as pessoas, zelando pelo bom testemunho cristão, tudo isso é piedade.

Se o corpo, como vimos, precisa de exercícios para não envelhecer precocemente, ou atrofiar-se, em suas funções vitais, a alma e o espírito também necessitam de “exercícios” espirituais, ou seja, de piedade. Paulo resumiu a piedade quando escreveu aos coríntios, dizendo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15.58).

 

“... tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.”

As palavras finais, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser, definem as bênçãos que o homem que se dedica à piedade pode esperar. Parecem ecoar as palavras de nosso Senhor registrada na tradição dos Evangelhos que oferecem exatamente esta recompensa àqueles que renunciam a tudo por amor a Ele: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mateus 19:29).

O exercício espiritual não só nos recompensa nesta vida, mas nos assegura uma entrada no reino eterno. A vida eterna é a coroa que pode ser esperada por aqueles que exercitam a piedade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Wiersbe. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

sábado, 6 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE DEZEMBRO DE 2025 (2 Timóteo 4.22)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE DEZEMBRO DE 2025
O SENHOR SEJA COM O TEU ESPÍRITO

2 Timóteo 4.22 “O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco.”

 

“O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito.”

 A despedida final de Paulo é uma conclusão em duas partes: uma bênção pessoal a Timóteo e “graça” a todos. Estas são as últimas palavras do apóstolo Paulo registradas nas Escrituras. Numa última oportunidade de encorajar o jovem pastor Timóteo diante de tantas lutas, Paulo diz: O Senhor seja com o teu espírito.

Paulo orou para que Jesus permanecesse ao lado de Timóteo, assim como Ele o havia apoiado e fortalecido (v.17). O uso de “espírito” é uma indicação de que o êxito espiritual de Timóteo era muito mais importante do que o físico. Além disso, há a implicação de que, ainda que o corpo de Timóteo fosse destruído, o Senhor estaria com seu espírito e o levaria “em segurança ao Seu reino celestial” (v.18).

Matthew Henry está correto ao dizer que nada nos deve deixar mais felizes que ter o Senhor Jesus Cristo com o nosso espírito, ele um dia disse: “eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.” ((Mateus 28:20).

 

“A graça seja convosco.”

Apesar dessa carta ser endereçada o Timóteo a palavra “convosco” indica uma pluralidade de gente. Como no caso de sua carta anterior a Timóteo (1 Timóteo 6:21). Fica evidente que Paulo esperava que esta carta fosse compartilhada com toda a congregação de Éfeso. Dois mil anos depois, esse plural “convosco” engloba todos nós.

Paulo passa do singular, O Senhor seja com o teu espírito, para o plural, A graça seja convosco. As últimas palavras registradas nos escritos do apóstolo Paulo expressam uma oração para que a graça de Deus esteja com todo o seu povo. “Graça” é “a palavra na qual toda a teologia de Paulo é destilada”. Ela tem sido chamada de “a primeira e a última palavra de Paulo”. Ele começou a carta com ela (1:2) e agora a encerrava com ela. Com Paulo, tudo era graça do princípio ao fim.

A presença e a graça do Senhor nos bastam: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Assim como a graça foi suficiente para Paulo no passado, seja também nosso alento hoje, para prosseguirmos preservando o evangelho, sofrendo pelo evangelho, permanecendo no evangelho e pregando o evangelho!

A Bíblia não registra os últimos dias de Paulo. De acordo com a tradição, porém, ele foi declarado culpado, sentenciado à morte e decapitado. No entanto, Timóteo e outros cristãos deram continuidade à obra. Como Charles Wesley costumava dizer: “Deus sepulta seus obreiros, mas sua obra continua”. Esta citação aparece na base de uma pedra memorial em honra aos dois irmãos, John e Charles Wesley, em Westminster Abbey em Londres. Esses ministros do século XVIII fundaram o metodismo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico Expositivo. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2008.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201905_01.pdf

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Lucas 6:12

Lucas 6:12 “E aconteceu que naqueles dias saiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus.”

 

“E aconteceu que naqueles dias saiu ao monte a orar,”

O começo da oposição e a escolha de homens certos para seus íntimos colaboradores exigia um aconselhamento prolongado do Pai. Por isso, Jesus como de costume saiu a um monte a fim de orar. Por que o Senhor Jesus orava no monte? Porque queria ficar a sós com o Pai: “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só” (Mateus 14:23), e isso não seria possível na casa de alguém, devido ao assédio do povo, nem nas sinagogas, onde Ele era considerado persona non grata.

Observe, porém, que Ele também orava em lugares desertos (Lucas 5.16), não necessariamente em montes. E que não realizava cultos em lugares assim; Ele apenas freqüentava locais desertos para ficar a sós com o Pai. Ele orava nos montes e lugares desertos porque não havia na época templos como os de hoje. Ele foi claro, ao dizer: “A minha casa será chamada casa de oração” (Mateus 21.13). E também afirmou: “... quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai...” (Mateus 6.6).

Perguntem-se, quais dos apóstolos oraram nos montes? Para onde Pedro e João estavam indo, na hora da oração? Ao templo (Atos 3.1). Onde Pedro estava orando quando o Senhor lhe deu uma visão acerca da evangelização dos gentios? No terraço de uma casa (Atos 10.9). Paulo e seus cooperadores aproveitaram a quietude da praia para orar (Atos 21.5). Na igreja primitiva não era costume orar em montes.

 

“... e passou a noite em oração a Deus.”

Jesus estava prestes a escolher seus discípulos. De certa forma, não havia nada mais importante nos três anos de ministério de Jesus antes da cruz do que isso. Esses eram os homens que dariam continuidade ao que Ele havia feito, e sem eles a obra de Jesus jamais se estenderia ao mundo inteiro. Não é de admirar que Jesus tenha dedicado uma noite inteira à oração para essa escolha crucial.

O Mestre nos deu um exemplo importante para seguir. Nunca devemos tomar qualquer decisão importante sem uma temporada de sinceras orações. Alguns pensam que meia hora é um tempo longo demais para dedicarmos às nossas devoções particulares; mas não podemos nos esquecer que Cristo passava noites inteiras orando. Nós sempre temos muitos assuntos para apresentar diante do trono da graça, e deveríamos nos comprazer muito na comunhão com Deus. E por essas duas razões, devemos também dedicar longos períodos à oração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/12/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

https://cirozibordi.blogspot.com/2008/08/cultos-no-mato-e-os-gravetos.html

https://www.blueletterbible.org/search/preSearch.cfm?Criteria=Lucas+6&t=NKJV

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE DEZEMBRO DE 2025 (Atos 7.59)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE DEZEMBRO DE 2025
A ORAÇÃO DE ESTÊVÃO

Atos 7.59 “E apedrejaram a Estevão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.”

 

“E apedrejaram a Estevão”

Após ser retirado da cidade pelos seus algozes Estevão foi vítima de apedrejado, a forma tradicional judaica da pena capital. Porém, fortalecido pelo Espírito e pela visão celestial que acabara de ver, Estevão enfrenta a morte violenta com fé em Deus e amor para com os seus inimigos.

Estêvão Fora julgado pelo Sinédrio, mas aquele concilio não tinha a autoridade de mandar executar pessoa alguma: “Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma” (João 18:31). Mesmo assim, foi executado pelo apedrejamento, e não pela forma romana de execução.

As possibilidades são: aquilo que aconteceu foi um ato espontâneo de violência da turba, ou Estêvão foi legalmente executado pelo Sinédrio; quer porque os romanos tenham dado permissão especial, quer porque não havia governador romano na ocasião e aproveitou-se o interregno.

 

“... que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.”

Estevão durante o seu martírio invoca a Jesus a quem vê em pé a direita de Deus. Ele pronunciou duas frases. Essa é a primeira: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Sua oração é parecida com a que, segundo Lucas, Jesus pronunciou pouco antes de morrer: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" (Lucas 23.46).

Todavia, Estevão não faz seu pedido a Deus Pai como Jesus o fizera, mas o faz o seu pedido diretamente a Jesus, seu Senhor. É um exemplo marcante de uma fórmula de palavras aplicáveis originalmente ao Pai, sendo endereçadas ao Filho, e demonstra como os cristãos primitivos colocavam Jesus no mesmo nível que o Pai.

Cristo disse: “entrego”, porque voluntariamente deu sua vida a seu Pai (João 10.17,18). Estevão falou: “recebe”, sabendo que o Senhor tem as chaves da morte. Ele, como servo, estava pedindo sua soltura desta vida. Estevão morreu como deve ser com todos os crentes: tendo uma oração nos seus lábios.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.