domingo, 8 de junho de 2025

Lição 11: A intercessão de Jesus pelos discípulos - 2° Trimestre de 2025

TEXTO ÁUREO

“E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17.3)

 

“E a vida eterna é esta:”

Quando as Escrituras falam em vida como galardão da justiça, isto significa algo muito mais importante do que a continuada existência, porque até os ímpios existirão, mas no inferno. A vida verdadeira significa viver em comunhão com Deus, uma comunhão que a morte não poderá interromper ou destruir.

Para muitas pessoas, a idéia de meramente existir para sempre é terrível. Realmente, viver para sempre, sem Deus, é a vida no inferno. Viver para sempre em comunhão com Deus, entretanto, é a bem-aventurança sem fim; é o Céu; é a vida eterna. A comunhão consciente com Deus, já aqui na terra, por si só é um a garantia e um antegozo da vida eterna: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26).

A vida eterna diz respeito primariamente à alma, e passa a pertencer à pessoa do momento da conversão cm diante. Agora mesmo, nós, que somos filhos de Deus, temos a vida eterna; na vinda do Senhor, teremos imortalidade.

 

 “... que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

A vida física é resultado do contato vital com o ambiente físico; com o dano de algum órgão vital, rompe-se tal contato, e segue-se a morte. A vida eterna provém do contato com o ambiente espiritual. Noutras palavras, decorre da comunhão com Deus e com Cristo.

A vida eterna, então, consiste no conhecimento de Deus. Já que tal conhecimento é concedido pelo revelador que Deus enviou (Jesus Cristo), e na verdade é personificado nele, o conhecimento do revelador é a mesma coisa que o conhecimento do Deus que é revelado. Este conhecimento também não é uma simples questão de compreensão intelectual; ele envolve um relacionamento pessoal.

O Pai e o Filho se conhecem em amor mútuo, e através do conhecimento de Deus as pessoas são admitidas ao mistério deste amor divino, amando a Deus, sendo amadas por ele e, em resposta, amando umas às outras. Esta é a base da unidade pela qual Jesus ora nos versículos 20-23: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;. Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.”

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

João 20.16

 

João 20.16 “Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre.”

 

“Disse-lhe Jesus: Maria!”

Maria Madalena havia sido abordada pelo Cristo ressurreto, mas não o conheceu. Ela estava confusa após ver dois anjos assentados no túmulo e em prantos por acreditar que haviam roubado o corpo do seu Senhor.

Jesus sem ser reconhecido por ela lhe perguntou: “Mulher, por que choras? Quem buscas?” (v.15). Jesus havia sido enterrado no sepulcro novo que ficava em um horto. Quando ela foi questionada acreditou que quem falava com ela era o hortelão ou jardineiro. Então o questiona por estar ali se havia sido ele que removeu o corpo de Jesus.

Então Jesus pronunciou o seu nome familiar, com o mesmo tom de voz e ênfase já conhecidos a ela (João 10.3,14).

 

 Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre.”

A pergunta gentil do simpático estranho não foi suficiente para que ela o reconhecesse, mas quando ele a chamou pelo nome a situação mudou. Sua prostração desapareceu imediatamente; diante dela estava algo muito melhor do que ela sonhara ser possível. Em vez do cadáver que ela esperara recuperar, ela se viu de repente, face a face com Senhor vivo.

A palavra com que ela o saudou provavelmente era a mesma que sempre usou para dirigir-se a ele. Rabôni era uma forma aramaica mais enfática e talvez mais honrosa que o simples “rabino”. Esse era o mais alto dos títulos que os judeus davam a um mestre , significa “ Meu grande Mestre ” , e raríssimas vezes falado em público. Bartimeu usou esse titulo para chamar a atenção de Jesus: “Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: "Que queres que te faça? Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja!” (Marcos 10.51 VC).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.


Lucas 24:47

 

Lucas 24:47 “E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. “

 

“E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, “

A ressurreição de Cristo possibilitou a mensagem de arrependimento e perdão, e impôs aos seus seguidores que pregassem o Evangelho ao mundo inteiro. Arrependimento para remissão de pecados eram a doutrina enfatizada na pregação do Pentecoste: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

Arrependimento é uma santa tristeza pelo pecado, seguida pelo abandono deste. E uma total reviravolta feita pela pessoa que descobriu estar andando pelo caminho errado. É um ato da vontade mediante o qual a pessoa, sob convicção, altera totalmente sua atitude para com Deus e com o pecado. Cumpre assim a ordem do profeta: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo...” (Ezequiel 18.31).

Na antiga nação de Israel, a remissão era um instrumento para controlar a escravidão e a dívida pessoal (Deuteronômio 15.1-3,9; 31,10). Em todo sétimo ano o escravo deveria ser liberto (Êxodo 21.2). Semelhantemente, no sétimo ano o devedor deveria ser liberto, e a dívida não deveria ser cobrada (Deuteronômio 15.2). Todos poderiam ser remidores, porém eram as pessoas mais ricas que mais exerciam esse direito de remir tanto escravos como dívidas.

Essa remissão foi realizada pelo nosso Grande Deus e Salvador Jesus Cristo “o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2.14).

 

“... em todas as nações, começando por Jerusalém. “

O universalismo deste Evangelista ressalta-se na sua referência a todas as nações. Não é um perdão mesquinho, disponível para algumas almas piedosas e nacionalistas, mas, sim, para todos os homens: “Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:11,12).

O Evangelho tinha de ser pregado a partir de Jerusalém, porque era primeiramente para os judeus, e era natural que os discípulos começassem onde viviam. Nossa “Jerusalém” é o lar, a fábrica, a igreja local, nossa própria cidade. Os que testificam com sucesso em “Jerusalém” terão sucesso “até aos confins da terra”. Os que fracassam em seu lugar de origem provavelmente fracassarão quando chegarem “aos confins da terra”.

Outro motivo para começar em Jerusalém seria a promessa do pai que sobre eles desceriam: “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes” (Atos 1:4). Depois disso eles seriam revestidos de poder para cumprir cabalmente a comissão não apenas em Jerusalém: “Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/atos-24.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/03/salmo-497.html

1 Coríntios 15:8

 

1 Coríntios 15:8 “E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um nascido fora de tempo.”

 

“E por derradeiro de todos me apareceu também a mim,”

Paulo coloca a visão que tivera no caminho de Damasco no mesmo nível das outras aparições da ressurreição. Ele cita algumas pessoas que viram Jesus ressuscitado. Segundo sua ordem o primeiro foi Cefas (Pedro), depois os doze, depois mais de quinhentos irmãos, depois por Tiago e afirma que por derradeiro apareceu também a ele. A frase “Também a mim” é expressada com certa ênfase,  querendo dizer “até mesmo a Paulo, o principal dos pecadores, Cristo apareceu”.

A aparição de Cristo ressurreto a Paulo foi descrita por Lucas no capítulo 9 de Atos dos Apóstolos. Essa experiência também era contada por Paulo sempre que havia possibilidade. Paulo após sua prisão defendeu-se dos seus acusadores em Jerusalém contando sua experiência (Atos 22.6-11). Paulo também relatou esse fato ao Rei Agripa em Cesáreia Marítima (Atos 26.13-16). E aqui aos membros da igreja de Corinto que diziam que não havia ressurreição.

O fato de Jesus ter aparecido a Paulo “por derradeiro de todos” significa que Paulo foi o último a ser testemunha em primeira mão da ressurreição de Jesus e, portanto, o último a ser comissionado por Jesus como apóstolo. Como testemunhas diretas e mensageiros do Senhor ressurreto, eles puseram o fundamento da Igreja de Jesus Cristo, um fundamento que nunca pode ser acrescentado ou alterado (Efésios 2.20). Assim, estes apóstolos não podem ter sucessores”.

 

“... como a um nascido fora de tempo.”

Paulo pensa em si como o último da fila dos que viram o Senhor. Um “nascido fora de tempo”, isso pode significar, “um nascimento prematuro”, “um aborto”. A palavra “abortivo” pode indicar a sua violenta e antinatural entrada no colégio apostólico, pois ela é empregada como uma expressão injuriosa.

Talvez tivesse sido arremessada a Paulo por seus opositores. Ele não era um homem formoso (2 Coríntios 10:10), e eles podem ter combinado um insulto à sua aparência pessoal com uma crítica à sua doutrina, dizendo que, “muito longe de ter nascido de novo, Paulo era um aborto” (Barclay).

Porque ele foi o último dos apóstolos a ver Cristo ressuscitado, alguns desafiaram sua autoridade apostólica (1 Coríntios 9-3; 2 Coríntios 11.4- 6,13). Ele teve cuidado em declarar repetidas vezes que o seu apostolado não era “da parte dos homens, nem por homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai” (Gálatas 1.1). E isso é evidente na maioria das suas epístolas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.


sábado, 7 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE JUNHO DE 2025 (Atos 2.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE JUNHO DE 2025
O MARAVILHOSO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

Atos 2.4 “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”


“E todos foram cheios do Espírito Santo...”  

Quem são esses todos? Quase 120 pessoas (Atos 1:15). Esses quase 120 permaneceram no mesmo lugar, em Jerusalém (Atos 2:1), obedecendo a ordem de Jesus para aguardarem a Promessa do Pai de Serem batizados com o Espírito Santo (Atos 1:4). Essa promessa do Pai diz respeito a promessa que Deus o fez a Abraão de todas as nações serem benditas nele: “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito “ (Gálatas 3:14). O fato de todos terem recebidos a promessa demonstra o que Pedro afirma na casa de Cornélio:  Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo “ (Atos 10:34,35). Afinal o próprio Jesus durante o último dia da festa dos tabernáculos: "Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. ” (João 7:38,39). Importante ressaltar a diferença do termo “ser cheio do Espírito Santo” Na teologia de Lucas e do Apóstolo Paulo, segundo o contexto de Lucas ser cheio do Espírito Santo sempre está associado ao dom de línguas, enquanto para Paulo uma vida cheia do Espírito refere-se a evidenciar o fruto do espírito: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" (Efésios 5:18).


“...e começaram a falar em outras línguas, ”. 

Notemos alguns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espírito. Para os discípulos, era evidência de estarem controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas. ” Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que. por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas” . A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras; por exemplo, entre os frades mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os irvingitas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Coríntios 14.2.)


“...conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ”

Cremos e ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa. Sua personalidade está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. A Bíblia revela todos os elementos constitutivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto, emoção e vontade, em 1 Coríntios 12:11 está escrito: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer“. Esse versículo nos revela que o Espírito Santo possui vontade, nos indicando sua personalidadecomo quer “ Essa vontade nunca contradiz as outras pessoas da Trindade, pois possuem uma mesma natureza e essência. O Espírito Santo relaciona-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente uma pessoa poderia agir como mestre, consolador, santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama, contende, convida e intercede. Ele é Deus, Ele é pessoal. Até por isso os cristãos são batizados também em seu nome: "batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SOARES, Esequias. Declaração de Fé das Assembleias de Deus.Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

sexta-feira, 6 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JUNHO DE 2025 (Atos 1.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JUNHO DE 2025
A PROMESSA DE RECEBER PODER POR MEIO DO ESPÍRITO

Atos 1.8 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”


“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós,”

Apesar de Cristo já haver soprado sobre os discípulos o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22), Ele ainda não havia sido derramado.  João explica isso no seu evangelho:  Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia dito: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).

O Espírito Santo desceria sobre eles com poder. Fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

Os discípulos de Cristo, após receberem a promessa, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes, eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).


“... e ser-me-eis testemunhas,”

O poder que recebemos do Espírito Santo tem como finalidade capacitar-nos para sermos testemunhas em todo o mundo. 

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,  E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).

Pedro quando inclui Matias no apostolado em lugar de Judas Iscariotes disse: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos 1:21,22).

O fato de ser testemunha indica a veracidade dos fatos. Quando a mulher samaritana deu testemunho das palavras de Cristo, os homens daquela cidade o procuraram e creram “E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42)

 

 “... tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”

Jerusalém era a cidade local daqueles que estavam ouvindo a Jesus. Judéia era a região maior em que eles estavam. Samaria era uma região vizinha. E os confins da terra representavam o mundo todo. Quanto Jesus fala que eles deviam ser testemunhas tanto em Jerusalém como em Judéia e Samaria, e até os confins da terra, Ele mostra que isto deve acontecer simultaneamente. Ou seja, devemos fazer missões em nossa cidade, em nosso estado, nos estados vizinhos (nosso país), mas também no mundo todo.

Esta é a nossa missão. Sermos testemunhas de Jesus onde for possível. Que no o Espírito Santo possamos cumprir a nossa missão, testemunhando de Jesus em todos os lugares, seja indo e testemunhando pessoalmente, seja orando pelos missionários, seja contribuindo com aqueles que se dispõe a ir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo:Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas:Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

https://www.batistapioneira.edu.br/e-sereis-minhas-testemunhas/

 

João 21.24

 

João 21.24 “Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.”

 

“Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; “

Aqui temos uma afirmação direta de que o discípulo amado é o verdadeiro autor do evangelho. O versículo 20 estabeleceu que esse discípulo era o discípulo amado citado em todo o livro. O versículo 24, então, deve ser lido no contexto dos versículos 20 a 23. Apesar que as palavras as escreveu não signifiquem que sua mão conduziu a pena, assim como os termos de João 19.19 não querem dizer que Pilatos redigiu pessoalmente a placa que foi presa à cruz.

O termo destas coisas não pode ser limitado à narrativa do capítulo 21; na verdade, já que o capítulo 21 serve de epílogo, a expressão deve referir-se aos capítulos anteriores a este. O versículo, portanto, afirma que quem confirma a veracidade deste evangelho é alguém que teve contato estreito com tudo o que ele descreve.

As palavras de 1 João 1.3: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros", aplicam-se tanto ao evangelho como à carta a que servem de introdução. De fato, como Dorothy Sayers costumava lembrar, “dos quatro evangelhos, o de João é o único que afirma ser o relato direto de uma testemunha ocular” - acrescentando: “ E qualquer pessoa acostumada a manusear documentos com criatividade percebe que a evidência interna confirma esta afirmação”.

 

 “... e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. ”

Não podemos ter certeza sobre quem foram as pessoas que acrescentam o testemunho delas: “e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro”. Deve se referir a um grupo de discípulos com quem o Apóstolo amado se relacionava intimamente. Como, porém, sabiam que seu testemunho era verdadeiro?

Não porque tivessem presenciado os eventos que ele descreve. Estas pessoas estão, sim, dando expressão ao testemunho interior do Espírito Santo. O Espírito que elas, assim como João, tinham recebido, fez surgir dentro delas a certeza de que seu testemunho era verdadeiro; o testemunho começara a demonstrar sua validade na experiência pessoal delas, e por isso sabiam que ele era genuíno.

No mesmo sentido, hoje, muitos leitores do evangelho, ao estudarem o relato do evangelista, são levados a dizer por experiência própria: “Sabemos que este testemunho é verdadeiro". Isto porque este relato ainda penetra em nós com a qualidade da autenticação própria da verdade eterna. Aquele de quem este testemunho é dado é a revelação de Deus em vida humana que, quando recebido, é Deus habitando em nós e nós em Deus.

Essa convicção do Espírito é a mesma que tiveram os discípulos que caminhavam a Emaus: “E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24.32).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202206_05.pdf

João 20.8

 

João 20.8 “Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. “

 

“Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, ”

Simão Pedro e esse outro discípulo haviam corrido ao sepulcro de Jesus após Maria Madalena dizer que levaram o corpo de Jesus (v.1). O fato de o testemunho dela não receber tanto destaque (como o de Pedro) na pregação primitiva, está ligado à pouca importância que a palavra de uma mulher tinha em público, então eles correram para conferir do que se tratava.

Esse outro discípulo chegou primeiro do que Pedro ao sepulcro, mas por provavelmente ser mais novo do que Simão Pedro não entrou diretamente, mas esperou que Pedro entrasse. Acredita-se que esse discípulo é o próprio escritor desse evangelho, João, pois nunca se referia a si diretamente. Ele costumava-se se identificar como o discípulo a quem Jesus amava.

 
“... e viu, e creu. “

Quando esse discípulo viu no chão os lençóis que enrolaram Jesus e o lenço enrolado num lugar a parte creu. A palavra traduzida por “lenço” (soudarion) é um estrangeirismo procedente do latim (sudarium) e identifica uma peça de pano usada normalmente para enxugar o suor (Lucas 19.20, Atos 19.12).

Ele creu porque ele usou seu olho da fé e conseguir ver mais longe do que Pedro vira. Em bora fosse Pedro o primeiro a entrar no sepulcro, foi João o primeiro a realmente crer. Enquanto Pedro pensava sobre o que significaria aquilo, raiou em João a fé na ressurreição, assim como foi ele o primeiro a reconhecer o Cristo ressurreto na praia do mar da Galileia.

Em termos gerais, é verdade que “os primeiros cristãos creram na ressurreição de Cristo não por não encontrarem seu corpo morto, mas porque acharam um Cristo vivo”. Mas houve uma exceção; o discípulo amado creu em sua ressurreição antes de vê-lo novamente vivo - na verdade não porque visse o túmulo vazio mas porque a posição dos lençóis repentinamente esclareceu-lhe a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JUNHO DE 2025 (Gálatas 5.16-17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
 5 DE JUNHO DE 2025
O ESPÍRITO SANTO MOLDA EM NÓS O CARÁTER DE CRISTO

Gálatas 5.16-17 "Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”.


"Digo, porém"

Continua as ideias já iniciadas no capítulo desenvolvendo-as em um novo sentido, explicando-as e, sobretudo, sobrepujando-as.


"Andai em Espírito,”.

Ou viver no espírito. O tempo verbal (presente) indica uma ação habitual, no sentido geral de “conduta de uma pessoa, ou seja, da realização de sua vida, é um termo que quase só Paulo e João utilizam”. Viver pelo Espírito é ser guiado no Espírito ou deixar-se guiar pelo Espírito. Espírito é o que possibilita ao homem tal comportamento ou sua causa. Assim, a expressão representa o fundamento e modo do comportamento. Precisamente este proceder tem a consequência e a promessa de que, se assim fizerem, não irão satisfazer as obras da carne.


“... e não cumprireis a concupiscência da carne."

A palavra grega traduzida aqui por  concupiscência, significa desejos por algo, a intenção etc. A palavra carne a determina como uma concupiscência egoísta. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito. Entretanto, de onde Paulo tira sua confiança de que uma vida dirigida pelo Espírito se torna impossível o ceder às paixões da carne? No fato de que o Espírito e a carne, que tem em suas mãos respectivamente a direção de nossa vida, perseguem tendências opostas e que se excluem mutuamente. Assim, o Espírito tem todo o poder de destruir a carne.

No nosso contexto se fala da carne com estranha neutralidade e objetividade como se ela fosse um poder personificado. Paulo fala da carne, e pensa em nossa carne; nosso corpo humano, tal e como existimos; “segundo a qual” caminhamos. Pensa-se na carne, portanto, que é a medida e a norma do nosso agir e pensar. Esse poder carnal tem seus próprios desejos, com os quais tenta desviar a pessoa de sua conduta normal, que deve ser vivida segundo o Espírito (cf. Rm 8.3,6-8; 9.8; G1 5.13,19). Esse poder da carne está em constante luta contra outro, que é o Espírito.

 

Gálatas 5.17 "Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis”. 


A luta explícita da carne contra o espírito representa os conflitos internos entre a natureza pecaminosa (velho homem) e a nova natureza produzida na regeneração (Novo nascimento): “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5). O apostolo Paulo expressa sua própria luta a igreja de Roma: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço” (Romanos 7:14,15).

Os que estão na carne, ou vivem segundo a carne “não podem agradar a Deus “ (Romanos 8.8). Porque eles vivem manifestando as obras da carne que são: “...adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas...” (Gálatas 5:19-21). Segundo esse texto os que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

Os que vivem na carne também não são capazes de discernir a vontade de Deus, pois, seus propósitos se discernem espiritualmente: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14).

Aquele que atenta para o Espírito conseguem então discernir a vontade de Deus, afinal seu Espírito está dentro de nós e através da renovação do entendimento nos ajuda a pensar como Cristo: “Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Coríntios 2:16).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/6/2023

Fontes:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

SOARES, Germano. Gálatas - Comentário. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

 

quarta-feira, 4 de junho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JUNHO DE 2025 (Romanos 8:9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE JUNHO DE 2025
A CAPACIDADE VIVIFICANTE DO ESPÍRITO SANTO

Romanos 8:9 “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. ”

 

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. “

Paulo aplica aos seus leitores, em termos pessoais, as verdades que vinha expondo em termos gerais. No verso 8 ele vinha usando a terceira pessoa do plural: “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (v.8), agora nesse verso ele muda para a segunda pessoa, dirigindo-se diretamente aos seus leitores. Ele diz: Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós“. 

Por causa da obra de Cristo por nós e da ação do Espírito em nós, fomos feitos morada de Deus, templos do Espírito Santo. Ele habita em nós. Aquele que nem os céus dos céus podem conter agora habita em nós, vasos frágeis de barro. Somos a casa de Deus, o templo da sua habitação.

O que identifica o verdadeiro cristão é a habitação do Espírito Santo.  O Espírito Santo deve fazer uma diferença visível na vida do verdadeiro cristão. Se não for assim possivelmente o Espírito não habitará nele.

Ser habitado pelo pecado (Romanos 7.17, 20) é a porção natural que cabe a todos os filhos de Adão; o privilégio dos filhos de Deus é que, já que neles habita o Espírito, ele é que vai combater e subjugar o domínio do pecado. Como Jesus prometeu, "ele vive com vocês e estará em vocês" (João 14.17).

 

“Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

Por outro lado, se não temos em nós o Espírito de Cristo, definitivamente não pertencemos a Cristo: "Se um homem não possui o Espírito de Cristo, não é cristão" (NEB). Visto que somente o Espírito coloca os homens em viva relação com Cristo, não pode haver tal relação com Cristo independentemente do Espírito.

Wesley escreveu: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo habitando-o e governando-o. Esse tal não é dele - Ele não é membro de Cristo, não é cristão; não está no estado de salvação. É uma clara e expressa declaração, que não admite exceção. Quem tem ouvidos, ouça!” (Mateus 11.15).

George Tipps chama “o Espírito de Cristo” de batimento cardíaco do cristão, observando que, para averiguar se um paciente está morto ou vivo, um médico primeiramente verifica o pulso e o batimento cardíaco. Da mesma forma, diz Tipps sem o Espírito de Cristo, um indivíduo está morto espiritualmente!

É digno de nota que nesse verso o "Espírito de Deus" é também chamado de "o Espírito de Cristo" e que ter o Espírito de Cristo em nós (9b) é ter Cristo em nós (10a). O objetivo disso não é confundir as pessoas da Trindade, identificando o Pai com o Filho ou o Filho com o Espírito. É, isto sim, enfatizar que, embora eles sejam eternamente distintos em sua maneira pessoal de ser, compartilham também da mesma essência divina e da mesma vontade. Por isso são inseparáveis. Aquilo que o Pai faz, ele o faz através do Filho, e o que o Filho faz, ele o faz por meio do Espírito. Na verdade, onde quer que um esteja, ali estarão também os outros dois.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

 Wesley, John. Romanos notas explicativas; tradução Duncan Alexander Reily - São Paulo: Cedro 2000.

Lopes, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf