quarta-feira, 9 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 9 DE ABRIL DE 2025 (1 João 4.7)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
9 DE ABRIL DE 2025
QUEM NASCEU DE NOVO DEMONSTRA AMOR PELO PRÓXIMO

1 João 4.7 "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus."



"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus;"

João expôs muitas verdades neste trecho, todas
ligadas ao fato de que Deus é amor e a fonte do
amor. O apóstolo começou com o vocativo “amados” e fez um contraste sobre quem é nascido de Deus e quem não conhece a Deus: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (4:7, 8).

Uma das razões porque os cristãos precisam amar uns aos outros é a natureza de Deus. Deus é amor, e isso demanda amor. João apresenta essa verdade duas formas dizendo que o amor vem de Deus e que Deus é amor. A primeira indica que Deus é a fonte de todo amor. Isso é fato, tanto que aquele que ama precisa amar com aquele amor que vem de Deus, e assim precisa nascer dele. Se não ama não conhece a Deus, ou seja, não tem um relacionamento verdadeiro com Deus.

A segunda forma da declaração de João é que Deus é amor. Essa é mais profunda do que anterior, pois refere-se o amor não apenas como o dom ou um atributo de Deus, mas, num sentido mais profundo, a própria natureza de Deus. Isso deve ser visto juntamente com as outras outras declarações inequívocas de João que nos falam que 'Deus é espírito" e que "Deus é luz".


" .. e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus."

O verdadeiro teste do nosso amor por Deus é
como amamos os outros. Isso evidencia se realmente nascemos dele e que o conhecemos. Se amamos uns aos outros, o amor de Deus se completa em nós. Não é à toa que, segundo Jesus, o segundo maior mandamento é amar ao próximo como a nós mesmos (Marcos 12:31). O mandamento de Jesus é para amarmos uns aos outros como discípulos dele assim como ele nos ama, ou seja, com um amor que jamais acaba. Jesus os amou até o fim.

Deus manifestou o seu amor entre nós enviando o seu Filho unigênito ao mundo para vivermos por meio dele. O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando e enviando o seu Filho como sacrifício expiatório por nossos pecados. Da mesma maneira devemos nos propor a amar os nossos irmãos.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/4/2025

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006

terça-feira, 8 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 8 DE ABRIL DE 2025 (1 João 3:9)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
8 DE ABRIL DE 2025
AQUELE QUE NASCEU DE NOVO NÃO VIVE EM PRÁTICA PECAMINOSA

1 João 3:9 "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."


"Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele;"

Ser nascido de Deus é ser renovado interiormente restaurada uma integridade ou retidão santa de natureza pelo poder do espírito de Deus. Alguém assim não comete pecado, não põe em prática iniquidade, nem pratica desobediência que é contrária nova natureza é o caráter regenerado de seu espírito.

Esse versículo sugere que podemos vencer a prática do pecado – e devemos lutar por isso. No entanto, não podemos alcançar essa vitória sozinhos. Somente quando nascemos verdadeiramente de Deus. Obtemos vitória sobre a prática do pecado por meio de Cristo. 

Em 4:4, lemos: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”. Podemos vencer o mundo e o pecado que está no mundo por causa de Cristo. 

A razão que João dá para que o cristão Não continue persistir no pecado é que "a sua semente permanece nele". Isso pode ser considerado de diversos modos, mas provavelmente deveria ser assumido como uma referência à natureza de Deus permanecendo no cristão, como algumas versões modernas afirmam.

Outra possibilidade é que a expressão semente de Deus se refira a palavra de Deus que permanece pelo menos em parte dentro de cada crente. Essa ideia ocorre em outros trechos um exemplo é 1 Pedro 1.23: "sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre".

Essa “semente” – seja ela a natureza divina, a Palavra ou até mesmo o Espírito Santo– foi providenciada pelo Senhor e nos permite viver para Cristo em vez de viver pecando.


"... e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

Alguns interpretam essas palavras literalmente. Acreditam que uma vez que uma pessoa é salva, ela sempre será salva. De acordo com essa interpretação, um cristão nunca irá pecar a ponto de perder a sua salvação eterna. 

Os defensores dessa doutrina usam esse versículo para tentar provar que um verdadeiro cristão não peca. E se alguém que parece ser cristão pecar? A resposta deles é que o pecado é simplesmente a prova de que o indivíduo que pecou não era realmente um cristão, embora parecesse ser.

No entanto, nenhum intérprete criterioso entende que um cristão não possa cometer um ato pecaminoso. As seguintes considerações tornaram essa explicação improvável.

Em primeiro lugar, afirmar que é impossível um cristão pecar contraria a experiência. Nós que somos filhos de Deus sabemos que pecamos, e com certeza conhecemos outros que, mesmo sendo cristãos autênticos, pecam. Essa afirmação também contraria a experiência dos cristãos nos tempos bíblicos; há numerosos exemplos no Novo Testamento de discípulos pecando.

Em segundo lugar, essa hipótese tornaria sem sentido grande parte do Novo Testamento, a qual foi escrita principalmente para exortar os cristãos a não pecar. Muitas passagens bíblicas que ensinam que é possível o cristão pecar a ponto de perder-se eternamente. O Novo Testamento ensina recorrentemente a possibilidade de apostasia. 

O maior problema ao se interpretar essas passagens literalmente e crer que é impossível um cristão pecar é que essa interpretação faria João se contradizer. Ele disse em 1:8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”. E escreveu em 1:10: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

O que João quis dizer então? Ele escreveu que “todo aquele que permanece nele não vive pecando” (3:6a), “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado” (3:9a), e “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (5:18a). 

Considerando que João admite que os cristãos podem sim pecar, o senso comum sugere que João quis dizer que “os cristãos não pecam constantemente; o pecado não é o padrão habitual de suas vidas”. E nem deveria ser pois já foi dito que ele é nascido de Deus.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/4/2025

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_02.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006

Texto Áureo Lição 2 - A verdadeira Adoração - João 3.3

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

segunda-feira, 7 de abril de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 7 DE ABRIL DE 2025 (Efésios 2.8)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
7 DE ABRIL DE 2025
O NOVO NASCIMENTO COMO DOM DE DEUS

Efésios 2.8 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. ” 


“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; “

Aqui temos três palavras fundamentais das boas novas cristãs — a salvação, a graça e a fé. A salvação é mais do que o perdão. É a libertação da morte, da escravidão e da ira descritas nos versículos 1-3. Inclui a totalidade da nossa nova vida em Cristo, juntamente com quem fomos vivificados, exaltados e feitos assentar no âmbito celestial. A graça é a misericórdia de Deus, livre e imerecida, para conosco, e fé é a confiança humilde com que nós a recebemos. A afirmação do apóstolo de que o indivíduo é salvo pela graça não sugere que a salvação se efetua pela graça somente. Pode-se dizer que todas as coisas às quais a salvação é atribuída emanam da graça de Deus, mas o Novo Testamento não ensina que somos salvos por uma única coisa isoladamente. A graça é uma somatória de tudo que Deus fez para levar a salvação até a humanidade. 

Esta graça de Deus “se manifestou... a todos os homens” (Tito 2:11). Por que, então, nem todos são salvos? A simples resposta é que nem todos recebem a graça de Deus da maneira certa, ou seja, “mediante a fé”. Em 2 Coríntios 6:1 Paulo advertiu: “não recebais em vão a graça de Deus”. Enquanto “graça” sintetiza a parte de Deus na salvação do homem, “fé” sintetiza a resposta do homem a Deus. No Novo Testamento, a ideia de ter “fé”, ou crer, é às vezes usada de um modo geral ou amplo incluindo a reação completa de um indivíduo a Deus (veja João 3:16; Romanos 1:16; 5:1). As palavras “fé” e “crença” também são usadas no Novo Testamento de um modo específico, como uma de várias respostas a Deus (veja Marcos 16:16; Atos 18:8). Em Atos 16:25–34, Lucas registrou a conversão do carcereiro em Filipos.


“...e isto não vem de vós; é dom de Deus. ” 

Para reforçar a declaração positiva de que fomos salvos somente pela graça de Deus por meio da fé em Cristo, Paulo acrescenta essas duas negações que se equilibram: a primeira “isso não vem de vós”, a segunda “é dom de Deus ”.Apesar da exigência de fé obediente, nós não nos salvamos a nós mesmos. Paulo disse: “E isto não vem de vós; é dom de Deus” (v. 8b). “Isto”, tradução de touvto (touto), representa todo o processo de salvação. A graça de Deus possibilita a salvação, e a fé do homem é o meio pelo qual a salvação é aceita. A salvação, portanto, não é uma realização humana, mas chega ao homem como um dom, uma dádiva. 

Embora a salvação seja um presente de Deus, quem alega que o homem não faz nada no sentido de contribuir para o processo de ser salvo deveria observar que ninguém pode se beneficiar de um presente sem antes aceitá-lo. O presente de Deus, a salvação, é oferecido pela graça, mas é aceito pela fé. Quando um pai humano oferece um presente ao filho em forma de herança, o filho precisa aceitar o presente para se beneficiar dele. A exposição sobre o papel do homem na salvação continua no versículo 9: “Não de obras, para que ninguém se glorie”. Esta afirmação enfatiza ainda mais que a salvação é um dom da graça, não um resultado de esforço humano


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

8/7/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

STOTT, John. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus. 6.a ed.  São Paulo: ABU Editora, 2001.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201305_07.pdf

domingo, 6 de abril de 2025

Lição 02: O Novo Nascimento - 2 Trimestre de 2025


TEXTO ÁUREO 

João 3.3 “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” 
 

“Jesus respondeu e disse-lhe:”

Nicodemos, um príncipe dos judeus, foi ter de noite com Jesus. Apesar de que no momento não queria ser visto por muitas pessoas falando com Jesus possivelmente por sua posição de Mestre. Ele reconheceu Jesus como um Mestre vindo de Deus. Sua convicção estava nos sinais que se faziam através de Jesus: “... ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2). Fala-se da covardia de Nicodemos cm vir à noite. Devemos, no entanto, dar valor ao fato dele ter procurado a Jesus, mesmo daquele modo. Mais tarde, foi ele quem tomou sobre si a defesa de Jesus perante o Sinédrio (João 7.50,51) e ajudou a enterrar o seu corpo (João 19.39).

A esse principal da sinagoga Jesus esclarece acerca das coisas que ele chamou de terrena: “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? “ (João 3:12). Quando ele chama o novo nascimento de coisa terrena está implicitamente atestando que todo o homem está destituído da glória de Deus e precisam se religar em Deus. Sendo assim Cristo afirma:


“Na verdade, na verdade vos digo”

A expressão “na verdade” traduz o original “amem”, em hebraico ela transmite o sentido de verdade ou fidelidade. No Evangelho de João, essa expressão aparece composta com uma repetição a mais, isto é, “em verdade em verdade vos digo” ou “na verdade na verdade te digo". Essa repetição traduz um duplo amém. Na Bíblia Jesus usa essa expressão como introdução de uma declaração solene, como um alerta profundo. Indica que o que se segue após a expressão deve ser recebido, refletido, assimilado e obedecido.

 
“... que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”

O Senhor Jesus afirmou a Nicodemos que ele precisava nascer de novo, um novo nascimento vindo diretamente do céu. Como homem, ele estava na condição caída de todos os seres humanos “porque todos pecaram” (Romanos 3.23). Nesse sentido, todo ser humano precisa passar pelo processo de regeneração, experimentar uma ação divina no interior, ou seja, nascer de novo (João 3.5; 20.22; 15.5; 2 Coríntios 5.17).

Jesus revela que todo homem precisa de uma mudança radical e completa da totalidade da natureza e do caráter. A natureza total do homem foi torcida pelo pecado, em decorrência da queda, e esta perversão se reflete na sua conduta individual e nos seus vários relacionamentos. Quando Jesus estava em Jerusalém por causa da páscoa fez muitos milagres e muitos creram nele. Todavia a bíblia informa: “... o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia; E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (João 2:24,25).

Antes de poder viver uma vida que agrade a Deus, sua natureza precisa passar por uma mudança tão radical que é nada menos do que um segundo nascimento. O homem não pode efetuar semelhante mudança por si mesmo. A transformação deve vir de cima.

No verso 5 Jesus complementa a ideia: “aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.” Nascer da água significa passar por uma profunda experiência da purificação (cf. Efésios 5.26). Nascer do Espírito significa passar por uma profunda experiência de receber a vida divina. A alma humana precisa ser lavada de toda impureza e vivificada pela vida celestial, antes de estar pronta para o Céu. Deus nos salvou: 1) pela “lavagem da regeneração e 2) da renovação do Espírito Santo” (Tito 3.5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/03/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está Proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.


sábado, 5 de abril de 2025

1 João 3:9

1 João 3:9 "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."


"Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele;"

Ser nascido de Deus é ser renovado interiormente restaurada uma integridade ou retidão santa de natureza pelo poder do espírito de Deus. Alguém assim não comete pecado, não põe em prática iniquidade, nem pratica desobediência que é contrária nova natureza é o caráter regenerado de seu espírito.

Esse versículo sugere que podemos vencer a prática do pecado – e devemos lutar por isso. No entanto, não podemos alcançar essa vitória sozinhos. Somente quando nascemos verdadeiramente de Deus. Obtemos vitória sobre a prática do pecado por meio de Cristo. 

Em 4:4, lemos: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”. Podemos vencer o mundo e o pecado que está no mundo por causa de Cristo. 

A razão que João dá para que o cristão Não continue persistir no pecado é que "a sua semente permanece nele". Isso pode ser considerado de diversos modos, mas provavelmente deveria ser assumido como uma referência à natureza de Deus permanecendo no cristão, como algumas versões modernas afirmam.

Outra possibilidade é que a expressão semente de Deus se refira a palavra de Deus que permanece pelo menos em parte dentro de cada crente. Essa ideia ocorre em outros trechos um exemplo é 1 Pedro 1.23: "sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece para sempre".

Essa “semente” – seja ela a natureza divina, a Palavra ou até mesmo o Espírito Santo– foi providenciada pelo Senhor e nos permite viver para Cristo em vez de viver pecando.


"... e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

Alguns interpretam essas palavras literalmente. Acreditam que uma vez que uma pessoa é salva, ela sempre será salva. De acordo com essa interpretação, um cristão nunca irá pecar a ponto de perder a sua salvação eterna. 

Os defensores dessa doutrina usam esse versículo para tentar provar que um verdadeiro cristão não peca. E se alguém que parece ser cristão pecar? A resposta deles é que o pecado é simplesmente a prova de que o indivíduo que pecou não era realmente um cristão, embora parecesse ser.

No entanto, nenhum intérprete criterioso entende que um cristão não possa cometer um ato pecaminoso. As seguintes considerações tornaram essa explicação improvável.

Em primeiro lugar, afirmar que é impossível um cristão pecar contraria a experiência. Nós que somos filhos de Deus sabemos que pecamos, e com certeza conhecemos outros que, mesmo sendo cristãos autênticos, pecam. Essa afirmação também contraria a experiência dos cristãos nos tempos bíblicos; há numerosos exemplos no Novo Testamento de discípulos pecando.

Em segundo lugar, essa hipótese tornaria sem sentido grande parte do Novo Testamento, a qual foi escrita principalmente para exortar os cristãos a não pecar. Muitas passagens bíblicas que ensinam que é possível o cristão pecar a ponto de perder-se eternamente. O Novo Testamento ensina recorrentemente a possibilidade de apostasia. 

O maior problema ao se interpretar essas passagens literalmente e crer que é impossível um cristão pecar é que essa interpretação faria João se contradizer. Ele disse em 1:8: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós”. E escreveu em 1:10: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”.

O que João quis dizer então? Ele escreveu que “todo aquele que permanece nele não vive pecando” (3:6a), “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado” (3:9a), e “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (5:18a). 

Considerando que João admite que os cristãos podem sim pecar, o senso comum sugere que João quis dizer que “os cristãos não pecam constantemente; o pecado não é o padrão habitual de suas vidas”. E nem deveria ser pois já foi dito que ele é nascido de Deus.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
8/4/2025

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_02.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE ABRIL DE 2025 (Filipenses 2:8)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE ABRIL DE 2025
O VERBO TORNOU-SE SEMELHANTE AOS HOMENS 

Filipenses 2:8 "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz."


"E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo,"

Uma vez que ele estava encarnado ele humilhou-se a si mesmo. A expressão de que Ele “humilhou-se a si mesmo” tem o testemunho da história de que a sua vida inteira, da manjedoura ao túmulo, foi marcada por genuína humanidade. 

Depois da humilhação da encarnação, Ele ainda sujeitou-se a ser perseguido e sofrer nas 
mãos dos incrédulos (Isaías 53.7; Mateus 26.62-64; Marcos 14.60,61). Foi, de fato, uma auto-humilhação! Uma decisão espontânea da sua parte. 

Ele submeteu-se a tudo isso porque não perdeu o foco de sua missão expiatória. O que importava para Ele era cumprir toda a justiça de 
Deus em relação ao pecado: “Deixe assim, por enquanto; pois assim convém que façamos, para cumprir toda a justiça” (Mateus 3.15).


"...sendo obediente até à morte, e morte de cruz."

O autor da Carta aos Hebreus escreveu que Cristo se sujeitou à morte “para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hb 2.14,15). 

A morte de cruz foi o clímax da humilhação que Jesus suportou, constituindo-se na vergonha maior que um condenado podia passar. Entretanto, a Bíblia é clara quando diz que essa morte foi necessária para que Ele pudesse vencê-la no túmulo ao ressuscitar ao terceiro dia, 
abolindo sua força condenatória, e pela ressurreição trazer a luz e a incorrupção. Paulo escreveu a Timóteo que Cristo “aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho” (2 Timóteo 1.10).

Sua obediência era exclusiva à vontade de Deus, mesmo que essa vontade apontasse para a morte de cruz. Na sua angústia, antes de enfrentar o Calvário, no Getsêmane, Ele submeteu-se totalmente a Deus e acatou a vontade soberana do Pai ao dizer: “Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22.42). 

Ele desceu ao ponto mais baixo de sua humilhação ao enfrentar o Calvário e a 
morte de cruz. Ele sofreu tudo que a palavra “morte” significa para nós. Passando pela dor e participando do Hades, o estado dos mortos (Atos 2.31) que não é a sepultura. A morte de cruz era símbolo da própria maldição (Deuteronômio 21.22,23), mas Cristo nos resgatou da maldição “fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Galatas 3.13, ARA).



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/4/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

SOARES, Esequias. Cristologia: a doutrina de Jesus Cristo. 1. ed. São Paulo: Hagnos, 2008

1 João 5:1

1 João 5:1 "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido."


"Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus;"

João estivera destacando como os anticristos ensinavam que Jesus não veio em carne. Aqui ele explica que crer que Jesus é o Cristo – o Messias que Deus prometeu vir ao mundo como Emanuel, o Deus conosco – é o que diferencia os nascidos de Deus.

É mediante a fé no sacrifício de Jesus que experimentamos uma nova vida. Somente o novo nascimento nos faz entrar numa nova relação com o Senhor, tornando-nos, verdadeiramente, filhos de Deus (1 João 3.1,2). A natureza espiritual desta nova relação vem de semente incorruptível, isto é, pela Palavra de Deus; é obra do Espírito Santo (João 3.5-8), mediante as verdades vivas e eternas do evangelho de Cristo (1 Coríntios 4.15)

Natureza humana só pode produzir natureza humana; e nenhuma criatura poderá elevar-se acima de sua própria natureza. A vida espiritual não passa de pai para filho de modo natural; ela procede de Deus: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" (Jo 3.6,7).

A palavra nascido na expressão "nascido de Deus" está no tempo perfeito. Esse tempo indica o evento ocorrido no passado com consequências contínuas. Em outras palavras como escreveu stott: "nossa atividade atual e contínua de crer é o resultado, e assim a evidência, de nossa experiência passada do novo Nascimento pelo qual nos tornamos e permanecemos filhos de Deus".

João sempre associou o ser nascido de Deus coma prática do amor. Se alguém ama o pai, também ama seu Filho. Aqui, podemos concluir que ele estava falando sobre amarmos Jesus como filhos do Pai celeste.


"... e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido."

Se estivermos amando a Deus e nos esforçando para viver de acordo com os seus ensinamentos, isso se refletirá na forma com que nos tratamos uns aos outros.

Jesus não veio somente para mostrar o amor do Pai por nós; ele também veio para nos mostrar como amar uns aos outros. João 13:1 – escrito depois que os apóstolos experimentaram muitos fracassos – diz o seguinte: “Jesus… tendo amado os seus… amou-os até ao fim”. Foi esse amor que levou Jesus a lavar os pés dos apóstolos.

Paulo nos diz que Deus nos amou quando éramos por natureza filhos da ira (Romanos 6.8-10). Ele nos amou tanto que enviou seu Filho para morrer em nosso lugar (João 3.16). Quem é nascido de Deus precisa aprender com o Pai a amar de verdade.

Boice escreveu: "que na compreensão de João, o filho potencial de Deus primeiro ganha a vida da parte de Deus e como resultado disso passa a crer em Cristo, busca a retidão, e com isso ama o próximo".


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/4/2025

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202305_03.pdf

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2009/2009_03_12.htm

1 João 4.7

1 João 4.7 "Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus."


"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus;"

João expôs muitas verdades neste trecho, todas
ligadas ao fato de que Deus é amor e a fonte do
amor. O apóstolo começou com o vocativo “amados” e fez um contraste sobre quem é nascido de Deus e quem não conhece a Deus: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (4:7, 8).

Uma das razões porque os cristãos precisam amar uns aos outros é a natureza de Deus. Deus é amor, e isso demanda amor. João apresenta essa verdade duas formas dizendo que o amor vem de Deus e que Deus é amor. A primeira indica que Deus é a fonte de todo amor. Isso é fato, tanto que aquele que ama precisa amar com aquele amor que vem de Deus, e assim precisa nascer dele. Se não ama não conhece a Deus, ou seja, não tem um relacionamento verdadeiro com Deus.

A segunda forma da declaração de João é que Deus é amor. Essa é mais profunda do que anterior, pois refere-se o amor não apenas como o dom ou um atributo de Deus, mas, num sentido mais profundo, a própria natureza de Deus. Isso deve ser visto juntamente com as outras outras declarações inequívocas de João que nos falam que 'Deus é espírito" e que "Deus é luz".


" .. e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus."

O verdadeiro teste do nosso amor por Deus é
como amamos os outros. Isso evidencia se realmente nascemos dele e que o conhecemos. Se amamos uns aos outros, o amor de Deus se completa em nós. Não é à toa que, segundo Jesus, o segundo maior mandamento é amar ao próximo como a nós mesmos (Marcos 12:31). O mandamento de Jesus é para amarmos uns aos outros como discípulos dele assim como ele nos ama, ou seja, com um amor que jamais acaba. Jesus os amou até o fim.

Deus manifestou o seu amor entre nós enviando o seu Filho unigênito ao mundo para vivermos por meio dele. O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando e enviando o seu Filho como sacrifício expiatório por nossos pecados. Da mesma maneira devemos nos propor a amar os nossos irmãos.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/4/2025

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202304_04.pdf

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

BOICE, J. M. As Epístolas de João. RJ: CPAD, 2006