terça-feira, 24 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE SETEMBRO DE 2024 (Daniel 6.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE SETEMBRO DE 2024
ESSA É A LEI DOS MEDOS E DOS PERSAS QUE REMONTA AO REI ASSUERO

Daniel 6.8 “Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.”

 

“Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado,”

O Rei Dario, o medo, constituiu sobre o seu reino cento e vinte príncipes e sobre eles colocou três presidentes, dos quais o profeta Daniel era um (v.1-2). O profeta Daniel sobrepujava aos outros presidentes e príncipes, pois nele havia um espírito excelente (v.3), pois procurava a agradar a seu Deus mais do que aos homens.

Os opositores de Daniel odiaram-no não porque ele praticara o mal, mas porque ele praticara o bem. Eles bajularam e se tornaram hipócritas para alcançar o fim que desejavam a morte de Daniel. Eles agiram em surdina, maquinaram nos bastidores, tramaram na escuridão. Lopes escreveu: “Os que andam na verdade perturbam os que vivem no engano. O íntegro é uma ameaça aos corruptos”.

Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: “Ó rei Dario, vive para sempre! Todos os presidentes do reino, os capitàes e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões” (Daniel 6.6-7).

Eles bajularam o rei para que ele sem intenção condenasse Daniel a cova dos Leões.

 

“... conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.”

Eles reivindicam a lei dos medos e dos persas, dizendo que “ela não se pode revogar”. Essa parte do versículo tornou-se famosa e muito repetida, como um provérbio que indica coisas imutáveis. Nos versos 12 e 15 essa afirmação é reiterada: “Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar” (Daniel 6.15).

Em Ester 1:19 e 8:8 pressupõe que a lei persa não podia ser alterada, e Montgomery cita um exemplo no reinado de Dario 111 (336-331 a.C.), em que este rei condenou à morte um homem que sabia ser inocente: “imediatamente ele se arrependeu e se lastimou, por ter errado grandemente; mas não era possível anular o que havia sido feito com autoridade real” . Há razão, portanto, para levarmos a sério a imutabilidade das leis decretadas peio regime medo-persa.

Esse fato é sem sombra de dúvida, digno de louvor em termos de lei - ou seja, que sua autoridade é sacrossanta e que elas continuam em vigor e permanecem exercendo efeito; pois quando as leis começam a variar, muitas pessoas passam a sofrer injustiças; e nenhum direito individual estará incólume senão quando a lei é perpétua.

Assim com o Cristo também diz: “Passarão o céu e terra, minhas palavras, porém, não passarão”; em outras palavras, “nunca se tornarão sem efeito”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/9/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PARKER, T.H.L. Prefácio à versão inglesa do Comentário de Daniel. João Calvino, O Profeta Daniel: 1-6. São Paulo: Parakletos, 2000.

CHAMPLIN, Norman.O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2001.

BALDWIN, Joyce G. Daniel – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1983.

 

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE SETEMBRO DE 2024 (Ester 8.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE SETEMBRO DE 2024
O DECRETO DO REI ASSUERO NÃO PODIA SER REVOGADO

Ester 8.8 “Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do rei, e selai-o com o anel do rei; porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar.”

 

“Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, e selai-o com o anel do rei;”

Além de entregar toda a casa de Hamã a rainha Ester. O rei também disse a ela e ao seu primo Mardoqueu que ele salvaria os judeus da calamidade que os aguardava, permitindo que Ester e Mardoqueu escrevessem o que desejassem em nome do rei. A expressão como bem vos parecer significa literalmente “segundo for bom aos seus olhos”.

O fato de o imperador confiar à redação do documento a outros condiz com seu comportamento em todo o livro. Ele havia confiado a Hamã, o agagita: “Então tirou o rei o anel da sua mão, e o deu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, adversário dos judeus” (Ester 3.10).

O anel o Rei era um símbolo de autoridade real, o selo de poder executivo, e nos tempos antigos era usado no lugar de uma assinatura à pena para selar documentos oficiais. Esse objeto reconhecido por todo o império agora estaria sobre o poder do judeu Mardoqueu.

 

“... porque o documento que se escreve em nome do rei, e que se sela com o anel do rei, não se pode revogar.”

O Rei Assuero estava de mãos atadas por causa do regulamento de que a lei do rei não podia ser alterada nem revogada (Ester 1:19; Daniel 6:8, 12, 15) – um princípio que aparentemente fazia parte do fundamento do império.

Embora fosse impossível para o rei recuar de qualquer palavra que havia sido expedida em seu nome, o mesmo efeito podia ser conseguido por um edito posterior, semelhantemente autenticado. Ele tinha suas formas e meios de fazer valer a sua vontade. Apesar de não compreender o que estava agora fazendo cumpria ele a vontade do rei dos reis: “Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina” (Provérbios 21.1).

O decreto que escrevessem, assim como o decreto original, não poderia ser revogado. O rei não especificou o que deveria ser escrito no decreto; mas é provável que ele tivesse em mente a solução encontrada na carta escrita por Mardoqueu. De fato, se a lei inicial era irrevogável, seria difícil imaginar outro meio de salvar os judeus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2024

FONTES:

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_09.pdf

domingo, 22 de setembro de 2024

Lição 13 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 13 - Ester, a Portadora das Boas-Novas. Ester 8.16

Lição 13: Ester, a Portadora das Boas-Novas – 3 Trimestre de 2024

TEXTO ÁUREO

“E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra.” (Ester 8.16)

 

“E para os judeus houve luz, e alegria, e gozo, e honra.”

Apenas alguns dias atrás tínhamos Mardoqueu em panos de saco e todos os judeus em profundo pesar: “E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegava, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação; e muitos estavam deitados em saco e em cinza” (Ester 4.3), mas eis que sobrevêm uma abençoada mudança, Mardoqueu em púrpura, honrado, e os judeus em alegria: “Tornaste o meu pranto em folguedo; desataste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria” (SaImo 30.11).

Eles, que há pouco se encontravam sob uma nuvem tenebrosa, abatidos e humilhados, agora tinham alegria, e gozo, banquetes e dias de folguedo. Não tivessem corrido riscos e aflições, não haveria ocasião para o grande júbilo que agora experimentavam. E deste modo que o povo de Deus às vezes sai semeando em lágrimas, e sega com tanto maior alegria. O súbito e estranho caráter dessa reviravolta muito acrescentou ao seu regozijo. Estavam eles como os que sonham; então a nossa boca se encheu de riso (SI 126.1).

Esse versículo acompanhado dos versos 15 e 17 á a antítese de Ester 3:14-15, onde o efeito do edito de Hamã havia causado consternação geral. O contraste entre a recepção deste decreto e o de Hamã ficou particularmente marcado entre os judeus. Em lugar de lamentações, jejum, choro e lamentos (Ester 4:3), houve felicidade, alegria, regozijo e honra. Literalmente a palavra traduzida como “felicidade" é “luz", cujo uso simbólico já estava bem estabelecido.

Também em toda a província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem, havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo” (Ester 8.17). Todos os habitantes que souberam das novas tiveram que confessar: “então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes” (Salmo 126.2)

Em todo o império, os judeus celebraram a proclamação do decreto realizando banquetes e festas. Essas celebrações anteciparam a Festa do Purim, que teria início após os judeus vencerem seus inimigos (Ester 9:16–32).

Um olhar cínico pensaria que os judeus estavam celebrando prematuramente. Afinal, ainda não tinham derrotado os inimigos. No dia marcado, a despeito de seus melhores esforços, ainda poderiam ser motivo de chacota. Essa possibilidade não parece ter incomodado os celebrantes. Ter direito à defesa deu-lhes esperança e talvez a fé em Deus os fez confiar na vitória final.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/9/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_09.pdf

sábado, 21 de setembro de 2024

Daniel 6.8

  

Daniel 6.8 “Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.”

 

“Agora, pois, ó rei, confirma a proibição, e assina o edito, para que não seja mudado,”

O Rei Dario, o medo, constituiu sobre o seu reino cento e vinte príncipes e sobre eles colocou três presidentes, dos quais o profeta Daniel era um (v.1-2). O profeta Daniel sobrepujava aos outros presidentes e príncipes, pois nele havia um espírito excelente (v.3), pois procurava a agradar a seu Deus mais do que aos homens.

Os opositores de Daniel odiaram-no não porque ele praticara o mal, mas porque ele praticara o bem. Eles bajularam e se tornaram hipócritas para alcançar o fim que desejavam a morte de Daniel. Eles agiram em surdina, maquinaram nos bastidores, tramaram na escuridão. Lopes escreveu: “Os que andam na verdade perturbam os que vivem no engano. O íntegro é uma ameaça aos corruptos”.

Então estes presidentes e príncipes foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: “Ó rei Dario, vive para sempre! Todos os presidentes do reino, os capitàes e príncipes, conselheiros e governadores, concordaram em promulgar um edito real e confirmar a proibição que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões” (Daniel 6.6-7).

Eles bajularam o rei para que ele sem intenção condenasse Daniel a cova dos Leões.

 

“... conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.”

Eles reivindicam a lei dos medos e dos persas, dizendo que “ela não se pode revogar”. Essa parte do versículo tornou-se famosa e muito repetida, como um provérbio que indica coisas imutáveis. Nos versos 12 e 15 essa afirmação é reiterada: “Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram-lhe: Sabe, ó rei, que é lei dos medos e dos persas que nenhum edito ou decreto, que o rei estabeleça, se pode mudar” (Daniel 6.15).

Em Ester 1:19 e 8:8 pressupõe que a lei persa não podia ser alterada, e Montgomery cita um exemplo no reinado de Dario 111 (336-331 a.C.), em que este rei condenou à morte um homem que sabia ser inocente: “imediatamente ele se arrependeu e se lastimou, por ter errado grandemente; mas não era possível anular o que havia sido feito com autoridade real” . Há razão, portanto, para levarmos a sério a imutabilidade das leis decretadas peio regime medo-persa.

Esse fato é sem sombra de dúvida, digno de louvor em termos de lei - ou seja, que sua autoridade é sacrossanta e que elas continuam em vigor e permanecem exercendo efeito; pois quando as leis começam a variar, muitas pessoas passam a sofrer injustiças; e nenhum direito individual estará incólume senão quando a lei é perpétua.

Assim com o Cristo também diz: “Passarão o céu e terra, minhas palavras, porém, não passarão”; em outras palavras, “nunca se tornarão sem efeito”

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/9/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PARKER, T.H.L. Prefácio à versão inglesa do Comentário de Daniel. João Calvino, O Profeta Daniel: 1-6. São Paulo: Parakletos, 2000.

CHAMPLIN, Norman.O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, Volume 5. São Paulo: Hagnos, 2001.

BALDWIN, Joyce G. Daniel – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1983.

1 Coríntios 10.31

  

1 Coríntios 10.31 “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.”

 

“Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa,”

Portanto introduz o princípio que resume todo o discurso. O apóstolo resumiu suas admoestações sobre “coisas sacrificadas a ídolos” iniciadas em 8:1 com dois imperativos (comais e bebais).

Podemos comer e beber de tudo que nos é oferecido: “Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência” (1 Coríntios 10.25); “E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência” (1 Coríntios 10.27).

Fazendo assim Deus será glorificado: O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus” (Romanos 14.6). Afinal tudo foi feito por Deus para proveito nosso: “Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude” (1 Coríntios 10.26).

A única exceção seria a informação: “por causa da consciência”. Se o cristãos soubesse que o que lhe oferecesse era oferecido também aos ídolos deveriam se abster. Naturalmente quem servia a ídolos se ofenderia com a recusa do cristão de comer ou beber em seus templos.

Nem sempre é possível evitar ofensas, mas os cristãos precisam tentar evitar criar barreiras entre eles mesmos e os incrédulos. Para Martinho Lutero, a interpretação das Escrituras se resumia na idéia de “tudo o que comunica ou divulga Cristo”. O sentido é semelhante ao desejo de Paulo de que os crentes “fizessem tudo para a glória de Deus”.

 

“... fazei tudo para glória de Deus.”

A glória de Deus é o alvo principal. O que quer que você beba, coma ou faça, faça “tudo para a glória de Deus”. Nossa adoração a Deus, nossa glorificação a Ele, não deve ser limitada pelo que fazermos nos cultos da igreja. Tudo deve ser feito em espírito de adoração a nosso Senhor, com o desejo de exaltá-lo.

Não devemos considerar tanto o nosso próprio prazer e interesse quanto o avanço do Reino de Deus entre os homens. Note que um cristão deve ser um homem devotado a Deus e de espírito público.

O propósito de glorificar a Deus era incompatível com comer e beber a mesa dedicada a demônios: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:20,21).

Deus já declarou que a sua glória Ele não a dá a outrem (Isaías 42.8; 48.11). Como estamos glorificando a Deus no nosso serviço para Ele? Ele é o único "Rei da Glória" (SaImo 24.7-10).

Nada deve ser feito contra a glória de Deus e contra o bem de nosso próximo, nada deve ser feito por nós para ofender a ninguém, “nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus” (v. 32). Pois, isso não glorificaria a Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
27/09/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD.

GILBERTO, Antonio. Mensagens, estudos e explanações em I Córintios. Rio de Janeiro. CPAD, 2009.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201703_04.pdf

Lucas 12.2

  

Lucas 12.2 “Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido.”

 

“Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido.”

O dito acerca do fermento dos fariseus (v.1) está em todos os três Evangelhos Sinóticos, mas o dito acerca de revelar o que está encoberto falta em Marcos, e é achado num contexto diferente em Mateus. Mas, não há razão para sustentar que a matéria deva ser igual em todos os três Evangelhos. Na verdade, há razão para pensar que Jesus repetiu Seu ensino em ocasiões diferentes com leves variações. Neste caso, o fermento dos fariseus é a hipocrisia. A prática de dizer uma coisa e fazer outra.

Nesse versículo (v.2) Jesus escolhe fazer uma indicação de que a hipocrisia é uma política de curto prazo. No fim, tudo ficará descoberto. A arte de ser hipócrita depende da capacidade de conservar algumas coisas ocultas. Quando o ocultamento já não é possível, o hipócrita é inevitavelmente desmascarado: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13.12).

No presente, os fariseus têm certas coisas encobertas ou ocultas. Mas no fim, no dia do juízo, tudo será conhecido: “Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo” (Mateus 12.36).

Pois, Deus observa cada palavra que nos dizemos, mesmo aquelas de que nem nos mesmos nos damos conta: “Sem que haja uma palavra na minha lingua, eis que, o Senhor, tudo conheces” (Salmos 139.4). Ainda que seja dita sem consideração ou objetivo, Deus toma conhecimento dela.

A iniquidade que esta oculta sob uma aparência de piedade também será descoberta, talvez neste mundo - como foi a de Judas, e a de Simão o mágico - ou mais tarde, naquele grande Dia do Juízo, quando tudo o que estiver encoberto  como os segredos dos corações dos homens será manifesto: ”Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Eclesiastes 12.14).

Se a religião dos homens não vencer e curar a maldade de seus corações, ela não servira sempre como uma capa. Esta chegando o dia em que os hipócritas serão despidos de suas folhas de figueira: “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo" (Malaquias 4.1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/09/2024

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Ester 7:9

  

Ester 7:9 "Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela."



"Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã."

Assuero após a denuncia de Ester contra Hamã havia se retirado do banquete para o jardim do palácio (Ester 7.7). Quando retornou encontrou a Hamã prostrado sobre o leito da rainha Ester e o repreendeu dizendo: "Porventura quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa?"(Ester 7.8).

Diante da reação do Rei contra Hamã, Harbona uns dos camareiros do rei continha uma informação a respeito forca que Hamã havia preparado para Mardoqueu por conselho de Zéres, sua mulher: "Então lhe disseram Zeres, sua mulher, e todos os seus amigos: Faça-se uma forca de cinqüenta côvados de altura, e amanhã dize ao rei que nela seja enforcado Mardoqueu; e então entra alegre com o rei ao banquete. E este conselho bem pareceu a Hamã, que mandou fazer a forca" (Ester 5:14).

Fez saber ao Rei dessa forca e sugeriu que Hamã fosse nela enforcado em lugar de Mardoqueu, o homem que salvara a vida do rei (Ester 2:21–23). Essa notícia deu ao rei um segundo motivo para mandar matar Hamã: ele havia planejado assassinar um dos benfeitores do rei!


"Então disse o rei: Enforcai-o nela."

O rei Assuero acatou o conselho do seu camareiro e mandou que Hamã fosse enforcado na sua própria força para que se lhe aplacasse a sua ira e assim o fizeram: "Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou" (Ester 7:10)

Da mesma maneira como o rei de Jerusalém Adoni- Bezeque teve sua retribuição, Hamã também o teve: "Então disse Adoni-Bezeque: Setenta reis, com os dedos polegares das mãos e dos pés cortados, apanhavam as migalhas debaixo da minha mesa; assim como eu fiz, assim Deus me pagou. E levaram-no a Jerusalém, e morreu ali" (Juízes 1:7). Ele recebeu o juízo que preparara para seu próximo.



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/9/2024

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_08.pdf

Ester 7:7

  

Ester 7:7 "E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe estava determinado pelo rei."


"E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio;"

O rei... se levantou furioso do banquete do vinho e foi para o jardim do palácio. A fúria do rei talvez decorresse, em partes, do dilema que ele estava enfrentando. Presumindo que Assuero lembrou-se de que ele era o responsável final pelo decreto que levaria ao extermínio dos judeus, ele devia estar se perguntando como condenaria Hamã sem condenar a si mesmo e como salvaria Ester e seu povo, quando ele mesmo emitira um decreto irrevogável contra eles. Afinal ele havia dado carta branca a Hamã dando a ele seu anel: "E disse o rei a Hamã: Essa prata te é dada como também esse povo, para fazeres dele o que bem parecer aos teus olhos" (Ester 3:11).


"... e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe estava determinado pelo rei."

A partida do rei deu a Hamã a oportunidade de fazer uma última tentativa para escapar do perigo alarmante em que está. Tendo calculado que não tinha chance de obter misericórdia da parte do rei, ele decidiu rogar por sua vida a uma pessoa cuja vida ele ameaçara, e de um membro da raça judaica, de que ele havia escarnecido.

Um dia antes tivera de conduzir um judeu em cortejo triunfal pelas ruas da cidade e agora tinha de rogar por sua vida a uma judia! Semelhante inversão terá lugar quando do início do Milênio: "Aquele que feria aos povos com furor, com golpes incessantes, e que com ira dominava sobre as nações agora é perseguido, sem que alguém o possa impedir" (Isaías 14:6).

Hamã, porém, ficou para rogar por sua vida
à rainha Ester. Sua única esperança era rogar por misericórdia; talvez ele pensasse que conseguiria persuadir a rainha a interceder por ele e o rei lhe pouparia a vida.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
19/9/2024

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_08.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.