terça-feira, 6 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 06 DE AGOSTO DE 2024 (Jeremias 25.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
06 DE AGOSTO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE ESTER REMONTA AO CATIVEIRO BABILÔNICO

Jeremias 25.11 “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

 

“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto;”

No primeiro ano do Rei Nabucodonosor (v.1), rei da Babilônia. Deus por intermédio do profeta Jeremias diz ao povo de Jerusalém (Judá) para se converterem dos seus maus caminhos. Todavia o povo de Judá não o deu ouvido. Por causa disso Deus traria sobre Judá o Rei Nabucodonosor, seu servo (v.9) a fim de executar seu juízo.

O juízo atingiria a todos inclusive a terra, de maneira que causaria espanto. O povo seria objeto de espanto: “os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações” (v.9). A terra se tornaria um deserto, como se tornou: “Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se deserto e em desolação, como hoje se vê” (Jeremias 44.6).

 

“... e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

Nesta seção, apesar de Deus apresentar Seus planos para as nações. Ele Se dirigiu especificamente ao Seu próprio povo. Este fato é visto no uso das expressões “esta terra” e “todas estas nações” e “estas nações” (vv. 9, 11).

Os setenta anos de cativeiro é um número arredondado, contado a partir do quarto ano de Jeoaquim (605 a.C.) até o ano da partida dos primeiros dos que voltaram sob o governo de Ciro, mais ou menos 536 a.C.: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Daniel 9.2).

Tempo este que comportaria três gerações de reinado da Babilônia: “E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele” (Jeremias 27.6-7).

Esse número de anos não seria aleatório, seria conforme o número de anos que a terra de Israel não descansou nos anos chamados sabáticos: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônics 36.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201110_02.pdf

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 05 DE AGOSTO DE 2024 (2 Timóteo 3.16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
05 DE AGOSTO DE 2024
O LIVRO DE ESTER É REVELAÇÃO DIVINA ESCRITA, COMPLETA E PERFEITA


2 Timóteo 3.16 “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” 


“Toda a Escritura divinamente inspirada”

Essa é a declaração mais forte da própria Bíblia sobre si mesma. É uma passagem que destaca o valor da Palavra de Deus. O termo “Escritura” no Novo Testamento é usado exclusivamente para a “escritura sagrada”. “Toda”, pode significar também “cada”. Há quem faça distinção entre esses dois significados, afirmando que “toda a Escritura” pode ser a Bíblia como um todo, e “toda Escritura” pode especificar suas partes individuais. 

“Inspirada por Deus” traduz (theopneustos), formado de (Theos, “Deus”) e (pneō, “inspirar”); literalmente, “soprada por Deus”. Alguns comentaristas acreditam que essa imagem venha da criação do homem, quando Deus “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Deus “soprou” a Palavra e esta passou a ser “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12). Outros preferem a simples imagem de expirar. Dale Hartman falou da Bíblia como “o sopro de Deus impresso”. Independentemente da imagem pretendida, a frase expressa a atividade criadora de Deus, declarando em termos inequívocos que as Escrituras são de origem divina. 

O agente divino da inspiração foi o Espírito Santo. Quando se citava uma declaração de Davi, observava-se que ele estava “no Espírito Santo” quando a proferiu (Marcos 12:36). Jesus disse a Seus discípulos que enviaria o Espírito Santo para guiá-los “a toda a verdade” (João 16:13; veja 14:26). Pedro afirmou que “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20, 21). 

As Escrituras não são inspiradas porque um conselho da igreja decretou que elas são inspiradas. Elas são inspiradas porque Deus as fez assim. Nenhum outro texto se enquadra na categoria “inspirado por Deus”. J. W. Roberts escreveu: Os Apócrifos Judaicos e os Pseudoepígrafos, bem como os escritos tradicionais dos primeiros pais da igreja... não pertencem à categoria das Escrituras Sagradas. Além disso, não há lugar no ensino das Escrituras para “profetas dos últimos dias” e revelações. A única predição de futuras revelações, Escrituras e “Chaves” das Escrituras é o aparecimento de falsos profetas e mestres enganadores. 

A maneira mais natural de se ler o versículo 16 é que “toda a Escritura é [em sua totalidade] inspirada por Deus”. Conforme observado anteriormente, a frase “sagradas letras” no versículo 15 inclui apenas os Escritos do Antigo Testamento, uma vez que esses eram os únicos escritos inspirados disponíveis quando Timóteo era criança. Também é verdade que quando os primeiros cristãos liam o termo “Escritura” (3:16), eles provavelmente pensavam primeiramente nos escritos do Antigo Testamento.

 Isso não significa, no entanto, que a passagem se aplique apenas ao Antigo Testamento. Em 2 Pedro 3:15 e 16, Pedro falou dos escritos de Paulo e os colocou ao lado das “demais Escrituras”. Em 1 Timóteo 5:18, Paulo falou de uma citação de Moisés e de uma citação de Lucas como “Escritura”. Assim como no Antigo Testamento, “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21), no Novo Testamento homens guiados pelo Espírito também falaram e escreveram a verdade do céu (João 14:26; 16:13). 

Quando dizemos que “toda a Escritura” “é em sua totalidade inspirada por Deus”, temos em mente tanto o Antigo como o Novo Testamento. Nada afeta mais a compreensão da Bíblia do que a atitude em relação a ela. Devemos crer de todo o coração que a Bíblia é inspirada por Deus e que é tão relevante hoje como era nos dias de Paulo.


"... é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” 

Sobre a utilização da Palavra de Deus: “Ela é proveitosa” para:

1) “Ensinar”, ou seja, transmitir ensinos espirituais, com base na Palavra de Deus, que são úteis e necessários para um a boa formação cristã; sem ensino, nenhum a igreja se mantém de pé; é necessário que as pessoas escutem a Palavra do Senhor Jesus e as ponham em prática, para poderem ficar firmes. Do contrário, serão destruídas pelas intempéries espirituais (cf. Mateus 7,24-27; 2.25; Tito 2.12).

2) “Para redarguir” ou seja, “retrucar, responder, replicar”, ou argumentar com segurança; e também, como em outras traduções, “para repreender”; o ensino fundamentado na Palavra de Deus capacita o cristão para argumentar com segurança acerca de sua fé (cf. 1 Pedro 3.15).

3) “Para corrigir”. O ensino bíblico bem fundamentado é como um prumo, que mostra o que está fora do lugar na construção de uma casa. Na vida cristã, se não houver o cuidado indispensável com as instruções e orientações do Senhor, muita coisa fica “torta” ou em desacordo com a vontade de Deus. O ensino é que conduz o homem à santidade e à santificação (SaImo 119.105; Romanos 15.4; 1 Coríntios 4.17).

4) “Para instruir em justiça ”. O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. O salmista disse: “Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (Salmo 23.3).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/01/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: <http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_05.pdf>. Acesso em 03 jan.2022.

HARTMAN, Dale. “Prophecy of Scripture,” sermão pregado na igreja de Cristo Eastside, Midwest City, Oklahoma. 

ROBERTS, J. W. Letters to Timothy, The Living Word. Austin, Tex.: R. B. Sweet Co., 1964, pp. 91–93.

domingo, 4 de agosto de 2024

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 06 - O Livro de Ester. Ester 4.14

Lição 06: O Livro de Ester – 3 Trimestre de 2024


TEXTO ÁUREO

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?” (Ester 4.14)

 

“Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus,”

Essas palavras são respostas de Mardoqueu a Ester, através do camareiro do rei que servia Ester. Ester lhe havia transmitido que não poderia entrar a presença do rei sem ser chamada, pois havia uma sentença de morte para quem se atrever, salvo aqueles a quem o rei estendesse seu cetro de ouro.

Ciente da resposta Mardoqueu diz a Ester através de Hatá que se ela preferisse se omitir que ele cria que o livramento viria de outra maneira para os judeus. Como se daria esse livramento não é dito. Fontes judaicas antigas entenderam que esse palavreado como “uma referência velada a Deus”.

Muito provavelmente, Mordecai estava expressando sua fé no cuidado de Deus para com o Seu povo, em não permitir que a nação fosse destruída. Essa crença se baseava nas promessas do Senhor a Abraão, e fora reconfirmada muitas vezes desde os dias dos patriarcas.

 

“... mas tu e a casa de teu pai perecereis;”

Todavia, se o livramento viesse para o povo judeu de outra forma, Ester e sua família poderiam não sobreviver. O que Mordecai quis dizer quando disse que Ester e sua família pereceriam se os judeus fossem salvos sem a ajuda dela? Não há uma resposta exata para essa pergunta.

Possivelmente, Mordecai só estava insinuando que Deus poderia punir Ester e sua família se ela permanecesse calada. Uma vez que seu pai Abiel já havia falecido apenas e Ester vivia da casa de seu pai.

 

“... e quem sabe para tal tempo como este chegaste a este reino?”

É possível que Ester tivesse sido elevada a rainha, literalmente, “alcançado a realeza”, para uma conjuntura como esta. Mordecai estava dizendo que Ester deveria ver esse desafio como uma oportunidade para cumprir o propósito de Deus para ela.

Deus podia muito bem tê-la feito rainha da Pérsia por causa da crise que Ele sabia que seria desencadeada através da ira de Hamã! Esta passagem é uma chave para o significado básico de todo o livro, isto é, demonstrar a providência infalível de Deus em benefício do Seu povo, Israel. Mordecai insinuou isto com bastante clareza e seu pedido era irresistível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_05.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

sábado, 3 de agosto de 2024

Ester 1.9

 

Ester 1.9 “Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres, na casa real do rei Assuero.”

 

Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres,”

Ao mesmo tempo do banquete de sete dias que Assuero ofereceu a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã (v.5), a rainha Vasti entreteve as mulheres oferecendo seu próprio banquete.

A história secular não sabe nada sobre uma rainha chamada Vasti ou Ester no reinado de Xerxes, mas sim sobre sua esposa Amestris, a filha de um general persa, de acordo com Heródoto. Assuero se casou com Amestris antes de se tornar Rei. Vasti pode ter sido uma das outras esposas de Xerxes, desconhecida dos registros extra bíblicos. Segundo a bíblia Sheed: Vasti era um título dado a Amestris.

O nome Vasti que é escrito de sete maneiras diferentes em outras tantas versões, tem sido associado com as palavras persas que significam “melhor" ou “a amada”, “a desejada”, belos significados para o nome de uma rainha.

 

“... na casa real do rei Assuero.”

Diferentemente, portanto, da festa de Belsazar, cuja mulher e concubinas beberam com ele (Daniel 5.2); ou da de Herodes, cuja filha dançou diante dele. Os homens e as mulheres nem sempre se dividiam em festas persas: “E disse Ester: Se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que lhe tenho preparado (Ester 5:4), mas, nessa ocasião, a rainha ofereceu sua própria celebração.

Vasti recepcionou as mulheres em seu próprio apartamento; não na corte ou no jardim, ao ar livre, mas na casa real. Assim, enquanto o rei demonstrou a honra de sua majestade no pátio do palácio rel, ela e suas damas de companhia demonstraram a honra de sua majestade na casa real.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_02.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

Ester 1.5

 

Ester 1.5 “E, acabados aqueles dias, fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.”

 

E, acabados aqueles dias,”

Quais os dias foram acabados? Os dias do banquete que o rei Assuero ofereceu aos líderes do seu Reino. Esse reino consistia de cento e vinte e sete províncias desde a India a Etiópia (v.1).

O banquete aconteceu no terceiro ano do seu reinado. O objetivo do rei era ter êxito onde Dario, seu pai, fracassou, Assuero passou metade de um ano (cento e oitenta dias) recebendo líderes de todo o império, em busca do apoio deles para o que ele esperava ser a conquista da Grécia.

Para isso exibiu suas riquezas a fim de impressionar seus convidados com as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza (v.4) com a intenção de impressionar quem tivesse relutante a se unir a ele nesse projeto.

 

 “... fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã,”

O rei Assuero concluiu seus seis meses de festividade oferecendo uma festa a todo o povo que trabalhava na fortaleza de Susã. Portanto, esse banquete foi a culminação das festividades.

Susã era uma das principais capitais do Império Persa, era capital de Elão e residência d e inverno dos reis persas. Sendo as outras Ecbatana (Esdras 6:1-2) e Persépolis. Daniel foi, certa vez, transportado em visão para esta cidade (Esdras. 8:2); e, mais tarde, Neemias serviu ali como mordomo de Artaxerxes (Neemias 1:1, 2:1).

 

“... desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.”

Evidentemente, todos os habitantes da cidadela de Susã compareceram ao banquete. Isto é, o séquito do rei, oficiais e visitantes, assim para os maiores como para os menores, de todas as classes.

O banquete devia realizar-se ao ar livre, e durou uma semana no pátio do jardim do palácio real, ou melhor, no “pavilhão”, segundo Oppenheim: “o pavilhão do palácio era uma pequena estrutura de luxo, uma unidade arquitetônica independente para o uso do rei ou do herdeiro aparente... uma estrutura aberta, provavelmente um salão aberto com colunatas”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_02.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

A.L. Oppenheim: “On Royal Gardens in Mesopotamia”, JNES 24 (1965).

Mateus 10.22

 

Mateus 10.22 “E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.”

 

“E odiados de todos sereis por causa do meu nome;”

Neste caso, “todos” não deve ser interpretado literalmente. É um exemplo de hipérbole e pode incluir todos os tipos, raças e classes de pessoas. “Por causa do meu nome” ou “por amor ao meu nome” poderia significar que eles seriam odiados porque o próprio Cristo foi odiado (João 15:18–25) ou que eles seriam odiados porque levavam o nome dEle – ou seja, “cristãos” (1 Pedro 4:14–16).

Jesus já havia dito algo semelhante aos seus discípulos no sermão do monte: Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa“ (Mateus 5.11). A palavra “quando” deixa claro que a injúria e a perseguição vão ocorrer na vida cristã, afinal ela não é condicional. Lembra-nos das palavras de Jesus antes da oração sacerdotal: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).

Agora aos doze especificamente ele diz: “odiados de todos por causa do meu nome”. Por que o cristão é odiado pela causa de Cristo? Porque o verdadeiro cristão deve se tornar para este mundo o sal da terra, ou seja, são conservadores e também a luz do mundo, ou melhor, exemplo para o mundo. A cultura da pós-modernidade em que vivemos anda segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, segundo a eficácia de satanás.

Essa eficácia tem relativizado os valores e princípios judaico-cristãos cumprindo a profecia de Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20). Quando nos movimentamos contra essas transformações modernas somos taxados como retrógrados, patriarcais e acusados de dividir a sociedade.

Quando resplandecemos a luz do mundo para aqueles que amam as trevas não é diferente. A bíblia diz que aquele que está em trevas odeia a luz: “Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas” (João 3:20).

 

“... mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.”

A despeito dos dissabores que Seus seguidores pudessem enfrentar no mundo, Jesus fez uma promessa encorajadora: “Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo”.

A palavra grega para “fim” (telos) tem gerado especulações precipitadas sobre o fim dos tempos. No entanto, Telos não vem acompanhado de artigo aqui. O vocábulo não significa “até o fim dos tempos” (Mateus 24:13; 1 Coríntios 13:7; Apocalipse 3:11). Poderia significar “até o fim da missão deles”, porém é mais provável que se refira ao “fim da vida”: Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida (Apocalipse 2:10).

Perseverar aqui é permanecer na posição em que fomos chamados. Esse zelo por nós mesmos e o da doutrina deve ser constante: “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Eclesiastes 9:8); “Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho” (2 João 1:9).

Paulo motivou o jovem Timóteo para perseverar na Doutrina e disse o motivo “porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem  (1 Timóteo 4.16)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/08/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/mateus-511.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_04.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003. 

 

Ester 2.17

 

Ester 2.17 “E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens; e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.”

 

“E o rei amou a Ester mais do que a todas as mulheres, e alcançou perante ele graça e benevolência mais do que todas as virgens;”

No mês de dezembro de 479 A.C., exatamente quatro anos depois do seu divórcio com Vasti, Xerxes fez de Ester a sua rainha. Ester conquistou o coração do rei. Ele a amou mais do que a todas as mulheres e mostrou-lhe mais benevolência do que a todas as virgens do concurso. Assim, ela obteve graça e favor aos olhos do rei, como havia acontecido com Hegai e outras pessoas: “e alcançava Ester graça aos olhos de todos quantos a viam (V.15).

Quem pensaria que uma judia, uma cativa, uma órfã, teria nascido para ser uma rainha, uma imperatriz! Mas foi assim que ocorreu. A Providência às vezes levanta o pobre do pó, para fazê-lo assentar entre os príncipes: “Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo” (1 Samuel 2.8). Aqueles que buscam agradar a Deus estarão nas graças dos homens também: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lucas 2.52).

 

“... e pôs a coroa real na sua cabeça, e a fez rainha em lugar de Vasti.”

Assuero pôs uma coroa real na cabeça de Ester e a fez rainha no lugar de Vasti. A escolha da nova rainha requeria novo banquete, desta vez em honra a Ester.

O rei Assuero então agraciou a solenidade de sua coroação com uma festa, em que talvez Ester, em acordo com o rei, fez uma aparição pública, o que Vasti se negara a fazer, para que tivesse a honra da obediência, na mesma situação em que a outra incorreu na mácula da desobediência.

Todo o povo se alegrou com a coroação. Pois o rei deu “alívio as províncias” (v.18). O alívio às províncias era em termos de isenção de impostos, que embora pareça improvável ao leitor ocidental, é bem atestada na antiga Pérsia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_03.pdf

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

Ester 2.4

 

Ester 2.4 “E a moça que parecer bem aos olhos do rei, reine em lugar de Vasti. E isto pareceu bem aos olhos do rei, e ele assim fez.”

 

E a moça que parecer bem aos olhos do rei, reine em lugar de Vasti.”

Após algum tempo da deposição da rainha Vasti quando já havia apaziguado o furor do rei Assuero. Lembrou-se o rei do que tinha decretado sobre ela (v.1). Então seus servos lhe orientaram a fazer algo para que o rei se consolasse.

O rei deveria por oficiais em todas as províncias para ajuntarem moças virgens na fortaleza de Susã, ao harém do rei, a casa das mulheres, elas seriam tratadas com unguentos, arrumadas e preparadas para o deleite do rei sob os cuidados de Hegai, camareiro do rei (v.3)  a fim de ser escolhida pelo rei uma nova rainha em lugar de Vasti.

As semelhanças entre As Mil e Uma Noites e este incidente do livro de Ester são  freqüentemente ressaltadas, mas é impossível verificar-se a data da lenda árabe, e portanto fazer qualquer comparação significativa. R. Ringgren argumenta que o “concurso de beleza” no contexto real é “um tema permanente e talvez um tema inconstante”. “Pelo menos pode-se dizer que este livro não apresenta algo de que nunca se ouviu falar no ambiente em que ele foi formado.”

 

“E isto pareceu bem aos olhos do rei, e ele assim fez.”

Escolhendo outra rainha, a saudade do rei seria apaziguada. Os servos estavam bem conscientes da fraqueza do caráter de Xerxes e se aproveitaram totalmente disso para atingir seus propósitos que deveriam incluir suas próprias filhas no concurso.

Assuero aceitou o conselho dos seus servos para substituir Vasti. Ele concordou com a sugestão e assim se fez; deu ordens para que a sugestão deles fosse levada a cabo.

Certamente, nada desse plano coincide com a lei de Deus expressa no Antigo ou Novo Testamento. Entretanto, a maioria das pessoas envolvidas no plano era pagã e as práticas retratadas no texto, muito provavelmente, eram comuns naquela cultura.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_03.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.