quinta-feira, 6 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 6 DE JUNHO DE 2024 (1 Coríntios 6.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
6 DE JUNHO DE 2024
A SANTIFICAÇÃO INICIAL NA JORNADA

1 Coríntios 6.11 “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”

 

“E é o que alguns têm sido;”

O que os Coríntios tinham sido? A resposta se encontra nos versículos anteriores e principalmente no verso 10. Eles foram Injustos, errados, devassos, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados e maldizentes.

Todavia, não eram mais porque foram resgatados por Cristo: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5.17)

 

“... mas haveis sido lavados,”

Cerca ocasião Jesus deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos. Pedro após recusar ser lavado foi admoestado por Jesus em não ter parte com Ele. Então: “Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo” (João 13.9-10). Jesus afirma que os discípulos estavam limpos (não todos) e estavam limpos pelas suas palavras: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado” (João 15.3).

E essa é a mesma condição de todo aquele que nele crê e tem os seus mandamentos e os guardam, pois todos nós somos limpos pela sua palavra.

Muitos comentadores vêem aqui também uma referência ao batismo e a pia de bronze. Talvez seja assim, embora não haja nada no contexto que o indique. A palavra pode significar a espécie de lavagem que vemos em Apocalipse 1.5, “Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados”.

 

“... mas haveis sido santificados,”

Santificar significa “consagrar”, “separar” ou “reservar algo para propósitos sagrados”. Esse verbo é “constantemente usado na Septuaginta para expressar a dedicação e consagração de pessoas e coisas a Deus”. O mesmo termo foi usado para Jeremias com respeito ao trabalho que Deus lhe conferiu como profeta (Jeremias 1:5) e também a Arão e seus filhos com respeito ao trabalho deles como sacerdotes (Êxodo 29:1).

Em João 10:36, Jesus é aquele a quem o Pai “santificou e enviou ao mundo” – ou seja, Jesus foi separado pelo Pai para cumprir sua missão no mundo. Os discípulos de Jesus são separados do mundo por Deus para servir a ele, desde que creiam e vivam em harmonia com a verdade, que é a palavra de Deus. Pois, apenas quem aceita a verdade e vive em conformidade com a verdade pode ser santificado.

 

“... mas haveis sido justificados...”

O verbo “justificar”, “quer dizer declarar justo” . É um termo judicial, empregado com relação aos absolvidos. Paulo o utiliza com referência ao ato de Deus pelo qual, com base na morte expiatória de Cristo, Ele declara justos os crentes e os aceita como Seus.

É curioso que esta referência se segue à referência à santificação. Pode ser que Paulo sentisse que a santificação exigia ênfase especial. Calvino sustentava que todos os três termos se referem à mesma coisa, embora em diferentes perspectivas.

 

“... em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”

O nome traz perante nós tudo o que está implícito no caráter do Senhor, enquanto que o título por extenso, o Senhor Jesus Cristo apresenta a dignidade daquele a quem servimos. Ao invocar o nome do Salvador, Paulo afirmou que Jesus é o agente da lavagem, santificação e justificação.

A obra mediadora do Espírito forja os laços entre Deus e o Seu povo. Há um poder manifesto na vida cristã, e esse poder não é humano. É poder divino, dado pelo próprio Espírito de Deus.

O que aqueles indivíduos eram agora em Cristo era totalmente diferente do que haviam sido quando filhos deste mundo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

quarta-feira, 5 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 5 DE JUNHO DE 2024 (1 João 3.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
5 DE JUNHO DE 2024
O PROPÓSITO DE SER COMO JESUS

1 João 3.2 “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”


“Amados, agora somos filhos de Deus,”

João faz questão de lembrar-nos do nosso privilégio. O privilégio de ser chamados filhos de Deus: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (João 1.12). Mas, como atualiza João nesse verso, não somos agora meramente chamados filhos de Deus; somos filhos de Deus. Não só temos o nome, mas também a realidade.

O chegar a ser filhos de Deus é um dom de Deus. Por sua natureza, o homem é criatura de Deus, porque Deus é seu criador, mas pela graça o homem chega a ser filho de Deus.


“... e ainda não é manifestado o que havemos de ser.”

Não nos foram reveladas a maneira exata como seremos transformados nos filhos espirituais de Deus na ressurreição nem a natureza exata de nossa futura existência.

Ou seja, ainda mantemos um corpo mortal e corruptível. Paulo escreve aos coríntios: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13.12).

Até o momento enfrentamos as fraquezas dos nossos corpos abatidos. Porém, temo essa expectativa e devemos aguardar a redenção do nosso corpo: E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8.23).

 

“Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele;”

O motivo desta mudança é que o veremos no arrebatamento da igreja que acontecerá simultaneamente com a chamada primeira ressurreição: “Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;  Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 Coríntios 15.51-52).  E encontraremos com o Senhor nos ares e assim estaremos pra sempre com o Senhor.

 

Não pode ser na manifestação em glória, pois, Paulo escrevendo aos colossenses disse: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3.4). Na vinda em glória a igreja se manifestará com Cristo já glorificada:  E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro” (Apocalipse 19.14). Perceba as vestes brancas á promessa aos que vencerem e cavalos brancos igualmente representa vitória.

 

“... porque assim como é o veremos.”

Quando Cristo se manifestar, poderemos vê-lo como Ele é, e não como era. Os apóstolos o virão quando se manifestou como homem: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida” (1 João 1.1). O mesmo apóstolo João quando exilado em Patmos o viu como Ele é, revestido de Glória, e não suportou: “E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último” (Apocalipse 1.17).

A grande meta de todas as grandes almas foi à visão de Deus. O fim de toda devoção é ver a Deus. Moisés ansiou por vê-lo e pediu que lhe mostra-se sua glória e Deus respondeu: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Êxodo 33.20), “me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Êxodo 33.20). Mas nós quando recebermos nosso corpo glorioso o veremos como Ele é.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

BARCLAY, William. The FirstLetterof John. Tradução: Carlos Biagini. 1974.

terça-feira, 4 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 4 DE JUNHO DE 2024 (Romanos 6.22)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
4 DE JUNHO DE 2024
UM CHAMADO PARA A SANTIFICAÇÃO NA JORNADA

Romanos 6.22 “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.”

 

“Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus,”

Aqui Paulo efetivamente, pregou uma faixa em nossas vidas com esse aviso: “Sob nova direção!” No passado, nossas vidas eram “dirigidas” pelo pecado e por Satanás, mas fomos “comprados por preço” (1 Coríntios 6:20); estamos agora “sob a direção divina”. Esse fato deve impactar nossas vidas.

Jesus disse que quem pratica pecado é servo do pecado (João 8.34), mas se o Filho nos libertar verdadeiramente seríamos livres (João 8.36). Paulo afirma que pela obra de Cristo morremos para o pecado e aquele que está morto está justificado do pecado (Romanos 6.7). Sendo assim, não pode o pecado mais exercer domínio sobre nós.  E uma vez libertados do pecado, fomos feitos servos da justiça (Romanos 6.18).

O nosso senhorio mudou. Estamos sim sob nova direção, então agora vivemos para Deus.

 

“... tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.”

Quando vivíamos no pecado, nossos frutos eram as obras da carne, mas libertos do seu poder e domínio, tendo uma nova natureza implantada em nosso ser, nos tornamos novas criaturas.

Além das obras da carne outros “frutos” do pecado são: consciência culpada, não ser o que Deus idealizou que sejamos, inimizade de quem amamos e incapacidade de desfrutar das bênçãos que Deus quer que tenhamos. O resultado mais terrível, obviamente, é a morte espiritual. Paulo disse: “... porque o fim delas é morte” (Romanos 6:21b).

Mas agora, tudo mudou, e até os frutos. João Batista falou a respeito da importância de produzirmos frutos dignos de arrependimento (Mateus 3.8). João estava dizendo que o arrependimento genuíno será acompanhado pelo fruto da justiça.

A medida que o cristão trilha a estrada da justiça, ele vive a vida santificada (separada). Se um homem não está sendo santificado, não há razão para se pensar que tenha sido justificado. O termo grego para santificação é hagiasmos. Substantivos gregos que terminam em asmos descrevem não um estado acabado, mas um processo. A santificação não é um estado acabado; é o caminho à santidade. Nesse caminho o fruto do Espírito precisa ser desenvolvido à medida que nos aproximamos de Deus. Trilhar por essa estrada conduzirá por fim a vida eterna.

Na servidão ao pecado, o fruto é para a condenação e a morte. Na obediência à justiça, o fruto é para a santificação e o seu fim é a vida eterna.

 


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da Justiça de Deus. Rio de Janeiro: CPAD 2005.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_01.pdf

segunda-feira, 3 de junho de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE JUNHO DE 2024 (João 17.17)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE JUNHO DE 2024
A PALAVRA DE DEUS GERA VERDADEIRA SANTIDADE

João 17.17 ”Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.”

 

”Santifica-os na tua verdade;”

Em sua oração sacerdotal Jesus ora ao pai intercedendo por seus discípulos que em breve não teriam mais a sua presença em carne. O primeiro pedido que Jesus fez por seus discípulos foi para que eles fossem guardados ou protegidos (17:11b–16). O segundo pedido é esse, para que fossem santificados (17:17–19).

Santificar significa “consagrar”, “separar” ou “reservar algo para propósitos sagrados”. Esse verbo é “constantemente usado na Septuaginta para expressar a dedicação e consagração de pessoas e coisas a Deus”. O mesmo termo foi usado para Jeremias com respeito ao trabalho que Deus lhe conferiu como profeta (Jeremias 1:5) e também a Arão e seus filhos com respeito ao trabalho deles como sacerdotes (Êxodo 29:1).

Em João 10:36, Jesus é aquele a quem o Pai “santificou e enviou ao mundo” – ou seja, Jesus foi separado pelo Pai para cumprir sua missão no mundo. Agora ele ora para que o Pai também “santificasse” seus discípulos.

No Antigo Testamento, a consagração era feita através da observância de rituais e cerimônias. Aqui Jesus deixou claro que o instrumento da consagração dos discípulos era “a verdade”.

 

“... a tua palavra é a verdade.”

Jesus explicou o significado de “verdade” na próxima frase: a tua palavra é a verdade. A verdade é a totalidade da revelação de Deus de si mesmo, personificada em Jesus e por ele comunicada: “Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste (João 17:8 e 14).

Os discípulos foram purificados (limpos) por meio da palavra que Jesus lhes anunciou (15:3). E eles seriam santificados pelo mesmo meio. Mais tarde, o Espírito Santo forneceria aos apóstolos o dom do Espírito para cumprirem sua missão; todavia, Jesus afirmou que o instrumento da obra que eles realizariam era a verdade, a palavra que proclamariam em seu nome.

Os discípulos de Jesus seriam separados do mundo por Deus para servir a ele, desde que cressem e vivessem em harmonia com a verdade, a “palavra” do Pai. Só quem aceita a verdade e vive em conformidade com a verdade pode ser consagrado ou dedicado ao serviço de Deus.

Assim como Jesus fora enviado ao mundo pelo Pai para cumprir sua missão, ele enviaria [seus discípulos] ao mundo para dar continuidade ao seu trabalho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/5/2024

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_04.pdf

domingo, 2 de junho de 2024

Salmo 16.10

 

Salmo 16.10 “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.”

 

Pois não deixarás a minha alma no inferno,”

Mesmo após a morte, Davi esperava ver a face do Senhor. Por isso Ele podia se submeter à experiência da morte na esperança de que Deus não abandonaria a sua alma na morte (Sheol), uma vez que Deus é o Deus dos vivos. Sheol aqui, como Hades no Novo Testamento, significa o estado dos mortos, o estado separado das almas depois da morte, o mundo invisível das almas. Apesar do termo, alguns preferem traduzir por "sepultura", por harmonizar com o contexto imediato.

Apesar do V.T. não revelar plenamente a vida após a morte, Davi estava confiante que Deus lhe mostraria os caminhos da vida e lhe proporcionaria a plenitude da alegria da presença divina mesmo depois da morte.

No salmo, Davi falou na primeira pessoa; por isso parecia falar de si mesmo. Os judeus, contudo, entendiam que havia tal proximidade entre Davi e seu herdeiro, que ele, muitas vezes, usava a primeira pessoa ao falar do Messias. A questão sempre era se ele se referia a si mesmo ou ao Messias nesse salmo.

Pedro pregou que Davi quando escreveu não falava dele mesmo, mas de Cristo, seu herdeiro que havia ressuscitado e que ele havia sido testemunha: “Sendo, pois, ele profeta e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no Hades, nem a sua carne viu a corrupção” (Atos 2.30-31).

Com sua morte Cristo desceu a sepultura. Pois foi sepultado no túmulo de José de Arimatéia: “Chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José; O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro”(Marcos 15.43-46).

Pedro confirmando as palavras de Jesus: “Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” (Mateus 12.40). Afirmou que ele desceu aos espíritos em prisão da época de Noé: “No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3.19). Disso testemunha também o apóstolo Paulo: “Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Efésios 4.10). Sua alma não permaneceu no Sheol.

 

“... nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.”

Davi dificilmente usaria o termo “Santo” para referir-se a si mesmo, sobretudo após seu pecado com Bete-seba. Pedro, porém, usou outra abordagem: “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje” (Atos 2.29).

O túmulo de Davi era uma imagem familiar a todos em Jerusalém; era o único túmulo dentro da cidade, e muitas pessoas passavam por ele diariamente. Era óbvio que Davi havia visto a corrupção. Paulo também cita esse versículo e afirma isso: “Por isso também em outro salmo diz: Não permitirás que o teu santo veja corrupção. Porque, na verdade, tendo Davi no seu tempo servido conforme a vontade de Deus, dormiu, foi posto junto de seus pais e viu a corrupção. Mas aquele a quem Deus ressuscitou nenhuma corrupção viu (Atos 13.35-37).

Conseqüentemente, Davi não estava falando de si mesmo, então tinha de ser ao Messias. Disse Pedro que Davi sendo profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono (2 Samuel 7:8–17), prevendo isso, referiu-se à ressurreição de Cristo , que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção (vv. 30, 31) . Ou seja, o corpo de Cristo de maneira impar e singular não sofreu decomposição.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
7/6/2024

FONTES:

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_06.pdf

1 Pedro 1.23

 

1 Pedro 1.23 Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

 

Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível,”

De novo gerados quer dizer nascidos de novo: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3). Fomos gerados de semente corruptível, somos carne e sangue. Paulo diz que: “carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Coríntios 15.10).

Por isso Cristo disse a Nicodemos: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7), pois “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6). Todavia, todos aqueles que recebem a Cristo, receberam o poder de se tornarem feitos filhos de Deus, pois que crêem no seu Filho (João 1.12). João afirma destes de novo gerados que eles “não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1.13).

 

“... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

O novo nascimento operado em nós é mediado pela palavra de Deus.: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10.17). A palavra divina é enviada à terra, a fim de cumprir o propósito que lhe foi destinado. Este “envio” da Palavra é comparado ao envio da chuva que rega a terra, fazendo nela brotar a semente: “Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Isaías 55.10-11).

Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa para convencer o mundo do pecado, e da justiça e do juízo (João 16.8). Esta mesma Palavra encontra plena expressão no Evangelho - as boas novas: “E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” (1 Pedro 1.25). Por isso Paulo afirma: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1.16). O Evangelho (Palavra) é o poder de Deus para nos trazer a Salvação.

Deus exaltou soberanamente a sua Palavra. O salmista escreveu: ”Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (Salmo 138.1). E Cristo afirmou que tudo que foi escrito nela se cumpriria: “Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido” (Mateus 5.18). E acrescentou que ela permanece para sempre: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Marcos 13.31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024

FONTES:

MUELLER, Ênio R. I Pedro: Introdução e comentário.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – a razão da nossa esperança. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Romanos 8.25

 

Romanos 8.25Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.”

 

Mas, se esperamos o que não vemos,”

No versículo 24 Paulo levanta uma contestação dizendo: “...porque o que alguém vê como o esperará?” A contestação é respondida nesse versículo: “Mas se esperamos o que não vemos com paciência o esperamos” .

A esperança se baseia na fé e, “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). Embora fé e esperança sejam qualidades diferentes, elas estão intimamente ligadas. Quando definiu “fé”, o autor de Hebreus disse: “A fé é a certeza de coisas que se esperam” (Hebreus 11:1; grifo meu). Sem esperança, a fé não salva ninguém.

A esperança é a expectação das coisas que se não vêem. A fé é a progenitora da esperança. Portanto, nossa esperança tem fundamento nas promessas da glória futura.

Ainda esperamos o cumprimento de nossa esperança. Nós confiamos na promessa que Deus nos deu, de que depois dos primeiros frutos virá a colheita, a escravidão dará lugar à libertação e a decadência à incorrupção, e que as dores de parto trarão o nascimento de um novo mundo. Toda esta seção é um exemplo notável do que significa viver "num intervalo", entre a dificuldade presente e o destino futuro, entre o já e o ainda não, entre os sofrimentos e a glória.

 

“... com paciência o esperamos.”

Dizem que quando Deus faz uma promessa, a fé crê nela, a esperança anseia por ela e a perseverança aguarda por ela.

A palavra grega para “paciência” refere-se à capacidade de perseverar, suportar, continuar sem desistir independentemente do que aconteça. O autor de Hebreus escreveu que precisamos “correr, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hebreus 12:1).

Stott diz que paciência e esperança é uma combinação significativa. Não é o caso de esperar com tanta expectativa que se acaba perdendo a paciência, e nem esperar com tanta paciência que se perde a esperança. São as duas coisas juntas: expectativa e paciência.

Jesus disse que “aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mateus 10:22). O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (Romanos 12.12).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024

FONTES:

HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_03.pdf

Romanos 8.24

 

Romanos 8.24 Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?”

 

Porque em esperança fomos salvos.”

A esperança para a qual Deus nos salvou é a libertação do corpo sob a pressão do pecado, e do estado de limitação mortal na qual aguardamos o dia quando, vestidos de imortalidade, veremos a Deus.

O que é esperança? Paulo diz que é a confiante expectação das bênçãos prometidas, ainda não presentes, nem vistas. Esta esperança não é o desejo de ter alguma coisa boa demais para ser verdade e improvável de acontecer. O objeto ou a bênção esperada (aqui, a redenção do corpo) é real e distinto, mas ainda não presente.

John Stott diz que a esperança cristã não é algo incerto como nossas esperanças comuns do dia-a-dia, mas uma expectativa jubilosa e confiante que se baseia nas promessas de Deus.

Quando o mundo criado foi sujeito à vaidade ou inutilidade, ele passou a “esperar” ser um dia “libertado”: Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus (vv. 20, 21). Paulo nos mostra que a nossa esperança não é incerta; é tão segura quanto qualquer coisa que possuímos.

Essa esperança, porém, nunca nos decepcionará, nem nos envergonhará por termos confiado nela, porque ela é mantida viva e demonstrada como verdadeira pelo amor de Deus que o Espírito Santo derramou em nosso coração (Romanos 5.5).

 

“Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará?”

Se alguém nos perguntar: “Quem espera pelo que já vê?” com certeza responderemos: “Nós”. “Todos os dias eu vejo a casa que um dia espero possuir”, ou “Espero comprar o vestido que vi numa vitrine”. Uma criança pode dizer: “Eu vi o brinquedo que estou querendo que meus pais me dêem”. Todavia nesse versículo a resposta desejada é “não!”.

Quando Paulo usou a palavra “vê”, ele estava falando de algo que não pode ser visto atualmente com os olhos físicos: Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas(2 Coríntios 4:18), ou seja a redenção do corpo quando Cristo voltar.

Quando finalmente “virmos” isso acontecer, será realidade. Talvez seja útil pensarmos em “ter ou possuir finalmente”. Uma possível tradução seria: “Quem espera por aquilo que já tem?” Phillips parafraseia assim: “a esperança sempre significa esperar por alguma coisa que ainda não vemos”.

O único motivo por que a promessa da nossa ressurreição, do nosso corpo glorificado, do nosso reinar com Cristo, e do nosso futuro eterno é chamada ‘esperança’ é porque ainda não os alcançamos. Mas esperamos que “o mesmo Deus de paz nos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.23)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/6/2024

FONTES:

HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

LOPES, Hernandes dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_03.pdf