sábado, 4 de julho de 2026

COMO OUVIRÃO, SE NÃO HÁ QUEM PREGUE? (Romanos 10:14) 4/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
4 DE JULHO DE 2026
COMO OUVIRÃO, SE NÃO HÁ QUEM PREGUE?

Romanos 10:14 “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”

 

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?”

Esse versículo é prefaciado com esta citação: “Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v. 13). A expressão “invocar” baseia-se em Joel 2:32. A passagem em Joel tem a ver com a vinda do “grande e terrível Dia do Senhor” (Joel 2:31) e o termo “Senhor” é uma referência a Deus. Douglas J. Moo escreveu: “O ‘Senhor’ em Joel é Iavé, o nome de Deus relativo à aliança. Paulo identifica esse ‘Senhor’ com Jesus (Romanos 10:9, 12). Esclarecendo que os primeiros cristãos identificavam Jesus com Deus”.

Pedro citou essa mesma passagem de Joel em Atos 2:21 e depois instruiu seus ouvintes a se arrependerem e serem batizados (Atos 2:38). O pregador Ananias disse a Paulo: “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dele” (Atos 22:16).

Para se invocar o nome do Senhor pressupõe-se primeiro que se conheça e creia em seu nome (isto é, que ele morreu, ressuscitou e é Senhor). Ou seja, diz respeito à fé salvadora, expressão normalmente usada nos escritos de João. Os homens são exortados a invocar o nome do Senhor e serem salvos. Mas não invocarão o Seu nome a menos que sejam movidos a crer nele, não crerão nele a menos que ouçam falar dele, não podem ouvir dele a menos que alguém lhes leve as novas, e ninguém pode levar as novas a menos que seja enviado para isso.

 

“E como crerão naquele de quem não ouviram?”

O pregador do evangelho é responsável pela pregação do evangelho, mas o público-alvo de sua mensagem também tem uma responsabilidade: precisam ouvir. O versículo 17 diz: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo”. A parábola do semeador enfatiza como é importante ser um ouvinte receptivo (Mateus 13:3–9, 18–23).

“Ouvir” não denota simplesmente o processo pelo qual algo dito é registrado no consciente do ouvinte. O contexto pressupõe ouvir com entendimento e aceitação. Quando Jesus falou dos que se recusaram a aceitar o Seu ensino, Ele disse que, embora ouvissem Suas palavras, ouviam e não entendiam: “Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados” (Marcos 4:12).

Paulo escreveu em uma época em que muitos não sabiam ler. Além disso, manuscritos copiados à mão eram caros demais para o cidadão comum. Se não ouvissem a boa notícia do evangelho, a maioria jamais ficaria sabendo. Hoje, mais pessoas sabem ler, por isso a fé vem muitas vezes pela leitura da Palavra de Deus (João 20:30, 31). Apesar disso, ouvir a Palavra ainda causa um impacto poderoso.

 

“E como ouvirão, se não há quem pregue?”

Esse é um dos textos do Novo Testamento que ressalta a importância da pregação (1 Coríntios 1:21). Paulo disse a Timóteo: “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Timóteo 4:1, 2). A palavra grega traduzida por “quem pregue” não se restringe ao homem que fica em pé atrás de um púlpito, no domingo ou em outras ocasiões. A palavra é kerusso, que significa “ser arauto”.

O significado básico de “arauto” está intimamente ligado à idéia de “enviar”. Um arauto do primeiro século recebia uma mensagem de alguma autoridade, que o enviava para comunicar essa mensagem a outros. O arauto viajava pelo país, proclamando a mensagem a todos que encontrasse — fosse para um punhado de pessoas numa estrada da zona rural ou para uma multidão na praça comercial de uma cidade maior. A grande comissão do Senhor envia todo cristão como um arauto. Alguns proclamarão a mensagem em público, outros em particular, mas todos devem partilhá-la. Entendamos, assim, que o poder não está no arauto, mas na mensagem do arauto, que é o evangelho, poder de Deus para a salvação.

John Stott sintetiza esses estágios como segue: “Cristo envia seus arautos; os arautos pregam; as pessoas ouvem; os ouvintes creem; os crentes invocam; e aqueles que invocam são salvos”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

Lopes, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_03.pdf

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200903_04.pdf

 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A IGREJA PRIMITIVA AVANÇAVA PORQUE ESTAVA CHEIA DO ESPÍRITO (Atos 4.31) 3/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
3 DE JULHO DE 2026
A IGREJA PRIMITIVA AVANÇAVA PORQUE ESTAVA CHEIA DO ESPÍRITO

Atos  4.31 “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus."

 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;”

A resposta a oração da igreja veio tão rápida como o trovão depois do raio. Enquanto oravam, recebiam conforme suas petições. Primeiro um tremor de terra: “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”. Este era um dos sinais que indicavam uma teofania no Antigo Testamento (Exodo 19:18). Os fracos cristãos do cenáculo “moveram a mão que move o mundo", e o local foi sacudido. E em resposta às orações do seu povo que o Senhor se levanta para sacudir a terra.

Mais coisas são operadas mediante a oração do que o mundo poderia imaginar. A história de todos os reavivamentos espirituais demonstram esta verdade. Os eleitos de Deus podem clamar dia e noite contra as opressões que há na terra, e o Senhor pode esperar com paciência: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lucas 18.7,8).

Em breve chegará a hora em que as orações de todos os santos terão sua resposta. Então, todos os poderes malignos deste mundo serão sacudidos: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8.1-5).

 

“... e todos foram cheios do Espírito Santo”

Após o tremor da terra, houve um tremor de línguas: “todos foram cheios do Espírito Santo”. Apesar de não estar escrito que eles falaram em línguas podemos supor pela observação do historiador. Lucas quando narra pessoas cheias do Espírito Santo sempre associa com manifestação de línguas.

Entendendo que a igreja primitiva era portadora do Espírito Santo e de boas obras. A citação ao preenchimento do Espírito Santo se manifestava com a evidencia do falar em outras línguas. Só assim faz sentido o que observou Simão, o mago, quando quis comprar o Dom do Espírito por dinheiro: “E Simão, (vendo) que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Atos 8:18,19).

 

“... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quais foram às emoções dos discípulos? Conjectura Myer Pearlman. Não tinham medo, senão pediriam proteção. Não tinham ódio, por isso não pediram vingança contra seus inimigos. Foi a corajosa resolução de cumprir a vontade de Deus que os levou a orar: “Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

Após o mover da terra e o mover do espírito eles deixaram o cenáculo onde se reuniam e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. É interessante observarmos o uso da palavra “ousadia” nesse texto. Ela aparece, por exemplo, em Atos 4.13 para se referir à coragem de Pedro e João quando foram interrogados pelos anciãos e escribas. O cristão cheio do Espírito se torna corajoso em sua vida cristã. Ele prega a Palavra de Deus com poder e autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

 

quinta-feira, 2 de julho de 2026

O MINISTÉRIO DE JESUS COMEÇOU PELA UNÇÃO DO ESPÍRITO (Isaías 61:1) 2/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
2 DE JULHO DE 2026
O MINISTÉRIO DE JESUS COMEÇOU PELA UNÇÃO DO ESPÍRITO

Isaías 61:1 “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;”

 

“O Espírito do Senhor está sobre mim; porque o Senhor me ungiu,”

O profeta Isaías anuncia a missão do Messias. O próprio Jesus expressamente aplicou esta passagem a si próprio no início do seu ministério em Nazaré na Galiléia (Lucas 4.16-22). O Filho, em si mesmo, não precisava de suporte ou da ajuda do Espírito Santo, mas quando o Verbo se fez carne, ele viveu as limitações que a encarnação lhe proporcionou. Na condição de Servo necessitou e dependeu durante todo o seu ministério da ação do Espírito Santo.

Ou seja, ele foi ungido. Pedro pregou essa condição aos da casa de Cornélio: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10:38).  Todos os dons e graças do Espírito foram outorgados a Ele, não por medida, como a outros profetas, mas sem medida, João 3.34. Pois, “Ele veio pela virtude do Espírito” (Lucas 4:14).

 

“... para pregar boas novas aos mansos;”

Aqui Ele fala como o Profeta ungido pregando “boas-novas aos mansos”, aqueles que se humilham diante de Deus, mansamente tomando um lugar inferior e reconhecendo as suas necessidades. O Novo Testamento os entende como pobres aos olhos do mundo e necessitados da ajuda de Deus: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres” (Lucas 4:18).

Os pobres sempre foram desfavorecidos nas sociedades humanas e é digno de nota que Lucas relata uma bem-aventurança para os pobres: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lucas 6:20). A João, o batista Jesus mandou anunciar: “Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos veem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho” (Mateus 11:4,5).

 

“... enviou-me a restaurar os contritos de coração,”

Ele é enviado com diligência amorosa e pessoal para “restaurar” os corações daqueles que estão quebrantados. “Coração quebrantado” é uma expressão que implica tristeza profunda que amarga a própria vida. Deus se agrada desses, pois eles confessam do fundo da alma que não merecem o menor olhar da bondade de Deus. Mas Deus agirá em favor deles como Ele mesmo, ou seja, como Deus de amor, misericórdia e bondade, e que são eles em quem Ele põe o coração:

 Ele os carregará no colo, nunca os deixará, nem os abandonará. Ainda que esses contritos se considerem muitas vezes perdidos, Deus os salvará: Pois “Ele sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas” (Salmos 147:3).

Um coração quebrantado faz da alma um receptáculo adequado para Deus habitar: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15). 

 

“... a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;”

“Proclamar libertação aos cativos” e “pôr em liberdade os algemados” trazia à memória dos ouvintes de Isaías o Ano do Jubileu, quando os devedores eram liberados de suas dívidas e as propriedades eram devolvidas aos donos originais (Levítico 25:10–16).

Tudo isto encontra o seu perfeito cumprimento apenas na obra espiritual de Cristo, que concede uma liberdade mais elevada (e verdadeira) para os Seus. Os “mansos” e “quebrantados” são aqueles que anseiam pela liberdade espiritual, e cujos corações foram quebrantados por um senso de opressão e angústia espirituais. Ele é enviado aos que foram levados cativos e libertação aos encerrados na escuridão do pecado (incluindo a abertura dos olhos). 

É interessante observar que Lucas 4.18-19 inclui a frase“dar vista aos cegos”. Porém esse acrescima da septuaginta não é contrário ao interesse de Isaías de que o povo tenha os seus olhos cegos abertos: “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão” (Isaías 35:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

HORTON, Stanley. Isaías o Profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD 2003.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201011_05.pdf

 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos do 3º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 01: O Chamado para os Gentios. Atos 13.2

TEXTO ÁUREO

Atos  13.2 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ”

O JEJUM FORTALECE NOSSA SENSIBILIDADE ESPIRITUAL (Mateus 6:17) 1/7/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
1 DE JULHO DE 2026
O JEJUM FORTALECE NOSSA SENSIBILIDADE ESPIRITUAL

Mateus 6:17 “Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,”

 

“Tu, porém, quando jejuares,”

A palavra hebraica do Antigo Testamento para “jejum” é (tsum). A ideia de jejuar, explicada no que diz respeito ao Dia de Expiação, é humilhar a alma (Levítico 16:29–31). Esse na verdade era o único jejum ordenado na Lei, porém, com o passar dos séculos outros dias de jejum foram estabelecidos.

A tradição judaica afirmava: “No Dia da Expiação é proibido: 1) comer, (2) beber, 3) lavar-se, 4) ungir-se com qualquer tipo de óleo, 5) calçar uma sandália, 6) ou ter relações sexuais”. Alguns jejuns do Antigo Testamento eram ocasionais e extraordinários, ao passo que outros eram realizados com regularidade. O jejum era observado em casos de doença, luto, calamidade, tristeza pelo pecado e outras situações críticas: “Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio” (Salmos 35:13).

O verbo grego traduzido por “jejuar” (nesteuo) e seus derivados ocorrem cerca de trinta vezes no Novo Testamento. Essas palavras significam abster-se de alimento ou bebida. Jejuar, na maioria das vezes, está associado a um propósito espiritual. Quando devidamente praticado, ele conduz o adorador para mais perto de Deus.

Assim como a prática judaica de dar esmolas (6:2) e oferecer orações (6:5), o jejum era uma atividade que Jesus espera que seus seguidores pratiquem. Por isso ele diz a seus discípulos “quando jejuardes”. Devemos jejuar pois estamos vivendo os dias que o noivo foi tirado: “Virão dias quando o noivo lhes será tirado; então jejuarão” (Mateus 9.15).

 

“... unge a tua cabeça, e lava o teu rosto,”

Ao contrario dos homens a quem Jesus censurou que se mostravam contristados e desfiguravam o rosto com o fim de parecer que jejuavam. Jesus orienta seus discípulos a não deixarem seu jejum ficar evidente para os outros. Em oposição à tradição judaica, Ele disse para Seus discípulos ungirem a cabeça e lavarem o rosto com água durante o período de jejum.

Quem se lamentava ou fingia tristeza não costumava fazer isso: “Alimento desejável não comi, nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com unguento, até que se cumpriram as três semanas” (Daniel. 10:3). Também se lê na história dos judeus que nos dias de jejum, os atos de ungir-se e lavar se eram proibidos, para que houvesse assim demonstração de tristeza pelo pecado.

Ou seja, tanto a unção e a lavagem eram símbolos de alegria: “Em todo o tempo sejam alvas as tuas roupas, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Eclesiastes 9:8). No oriente era costumeiro ungir a cabeça como preparação para alguma festa. E isso era praticado diariamente pelos judeus, exceto nos dias de jejum. O verdadeiro discípulo do reino do Messias pode jejuar, pode ter tristeza no coração por causa do pecado, pode jejuar até mais vezes que nos dias indicados, mas não deve ostentar o que faz com seus lamentos, exibindo o lado negativo da religião. Pelo contrário, deve dar a impressão que vai para um a festa, evitando assim o olhar aprovador de outros, os quais, de outra maneira, saberiam que está jejuando.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/05/2026

FONTES:

GABY, Wagner. A Igreja dos Gentios – Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos. Rio de Janeiro:  CPAD, 2026.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201205_02.pdf

 

terça-feira, 30 de junho de 2026

A IDENTIDADE E A MISSÃO CAMINHAM JUNTAS (Atos 11.26) 30/6/26

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
30 DE JUNHO DE 2026
A IDENTIDADE E A MISSÃO CAMINHAM JUNTAS

Atos 11.26 "E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."


"E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja,"

Após a dispersão causada pela perseguição subsequente ao martírio de Estevão (Atos 11.19), judeus chiprios e cirenenses anunciaram o Senhor Jesus aos gregos que habitavam em Antioquia da Síria (Atos 11.20). Aconteceu que um grande numero de pessoas creram e essa boa notícia chegou até a cidade de Jerusalém.

De Jerusalém os apóstolos enviaram para supervisionar aquela nova congregação Barnabé. Quando Barnabé presenciou o tamanho da congregação muito se alegrou e aproveitou que já estava a mais da metade do caminho para recrutar Saulo que estava em missão em Tarso, e o conduziu até a cidade de Antioquia.

Com o crescimento da nova igreja foi necessário que se expandisse o número de líderes: "E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo" (Atos 13.1).

Ali Barnabé e Saulo congregaram durante uma ano. Após esse ano: "disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (Atos13.2).


"... e ensinaram muita gente;"

Apesar de pouco tempo em Antioquia esses irmãos souberam cumprir o ide de Jesus em sua integralidade:  "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mateus 28.19-20). 

Veja que o Ide segundo o evangelho de Mateus não comporta somente a pregação, mas também ensino. como o nosso Senhor também fazia: "E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do reino" (Mateus 9.35).

O ministério de ensino devia ser exercido pelos presbíteros: "Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina " ( Timóteo 5.17) com dedicação (Romanos 12.7). Eles deveriam ser pagos por este mistério (honrados). Está escrito: "E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui" (Gálatas 6.6).

Barnabé e Saulo então, puderam instruir considerável multidão durante aquele ano. E a igreja prosseguiu crescendo cada vez mais. 


"... e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."

Cristão é a transliteração de uma palavra grega composta em sua maioria pela palavra "Cristo", que significa o Ungido. O sufixo "ão" significa posse. Ou seja Cristão significa, "posse de Cristo", "propriedade de Cristo" ou "aquele que pertence a Cristo". Paulo escreveu aos coríntios: "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (1 Coríntios 6.19).

Não se sabe quem usou esse termo pela primeira vez. Um dos pregadores inspirados de Antioquia pode ter cunhado essa palavra, mas uma coisa é certa, independente de quem tenha inventado o termo, Pedro o selou quando escreveu: "mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome" (1 Pedro 4.16).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/11/2023

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

SEM O ESPÍRITO SANTO NÃO HÁ MISSÃO VERDADEIRA (Atos 1.8) 29/5/2026


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
29 DE JUNHO DE 2026
SEM O ESPÍRITO SANTO NÃO HÁ MISSÃO VERDADEIRA

Atos 1.8 “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”


“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós,”

Apesar de Cristo já haver soprado sobre os discípulos o Espírito Santo: “Recebei o Espírito Santo” (João 20:22), Ele ainda não havia sido derramado.  João explica isso no seu evangelho:  “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (João 7:38,39). O próprio Cristo havia dito: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei” (João 16:7).

O Espírito Santo desceria sobre eles com poder. Fato que se cumpriu em Atos 2.2-4: “E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). O poder do Espírito Santo capacitou os discípulos a falar novas línguas. Isso também é chamado por Lucas de revestimento de poder: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24:49).

Os discípulos de Cristo, após receberem a promessa, saíram ousadamente a pregar a Palavra de Deus (Atos 4.13). Antes, eram tímidos e temerosos, porém, após o revestimento de poder, passaram a proclamar audaciosamente o Evangelho de Cristo e a realizar sinais, milagres e maravilhas (Atos 2.14-40; Atos 3.1-10).


“... e ser-me-eis testemunhas,”

O poder que recebemos do Espírito Santo tem como finalidade capacitar-nos para sermos testemunhas em todo o mundo. 

Quando Jesus disse aos seus discípulos que eles seriam suas ‘testemunhas’, o pensamento não é tanto que seriam seus representantes, embora isso seja verdade, mas sim que iriam atestar a sua ressurreição a fim de que pregassem o seu evangelho: ”Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos,  E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém “ (Lucas 24:46,47).

Pedro quando inclui Matias no apostolado em lugar de Judas Iscariotes disse: “É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, Começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição” (Atos 1:21,22).

O fato de ser testemunha indica a veracidade dos fatos. Quando a mulher samaritana deu testemunho das palavras de Cristo, os homens daquela cidade o procuraram e creram “E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42)

 

 “... tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”

Jerusalém era a cidade local daqueles que estavam ouvindo a Jesus. Judéia era a região maior em que eles estavam. Samaria era uma região vizinha. E os confins da terra representavam o mundo todo. Quanto Jesus fala que eles deviam ser testemunhas tanto em Jerusalém como em Judéia e Samaria, e até os confins da terra, Ele mostra que isto deve acontecer simultaneamente. Ou seja, devemos fazer missões em nossa cidade, em nosso estado, nos estados vizinhos (nosso país), mas também no mundo todo.

Esta é a nossa missão. Sermos testemunhas de Jesus onde for possível. Que no o Espírito Santo possamos cumprir a nossa missão, testemunhando de Jesus em todos os lugares, seja indo e testemunhando pessoalmente, seja orando pelos missionários, seja contribuindo com aqueles que se dispõe a ir.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

PALMA, A. D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo:Os Fundamentos e a Atualidade da Doutrina Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2002.

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas:Os Fundamentos da Nossa Fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005.

https://www.batistapioneira.edu.br/e-sereis-minhas-testemunhas/

 

domingo, 28 de junho de 2026

Lição 01: O Chamado para os Gentios – 3 Trimestre de 2026.


 
TEXTO ÁUREO

Atos  13.2 “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. ” 


“E, servindo eles ao Senhor e jejuando,”

Um grupo de mestres de profetas (que exerciam o dom de falar sob inspiração) dedicavam-se a um período especial de oração e jejum. É provável que o restante da igreja estivesse orando também. Os acontecimentos subsequentes indicam a busca de luz sobre o programa missionário da igreja. Oravam em gratidão pelo que Deus realizara entre os gentios daquela cidade (Antioquia). E também, em favor das multidões não evangelizadas da Ásia Menor e Europa.

O Espírito Santo não procurou os missionários entre os que “esperavam algo para fazer”; Ele fez sua seleção a partir dos que estavam ativos no serviço do Senhor! Se você ainda não encontrou seu lugar adequado na igreja, talvez seja porque não está envolvido em fazer aquilo que pode. “Deus chama pessoas ocupadas.”

Esta é a primeira vez que o jejum (abstinência deliberada de alimento por um período) é mencionado em Atos. No Antigo Testamento, o jejum era uma prática relacionada a um momento de humilhação diante de Deus, seja para receber de Deus o perdão, expressava arrependimento: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”(Joel 2:12), no Novo Testamento, indica prioridades: “E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia” (Lucas 2:37). Jesus jejuou no deserto, antes de ser tentado. Ensinou aos seus discípulos que há espíritos malignos que só seriam expulsos após um período de jejum e oração (Marcos 9.29). Em Atos 10, o centurião Cornélio jejuou por quatro dias e recebeu uma orientação divina para chamar Pedro para falar em sua casa.

O alimento não era tudo o que importava para os primeiros cristãos. Às vezes, para cumprir os propósitos de Deus, eles ignoravam à hora das refeições.


 “[…] Disse o Espírito Santo:”

A pessoa do Espírito Santo fala e direciona os líderes da igreja como Cristo havia prometido aos seus discípulos: “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar “(João 16: 13,14). Esse mesmo Espírito está disponível hoje a toda a igreja, pois habita dentro dela: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14:17); “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus “ (1 Coríntios 2:12). Quando o ouvimos devemos atentar ao seu mandar e orientação, pois Ele fala com autoridade divina: “Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. ” (Hebreus 4:7); “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:29).
 

“Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.”

A pessoa do Espírito Santo convoca para a obra missionária dois entre os seus líderes: “Barnabé e Saulo”.  

Barnabé era um levita de Chipre. Seu nome era José; o nome Barnabé lhe foi dado pelos apóstolos para indicar o seu caráter (Filho da Consolação, Atos 4.36). Foi o primeiro homem mencionado por sua generosidade, que vendeu uma propriedade e trouxe o dinheiro da venda aos apóstolos para que as necessidades dos membros mais pobres da igreja fossem supridas (Atos 4.36). Ele aparece novamente em Atos 9.27 prestando os seus bons serviços a Saulo de Tarso, quando Saulo retornou a Jerusalém no terceiro ano após a sua conversão, recomendando-o aos apóstolos, afirmando que Saulo era um crente genuíno. Isto sugere que ele já conhecia Saulo. Quando, alguns anos mais tarde, chegou a Jerusalém a notícia de que uma evangelização em larga escala havia ocorrido em Antioquia da Síria, por cristãos helenistas refugiados da perseguição que teve início na Judéia após a morte de Estêvão, Barnabé foi enviado até lá para investigar a situação e agir da forma que julgasse ser mais apropriada. Não podiam ter enviado um homem mais adequado. Longe de sentir-se chocado pelas inovações que ali encontrou, Barnabé sentiu prazer por ver a graça de Deus em ação na conversão dos pagãos em Antioquia, e assim encorajou tanto os evangelistas quanto os novos convertidos com todas as suas forças. Barnabé fortaleceu grandemente os laços de amizade entre a congregação de Antioquia e a igreja-mãe em Jerusalém (At 11.22-30).

Saulo, um israelita circuncidado da tribo de Benjamin, que falava a língua aramaica em sua casa, herdeiro da tradição do farisaísmo, estrito observador das exigências da Torá, e mais avançado no judaísmo do que seus contemporâneos era o primeiro e o mais proeminente entre os judeus (Filipenses 3.5,6; Gálatas 1.14). Era um judeu da Dispersão, nascido em Tarso da Cilicia, um lugar que não era insignificante (At 21.39), apesar de ser natural de Tarso estudou desde cedo em Jerusalém como ele mesmo diz aos pés de Gamaliel: “...e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois”(Atos 22:3). Após sua célebre conversão no caminho de Damasco procurou conhecer os demais apóstolos em Jerusalém por intermédio de Barnabé, depois de algum tempo em Jerusalém foi enviado para sua terra natal, pois em Jerusalém procuravam matá-lo: “Sabendo-o, porém, os irmãos, o acompanharam até Cesaréia, e o enviaram a Tarso” (Atos 9:30). Após algum tempo em Tarso, foi convidado por Barnabé para ajudá-lo na supervisão daquela da igreja de Antioquia: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia” (Atos 11:25).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
14/11/2023 

FONTES: 

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022. 

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.