terça-feira, 14 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Coríntios 6.18)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE OUTUBRO DE 2025
A PROSTITUIÇÃO É UM PECADO CONTRA O CORPO

1 Coríntios 6.18 “Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. ” 


“Fugi da prostituição. “

Por causa da constante tentação da imoralidade sexual, Paulo faz mais do que apresentar razões contra a prostituição. Ele nos ordena que fujamos dela. Usando um imperativo que se aproxima do desespero, o apóstolo insistiu: Fugi [vós] da prostituição. Temos uma ilustração desta reação na vida de José. Ele considerou melhor sofrer na prisão do que entregar-se às tentações da esposa de Potifar e pecar Contra Deus (Genesis 39-7-9).O termo grego usado no Novo Testamento porneia, dá origem às palavras na língua portuguesa: pornô, pornografia etc., mas, possui um sentido muito mais amplo. Significa qualquer tipo de ato sexual considerado pecaminoso, incluindo adultério, prostituição, impureza ou “imoralidade sexual”[NVI] e fornicação[ACRF]. Na verdade, porneia classifica as palavras prostituição e fornicação como sinônimas. No contexto evangélico o termo fornicação passou a ser entendido como a prática não aceita e reprovável do sexo antes do casamento realizada por pessoas solteiras e Prostituição como a prática não aceita de sexo fora do casamento. Contudo, nesse versículo, Paulo usa o termo com os sentidos de “fornicação” e “prostituição”, considerando como prática pecaminosa e extremamente maléfica para a vida cristã. Certamente não são a única maneira de um indivíduo ser imoral; mas Paulo a considerou peculiarmente destrutiva. A fornicação é um pecado singular no sentido de que encarcera o corpo humano.


“Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; ...”

Todo pecado, isto é, qualquer outro pecado, todo ato externo de pecado, é fora do corpo. Os estudiosos concordam que a próxima declaração de Paulo é uma das mais difíceis de se interpretar. O Comentário Bíblico Pentecostal apresenta algumas explicações:

1)        Comparativamente, pecados sexuais são mais graves que outros pecados.

2)        Outros pecados contra o corpo envolvem frequentemente algo que vem de fora do corpo, mas o pecado sexual vem do interior da pessoa.

3)        A primeira parte da sentença é um “slogan” de alguns cristãos coríntios que, em sua arrogância espiritual, sentiam que a categoria de pecado não se aplicava a eles. “Todo pecado que o homem comete é fora do corpo”. Isto se baseia na ideia de que a palavra “corpo” representa o ser por inteiro, a “personalidade”, o mais íntimo do ser; assim sendo, qualquer coisa que seja classificada como pecado não se aplica a este.

4)        Paulo está escrevendo de um modo geral, “livremente”, e não como filósofo moral (Barrett, 150). Barrett cita João Calvino: “Estes outros pecados não deixam a mesma mancha imunda no corpo, como faz a fornicação”.

5)        O “caráter especial” da imoralidade sexual é que o homem remove seu corpo, o templo do Espírito Santo que é “para o Senhor”, da união com Cristo, tomando-o um membro do corpo da mulher (Fee, 262).

 As duas últimas opções parecem apresentar alguns problemas. Porém, não importa como Paulo seja compreendido neste assunto, o ponto principal é óbvio: o corpo é sagrado e é tão valorizado por Deus que Ele o ressuscitará. Esse pecado está intitulado de uma forma peculiar de impureza, poluição, porque nenhum pecado tem tanta torpeza externa em si, especialmente em um cristão.


“...; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. ” 

Mais do que um mero ato, a imoralidade sexual requer o envolvimento do indivíduo como um todo. Uma seção de um documento judaico do terceiro século a.C., identificado como “O Testamento de Simeão, segundo filho de Jacó e Lia”, admoesta: “Guardai-vos da promiscuidade sexual porque a fornicação é a mãe de todos os males; ela separa os homens de Deus e os conduz a Belial”. A prostituição não é apenas detestável a Deus, mas trata-se de um pecado contra o próprio corpo, que Paulo há pouco dissera que é “para o Senhor” (1 Coríntios 6.13). Além disso, o corpo do crente é “o ” templo do Espírito Santo, que nele habita, que é o dom de Deus para nós, porque recebemos o seu Espírito. Pois o Espírito Santo veio habitar, estar não só conosco, mas em nós (João 14.16,17, KJV). Pelo fato de nossos corpos serem seu templo e porque Jesus pagou o preço total de nossa redenção ao derramar seu sangue precioso na cruz do Calvário, pertencemos a Deus (cf. 1 Pedro 1.18,19- “Resgatados [...] com o precioso sangue de Cristo”; Apocalipse 5.9). Só pode haver uma conclusão: Devemos, temos de honrar a Deus com nosso corpo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/7/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

HORTON, I e II Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_03.pdf

Os Testamentos dos Doze Patriarcas, “O testamento de Simeão, o segundo filho de Jacó”.

 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Coríntios 13.12)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE OUTUBRO DE 2025
AINDA NÃO É MANIFESTO O QUE HAVEMOS DE SER 

1 Coríntios 13.12 “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. ”

 

“Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; ”

Paulo compara nossa compreensão e conhecimento atuais com a imagem indireta em um espelho. Os espelhos do primeiro século eram de metal polido; alguns dos melhores eram fabricados em Corinto. Só os mais ricos podiam dispor de um espelho de boa qualidade, e mesmo estes não eram livres de imperfeições. Além disso, um espelho por natureza distorce a imagem porque seu reflexo é o contrário da pessoa ou objeto à sua frente.

Mas quando Jesus vier, o perfeito estado será desvelado: já não veremos mais indiretamente, mas face a face. O apóstolo emprestou a linguagem que Deus usou a respeito de Moisés: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas” (Números 12:8).

Hoje há muitas coisas que nos desconcertam. Podemos reivindicar somente parte do que Deus tem para nós. Mas virá o dia em que “assim como é o veremos” (1 João 3-2). Então já não precisaremos do que agora está “em parte”.

 

“...agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. ”

O motivo presente continua: “Agora conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido”. Hoje realmente conhecemos a Deus, mas os dons espirituais revelam só pequenas coisas de diversos tipos. Quando Jesus vier, e como destaca Jon Ruthven, no céu nós “conheceremos Deus (kathõs) exatamente como e no mesmo grau” que Deus nos conhece hoje.

Conhecer aqui denota um conhecimento total e completo. Para o crente tal conhecimento acontecerá por ocasião da Vinda do Senhor. A última cláusula é melhor entendida da seguinte maneira: “como sou completamente conhecido por Deus”. O conhecimento que Deus tem de nós é completo; o conhecimento de nós sobre Deus é ainda futuro.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

 

domingo, 12 de outubro de 2025

Mateus 19:14

Mateus 19:14 "Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus. “


"Jesus, porém, disse: Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim;" 

Jesus estava recebendo as crianças dos pais com bondade. Quando percebeu que seus discípulos estavam os impedindo disse a eles: Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim”. Os repreendedores foram repreendidos. Marcos escreveu que o Senhor indignou-se com eles (Marcos 10:14). A julgar por essa atitude, o povo bem poderia ter concluído ser Jesus alguém insociável. A ação dos discípulos mostrou-se contrária à doutrina e à prática de Cristo.

As crianças são amadas por Cristo. Elas possuem a humildade que Ele espera que os adultos obtenham. Deus. Toda criança tem condição de adorar ao Senhor perfeitamente. Quando Jesus esteve no Templo curando cegos e coxos os principais sacerdotes e escribas se incomodaram com as crianças que clamavam: "Hosana ao Filho de Davi" (Mateus 21:15). A resposta de Jesus a estes foi citar o Salmo 8.2: "nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?" (Mateus 21:16).

 

"... porque dos tais é o reino dos céus. “

Jesus acrescentou que dos tais [dos pequeninos] é o reino dos céus. Em outras palavras, os céus estarão cheios daqueles que possuem a atitude confiante e humilde das criancinhas.

Este versículo não valida o batismo infantil; de fato, ele o elimina. Jesus não batizou criancinhas; Ele simplesmente impôs as mãos sobre elas e as abençoou. A doutrina do batismo infantil não é mencionada aqui nem em outro trecho do Novo Testamento. Não encontramos nenhum exemplo dessa prática nas Escrituras. As razões são claras: bebês e crianças não cometem pecado, e o batismo é “para remissão de pecados” (Atos 2:38). As crianças são incapazes de ter fé, arrepender-se e confessar, atos que são pré-requisitos para o ba tismo (Marcos 16:16; Atos 2:38; 8:36–38; Romanos 10:9, 10). 

A prática do batismo infantil data do terceiro século d.C. Ferguson concluiu que o batismo infantil foi criado para dar segurança aos pais num tempo em que a mortalidade infantil era excessivamente elevada. Sabendo que seus filhos poderiam não ter muito tempo de vida, os pais queriam ter certeza de que os pequenos faziam parte do reino de Deus, por isso mandavam batizá-los . Todavia, Deus não autorizou esse tipo de certificação na Sua Palavra. Devemos entregar o cuidado por nossos filhos à Sua amável fidelidade: “porque dos tais é o reino dos céus”.

Tais palavras significam que as crianças que morrem antes da idade da razão, beneficiam-se automaticamente da obra expiadora de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_03.pdf

 

Mateus 19:13

Mateus 19:13 “Trouxeram-lhe, então, alguns meninos, para que sobre eles pusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreendiam.”


“Trouxeram-lhe, então, alguns meninos, para que sobre eles pusesse as mãos, e orasse;" 

Após a exposição que Jesus fez sobre o casamento (19:1–12). Algumas crianças foram levadas pelos pais até Jesus. A palavra grega usada para crianças (paidion) geralmente descreve criancinhas de zero a três anos. Lucas diz que “as pessoas também estavam trazendo criancinhas” (Lucas 18:15; NVI). Porém, o termo é também usado para crianças mais velhas, pelo menos até doze anos de idade como a filha de Jairo (Marcos 5:39, 42). Tanto Marcos como Lucas usam o tempo verbal pretérito imperfeito: “estavam trazendo”, que denota um fluxo contínuo de crianças indo até Ele durante um lapso de tempo (Marcos 10:13; Lucas 18:15).

A razão para os pais levarem seus filhos até Jesus é indicada: para que lhes impusesse as mãos e orasse. A prática de impor as mãos sobre crianças remonta aos dias de Jacó, o qual impôs as mãos sobre seus netos e abençoou-os: “Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante, Manassés ser o primogênito. E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia; O anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado neles o meu nome, e o nome de meus pais Abraão e Isaque, e multipliquem-se como peixes, em multidão, no meio da terra” (Gênesis 48:14–16).

Isso devia ser um costume também nos dias de Jesus. Crianças eram levadas até rabinos e outros mestres bem conhecidos para serem abençoadas pela imposição das mãos desses homens. Uma tradição citada no Talmude diz: “aos doze anos, um dia inteiro e aos treze anos [os meninos] eram levados e apresentados a cada ancião a fim de que estes os abençoassem e orassem para que eles fossem dignos de estudar a Torá e participar de boas obras.”

Os pais que levaram seus filhos até Jesus queriam o melhor para eles. Desejavam que seus filhos e filhas recebessem a branda aprovação e encorajamento de Jesus, o Grande Mestre.

 

Mateus 19:13b “... mas os discípulos os repreendiam.”

Aparentemente aconteceu que muitas crianças serem levadas até Jesus. Isso pode talvez justificar os discípulos que ficaram preocupados com isso e queriam evitar que as pessoas afluíssem até Jesus. Provavelmente pensavam que a obra de ensino e cura de Jesus fosse mais importante do que receber aquelas crianças ou que aquelas pessoas estivessem atrasando a ida de Jesus para Jerusalém.

Então, os discípulos não queriam que ninguém mais perturbasse o Mestre. Eles reagiram com intensidade contra aqueles pais. Eles o repreendiam. Isso pode conter a ideia de ameaça. Além disso, devem ter pensado, que proveito haveria aquelas crianças de tirar do ministério do Senhor.

Segundo a cultura judaica da época, se uma criança não se portasse como um adulto, não poderia jamais ver o Reino de Deus. O Mestre Jesus ensinou justamente o oposto: Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus”(Mateus 18:4).

Os discípulos não haviam percebido ainda o valor dos pequeninos em relação ao Reino de Deus. Com certeza era este o seu pensamento: “São apenas crianças. Que utilidade podem ter na obra de Cristo?” Se pelo menos estivessem doentes; mas pareciam tão sadias. Ignoraram que elas também precisavam do Senhor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201209_03.pdf

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

Jó 19.25

Jó 19.25 “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.”

 

“Porque eu sei que o meu Redentor vive,”

Neste discurso, a fé audaciosa de Jó chega ao seu clímax nas palavras famosas: “Eu sei que o meu Redentor vive”. A partir de um estado de desespero causado pelas repreensões dos seus amigos: “Até quando afligireis a minha alma, e me quebrantareis com palavras?” (Jó 19:2); pela sua devastação por Deus: “Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou” (Jó 19:21); e pelo seu sentimento de total abandono : “Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim” (Jó 19:14). Sua certeza da vindicação final brilha com maior fulgor ainda contra este fundo escuro.

Se lermos os salmos de Davi, ou as cartas de Paulo, verificaremos que ambos os santos, quanto mais atribulados, mais ardentemente esperavam em Deus. Davi, quando sofria com perseguição professou: “Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho” (SaImo 4.7). O apostolo escreveu “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20).

Mesquita diz que a palavra hebraica redentor (go’el) é a que determina o processo civil de um parente consangüíneo remir o seu irmão ou parente mais próximo, como foi o caso de Rute e Boaz (Rute 3). Esta prescrição mosaica tinha em mira a perpetuidade da família. No caso vertente, parece que o termo Go'el deve ter outro sentido, o de Remidor, Justificador ou vindicador.

Jó tem confiança de que tem testemunha no céu: “Eis que também agora a minha testemunha está no céu, e nas alturas o meu testemunho está” (Jó 16:19). A identidade de que assim advoga a sua causa tem sido procurada com cuidado. Jó claramente está esperando que haja algum agente para ajudá-lo a resolver sua disputa e manter o direito do homem contra o próprio Deus.

 

“... e que por fim se levantará sobre a terra.”

Pensam alguns comentadores que Jó espera a sua redenção depois de ir ao Sheol, mas, se isso for aceito, então ele ainda espera outra coisa melhor, que é o revestimento de seu corpo com a sua pele. Uma referência à ressurreição! Se for assim, Jó tinha começado a ver uma vida pós-túmulo, embora não a visse, exatamente, no modo e com os propósitos que a vemos hoje, exceto que ele sabia que seu caso seria finalmente vindicado.

Admitimos também que ele espere pelo Remidor antes de morrer. Dessa maneira a honra de Jó seria restaurada, e seu nome seria limpo, e sua pele voltará ao que era antes.  O redentor se levantaria para vindicar Jó e corrigir os seus atormentadores. Quaisquer das duas suposições nos consolam.

Este texto tem sido cristianizado para apontar para Cristo, o Redentor que se fez carne para nos remir dos nossos pecados. Se for, parece até que Jó estava lendo as páginas do Novo Testamento, em que Jesus se nos apresenta como o Único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). O máximo que podemos dizer é que Jó estava “chegando perto” de grandes realidades, embora as compreendesse de maneira preliminar e fragmentar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

ANDRADE, Claudionor. Jó O problema do sofrimento do justo e seu propósito – Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

MESQUITA, Antonio Neves. Estudo no livro de Jó – uma interpretação do sofrimento humano. Rio de Janeiro: Juerp, 1979.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ANDERSEN, Francis I. Jó – introdução e comentário. São Paulo: Edições. Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1984.

1 Timóteo 5.23

1 Timóteo 5.23 “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades.”

 

“Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho,”

Qualquer evangelista que faz tudo o que é preciso fazer enfrenta pressão, estresse e provações na área da saúde. Paulo, conhecendo Timóteo como a um filho, ofereceu algumas sugestões práticas para que o rapaz resistisse aos futuros dias de trabalho.

Paulo fez a seguinte recomendação: “…beba um pouco de vinho” [gr.: oinos]. Oinos poderia se referir a vinho fermentado, como é evidente em Efésios 5:18, ou poderia se referir a vinho não fermentado, como é evidente em Marcos 2:22 (gr.: oinon neon — vinho novo). A mesma palavra é usada em 1 Timóteo 3:8 e Tito 1:7, onde é feita uma advertência contra o uso excessivo de vinho. Independentemente do tipo de vinho que Paulo menciona, não era o abuso, mas o uso apropriado dele que estava em discussão aqui.

Provavelmente, Paulo tinha conhecimento que Timóteo tivesse distúrbios gástricos, devido ao álcalis na água. A alcalinidade da água poderia ser amenizada com o uso de um pouco de vinho. O Comentário Judaico do Novo Testamento, que diz: “A água era muitas vezes impura, transmitindo doenças; já com o vinho, a possibilidade de acontecer isso era menor. O próprio vinho era em geral diluído em três a seis partes de água”

Por isso fez recomendação informal sobre uma terapia alternativa para aliviar seus problemas estomacais. O apóstolo aconselha Timóteo a tomar “um pouco de vinho”, por causa de suas enfermidades gástricas.

Esse texto não deve ser usado para justificar a ingestão de bebidas alcoólicas. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, “se Timóteo tivesse o costume de beber vinho, não teria sido necessário Paulo aconselhá-lo a tomar um pouco de vinho com propósitos medi­cinais”.

 

“... por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades.”

O uso correto do vinho é apresentado como uma sugestão de se fazer o possível para curar enfermidades físicas. Paulo não só mencionou o estômago de Timóteo, mas insistiu em que ele fizesse alguma coisa pelas freqüentes enfermidades. A declaração de Cristo em Lucas 5:31 de que “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes” confirma que o extremismo de recusar atendimento médico não se harmoniza com o ensino de Cristo nem a prescrição de Paulo a Timóteo. Esconder-se de um problema não ajuda a resolvê-lo. A demora pode ser perigosa. Tiago 5:14 comprova que, independentemente da visão que se tenha do assunto, quando alguém está doente, algo deve ser feito para sanar o problema.

Vivemos num tempo em que muitos remédios podem ser tomados para nossas enfermidades, sem que isso gere influências maléficas nem levante questões conflitantes. O cristão deve viver de modo que nada de mal se diga a respeito dele (2 Coríntios 8:20, 21; 1 Coríntios 10:28–33; 1 Pedro 3:15–17; Romanos 14:16, 21). E é claro que quem deseja viver dessa maneira, reconhece que bebidas fortes (vinho ou similares) são totalmente desaconselháveis!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200312_01.pdf

2 Timóteo 3.13

2 Timóteo 3.13 “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.”

 

“Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior,”

Paulo volta ao seu ataque contra os sectários. Ele usa os termos gregos (poneros) e (goes) para descrevê-los. Descrevendo-os ele adverte Timóteo do final trágico deles, como um motivo para permanecer firme à verdade em Jesus (v.14).

Mau (gr.: poneros) quer dizer maligno, perverso, mau, isto é característica do diabo (1 João 3.12). Nesta vida, nunca deixará de existir homens perversos ou maus. Uma triste lição que nos convém aprender é que nenhum homem é bom (Lucas 18.19), fora de Cristo estão todos em estado de rebeldia; são indivíduos vis, destruidores e malignos. Somente a graça de Deus pode arrancar os homens dessa situação.

Enganador (gr.: goes) – um “mágico, ilusionista… trapaceiro, enganador, impostor. Parece evidente que Paulo pensava sobre indivíduos com o Janes e Jambres (v.8), ao meditar sobre os hereges gnósticos. A tribulação dos crentes se originará de dentro e de fora da igreja; e a severidade dessas tribulações haverá de aumentar nos últimos dias (v.1)). Alguns desses impostores serão até mesmo operadores de milagres. (Atos 16:16-18 e Mateus 7:22) em imitação aos verdadeiros ministros da Palavra.

Esses tipos “irão de mal a pior” . No grego, literalmente, teríamos aqui .. .avançarão para o pior... A tendência do mal é agravar-se (Salmo 42.7). Portanto, nos últimos dias haverá condições piores do que agora, até que Deus faça intervenção direta no curso da história humana por intermédio da parousia ou segundo advento de Cristo (1 Tessalonicenses 4:15).
Os maus e enganadores chegarão ao extremo ao adorarem ao próprio Satanás, conforme o livro de Apocalipse 13:4: “...e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta?”.

Observe: Assim como homens justos, pela graça de Deus, se tornam cada vez melhores, assim também ocorre com os homens maus, por meio da sutileza de Satanás e o poder das suas próprias corrupções, se tornam cada vez piores.

 

“... enganando e sendo enganados.”

Essas idéias podem ser confrontadas com o que se lê em 1 Timoteo 4:1: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. A tragédia que há em tudo isso é que esses sedutores sejam capazes de enganar a outros, tal como se enganaram a si próprios.

Essas pessoas estão “enganando e sendo enganadas”. Aqui está um exemplo clássico de ceifar o que outro semeou (Gálatas 6:7, 8). O caminho do pecado é morro abaixo; pois esses procedem de mal a pior, enganando e sendo enganados. Esses que enganam os outros não fazem mais do que enganar-se a si mesmos. Esses que atraem os outros ao pecado acabam incorrendo em mais e mais erros, e descobrirão isso no final, para o prejuízo deles.

Hendriksen diz acertadamente que o castigo recebido pelos que querem enganar outros é serem vítimas de um poder enganador. Aqueles que usam a arma do engano serão degolados pelo engano. Eles tentam iludir, mas eles mesmos serão iludidos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_01.pdf

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Norman.O Novo Testamento Interpretado: Versículo Por Versículo, São Paulo: Hagnos, 2001.

Lição 3: O corpo e as conseqüências do pecado - 4 Trimestre de 2025.

 
TEXTO ÁUREO

 “No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Genesis 3.19).

 

“No suor do teu rosto, comerás o teu pão,”

Quando Deus criou o homem, Ele estabeleceu que a atividade laboral fizesse parte de sua vida (Genesis 2.5). No plano divino, o homem foi feito para trabalhar: “E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (Genesis 2.8,15). Podemos deduzir que antes da Queda, o trabalho era agradável, sem desgaste físico e mental, nem doença e, principalmente, sem o perigo de morrer. Assim, podemos afirmar que o trabalho estava no plano original da Criação. Entretanto após a queda em decorrência do pecado, tudo foi distorcido na vida do ser humano.

A ecologia foi mudada. As condições ambientais foram transtornadas: Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou (Romanos 8.20) e, em conseqüência, o homem viu-se a trabalhar penosa e arduamente: “maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Genesis 3.17). O que era leve, suave e agradável, por causa do pecado, tornou-se pesado, brutal e desagradável.

O trabalho tornou-se desgastante. A expressão “no suor do teu rosto” pode remeter a idéia de trabalho mental e esforço físico. Quantas pessoas não se encontram acamadas e mentalmente esgotadas e cansadas por causa de suas atividades profissionais?! Os consultórios médicos estão lotados de pessoas com estafa e estresse. Há textos na Bíblia que nos lembram de tal realidade: “Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir” (Eclesiastes 3.10). Jó também declarou: “Porque do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho. Mas o homem nasce para o trabalho, como as faíscas das brasas se levantam para voar” (Jó 5.6,7).

O trabalho, no entanto, é uma vocação de Deus para o ser humano. O homem, em sua natureza, não pode viver sem o trabalho. Quando isso ocorre, ele viola a sua própria natureza e a diretriz que o Criador lhe deu. É vergonhoso que, em nome de qualquer coisa, o ser humano recusa-se ao labor do trabalho: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3:10).

 

“... até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.”

A morte física, conseqüência do pecado: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17) não seria imediata, mas seria inevitável.

Deus havia escolhido o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma jóia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança. E usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma.

Em nosso organismo, acham-se, entre outros, os seguintes elementos químicos do solo: ferro, manganês, potássio, sódio, cobre, cálcio, selênio, molibdênio, zinco, iodo, fósforo, magnésio, cobalto, iodo, enxofre e cloro. Tirados da terra, temos as propriedades dela. Aqui ficou estabelecido que  à Terra voltaríamos.

Mas notemos que nenhuma coisa aqui é dita acerca da alma e do espírito e também nada é dito sobre a vida do futuro. Isto porque a revelação de Deus é progressiva. O Genesis de fato não deveria ser o livro da consumação das coisas.

 Salomão sobre essa parte imaterial do homem na morte escreveu muito depois disso em eclesiastes 12.7: "E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Um corpo feito de partículas de terra deve desintegrar-se. Mas o espírito, por sua própria natureza, não se dissolve. Ele é eterno!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

 https://textoaureoebd.blogspot.com/2022/05/dia-do-trabalho-1-de-maio-o-homem-foi.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/genesis-27.html

sábado, 11 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 11 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Tessalonicenses 4.4)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
11 DE OUTUBRO DE 2025
POSSUINDO O CORPO EM SANTIFICAÇÃO E HONRA

1 Tessalonicenses 4.4 “Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;”

 

“Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso”

A ARA traduz: “que cada um de vós saiba possuir o próprio”. A tradução mais correta da expressão grega seria “seu próprio vaso”, conforme a ACF. As versões “controle o seu próprio corpo” (NVI) ou “saiba viver com a sua esposa” (NTLH) são interpretações parciais, mas são opções para se entender a expressão “seu vaso”.

Ao escolher uma dessas versões, é significativo observar que a esposa de um homem jamais é descrita em outra passagem da Bíblia como sua skeuos, ou “vaso”, ao passo que o corpo humano é chamado em outras passagens tanto no AT como no NT de “vaso” ou “instrumento” (1 Samuel 21:5; Atos 9:15; Romanos 9:21–23; 2 Coríntios 4:7; 2 Timóteo 2:21).

O maior problema desta interpretação é a palavra grega (ktaomai), vertida para “possuir”. Muitas vezes ela é traduzida por “adquirir” ou algo semelhante. Todavia, James Hope Moulton e George Milligan são favoráveis a “possuir” como a melhor tradução nesta passagem em particular. Dizem eles: “’Obter gradualmente a posse completa do corpo’ deve provavelmente ser a preferência em 1 Tessalonicenses 4:4”. Este fato torna plausível a idéia de que quando Paulo disse possuir, ele se referia a cada cristão dever controlar o seu próprio corpo.

Este controle do próprio corpo contrasta com a atitude dos coríntios que diziam: “Todas as coisas me são lícitas”. Eles chegaram a aplaudir o pecado de incesto e se jactaram dessa posição permissiva: ”não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (1 Coríntios 5:6). A lei que regia a vida deles era: E proibido proibir! Eles consideravam todas as coisas indistintamente como lícitas, sem nenhuma restrição. Paulo coloca nesse ditado uma adversativa. Ele usa um, “mas”, e um, “porém”. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Coríntios 6:12).E depois afirma: “Mas o corpo não é para a fornicação, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (1 Coríntios 6.13).

 

“... em santificação e honra;”

Esse controle do corpo (vaso) deve ser feito em santificação e honra ou “de maneira santa e honrosa” (NVI). Quando assim interpretado, o versículo tem paralelos com Romanos 6:19, que diz: “oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação”. A palavra “santificação” é a mesma palavra grega (hagiasmos) usada e traduzida como “santificação” no versículo 3; indica que somos separados por Deus para um uso sagrado. Assim, devemos nos conduzir de modo apropriado ou consistente com aquilo que é separado.

Paulo usa a palavra “honra” (time) em conexão com a metáfora do vaso aqui e em Romanos 9-21, concernente ao direito que o oleiro tem “sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra [time] e outro para desonra [atimia]". Diferentemente dos vasos ignóbeis ou de desonra, que são objetos de ira, somos objetos do amor e da graça, escolhidos por Deus para uma utilização privilegiada; “somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse” (2 Coríntios 5.20).

Paulo, aos coríntios também expressa o mesmo conceito com palavras diferentes: “O vosso corpo [soma] é o templo do Espírito Santo, que habita em vós” (1 Coríntios 6.19). Seu mandamento subseqüente aos coríntios— “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Coríntios 6.20) — é nitidamente comparável a seu ensino aos tessalonicenses, de que o cristão deve “possuir o seu vaso [o próprio corpo] em santificação e honra” . O contexto de ambas as passagens tratam da impropriedade da imoralidade sexual, e da responsabilidade que cada cristão tem de abster-se de tais práticas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201503_02.pdf

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Timóteo 2.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE OUTUBRO DE 2025
ORAÇÃO COM MÃOS LEVANTADAS

1 Timóteo 2.8 “Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda.”

 

“Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar,”

O assunto do culto público, que Paulo tinha começado a abordar na primeira metade desse capítulo, é retomado por ele nesta segunda parte. Mas agora ele passa do alvo das orações da igreja local para os papéis que os homens e as mulheres devem desempenhar, bem como para como devem se comportar quando a igreja se reúne em culto.

Paulo começa de modo cortês, porém firme, ”Quero, pois” empregando o verbo (Gr. boulomai) que no judaísmo helenístico transmite uma nota de mandamento autoritativo. Sua primeira regra é que os homens orem em todo lugar. A palavra específica “homens” (Gr.aner) é sem dúvida usada com referência ao gênero masculino (não se tratando de um termo genérico, como anthropos). Aner é definido por Thayer como referindo-se ao sexo, distinguindo homem de mulher. Segundo ele o termo pode também ser usado para “distinguir um adulto de um menino (Mateus 14:21; 15:38).

O fator chave sobre as mulheres “dirigirem orações” é o mesmo quanto a elas servirem como evangelistas ou presbíteros. Na sinagoga judaica somente os homens tinham licença de recitar as orações; a ênfase dada ao sexo masculino sugere que esta convenção talvez estivesse se rompendo em Éfeso como também em Corinto, muito tempo antes (1 Coríntios 14:34,35).

As Escrituras ensinam que um grupo de mulheres podem sim se reunir para prestar culto e estudar (Atos 16:13–15). As mulheres em Cristo certamente podem orar (Atos 12:5, 12; 21:5; 1 Coríntios 11:5; Lucas 2:36–38). Afinal elas possuem o mesmo Mediador que os homens têm (1 Timóteo 2:5). Paulo está aqui interessado em instruir os homens, e não em impor uma regra sobre a vida de oração das mulheres.

As orações devem ser proferidas em todo lugar, onde for pregado o evangelho: “Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 1:11).

 

“... levantando mãos santas, sem ira nem contenda.”

A maior preocupação de Paulo era o caráter e o procedimento dos homens ao orar. Como a Igreja primitiva adotou a atitude judia para orar. Pois, os judeus oravam de pé, com as mãos abertas com as palmas para cima. Mais tarde Tertuliano diria que essa atitude para orar representava a postura de Jesus na cruz.

Paulo pediu que os homens levantem “mãos santas”. A referência a “mãos santas” nos faz lembrar do Salmo 24, no qual aquele que deseja subir ao monte do Senhor e permanecer no seu santo lugar tem de ser “limpo de mãos e puro de coração”. Lembrando que as mãos apenas representariam exteriormente um coração sincero.

Paulo não estava enfatizando aqui uma postura para se orar mais do que enfatizou o beijo como um gesto de saudação em Romanos 16:16. O que ele queria enfatizar é que nossas orações, saudações e vidas sejam santas!

Se, por um lado a oração deve ser “com mãos santas”, por outro lado, há duas coisas “sem” as quais deve se fazer uma oração. Quem ora a Deus não pode ter o coração cheio de ira e de contenda.

O crente “pode” irar-se, mas não tem o direito de pecar por estar irado. “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4.26). Costumam os dizer que o cristão só pode ficar irado, com razão, até o fim da tarde, até o pôr do sol. Não deve guardar ira, mágoa ou ressentimento em seu coração. Se o fizer, sua oração não será ouvida. A “ira” é um a das “obras da carne” (Gálatas 5.20).

Quanto à contenda, é atitude mental que não condiz com o servo de Deus: “E ao servo do Senhor não convém contender,...” (2 Timóteo 2:24). É coisa de homem perverso (Provérbios 16.28); o tolo é o que se mete em contenda (Provérbio 18.6); a contenda separa os melhores amigos (Atos 15.39). Deus não se agrada de pessoas que vivem provocando contendas ou se entremetendo nelas. A Didachê, que é o manual de culto público cristão mais antigo, e que data de cerca do ano 100 d.C, diz: "Que ninguém que tenha contenda com seu semelhante se achegue a nós, até que não se tenham reconciliado." O rancor no coração do homem é uma erva maligna”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

BARCLAY, William. The First Letter to Timothy Tradução: Carlos Biagini

STOTT, John R.W. A mensagem de 1 Timóteo e Tito: a vida da Igreja local: a doutrina e o dever; tradução Milton Azevedo Andrade. — São Paulo : ABU Editora, 2004.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf