segunda-feira, 21 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JULHO DE 2025 (Mateus 10:19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JULHO DE 2025
SUPORTANDO AS PROVAÇÕES

Mateus 10:19 “Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

 

“Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar,”

Jesus suportava as perseguições, por mais desagradáveis que fossem, ajustando-se a elas. Era realista no trato com seus discípulos, advertindo-os sobre as dificuldades futuras. Mais do que preveni-los, deu-lhes instruções sobre como enfrentar a perseguição. Eles seriam entregues. O motivo seria o mesmo porque entregariam a Cristo. O ódio: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia” (João 15:18,19).

Não vos dê cuidado é o mesmo de “não andeis, pois, inquietos” (Mateus 6.31) ou simplesmente não vos preocupeis. A defesa pessoal diante dos reis judeus e governadores gentios seria uma provação terrível para os galileus humildes. A proibição aplicava-se a casos em que a preparação de um discurso de defesa seria impossível.

Os mais valentes desses pescadores simples poderiam ficar alarmados se lhes dissessem que teriam de responder por suas ações em prol de Cristo na presença dos conselhos judaicos e dos tribunais gentios. Cristo não está aconselhando os pastores a não preparar sermões.

 

“... porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

Naquela mesma hora: “O Espírito de vosso Pai é que fala em vós e por vós” (Mateus 10.20). Essa foi a primeira promessa de assistência da parte do Espírito Santo nos relatos do Evangelho (Marcos 13:11; Lucas 21:14, 15; João 14:15–17, 26; 15:26, 27; 16:13–15).

Esses homens seriam inspirados pelo Espírito a responder em defesa própria. Eles  dependeriam do Espírito Santo para responder aos interrogatórios, porque sua prisão seria uma oportunidade para testemunhar. Ilustra-se bem esse fato na vida do apóstolo Paulo, cujas prisões deram -lhe a chance de testificar diante de reis e governadores: “Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a me fazer cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (Atos 26:26-29).

James Burton Coffman referiu-se a esse texto como “uma das declarações mais fortes do Novo Testamento sobre a inspiração que guiou os apóstolos a toda a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_04.pdf

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

 

domingo, 20 de julho de 2025

LIÇÃO 4: UMA IGREJA CHEIA DO ESPÍRITO SANTO - 3 TRIMESTRE DE 2025.


TEXTO ÁUREO

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.” (Atos  4.31).

 

“E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos;”

A resposta a oração da igreja veio tão rápida como o trovão depois do raio. Enquanto oravam, recebiam conforme suas petições. Primeiro um tremor de terra: “moveu-se o lugar em que estavam reunidos”. Este era um dos sinais que indicavam uma teofania no Antigo Testamento (Exodo 19:18). Os fracos cristãos do cenáculo “moveram a mão que move o mundo", e o local foi sacudido. E em resposta às orações do seu povo que o Senhor se levanta para sacudir a terra.

Mais coisas são operadas mediante a oração do que o mundo poderia imaginar. A história de todos os reavivamentos espirituais demonstram esta verdade. Os eleitos de Deus podem clamar dia e noite contra as opressões que há na terra, e o Senhor pode esperar com paciência: “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lucas 18.7,8).

Em breve chegará a hora em que as orações de todos os santos terão sua resposta. Então, todos os poderes malignos deste mundo serão sacudidos: “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos” (Apocalipse 8.1-5).

 

“... e todos foram cheios do Espírito Santo”

Após o tremor da terra, houve um tremor de línguas: “todos foram cheios do Espírito Santo”. Apesar de não estar escrito que eles falaram em línguas podemos supor pela observação do historiador. Lucas quando narra pessoas cheias do Espírito Santo sempre associa com manifestação de línguas.

Entendendo que a igreja primitiva era portadora do Espírito Santo e de boas obras. A citação ao preenchimento do Espírito Santo se manifestava com a evidencia do falar em outras línguas. Só assim faz sentido o que observou Simão, o mago, quando quis comprar o Dom do Espírito por dinheiro: “E Simão, (vendo) que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, Dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo” (Atos 8:18,19).

 

“... e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.”

Quais foram às emoções dos discípulos? Conjectura Myer Pearlman. Não tinham medo, senão pediriam proteção. Não tinham ódio, por isso não pediram vingança contra seus inimigos. Foi a corajosa resolução de cumprir a vontade de Deus que os levou a orar: “Concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra”.

Após o mover da terra e o mover do espírito eles deixaram o cenáculo onde se reuniam e anunciavam com ousadia a palavra de Deus. É interessante observarmos o uso da palavra “ousadia” nesse texto. Ela aparece, por exemplo, em Atos 4.13 para se referir à coragem de Pedro e João quando foram interrogados pelos anciãos e escribas. O cristão cheio do Espírito se torna corajoso em sua vida cristã. Ele prega a Palavra de Deus com poder e autoridade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

sábado, 19 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE JULHO DE 2025 (Atos 4:25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE JULHO DE 2025
A ÊNFASE DA PROMESSA ABRAÂMICA

Atos 4:25 “Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs? ”

 

“Que disseste pela boca de Davi, teu servo:”

A oração da igreja usa o antigo testamento. Ela cita aqui o autor do Salmo 2. O texto diz que Deus falou por meio do Espírito Santo (o inspirador dos profetas) e por boca do Seu servo Davi (como instrumento humano). Davi é descrito como servo de Deus que inspirado escreveu: “Por que se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? (Salmo 2.1)

O Salmo 2 (era reconhecido como messiânico já no primeiro século a.C.) tinha predito a oposição do mundo ao seu Cristo, com gentios enfurecidos, povos imaginando coisas vãs, reis se levantando e autoridades ajuntando-se contra o Ungido do Senhor (vs. 26).

Com esse salmo entendemos que a rebelião humana contra Jesus foi prevista por Deus e não colocava em risco a soberania divina. Todos os acontecimentos estavam nos planos eternos de Deus. Na hora da aflição, a igreja buscou a Palavra de Deus e descobriu que eles não estavam nas mãos do acaso ou das autoridades judaicas e romanas, mas nas mãos do Todo-poderoso, que governa a história.

 

“Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?”

Essas palavras referem-se ao período de confusão que geralmente ocorria no intervalo entre dois reinados. As nações circunvizinhas viam isto como uma oportunidade para invadira terra. Os filisteus chegaram a invadir Israel quando Davi foi coroado rei. Mas qualquer ataque ao ungido de Deus era na verdade contra o próprio Deus — e qualquer um que desafiasse a Deus estava fadado a fracassar!

Werner de Boor diz com toda razão que os planos dos inimigos não apenas fracassaram, mas sua execução bem-sucedida somente foi capaz de realizar aquilo que a tua mão e o teu propósito predeterminaram que aconteça.

O pensamento implícito desta frase é conforme Marshall, “que é fútil para os homens urdir tramas contra o Deus que não somente criou o universo inteiro como também previu estas coisas vãs.”

Na Espanha, foram erigidas duas colunas monumentais nas quais estava escrito: (1) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter ampliado o império romano para o oriente e para o ocidente, e por ter extinguido o nome dos cristãos que levaram a República à ruína”. (2) “Diocleciano Joviano Maximiano Hércules César Augusto, por ter adotado Galério no oriente, por ter abolido a superstição de Cristo em todos lugares, por ter estendido a adoração dos deuses”.

Certo escritor moderno observou com elegância: “Temos aqui um monumento levantado pelo paganismo em cima da sepultura do seu inimigo derrotado. Mas nisto, ‘os povos imaginam coisas vãs’. Longe de estar morto, o cristianismo estava na véspera do triunfo final e permanente, e a pedra fechava um sepulcro vazio. Nem na Espanha, nem em outro lugar, podemos identificar o lugar do sepultamento do cristianismo. Não existe, pois, aquele que vive não tem sepultura”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_05.pdf

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Tito 1:2

    

Tito 1:2 “Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;”

 

“Em esperança da vida eterna,”

A verdadeira religião e a prática da piedade promovem a esperança da vida celestial. Erdman diz que a fé e o conhecimento da verdade são acompanhados da esperança. A palavra “esperança” aparece 52 vezes no Novo Testamento e sempre está em conexão com Deus, com o Mediador e com os crentes. Deus é o autor dessa esperança, pois ele é o Deus da esperança (Romanos 15.13).

O propósito dessa esperança é oferecer aos que creem a vida eterna (Romanos 6.23). Essa vida eterna tem a ver com a fruição da comunhão com Deus, desde agora e por toda a eternidade (Jo 17.3,24). A verdade do evangelho não apenas transforma a vida aqui e agora, mas também aponta para uma esperança gloriosa no futuro. Somos nascidos de Deus para uma viva Esperança.

A comunhão consciente com Deus, já aqui na terra, por si só é um a garantia e um antegozo da vida eterna: “E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26). Agora mesmo, nós, que somos filhos de Deus, temos a vida eterna; na vinda do Senhor, alcançaremos a imortalidade.

João equiparou Jesus com “a vida eterna”. Ele proclamou que “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho” (1 João 5:11).  João também afirmou em seu evangelho: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5:26). Cristo é o doador da vida eterna.

Esse trecho do versículo é uma forte reminiscência de João 17:3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”, pois lá como cá a vida eterna é definida em termos de conhecer a Deus, tanto ao Pai como ao Filho. O pai é a fonte da vida eterna, e Jesus Cristo transmite essa vida (João 1.4 - 14.6). Lemos no contexto do capítulo: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna” (1 João 5:13).

 

“... a qual Deus, que não pode mentir,”

Um dos atributos comunicáveis de Deus é a veracidade, “Ele não pode mentir”, porque isso seria contrário a sua natureza, pois Ele não muda (Malaquias 3.6). O apóstolo Paulo escreveu: “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem ...” (Romanos 3.4). O homem mente, mas Deus sempre diz a verdade. Hebreus 6:18 diz: “mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta”.

Por ocasião da tentativa de Balaque em fazer com que o profeta Balaão amaldiçoasse o povo de Israel, lemos que, ao introduzir a mensagem da Palavra de Deus que não agradaria a Balaque, o profeta Balaão enfatizou que Deus não mente nem se arrepende para, em seguida, arrematar: “Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar” (Números 23.20). Assim, Balaão não podia fazer o que Deus não havia decretado.

 

“... prometeu antes dos tempos dos séculos;”

Esse Deus que jamais mentir, não porque não tem poder para mentir, mas porque mentir contradiz a sua natureza, pois Ele é a Verdade, nos prometeu a vida eterna.

Deus sempre cumpre aquilo que promete: “porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?”. Em outras palavras, suas declarações proféticas e suas promessas infalivelmente terão cumprimento: “Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios” (Salmo 89.34), pois, Ele vela “sobre a minha palavra para cumpri-la” (Jeremias 1.12).

Ele decretou a vida eterna antes dos tempos dos séculos “como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor” (Efésios 1:4). Para uma santa vocação: “Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;” (2 Timóteo 1:9). 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemom; doutrina e vida, um binômio.  São Paulo: Hagnos, 2009.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/11/numeros-2319.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/01/1-joao-520.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/joao-173.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/romanos-828.html

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200401_06.pdf


Atos 5.3

   

Atos 5.3 “Disse, então, Pedro: Ananias, porque encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?” 

 

“Disse, então, Pedro: Ananias, porque encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo”

Muitos dos que tinha posse na igreja primitiva vendiam suas propriedade e colocavam aos pés dos apóstolos: “Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos” (Atos 4:34). Um homem chamado José, conhecido pelos apóstolos de Barnabé, assim fez. Ananias se sua mulher Safira, aparentemente invejaram a disposição de José e cobiçaram o prestígio que ele chegou a ter entre os apóstolos. Decidiram fazer o mesmo, mas entre si combinaram de reter parte do valor.

Ananias foi questionado por Pedro. Como na situação do cobiçoso Judas, Satanás derramava suas pecaminosas sugestões no coração de Ananias: “E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse (João 13.2). O diabo, no entanto, não pode entrar em nossa vida a não ser mediante permissão nossa. Por isso Pedro indagou: “Por quê?” - “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4.7). Por isso, a responsabilidade do homem permanece: “Por que formaste este desígnio em teu coração?”

Adolf Pohl dá o seu brado de alerta: “Que fato horrível: um coração anteriormente repleto do Espírito Santo de Deus agora está cheio de Satanás! Isso é possível. Não temos direito a qualquer atitude autoconfiante”.

Provavelmente, imaginava que estivesse enganando a Pedro, líder da igreja. Mas não entendia que o verdadeiro líder da igreja era o Espírito Santo, onisciente, que a tudo perscruta. A Igreja Primitiva se constituía de um grupo sob a liderança do Espírito Santo (Atos 8.29,39: 10.19: 13.2; 16.6,7). Ou seja, Ananias “Não mentiste aos homens, mas a Deus.” O pecado dele não foi apenas mentir ao Espírito Santo, mas tentar falsificar o Espírito Santo, buscando representar sua fraudulenta ação como divinamente inspirada. Assim, ele procurou fazer com que o Espírito Santo participasse do seu horrendo crime.

 

“... e retivesses parte do preço da herdade?”

O verbo reteve é idêntico àquele que se empregou para descrever a ação de Acã em reter parte dos despojos de Jericó, que deveriam ser entregues à casa do Senhor ou destruídos: “E transgrediram os filhos de Israel no anátema; porque Acã filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou do anátema, e a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel (Josué 7.1).

Não havia na igreja primitiva a obrigação de os crentes venderem suas propriedades e trazerem aos apóstolos os montantes apurados. Não fora abolido o direito da posse individual de bens. Ananias não teria violado nenhum preceito se tivesse conservado sua propriedade. O ato de vender era da exclusiva responsabilidade do dono, bem como o ato de entregar aos apóstolos o dinheiro recebido. Os apóstolos não possuíam autoridade sobre o dinheiro, a não ser quando o recebiam para o fundo de assistência.

Seu pecado foi dar parte, dizendo que estava dando tudo. Seu pecado foi mentir ao Espírito e enganar a igreja. Por trás da hipocrisia de Ananias estava a atividade sutil de Satanás. O perverso inimigo que já havia atacado a igreja através da perseguição, agora a ataca sedutoramente por meio da corrupção.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 

POHL, Adolf. Atos dos Apóstolos. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2002.

LOPES, Hernandes Dias. Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE JULHO DE 2025 (Atos 4:19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE JULHO DE 2025
UM CHAMADO AO ARREPENDIMENTO

Atos 4:19 “Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”

 

“Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram:”

Os sacerdotes haviam prendido Pedro e João, logo após eles terem curado um coxo junto a porta formosa em nome de Jesus: “hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo” (Atos 4:9). Até mesmo os sacerdotes conheciam o coxo e não podiam negar o milagre que foi feito: “Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar” (Atos 4:16).

Porém os sacerdotes sabiam que não gozavam de popularidade entre o povo. E não se interessavam em investigar a verdade nas declarações. Só desejavam sufocar uma doutrina que ameaçava a supremacia deles. Após discutirem sobre a questão controversa os sacerdotes decidiram ameaçar Pedro e João: “Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los rigorosamente para que não falem mais nesse nome a homem algum” (Atos 4:17).

 

“Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;”

Para os apóstolos a situação era difícil, afinal Pedro e João eram cidadãos leais. Eles deviam obedecer às autoridades constituídas, especialmente em se tratando de autoridade religiosa. Juízes justos têm de optar entre o caminho de punir e o de declarar inocente. Estes sacerdotes, no entanto, não eram justos. Irritados contra os apóstolos não ousavam fazer nada mais grave contra eles, “por causa do povo”.

Os apóstolos após ouvirem as ameaças responderam: “Julgai vós se é justo, diante de Deus. ouvir-vos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido".

Pedro estabeleceu, para sempre, o princípio fundamental entre os limites da obediência cívica e do dever cristão de testemunhar. Quando existe clara contradição entre os mandamentos dos homens e os de Deus, de tal forma que obedecer a uns é desobedecer aos outros, não sobra mais nenhuma dúvida quanto ao que o crente deve fazer.

Os apóstolos tinham sido convocados a serem testemunhas de Jesus Cristo; e eram obrigados por seu dever a continuarem o seu testemunho.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

 

quinta-feira, 17 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 17 DE JULHO DE 2025 (Atos 4:16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
17 DE JULHO DE 2025
PREGANDO CRISTO

Atos 4:16 “Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;”

 

“Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens?”

Após serem usados em nome de Jesus para curarem o chamado coxo da porta formosa. Pedro e João foram detidos a tarde pelo capitão do templo que atuou em nome dos sacerdotes saduceus. No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas para ouvirem Pedro e João e perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? (v.7). Após a resposta cheia de ousadia de Pedro acerca da autoridade do nome de Jesus os sacerdotes e principais conferenciaram entre si. E Disseram: “Que havemos de fazer a estes homens?

Apesar de eles ter se doído muito por ouvirem homens sem letras e indoutos (não tinham curso em escola rabínica) ensinando ao povo, não podiam agir precipitadamente por impulso contra eles, pois muitos dos que ouviram a palavra creram e o número desses chegou a quase cinco mil.  

 

“Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;”

A perplexidade dos membros do concílio diante de um inegável milagre de cura já foi descrita, e as observações atribuídas aos membros do concilio meramente refletem seus sentimentos óbvios.

Mesmo eles não crendo que Pedro e João falavam em Nome do Senhor reconheciam que o sinal manifesto por eles era notório demais e não podia ser simplesmente negado. Afinal eles mesmos reconheceram o coxo e nada tinham que dizer em contrário (V.14). O sinal para eles não foi suficiente para reconhecerem a obra de Deus. Outro sacerdote, chamado Nicodemos, convencido havia dito a Jesus: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele” (João 3:2).

Observe que nem um milagre “notório” mudou aqueles corações endurecidos. Estevão antes do seu martírio disse a eles: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais” (Atos 7:51). Homens de dura cerviz não se permitem convencer, pois sua mente esta cauterizada.

E assim diz o Espírito Santo: “Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto. Onde vossos pais me tentaram, me provaram, e viram por quarenta anos as minhas obras. Por isso me indignei contra esta geração, e disse: Estes sempre erram em seu coração, e não conheceram os meus caminhos” (Hebreus 3:7-10).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.