domingo, 23 de março de 2025

Lição 13: Perseverando na Fé em Cristo – 1 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração. ” (2 Pedro 1.19)

 

“E temos, mui firme, a palavra dos profetas, ”

Pedro escreve que o Evangelho não é apenas uma coletânea de fábulas inventadas (2 Pedro 1.16). O que ele e os outros apóstolos haviam transmitido acerca da vinda de Jesus fora-lhes assegurado pelo próprio Deus que os levou a testemunhar a majestade de Cristo no monte da Transfiguração (Mateus 17.5). Ali o Pai corroborou a glória de Jesus, identificando-o como o Filho amado em quem se comprazia (2 Pedro 1.17).

Todavia, não dependemos desta experiência de Pedro, João e Tiago para termos certeza de quem Jesus é. Pois, temos a Palavra Deus conosco. Neste ponto, Pedro tinha em mente o Antigo Testamento, mas podemos fazer a mesma aplicação ao Novo (2 Pedro 3.16).

Pedro estava dizendo que as Escrituras apoiavam o testemunho que ele estava dando aos seus leitores. As referências do Evangelho de Mateus ao Antigo Testamento visavam esclarecer cada aspecto da vida e do ministério de Jesus. Jesus sobre ele mesmo havia dito aos apóstolos: “Importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lucas 24:44).

Àqueles não são propensos a crer no relato de Pedro sobre o testemunho de Deus em favor de Jesus no monte. Devem crer na “palavra profética”, pois, ela deixa claro que Jesus era o Filho de Deus. As escrituras contêm autoridade e a presença divina, e isso é suficiente para nos orientar em todas as questões de religião e moralidade: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3.16).

 

“... à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração. ”

Por conseguinte, fazemos bem ao nos aplicarmos à palavra profética, pois é uma lâmpada que brilha na escuridão da ignorância espiritual deste mundo até que o dia apareça e a estrela da alva desponte.

A Escritura é como uma candeia que brilha em lugar tenebroso” (ARA). A palavra “tenebroso” só ocorre nesta carta do Novo Testamento. É uma palavra rica de sentidos significa coisas sujas, destituídas de brilho, coisas opacas, escuridão. A “candeia” está brilhando num lugar que é obscuro, sujo e envolto numa neblina encardida.

O “lugar tenebroso” é o mundo em que Pedro e seus leitores viviam. É o mundo em que os crentes continuam a viver. Nesse mundo sombrio, a Palavra de Deus é como “uma candeia que brilha”.

O capítulo mais longo da Bíblia, Salmos 119, é dedicado a exaltar as glórias da Lei. Assim como para Pedro, para o salmista a Palavra de Deus é uma lâmpada que ilumina o caminho: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmos 119:105).

Pedro prediz que o mundo tenebroso, iluminado com dificuldade pelas Escrituras, desapareceria: até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração. O retrato é de uma longa contemplação noturna interrompida pelos sinais da alvorada. Talvez Pedro tenha se inspirado no salmista: “Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na Sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã” (Salmos 130:5, 6).

Existe uma unanimidade com respeito a Números 24:17, “uma estrela procederá de Jacó”, ter inspirado a expressão “a estrela da alva” ou “estrela da manhã”. Tanto os judeus como os cristãos entendiam que Números 24:17 era uma profecia messiânica. Numa passagem sobre a volta do Senhor, surpreende que Pedro acrescente que essa estrela da alva surgiria “em vosso coração”.

Provavelmente ele só queria dizer que o coração dos crentes se alegraria quando as esperanças e os sonhos se realizassem no romper do novo tempo. Mais adiante na carta, o apóstolo trataria dos mesmos fatos em relação ao fim dos tempos e ao julgamento. “Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo”, disse ele (2 Pedro 3:10). Para os crentes esse será um dia de alegria e luz. O romper do dia sugere uma nova vida, livre de sofrimento e pecado.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201412_03.pdf


sábado, 22 de março de 2025

1 Pedro 1.25

1 Pedro 1.25 "Mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada." 


"Mas a palavra do Senhor permanece para sempre."

Contrastando com o versículo anterior que assim terminou: "Secou-se a erva, e caiu a sua flor;" (v.24), querendo isso dizer que o homem corruptível tem seus dias contados sobre a terra, dias perecíveis. No entanto, nós cristãos fomos novamente gerados pela palavra de Deus. Uma semente incorruptível e imortal.

Pedro está empregando a linguagem da procriação humana para descrever uma realidade eterna e espiritual, pois a semente eterna representa a palavra de Deus, viva e que permanece para sempre.

Para Pedro a palavra de Deus não é algo que possa se deteriorar ao contrário é tão permanente e duradoura quanto o próprio Deus.

É o próprio Deus e Sua autorevelação que dão harmonia, sentido e propósito à vida. Diferente da experiência e da glória humanas, Deus e Sua Palavra permanecem eternamente.


"E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada."

Pedro disse que essa “palavra do Senhor”, a qual permanece eternamente, é a mesma que foi pregada aos irmãos. Foi mediante a obediência à essa verdade que os cristãos purificaram suas almas.

A verdade, “a palavra do Senhor” que “permanece eternamente” e a palavra que... foi evangelizada aos leitores de Pedro eram a mesma coisa.

Em toda parte, através do tempo e do espaço, quando a mesma palavra da verdade é pregada, cristãos podem esperar o mesmo resultado. Pessoas serão regeneradas, nascerão de novo e tomarão parte na herança eterna.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/3/2025

FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 20

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201409_03.pdf

ARRINGTON French L; STRONSTADRoger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Exôdo 5.1


Exôdo 5.1 "E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto."


"E depois foram Moisés e Arão e disseram a Faraó:"

Após a chamada de Moisés no deserto de Sinai e a chamada de Arão, seu irmão, para irem diante de Faraó. Desceram Moisés e Arão primeiramente aos anciãos do povo hebreu no Egito. Moisés fez diante deles os sinais que Deus o havia dado, seu cajado tornou-se uma serpente e sua mão tornou-se leprosa. 

Todo o povo creu que o Senhor os visitará conforme o senhor disse: "E acontecerá que, se eles não te crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão à voz do derradeiro sinal" (Exôdo 4.8). O povo entendeu que o Senhor havia atentado para a sua aflição e adoraram o Senhor ali. Depois desta reunião foram Moisés e Arão diante de Faraó.


"Assim diz o SENHOR Deus de Israel:"

Chegando enfim diante de Faraó disseram a ele: "Assim diz o Senhor". Esta expressão é o selo da revelação do Antigo Testamento. Ocorre 276 vezes em 18 livros diferentes. (Êxodo 14.1; Levitico 4.1; Isaías 1.10; Ezequiel 1.3).

O primeiro livro onde ocorre é o de Êxodo e o último é o de Malaquias. Essa frase, nesta forma, não ocorre nenhuma vez no Novo Testamento. Tanto que Paulo nos adverte: “Aprendais a não ir além do que está escrito…” (1 Coríntios 4.6). Há maldição para quem afirma falar em nome de Deus, mas cujas palavras não vieram Dele. 

Ele é chamado como "o Senhor Deus de Israel". Essa é a primeira vez em que Deus é assim identificado. Ele já havia sido chamado nas Escrituras de "Deus de Israel", a pessoa quando Jacó comprou um campo de Hamor em Siquém: "E levantou ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel" (Genesis 33.20). A partir daqui Israel se refere ao povo descendente de Jacó.


"Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto."

Uma vez que Israel era o povo de Deus, Faraó não deveria mais retê-los para a servidão. Os israelistas por um momento eram escravos dos egipcios, mas o seu Deus não permitiria mais que eles fossem pisoteados: "Portanto o meu povo saberá o meu nome; pois, naquele dia, saberá que sou eu mesmo o que falo: Eis-me aqui" (Isaías 52.6).

Pois, Israel era filho do Senhor e disse Deus a Moisés: "Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva..." (Êxodo 4:22,23).

Deus ordenou q Faraó que permitissem que eles saissem livremente a um lugar em que pudessem exercer sua religião sem ofender os egipicios. Pois Deus esperava deles serviços e sacrificios em sua honra: "E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor." (Exodo 10.9).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/3/2025

FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

João 10.35


João 10.35 "Pois, se chamou-os deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada,"


"Pois, se chamou-os deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida,"

Jesus rebate a acusação de blasfêmia argumentando a partir da Escritura. Ele cita o Salmo 82. "Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo" (Salmo 82.6).Nesse salmo, o Deus supremo levanta-se no conselho divino para pronunciar julgamento sobre seres chamados “deuses” (elõhím). Sua acusação contra eles é que administram a justiça com injustiça, favorecendo os maus em vez de garantir o direito dos desamparados e oprimidos; a sentença que ele lhes pronuncia é a morte: Todavia, como homens, morrereis e, como qualquer dos príncipes, haveis de sucumbir. (Salmo 82.7).

O juiz, no conselho, é Deus para os homens. Esta idéia aparece com clareza em alguns dos regulamentos de Êxodo. Êxodo 21:1-6 diz de que maneira o servo hebreu pode ficar livre ao sétimo ano. O versículo 6 diz: "Então seu amo o levará perante os juízes". Mas na versão hebraica, a palavra que se traduz por juízes é elohim, que significa deuses. Em Êxodo 22:9,28 se usa a mesma expressão. 

Até as Escrituras, ao falar dos homens aos quais Deus encarregou uma tarefa, referiam-se a eles como deuses. 


"... e a Escritura não pode ser anulada,"

Os intérpretes judeus dividiam-se (como acontece com os intérpretes até hoje) sobre se aqueles a quem Deus se dirige nestes termos são seres celestiais ou juizes humanos. Visando o nosso propósito presente, esta questão não tem importância primordial; relevante é o fato de que declaradamente são seres inferiores ao Deus supremo, que ele, mesmo assim, chama de “deuses” (v.6) 

Se o próprio Deus os chama de “deuses” (e até de “filhos do Altíssimo”), por que deve ser considerado ofensa capital por parte do enviado pelo Pai se ele se chama de Filho de Deus? Portanto, Jesus disse: "Se as Escrituras podem falar assim sobre os homens, por que não posso usar os mesmos termos para falar de mim mesmo?

Uma vez que os judeus reconheciam a autoridade divina da sua lei (Biblia hebraica),  deviam então aceitar as implicações do que estava escrito nela. A Escritura não pode falhar ou “ser invalidada” (Mc 7.13); não pode ser colocada de lado quando seu ensino não convém. O que está escrito permanece escrito.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/3/2025

FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 20

Barclay, William. The Gospel of Jonh. Tradução: Carlos Biagini.


BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

Marcos 7.13


Marcos 7.13 "Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas."



"Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes."

Os escribas e fariseus davam mais importância a tradição que receberam de seus pais do que a palavra de Deus. 

Jesus denunciou que um dos mandamentos de Deus era: "honrar pai e mãe", no entanto criou-se pelos homens a tradição de corbã. No qual nem o pai nem a mãe poderia esperar nada do filho porque tudo que ele tinha era oferta ao Senhor.

A palavra de Deus foi colocada em contraste com a tradição dos homens. Cristo considerava a lei mosaica dada por Deus eterna. Quando fariseus escribas cumpriam essa tradição eles invalidavam a palavra de Deus. Invalidar é tornar inválido ou nulo.

Jesus lançou contra aqueles legalistas que eles substituíam as leis da voz de Deus pelos esforços do engenho humano. Porque em sua direção para a vida não dependiam de ouvir a Deus; dependiam de escutar os engenhosos argumentos e debates, as finas sutilezas e as hábeis interpretações dos 
peritos legais.

A verdadeira religião nunca pode ser produto da mente do homem. A verdadeira religião deve proceder sempre, não dos engenhosos 
descobrimentos do homem, e sim simplesmente de ouvir e aceitar a voz de Deus.


"E muitas coisas fazeis semelhantes a estas."

Jesus deixou em aberto outras acusações com o mesmo tema. Eles invalidavam a palavra de Deus tem muitas outras coisas. O contexto nos diz  dos judeus: "..., quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas" (Marcos 7:4).

Sobre esse aparente bom costume estabelecido pela tradição dos homens, Jesus disse abertamente: "...Ouvi-me vós, todos, e compreendei.Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem" (Marcos 7:14,15).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/3/2025

FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 20

Barclay, William. The Gospel of Mark. Tradução: Carlos Biagini.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE MARÇO DE 2025 (Romanos 16.1-2)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE MARÇO DE 2025
CARTA DE RECOMENDAÇÃO E A "SECRETARIA" DA IGREJA


Romanos 16.1-2 "Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual é serva na igreja que está em Cencreia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.""


"Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã,"

Febe (Phoibe) era um nome grego bem comum. Significa radiante ou brilhante. Paulo chama-a de nossa irmã "e não é pouca coisa ser chamada de irmã de Paulo" William Hendriksen é da opinião de que o nome Febe deriva da mitologia pagã, sendo outra palavra para Artemis, a brilhante e radiante deusa lua, identificada com Diana, deusa romana."

Febe estava indo primeiro que Paulo e Roma, por isso o Apóstolo escreveu a recomentando. John Murray diz que Febe era uma mulher que realizara eminentes serviços à igreja, e a recomendação tinha de ser proporcional a seu caráter e devoção." É bem provável que Febe tenha recebido a incumbência de levar a carta de Paulo aos Romanos ao seu destino em Roma, se bem que, aparentemente, havia também outro motivo que a levava à cidade, talvez algum negócio ou "muito provavelmente uma questão judicial". 

Assim, ela precisaria levar consigo uma "carta de recomendação" que a apresentasse aos cristãos em Roma. Essas cartas eram comuns no mundo antigo e necessárias para proteger as pessoas de charlatões; aliás, são mencionadas diversas vezes no Novo Testamento.


 
"...  a qual é serva na igreja que está em Cencreia,"

Ela era "serva". Entende-se pela expressão servir que ela tinha uma função especifica na igreja. Pois, em outras passagens o original grego é traduzido como diácono. Seria então Febe uma diaconisa. Stott escreve: Pode ser que diakonos seja usado aqui no sentido mais amplo. Por outro lado, nós sabemos que a função de "diácono" já existia, mesmo de forma bastante elementar."

Ela servia na igreja em Cencreia. Cencreia era uma antiga cidade portuária situada próxima de Corinto. Era o porto mais ocidental da extremidade do Golfo Sarônico. Paulo partiu daqui no final da sua primeira visita a Corinto, na segunda viagem missionária. Havia uma igreja neste lugar onde Febe servia.



"Para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo."


"Para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; 

Em sua apresentação de Febe Paulo pede à igreja de Roma que a receba, dando-lhe uma recepção e hospitalidade dignas de um cristão: "a recebam no Senhor, como convém aos santos", e também que lhe prestem a ajuda de que venha a necessitar como estrangeira na capital, presumivelmente no que concerne aos seus outros negócios: "a ajudem em tudo o que vier a precisar". 

A palavra grega parasthete, traduzida como “ajudar”, significa auxiliar, assistir, ficar atrás a fim de empurrar, de sustentar alguém. Chegara o momento de Febe colher os frutos de sua semeadura. De acordo com Adolf Pohl, Febe trabalhava no vasto campo da assistência e do cuidado de necessitados.
Ela havia cuidado de muitos e agora deveria ser alvo do cuidado da igreja

Este capítulo refuta a idéia de que Paulo não gostava de ver mulheres trabalhando nas igrejas ou entre os crentes. Seu tributo prestado a Febe é seguido de saudações a várias pessoas e grupos. Entre as pessoas saudadas estão oito mulheres. Paulo comenta especificamente o trabalho de cinco dessas mulheres (Maria, v. 6; Priscila, uma cooperadora, v. 3; Trifena e Trifosa, v. 12; Pérside, v. 12). A mãe de Rufo é tão querida de Paulo que ele a chama também de mãe (v. 13). Só duas mulheres são mencionadas sem comentários – Júlia e a irmã de Nereu (v. 15).


"... porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo."

Paulo diz que ela tem sido de grande auxílio para muita gente, inclusive ele mesmo. Esta frase é uma tradução deprostatis, que pode significar "patronesse" ou "benfeitora". É evidente que Febe era uma mulher de posses que usava a sua riqueza para apoiar a igreja e também o apóstolo.

Charles Erdman acrescenta que essa palavra tem também o sentido de patrocinadora. Isso
demonstra que Febe era uma mulher de posses que usava a sua riqueza para apoiar a igreja e também o apóstolo.

Febe usou seus recursos não apenas para seu deleite e conforto, mas para sustentar e socorrer muitos irmãos. Era uma mulher altruísta, abnegada, desapegada das coisas materiais e apegada às pessoas. Sua vida, sua casa e seus bens estavam a serviço da igreja. Ela não se blindou para viver confortavelmente num castelo seguro em meio às tempestades da vida, mas serviu de porto seguro para muitos que estavam sendo batidos pelos vendavais furiosos das circunstâncias adversas. 



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/3/2025

FONTES:SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.
Lopes, Hernandes Dias. Romanos: o evangelho segundo Paulo. São Paulo, SP: Hagnos 2010.

sexta-feira, 21 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE MARÇO DE 2025 (1 Coríntios 16.1-2)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE MARÇO DE 2025
"TESOURARIA" PARA CUIDAR DA FINANÇAS

1 Coríntios 16:1-2 "Ora, quanto à coleta que se faz para os santos, fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar."


"Ora, quanto à coleta que se faz para os santos,"

Paulo trata agora do assunto de uma coleta para o povo de Deus, provavelmente em resposta a outra pergunta na carta que eles lhe haviam escrito. O povo de Deus que ele tem em mente são os santos pobres em Jerusalém (v.3). 

Havia uma certa irmandade no mundo antigo. No mundo grego havia associações chamadas "eranoi". Se uma pessoa passava por dias maus ou por uma necessidade repentina, seus amigos se reuniam para juntar um empréstimo livre de juros para ajudá-la. 

A sinagoga tinha funcionários cuja tarefa era a de arrecadar dos que tinham e repartir entre os pobres. Freqüentemente os judeus que tinham saído de seu país e tinham prosperado, enviavam mensageiros a Jerusalém com suas contribuições para o templo e para os pobres. 

Paulo não queria que a Igreja cristã ficasse atrás dos judeus e pagãos em generosidade. Mas para Paulo esta coleta para os pobres de Jerusalém significava mais que isto.


"... fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galácia."

Paulo não quer que os coríntios pensem que ele está pondo neles toda a responsabilidade ou que está lhes pedindo que façam algo que outras assembléias não estão fazendo. 

Por isso, Paulo lhes diz que está lhes dando as mesmas instruções que deu aos crentes gálatas. Em sua Carta aos Gálatas (escrita provavelmente antes desta), Paulo fala sobre sua diligência em se lembrar dos pobres: "Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência" (Galatas 2.10). 

Atos 11.27-30 registra que O profeta neotestamentário Ágabo predisse uma fome e o povo de Antioquia respondeu enviando Paulo e Barnabé com uma dádiva. Agora havia outra oportunidade de ajudar os santos acometidos em Jerusalém. Assim, Paulo diz aos coríntios o que disse aos gálatas.


"No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade,"

O que Paulo os dirigiu a fazer, requeria a separação regular de uma quantia, ou dinheiro. Em grego é literalmente: “Cada um de vós, sozinho, ponha de parte algo acumulando de acordo com os lucros”. “Sozinho” significa “em casa”.

Devemos notar que Paulo não estabelece o quanto eles deveriam dar. Diz a pena que deveriam dar conforme a sua prosperidade. Afinal já uma soma que pode não ser nada para o rico pode ser um grande sacrifício para um pobre. O coração do homem deve lhe dizer o quanto ele deve dar e a sua cabeça o quanto ele pode dar.

Que eles tenham de fazê-lo especificamente “no primeiro dia” da semana parece significativo. Outras menções do primeiro dia, como a reunião em Trôade (Atos 20.2-7), consideradas junto com a ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana, sugerem que os cristãos faziam culto no domingo.
Há também evidência de que os cristãos judeus iam às sinagogas aos sábados para testemunhar e depois reuniam-se no primeiro dia da semana para fazer culto e estimarem uns aos outros. 

Entretanto, a questão de Paulo é que juntando semanalmente eles teriam mais a dar do que se fizessem somente uma coleta quando fosse a eles.


"... para que não se façam as coletas quando eu chegar."

Paulo deseja que a coleta seja feita antes da chegada dele. Incidentalmente emprega o termo indefinido "quando". Indicado que o tempo da sua visita é incerto. 

ssim como aconteceu em atos 6. O apóstolo Paulo entendeu que essa questão não precisava ser feita diretamente por ele: "Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas"(Atos 6.2). Sendo conhecedor disso deixou a responsabilidade individual. Fazendo assim adiantaria o tempo da sua visita e também da sua partida para supriar as necessidades dos santos emn Jerusalém. 


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/3/2025

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

BARCLAY, William. I y II Coríntios. 1973

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

quinta-feira, 20 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE MARÇO DE 2025 (1 Coríntios 5.5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE MARÇO DE 2025
"COMISSÃO DE ÉTICA" NA IGREJA DE CORINTO

1 Coríntios 5.5 "Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus."



"Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, "

Somente aqui e em 1 Timóteo 1:20 (ao falar de Himeneu e Alexandre) Paulo de fato instruiu a igreja a entregar a Satanás o membro em pecado. Significa com isto que o tal deveria ser excomungado, separado da comunhão do povo de Deus, a igreja.

A igreja é o campo em que Cristo exerce o domínio de Deus. O campo de ação de Satanás abrange todo o mundo fora do corpo de Cristo.(João 12:31; 16:11; Atos 26:18; Colossenses 1:13). Quando eles se recusarem a comer com ele, estariam fazendo com que o mesmo voltasse ao âmbito do mundo, onde Satanás é o príncipe das trevas e teria controle (Efésios 6.12).

Talvez Paulo intuísse que se envolver em pecado e, ao mesmo tempo, manter uma relação frouxa com o povo de Deus mascara o pecado, de modo que seus efeitos destrutivos não sejam aparentes. Todavia, quando sua comunhão com a igreja é cortada, ela é forçada a enfrentar seus pecados diretamente.

Quando o homem visse a escuridão de seu pecado, isso resultaria na destruição dos desejos carnais arraigados na conduta reprovada. Quando Satanás é o disciplinador de Deus, ele o faz involuntariamente. O pecado se alimenta do próprio pecado e reproduz sofrimento, de maneira que as consequências desagradáveis do pecado podem fazer o pecador cair em si (Lucas 15:17).



"... para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus."

Podemos observar aqui a possibilidade de alguém estar em comunhão "aparente" com a igreja e não estar em comunhão com Cristo. Mas o propósito pretendido dessa entrega a Satanás é o propósito da salvação: "que o espírito do homem pudesse ser salvo no Dia do Senhor."

A disciplina não quer somente expressar a justa indignação de Deus contra o pecado, mas visa também resgatar a alma do pecador para o Senhor no dia do juízo. Era uma disciplina que se exercitava não só para castigar, mas também para despertar. Tratava-se de fazê-lo repensar, de fazê-lo ver a enormidade do que tinha feito. 

Sempre atrás do castigo e a disciplina, na igreja primitiva, estava a convicção de que devia levar-se a cabo com o propósito, não de destroçar, mas sim de refazer o homem que tinha pecado.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201702_02.pdf

HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

quarta-feira, 19 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE MARÇO DE 2025 (Romanos 15.25)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE MARÇO DE 2025
O APÓSTOLO PAULO SE ENVOLVIA EM CAMPANHAS PELA A AÇÃO SOCIAL

Romanos 15.25 "Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos."


"Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos."


Paulo havia compartilhado com os romanos seus planos de viagem. Ele pretende ir a Roma, para visitá-los apenas "de passagem"(v.24). E, de Roma, seguirá viagem para a Espanha, pois, segundo ele não tinha mais lugar nas regiões que estava e temia edificar sobre fundamento alheio (v.20).

Todavia antes de ir a Roma ele tinha algo mais importante que tinha que resolver. Quando ele diz "Mas agora" quer dizer que sua partida é iminente; virtualmente, ela já começou. Ele tem que ir a Jerusalém primeiro. Ele vai com o propósito de "servir aos santos" ali, o povo de Deus, neste caso, a comunidade cristã judaica.

Nenhuma explicação é nos dada sobre a causa da pobreza de Jerusalém. Pode ter sido resultado da "grande fome" que fora predita por Ágabo:  "E naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia. E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César. E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.  O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo"

Uma sugestão plausível é que ela teria relação com o fato de que os cristãos da igreja primitiva de Jerusalém repartiam suas economias entre si. Mesmo aplaudindo a generosidade deles, há quem questione a sensatez desse gesto; afinal, eles vendiam e davam ", tomando seu capital e distribuindo-o como renda" e não como previdencia.

Paulo queria que os romanos entendessem sua delonga em visitá-los. E usa esse fato para que os romanos entendessem havia sido realizado uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém pelo irmão da Macedônia e à Acaia (v.26).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

STOTT, John. A Mensagem De Romanos. ABU, 2000.

terça-feira, 18 de março de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 18 DE MARÇO DE 2025 (Atos 15.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
18 DE MARÇO DE 2025
O PRIMEIRO CONCÍLIO PARA TRATAR DE ASSUNTOS DOUTRINÁRIOS

Atos 15.6 "Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos para considerar este assunto."


"Congregaram-se, pois, os apóstolos e os anciãos" 

Os apóstolos foram escolhidos diretamente pelo Senhor Jesus. Nessa época eram considerados as colunas da Igreja. A sua unidade doutrinária era considerada o ensino ortodoxo. Tanto que Paulo escreveu aos Efésios que eles eram o fundamento da igreja (Efésios 2.20) 

Os anciãos também conhecidos como bispos ou presbíteros eram eleitos pelos apóstolos, que após evangelizarem uma região os estabeleciam a fim de zelar da nova igreja e conservar os ensinos que foram transmitidos diretamente pelos apóstolos presencialmente ou por epístolas. 

Paulo, mais tarde, formularia as qualificações dos “presbíteros” por escrito. Na sua maioria, incluiriam questões de integridade moral, mas principalmente a fidelidade ao ensino dos apóstolos e o dom de ensino também eram essenciais para essa eleição. 

Devido a uma questão em aberto foi marcado o chamado Concílio de Jerusalém. Neste Concílio foram ouvidos os apóstolos e anciãos presentes para resolver sobre um importante assunto. 


"... para considerar este assunto." 

O assunto a ser considerado pelos Apóstolos e anciãos era se os gentios deveria se circuncidar para se salvar. Esse ponto de vista estava sendo ensinado por alguns que haviam descido da Judeia (v.1). Esse ensino escandalizou Paulo e Barnabé. Que contenderam com estes. 

A questão não foi resolvida nessa ocasião, então resolveu-se que Paulo e Barnabé e algum desses judeus deveriam subir a Jerusalém e levar esse assunto para que a maioria dos Apóstolos e dos anciãos resolvessem de uma vez por todas. 

A fim de se cumprir a instrução do nosso Senhor que diz: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus” (Mateus 18.19). 



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/3/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.