sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE JANEIRO DE 2025 (Efésios 4.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE JANEIRO DE 2025
TRÊS PESSOAS: PAI É PAI, FILHO É FILHO E ESPÍRITO SANTO É ESPÍRITO SANTO

Efésios 4.6 “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. “

 

“Um só Deus e Pai de todos,”

A primeira pessoa da Trindade é apresentada aqui sem a preocupação de colocá-la dentro de uma ordem. Pois já havia sido citado e Espírito (v.4) e o Filho como Senhor (v.5). Deus Pai revela-se uma unidade composta de Pai, Filho e Espírito Santo.

Mas esta afirmação de que há "um só Deus", existe um absolutismo divino. Deus é absoluto, isto é, Ele é e não permite que outro seja: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45.22). Deus é único conforme o Shemá Israel (Deuteronômio 6:4), e por meio de Cristo Ele tornou-se o Pai dos cristãos porque todos que estão em Cristo são Seus filhos (Romanos 8:16, 17; Gálatas 3:26, 27).

Ele é Pai, tanto por geração quanto por regeneração (Efésios 2.10; Tiago 1.17,18; 1 João  5.7). No sentido espiritual, Deus é Pai apenas dos que fazem a sua vontade e se tornaram filhos por adoção através de Jesus Cristo. Uma vez gerados fisicamente, todos somos criaturas de Deus, porém como filhos de Deus somente o são os regenerados (2 Coríntios 5.17).

 

“... o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós. “

A continuação do texto expressa à soberania tríplice do único Deus, a quem servimos.

Ele está “sobre todos”, Ele é o El-Elyon (Deus Altissímo). Isso indica a sua transcendência e a sua soberania sobre a sua criação. Ele está acima de tudo e de todos, tem domínio sobre todas as criaturas e especialmente sobre a sua igreja. Jesus havia dito: “Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos” (João 3:31).

Ele é “por todos”,  sugere Seu envolvimento providencial nas vidas das pessoas sustentando e governando-os, protegendo-os e provendo-os nas suas necessidades: “Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? (Mateus 6.30).

Finalmente ele está “em todos”, essa expressão que fala da habitação do Espírito Santo dentro dos crentes como seu santo templo, pelo seu Espírito e graça especial. Indica que Ele está presente entre o Seu povo e jamais Se ausentará: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mateus 28.20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios - 3a Ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1999

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

http://www.biblecourses.com/(X(1)S(kljxmxq42qhhao45w3qqusv5))/portuguese/po_lessons/PO_201307_04.pdf

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE JANEIRO DE 2024 (2 Coríntios 13.13)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE JANEIRO DE 2024
A SANTÍSSIMA TRINDADE PRESENTE NA BÊNÇÃO APOSTÓLICA

2 Coríntios 13.13 “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “

Paulo conclui sua segunda epístola aos coríntios com uma benção trinitária. Essa benção se tornou padrão na maioria das igrejas pentecostais. Embora Paulo expresse em outras passagens a obra da redenção sob uma perspectiva trina (Romanos 5 .1 -8; 1 Coríntios 1 2.4- 6; Efésios 1 .3 -1 4; 4 .3 -6), somente aqui encon­tramos esta perspectiva em uma bênção.

Este versículo concorda notavelmente e condensa o entendimento que Paulo tem da salvação de Deus em Cristo. Gordon Fee o chama de "o momento teológico mais profundo no corpo Paulino”.

 

“A graça do Senhor Jesus Cristo, “

A "graça do Senhor Jesus Cristo" expressa o favor imerecido de Deus por nós e é visto na morte de Cristo, que remove a inimizade entre nós e Deus por causa do pecado, nos reconcilia com Ele, e nos concede o direito de estarmos em sua presença (Romanos 5.9-11; 2 Coríntios 5.16-6.1). Foi através da morte de Cristo que a “graça” alcançou a humanidade.

Em 2 Coríntios 8:9, Paulo escreveu: “conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tomásseis ricos”. Esta é a natureza da graça de nosso Senhor Jesus Cristo que Paulo invoca sobre seus leitores, graça totalmente imerecida e, no entanto, maravilhosamente generosa e espantosamente voltada para o bem-estar de seres humanos pecadores.

 

“... e o amor de Deus, ”

O amor de Deus, ou seja, Seu amor pelas pessoas, é a constante da vida. O amor de Deus abre o caminho para todas as bênçãos espirituais. Ele é o tema de maior importância na teologia de Paulo. Esse amor ficou superlativamente demonstrado quando Deus providenciou a grande reconciliação efetuada por Cristo, e nela se envolveu, de tal modo que os seres humanos pudessem viver em paz com Ele (Romanos 5:6-8; 2 Coríntios 5:18-21), para que nós que cremos não pereçamos, mas tenhamos a vida eterna (João 3-16; Romanos 5.1,7,8). Esta é a natureza do amor de Deus, que Paulo invoca sobre os seus leitores.

Convém que a graça seja associada ao nome de Cristo e o amor ao nome de Deus, mas Paulo provavelmente não fazia distinção entre esses dois elementos. Ele não hesitou em falar do amor de Cristo (Romanos 8:35) ou do amor de Deus. Em certo sentido, tanto a graça quanto o amor fluem igualmente de Deus Filho e de Deus Pai.

 

“... e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. “

A “comunhão do Espírito Santo”. A palavra comunhão é tradução de koinõnia, que significa essencialmente “participação”. A expressão comunhão do Espírito Santo pode ser interpretada como sendo nossa participação do Espírito Santo; nesse caso, Espírito Santo é a Pessoa da qual os cristãos participam da comunhão com o Pai e com o Filho.

Pode-se também entender que essa expressão significa comunhão criada pelo Espírito Santo que abrange a comunhão uns com os outros e também todas as bênçãos do Espírito (1 João 1.3,7). É igualmente experienciada pelos dons do Espírito expressados no amor mútuo (1 Coríntios 13).

Paulo queria ver essa comunhão restaurada entre os crentes coríntios. Este relacionamento maravilhoso, ainda é acessível a todos os crentes, um relacionamento com o nosso Deus Trino e entre uns com os outros.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202109_03.pdf


quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE JANEIRO DE 2024 (1 Coríntios 12.4)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE JANEIRO DE 2025
O DEUS TRIÚNO PRESENTE NA DISTRIBUIÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

1 Coríntios 12.4 “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. “

 

“Ora, há diversidade de dons, “

A unidade dos crentes era uma preocupação de Paulo desde a abertura dessa carta aos coríntios: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).

Os irmãos da igreja de Corinto não haviam perguntado sobre unidade; mas sobre dons espirituais, como deveriam exercê-los e qual a importância deles. Paulo entendeu que essas perguntas eram uma oportunidade para ele esclarecer acerca da unidade do corpo de Cristo. Pois o orgulho humano estava transformando essas dádivas espirituais numa comprovação da posição pessoal.

Então Paulo esclarece que havia diversidade de dons distribuídos pelo Espírito. Era importante os coríntios saberem que nem todo cristão tinha recebido dons do Espírito, pois o Espírito reparte “particularmente a cada um como quer” (v.11). A obra do mesmo Espírito se manifestava de várias maneiras entre os crentes e cada cristão precisava aprender a respeitar os dons dos outros e encontrar alegria naquilo que proporcionava fé e edificação para o corpo.

A palavra grega mais comum para “dom” é (dōron); mas Paulo selecionou cuidadosamente charismata como sua palavra para “dons”. Ao usar essa terminologia, Paulo estava sugerindo que os dons a que se referia eram conferidos por Deus como extensões da graça e da alegria que acompanham a confissão de que Cristo é Senhor.

Os “dons” (charismata) da graça divina incluem tudo o que Deus faz pelo Seu povo, até e incluindo a vida eterna (Romanos 6:23); mas o contexto de 1 Coríntios 12 a 14 impõe limites a essa palavra, afinal, Paulo estava respondendo dúvidas sobre “dons espirituais”: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes”.  (1 Coríntios 12:1).

 

“... mas o Espírito é o mesmo.”

Apesar da diversidade dos dons espirituais “o Espírito é o mesmo”.  No verso 11 Paulo reafirma essas palavras: Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas”.  Aos efésios Paulo escreveu: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós” (Efésios 4:4-6).

O mesmo Espírito” unia todos os coríntios num só corpo, independentemente da natureza dos dons individuais. Paulo estava admoestando os que possuíam dons espirituais. Esses cristãos especialmente capacitados pareciam estar entusiasmados com seus dons. Paulo julgou necessário pôr um freio na competição relativa a quem possuía os melhores dons.

O Espírito Santo sempre quer honrar a Jesus. Ele tem a função de glorificar a Cristo: (João 16.14). Ele faz isso não somente chamando-o de Senhor, mas distribuindo uma “diversidade” de dons espirituais para que nós também o glorifiquemos na sua obra. No entanto, as disputas em Corinto por causa dos dons estavam minando “a unidade do Espírito” e só era possível glorificar Cristo restaurando o “ vínculo da paz” (Efésios 4:3).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/(X(1)S(kljxmxq42qhhao45w3qqusv5))/portuguese/po_lessons/PO_201704_02.pdf

HORTON, Stanley. I e II Corintios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Lição 4 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE JANEIRO DE 2025 (Isaías 63.9)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE JANEIRO DE 2025
JAVÉ, O ANJO DE SUA FACE E O ESPIRITO DE SUA SANTIDADE SÃO DISTINGUÍVEIS COMO TRÊS PESSOAS

Isaías 63.9“Em toda a angústia deles ele foi angustiado, e o anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade. ”

 

“Em toda a angústia deles ele foi angustiado,”


Deus estava pessoalmente presente com seu povo em cada situação angustiosa (como a escravidão no Egito e a opressão durante o tempo dos juízes), e “em toda a angústia deles foi ele angustiado”. Como um pai sofre juntamente com seus filhos, o Senhor foi afligido pela aflição deles – uma expressão antropomórfica, na verdade, mas uma expressão que indica como Ele se envolveu profundamente, e foi comovido pelas tristezas deles.

O Senhor não se alegra com o sofrimento de seu povo. Jesus sentiu a dor de Maria quando enlutada por seu irmão Lazaro: “Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou” (João 11.33-25).

 

 “... e o anjo da sua presença os salvou; ”

O “Anjo [ou Mensageiro] da sua presença” [ou face] não é nenhum anjo comum. Deus está pessoalmente presente nEle. Diz o Senhor: “o meu nome está nele” (Exodo 23.21), e Ele é o Mediador divino entre Deus e a humanidade, o Messias, o Ungido, que realiza a obra do Pai.

Isto não pode ser referência a um dos anjos criados, pois não poderia ser dito a respeito de nenhum deles que ele redimiu a Israel de toda a sua aflição. Portanto, esta referência só pode ser ao Anjo do Senhor, que é o próprio Deus, e também é distinto de Deus.

Ele é o mesmo a quem nós, com base no Novo Testamento, chamamos de Segunda Pessoa da Trindade. Ele é chamado de “anjo” ou “mensageiro” do Senhor porque, como Mediador, realiza a obra do Senhor. A “face” ou “presença” de Deus é a Sua auto-manifestação a Israel; e assim, o “Anjo da sua presença” é o Anjo em quem Ele Se revela a Israel.

 

“... pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade. ”

No seu amor e compaixão (mediante os quais eles haviam sido poupados das pragas que feriram os egípcios), e através desse Anjo os redimiu como um Parente-Redentor. Ele protegeu e tomou conta do seu povo conduzindo –o: “Escute-me, ó casa de Jacó, todos vocês que restam da nação de Israel, vocês a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os susterei e eu os salvarei” (Isaías 46.3-4) Isso ele fez todos os dias da antiguidade e continua fazendo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley.  Isaias, o profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE JANEIRO DE 2025 (Genesis 1.1)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE JANEIRO DE 2025
OS PRIMEIROS VISLUMBRES DA TRINDADE

Genesis 1.1 “No princípio criou Deus o céu e a terra. “

 

“No princípio”

O relato da criação se abre com a palavra “bereshith” que tem a ver com o princípio da atividade criativa de Deus. A obra da criação não foi feita na eternidade. A eternidade é um atributo exclusivo de Deus: “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno” (1 Timóteo 6.16). O Criador é sempiterno; a criação, temporal. Ao contrário dos gregos que acreditavam na eternidade da matéria, os hebreus crêem que tudo quanto existe no tempo, foi criado pelo Eterno: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11.3).

Sendo o tempo a duração relativa das coisas, gera-nos a noção de presente, passado e futuro: um período contínuo no qual se sucedem os eventos. Deus, porém, é o que é. Ele não está sujeito a qualquer sucessão de dias ou séculos. Presente, passado e futuro são-lhe a mesma coisa: “Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite” (Salmos 90.4). Logo, somente o Eterno poderia criar o tempo. E aqui o tempo é criado.

 

“... criou Deus o céu”

O termo hebraico para Criou (bará) é um verbo que só aceita Deus como seu sujeito no Antigo Testamento; ele sempre descreve um ato criativo de Deus, e não do homem. Sempre significa trazer algo novo à existência, seja sem uma matéria pré-existente (Isaías 43:15, 16; 65:18; Jeremias 31:32).

O termo (Elohim) equivalente a Deus não se trata realmente de um nome pessoal como “Iavé” ou “El Shadai”. Elohim é o plural de Eloah, podendo ser traduzido por “deuses". Segundo Champlin Neste caso o plural é um aumentativo de exaltação, frisando a majestade de Deus e não a idéia de pluralidade de pessoas. Para ele extrair um sentido trinitário é cristianizar demais o texto visto que a Trindade só foi formulada no século II d.C.

Já para Fausset a escolha Elohim por Moisés revela de maneira implicita a Trindade, uma doutrina claramente revelado em outras partes, a saber, que se Deus é um, há uma pluralidade de pessoas na Divindade - Pai, Filho e Espírito Santo, que estavam engajados na obra criadora (Provérbios 8:27 e João 1:3 João 1:10 , Efésios 3:9 , Hebreus 1:2 , Jó 26:13).

Tendo já estabelecido o tempo Deus cria agora o espaço. Ele cria sua própria morada como vislumbramos.  Apesar, dEle não precisa de habitação alguma, pois nem o céu dos céus pode contê-lo: “Mas verdadeiramente habitará Deus com os homens na terra? Eis que o céu e o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado? ” (2 Crônicas 6.18).

Todavia, o Rei do universo delimita um lugar, para nele situar a sua corte. Embora não ocupe a nossa dimensão, a região celeste tem de ser vista como realidade dentro do nosso tempo. Para lá são levadas as almas dos que dormem em Cristo: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram” (Apocalipse 6.9). Em breve, nós estaremos ali com o Senhor.

Já criados os céus, o Senhor chama os anjos à existência. Assim o salmista descreve a ação divina: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles” (Salmos 33.6). Os seres angelicais também foram criados pelo sopro divino, exatamente como o Senhor procederia com o homem (Genesis 2.7).

O espaço não é sinônimo de vácuo. O Senhor o criou, a fim de conter a sua obra que, embora vastíssima, é finita. Logo, o espaço também é finito: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hebreus 11.3).

O Criador não se acha limitado quer pelo tempo, quer pelo espaço; a criação, sim. Até os mesmos anjos acham-se condicionados temporal e espacialmente, pois não podem estar em dois lugares ao mesmo tempo.

 

“... e a terra. “

Deus criou a Terra, e pô-la exatamente naquela coordenada espacial, onde se encontra até ao dia de hoje. Nosso planeta, já delimitado pelo tempo e pelo espaço.

Quanto ao método usado por Deus na criação da Terra, há diferença de opinião da parte de dedicados servos de Deus. Há alguém que interpreta Genesis 1.1 como sendo apenas uma declaração preliminar que antecede a narrativa da criação e que registra a maneira de transformar um mundo sem forma, num belo estado de "cosmos", que se teria realizado através de sete longos períodos chamados "dias".

Há outros eruditos que são de opinião que Genesis 1.1 refere-se à criação original do sistema solar no longínquo passado, em estado de perfeição; e que Genesis 1.2 seria uma referência a uma calamidade que sofreu a terra tornada um "caos"; e que a narrativa detalhada que se segue é a descrição dum período de "reconstrução", de seis dias, no qual a terra foi restaurada à sua original ordem de beleza e harmonia.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

ANDRADE, Claudionor. O começo de todas as coisas – estudos no livro de Genesis. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201506_02.pdf

OLSON, N. Lawrence. O Plano Divino Atraves Dos Seculos. Olson. Rio de Janeiro: CPAD, 1981.

FAUSSET, A. R.; BROWN, David; JAMIESON , R. Jamieson, Fausset and Brown’s commentary on the whole Bible. Grand Rapids: Zondervan Classic Reference Series, 1999.Crossway Books, 1999.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

domingo, 19 de janeiro de 2025

Texto Áureo Lição 4: Deus É Triúno. Mateus 28.19

TEXTO ÁUREO 
 
“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19)

Lição 4: Deus É Triúno – 1 Trimestre de 2025.


TEXTO ÁUREO

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19)

 

“Portanto, ide,” 

Esse versículo nos orienta de maneira cronológica a maneira que deve ser anunciada a Grande Comissão. Em primeiro lugar deve-se ir onde estão as pessoas sendo longe ou perto. Nosso Senhor fez o mesmo quando desceu do céu (saiu da zona de conforto), não tendo aspiração de ser semelhante a Deus (ignorou seu título, sua glória) e assumiu a forma de servo (fez-se semelhante a nós). E uma vez na nossa forma foi não somente as ovelhas perdidas da Casa de seu Pai: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele. ” (Atos 10:38). 

Cristo foi o enviado do Pai agora nós que somos conhecidos pelo seu nome somos os enviados dEle: “Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. “ (João 20:21). Ou seja, devemos nos despojar de todo o nosso orgulho e conquistas, deixar a zona de conforto e nos misturarmos com aqueles que estão nas trevas a fim de os resgatar para a nossa maravilhosa luz. ” E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, “ (Filipenses 3:8). 


“... ensinai todas as nações,” 

Em segundo lugar deve-se ensinar todas as nações, afinal o nosso alvo é toda a criatura independente de cultura, passado, idade ou aparência. Era previsto na palavra que o messias seria mestre nessa disciplina: “Bom e reto é o Senhor; por isso ensinará o caminho aos pecadores. ” (Salmos 25:8) e de fato o foi, ora de causar espanto: ”porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas. (Mateus 7:29). 

Nós igreja do Senhor, somos chamados a realizar as mesmas obras que ele realizou, sobre esse importante ministério o apóstolo Paulo nos exorta: ...” se é ensinar, haja dedicação ao ensino; (Romanos 12:7). Ensinar para tornar nosso ouvinte um novo discípulo de Cristo. Discípulo é aquele que aprende de um mestre. O termo se aplica com frequência nos evangelhos aos seguidores de Jesus (Mateus 5.1; João 2.12). Disso segue o discipulado, ensino para ser seguidor de Cristo, ou seja, é o ensino bíblico básico para o novo convertido desenvolver-se espiritualmente. Trata-se de instruções que abrangem vários aspectos da vida, na área espiritual, emocional e social. 

O discipulado não é opção, é mandamento divino para a edificação e crescimento espiritual de cada cristão. Além do discipulado, Ele também ordenou que esses novos discípulos guardem o que aprenderam: “ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.20). Ou seja, as doutrinas e os pontos doutrinários que Jesus ensinou. O livro de Atos mostra os apóstolos no cumprimento dessa palavra (Atos 2.42; 4.1,2; 5.21,28). 


“batizando-as” 

Em terceiro lugar “batizando-as”. O batismo é uma ordenança de Cristo. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Todos os que creem devem ser batizados, porém para isso é necessário ser discípulo e não apenas ouvinte. Muitos usam o texto do Eunuco etíope para justificar que para se batizar basta somente crer. Analise o texto: “ E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado? E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus. ” (Atos 8:36,37). 

Veja porem que o texto possui contexto e nos diz nele que esse eunuco “tinha ido a Jerusalém para adoração” o que quer dizer que era prosélito (Gentio convertido ao judaísmo) e “assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” era conhecedor e estudante das doutrinas do judaísmo, ele possuía um rolo do profeta Isaías e estudava durante a viagem. Felipe na oportunidade lhe indicou Cristo e lhe esclareceu que a profecia que o eunuco lia se referia ao seu recente advento. E acontecendo assim, ele pediu para ser batizado. 

Ora, o eunuco não era um leigo das escrituras como a maioria dos judeus também não eram. Porém nós gentios nos é esclarecido “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. ” (Efésios 2:12). O que quero dizer é que na maioria das vezes muitos de nós somos leigos acerca das coisas de Deus. Por isso é sim necessário o discipulado básico ao menos. 


“... em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” 

Por último em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que tanto efetuou a encarnação do Filho, como também aplica a salvação ao homem. 

A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. No entanto, os unitaristas deturpam e negam a doutrina da Trindade de Deus. As Escrituras, porém, ensinam que Deus é uno e ao mesmo tempo triúno, isto é, Deus o Pai, Deus o Filho, e Deus o Espírito Santo. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
17/03/2021 

FONTES: 

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020. 

MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas bíblicas: os fundamentos da nossa fé. 5.ed., RJ: CPAD, 2005. 

sábado, 18 de janeiro de 2025

Salmos 45.7


Salmos 45.7 “Tu amas a justiça e odeias a impiedade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros. “

 

“Tu amas a justiça e odeias a impiedade;”

Cristo Jesus não é neutro na grande competição entre o certo e o errado. Tão calorosamente quanto Ele ama um, detesta o outro. Ele ama aqueles que fazem a justiça e odeia os que praticam a impiedade. A totalidade da vida de nosso Senhor na terra comprovou a verdade dessas palavras.

Pela santidade da sua vida, pelo mérito da sua morte, e pelo grande desígnio do seu evangelho, Ele deixou claro que ama a justiça (pois, pelo seu exemplo, pela sua satisfação, e pelos seus preceitos, Ele nos trouxe uma justiça eterna), e que odeia a impiedade, pois o ódio de Deus pelo pecado nunca foi tão evidente quanto nos sofrimentos de Cristo.

Muitos amam a justiça, mas não seriam seu defensor. Esse amor não é o amor de Jesus. Muitos aborrecem ou odeiam a impiedade, não por causa dela em si, mas por causa das suas conseqüências. Esse ódio não é o ódio de Jesus. Para sermos como Jesus temos de amar a justiça como Ele amou e odiar a impiedade como Ele odiou. Amar e odiar como Jesus ama e odeia é ser perfeito como Ele é perfeito. A perfeição deste amor e ódio é a perfeição moral.  

 

 “... por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus companheiros. “

Cristo, também se referia ao Pai como o seu Deus: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus(João 20.17). Paulo diz que mesmo ele sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser como ele, mas tomou a forma de servo e achado na forma de homem, prestou-lhe obediência até a morte.

Por causa dessa disposição Ele foi ungido com óleo da alegria, ou seja, Deus te outorgou o seu Espírito, a divina unção, para auxiliá-lo a cumprir sua missão: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, pois me ungiu para...” (Isaías 61.1).

A sua unção com o óleo da alegria fala da alegria que lhe foi proposta: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual pela alegria que lhe estava proposta suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hebreus 12.2), tanto à luz da face do Pai (Atos 2.28) quanto no sucesso da sua função, a qual Ele verá, e ficará satisfeito, Isaías 53.11.

Ele foi ungido com o Espírito mais do que os seus companheiros:” Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais do que a teus companheiros (Hebreus 1.9). Essa passagem fala da sua proeminência acima dos anjos. A salvação dos pecadores é a alegria dos anjos (Lucas 15.10), mas muito mais ainda é a alegria do Filho. Ele foi ungido mais do que todos os que foram ungidos, fossem eles sacerdotes ou reis, apóstolos ou pastores. Todos  os crentes, que são seus irmãos, e que partilham da unção - eles, com medida, Ele, sem medidas.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

Isaías 63.9


Isaías 63.9 “Em toda a angústia deles ele foi angustiado, e o anjo da sua presença os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade. ”

 

“Em toda a angústia deles ele foi angustiado,”

Deus estava pessoalmente presente com seu povo em cada situação angustiosa (como a escravidão no Egito e a opressão durante o tempo dos juízes), e “em toda a angústia deles foi ele angustiado”. Como um pai sofre juntamente com seus filhos, o Senhor foi afligido pela aflição deles – uma expressão antropomórfica, na verdade, mas uma expressão que indica como Ele se envolveu profundamente, e foi comovido pelas tristezas deles.

O Senhor não se alegra com o sofrimento de seu povo. Jesus sentiu a dor de Maria quando enlutada por seu irmão Lazaro: “Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou” (João 11.33-25).

 

 “... e o anjo da sua presença os salvou; ”

O “Anjo [ou Mensageiro] da sua presença” [ou face] não é nenhum anjo comum. Deus está pessoalmente presente nEle. Diz o Senhor:  o meu nome está nele” (Exodo 23.21), e Ele é o Mediador divino entre Deus e a humanidade, o Messias, o Ungido, que realiza a obra do Pai.

Isto não pode ser referência a um dos anjos criados, pois não poderia ser dito a respeito de nenhum deles que ele redimiu a Israel de toda a sua aflição. Portanto, esta referência só pode ser ao Anjo do Senhor, que é o próprio Deus, e também é distinto de Deus.

Ele é o mesmo a quem nós, com base no Novo Testamento, chamamos de Segunda Pessoa da Trindade. Ele é chamado de “anjo” ou “mensageiro” do Senhor porque, como Mediador, realiza a obra do Senhor. A “face” ou “presença” de Deus é a Sua auto-manifestação a Israel; e assim, o “Anjo da sua presença” é o Anjo em quem Ele Se revela a Israel.

 

“... pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade. ”

No seu amor e compaixão (mediante os quais eles haviam sido poupados das pragas que feriram os egípcios), e através desse Anjo os redimiu como um Parente-Redentor. Ele protegeu e tomou conta do seu povo conduzindo –o: “Escute-me, ó casa de Jacó, todos vocês que restam da nação de Israel, vocês a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e eu os levarei; eu os susterei e eu os salvarei (Isaías 46.3-4) Isso ele fez todos os dias da antiguidade e continua fazendo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley.  Isaias, o profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

Ridderbos, J. Isaías: introdução e comentário - 2. Edição. São Paulo: Vida Nova, 1995.