sábado, 24 de agosto de 2024

Ester 6.7

 

Ester 6.7 “Assim disse Hamã ao rei: Para o homem, de cuja honra o rei se agrada,”

 

Assim disse Hamã ao rei:”

O rei Assuero pensando em como recompensar Mardoqueu perguntou a Hamã o que se deveria fazer ao homem de quem o rei se agradava. A natureza egocêntrica de Hamã levou-o a concluir que o rei estava perguntando, indiretamente, o que poderia ser feito para honrá-lo. “Afinal”, pensou ele, “quem merece mais honra do que eu?”

Quando fez essa sugestão ao rei, imaginando que a honra seria para ele, Hamã revelou ter a síndrome de imperador. Ele queria roupa de rei, cavalo de rei e coroa de rei (Ester 6.8-9). Atualmente, tem sido identificado em crianças e adolescentes a “síndrome do imperador”.
A Síndrome do Imperador é um fenômeno comportamental que tem se tornado cada vez mais comum nos dias de hoje. São filhos egocêntricos, reinam dentro e fora de casa, ditam as regras e exigem o que querem. Sem correção, os filhos podem crescer como um Hamã, cheios de soberba e presunção (Provérbios 23.13,14; 29.15,17,23; 30.17).

Joyce G. Baldwin sugeriu que a percepção equivocada de Hamã era de certa forma compreensível. Ela explicou que um rei geralmente “perguntava ao destinatário que presente ele gostaria de receber”. Assim, ele teria certeza de que o presente seria apreciado. Todavia, em vez de perguntar a Mardoqueu, o rei dirigiu a pergunta a Hamã. “Obviamente o rei esperava ouvir exatamente o que seu próprio cortesão gostaria de receber em homenagem, e qualquer um cometeria o erro de Hamã em presumir que ele mesmo seria o homenageado.

 

“Para o homem, de cuja honra o rei se agrada,”

Em sua resposta, Hamã pintou o quadro de sua própria exaltação. Ele é tão egocêntrico que só consegue ver a si mesmo. Tão vaidoso que está a ponto de explodir. O rei certamente só poderia estar falando dele. E ele quem o rei quer honrar. Esfrega mentalmente as mãos, pensando: "Agora vou receber o que mereço!" E começa a mencionar todas as coisas maravilhosas que o rei deveria fazer por tal pessoa.

Tal homem, disse ele, deveria trajar as vestes reais, montar o cavalo do rei e ser conduzido pela praça da cidade, tendo adiante de si um nobre anunciando seus louvores: Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça. E entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes mais nobres do rei, e vistam delas aquele homem a quem o rei deseja honrar; e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoe-se diante dele: Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar!” (Ester 6.8-9).  Hamã quase podia ouvir as saudações e sentir a bajulação que receberia ao desfilar montado no cavalo do rei.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_07.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

 

Ester 6.11

 

Ester 6.11 “E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!”

 

“E Hamã tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu,”

O rei Assuero querendo honrar a Mardoqueu perguntou a Hamã como ele deveria honrar um homem de quem ele se agradava. Hamã que havia entrado na presença do rei para pedir o enforcamento de Mardoqueu presumiu que o rei dele falava. Em sua resposta, Hamã pintou o quadro de sua própria exaltação.

E sugeriu: Tragam a veste real que o rei costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça. E entregue-se a veste e o cavalo à mão de um dos príncipes mais nobres do rei, e vistam delas aquele homem a quem o rei deseja honrar...” (Ester 6.8-9). 

Para a surpresa dele, o rei Assuero ordenou que ele Hamã tomasse a veste real e vestisse o judeu Mardoqueu que está assentado à porta do rei; e que coisa nenhuma omitasse de tudo quanto o havia sugerido para fazer. Hamã mesmo constrangido o fez conforme a ordem do rei: tomou a veste e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu”.

 

“... e o levou a cavalo pelas ruas da cidade,”

Além de vestir Mardoqueu, Hamã teve que levar o cavalo sobre o qual Mardoqueu se assentara pelas ruas da cidade. Pois Hamã era o principal dos príncipes de Assuero:” Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele” (Ester 3.1).

Hamã não se atreve a contestar, ou sequer demonstrar desgosto para com a ordem do rei, mas, com o maior pesar e relutância imagináveis, leva a Mardoqueu pela cidade.

 

“... e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada!”

Hamã, embora humilhado, cumpriu a ordem do monarca em detalhes. Ele levou Mardoqueu, vestido com as vestes reais, montado no cavalo do rei pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele as palavras que ele mesmo havia prescrito: : “Assim se fará ao homem a quem o rei deseja honrar!”. Que irônico! Hamã foi obrigado a honrar o homem que ele queria enforcar.

 

F. B. Meyer sobre esta passagem: “Aqui foi, na verdade, uma virada de mesa! Hamã prestando honras ao humilde judeu, que se recusou a honrá-lo. Certamente naquele dia o antigo refrão deve ter tocado no coração de Mardoqueu: ‘Levanta o pobre do pó e, desde o esterco, exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra’ (1 Samuel 2.8).

E uma antecipação de outras palavras: - ‘Tendo pouca força, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás (aos que se dizem judeus e não são, mas mentem), eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo’ (Apocalipse 3.8,9).

O Dr. Meyer conclui o seu sermão: “Permaneça confiante, amado irmão, mesmo em meio ao escárnio, ao ódio, e às ameaças de morte. Contanto que a tua causa seja de Deus, ela há de vencer. Ele mesmo a justificará. Aqueles que o honrarem, serão honrados; enquanto aqueles que o desprezarem serão desprezados”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_07.pdf

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

1 Samuel 25.35

 

1 Samuel 25.35 “Então Davi tomou da sua mão o que tinha trazido, e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; vês aqui que tenho dado ouvidos à tua voz, e tenho aceitado a tua face.”

 

Então Davi tomou da sua mão o que tinha trazido,”

Abigail se apressou após a má resposta de seu marido Nabal e com ajuda de alguns servos preparou uma oferta a Davi e seus homens. Essa oferta consistia de: “duzentos pães, e dois odres de vinho, e cinco ovelhas guisadas, e cinco medidas de trigo tostado, e cem cachos de passas, e duzentas pastas de figos passados” (1 Samuel 25.18).

Após se desculpar pela transgressão do seu marido Abigail argumentou com sabedoria a Davi demonstrando que através dela Deus estava dando livramento a Davi: “Agora, pois, meu senhor, vive o SENHOR, e vive a tua alma, que o SENHOR te impediu de vires com sangue, e de que a tua mão te salvasse” (1 Samuel 25.26).

A apresentou sua oferta ao irado homem de Deus aplacando-lhe assim sua ira: “E agora este é o presente que trouxe a tua serva a meu senhor; seja dado aos moços que seguem ao meu senhor (1 Samuel 25.27).

 

“... e lhe disse: Sobe em paz à tua casa;”

Davi então a despede com uma saudação de paz. Ela havia sido enviada a ele lutando pela paz: E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz” (Jeremias 29.7). Aqueles que lutam pela paz serão chamados filhos de Deus: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5.9).

Essa busca pela paz é manifesta nas saudações tanto judaica como cristã: “E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós” (Lucas 10.5-6).

 

“... vês aqui que tenho dado ouvidos à tua voz, e tenho aceitado a tua face.”

Davi reconhece que foi convencido pela eloqüência dela: Tenho dado ouvidos à tua voz, e não darei seguimento à vingança planejada, porque tenho aceitado a tua face. Ele se alegrou com as palavras de Abigail.

Matthew Henry diz que Homens sábios e justos darão ouvidos ã razão, e permitirão que ela os governe, embora venha daqueles que são seus inferiores e embora os seus ânimos estejam exaltados e seus espíritos afrontados.

Uma repreensão sábia e fiel é, com freqüência, mais bem-recebida, e traz melhores resultados do que esperávamos; tal é a influência que Deus tem sobre a consciência das pessoas: O que repreende o homem gozará depois mais amizade do que aquele que lisonjeia com a língua(Provérbios 28.23).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Josué a Ester. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Salmo 5.11

 

Salmo 5.11 “Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.”

 

 Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente,”

O salmista está fazendo uma descrição do povo de Deus e ora por eles, concluindo com a garantia da sua bênção, da qual ele nunca duvidou. Eles são os justos (v. 12), já que eles confiam em Deus, estão seguros nele no que se refere ao seu poder e auto-suficiência. A sua oração por eles é: “Alegrem-se todos os que confiam em ti” e se regozijem, pois não faltam motivos.

O salmista pede que eles sejam cheios de alegria, de uma grande e indescritível alegria; que eles clamem por alegria, uma alegria constante e perpétua; que eles “exultem eternamente”: “Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.18).

A alegria é um privilégio do crente: ”Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos” (João 17.13), dotado do fruto do Espírito.

 

“... porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.”

Ele ora para que eles se regozijem “porquanto tu os defendes”, os cobrindo com tua proteção. Deus disse a Israel: “Mas se diligentemente ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversários” (Êxodo 23.22).

Talvez aqui tenhamos uma alusão ao pilar de nuvem e fogo, que para Israel era um sinal visível da presença especial de Deus entre eles e da proteção especial que eles tinham: “E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite” (Êxodo 13.21).

Quando os nossos inimigos forem destruídos, a nossa alegria estará completa, pois nos gloriaremos. Nossos inimigos sempre riem primeiro e choram depois. Nós choramos agora, mas nos alegraremos para sempre. Quando eles uivarem, nós exultaremos. Considerando que eles gemerão eternamente, nós exultaremos de alegria eternamente: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25.45).

Devemos aprender a orar com Davi, não apenas por nós, mas também pelos outros, por todas as pessoas que amam e confiam no seu nome. Paulo instruiu os Efésios: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6.18).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE AGOSTO DE 2024 (Hebreus 12.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE AGOSTO DE 2024
AOS CRISTÃOS NÃO PERTENCEM A VINGANÇA, MAS O PERDÃO E A PAZ

Hebreus 12.14 "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. ” 


"Segui a paz com todos "

O escritor aos hebreus exorta a igreja a seguir a paz com todos, como Paulo também solicita a se possível for enquanto estiver em nós ter paz com todos os homens (Romanos 12:18). Paz é uma das modalidades do Fruto do Espírito. Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, (Gálatas 5:22) então ela também é procedente do Espírito Santo. Paulo escreve na epístola aos romanos que nós quando justificados pela fé temos paz com Deus. Jesus nos deixou a paz diferente da paz do mundo (João 14:27). Uma paz diferente por quê ela tem o poder de permanecer conosco além das circunstâncias da vida. Nas beatitudes ele chama de filhos de Deus os pacificadores, ou seja, aqueles que exercem a sua paz.


"... e a santificação,  "

Além da paz devemos seguir também a santificação também obra procedente do espírito santo quando justificados. A santificação é uma obra instantânea, progressiva e futura. A santificação que o escritor se refere é a santificação progressiva, que devemos seguir ou manter. Santificação progressiva se refere a manutenção da santificação instantânea quando o Espírito Santo se apossou de nós: "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Tessalonicenses, 5:23). Em outras palavras é impossível ser santo sem manter em progressão o fruto do espírito. A primeira epístola de Pedro nos diz que Deus é santo e que nós também devemos ser santos como Ele é (I Pedro 1:15-16). Pedro está citando o texto de Levítico 11:44 que em outro tempo foi recomendado ao povo de Israel. Mas agora no tempos dos gentios Deus espera isso de nós que por sua graça nos tornamos sacerdócio real e nação santa..


"... sem a qual ninguém verá o Senhor. ” 

Santificação não deve ser vista como requisito para a salvação, mas consequência dela, a palavra de Deus nos diz: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Efésios, 1:3-4). A santificação sempre esteve no projeto de Deus para sua igreja de forma que aqueles que são chamados por ele estão predestinados para uma vida santa e irrepreensível, pois a santidade convém a casa de Deus para sempre (Salmo 93:5). Sem santificação negamos a eficácia da nossa salvação: "Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo" (1 Tessalonicenses, 4:7-8).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/2021

Fonte:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro. CPAD, 2021.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE AGOSTO DE 2024 (Gênesis 34.25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE AGOSTO DE 2024
EPISÓDIOS BÍBLICOS RELATAM VINGANÇA DE FAMILIA

Gênesis 34.25 “E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens.”

 

E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor,”

Após o heveuSiquém ter se deitado com Diná (v.2). Ele compareceu com seu pai Hamor perante Jacó para pedir a mão dela em casamento (v.6,8). Após uma recusa dos filhos de Jacó em relação a circuncisão (v.14,15), Hamor e seu filho concordaram em se marcar juntamente com todos os homens da sua cidade (v.18).Porém, dois dos filhos de Jacó esperaram até ao terceiro diaapós a circuncisão para surpreendê-los.

Como era de se esperar, nesseterceiro dia eles sentiam mais forte a dor. Certo targumjudaico bem antigo parafraseia o texto hebraicoafirmando: “Eram fortes as dores sobre eles”.Isso realmente acontecia na antiguidade, quando a falta de instrumentos estéreis e métodosrudes envolviam cirurgias desse tipo:Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário” (Êxodo 4.25).  É até possível que ficassem debilitados porfebre: “E aconteceu que, acabando de circuncidar a toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam” (Josué5:8).

 

“... os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada,”

Essesdois filhos de Jacó eram Simeão e Levi. Eles eram irmãos totalmente consangüíneos deDina, sendo os três filhos de Lia (Genesis 29:33-34; 30:21). Isso pode explicar parcialmente a reação vingativa dos doisao estupro de Diná. Pois, no terceiro dia após a circuncisão do povo da cidade os dois irmãostomaram cada um à sua espada para executar sua vingança.

Posteriormente, quando Jacó abençoava seus filhos se referiu a esse feito quando deles profetizou: “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel”(Genesis 49.5-7)

Essas duas tribos foram dispersas; mas enquanto Simeão se desintegrava, espalhado parte entre os de Judá (Josué 19:2-9; Neemias 11:25-28), parte entre as tribos do Norte (2 Crônicas 34:6), Levi foi premiado com uma honrosa dispersão como o elemento, sacerdotal de Israel (Êxodo 32:26,29; Números 18:20,23; 35:2-8), por causa do seu posicionamento durante o episódio da Estátua de ouro.

 

“... e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens.”

Eles entraram inesperadamente na cidade. Esse ato de vingança foi imperdoável; os filhos de Lia assassinaram todos os homens da cidade como castigo pelo crime de um só homem: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

Alguns comentaristas sugerem que é altamente improvável que Simeão e Levi, agindo sozinhos, conseguiriam matar todos os homens de Siquém. Ainda que tenham tido ajuda dos outros filhos de Jacó nesse massacre, o texto não indica isso. A responsabilidade por essas mortes é atribuída somente a Simeão e Levi (Genesis 34:30).

Em nenhum momento eles demonstraram remorso ou arrependimento. A única resposta de Simeão e Levi foi uma débil tentativa de justificar seus atos violentos com uma pergunta: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta? (Genesis 34.31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_08.pdf

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

 

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE AGOSTO DE 2024 (1 Samuel 15.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE AGOSTO DE 2024
O TERMO "AGAGITA" COSTUMEIRAMENTE É ATRIBUIDO AO REI AGAGUE

1 Samuel 15.8 “E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. ”

 

“E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas;”

Apesar do mandamento de Deus através de Samuel ter sido claro: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” ( Samuel 15.3).

Os amalequitas, que eram descendentes de Esaú (Genesis 36:12), foram inimigos constantes de Israel. Atacaram os israelitas em Refidim nas vizinhanças do Sinai. Em Redifim “disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus” (Exodo 17.14).

O rei Saul poupou os animais, pois temia o povo. Após isso ele também decidiu ser diplomático para com o Rei dos amalequitas poupando-lhe a vida. Saul foi um escravo do povo. Suas decisões não eram pautadas com boa base de liderança. Observe que, ao ser repreendido, ele lança a culpa sobre o povo, assim como fez Adão, Eva, Arão (Genesis 3.12; Êxodo 32.22).

Isso muito enfureceu Samuel que após profetizar cumpriu a ordem o Senhor em relação a Agague: “Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou as mulheres, assim ficará desfilhada a tua mãe entre as mulheres. Então Samuel despedaçou a Agague perante o Senhor em Gilgal” (1 Samuel 15.33).

Agague encontra-se também em Números 24:7. Pode ter sido um titulo hereditário como Faraó entre os egípcios e Abimeleque entre os filisteus.

 

 “...porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. ”

O restante do povo amalequita não viu Saul problema em executar ao fio da espada. Todavia, a bíblia é o testemunho que o trabalho de Saul até nisso não foi cumprido. Pois, posteriormente a bíblia que Davi pelejou contra eles e diz ainda que quem levou a notícia da morte de Saul a Davi foi um amalequita: “E ele me disse: Quem és tu? E eu lhe disse: Sou amalequita(2 Samuel 1.8).

Um remanescente dele sobreviveu até o tempo de Ezequias: “E feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas (1 Crônicas 4:43), quando foi destruído por um bando de simeonitas na região do Monte Seir.

Fora esses fatos temos ainda um personagem antagonista na história da rainha Ester que era conhecido como agagita, ou seja, descendente do rei Agague: “Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele” (Ester 3.1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

GOMES, Osiel. O governo divino em mãos humanas – Liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE AGOSTO DE 2024 (Êxodo 17.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE AGOSTO DE 2024
HAMÃ PROVAVELMENTE ERA UM AMALEQUITA, UM POVO INIMIGO DE ISRAEL

Êxodo 17.8 “Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim.”

 

“Então veio Amaleque,”

Em meio a sua peregrinação no deserto. Os hebreus foram surpreendidos por um ataque de Amaleque. Os amalequitas, eram descendentes de Esaú (Genesis 36.12) e foram inimigos constantes de Israel.

Os hebreus não portavam armas, somente ferramentas, eles não eram um exército, mas um aglomerado de famílias com mulheres e crianças. Tendo conhecimento disso resolveram os Amalequitas atacar os Hebreus acreditando que seriam alvos fácies e espólios garantidos.

Talvez eles considerassem Israel uma ameaça a seu território e seu sustento, assim como os edomitas viriam a fazer, mais tarde (Números 20:14–21). Porém, o ataque de Amaleque não é descrito como uma tentativa de defesa de seu território, mas uma tentativa de saquear Israel. Portanto, Deus declarou que Israel “riscaria... a memória de Amaleque”.

Deuteronômio 25.17–19 afirma: “Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito; como te veio ao encontro no caminho e te atacou na retaguarda todos os desfalecidos que iam após ti, quando estavas abatido e afadigado; e não temeu a Deus. Quando, pois, o SENHOR, teu Deus, te houver dado sossego de todos os teus inimigos em redor, na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança, para a possuíres, apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças.”

Posteriormente, Deus através de Samuel ordenou a Saul: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” ( Samuel 15.3).

Saul, todavia não cumpriu cabalmente a ordem de Deus. Pois, um remanescente deles sobreviveram até o tempo de Ezequias: “E feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas” (1 Crônicas 4:43), quando foi destruído por um bando de simeonitas na região do Monte Seir.

 

“... e pelejou contra Israel em Refidim.”

Os Amalequitas pelejaram contra Hebreus em Refidim. Refidim ficava nas vizinhanças do Sinai: “Depois toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acampou em Refidim; não havia ali água para o povo beber(Êxodo 17:1–3).

Em Refidim os hebreus não encontram água. Tal como antes, eles reclamam, acusando Moisés de levá-los ao deserto para matá-los de sede. Moisés seguiu as ordens de Deus, e fluiu água de dentro da rocha. Moisés mudou o nome do lugar para Massá e Meribá para refletir a atitude conflituosa do povo (Êxodo 17:7).

Moisés encarrega Josué das forças israelitas. Aí, acompanhado de Arão e Hur, Moisés subiu ao topo de um monte em frente ao campo de batalha (17:9, 10). Quando ele mantinha as mãos para o alto, a batalha favorecia Israel; quando ele se cansava e abaixava os braços, Amaleque prevalecia (Êxodo 17:11, 12a). Então Arão e Hur deram a ele uma pedra para se sentar e sustentaram-lhe os braços (17:12b). Israel venceu a batalha (Êxodo 17:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201608_05.pdf

terça-feira, 20 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE AGOSTO DE 2024 (Apocalipse 20.12)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE AGOSTO DE 2024
AS NOSSAS OBRAS ESTÃO ESCRITAS DIANTE DE DEUS

Apocalipse 20.12 “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

 

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus,”

Depois do Milênio (v.2-6) vem a ressurreição dos injustos e o juízo final (Trono Branco). No juízo do grande trono branco comparecerão diante todos que não tiveram parte na primeira ressurreição: ”Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (v.5). Diante do trono, acham-se todos os mortos; os perdidos de todas as épocas da história. Presentes ainda, os que morreram durante o Milênio.

Os mortos são compostos de grandes e pequenos sem quaisquer distinções. Pequenos e grandes aí, tem a ver com importância, posição, prestígio, e não com tamanho ou idade, à luz do original.

Os servos de Deus do Antigo Testamento, a Igreja, bem como os mártires da Grande Tribulação, não se encontram aqui incluídos, pois estão ao lado de Cristo. Eles estarão vivos para sempre, com corpos novos e imortais (1 Coríntios 15.52-54).

Esses ímpios starão ali ressuscitados, com o mesmo corpo que tinham quando morreram. Isto é mais uma prova de que a morte não é o fim de tudo. É apenas o fim da vida do corpo aqui na terra, mas a vida continua no Hades, onde estavam estes mortos.

Os ímpios também receberão algum tipo de corpo na segunda ressurreição para o julgamento, vergonha e desprezo eterno: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5.29).

 

“... e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida.”

Aqui se mencionam dois tipos de livros. Primeiro vem o livro que contém as ações dos homens. Esta é uma ideia que aparece várias vezes nas Escrituras (Daniel 7:10;  Esdras 6:20).

A concepção é bem simples. Há no céu um livro onde se registram todas as ações dos homens. Deus é aquele que se ocupa de levar esse livro. O simbolismo significa que no curso de nossa vida estamos escrevendo a história de nosso triunfo ou fracasso aos olhos de Deus, a história de nosso destino, uma espécie de prontuário e inquérito que nos provocará honra ou vergonha o dia do Juízo. Não é tanto Deus quem nos julga e sim nós mesmos, pela maneira em que tenhamos escolhido viver nossas vidas.

O segundo livro é o Livro da Vida. O Livro da Vida também aparece nas Escrituras. Nele estão escritos os nomes dos justos. Veja-se Êxodo 32:32; Salmo 69:28; Isaías 4:3; Filipenses 4:3 e em Apocalipse 3:5 e 13:8. Todo governante, na antiguidade, tinha um livro onde escrevia os nomes de todos os cidadãos fiéis de seu reino. O nome era apagado, é obvio, quando a pessoa morria. Os que têm seus nomes escritos no Livro da Vida são os cidadãos ativos e fiéis do Reino de Deus.

O livro da vida é aberto como testemunho contra eles, pois nenhuns dos nomes ali serão encontrados. Os que não têm o nome escrito no Livro da Vida são lançados dentro do lago do fogo, a segunda morte.

 

“E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

Os livros serão abertos e todos serão julgados segundo o que está escrito nos livros. Todos serão julgados individualmente pelas suas obras de acordo com o princípio do Evangelho: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Romanos 2.16), e levando-se em consideração os seus motivos: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (1 Coríntios 31.3).

O juízo final será diferente dos tribunais da terra: Lá terá um juiz, mas não jurados; acusação, mas não defesa; sentença, mas não apelo. Haverá diferença na sentença e na punição, mas não na duração da pena (Lucas 12.47,48). O fogo que arderá no lago de fogo é por natureza inextinguível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley M. Apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lopes, Hernandes dias. Apocalipse - futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

BARCLAY, John William. The Revelation of John. Traduzido por Carlos Biagini [O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay]. Trinity College: Glasgow, Escócia, 1958.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 19 DE AGOSTO DE 2024 (Êxodo 23.7)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
19 DE AGOSTO DE 2024
A CONVENIÊNCIA DE SE COMPROVAR A ACUSAÇÃO PARA NÃO COMETER INJUSTIÇAS

Êxodo 23.7 “De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.”

 

“De palavras de falsidade te afastarás,”

A lei nesse versículo refere-se a um ambiente de tribunal e ela admite a possibilidade de que uma testemunha ou um juiz pudessem dar um testemunho falso ou, de outra forma, chegar a um veredicto injusto, o que violaria o nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo(20:16).

O contexto para o nono mandamento era o tribunal da lei. A intenção do mandamento era proteger as pessoas de falsas acusações em juízo: “Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. Nem ao pobre favorecerás na sua demanda” (Êxodo 23:1-3).

Deveria haver pelo menos duas ou três; não era possível condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

 

“... e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.”

Como havia pena de morte entre os israelitas, se as testemunhas não dissessem a verdade, seria produzida uma injustiça. O falso testemunho poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Então vieram dois homens, filhos de Belial, e puseram-se defronte dele; e os homens, filhos de Belial, testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade, e o apedrejaram, e morreu” (1 Reis 21:13).

O falso testemunho foi artifício na morte de Jesus: “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte; (Mateus 26:59).

O contexto sugere que o ato específico proibido declarava injustamente um homem inocente ou justo como culpado e, como resultado, sua vida lhe era tirada; fazer isso seria o equivalente a matá-lo. Deus disse que Ele interviria em favor do inocente e não justificaria o ímpio que causou a morte do inocente.

O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  “Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19). Este mandamento foi criado para assegurar a integridade do processo judicial, protegendo o réu contra falsos testemunhos. Toda mentira contradiz a natureza de Deus, que é a própria fonte de toda a verdade e não pode mentir (João 17:17; Hebreus 6:18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico: Êxodo. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/levitico-1911.html