sábado, 10 de agosto de 2024

1 Pedro 5.3

 

1 Pedro 5.3 “Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.”

 

“Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus,”

Quando se deposita autoridade na mão de um indivíduo com cargo político, empresarial ou na igreja, existe potencial para ocorrer abusos. É impossível haver liderança sem a delegação de autoridade. A autoridade pode ser, e às vezes é, usada pelo indivíduo para servir a seus próprios propósitos. É por isso que a advertência de Pedro era necessária.

Os presbíteros não devem também usar de sua liderança para se assenhorearem da herança de Deus, ou seja: da porção que pertence realmente a Deus, mas que Cristo de boa mente lhes confiou.

O apóstolo João teve um problema com um obreiro que segundo ele procurava ter entre eles o primado: “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja” (3 João 9-10).

Outro obreiro, porém na mesma carta recebeu louvor dele: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.  Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade” (3 João 2-4).

Em vez de procurar ter o primado com Diótrefes devem os Presbíteros serem exemplos para todo o rebanho como Gaio.

 

“... mas servindo de exemplo ao rebanho.”

O ensinamento de Pedro é semelhante ao de Jesus que, ao perceber que seus discípulos começavam a demonstrar ciúmes sobre quem deveria sentar-se à sua direita ou à sua esquerda no Reino, afirmou-lhes: “Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém para aqueles a quem está preparado por meu Pai. Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.23-28). Para a liderança cristã, “autoridade” não é uma palavra prática; a palavra prática é “servir”.

O exemplo de Cristo é a chave para o preenchimento de tais requisitos. Os pastores que agirem como o Senhor Jesus agiu podem não receber uma coroa na terra, mas quando Jesus, nosso Sumo Pastor, vier, dar-lhes-á a recompensa - uma coroa de glória que, ao contrário das grinaldas postas sobre as cabeças dos atletas, há de durar eternamente. A glória que Ele conferirá com o seu “missão cumprida!” será uma coroa que nem o tempo, nem a eternidade ofuscará (1 Pedro 5.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201411_02.pdf

Apocalipse 20.12

  

Apocalipse 20.12 “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

 

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus,”

Depois do Milênio (v.2-6) vem a ressurreição dos injustos e o juízo final (Trono Branco). No juízo do grande trono branco comparecerão diante todos que não tiveram parte na primeira ressurreição: ”Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (v.5). Diante do trono, acham-se todos os mortos; os perdidos de todas as épocas da história. Presentes ainda, os que morreram durante o Milênio.

Os mortos são compostos de grandes e pequenos sem quaisquer distinções. Pequenos e grandes aí, tem a ver com importância, posição, prestígio, e não com tamanho ou idade, à luz do original.

Os servos de Deus do Antigo Testamento, a Igreja, bem como os mártires da Grande Tribulação, não se encontram aqui incluídos, pois estão ao lado de Cristo. Eles estarão vivos para sempre, com corpos novos e imortais (1 Coríntios 15.52-54).

Esses ímpios starão ali ressuscitados, com o mesmo corpo que tinham quando morreram. Isto é mais uma prova de que a morte não é o fim de tudo. É apenas o fim da vida do corpo aqui na terra, mas a vida continua no Hades, onde estavam estes mortos.

Os ímpios também receberão algum tipo de corpo na segunda ressurreição para o julgamento, vergonha e desprezo eterno: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5.29).

 

“... e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida.”

Aqui se mencionam dois tipos de livros. Primeiro vem o livro que contém as ações dos homens. Esta é uma ideia que aparece várias vezes nas Escrituras (Daniel 7:10;  Esdras 6:20).

A concepção é bem simples. Há no céu um livro onde se registram todas as ações dos homens. Deus é aquele que se ocupa de levar esse livro. O simbolismo significa que no curso de nossa vida estamos escrevendo a história de nosso triunfo ou fracasso aos olhos de Deus, a história de nosso destino, uma espécie de prontuário e inquérito que nos provocará honra ou vergonha o dia do Juízo. Não é tanto Deus quem nos julga e sim nós mesmos, pela maneira em que tenhamos escolhido viver nossas vidas.

O segundo livro é o Livro da Vida. O Livro da Vida também aparece nas Escrituras. Nele estão escritos os nomes dos justos. Veja-se Êxodo 32:32; Salmo 69:28; Isaías 4:3; Filipenses 4:3 e em Apocalipse 3:5 e 13:8. Todo governante, na antiguidade, tinha um livro onde escrevia os nomes de todos os cidadãos fiéis de seu reino. O nome era apagado, é obvio, quando a pessoa morria. Os que têm seus nomes escritos no Livro da Vida são os cidadãos ativos e fiéis do Reino de Deus.

O livro da vida é aberto como testemunho contra eles, pois nenhuns dos nomes ali serão encontrados. Os que não têm o nome escrito no Livro da Vida são lançados dentro do lago do fogo, a segunda morte.

 

“E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

Os livros serão abertos e todos serão julgados segundo o que está escrito nos livros. Todos serão julgados individualmente pelas suas obras de acordo com o princípio do Evangelho: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Romanos 2.16), e levando-se em consideração os seus motivos: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (1 Coríntios 31.3).

O juízo final será diferente dos tribunais da terra: Lá terá um juiz, mas não jurados; acusação, mas não defesa; sentença, mas não apelo. Haverá diferença na sentença e na punição, mas não na duração da pena (Lucas 12.47,48). O fogo que arderá no lago de fogo é por natureza inextinguível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley M. Apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lopes, Hernandes dias. Apocalipse - futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

BARCLAY, John William. The Revelation of John. Traduzido por Carlos Biagini [O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay]. Trinity College: Glasgow, Escócia, 1958.

Êxodo 23.7

 

Êxodo 23.7 “De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.”

 

“De palavras de falsidade te afastarás,”

A lei nesse versículo refere-se a um ambiente de tribunal e ela admite a possibilidade de que uma testemunha ou um juiz pudessem dar um testemunho falso ou, de outra forma, chegar a um veredicto injusto, o que violaria o nono mandamento: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo(20:16).

O contexto para o nono mandamento era o tribunal da lei. A intenção do mandamento era proteger as pessoas de falsas acusações em juízo: “Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa. Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. Nem ao pobre favorecerás na sua demanda” (Êxodo 23:1-3).

Deveria haver pelo menos duas ou três; não era possível condenar uma pessoa com base em apenas um testemunho: “Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniqüidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato” (Deuteronômio 19:15).

 

“... e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.”

Como havia pena de morte entre os israelitas, se as testemunhas não dissessem a verdade, seria produzida uma injustiça. O falso testemunho poderia resultar em uma pessoa perdendo a reputação, seus bens e até sua vida: “Então vieram dois homens, filhos de Belial, e puseram-se defronte dele; e os homens, filhos de Belial, testemunharam contra ele, contra Nabote, perante o povo, dizendo: Nabote blasfemou contra Deus e contra o rei. E o levaram para fora da cidade, e o apedrejaram, e morreu” (1 Reis 21:13).

O falso testemunho foi artifício na morte de Jesus: “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte; (Mateus 26:59).

O contexto sugere que o ato específico proibido declarava injustamente um homem inocente ou justo como culpado e, como resultado, sua vida lhe era tirada; fazer isso seria o equivalente a matá-lo. Deus disse que Ele interviria em favor do inocente e não justificaria o ímpio que causou a morte do inocente.

O castigo por dizer falso testemunho era o mesmo que era planejado para o próximo da pessoa:  “Far-lhe-eis como cuidou fazer a seu irmão; e assim tirarás o mal do meio de ti” (Deuteronômio 19:19). Este mandamento foi criado para assegurar a integridade do processo judicial, protegendo o réu contra falsos testemunhos. Toda mentira contradiz a natureza de Deus, que é a própria fonte de toda a verdade e não pode mentir (João 17:17; Hebreus 6:18).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

COHEN, Armando Chaves. Comentário Bíblico: Êxodo. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/levitico-1911.html

Êxodo 17.8

 

Êxodo 17.8 “Então veio Amaleque, e pelejou contra Israel em Refidim.”

 

“Então veio Amaleque,”

Em meio a sua peregrinação no deserto. Os hebreus foram surpreendidos por um ataque de Amaleque. Os amalequitas, eram descendentes de Esaú (Genesis 36.12) e foram inimigos constantes de Israel.

Os hebreus não portavam armas, somente ferramentas, eles não eram um exército, mas um aglomerado de famílias com mulheres e crianças. Tendo conhecimento disso resolveram os Amalequitas atacar os Hebreus acreditando que seriam alvos fácies e espólios garantidos.

Talvez eles considerassem Israel uma ameaça a seu território e seu sustento, assim como os edomitas viriam a fazer, mais tarde (Números 20:14–21). Porém, o ataque de Amaleque não é descrito como uma tentativa de defesa de seu território, mas uma tentativa de saquear Israel. Portanto, Deus declarou que Israel “riscaria... a memória de Amaleque”.

Deuteronômio 25.17–19 afirma: “Lembra-te do que te fez Amaleque no caminho, quando saías do Egito; como te veio ao encontro no caminho e te atacou na retaguarda todos os desfalecidos que iam após ti, quando estavas abatido e afadigado; e não temeu a Deus. Quando, pois, o SENHOR, teu Deus, te houver dado sossego de todos os teus inimigos em redor, na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá por herança, para a possuíres, apagarás a memória de Amaleque de debaixo do céu; não te esqueças.”

Posteriormente, Deus através de Samuel ordenou a Saul: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” ( Samuel 15.3).

Saul, todavia não cumpriu cabalmente a ordem de Deus. Pois, um remanescente deles sobreviveram até o tempo de Ezequias: “E feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas” (1 Crônicas 4:43), quando foi destruído por um bando de simeonitas na região do Monte Seir.

 

“... e pelejou contra Israel em Refidim.”

Os Amalequitas pelejaram contra Hebreus em Refidim. Refidim ficava nas vizinhanças do Sinai: “Depois toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acampou em Refidim; não havia ali água para o povo beber(Êxodo 17:1–3).

Em Refidim os hebreus não encontram água. Tal como antes, eles reclamam, acusando Moisés de levá-los ao deserto para matá-los de sede. Moisés seguiu as ordens de Deus, e fluiu água de dentro da rocha. Moisés mudou o nome do lugar para Massá e Meribá para refletir a atitude conflituosa do povo (Êxodo 17:7).

Moisés encarrega Josué das forças israelitas. Aí, acompanhado de Arão e Hur, Moisés subiu ao topo de um monte em frente ao campo de batalha (17:9, 10). Quando ele mantinha as mãos para o alto, a batalha favorecia Israel; quando ele se cansava e abaixava os braços, Amaleque prevalecia (Êxodo 17:11, 12a). Então Arão e Hur deram a ele uma pedra para se sentar e sustentaram-lhe os braços (17:12b). Israel venceu a batalha (Êxodo 17:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201608_05.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE AGOSTO DE 2024 (Ester 9.28)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE AGOSTO DE 2024
A INSTITUIÇÃO DA FESTA DE PURIM, O LIVRAMENTO DOS JUDEUS

Ester 9.28 “E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade, e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência.”

 

“E que estes dias seriam lembrados e guardados em cada geração, família, província e cidade,”

Mardoqueu para comemorar a preservação dos judeus da Pérsia da destruição que lhes sobreviria por intermédio da conspiração de Hamã, enviou cartas a todos os judeus que se achavam nas províncias do rei Assuero para que guardassem esses dias. Eles deveriam ainda dar banquetes de alegria, presentes uns aos outros e dádivas aos pobres (v.22).

Esses dias se refém aos dias catorze e quinze do mês de Adar (v.21). Dias estes que os judeus tiveram livramento dos seus inimigos. Pois, nesses dias Deus havia transformado tristeza em alegria (v.22). Esses dois dias deveriam ser lembrados e comemorados em cada geração independente do lugar em que os judeus habitassem.

 

“... e que esses dias de Purim não fossem revogados entre os judeus, e que a memória deles nunca teria fim entre os de sua descendência.”

Esses dias ficaram conhecidos como Purim pelo fato de Hamã ter lançado “Pur”, ou seja, sortes para determinar o dia do extermínio dos judeus. O livro de Ester que se encontra entre os livros chamados “Megilloth” (Cinco rolos) na Bíblia hebraica é lido todos os anos por ocasião dessa festa.

Mardoqueu escreveu ainda para que esses dias não fossem revogados ou esquecidos entre os judeus para que jamais fossem esquecidos. Habacuque orou a Deus para que as próximas gerações não esquecessem da sua obra: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida” (Habacuque 3.2).

Era necessário o aviso, pois acontecia das gerações desprezarem as obras passadas: “E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel” (Juízes 2.10).

O verso 27 acrescenta que naqueles dias a ordem de Mardoqueu foi cumprida cabalmente: “Confirmaram os judeus, e tomaram sobre si, e sobre a sua descendência, e sobre todos os que se achegassem a eles, que não se deixaria de guardar estes dois dias conforme ao que se escrevera deles, e segundo o seu tempo determinado, todos os anos”.

A festa sempre foi popular entre os judeus, como Flavio Josefo atesta, e a sua celebração continua até o presente. Gerações posteriores começaram a observar apenas um dia (14). O dia anterior (13) é conhecido como o Jejum de Ester em comemoração ao jejum de Ester antes de comparecer à audiência com o rei em favor dos judeus (Ester 4,15,16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

JOSEFO, F. História dos hebreus. 8. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

LEITURA BIBLICA DIÁRIA CPAD 09 DE AGOSTO DE 2024 (Ester 3.13)

LEITURA BIBLICA DIÁRIA CPAD
09 DE AGOSTO DE 2024
TUDO PARECIA BEM ATÉ QUE SURGIU UMA ORDEM CONTRA OS JUDEUS

Ester 3.13 “E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei, para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres, em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”

 

“E enviaram-se as cartas por intermédio dos correios a todas as províncias do rei,”

O decreto foi direcionado a todos os líderes do império, dos grandes (os sátrapas do rei) aos menores (os príncipes, ou oficiais locais). Dois fatos sobre esse edito são enfatizados:
1) Ele foi enviado a todo o império (a todas as províncias e aos príncipes de cada povo... na sua própria língua) e afetaria, por tanto, todos os judeus por toda a parte.
2) Apesar de escrito por Hamã, ele foi publicado em nome do rei e selado com o anel dele. Ele possuía a força de umalei real, imutável

O decreto foi enviado, por intermédio dos correios, a todas as províncias do rei. Essa atuação do eficiente sistema postal do Império Persa concorda com o que se acha em 1:22, e o mesmo sistema é mencionado novamente em 8:10 e 14: “Os correios, sobre ginetes velozes, saíram apressuradamente, impelidos pela palavra do rei; e esta ordem foi publicada na fortaleza de Susã”.

O império persa foi o primeiro a estabelecer o sistema de correios, que possuía autoridade para requisitar para este serviço público, cavalos, portadores e alimentos dentre as populações civis que achassem no seu caminho. Esse costume é aludido em Mateus 5.41: “E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. Heródoto escreveu: "Nenhum mortal viaja tão rapidamente como esses mensageiros persas”.

 

“... para que destruíssem, matassem, e fizessem perecer a todos os judeus, desde o jovem até ao velho, crianças e mulheres,”

No dia treze do primeiro mês (nisã, ou março/abril), os secretários do rei foram chamados para colocar o decreto na forma escrita. Faltavam onze meses para a data em que Hamã pretendia efetuar o massacre dos judeus.

Imagine a cena? Hamã ordenou a aniquilação de todos os judeus em cada uma das 127 províncias do reino. Ele colocou por escrito o plano de extermínio e selou-o com o anel do rei, no primeiro mês do ano, mas o mesmo não devia ser executado até o duodécimo mês. Deixe que vivam atormentados, sabendo o que os aguarda, deve ter sido o seu pensamento. Ele não só queria m atá-los, como também torturá-los.

O decreto foi promulgado em cada província... a todos os povos, o convite para se unirem na matança dos judeus evidentemente estava sendo oferecido a todos. Tendo em vista os fatos relatados no capítulo 9, o leitor pode inferir que o convite foi aceito pelos inimigos dos judeus.

No decreto estava determinado para que “Destruíssem, matassem e aniquilassem', esta expressão tríplice é uma característica estilística de documentos legais e expressa “a predileção milenar da oficialidade por terminologia legislativa que sobreviveu às eras, nos Estados Unidos dos dias atuais (e poderíamos acrescentar, no Brasil) não menos do que na antiga Pérsia.” A mesma coisa acontece com o que se segue, embora se devesse pensar que todos os judeus, moços e velhos excluísse mulheres e crianças. Contudo, nesta pena de morte elas foram incluídas especificamente.

Profundamente afetada por essa notícia, Ester mais tarde apelaria ao marido: “Fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez” (7:4)

 

“... em um mesmo dia, a treze do duodécimo mês (que é o mês de Adar), e que saqueassem os seus bens.”

A nova lei afirmava que isso deveria acontecer no dia treze do duodécimo mês [adar, ou fevereiro/março]. Esse dia especifico foi escolhido pacientemente por Hamã através de sorte, o Pur.: “No primeiro mês (que é o mês de Nisã), no ano duodécimo do rei Assuero, se lançou Pur, isto é, a sorte, perante Hamã, para cada dia, e para cada mês, até ao duodécimo mês, que é o mês de Adar” (Ester 3.7).

Além disso, os bens dos judeus deveriam ser saqueados; os que os matassem poderiam saquear-lhes os bens. A perspectiva de adquirir riqueza transformou isto numa proposta atraente. Por todo o império, os judeus e seus inimigos se prepararam para a chegada do dia fatal, o dia treze de adar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_04.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

SWINDOLL, Charles R. Ester: uma mulher de sensibilidade e coragem - tradução de Neyd Siqueira. - São Paulo: Mundo Cristão, 1999.

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 08 DE AGOSTO DE 2024 (1 Timóteo 2.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
08 DE AGOSTO DE 2024
INSTRUÇÕES PARA CRISTÃOS SE RELACIONAREM COM GOVERNOS TERRENOS

1 Timóteo 2.1 “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;”

 

“Admoesto-te, pois, antes de tudo,”

A palavra “admoestar” ” ( noutheteō ), significa aconselhar, advertir. Refere-se a conselhos, observações  e advertências concernentes ao comportamento e à prática de vida do cristão. Paulo admoestava os irmãos em vários lugares (Atos 20:31; 1 Coríntios 4:14). Ao mesmo tempo, ele instruía os discípulos a admoestarem uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:14), e especialmente ensinava aos pais sobre a importância de admoestar os próprios filhos (Efésios 6:4).

Um dos motivos de nos reunirmos com os nossos irmãos em Cristo é a admoestação mútua que ajuda cada um a se manter fiel (Hebreus 10:25). Admoestação e advertência fazem parte do trabalho dos evangelistas (1 Timóteo 1:3; 4:13; 2 Timóteo 4:2), mas eles não são os únicos que devem (Romanos 12:8; Gálatas 6:1; Hebreus 3:13).

“Antes de tudo”. As palavras próton pánton “antes de tudo” indicam primazia de importância e não de tempo. A comissão de Cristo para irmos a toda criatura (Marcos 16:15-16) sempre será grande demais para mentes finitas a compreenderem. Precisamos da ajuda de Deus. Por isso, Paulo exortou a Timóteo e a nós a, “antes de tudo”, orarmos.

A oração não é um apêndice no culto, mas parte vital dele. Os apóstolos entenderam a primazia da oração, quando decidiram: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.4).

 

“... que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças,”

Muito embora o objetivo de Paulo é insistir na centralidade da oração mais do que numa análise de seus tipos, o apóstolo usa aqui quatro formas de oração.

“Deprecações” - O termo (gr. deesis) significa “suplicar, implorar, rogar por” alguém ou alguma coisa (Dicionário Houaiss). Dá a entender um tipo de oração que é feita de modo ardente, dramático, compassivo. A ideia fundamental da palavra grega deesis, é um sentimento de necessidade. A oração começa com esse sentimento de nossa total dependência de Deus. Oração é a insuficiência humana aproximando-se da suficiência divina.

Segundo, as “orações” (gr. proseuchomai) – “oferecer oração ou votos a Deus”. Designam o movimento da alma em direção a Deus. As orações são um ato de adoração a Deus, exaltando-o pela excelência de seus atributos e rogando a ele pela grandeza de suas misericórdias. A oração é tema de grande destaque na Bíblia. No Antigo Testamento, os homens de Deus venceram sob o manto da oração. Davi orava sempre (SaImo 55.16,17) e Daniel venceu na cova dos leões porque tinha reservas de oração (Daniel 6.10). Esses dois exemplos indicam o valor extraordinário da oração fervorosa e sincera, diante de Deus.

Terceiro, as “intercessões” (gr.: enteuxis). Elas estão relacionadas com a súplica em favor de alguém ou de alguma coisa. Tem o sentido de “intervenção, mediação, interferência, intermédio” (Dicionário Houaiss). Do grego enteuxis, significando “apelar para”, ou intercessões em geral, que se fazem em favor de alguém. A palavra enteuxis também traz a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição. Portanto, nenhum pedido é grande demais para ele. Para Deus não há impossíveis!

Quarto, as “ações de graças”. Essas grandiosas possibilidades alcançadas pela oração criam uma necessidade natural de incluirmos em nossas petições “ações de graça”. Elas tratam da nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega eucaristia, deixa claro que orar não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo por quem ele é, e rogar a ele suas bênçãos, mas, também, e sobretudo, agradecê-lo pelo que ele tem feito. Na avaliação da necessidade e do privilégio de trabalharmos com Deus, que adequada se torna a admoestação de Paulo: “dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20)

 

“... por todos os homens;”

A oração deve ser “em favor de todos os homens”. Não é só a oração que é em favor de todos, o plano de Deus também é para todos. Sua graça é suficiente para que “todos sejam salvos”. Jesus morreu por todos (2 Coríntios 5:14, 15), Ele nos manda ir a todos (Marcos 16:15, 16; Mateus 28:18–20) e disponibilizou o evangelho a todos (Judas 3). Por meio desse evangelho todos serão julgados (Romanos 14:10–12; 2 Coríntios 5:10). Salvar almas do pecado apaga o passado pecaminoso (Atos 2:38; 22:16). O plano de Deus também é para que todos “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (v.4).

A o que parece, as igrejas evangélicas, nos tempos atuais, têm-se esquecido dessa oração “por todos os homens”. E mais comum ouvirem-se orações pela com unidade cristã; por suas atividades, na evangelização, no ensino, no discipulado. São orações legítimas e indispensáveis. Mas o alcance da oração da igreja cristã deve ultrapassar “as quatro paredes” dos templos, nas igrejas locais. Onde quer que formos, jamais encontraremos uma pessoa pela qual não precisamos orar.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.3

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_05.pdf

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

LOPES, Hernandes Dias. 2Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 07 DE AGOSTO DE 2024 (Esdras 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
07 DE AGOSTO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE ESTER REMONTA AO DECRETO DE CIRO

Esdras 1.1 “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

 

“No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia”

Esse versículo tem um homônimo em 2 Crônicas 36.22 : “Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:

O primeiro ano de Ciro seria uma data dentro do ano 539 a.C., quando a Babilônia foi conquistada pela Pérsia e Ciro II começou a governar sobre os judeus. No fatídico banquete de Belsazar na tradução misteriosa da parede da palavra “PERES” “Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas” (Daniel 5.28). Naquela mesma noite Belsazar foi morto e Dario, o medo (Subordinado de Ciro), ocupou o reino dos caldeus.

 

“... (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias),”

A proclamação de Ciro ocorreu para que se cumprisse a Palavra do Senhor, por boca de Jeremias. O decreto do rei cumpria a profecia porque Jeremias já dissera que o povo de Deus retornaria à sua terra após “setenta anos” de cativeiro (Jeremias 25:11; 29:4–10).

Os setenta anos podem ser mensurados de suas maneiras: desde a primeira deportação (ca. 605 a.C.) até o primeiro regresso (ca. 538 a.C.2) ou desde a destruição do templo (ca. 586 a.C.) até o término de sua reconstrução (ca. 516 a.C.).

Outra possibilidade é que “setenta” seja considerado um número simbólico que indica um período completo ou cheio: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônicas 36.21).

 

“... despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia,”

A proclamação anunciada aconteceu porque despertou o Senhor o espírito de Ciro. Isso quer dizer que Deus “tocou o coração de Ciro” – a parte de Ciro que acreditou, pensou e tomou decisões.

A NVI diz “despertou o coração de Ciro”, enquanto outra versão inglesa (REB) diz que Deus “inspirou o rei”. Ciro emitiu a proclamação, mas Deus foi a causa principal do regresso do povo a Jerusalém.

 

“... o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

A natureza oficial do decreto é indicada pelo fato de que ele foi proclamado (talvez lido em voz alta por arautos em todo o reino) e também transcrito (concebivelmente para exposição pública).

À luz dos fatos subseqüentes, também era importante que a proclamação fosse registrada e guardada nos arquivos persas, onde mais tarde pudesse ser encontrada: Então o rei Dario deu ordem, e buscaram nos arquivos, onde se guardavam os tesouros em babilônia: “E em Acmeta, no palácio, que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial que dizia assim:  No primeiro ano do rei Ciro, este baixou o seguinte decreto: A casa de Deus, em Jerusalém, se reedificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados (Esdras 6:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201711_02.pdf

terça-feira, 6 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 06 DE AGOSTO DE 2024 (Jeremias 25.11)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
06 DE AGOSTO DE 2024
O CONTEXTO DO LIVRO DE ESTER REMONTA AO CATIVEIRO BABILÔNICO

Jeremias 25.11 “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

 

“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto;”

No primeiro ano do Rei Nabucodonosor (v.1), rei da Babilônia. Deus por intermédio do profeta Jeremias diz ao povo de Jerusalém (Judá) para se converterem dos seus maus caminhos. Todavia o povo de Judá não o deu ouvido. Por causa disso Deus traria sobre Judá o Rei Nabucodonosor, seu servo (v.9) a fim de executar seu juízo.

O juízo atingiria a todos inclusive a terra, de maneira que causaria espanto. O povo seria objeto de espanto: “os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações” (v.9). A terra se tornaria um deserto, como se tornou: “Derramou-se, pois, a minha indignação e a minha ira, e acendeu-se nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém, e elas tornaram-se deserto e em desolação, como hoje se vê” (Jeremias 44.6).

 

“... e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos.”

Nesta seção, apesar de Deus apresentar Seus planos para as nações. Ele Se dirigiu especificamente ao Seu próprio povo. Este fato é visto no uso das expressões “esta terra” e “todas estas nações” e “estas nações” (vv. 9, 11).

Os setenta anos de cativeiro é um número arredondado, contado a partir do quarto ano de Jeoaquim (605 a.C.) até o ano da partida dos primeiros dos que voltaram sob o governo de Ciro, mais ou menos 536 a.C.: “No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Daniel 9.2).

Tempo este que comportaria três gerações de reinado da Babilônia: “E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele” (Jeremias 27.6-7).

Esse número de anos não seria aleatório, seria conforme o número de anos que a terra de Israel não descansou nos anos chamados sabáticos: “Para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados; todos os dias da assolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram” (2 Crônics 36.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201110_02.pdf

HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 05 DE AGOSTO DE 2024 (2 Timóteo 3.16)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
05 DE AGOSTO DE 2024
O LIVRO DE ESTER É REVELAÇÃO DIVINA ESCRITA, COMPLETA E PERFEITA


2 Timóteo 3.16 “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” 


“Toda a Escritura divinamente inspirada”

Essa é a declaração mais forte da própria Bíblia sobre si mesma. É uma passagem que destaca o valor da Palavra de Deus. O termo “Escritura” no Novo Testamento é usado exclusivamente para a “escritura sagrada”. “Toda”, pode significar também “cada”. Há quem faça distinção entre esses dois significados, afirmando que “toda a Escritura” pode ser a Bíblia como um todo, e “toda Escritura” pode especificar suas partes individuais. 

“Inspirada por Deus” traduz (theopneustos), formado de (Theos, “Deus”) e (pneō, “inspirar”); literalmente, “soprada por Deus”. Alguns comentaristas acreditam que essa imagem venha da criação do homem, quando Deus “lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Deus “soprou” a Palavra e esta passou a ser “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12). Outros preferem a simples imagem de expirar. Dale Hartman falou da Bíblia como “o sopro de Deus impresso”. Independentemente da imagem pretendida, a frase expressa a atividade criadora de Deus, declarando em termos inequívocos que as Escrituras são de origem divina. 

O agente divino da inspiração foi o Espírito Santo. Quando se citava uma declaração de Davi, observava-se que ele estava “no Espírito Santo” quando a proferiu (Marcos 12:36). Jesus disse a Seus discípulos que enviaria o Espírito Santo para guiá-los “a toda a verdade” (João 16:13; veja 14:26). Pedro afirmou que “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:20, 21). 

As Escrituras não são inspiradas porque um conselho da igreja decretou que elas são inspiradas. Elas são inspiradas porque Deus as fez assim. Nenhum outro texto se enquadra na categoria “inspirado por Deus”. J. W. Roberts escreveu: Os Apócrifos Judaicos e os Pseudoepígrafos, bem como os escritos tradicionais dos primeiros pais da igreja... não pertencem à categoria das Escrituras Sagradas. Além disso, não há lugar no ensino das Escrituras para “profetas dos últimos dias” e revelações. A única predição de futuras revelações, Escrituras e “Chaves” das Escrituras é o aparecimento de falsos profetas e mestres enganadores. 

A maneira mais natural de se ler o versículo 16 é que “toda a Escritura é [em sua totalidade] inspirada por Deus”. Conforme observado anteriormente, a frase “sagradas letras” no versículo 15 inclui apenas os Escritos do Antigo Testamento, uma vez que esses eram os únicos escritos inspirados disponíveis quando Timóteo era criança. Também é verdade que quando os primeiros cristãos liam o termo “Escritura” (3:16), eles provavelmente pensavam primeiramente nos escritos do Antigo Testamento.

 Isso não significa, no entanto, que a passagem se aplique apenas ao Antigo Testamento. Em 2 Pedro 3:15 e 16, Pedro falou dos escritos de Paulo e os colocou ao lado das “demais Escrituras”. Em 1 Timóteo 5:18, Paulo falou de uma citação de Moisés e de uma citação de Lucas como “Escritura”. Assim como no Antigo Testamento, “homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21), no Novo Testamento homens guiados pelo Espírito também falaram e escreveram a verdade do céu (João 14:26; 16:13). 

Quando dizemos que “toda a Escritura” “é em sua totalidade inspirada por Deus”, temos em mente tanto o Antigo como o Novo Testamento. Nada afeta mais a compreensão da Bíblia do que a atitude em relação a ela. Devemos crer de todo o coração que a Bíblia é inspirada por Deus e que é tão relevante hoje como era nos dias de Paulo.


"... é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça. ” 

Sobre a utilização da Palavra de Deus: “Ela é proveitosa” para:

1) “Ensinar”, ou seja, transmitir ensinos espirituais, com base na Palavra de Deus, que são úteis e necessários para um a boa formação cristã; sem ensino, nenhum a igreja se mantém de pé; é necessário que as pessoas escutem a Palavra do Senhor Jesus e as ponham em prática, para poderem ficar firmes. Do contrário, serão destruídas pelas intempéries espirituais (cf. Mateus 7,24-27; 2.25; Tito 2.12).

2) “Para redarguir” ou seja, “retrucar, responder, replicar”, ou argumentar com segurança; e também, como em outras traduções, “para repreender”; o ensino fundamentado na Palavra de Deus capacita o cristão para argumentar com segurança acerca de sua fé (cf. 1 Pedro 3.15).

3) “Para corrigir”. O ensino bíblico bem fundamentado é como um prumo, que mostra o que está fora do lugar na construção de uma casa. Na vida cristã, se não houver o cuidado indispensável com as instruções e orientações do Senhor, muita coisa fica “torta” ou em desacordo com a vontade de Deus. O ensino é que conduz o homem à santidade e à santificação (SaImo 119.105; Romanos 15.4; 1 Coríntios 4.17).

4) “Para instruir em justiça ”. O ensino da Palavra de Deus é instrução que leva o homem a viver de modo justo e digno. O salmista disse: “Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (Salmo 23.3).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/01/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

ROPER, David. A Verdade para Hoje, 2019. Disponível em: <http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201904_05.pdf>. Acesso em 03 jan.2022.

HARTMAN, Dale. “Prophecy of Scripture,” sermão pregado na igreja de Cristo Eastside, Midwest City, Oklahoma. 

ROBERTS, J. W. Letters to Timothy, The Living Word. Austin, Tex.: R. B. Sweet Co., 1964, pp. 91–93.