domingo, 17 de março de 2024

Lição 12: O Papel da Pregação no Culto – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.” (2 Tm 4.2)

Timóteo deveria transmitir a mensagem da “sã doutrina” de modo insistente, quer os ouvintes aceitassem quer não a palavra que lhes era enviada. A experiência, fundada na Palavra, mostra que, quando a mensagem é de Deus, o pregador deve falar, não o que o povo gosta de ouvir, mas o que Deus quer falar. 

Timóteo levasse em consideração até as últimas consequências a nobilíssima missão que lhe era confiada, para que pregasse a Palavra de Deus, de modo insistente, em caráter de urgência, “a tempo e fora de tempo”, tendo em vista o que haveria de ocorrer, conforme o sentir profético do apóstolo. 

” que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, “ 

Estes cinco concisos imperativos, que se emparelham a outros quatro no versículo 5, resumem a tarefa do ministério: 

(1) Pregar. É a primeira e grande tarefa básica da transmissão da mensagem fundamental, como fazia o próprio Paulo (I Coríntios. 15:1-11) e Jesus (Lucas. 5:1; 8:11, 21). Pregar a Palavra é a principal missão de um ministro. A Palavra tem supremacia, e a pregação, primazia. O que Timóteo deve pregar? A Palavra de Deus! Essa Palavra é idêntica ao depósito, à Escritura, às sagradas letras, à sã doutrina, à verdade e à fé. O pregador não pode pregar as próprias palavras. Não pode, também, torcer as palavras de Deus. Não pode subtrair nem acrescentar nada à Palavra. Seu papel não é ser popular, mas fiel. Seu chamado é para pregar a Palavra, e não sobre a Palavra. A Palavra é o conteúdo da mensagem e autoridade do mensageiro. O pregador não cria a mensagem; ele a proclama. 

(2) instar. O verbo grego, traduzido por “instar”, significa Estar pronto, preparado, quando for conveniente e quando não for. O pregador precisa ter um profundo senso de urgência. Nas palavras do puritano Richard Baxter, o pregador deve pregar como se fosse um homem que está às portas da morte, pregando a pessoas que estão prestes a morrer. Martyn Lloyd-Jones cita suas palavras literalmente: “Preguei como se nunca mais fosse pregar novamente, como um moribundo a outro moribundo”. Agarre todas as oportunidades, pareçam elas propícias ou não, pois o kairós (tempo oportuno) precisa ser percebido e agarrado, remido e aproveitado, não no sentido do bordão “tempo é dinheiro”, mas tempo é salvação, tempo é salvífico para a decisão. O dia da salvação é oferta suprema e última antes do dia do juízo. 

(3) Redargir ou Corrigir significa convencer os que contradizem; revelar um erro. Paulo escrevendo a Tito diz que os bispos deveriam entre outras coisas “reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tito 1:9). Por isso o obreiro deve manejar bem a palavra da verdade (2 Timóteo 2.15). 

(4) Repreender ou advertir significa cobrar uma responsabilidade não cumprida. A ideia essencial é, freqüentemente, a exigência implícita da restituição quando apontado o erro. Repreender é o confronto direto. Quando teu irmão pecar, corrige-o, quando se arrepender, perdoa-lhe (Mateus 18.15). Como fez Paulo com o impuro de Corinto (1 Coríntios 5.1-8,13) e como fez Natã com Davi (2 Samuel 13.1-15). 

(5) Exortar significa incentivar ou encorajar alguém. O significado de exortação na Bíblia possui o sentido de motivar ou insistir que uma pessoa faça algo. No contexto bíblico, a exortação geralmente é direcionada aos crentes para que eles vivam de acordo com a vontade de Deus, de modo condizente a sua nova posição em Cristo. 

“.. com toda a longanimidade e doutrina. “ 

A Palavra precisa ser pregada com toda a longanimidade. A palavra grega para longanimidade significa o tipo de espírito que nunca se irrita, nunca se cansa, nunca se desespera. E uma espécie de paciência triunfadora no trato com as pessoas.  

Ser eloqüente não é difícil, se alguém tem o dom natural da oratória; ser bom administrador é para quem tem conhecimentos e capacidade administrativa; há obreiros que possuem esses dotes pessoais; mas ser longânimo é para quem tem esse requisito como fruto do Espírito Santo (Galatás 5.22). 

O pregador deve ser firme na Palavra e sensível com as pessoas. Não é seu papel forçar os ouvintes. Ao contrário, deve ser brando para com todos e fugir das contendas (2.24,25). Stott tem razão em dizer que, mesmo sendo solene o nosso comissionamento e urgente a nossa mensagem, não se justifica uma conduta rude ou impaciente. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
30/8/2023 

FONTES: 

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023. 

PFEIFFER, Charles F. e HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR. 1995. 

STOTT, John. Tu, porém: a mensagem de 2 Timóteo. 

LOPES, Hernandes Dias 2 Timóteo: o testamento de Paulo à igreja. São Paulo: Hagnos, 2014. 

Mateus 13:44

Mateus 13:44 "Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. "


O capítulo 13 de Mateus contém uma série especial de parábolas, ilustrando de forma simples a história espiritual da Igreja, do início à consumação. 

Usualmente aqui as parábolas apresentam-se em pares, com sentidos semelhantes:

A recepção da pregação - o semeador;
A extensão e desenvolvimento do Reino - o grão de mostarda e o fermento;
O valor do Reino - o tesouro escondido e a pérola;
A purificação do Reino - o joio e a rede.

Falaremos em especial a respeito da Parábola do Tesouro escondido:
 

"Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo,"

No Oriente antigo, a insegurança da situação levava os ricos a adotarem um expediente: dividiam seus bens em três partes. Uma parte era em pregada no comércio; outra, convertida em joias que podiam ser facilmente transportadas ou vendidas; e a terceira, enterrada. 

O segredo do esconderijo não era revelado a ninguém: o tesouro estaria perdido se o dono não voltasse. Talvez o dono do campo, mencionado nesta parábola, tivesse escondido o tesouro diante do avanço de algum exército invasor e, aprisionado por ele, morrido no cativeiro sem revelar o seu segredo. 

Os achados de Qumran ilustram esse fato. O Manuscrito de Cobre achado em Qumran enumera sessenta e quatro lugares ocultos na Palestina onde vários tesouros teriam sido enterrados, incluindo ouro, prata, substâncias aromáticas e manuscritos.


"... que um homem achou e escondeu; "

Nos dias de Jesus algumas pessoas deixavam suas ocupações para sair à busca de tesouros. Pois, acontecia de um camponês afortunado achar um desses tesouros enquanto cavava os campos (Jó 28.15-19; Provérbios 3.13,15; 8.11)

Até hoje, os arqueólogos que examinam ruínas escavadas de civilizações antigas sofrem a hostilidade dos aldeões, quando estes suspeitam haver algum tesouro escondido no local da escavação. Ainda se organizam expedições para procurar tesouros. A busca jamais perdeu o seu fascínio!

Para a juventude, há grande emoção na leitura de histórias acerca de tesouros perdidos. Os famosos livros A Ilha do Tesouro e O Conde de Monte Cristo são exemplos, principalmente este último, que descreve a descoberta de uma fabulosa riqueza.

Facilmente entendemos como a parábola do tesouro prendia a atenção dos ouvintes do Senhor.

Imagine o cenário. o homem anda por um campo que não é seu, quando, de repente, bate em algo duro e metálico. Agachando-se, vê a tampa de um baú enterrado. Uns poucos golpes de picareta, e riquezas enormes surgem-lhe à vista. Com dedos nervosos, esconde o tesouro e apressa-se em voltar para casa, a fim de tratar da compra do campo.


"... e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. "

O afortunado descobridor se dispôs a sacrificar tudo o que possuía a fim de adquirir o campo onde o tesouro fora encontrado. O mesmo se aplica a quem entende a grandeza do reino de Deus. Nenhum preço é alto demais para quem quer possuir o reino (6:33; Lucas 18:28–30; Filipenses 3:8, 9). A verdadeira riqueza obtém-se pela amorosa submissão à lei suprema de Deus, a quem amamos por saber que nos amou primeiro.


Por que possuir a Cristo é a maior riqueza da alma?

1. Cristo é o único tesouro que vem de encontro à nossa profunda pobreza. Não se pode negar a vantagem da independência financeira. Se, porém, a consciência do homem estiver sobrecarregada com obrigações a Deus e ao seu próximo, as quais não cumpriu, ele é muito pobre (Apocalipse 3.17). A libertação da penalidade e poder do pecado é um a bênção que o ouro e a prata não podem comprar.

2. Somente Cristo pode satisfazer aos desejos da nossa natureza. As coisas terrenas podem satisfazer algum cantinho da natureza humana, mas deixam o resto com fome. Sendo, porém, Cristo o centro da vida humana, todo o ser recebe inspiração e refrigério, contribuindo isto para a paz da mente e a saúde do corpo.

3. Nossa vida em Cristo é um tesouro permanente. Somente podem os considerar realmente nosso aquilo que não pode ser tomado de nós. Um a das bênçãos resultantes de depressões financeiras é a descoberta dos verdadeiros valores da vida, que o dinheiro não pode comprar. O que de nós pode ser subtraído pelas circunstâncias não é digno de ser chamado nosso tesouro. O verdadeiro tesouro faz parte do nosso ser e há de nos acompanhar à eternidade.

4. Calculando o custo e pagando o preço. Alguém pode perguntar: Se o tesouro representa a aceitação de Jesus Cristo como Salvador, como poderá o pecador comprar essa dádiva divina? E a mesma coisa que perguntar: Se o homem é salvo pela fé somente, por que se exigem dele boas obras?

Ao perguntarem os judeus, no dia de Pentecoste, o que precisavam fazer para serem salvos, Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”. As multidões dos dias de Jesus, porém, exigia Ele que a tudo abandonassem para segui-lo (Mateus 19.16-22; Lucas 14.25-27).

A explicação é simples: quem tem fé viva em Jesus possui igualmente uma consagração pessoal que inclui a disposição de abandonar tudo por amor a Ele. Consideremos a questão sob outra perspectiva. Cada oportunidade é uma dádiva, mas deve ser aproveitada e desenvolvida. A fertilidade de um campo é uma dádiva, mas há de melhorar-se com o trabalho humano. Um livro é um bom presente, mas o aproveitá-lo implica na sua leitura. Da mesma maneira, a salvação é uma dádiva. Entretanto, é preciso tom ar posse dela (1 Timoteo 6.12) e desenvolvê-la com temor e tremor (Filipenses 2.12,13).

O homem que considera Cristo “precioso” (1 Pedro 2.7) naturalmente considera tudo como perda comparado à excelência de tê-lo (Filipenses 3.7,8). Custam-nos mais caro os artigos de melhor qualidade. O mesmo se aplica à experiência religiosa. Quem quiser o melhor em assuntos espirituais precisa pagar o preço.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIIOR
17/3/2024

FONTES:

PEARLMAN, Myer. Mateus: O evangelho do grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD, 2004.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201207_07.pdf

domingo, 10 de março de 2024

Lição 11: O Culto da Igreja Cristã – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” (1 Co 14.26)

Depois de usar a palavra para regulamentar os dons espirituais e estabelecer limites a igreja de Corinto para que tudo fosse feito com ordem e decência: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (I Coríntios 14:37). Paulo faz uma pergunta retórica “Que fareis, pois, irmãos?”. Em sua resposta ele apresenta uma liturgia, que não deve ser entendida de maneira cronológica.  

“Tem Salmo” (gr. psalmon, um cântico ou hino com acompanhamento musical) O livro de Salmos era o hinário da Igreja Primitiva e ainda deveria fazer parte de nosso culto. (Salmos 22:3) “Porém tu és Santo, tu que habitas entre os louvores de Israel”  

“tem doutrina” Doutrina diz respeito aos ensinamentos sistemáticos contidos nas Escrituras. (2 Timóteo 3:16,17) Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. 

“tem revelação” Ou seja, um dos dons de revelação como, por exemplo: 1) Palavra da sabedoria: refere-se a uma capacitação divina sobrenatural para tomada de decisões sábias e em circunstâncias extremas e difíceis. De acordo com Estêvam Ângelo de Souza, “a palavra da sabedoria é a sabedoria de Deus, ou, mais especificamente, um fragmento da sabedoria divina, que nos é dada por meios sobrenaturais”.2) Palavra da ciência: Este dom é o resultado da iluminação do Espírito acerca das revelações dos mistérios de Deus e se relaciona à capacidade sobrenatural concedida pelo Espírito Santo ao crente para este conhecer fatos e circunstâncias ocultas. 3) Dom de discernir os espíritos: É uma capacidade sobrenatural dada por Deus ao crente para discernir a origem e a natureza das manifestações espirituais. De acordo com o termo grego diakrisis, a palavra discernir significa “julgar através de”; “distinguir”. Ela denota o sentido de “se penetrar da superfície, desmascarando e descobrindo a verdadeira fonte dos motivos”. Stanley Horton afirma que este dom “envolve uma percepção capaz de distinguir espíritos, cuja preocupação é proteger-nos dos ataques de Satanás e dos espíritos malignos” (cf. I João 4.1). 

“tem língua” Refere-se ao Dom de Línguas que produz edificação particular, quem fala em línguas fala de mistérios e só Deus entende. (I Coríntios 14:39) “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas.” 

“tem interpretação” Esse último dom do espírito santo é o fruto do contexto pregado, pois uma língua interpretada para toda a congregação é mais preciosa aos olhos de Paulo, pois pode edificar a todos na igreja. (I Coríntios 14:13) “Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar.” 

“Faça-se tudo para a edificação” Aqui nos é esclarecido o propósito dos dons espirituais e do culto “A edificação”. (I Coríntios 3:10,11) “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” 

 
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR 
16/04/2021 

FONTES: 

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. 

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12 ed., RJ: CPAD, 2012. 

SOUZA, Estêvam Ângelo de. Nos Domínios do Espírito. 2 ed., RJ: CPAD, 1987. 

domingo, 3 de março de 2024

Lição 10: A Ceia do Senhor – A Segunda Ordenança da Igreja – 1 Trimestre de 2024.

TEXTO AUREO

“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.” (1 Coríntios 11.26)


“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice,”

Jesus não disse com que freqüência celebrar a Santa Ceia. A lei exigia a celebração da Páscoa somente uma vez por ano. Porém, alguns supõem que a Ceia do Senhor deva ser observada toda vez que os crentes se reúnem. Outros sugerem que deva ser observada uma vez por semana ou uma vez, por mês. Já que a Bíblia não nos dá instruções específicas quanto à freqüência, há uma certa flexibilidade nessa decisão.

Jesus não fez menção sobre a freqüência, exceto que deve ser feita “até que [Ele] venha”, ou seja, até o tempo em que Ele vier para levar a Igreja no Arrebatamento.


“[...] anunciais a morte do Senhor, até que venha.”

A única exigência clara é que enfoquemos nossa atenção nEle e que anunciemos a sua morte “anunciar a morte do Senhor”. Nesse caso, a Ceia do Senhor aponta para o Calvário. Ela celebra a vitória de Cristo na cruz sobre o pecado, a morte e o Diabo: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hebreus 2:14,15)

Por intermédio da morte de Cristo na cruz, fomos justificados e reconciliados com Deus (2 Coríntios 5.21). Portanto, na Ceia do Senhor celebramos a vitória de Jesus na cruz, que também é a nossa vitória “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte” (Apocalipse 12:11). O próprio ato de participar anuncia para o mundo que nos identificamos com Cristo em sua morte, recebemos os benefícios do seu sangue derramado e somos novas pessoas nEle.


“[...] até que venha.”


Além de anunciar à morte do Senhor, quando participamos da Ceia do Senhor, a igreja está também anunciando a todos a sua vinda. A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança do cristão num mundo onde o mal tem feito tantos estragos. Atrás, aponta para a sua morte; à frente, aponta para a sua volta.

Jesus fez essa promessa aos seus discípulos após cear "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai" (Mateus 26.29). Essa promessa na instituição da Ceia e aponta também para outro evento escatológico que ocorrerá após sua vinda: As Bodas do Cordeiro: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou” (Apocalipse 19:7)



DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
3/1/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro CPAD, 2006.

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos, 2008.