
Antioquia - Atos 18:22



(Texto Áureo) “Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu:
Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu:
Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. ” (2 Reis 2:9)
“Sucedeu que, havendo eles
passado, ” A abertura milagrosa do rio Jordão foi o preâmbulo para a passagem
de Elias para a Canaã celestial, como tinha sido para a entrada de Israel na
Canaã terrena (v. 8). Ele devia ir para o outro lado do Jordão para ser
transladado, porque lá era a sua terra natal e porque ele devia estar próximo
ao lugar em que Moisés morreu, e para que assim a honra pudesse ser colocada na
parte do país que era mais desprezada. Ele e Eliseu podiam ter cruzado o Jordão
em uma balsa, como outros faziam, mas Deus iria engrandecer Elias em sua saída
como fez com Josué em sua entrada, pela divisão deste rio (Josué 3.7). Como
Moisés dividiu o mar com a sua vara, assim Elias dividiu o Jordão com seu manto,
ambos, vara e manto, sendo os emblemas, os distintivos de seu ofício. Estas
águas que antes cederam à arca da aliança, agora cederam ao manto do profeta,
manto que, para aqueles que careciam da arca, era um sinal equivalente da
presença de Deus. Quando Deus levar os seus fiéis para o céu, a morte é o
Jordão que, imediatamente antes de sua passagem, eles deverão atravessar, e
eles encontrarão um caminho através dele, um caminho seguro e confortável. A
morte de Cristo dividiu as águas para que os resgatados de Deus possam passar.
Onde está, ó morte, o teu aguilhão, a tua ferida, o teu terror?
“Elias disse a Eliseu: Pede-me o
que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. ” Na caminhada de Elias para encontrar-se com
Deus, o profeta fez várias ofertas para que Eliseu deixasse-o sozinho, mas
pode-se perceber a insistência e a determinação de Eliseu de permanecer junto
de Elias, pois ele sabia que a hora final de Elias estava próxima (2 Reis
2.2,4,6). Por isso, três vezes Eliseu repetiu a frase ao pedido de Elias para
que o deixasse: “Vive o Senhor, e vive a tua alma, que te não deixarei” Diante
da firmeza de Eliseu, Elias não tinha alternativa a não ser deixá-lo ir junto.
Eliseu sabia que a eficácia do seu ministério dependia de ele andar junto a
Elias para aprender com ele e receber a sua unção. Elias, estando grandemente
satisfeito com a constância da afeição e da atenção de Eliseu, lhe fez uma
pergunta sobre o que ele deveria realizar para ele, que bênção deveria deixar
para ele ao partir.
“E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim. ” O pedido que Eliseu fez ao profeta Elias antes deste ser assunto aos céus é algo que merece uma reflexão à parte. Na verdade, esse pedido de Eliseu revela a nobreza da sua chamada. Diante de uma oportunidade única, Eliseu não teve dúvidas: pediu a porção dobrada do espírito de Elias. Eliseu tomou conhecimento daquilo que seu mestre fazia, e em outras ocasiões ele mesmo fora testemunha desses milagres. Ele não tinha dúvidas, queria aquilo para ele, só que em uma proporção bem maior. Deus se agradou do pedido de Eliseu como se agradara do pedido de Salomão (1 Reis 3.10). Em o Novo Testamento encontramos o apóstolo Paulo dizendo: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (I Timóteo 3.1). Ele pede: (1) Pelo Espírito, não que Elias tivesse capacidade de conceder os dons e as graças do Espírito. Por essa razão ele não diz: “Dê-me o Espírito” (ele sabia muito bem que isso era dom de Deus), mas: “Peço-te que ele esteja sobre mim, intercede junto a Deus por mim nesse sentido”. Cristo disse a seus discípulos que pedissem o que quisessem, não alguma coisa, mas tudo, e prometeu enviar o Espírito, com muito mais autoridade e certeza do que poderia Elias. (2) Por seu espírito, porque ele deveria ser um profeta em seu lugar, continuar seu trabalho, para gerar os filhos dos profetas e encarar os inimigos deles, porque ele deveria encontrar as mesmas dificuldades e lidar com a mesma geração perversa, de maneira que, se ele não tiver seu espírito, não terá força suficiente para enfrentar a tarefa. (3) Por uma porção dobrada de seu espírito. Ele não quer dizer o dobro do que tinha Elias, mas o dobro do que o resto dos profetas tinha, dos quais não se poderia esperar tanto quanto de Eliseu, o qual tinha sido educado por Elias. E uma ambição sagrada procurar com zelo os melhores dons, e aqueles que nos tornarão mais úteis a Deus e a nossos irmãos. Note: Nós todos, tanto ministros quanto povo, temos que colocar diante de nós os exemplos de nossos predecessores, trabalhar a exemplo do espírito deles, e ser sérios com Deus buscando a graça que os conduziu em seu trabalho e os habilitou a cumpri-lo.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/08/2021
Fontes:
POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em
meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no
período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Históricos. Rio
de Janeiro: CPAD, 2010.
GONÇALVES, José. Porção dobrada – Uma análise bíblica,
teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu. Rio
de Janeiro: CPAD, 2012.

Creio em Deus, o Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
Creio no Espírito Santo, a santa Igreja católica, a comunhão dos santos, a remissão dos pecados, a ressurreição da carne, a vida eterna.
Amém.
Segue o texto original em latim:
Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,
et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum, qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine, passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus, descendit ad inferos, tertia die resurrexit a mortuis, ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis, inde venturus est iudicare vivos et mortuos.
Credo in Spiritum Sanctum, sanctam Ecclesiam catholicam, sanctorum communionem, remissionem peccatorum, carnis resurrectionem, vitam aeternam.
Amen.
Fonte:
FERREIRA, Franklin. O credo dos apóstolos - as doutrinas centrais da fé cristã. São José dos Campos SP: Fiel, 2015.
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(Texto Áureo) “Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas estabeleça-se o justo, provas os corações e os rins. ” (Salmos 7:9)
O benjamita Cuxe acusara Davi ao
rei Saul de conspiração traiçoeira contra a autoridade da realeza. Este rei
tinha a inclinação de crer prontamente, tanto pelo ciúme que sentia de Davi
quanto pelo possível relacionamento que existia entre ele, o filho de Quis, e
este Cuxe, ou Quis, o benjamita. Aquele que está perto do trono pode causar
mais dano a um súdito do que um caluniador comum. Podemos dar a este salmo o
nome de Cântico do Santo Caluniado. Até o mais dolorido dos males é motivo para
a composição de um salmo. É uma bênção quando transformamos o acontecimento
mais desastroso em tema de uma canção, pois assim vencemos o nosso grande
inimigo. Aprendamos uma lição com Lutero, que disse: “Davi compôs salmos. Nós
também comporemos salmos e os cantaremos tão bem quanto possível para honrarmos
ao nosso Senhor e revidarmos e escarnecermos do Diabo”.
“Tenha já fim a malícia dos ímpios; mas
estabeleça-se o justo” Davi ora, no geral, pela conversão dos pecadores e pelo
estabelecimento dos santos. Aqui estão duas coisas que cada um de nós deve
desejar e pode esperar: (1) A destruição do pecado, que pode ter um fim em nós
mesmos e nos outros. Quando a corrupção é descartada, quando cada caminho tolo
e pensamento espúrio são abandonados, e o riacho que corre violentamente em
direção ao mundo e à carne é levado de volta e corre na direção de Deus e do
céu, então a loucura dos ímpios tem um fim. Quando existe uma reforma geral das
atitudes, quando os ateus e os profanos são convencidos e convertidos, quando
um fim é colocado na disseminação da infecção do pecado, é aí que os homens
maus não mais prosseguem, que sua tolice é manifestada, quando os desígnios
maldosos dos inimigos da igreja são frustrados, o seu poder é enfraquecido e o
homem do pecado é destruído, então tem já fim a malícia dos ímpios. E é por
isso que todos aqueles que amam a Deus - e pelo seu bem odeiam o mal - desejam
e oram. (2) A perpetuação da justiça. “... mas estabeleça-se o justo”. Assim
como nós oramos para que os maus se tornem bons, oramos também para que os bons
se tornem ainda melhores, para que eles não possam ser seduzidos pela astúcia
dos ímpios, nem surpreendidos pela sua malícia, para que eles possam ser
confirmados na sua escolha dos caminhos de Deus e na sua resolução de preservá-lo.
Para que eles possam ser firmes nos interesses de Deus e da religião, e zelosos
no empenho de trazer um fim à malícia dos ímpios.
“...pois tu, ó justo Deus” No
livro de Naum antes de descrever o julgamento de Nínive, o profeta descreve o
Juiz, Jeová, a Quem nos apresenta, não como um Executor injusto e caprichoso, mas.
Um que é tardio em irar-se, que espera pacientemente os frutos do
arrependimento antes de castigar. Não devemos imaginar, ao pensarmos na ira de
Deus, que seja algo semelhante ao furor ardente, apaixonado, cego e insensato
de um homem enraivecido. Ele é tardio para se vingar, mas uma vez ultrapassado
o limite, devido ao estado das coisas que exijam a nova atitude de vingança, Ele
é tão irresistível qual um furação que furiosamente agita o mar, ou como um
vento dos desertos que passa sobre a terra deixando- -a em desolação. Veja como
as palavras “zelo, vingança, ira, furor, indignação, ferocidade, fúria”
descrevem o fato impressionante da ira de Deus. No homem a ira chega a ser o
seu soberano e o domina. Deus é sempre o soberano da Sua ira e a usa”. Cristo
recebeu de Deus toda a autoridade no céu e na terra: “E também o Pai a ninguém
julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como
honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.” (João
5:22,23). “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o
mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o
dentre os mortos. ” (Atos 17:31)
“...provas o coração e a mente”.
Como mostra a experiência comum, o funcionamento da mente, em particular os
sentimentos da alegria, aflição e choro, causam efeito extremamente notáveis no
coração e nos rins: “E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem
coisas retas. ” (Provérbios 23:16); “Assim o meu coração se azedou, e sinto
picadas nos meus rins. ” (Salmos 73:21). Pela posição isolada no corpo e
estarem escondidos na gordura, esses órgãos são usados para denotar as
operações e sentimentos mais secretos da alma. 0 “coração” significa as
cogitações, e a “mente”, os sentimentos. Provar, ver ou examinar a mente é ver
ou examinar os pensamentos ou desejos mais secretos da alma. A palavra de Deus
é apta para discernir esses pensamentos: “Porque a palavra de Deus é viva e
eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à
divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir
os pensamentos e intenções do coração. ” (Hebreus 4:12)
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/07/2021
Fontes:
POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em
meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no
período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Poéticos. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010.
PEARLMAN, Myer. Através da Bíblia – Livro por Livro. 26ª
Impressão. São Paulo: Editora Vida, 2005.
SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de
Janeiro: CPAD, 2017.

(Texto Áureo) “Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego. ” (1 Reis 18:38)
“Então caiu fogo do Senhor” Através de Elias foi colocada
essa prova: “que cada lado prepare um sacrifício e ore ao seu deus, e o deus
que responder por fogo, esse será Deus; se nenhum assim responder, que o povo
se torne ateu; se ambos, que o povo continue a coxear entre os dois”. Sem
dúvida, Elias tinha uma ordem especial de Deus para sugerir esse teste, de
outra forma ele teria tentado a Deus e afrontado a religião; mas a situação era
extraordinária e a decisão sobre ela seria útil, não apenas então, mas em todas
as épocas. E um exemplo da coragem de Elias que ele ousasse permanecer só na
causa de Deus contra tais poderes e números; e o resultado encoraja a todas as
testemunhas e defensores de Deus a jamais temerem a face do homem. Elias não
diz: “o Deus que responder por água” (embora isso fosse o que país precisava),
mas “o que responder por fogo, esse será Deus”; porque a expiação devia ser
feita através de sacrifício, antes que o castigo pudesse ser removido pela
misericórdia. Por essa razão, o Deus que tem poder de perdoar pecados e dar
isso a entender ao consumir a oferta pelo pecado, deve necessariamente ser o
Deus que pode nos socorrer contra a calamidade. Aquele que pode dar fogo pode
dar água (veja Mateus 9.2,6). Os profetas de Baal fizeram invocações, orações,
clamores em alta voz, retalharam-se com facas e lanças no seu transe idólatra
até sangrarem. A dança que faziam era manquejando, pois se alternavam nos seus
joelhos enquanto rodeavam o altar. Além disso, ainda profetizavam falsamente (1
Reis 18.26-29). Foi uma cena esquisita e cômica; tanto que Elias começou a rir
da ignorância deles depois de horas de tentativas frustradas e disse a eles que
Baal poderia estar dormindo ou ocupado com outra atividade dos deuses. Diante
da negativa óbvia do falso deus em responder. A oração de Elias foi simples e
curta, contrastando com as longas e sacrificais orações dos profetas de Baal.
Tudo isso para mostrar que, para o Senhor responder, não são necessárias
cerimônias especiais, muito menos sacrifícios e mutilações; basta exercitar a
fé no Deus verdadeiro. José Gonçalves afirma que a oração do profeta Elias
revela ao menos três fatos que são cruciais no contexto do livro de 1 Reis: (1)
Uma teologia correta sobre a divindade — “Tu és Deus”; (2) Uma correta
antropologia — “Eu sou teu servo”; e (3) Uma correta bibliologia — “Conforme a
tua Palavra fiz essas coisas”. Na oração, Elias expôs o verdadeiro motivo
daquele altar e da necessidade de Deus responder com fogo: “[...] para que este
povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para
trás. ” (1 Reis 18.37). Deus lhe respondeu imediatamente com fogo. O Deus de
Elias não estava conversando nem meditando, não precisava ser despertado nem
avivado; enquanto ele ainda estava falando, caiu fogo do Senhor, e não apenas,
como em outros tempos (Levítico 9.24; 1 Crônicas 21.26; 2 Crônicas 7.1)
“...e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó,
e ainda lambeu a água que estava no rego. ” Antes de orar Elias congregou o
povo, consertou o altar do Senhor que estava quebrado (uma consequência lógica
da idolatria), juntou 12 pedras que simbolizavam as 12 tribos, cavou um rego em
volta do altar, colocou a lenha, dividiu o bezerro em pedaços sobre a lenha e
pediu para que derramassem 12 cântaros de água, de tal forma que molhou todo o
altar e o que estava nele e ainda encheu o rego em volta do altar. Fazendo
assim, Elias eliminaria qualquer dúvida que fosse levantada quanto à veracidade
do evento milagroso, pois quem adora falsos deuses pode facilmente inventar
histórias falsas também. O fogo de Deus consumiu o holocausto e a lenha, em
sinal de que Deus aceitara a oferta, mas lambeu a água que estava no rego,
fazendo-a evaporar e subir para a chuva a que se apontava, a qual devia ser o
fruto desse sacrifício e oração, mais do que o produto de causas naturais.
Compare com Salmos 135.7: faz subir os vapores das extremidades da terra, faz
os relâmpagos para a chuva: ele fez ambos para essa chuva. Como para aqueles
que caem vítimas do fogo da ira de Deus, nenhuma água pode protegê-los, muito
menos arbustos e espinheiros (Isaias 27.4,5). Mas isso não era tudo; para
completar o milagre, o fogo consumiu as pedras do altar, e até o pó, para
mostrar que não era um fogo comum, e talvez insinuar que, embora Deus aceitasse
um sacrifício ocasional desse altar, no futuro eles deviam demolir todos os
altares nos lugares altos e usar apenas aquele que estava em Jerusalém para
sacrifícios permanentes. O altar de Moisés e o de Salomão foram consagrados por
fogo do céu; mas esse foi destruído para não ser usado mais.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/07/2021
Fontes:
POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em
meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no
período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
GONÇALVES, José. Porção dobrada – Uma análise bíblica,
teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu. Rio
de Janeiro: CPAD, 2012.
SWINDOLL, Charles R. Elias: um homem de heroísmo e
humildade. São Paulo: Mundo Cristão,
2001.
WISEMAN. Donald J. 1 e 2Reis Introdução e comentário. São
Paulo: Vida Nova, 2006.
HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de
Janeiro: CPAD, 2008.

(Texto Áureo) Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos. (Deuteronômio 7:9)
“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus
fiel, ” A partir do capítulo 5 de Deuteronômio Moisés chama a todo o Israel
para relembra-los dos estatutos estabelecidos no Sinai: “Ouve, ó Israel, os
estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e
guardá-los-eis, para os cumprir. “ Deus reconhece que com eles havia feito uma
aliança Deuteronômio 5:2), não porque eles eram melhores ou mais numerosos que
os demais povos, mas porque o Senhor os
amava (Deuteronômio 7:8). O amor de Deus é expresso a Israel por conta
do seu cuidado especial com eles: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós
dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? Disse o Senhor;
todavia amei a Jacó, E odiei a Esaú” (Malaquias 1:2-3a). Esse versículo de
Malaquias não trata de indivíduos, mas das nações que procederam deles. Edom
estava sentenciada por causa da sua injustiça: Ainda que Edom diga:
“Empobrecidos estamos, porém tornaremos a edificar os lugares desolados; assim
diz o Senhor dos Exércitos: Eles edificarão, e eu destruirei; e lhes chamarão:
Termo de impiedade, e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. ”
(Malaquias 1:4) Todavia Israel “a menina dos olhos de Deus” permaneceria apesar
da mesma origem, Isaque. O Senhor Jesus sobre o povo judeu profetizou: “Em
verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas
aconteçam. ” (Mateus 24:34). A palavra “ geração” na presente passagem tem um
sentido escatológico. É a palavra grega “genea”, e segundo o doutor C. I.
Scofield ela traz em si a ideia de “raça, família, espécie, etc.”. É certo que
a palavra se empregada apenas como um a geração familiar (um filho sucedendo a
um pai), não se coaduna com a tese principal, porque nenhum a destas “ coisas”,
a saber: a pregação do Evangelho do Reino em todo o mundo; a volta de Jesus em
glória; o ajuntamento dos escolhidos pelos anjos, não aconteceu antes da
destruição de Jerusalém, que todos sabem , deu-se no ano 70 d.C. A promessa é,
portanto, que a Geração - a Nação de Israel ou família israelita será
conservada até o fim como nação: ninguém a destruirá. A consequência do amor de
Deus a Israel é a sua fidelidade, pois cumpre e cumprirá todos as promessas
feitas ao seu povo Israel. Expressões semelhantes a estas ocorrem em outras
partes do Velho Testamento (cf. Êxodo 20: 6; 34: 6, 7) e têm a aparência de
fórmulas litúrgicas ou frases de antigas confissões de fé. Quando exatamente
assumiram sua forma definitiva jamais poderemos saber com absoluta certeza. Não
é inconcebível pensar que Moisés tenha descrito Javé em termos nobres e que a
fórmula litúrgica aqui apresentada possa representar uma versão polida e
expandida de algo que Moisés tenha dito. Sua forma atual é rica em significado.
Javé é descrito como o “Deus fiel”, ou seja, absolutamente digno de confiança,
cumprindo fielmente a Sua promessa.
“...que guarda a
aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus
mandamentos. ” Deus havia jurado fidelidade ao Pacto que firmara com Abraão e
com todos os pais da nação de Israel. Agora esse amor era protestado a Moisés e
a Josué. Todavia, o pacto estava condicionado à obediência e ao amor de Israel
a Yahweh (6.5). Israel quebrou a lei; eles anularam o pacto em várias
oportunidades; mas o propósito divino ficou de pê, e, finalmente, o Messias
coroou o Pacto com a graça, o poder e a universalidade (ver o terceiro capítulo
de Gálatas). Misericórdia para com os obedientes. (Ezequiel 18.20) mostra o
princípio da justiça. Os justos recebem misericórdia e bênção da parte de Deus.
Mas a misericórdia estende-se a mil gerações (Ou seja, para sempre), o que
mostra que a misericórdia é um princípio muito mais poderoso do que o da
aplicação da justiça. Seja como for, não há qualquer contradição, visto que a
ira de Deus é uma medida de disciplina que promove a causa do amor.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/07/2021
Fontes:
POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em
meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no
período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.
SILVA, Severino Pedro. Escatologia, doutrina das últimas
coisas. Rio de Janeiro: CPAD, 1988.
CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado
versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001. Vol. 2