segunda-feira, 6 de abril de 2026

Gênesis 21:2

Gênesis 21:2 “E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.”

 

“E concebeu Sara, e deu a Abraão um filho na sua velhice,”

O Senhor visitou Sara (v.1). que, por conta disso, engravidou e deu à luz. Todavia, a idéia não é de paternidade divina do filho gerado, como no caso dos deuses pagãos, que supostamente visitavam mulheres sexualmente. Antes, o termo é uma figura de linguagem, que significa que Deus libertou Sara de um estado de infertilidade e capacitou-as a engravidar. Nesse caso, a visita de Deus revitalizou tanto o marido como a esposa, que, por terem idade avançada, já haviam passado da idade de procriação: “E não enfraquecendo na fé, não atentou para o seu próprio corpo já amortecido, pois era já de quase cem anos, nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara” (Romanos 4:19).

O escritor ao Hebreus também faz menção desse incrível milagre “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:11,12).

 

“... ao tempo determinado, que Deus lhe tinha falado.”

Há cerca de um ano atrás o Senhor havia falado com Abraão em sua tenda. Após perguntar por Sara ele disse: “Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho” (Gênesis 18:10). Ele repete as mesmas palavras no verso 14. Antes dessa ocasião, as promessas de Deus sobre um filho eram indefinidas, sem indicar uma data ou tempo para a chegada do herdeiro. Em contraste com essas revelações anteriores, o anúncio do Senhor nessa ocasião foi específico: “tornarei a ti por este tempo da vida”.

Algumas traduções dizem aqui “na primavera”. No hebraico, literalmente, temos “de acordo com um tempo de vida”. Esta expressão, que também ocorre em 2 Reis 4:16 e 17, é uma alusão à primavera, “o tempo de reviver”. Mas a maioria dela entende “por este tempo” como daqui a um ano: “Existe alguma coisa impossível para o SENHOR? Dentro de um ano, voltarei a você, e Sara terá um filho” (NVI).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_07.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/04/genesis-1814.html

Genesis 18.14

Genesis 18.14 “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.”

 

“Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”

O principal porta-voz, identificado como “o Senhor” (Iavé) faz uma pergunta retórica a fim de responder a questão fundamental que confrontava o patricarca e sua esposa: “Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR?”. Nada é difícil demais para Iavé: “Ah Senhor Deus! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder, e com o teu braço estendido; nada há que te seja demasiado difícil” (Jeremias 32:17). Difícil aparece como maravilhosa em algumas traduções. As maravilhas aos olhos dos homens são apenas obras corriqueiras para Deus. O trecho de Lucas 1.37 reflete este versículo, e, significativamente, em relação ao fato de que Isabel, mãe de João Batista, ficara grávida dele, sendo ela já idosa, como também em relação ao nascimento virginal de Jesus.

Deus já se fizera conhecer como o “Todo-Poderoso” (Genesis 17:1). O Senhor chamou Abraão e Sara para crerem que Ele podia revitalizá-los miraculosamente e capacitá-los para gerarem um filho, mesmo sendo velhos. O escritor ao Hebreus faz menção desse incrível milagre “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:11,12).

Deus produziu a própria natureza, pelo que Ele controla qualquer coisa dentro da natureza. Sua palavra trouxe todas as coisas à existência, pelo que Sua palavra pode alterar quaisquer circunstâncias. Os homens pensam em termos de finitude. Deus age de acordo com Sua infinitude. Seu poder é maravilhoso, e age de forma quase inacreditável.

 

“... tornarei a ti por este tempo da vida, e sara terá um filho.”

Então Deus repetiu o que já havia anunciado antes: “Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara tua mulher terá um filho” (v.10). Antes dessa ocasião, as promessas de Deus sobre um filho eram indefinidas, sem indicar uma data ou tempo para a chegada do herdeiro. Em contraste com essas revelações anteriores, o anúncio do Senhor nessa ocasião foi específico: “tornarei a ti por este tempo da vida”.

Algumas traduções dizem aqui “na primavera”. No hebraico, literalmente, temos “de acordo com um tempo de vida”. Esta expressão, que também ocorre em 2 Reis 4:16 e 17, é uma alusão à primavera, “o tempo de reviver”. Mas a maioria dela entende “por este tempo” como daqui a um ano: “Existe alguma coisa impossível para o SENHOR? Dentro de um ano, voltarei a você, e Sara terá um filho” (NVI).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201511_01.pdf

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA 6 DE ABRIL DE 2026 (Hebreus 11.8)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA  
6 DE ABRIL DE 2026
A GRANDE FÉ DE ABRAÃO

Hebreus 11.8 “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. “


“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu “

Abraão é a primeira pessoa do Antigo Testamento mencionada especificamente como alguém que tem fé. A fé de Abraão trouxe justificação, o que significa que ele foi considerado justo.Ele não foi um homem perfeito, sem pecado, mas viveu na fé. Ele recebera o chamado para “ir”: “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gênesis 12:1), assim como os leitores de Hebreus foram chamados a sair do judaísmo e, mais tarde, foram admoestados a sair “do arraial” do judaísmo: ”Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hebreus 13:13,14). Da mesma maneira a fé nos desafia a nos afastar do mundo e vir para a igreja: “Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo ,E eu vos receberei ” (2 Coríntios 6:17). A palavra “Eclésia” significa “chamados para fora”. Um aspecto notável da fé de Abraão é a sua obediência pessoal. “Quando chamado, obedeceu”, a obediência acompanhou a chamada. Foi, na realidade, espontânea. Quando Deus chamou a Abraão, este não vacilou, mas obedeceu sem fazer perguntas. Ele obedeceu sem o tipo de instrução específica que foi dada a Noé. Talvez seja por isso que Abraão, e não Noé, é conhecido como “O Pai dos Fiéis”. Afinal “ os que são da fé são benditos com o crente Abraão “ (Gálatas 3:9).


 “... indo para um lugar que havia de receber por herança; “

Quando ele foi chamado por Deus em Harã, não teve uma explicação clara de sua herança futura. Sua fé foi o que dominou a sua vida. Todavia, essa terra ainda não era dele, mas apenas uma promessa. Na verdade, Abraão morava nas promessas de Deus e vivia em Canaã. Ali, ele não passava de um estrangeiro. Ele realmente “peregrinou na terra da promessa como em terra alheia” (v. 9). A fé dizia que essa terra, embora não lhe pertencesse fisicamente, era dele por herança divina. A fé era o único documento que ele tinha de propriedade daquela terra.

Em Gênesis 13:14-17 Deus lhe falou: “Levanta agora os teus olhos, e olha desde o lugar onde estás, para o lado do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre. E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada. Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei “


“... e saiu, sem saber para onde ia. “

Sair dessa maneira deve ter sido, bem frustrante e amedrontador. Quando lhe ordena a sair, Deus não lhe mostra o lugar para onde quer que Abraão vá, o mantém em suspense e em perplexidade de espírito. Diz Deus: “Vai para o lugar que te mostrarei” (Genesis 12.1). “Deixar as certezas e sair em busca daquilo que é desconhecido — não contando com nada além da Palavra de Deus — é a essência da fé”.

Isto é o que o autor de Hebreus quer que seus leitores assimilem: uma vida de fé firme, em que todos se entreguem completamente a Deus, ao seu chamado para uma vida de peregrinação na qual todos o sigam fielmente, confiando nas promessas de Deus— tudo em harmoniosa e feliz obediência.

Fé e obediência implícitas são devidas a Deus, e a Ele somente. Todos os que são efetivamente chamados abrem mão da sua própria vontade e sabedoria a favor da vontade e da sabedoria de Deus, e é sábio da parte deles fazer assim; embora não saibam sempre o seu caminho, contudo conhecem o seu guia, e isso os satisfaz

Jesus disse a Nicodemos: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito ” (João 3:8)

Todos os que experimentaram o novo nascimento têm algo em comum com o vento. Assim como não se pode explicar o vento e seus efeitos, tampouco se pode realmente explicar a mudança que ocorre na vida de quem vive um novo nascimento. O que são os nascidos do Espírito, de onde vêm e para onde vão são fatos incompreensíveis para o mundo; tão incompreensíveis quanto o próprio Jesus é para os judeus: “Respondeu Jesus, e disse-lhes: Ainda que eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro, porque sei de onde vim, e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho, nem para onde vou” (João 8:14).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201407_03.pdf

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_01.pdf

Hebreus: Introdução e Comentário - Série cultura Bíblica. São Paulo: Vida. Nova, 2005.

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

 Calvino, João (1509-1954).Hebreus. São José dos Campos, SP.: Editora Fiel.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro CPAD.

domingo, 5 de abril de 2026

Lição 2: A fé de Abrão nas promessas de Deus - 2 Trimestre de 2026.

TEXTO ÁUREO

 “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” (Genesis 12.7).

 

 “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra.”

Segundo o relato de Gênesis, esta é a primeira menção de uma teofania a Abraão (Gênesis 15:17; 17:1; 18:1), e ocorreu em Siquem, embora Estêvão tenha se referido a uma anterior em Ur, relacionada ao seu primeiro chamado (Atos 7:2). A forma dessa manifestação divina não está clara; mas, de qualquer maneira, ela confirmou ao patriarca a presença do Senhor naquela nova terra.

Iavé então prometeu: Darei à tua descendência esta terra, embora Abraão não tivesse herdeiros até aquele momento. O termo traduzido por “descendência” é o hebraico (zera), que significa literalmente “semente”. Ele é regularmente usado como um substantivo coletivo e assim traduzido, “descendência”. Neste contexto, é evidente que a “descendência” ou “a semente” de Abraão se refere aos israelitas, que descenderiam dele e herdariam a Terra Prometida, sendo este um tema recorrente em todas as narrativas de Gênesis. Essa promessa é aqui antecipada, pois ela ainda se completará mais tarde. Ela é conhecida como aliança abraâmica.

 

“E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.”

Em resposta à teofania e à promessa precedentes, o primeiro ato de Abraão foi edificar um altar ao Senhor. Antes de ir adiante, ele sentiu que deveria parar e adorar ao Senhor. Então levantou um altar. Ele expressou gratidão e louvor a Iavé, o qual o conduziu em segurança pelo longo e perigoso caminho da Mesopotâmia a Harã e dali até Canaã.

Esta é a primeira referência clara a Abraão edificar um altar. Não há aqui a menção de animais sacrificados, dizem alguns que o altar foi apenas um símbolo da fé do patriarca em que seus descendentes um dia receberiam a terra que Deus lhes prometera. Todavia, quase desde o começo de Gênesis, lemos que sacrifícios foram feitos a Deus.

Abel ofereceu animais a Deus: “E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta” (Gênesis 4:4), Noé fez o mesmo após o dilúvio: “E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo o animal limpo e de toda a ave limpa, e ofereceu holocausto sobre o altar” (Gênesis 8:20) e Abraão mais tarde queimou um carneiro num altar em lugar de seu filho Isaque: “Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho” (Gênesis 22:13).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/03/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201509_05.pdf


sábado, 4 de abril de 2026

Romanos 8:34

Romanos 8:34 “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.”

 

“Quem é que condena?”

Se Deus nos justificou, esqueceu nossos pecados e nos trata como se nunca tivéssemos pecado, quem poderá trazer à tona aqueles antigos pecados e nos culpar por eles? Na linguagem forense desta passagem captamos um inconfundível eco do similar desafio do Servo do Senhor em Isaías 50:8-9: “Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Apresentemo-nos juntamente; quem é o meu adversário? Chegue-se para mim. Eis que o Senhor Deus me ajuda; quem há que me condene?".

Essa boa ilustração veterotestamentária do texto  mostra o silêncio de Satanás, principal acusador no tribunal celeste, quando Deus declara Sua aceitação por nós. Diante do sumo sacerdote Josué o inimigo teve que se calar: “E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor. Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda; não é este um tição tirado do fogo?” (Zacarias 3:1-2).

 

“Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e o que também intercede por nós.”

Depois de perguntar: “Quem condenará?” Paulo disse: “É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. O Único que tem direito de nos condenar é Jesus Cristo, o qual um dia julgará toda a humanidade (Atos 17:31). Jim McGuiggan escreveu: “Quando alguém avançar a passos largos como se fosse o Juiz soberano de todos, verifique as mãos, os pés e a lateral desse indivíduo. Se ele não tiver cicatrizes, ignore-o!”.

Um dia, Jesus condenará os que O tiverem rejeitado (Mateus 7:21–23; 25:31, 32, 41, 46; 2 Coríntios 5:10), mas Ele forneceu provas abundantes de que não condenará os fiéis. Vejamos o que Jesus fez e está fazendo por nós: Ele “morreu” por nós, levando sobre Si a culpa por nossos pecados (1 Coríntios 15:3). Ele “ressuscitou” dos mortos como prova de que Deus aceitou a Ele e ao Seu sacrifício (Romanos 1:4) e como garantia de nossa ressurreição (1 Coríntios 15:20). Ele subiu a Deus e está agora assentado “à direita de Deus” (Salmos 110:1; Atos 2:33, 34), em posição de autoridade (Mateus 28:18). E o principal fator aqui destacado: Ele “intercede por nós” (Hebreus 4:14–16; 7:25). Interceder significa rogar em favor de outro. A NTLH diz que “Cristo... está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós”.

O credo mais primitivo da Igreja, um credo que ainda é a essência de todos os credos cristãos, reza assim; "Foi crucificado, morto e sepultado; ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos; e está sentado à direita de Deus; de onde virá para julgar os vivos e os mortos." Note que três pontos da declaração de Paulo e do credo primitivo são os mesmos. No credo o quarto é que Jesus voltará para ser o juiz dos vivos e dos mortos. Em Paulo o quarto é que Jesus está à mão direita de Deus para interceder por nós e advogar por nossa causa. É como se Paulo dissesse: "Vocês imaginam a Jesus como o Juiz que está ali para condenar; e bem pode fazê-lo porque ganhou esse direito; mas estão equivocados; Ele não está ali para ser nosso advogado acusador; está ali para ser o advogado defensor de nossa causa; não está ali para formular a acusação contra nós; está ali para formular nossa defesa; não está ali para ser nosso juiz; está ali para ser o amigo que defende nossa causa."

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

BRUCE, F, F. Romanos - Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2002.

BARCLAY, William. The Letter to the Romans - Tradução: Carlos Biagini.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_07.pdf

Romanos 8:26

Romanos 8:26 “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

 

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas;”  

Essas palavras poderiam se referir às afirmações anteriores sobre o Espírito. Por exemplo, a primeira parte do versículo 26 poderia significar que “da mesma forma que o Espírito testifica com nosso espírito (v. 16), Ele também nos ajuda em nossas fraquezas”. Provavelmente, a referência é à exposição recém concluída sobre esperança e significa, com efeito: “Assim como a esperança produz perseverança [vv. 24, 25], o Espírito nos assiste em nossa fraqueza”.

O ponto de referência exato não é tão importante quanto esta verdade emocionante: “O Espírito... nos ajuda em nossa fraqueza”! Que fraqueza? Qualquer fraqueza: física, emocional ou espiritual. Moo sugeriu que “‘fraqueza’ se refere às limitações da nossa condição humana”. Muitos de nós relutamos em pensar em nós mesmos como “fracos”, mas se formos sinceros, temos de admitir a presença de uma fraqueza dentro de nós — constante, persistente e, às vezes, esmagadora. Não é maravilhoso saber que existe uma ajuda divina? “O Espírito nos assiste em nossa fraqueza”.

 

“... porque não sabemos o que havemos de pedir como convém,”

Paulo ilustrou essa verdade citando uma fraqueza específica que todos nós temos, assegurando-nos que o Espírito nos ajuda nessa deficiência em particular. Qual é a sua maior fraqueza? São muitas as respostas que nos vêm à mente: uma fraqueza de convicção, uma fraqueza moral, uma fraqueza em realmente confiar no Senhor aconteça o que acontecer. Alguns podem até se surpreender com a fraqueza escolhida por Paulo em sua ilustração — uma falha em relação à vida de oração: “...não sabemos orar como convém”. A ERC diz: “não sabemos o que havemos de pedir como convém” (grifo meu).

Todavia, pare e pense. O que é a oração? A oração é a nossa linha de comunicação com Deus. Se a nossa vida de oração for como convém, Deus poderá nos ajudar a solucionar os outros problemas citados; mas se essa linha de comunicação vital for cortada, tudo estará perdido. Geralmente não sabemos o que orar porque não estamos certos de qual é a vontade de Deus em questão, e não sabemos o que será melhor no fim. Isso ocorre em muitas situações. Não sabemos como devidamente louvar Aquele que salvou nossas almas e nos abençoa diariamente. Não sabemos como eliminar o egoísmo latente de nossas petições. Com pesar, estamos cientes da imprecisão da linguagem humana ao nos reportarmos ao Criador e Senhor do universo.

 

“... mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

O Espírito intercede por nós. A idéia é de rogar em benefício de outro. Pouco mais adiante no mesmo capítulo, leremos que Cristo está intercedendo pelos cristãos no céu (v. 34; veja Hebreus 7:25). O versículo 26 nos revela que, de um modo especial, a habitação do Espírito apela em nosso favor.

Alguns se confundem com Romanos 8:26. E contestam eles: “Mas 1 Timóteo 2:5 diz que só há um mediador, o qual é Jesus”. Há um só mediador, mas podemos ter muitos intercessores, tanto humanos como divinos. O Novo Testamento ensina que até seres humanos devem oferecer orações “intercessórias” por seus semelhantes (Romanos 15:30; 1 Timóteo 2:1, 2). Sendo assim, não há contradição em se dizer que tanto Jesus como o Espírito Santo intercedem por nós. Alguém sugeriu que Cristo intercede por nós junto ao trono de Deus, enquanto o Espírito intercede junto ao trono do nosso coração.

Paulo não afirmou simplesmente que o Espírito intercede por nós. Ele disse que “o Espírito... intercede por nós com gemidos inexprimíveis”. A maioria dos pentecostais ou carismáticos entendem “gemidos inexprimíveis” como uma “oração numa língua inspirada pelo Espírito”.  A palavra grega “alaletois” a qual Moo traduz por “não dito” e outros por “inexprimível” (Fitzmyer), é interpretada por Fee por “sem palavras”. Os gemidos não são compreensíveis à mente humana, de acordo com Fee, porque eles não são expressos em palavras inteligíveis. Esta interpretação indica que o que Paulo está descrevendo é o mesmo fenômeno que orar no Espírito ou falar em línguas. Fee apresenta fortes razões em favor de vermos aqui a atividade descrita aqui como orar no Espírito ou falar em. Esta linha de interpretação não é nova ou de origem pentecostal— Orígenes a ensinou (De Oração) e outros desde então.

Raimundo de Oliveira sobre o orar em línguas diz que grande é a utilidade do dom de línguas quando exercitado humildemente e com orientação do Espírito Santo. À luz de 1 Coríntios 14 o exercício do dom de línguas é útil para: falar mistérios com Deus, edificação individual, orar bem, complemento do culto. Falar a Deus em outras línguas é orar com o espírito e no espírito. Quando o crente ora em línguas, mesmo que ele não saiba o sentido das palavras, Deus o entende. Há ocasiões em que as palavras do seu idioma nativo não conseguem expressar o que sua alma deseja dizer a Deus, seja glorificando, intercedendo ou suplicando ao Senhor. Através das línguas estranhas, podemos elevar a Deus o mais puro louvor que as nossas tribulações e tentações impedem que façamos em nossa própria língua.

É quando o crente não sabe o que orar, que o Espírito Santo intercede por ele de maneira especial com gemidos inexprimíveis. Esses “gemidos” do Espírito, pronunciados em línguas estranhas, são incompreensíveis ao que ora, mas perfeitamente entendidos por Deus. O versículo 27 diz: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito”. 

Outra visão mais contemporânea discorda abvertamente dessa interpretação. Pois,  nem todo cristão, desde os tempos primitivos falam em línguas para com elas orar (1 Coríntios 12:30). Consequentemente, o trecho não deve estar se referindo ao falar em línguas, pois assim limitaria a intercessão do Espírito àqueles que foram batizados nEle, e todo aquele que confessa que Jesus é o Senhor pelo Espírito Santo deve o tê-lo também como intercessor.

Diz que Alaletos pode se referir ao que não se exprime ou ao que não pode se exprimir. Você já esteve tão feliz que ficou sem palavras? Já esteve tão triste que as palavras não eram capazes de exprimir sua angústia? Então você entende o significado básico de alaletos.

O Espírito Santo está intercedendo por nós com “gemidos”. Não há consenso a respeito de quem está emitindo os gemidos. A forma mais simples de interpretar o texto é dizer que, assim como a criação “geme” (v. 22) e nós “gememos” (v. 23), o Espírito Santo “geme” em condolência por nós. 

Uma ilustração disso seria a situação de um velório, em que os entes queridos lamentam a perda e não há palavras que possam ser ditas para consolá-los. Tudo o que se pode fazer é juntar-se aos enlutados e “gemer” com eles no seu sofrimento. 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais - Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

OLIVEIRA, Raimundo F. A Doutrina Pentecostal Hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200902_04.pdf

Ezequiel 22:30

Ezequiel 22:30 “E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”

 

“E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra,”

Depois de enumerar quatro classes de pessoas corrompidas (v.29), Deus procura em vão por um só homem que tente interpor-se para cessar a ruína nacional. Não havia, porém, ninguém com a coragem moral para lutar contra a maré; os líderes eram ímpios, e os que deveriam ser piedosos haviam comprometido a sua posição. O Senhor declarou ter examinado a todos, sem achar “ninguém” que vivesse em retidão: “o Senhor viu, e pareceu mal aos seus olhos que não houvesse justiça” (Isaías 59:15).

Sem dúvida, havia alguns justos em Jerusalém, mas nenhum líder foi capaz de reverter a situação desesperadora, abrindo um novo caminho. Jeremias com certeza era uma exceção à condenação geral feita por Ezequiel, mas não tinha posição de realeza e poucas pessoas escutavam suas palavras.

Não havia nenhum homem como Moisés, que podia salvar o povo, foi encontrado: “Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir” (Salmos 106:23); nenhum homem, como Abraão, procurou salvar os ímpios do fogo da ira de Deus: “E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?” (Gênesis 18:23). Qualquer nação que sofre a falta de uma liderança piedosa, como era o caso de Israel naquele tempo, por certo está a caminho da ruína. Os males da sociedade não estavam sendo sanados porque ninguém se dispunha a tapar o muro e se colocar na brecha, a fim de representar o povo com justiça.

 

 “... para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei.”

A verdade ensinada nesta passagem é diferente daquela expressa em 14:14: “Ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles pela sua justiça livrariam apenas as suas almas, diz o Senhor Deus”. Lá, a presença de homens justos (como Noé, Daniel e Jó) foi considerada insuficiente para salvar a cidade. Como também em Jeremias 15:1: “Disse-me, porém, o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não estaria a minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam”.

A justiça de um indivíduo era suficiente somente para salvar a ele mesmo. Aqui, a preocupação é se haveria ao menos um justo que tentaria salvar a cidade: “Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez” (Gênesis 18:32).

Com este grau de corrupção universal, Israel não tinha defensores para representá-la ao Senhor ou tentar dissuadir o povo de sua iniqüidade. Para Ezequiel, no entanto, este estado de coisas era apenas o prelúdio do ato iminente e final de julgamento contra os cidadãos de Jerusalém, quando, então, seu próprio procedimento seria recompensado sobre suas próprias cabeças.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

TAYLOR, John B. Ezequiel introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201909_01.pdf

Salmo 25.14

Salmo 25.14 “O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.”

 

“O segredo do Senhor é com aqueles que o temem;”

Certos intérpretes entendem que a palavra hebraica traduzida por “segredo” é “amizade”. Significa relacionamento familiar, intimidade confidencial (cf. ARA) e companheirismo seleto. Noé andava com Deus, e o Senhor lhe revelou um grande segredo: a destruição do mundo antigo e o salvamento dele pela arca. Abraão andava com Deus, e o Senhor o tornou um dos integrantes do seu conselho particular: “Ocultarei eu a Abraão o que faço” (Genesis 18.17; 24.40). Deus, às vezes, docemente se revela para a alma na oração e na santa ceia, como Jesus se fez conhecido aos discípulos no partir do pão (Lucas 24.35).

A mente carnal não pode adivinhar qual é o propósito disso: “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus” (1 Coríntios 2.14), e nem sequer os crentes conseguem explicar em palavras, pois tem de ser sentido para ser conhecido. A vida espiritual superior é necessariamente um caminho que os olhos da águia não conhecem, e que o filhote do leão não trilhou. Nem a sabedoria nem a força natural podem forçar a entrada a esta câmara interior. Os santos têm a chave dos hieróglifos do céu. Podem decifrar os enigmas celestiais. São iniciados no companheirismo dos céus. Ouvem palavras que não são possíveis de serem repetidas aos seus companheiros.

Os mistérios do Reino dos céus” (Mateus 13.11); “a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Estas coisas vêm por revelação e não pelo discurso da razão, devendo ser obtidas pela oração. Aqueles que diligentemente o buscam farão parte do seu conselho de ministros, saberão os segredos da sua alma e serão aceitos a uma familiaridade e amizade preciosa: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15.15).

 

 “... e ele lhes mostrará a sua aliança.”

O verbo foi traduzido no tempo futuro como ocorre em Eclesiastes 3.14,15,18; e em Oseias 9.13; 12.3. “Ele lhes fará saber o seu concerto”, ou seja, Deus fará com que o entendam claramente, tanto os deveres ou termos quanto as bênçãos ou privilégios. Nada disso os descrentes entendem corretamente. Embora o concerto do Senhor com a igreja visível esteja em vigor, é um mistério saber a doce comunhão que a alma pode ter com Deus em virtude desta aliança. O homem que teme a Deus saberá este mistério, quando só os que fazem a aliança na letra permanecem ignorantes. Esta promessa é feita apenas para os tementes a Deus.

A esses, Deus lhes fará saber o seu concerto. Pois ele será revelado ao coração e entendimento deles. Ele se agradou em mostrar aos crentes no Livro da Inspiração, e, pelo Espírito, Deus nos guia nos mistérios, até mesmo no mistério oculto da redenção: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mateus 11:25). Aquele que não sabe o significado deste versículo, nunca o aprenderá de um comentário. É na cruz que ele encontrará a revelação do segredo que jaz aqui.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
04/04/2026

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. Homens dos quais o Mundo não Era Digno – O Legado de Abraão, Isaque e Jacó. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume I. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Texto Áureo Lição 1 - Abraão: seu chamado e sua jornada de fé. Gênesis 12:1

TEXTO ÁUREO

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” (Genesis 12.1)

Lição 1 - Lições Bíblicas Adultos do 2º Trimestre de 2026 da CPAD