quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 3 DE DEZEMBRO DE 2025 (Provérbios 16:19)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
3 DE DEZEMBRO DE 2025
HUMILDE DE ESPÍRITO

Provérbios 16:19 “Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.”

 

“Melhor é ser humilde de espírito com os mansos,”

O saque garantia o salário dos exércitos antigos e, quanto maior fosse à matança, mais polpudo seria o salário das tropas (despojo). Um bom matador poderia ficar rico, caso conseguisse manter-se vivo por tempo suficiente. O despojo, ou saque de guerra, podia consistir das várias mercadorias contidas em uma cidade como artigos como armaduras, vestuário, dinheiro, jóias, metais, animais de vários tipos e até seres humanos de ambos os sexos.

Porém um soldado numa batalha que fosse um homem de espírito humilde, naturalmente não teria muitas riquezas materiais, pois ele não se esforçaria a matar. A palavra melhor sublinha a superioridade de uma abordagem em detrimento de outra: “Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça” (Provérbios 16:8). Esse verso mostra quão superior é ter um espírito humilde e estar entre os pobres do que estar entre os ricos soberbos: “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado” (Hebreus 11:24,25).

A humildade, ainda que nos exponha ao desprezo no mundo, nos recomenda ao favor de Deus, nos qualifica para as suas benevolentes visitas, nos prepara para a sua glória, nos protege de muitas tentações, e preserva a tranqüilidade e o repouso de nossas almas: “Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hebreus 11:26).

 

 “... do que repartir o despojo com os soberbos.”

Os que mais prosperam nas batalhas e valorizam o despojo normalmente são os soberbos; eles valorizam a si mesmos, e desprezam os outros, e as suas mentes se exaltam com a sua condição. Porém as riquezas obtidas por meio da violência significarão a ruína do homem que prejudica a outros, eventual e inevitavelmente: “O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos: fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá. Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em veementes águas” (Êxodo 15:9, 10).

O saque, neste caso, pode ser generalizado para apontar qualquer violência cometida. Os homens violentos costumam transformar em presa homens mais fracos. O mal especial do orgulhoso é que ele se opõe aos primeiros princípios da sabedoria (o temor do Senhor) e os dois grandes mandamentos. O orgulhoso, portanto, está de mal consigo mesmo, pois faz mal a sua própria alma (Provérbios 8:36), com seu próximo, por ser contendeiro (Provérbios 13:10) e com o Senhor. Por isso, a ruína pode chegar, apropriadamente, de qualquer direção: “Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas” (Provérbios 16:5).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

KIDNER, Derek. Provérbios Introdução e Comentário – Série Cultura Bíblica. Mundo Cristão

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John.Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

 

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 2 DE DEZEMBRO DE 2025 (Filemom 1:25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
2 DE DEZEMBRO DE 2025
A GRAÇA NO ESPÍRITO

Filemom 1:25 “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. Amém.”

 

“A graça de nosso Senhor Jesus Cristo”

Paulo concede a habitual bênção da graça a Filemom e seus amigos. Todas as suas epístolas começam e terminam com a menção da graça de Cristo, como bênção conferida àqueles para quem escrevia o apóstolo.

A graça é o melhor desejo para nós e os outros tanto que apóstolo começa e termina com ela. Essa graça é concedida por nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, a segunda pessoa da Trindade, Senhor por direito natural, "...por quem, e para quem, tudo foi criado“ (Colossenses 1.16; João 1.1-3), e "...quem é herdeiro de tudo" (Hebreus 1.2), e, como Deus-homem e Mediador, que nos comprou, e a quem somos dados pelo Pai. Jesus, o Salvador (Mateus 1.21). Toda graça a nós vem de Cristo. Ele a comprou e a dá. "Todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça" (João 1.16). "Ele cumpre tudo em todos" (Efésios 1.23).

Essa é a bênção costumeira, mas ela também pode ter tido um motivo especial nessa ocasião. A graça de Cristo com o espírito deles, principalmente de Filemom, os abrandaria e pacificaria, removeria profundos e afiados ressentimentos de injúrias e injustiça e os disporia a perdoar os outros como Deus, por amor a Cristo, nos perdoou.

 

“... seja com o vosso espírito. Amém.”

Ele deseja essa graça a todos de Colossos: "seja com o vosso espírito" (2 Timóteo 4.22), não somente com Filemom, mas com todos que foram mencionados no prefácio: “...ao amado Filemom, nosso cooperador, e à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa” (v. 1,2). Todos da casa que foram saudados são mencionados para lembrar e estimular todos a cumprirem o propósito da epístola.

A alma ou espírito é o trono imediato da graça, onde influencia todo homem e flui em ações graciosas e santas: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma” (3 João 1.2). Isto é, com o verdadeiro homem, com o homem essencial e imortal, o que lhe traria todo o benefício espiritual.

Segundo Champlin e Henry o amém litúrgico é acrescentado a este versículo. Somente nas epístolas aos Romanos e aos Gálatas é que o “Amém” final é autêntico. O amém é acrescentado, não somente para um forte e afetuoso resumo da oração e desejo, que assim seja; mas como uma expressão de fé no fato de que será ouvida, assim será.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico –Atos a apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE DEZEMBRO DE 2025 (Jó 32.8)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD

1 DE DEZEMBRO DE 2025
HÁ UM ESPÍRITO NO HOMEM

Jó 32.8 “Na verdade, há um espírito no homem, e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido.”

 

“Na verdade, há um espírito no homem,”

O mais moço dos amigos de Jó, Eliú, esperou o silencio de todos para se manifestar. Entendia ele que a multidão dos anos devia falar primeiro. Após todos se calarem Eliú se expressa querendo dizer que um homem tem entendimento tanto quanto outro, e que nenhum homem pode pretender ter o monopólio da razão. Embora fosse o mais novo do grupo. Ele concluiu que o entendimento vem, não da idade, mas do Espírito de Deus. Uma vez que a sabedoria é dom divino, tanto os jovens quanto os idosos podem possuí-la. 

Ele afirma que há um espírito no homem (Gênesis 2.7) e que esse espírito é um espírito de entendimento. Ele é capaz de descobrir e receber a verdade, de discursar e argumentar sobre ela, e de orientar e governar de acordo com ela. Este espírito de entendimento está em todos os homens: é a luz que alumia a todo homem (João 1.9). Se respeitarmos o que o Espírito Santo nos dá, então também devemos respeitar o que é dado a outros, por quaisquer meios que Ele tiver escolhido.

 

“... e a inspiração do Todo-Poderoso o faz entendido.”

Eliú falou sobre um Deus Todo-poderoso que pode agir conforme achar melhor, e por certo pode inspirar um jovem se assim o quiser. Vivemos, movemo-nos e pensamos mediante o poder de Deus: “Porque nele nós vivemos, e nos movemos, e existimos”, de maneira que nosso conhecimento está envolvido em nossa comunhão com o poder divino.

É a inspiração do Todo-Poderoso que nos dá este espírito de entendimento: pois Ele é o Pai dos espíritos e a fonte de todo entendimento (Eclesiastes 12.7; Zacarias 12.1). O espírito humano recebe as mensagens do Espírito de Deus. Deus anseia por revelar a verdade, mas precisa de um espírito receptivo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1 Coríntios 2:10).

O antiintelectualismo está sempre em erro, porquanto o intelecto é dom de Deus e poderoso meio de comunicar conhecimento. O intelecto não compete com a iluminação espiritual. Antes, eles jogam na mesma equipe. Precisamos de todos os meios que pudermos obter em nosso conhecimento e progresso espiritual.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 

domingo, 30 de novembro de 2025

Lição 10: Espírito — O âmago da vida humana. 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

“Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.” (Zacarias 12.1). 

 

“Peso da palavra do Senhor sobre Israel:”

Um problema com que todo tradutor se defronta é a impossibilidade de encontrar em outra língua equivalentes exatos para algumas palavras que ele tem de traduzir. A palavra hebraica massã é um destes casos. Ela vem da raiz nãsã que significa “erguer”, “carregar uma carga”, e por isso alguma versões traduzem “a carga (ou peso) da palavra do Senhor”, algumas traduções preferiram as palavras “sentença” ou “oráculo”. Isaías usou a palavra como título para suas profecias às nações.

P. B. H. de Boer fez um estudo detalhado da palavra massã examinando as sessenta e tantas ocorrências no Antigo Testamento, consultando as versões antigas para ver como os tradutores daquele tempo a entendiam, depois de considerar exemplos modernos de exegese. Apesar de dicionários e tradutores terem distinguido dois significados, “carga” e “oráculo”, de Boer não encontra evidências para tal distinção. Ele descobriu que a etimologia e o uso da palavra do Antigo Testamento e nas traduções antigas indicam um só significado.

Massã' é uma carga, “colocada por um senhor sobre os que lhe são subordinados. Quando aplicada a um profeta significa “carga imposta sobre ...”, por isso normalmente pesa sobre o coração do profeta: “Então disse eu: Não me lembrarei dele, e não falarei mais no seu nome; mas isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer, e não posso mais” (Jeremias 20:9)

A palavra sublinha o senso de compulsão do profeta ao proclamar a mensagem que segue. Ele não foi voluntário para fazê-lo, mas não tem opção. Ela foi colocada sobre ele, e ele tem de aceitá-la e cumprir sua obrigação com se fosse um estivador. Ele tem de entregar a mensagem como um embaixador, que mesmo que não concorde com ela não pode alterá-la; nisto está o aspecto pesado da sua vocação.

Esse peso é colocado também sobre Israel. Isto é inesperado, pois o interesse está se concentrando em Judá e Jerusalém, mas a dificuldade desaparece se tomarmos “Israel” para o povo todo, e não só para o reino do norte, como em 11:4. O conflito entre Israel e Judá não é trazido para os capítulos 12-14.

 

“Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.”

Há uma solenidade incomum ligada às palavras iniciais deste oráculo. Para acabar com toda a dúvida sobre sua capacidade de livrar o povo, Deus prefacia a predição deste acontecimento glorioso e invoca o seu poder criativo e sustentador. Fala na função de Criador que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.

Esta referência ao poderoso Criador do universo, da terra e do homem lembra Isaías 42:5: “Assim diz Deus, o Senhor, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela”, é uma introdução adequada a estes capítulos, que apontam para a consumação de todas as coisas no Senhor, o Rei.

O trecho “que forma o espírito do homem dentro deleé alusão a Gênesis 2.7: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” , quando a respiração divina animou o homem.

O fôlego divino que foi “soprado” nas “narinas” do homem é identificado como “o fôlego de vida”. O fôlego de vida tornou-se a alma e o espírito do homem, isto é, o princípio da vida dentro dele, de acordo com a necessidade do corpo. Este fôlego de vida vem do Senhor da Criação.

O mesmo Deus que criou céus, terra e o homem é o Deus que cumprirá toda a sua sentença. Seu desejo é que não duvidemos da promessa de Deus, mas que estejamos certíssimos “de que o que” prometeu “também é “poderoso para o fazer” (Romanos  4.21).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
30/09/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

BALDWIN, Joyce G. Ageu, Zacarias e Malaquias: introdução e comentário. 1. ed. São Paulo: Vida Nova, 1982

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. Rio de Janeiro: CPAD, 2005. 

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/genesis-27.html

 

sábado, 29 de novembro de 2025

Mateus 4:2

Mateus 4:2 “E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;”

 

“E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites,”

Jesus, após ser conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo (v.1), se absteve de qualquer alimento por quarenta dias e quarenta noites (quarenta noites somente em Mateus). Tal como Moisés havia jejuado quando estivera “com o Senhor” no Monte Sinai para receber a Lei (Êxodo 34.28). Robertson comenta que “O período do jejum, como no caso de Moisés, foi gasto em enlevo espiritual, durante o qual os desejos do corpo natural foram suspensos.”

A história da tentação de Jesus contém de fato muitas semelhanças com a história de Moisés conduzindo Israel do Egito para a Terra Prometida. Tanto Jesus quanto Moisés foram levados para o deserto (4:1; Êxodo 19:1, 2), jejuaram por quarenta dias e quarenta noites (4:2; Êxodo 34:28; Deuteronômio 9:9) e a ambos foram mostrados reinos do alto de uma montanha (4:8; Deuteronômio 3:27; 34:1–4)

Esse período de jejum tem equivalentes nas vidas de outro grande líder de Israel no Antigo Testamento. Elias também jejuou por esse mesmo tempo quando fugia da ira de Jezabel após a derrota dos profetas de Baal no monte Carmelo (1 Reis 19:8). Em cada um desses casos, o jejum foi feito por uma razão espiritual. Fiel a esse padrão, Jesus jejuou contemplando Seu ministério iminente e em preparação para o Seu encontro com o tentador.

 

“... depois teve fome;”

Jesus, enlevado em oração e meditação, passa quarenta dias sem comer. Voltando a si, por assim dizer, sente o aguilhão da fome. A fome nos deixa fisicamente fracos, e também nos faz focar a atenção na comida, em detrimento de outras preocupações – incluindo necessidades espirituais. Jesus não só estava faminto, como também estava sujeito aos perigos do deserto. Marcos descreveu Jesus como estando “com as feras” (Marcos 1:13).

O tentador vai aproveitar-se desse momento e apelar fortemente diante da necessidade física do Senhor. Seu propósito era persuadir Jesus a satisfazer seu apetite de maneira indigna. O primeiro Adão sucumbira ao desejo carnal; não sucumbiria também o segundo?

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_03.pdf

1 Timóteo 4.8

1 Timóteo 4.8 “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.”.

 

“Porque o exercício corporal para pouco aproveita,”

Nós somos formados de três partes, segundo a Palavra de Deus: “espírito, e alma, e corpo” (1 Tessalonicenses 5.23). Todas elas precisam de exercício, de atividade, sob pena de sofrermos atrofia em todas ou em um a delas. Há muitos que vivem de modo sedentário, desenvolvendo doenças circulatórias, cardíacas ou neurológicas. Isso não é desejável.

Warren Wiersbe diz que precisamos cuidar do corpo, e o exercício físico faz parte desse cuidado. O corpo além de tempo do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19-20) é o instrumento para o seu serviço (Romanos 12.1-2). O pregador escocês Robert Murray M'Cheyne. Disse em seu leito de morte aos 29 anos: "Deus me deu um cavalo e uma mensagem, eu matei o cavalo e não posso mais entregar a mensagem", expressando tristeza por não poder continuar seu ministério de pregar o Evangelho, por causa de sua saúde (que ele sentia que tinha "matado").

Mas por que esse incentivo ao exercício físico se Paulo diz que o exercício corporal para pouco aproveita”? Paulo cita ao que parece, pela sua harmonia, ser um refrão proverbial: “Pois o exercido fisico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa.” Conforme era originalmente formulado, este apotegma deve ter sido dirigido contra o treinamento excessivo de atletas, que, segundo sabemos, era assunto de fortes críticas nos círculos estóicos e cínicos.

Paulo não está dizendo que o “exercício físico” (gymnasia) “não serve para nada”. O que ele está fazendo é enfatizando a importância do exercício espiritual, contrastando-o com o exercício físico.

 

“...mas a piedade para tudo é proveitosa,”

O apóstolo mostrou a Timóteo que havia algo mais importante que o exercício físico. A Piedade. Piedade, ou “eusebeia”, significa a vida de santidade do cristão; a vida devocional, que inclui as orações, a leitura da Palavra de Deus, de m odo sistemático, a adoração a Deus, de forma constante; a maneira de viver e conviver com as pessoas, zelando pelo bom testemunho cristão, tudo isso é piedade.

Se o corpo, como vimos, precisa de exercícios para não envelhecer precocemente, ou atrofiar-se, em suas funções vitais, a alma e o espírito também necessitam de “exercícios” espirituais, ou seja, de piedade. Paulo resumiu a piedade quando escreveu aos coríntios, dizendo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Coríntios 15.58).

 

“... tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.”

As palavras finais, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser, definem as bênçãos que o homem que se dedica à piedade pode esperar. Parecem ecoar as palavras de nosso Senhor registrada na tradição dos Evangelhos que oferecem exatamente esta recompensa àqueles que renunciam a tudo por amor a Ele: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mateus 19:29).

O exercício espiritual não só nos recompensa nesta vida, mas nos assegura uma entrada no reino eterno. A vida eterna é a coroa que pode ser esperada por aqueles que exercitam a piedade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
29/11/2025

FONTES:)

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

KELLY, John N. D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1983.

WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Wiersbe. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2013.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE NOVEMBRO DE 2025 (Filipenses 2:13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE NOVEMBRO DE 2025
DEUS IMPLANTA BONS DESEJOS EM NÓS

Filipenses 2:13 “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.”

 

“Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,”

A expressão “opera em vós” identifica que essa obra é exclusiva de Deus. É Ele quem opera, quem realiza, quem efetua “tanto o querer como o efetuar”. Essa declaração descreve um propósito de Deus para com os cristãos. Ele efetua nos crentes o querer, a vontade de obedecer e desenvolver a salvação.

O verbo grego traduzido por “efetua” (energein) deu origem à palavra “energia” e “energizar” e ocorre duas vezes no versículo 13. Em ambas as ocorrências esse verbo é traduzido por sinônimos: “efetuar” e “realizar”. Deus nos “energiza”. Para que Ele nos “energiza”? Para trabalharmos para Ele, precisamos de pelo menos duas coisas: o desejo de trabalhar para Ele e a capacidade de trabalhar para Ele. O texto declara que Ele nos ajuda nessas duas coisas: Ele “efetua” em nós “tanto o querer como o realizar”. Uma possível tradução seria: “Deus está operando em vocês para torná-los dispostos e aptos a obedecer-Lhe”.

O “efetuar” ou “o realizar” implica a capacidade que Ele dá para fazer sua obra. Deus não nos dá trabalhos para serem feitos e depois vai embora, nos deixando lutar sozinhos para realizá-los. Ele permanece conosco. Nunca estamos sozinhos enquanto servimos a Ele (Mateus 28:20).

 

“... segundo a sua boa vontade.”

Deus manifesta seu poder divino na vida do crente de acordo com “a sua boa vontade”. A “boa vontade de Deus” diz respeito à “concretização de seus propósitos soberanos e graciosos para com os homens. A boa vontade de Deus não é um capricho arbitrário de um soberano, mas representa aquilo que, na sabedoria e no amor de Deus, mais contribuiria para o bem-estar e a bênção dos santos.

A palavra grega traduzida como boa vontade é eudokia e significa “deleite, boa vontade, favor”; então “bom prazer, propósito, vontade” (Efésios 1: 5; 2 Tessalonicenses 1:11). Aqui significa aquilo que seria agradável para ele; e a idéia é que ele exerça tal influência que leve as pessoas à vontade e faça o que está de acordo com sua vontade.

O objetivo final ou propósito de nossas vidas deve ser cumprir "a Sua boa vontade”. Nossas vidas devem ser vividas para a maior glória de Deus e não para nossos próprios desejos egoístas. Qualquer impulso que nós sentimos qualquer boa vontade para com a obra, isso é Deus operando em nós, tanto para querer quanto para realizar. Conforme nos aproximamos de Deus a sua vontade fica cada vez mais clara para nós. Quando nosso corpo é consagrado e nossa mente é transformada, nosso culto torna-se racional e experimentamos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
19/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201012_09.pdf

BARNES, Albert. Notes on the Old & New Testaments. Baker Book House, 1983.