segunda-feira, 27 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 27 DE OUTUBRO DE 2025 (Salmos 107:8-9)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
27 DE OUTUBRO DE 2025
O SENHOR FARTA A ALMA SEDENTA

Salmos 107:8-9 “Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens. Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.”

 

“Louvem ao Senhor pela sua bondade,”

Orações desesperadas foram feitas, e Yahweh as ouviu e respondeu. Isso encorajou o poeta a conclamar todos a louvar ao Senhor, ou proferir, em alto e bom som, o aleluia! por causa de Sua bondade e por todas as Suas maravilhas em favor de Seu povo. Os versos: 18, 15, 21 e 31 repetem a mesma declaração, pelo que atuam como um refrão do cântico.

“Louvem ao Senhor”. Em hebraico: Que eles confessem ao Senhor, tanto secretamente como publicamente. Isto é todo o pagamento que Deus exige; Ele se satisfaz com que nós tenhamos o consolo das suas bênçãos, para que Ele possa ter a honra delas. Este é todo o pagamento que Cristo espera pelas curas que realiza: Vá e conte o que Deus fez por você.

As palavras parecem ser uma recompensa pobre e superficial; mas o nome de Cristo, diz Nazianzo, é “O Verbo de Deus”. Ele, então espera que toda a sua criação declare a Sua bondade, reconhecendo o que Ele tem feito, e que também declarem a mesma coisa aos homens: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).

 

“... e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.”

A “bondade” referida neste verso 8 amplia-se, neste mesmo versículo, para as “maravilhas”: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tiago 1.17).

As obras de misericórdia de Deus são maravilhas, são obras de poder e de graça maravilhosos, considerando a fraqueza e a indignidade daqueles por quem Ele mostra misericórdia. Espera-se que os que recebem a misericórdia de Deus o louvem: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Salmos 145:9).

A palavra “homens” não é mencionada no texto original, mas a palavra é adequadamente inserida pelos tradutores em algumas versões; o salmista desejava que todas as coisas existentes exaltassem o nome do Senhor: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).

E bom que os remidos sejam incitados a bendizer ao Senhor freqüentemente, pois a vida preservada merece uma gratidão de uma vida inteira. Devemos bendizer ao Senhor juntamente com os nossos semelhantes.

 

“Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.”

Os peregrinos enfrentavam literalmente fome e sede, e poderiam ter perecido ao longo do caminho, mas a intervenção divina os salvou da morte certa. Eles estavam para morrer de fome: a sua alma neles desfalecia (v. 5). Eles estavam desgastados pela fadiga da jornada e estavam a ponto de se prostrar por necessidade de refrigério.

Os que desfrutam de abundância constante e se alimentam até se fartar todos os dias não sabem como é duro estar famintos e sedentos e não ter suprimentos. Às vezes, esse era o caso de Israel no deserto e talvez também de outros viajantes pobres; mas a providência de Deus encontra meios de fartar a alma sedenta e encher de bens a alma faminta.

O mesmo Deus que nos guia, até hoje, alimenta-nos durante toda nossa vida, alimenta-nos com alimento conveniente, fornece alimento para a alma e enche de bens a alma faminta. A alma sedenta, ou, literalmente, a alma ansiosa, recebe da água da vida. Assim como para a sede Ele dá satisfação, também para a fome: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos (Mateus 5.6). Estas benevolências são concedidas sobre a nossa raça, sobre os filhos da família à qual nós pertencemos, e por isto devemos nos unir ao louvor.

Conta-se a história de um homem que sofrera naufrágio e era vitimado pelas ondas, que estavam a ponto de afundar seu escaler. Assim sendo, ele começou a orar, e orar, e orar. Em breve, porém, surgiu outro navio que o resgatou do mar. Então o homem disse: “Esquece-te de minha oração, Senhor. Eu resolvi por mim mesmo este problema!”.

Essa historieta ilustra como muitos homens não reconhecem a providência divina quando esta sai em seu socorro, ou quão breve os homens esquecem aquilo que Deus faz. O poeta, contra tal atitude, conclamou os homens a relembrar as obras de Deus e Sua bondade, agradecendo-Lhe de todo o coração. O coração agradecido é aquele que tem alguma espiritualidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

 

domingo, 26 de outubro de 2025

Lição 5: A Alma — A natureza imaterial do ser humano. 4 Trimestre de 2025.

TEXTO ÁUREO

 “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mateus 10.28).

 

 “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma;”

Os seguidores de Jesus não deveriam temer os seus inimigos porque estes estavam limitados no que diz respeito à quantidade de danos que poderiam causar aos discípulos. O máximo que os perseguidores poderiam fazer é matar o corpo, mas não poderiam danificar o verdadeiro ser. Depois de ter ficado o seu corpo por algum tempo em poder de seus perseguidores, Jesus orou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46).

A palavra grega para “alma” (psique) é paralela à palavra hebraica (nepesh), e possui vários significados. Nesse contexto “alma” significa o espírito eterno e não somente a vida no corpo. O corpo pode ser morto, mas a alma continua a viver (Mateus 11:29; 16:26; Marcos 8:36, 37; Lucas 12:20; Hebreus 6:19; 1 Pedro 1:9, 22; 2:11; 4:19; Tiago 1:21; 5:20)

Embora seguidores fiéis de Cristo pudessem sofrer a perda do corpo, eles não enfrentariam “o castigo eterno” ou “a segunda morte” (Mateus 25:46; Apocalipse 20:14). Seus inimigos não poderiam afetar essa parte do homem que é invisível e imaterial.

 

“... antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.”

Em vez de temerem os homens, Jesus instruiu-os a temer aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. Dois tipos de “medo” são contrastados aqui: o medo de homens é um medo egoísta, e o medo de Deus é benéfico e bom. Deus deve ser temido porque Ele é “aquele que pode salvar e fazer perecer” (Tiago 4:12).

A palavra grega para “fazer perecer” não implica aniquilação, mas o castigo eterno no geena, o verdadeiro inferno (Mateus 5.22). A alma e o corpo perecem quando são lançados no inferno. Deus pode lançar o homem inteiro, corpo e alma (depois da ressurreição) no lago de fogo.

A frase "a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo"  (Apocalipse 20:14) tem uma correlação com esta fala de Jesus. Na passagem apocalíptica citada, "morte" alude aos corpos dos mortos ímpios; "inferno", por sua vez, equivale à parte espiritual desses mortos; e "lago de fogo" refere-se ao destino final dos que não morrem em Cristo.

O temor do homem produz covardes, o de Deus, heróis e mártires. O temor de Deus afasta qualquer outro temor. Temos a tendência a evitar pensar meditativamente sobre o temor de Deus, e não há nada mais importante do que aprendermos isso: “O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Provérbios 14:27).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ZIBORDI, Ciro, Sanches. Erros escatológicos que os pregadores devem evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

sábado, 25 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 25 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Coríntios 7:3-5)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
25 DE OUTUBRO DE 2025
O USO SANTO DO CORPO NA VIDA CONJUGAL

1 Coríntios 7:3-5 “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa intemperança.”

  

“O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido.”

Ainda que a expressão sexual não seja a principal necessidade humana preenchida no compromisso entre marido e mulher, ela é importante. Dentro do casamento, o marido tem a responsabilidade primária de buscar a satisfação sexual de sua esposa. A esposa também deve corresponder.

Paulo não considera as relações sexuais como somente para procriação. Elas são uma obrigação dentro do casamento, mas o marido e a esposa devem respeitar-se um ao outro para chegarem a um acordo mútuo sobre como e quando. A mesma Bíblia que condena o sexo antes do casamento, o pecado da fornicação, e também o sexo fora do casamento, o pecado do adultério, está dizendo que a ausência de sexo no casamento é pecado. Abstinência sexual não é uma decisão que um dos cônjuges deva tomar sozinho (v.5).

O marido deve conceder à esposa o que lhe é devido e semelhantemente à esposa ao seu marido. Ambos, marido e mulher, têm direitos assegurados por Deus de desfrutarem a plenitude da satisfação sexual no contexto sacrossanto do matrimônio.

A tradução Almeida Revista e Autorizada traduz melhor do que a ACF que diz “a devida benevolência” por débito, ou seja, “o que lhe é devido”. Essas palavras representam um eufemismo para relações conjugais, que Paulo usou para suavizar o sentido, embora o significado da frase seja perfeitamente claro.

Paulo concita cada um a pagar o que é devido: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Romanos 13.8)  Cada um deve obrigações ao outro. Paulo lhes ordena que paguem o que devem. Não salienta o dever de um dos parceiros em detrimento do outro, mas os coloca no mesmo nível. O imperativo presente, conceda, indica dever habitual.


“A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher.”

A afirmação de Paulo de que nem o marido nem a mulher possuem domínio total sobre seus corpos, sem dúvida, soou estranha para quem vivia na sociedade greco-romana do primeiro século. Naquela cultura pagã dominada pela figura masculina, considerava-se certo que o marido tivesse autoridade sobre o corpo da esposa. Seria mais difícil um homem aceitar que a esposa também tivesse autoridade sobre o corpo do marido.

O ensino do apóstolo iguala maridos e mulheres. Visto que no plano de Deus eles são unidos como uma carne, cada um possui o corpo do outro: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gênesis 2:24). Casar-se com alguém é tornar-se um com essa pessoa. É entregar-se e reivindicar o cônjuge como parte de si mesmo: “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Efésios 5:28).

No casamento cada um cede os direitos exclusivos sobre o seu corpo. A expressão sexual é mútua; ela não é um favor a ser concedido ou negado. Nenhum dos dois deve pensar somente em seu próprio prazer ou desejos: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses” (1 Coríntios 13:4,5). Cada um deve interessar-se em satisfazer os desejos sexuais que o outro tem. Marido e a esposa devem sempre chegar a um acordo mútuo sobre como e quando.

 

“Não vos priveis um ao outro,”

Aparentemente, alguns em Corinto estavam ensinando que o casal não deveria ter intercurso sexual, ou que os cônjuges seriam mais espirituais se não fizessem sexo. “Defraudar” ou “privar” no grego é uma palavra forte, usada também para se referir a enganar ou roubar. A abstinência sexual no casamento não deve ser a norma para os cristãos. Nem o sexo deve ser usado para manipular o cônjuge.

Cristo não colocou restrições na intimidade dentro do casamento. O sexo não é inerentemente mau ou debilitante. Ele é uma dádiva que Deus deu a marido e mulher tanto para compartilharem do amor mútuo como para a procriação da espécie.

A prática do sexo no casamento é uma ordem apostólica. A ausência da relação sexual no casamento é um pecado. Dentro da normalidade do casamento, a relação sexual precisa existir. E um direito sagrado do cônjuge! Charles Hodge diz que nada pode ser mais estranho à mente do apóstolo Paulo do que o espírito que encheu os mosteiros e conventos da igreja medieval.

 

“... senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração;”

A única exceção é quando ambos os parceiros concordam que por um período específico de tempo eles se dedicarão completamente à oração, não querendo que nada diminua a comunhão deles com o Senhor.

A interrupção das relações normais, mesmo com santo propósito, só pode ser feita com mútuo consentimento. O homem não pode chegar para a esposa e dizer-lhe: “Esta semana ou este mês eu não estou disponível para a relação sexual”. Nem a mulher pode comunicar ao seu marido que ela está indisponível para ele. Se há de se tomar essa decisão, os dois precisam estar em absoluto acordo.

Às vezes, muitos casais cometem erros gravíssimos quando começam a dar desculpas infundadas para fugir da relação sexual, alegando cansaço, dor de cabeça e outras desculpas descabidas. A Bíblia diz que essa atitude de boicote sexual no casamento é um pecado. E uma desobediência a um mandamento bíblico. Há pessoas que se escondem atrás de uma pretensa espiritualidade para sonegar ao cônjuge a satisfação sexual. Isso está em desacordo com o ensino bíblico.

 

“... e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa intemperança.”

Mesmo admitindo um tempo de afastamento das relações sexuais em consagração, Paulo diz que deve ser por tempo limitado, e depois eles devem voltar a ter relações sexuais como antes: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (1 Coríntios 7:3).

Deus colocou na maioria dos homens e das mulheres um poderoso apetite ou impulso sexual. Satanás usou esse impulso, e continuará a usá-lo, para induzir pessoas antes piedosas a pecados cada vez mais destrutivos Ninguém deve brincar com isso. É necessário reassumir a atividade sexual normal "para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência". A falta de auto-controle em questões sexuais é mencionada no verso 9 como uma base legítima para o casamento. Satanás busca brechas para nos fazer cair.

O casal não deve permitir que o adversário, Satanás, venha tentá-los a expressar o impulso sexual de uma forma que os leve a um comportamento pecaminoso, tendo relações íntimas com alguém que não seja o seu cônjuge. Ele continua ao nosso derredor: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão bramando, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). Que nossa intemperança ou incontinência não sirva de ferramentas para os seus ardis.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

MORRIS, Leon. I Coríntios: Introdução e Comentário. Tradução Odayr Olivetti. São. Paulo. Mundo Cristão, 1983

LOPES, Hernandes Dias. I Coríntios: como resolver conflitos na igreja. São Paulo: Hagnos,2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Salmos 107:9

Salmos 107:9 “Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.”

 

“Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta.”

Os peregrinos enfrentavam literalmente fome e sede, e poderiam ter perecido ao longo do caminho, mas a intervenção divina os salvou da morte certa. Eles estavam para morrer de fome: a sua alma neles desfalecia (v. 5). Eles estavam desgastados pela fadiga da jornada e estavam a ponto de se prostrar por necessidade de refrigério.

Os que desfrutam de abundância constante e se alimentam até se fartar todos os dias não sabem como é duro estar famintos e sedentos e não ter suprimentos. Às vezes, esse era o caso de Israel no deserto e talvez também de outros viajantes pobres; mas a providência de Deus encontra meios de fartar a alma sedenta e encher de bens a alma faminta.

O mesmo Deus que nos guia, até hoje, alimenta-nos durante toda nossa vida, alimenta-nos com alimento conveniente, fornece alimento para a alma e enche de bens a alma faminta. A alma sedenta, ou, literalmente, a alma ansiosa, recebe da água da vida. Assim como para a sede Ele dá satisfação, também para a fome: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos (Mateus 5.6). Estas benevolências são concedidas sobre a nossa raça, sobre os filhos da família à qual nós pertencemos, e por isto devemos nos unir ao louvor.

Conta-se a história de um homem que sofrera naufrágio e era vitimado pelas ondas, que estavam a ponto de afundar seu escaler. Assim sendo, ele começou a orar, e orar, e orar. Em breve, porém, surgiu outro navio que o resgatou do mar. Então o homem disse: “Esquece-te de minha oração, Senhor. Eu resolvi por mim mesmo este problema!”.

Essa historieta ilustra como muitos homens não reconhecem a providência divina quando esta sai em seu socorro, ou quão breve os homens esquecem aquilo que Deus faz. O poeta, contra tal atitude, conclamou os homens a relembrar as obras de Deus e Sua bondade, agradecendo-Lhe de todo o coração. O coração agradecido é aquele que tem alguma espiritualidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Salmos 107:8

Salmos 107:8 “Louvem ao Senhor pela sua bondade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.”

 

“Louvem ao Senhor pela sua bondade,”

Orações desesperadas foram feitas, e Yahweh as ouviu e respondeu. Isso encorajou o poeta a conclamar todos a louvar ao Senhor, ou proferir, em alto e bom som, o aleluia! por causa de Sua bondade e por todas as Suas maravilhas em favor de Seu povo. Os versos: 18, 15, 21 e 31 repetem a mesma declaração, pelo que atuam como um refrão do cântico.

“Louvem ao Senhor”. Em hebraico: Que eles confessem ao Senhor, tanto secretamente como publicamente. Isto é todo o pagamento que Deus exige; Ele se satisfaz com que nós tenhamos o consolo das suas bênçãos, para que Ele possa ter a honra delas. Este é todo o pagamento que Cristo espera pelas curas que realiza: Vá e conte o que Deus fez por você.

As palavras parecem ser uma recompensa pobre e superficial; mas o nome de Cristo, diz Nazianzo, é “O Verbo de Deus”. Ele, então espera que toda a sua criação declare a Sua bondade, reconhecendo o que Ele tem feito, e que também declarem a mesma coisa aos homens: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).

 

“... e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens.”

A “bondade” referida neste verso 8 amplia-se, neste mesmo versículo, para as “maravilhas”: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito é lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança” (Tiago 1.17).

As obras de misericórdia de Deus são maravilhas, são obras de poder e de graça maravilhosos, considerando a fraqueza e a indignidade daqueles por quem Ele mostra misericórdia. Espera-se que os que recebem a misericórdia de Deus o louvem: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras” (Salmos 145:9).

A palavra “homens” não é mencionada no texto original, mas a palavra é adequadamente inserida pelos tradutores em algumas versões; o salmista desejava que todas as coisas existentes exaltassem o nome do Senhor: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Apocalipse 4:11).

E bom que os remidos sejam incitados a bendizer ao Senhor freqüentemente, pois a vida preservada merece uma gratidão de uma vida inteira. Devemos bendizer ao Senhor juntamente com os nossos semelhantes.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Poéticos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi – Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

Mateus 10.28

Mateus 10.28 “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo”.

 

 “E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma;”

Os seguidores de Jesus não deveriam temer os seus inimigos porque estes estavam limitados no que diz respeito à quantidade de danos que poderiam causar aos discípulos. O máximo que os perseguidores poderiam fazer é matar o corpo, mas não poderiam danificar o verdadeiro ser. Depois de ter ficado o seu corpo por algum tempo em poder de seus perseguidores, Jesus orou: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23:46).

A palavra grega para “alma” (psique) é paralela à palavra hebraica (nepesh), e possui vários significados. Nesse contexto “alma” significa o espírito eterno e não somente a vida no corpo. O corpo pode ser morto, mas a alma continua a viver (Mateus 11:29; 16:26; Marcos 8:36, 37; Lucas 12:20; Hebreus 6:19; 1 Pedro 1:9, 22; 2:11; 4:19; Tiago 1:21; 5:20)

Embora seguidores fiéis de Cristo pudessem sofrer a perda do corpo, eles não enfrentariam “o castigo eterno” ou “a segunda morte” (Mateus 25:46; Apocalipse 20:14). Seus inimigos não poderiam afetar essa parte do homem que é invisível e imaterial.

 

“... antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.”

Em vez de temerem os homens, Jesus instruiu-os a temer aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. Dois tipos de “medo” são contrastados aqui: o medo de homens é um medo egoísta, e o medo de Deus é benéfico e bom. Deus deve ser temido porque Ele é “aquele que pode salvar e fazer perecer” (Tiago 4:12).

A palavra grega para “fazer perecer” não implica aniquilação, mas o castigo eterno no geena, o verdadeiro inferno (Mateus 5.22). A alma e o corpo perecem quando são lançados no inferno. Deus pode lançar o homem inteiro, corpo e alma (depois da ressurreição) no lago de fogo.

A frase "a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo"  (Apocalipse 20:14) tem uma correlação com esta fala de Jesus. Na passagem apocalíptica citada, "morte" alude aos corpos dos mortos ímpios; "inferno", por sua vez, equivale à parte espiritual desses mortos; e "lago de fogo" refere-se ao destino final dos que não morrem em Cristo.

O temor do homem produz covardes, o de Deus, heróis e mártires. O temor de Deus afasta qualquer outro temor. Temos a tendência a evitar pensar meditativamente sobre o temor de Deus, e não há nada mais importante do que aprendermos isso: “O temor do Senhor é fonte de vida, para desviar dos laços da morte” (Provérbios 14:27).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_05.pdf

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ZIBORDI, Ciro, Sanches. Erros escatológicos que os pregadores devem evitar. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 24 DE OUTUBRO DE 2025 (1 Coríntios 12:22)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
24 DE OUTUBRO DE 2025
TODOS OS MEMBROS DO CORPO SÃO IMPORTANTES

1 Coríntios 12:22 “Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são muito mais necessários;”

 

“Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são muito mais necessários;”

Deus formou o corpo humano de tal modo que todos os membros trabalham em perfeita harmonia. Cada membro é necessário, incluindo aqueles “que parecem ser os mais fracos”, isto é, os menos proeminentes ou importantes. Os membros do corpo que parecem ser mais fracos são geralmente os menos percebidos, os que fazem o seu trabalho silenciosa e automaticamente.

Dando continuidade à analogia do corpo, o apóstolo provavelmente tinha em vista órgãos internos como o coração, os pulmões ou os rins. Sem esses órgãos, o corpo entra em colapso; ainda que o funcionamento deles não exija um esforço consciente da parte do braço, do olho, nem do cérebro. As funções desses órgãos são necessárias para que os sentidos informem o corpo ou para que os músculos conduzam a uma resposta significativa.

Longe de poder dizer: “Não preciso de vós”, o corpo é ainda mais dependente desses membros menos percebidos. Semelhantemente, no corpo do povo do Senhor, aqueles que trabalham e contribuem de modo previsível e discreto são insubstituíveis. Cada membro da igreja deve lembrar que o bem-estar do corpo é mais importante do que reconhecimento pessoal.

O corpo precisa que todas as suas funções estejam em funcionamento, cada membro para o bem do todo, cada um reconhecendo o valor e a importância dos outros. É arrogância não agir assim.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. I e II Coríntios – os problemas da igreja e suas soluções. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201704_02.pdf

 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 23 DE OUTUBRO DE 2025 (Tiago 3.2)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
23 DE OUTUBRO DE 2025
FREAR A BOCA É FUNDAMENTAL PARA DIRIGIR O CORPO

Tiago 3.2 “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.”

 

“Porque todos tropeçamos em muitas coisas.”

Aqueles a quem foi dado o “dom” de ensino têm uma terrível responsabilidade pelo exercício deste dom na instrução das pessoas na fé. Estes estão diante de um grande perigo de julgamento, visto que a principal ferramenta de seu ministério, a língua, é a parte de controle mais difícil no corpo. Até o historiador judeu Flávio Josefo emitiu uma opinião sobre esse assunto. Ele defendeu que a cabeça da serpente deveria ser esmagada (Gênesis 3:15) porque é da cabeça que emana a fala. Foi pela fala que a serpente enganou Eva.

A fim de acentuar o perigo peculiar que a língua representa, Tiago primeiro admite a preponderância do pecado: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas”. O verbo usado por Tiago para indicar o fracasso espiritual tanto no judaísmo como no Novo Testamento (Tiago 2.10; Romanos 11.11). Ele pode sugerir pecados de natureza “pequenos” ou inconscientes. Mas é provável que a ênfase de Tiago não esteja no número de pecados, mas na variedade deles.

 

“Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.”

Tiago diz que, em contraste com isso, existe uma forma na qual todos pecamos com a língua. Tiago não é o primeiro a destacar o falar impuro como pecado. Provérbio tem uma grande preocupação em afirmar a importância e a força das palavras (Provérbios 10.8; 11; 16.27-28; 18.7-8).

Tiago se expressa de modo positivo: a pessoa que não tropeça no falar é perfeito varão, capaz de refrear também todo o seu corpo. O argumento é este: quem consegue fazer o que é mais difícil (controlar a língua) certamente conseguirá fazer o que é menos difícil. É muito difícil controlar a boca; ela é tão dada a expressar aquilo que é falso, calunioso, cortante, que a pessoa que a mantém sob controle, com certeza, tem a capacidade de dominar outros membros menos indóceis do corpo.

Tiago continua a se incluir em suas censuras (todos tropeçamos em muitas coisas), neste versículo ele ainda pode estar pensando especificamente nos mestres. Mas o restante da passagem não faz referência a mestres, e certamente a advertência de Tiago a respeito da língua tem uma aplicação geral. Assim, é provável que Tiago pretenda incluir todos os seus leitores nesse verso, pois este é um problema que afeta a todos na igreja.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/10/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MOO, Douglas J. Tiago - Introdução e Comentário. São Paulo: Vida Nova, 1990.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202210_03.pdf