domingo, 17 de agosto de 2025

LIÇÃO 8: UMA IGREJA QUE ENFRENTA OS SEUS PROBLEMAS - 3 TRIMESTRE DE 2025.

TEXTO ÁUREO

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (Atos 6.3)




A igreja, mesmo perseguida pelas autoridades, crescia cada vez mais rapidamente. No entanto, o crescimento trouxe um problema com possibilidade de sérias consequências: “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (Atos 6:1).

A igreja cuidava dos seus pobres, especialmente das viúvas. Uma viúva naqueles dias não tinha as oportunidades de emprego e sustento oferecidas pela sociedade moderna. Com a falta de organização, as viúvas do grupo de língua grega foram negligenciadas pelos judeus, de língua hebraica, que eram a maioria.



“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria,


Os apóstolos perceberam a dificuldade e reuniram a comunidade. Explicaram que os deveres espirituais não lhes deixavam tempo para o cuidado material da igreja: “E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas” (Atos 6:2).

Não há aqui nenhuma sugestão de que os apóstolos considerassem a obra social inferior à obra pastoral, ou de que a achasse pouco digna para eles. Era apenas uma questão de chamado. Eles não podiam ser desviados de sua tarefa prioritária. Assim, fizeram uma sugestão à igreja: A igreja entendeu o plano dos apóstolos, pois ele agradou a toda a comunidade “E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.” (Atos 6.5).


"Boa reputação" 

Significa que deveriam ser respeitados por todos os segmentos da comunidade (especialmente a comunidade cristã). Era essencial que tivessem boas reputações, pois representariam Jesus e Sua igreja enquanto cumprissem a tarefa. Ninguém deveria receber uma responsabilidade de destaque na igreja, se sua vida não é como deveria ser


Os diáconos devem ser pessoas honradas, dignas, corretas e íntegras. Não pode haver “língua dobre” neles, isto é, a sua palavra deve ser sim, sim e não, não. A ganância por dinheiro tem de passar longe da sua vida, pois sua função é exatamente a de executar trabalhos administrativos da igreja local, como auxiliar nas tarefas do culto e acompanhar as viúvas e os pobres da Igreja do Senhor (1 Timóteo 3:8).


"Cheios do Espírito Santo" 

Eles têm de ser ‘cheios do Espírito Santo’. Em vez de ser meros bons administradores ou gerentes de recursos, esta qualificação lhes exige que sejam capacitados pelo Espírito na ordem dos discípulos no Dia de Pentecostes. Quer dizer, eles devem ter o poder de uma fé que faz milagres: “E Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo” (Atos 6:8)

Essa qualificação indicava que o indivíduo havia ganhado certa maturidade espiritual e que permitissem que o Espírito controlasse suas vidas. 


"Cheios de sabedoria," 

Complementar aos atos de poder está o discurso inspirado pelo Espírito. Os diáconos têm de ser poderosos em obras e palavras. Como pessoas competentes e maduras que são inspiradas pelo Espírito, elas têm de ter bom senso prático e serem capazes de lidar com delicados problemas de propriedade.

Esse ministério inclui negócios empresariais e a distribuição de ajuda para os necessitados, mas também deve ser espiritual e carismático. Eles devem exercer quaisquer dons espirituais que Deus lhes concedeu. Após aconselhar Faraó sobre os sete anos de seca, José ouviu Faraó disser essas palavras: “E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? “ (Gênesis 41:38)



”[...] aos quais constituamos sobre este importante negócio.”

Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (Atos 4.4; 6.1). Era necessário organizar um ministério cotidiano.

O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio”. Por isso houveram-se eles com brevidade na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também deve ser visto como prioridade.

Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra.

Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mateus 14.16).
Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Timóteo 3.13).




DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995.

STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos: Até aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994.


STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1: Mateus a Atos. 4 ed., RJ: CPAD

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2014/2014-02-12.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_02.pdf

 

sábado, 16 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 12.5)

 

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE AGOSTO DE 2025
PERSEVERANDO EM ORAÇÃO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO

Atos 12.5 “Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

 

“Pedro, pois, era guardado na prisão;”

O rei Agripa I sentiu-se popular devido ao seu suposto zelo pela religião israelita quando executou Tiago, irmão de João. Encorajado por esta popularidade, resolveu executar o apóstolo mais destacado: Pedro: “E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos asmos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa”.

Pedro foi guardado por 16 soldados que se revezavam em grupos de quatro, durante as quatro vigílias da noite. As precauções exageradas foram tomadas devido a Pedro já ter escapado da prisão em outra ocasião: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, tirando-os para fora” (Atos 5.19).

 

“... mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.”

A igreja ficou abalada pela natureza repentina, ativa e vigorosa desta nova perseguição. Humanamente falando, nada podia fazer. Os membros se sentiam indefesos e sem saída. Perderam Tiago, e Pedro aguardava execução. Não sabiam qual seria o próximo golpe contra eles. Os cristãos não viam solução.

Contudo, os cristãos tinham o recurso dos que não podem ajudar a si mesmos: a oração. “Mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”. O recurso da oração sempre está disponível. As vezes é a última possibilidade, mas é a melhor. E lamentável que muitos, em situações difíceis, reservem a oração como último recurso. Depois de tentarem todas as demais saídas.

A oração era “contínua". O texto não declara se todos oravam durante todo o tempo. Ou se organizaram uma “corrente de oração”, em que as pessoas entravam e saiam cedendo lugar a outras. Certamente havia um culto contínuo de oração. Quando Jesus contou ao seus discípulos a parábola do juiz íniquio estava ensinado-os sobre o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lucas 18:1-8). A igreja intercedia continuamente pela soltura dele, mas sabia como se devia orar ao seu Senhor:“Contudo, não se faça a nossa vontade, e, sim, a Tua” (Lucas 22:42).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 16.25)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE AGOSTO DE 2025
ADORANDO A DEUS MESMO EM PERSEGUIÇÃO

Atos 16.25 “E, perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

 

“E, perto da meia-noite,”

Não havia sono para os missionários naquela noite, por causa da dor, e da sua posição desconfortável. Eles haviam levados muitos açoites (v.23). E o carcereiro que recebeu ordens para “guardar [Paulo e Silas] com toda a segurança” se mostrou muito zeloso “lhes prendeu os pés no tronco” (v. 24b). A vítima ficava sentada no chão, suas pernas eram afastadas ao máximo uma da outra, a seguir, os pés eram presos no tronco. O tronco nos pés não era só um aparato para constranger; era também um instrumento de tortura. O que quer que o carcereiro tenha aprendido no exército não incluía bondade.

Paulo e Silas sentaram-se na escuridão opressiva; com os pés presos, começaram a sentir cãibras nas pernas, incapazes sequer de inclinar-se para trás por causa dos cortes profundos e sangrentos nas costas (v. 33). No meio do seu sofrimento, no entanto, revelaram a sua confiança em Deus, bem como a sua alegria nEle, enquanto oravam e cantavam louvores a Deus.

 

“Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.”

Estes dois pregadores estavam na prisão, mas a prisão não estava neles! Não oravam apenas, o que seria natural com as costas ensangüentadas: “Está aflito alguém entre vós? Ore”, mas também cantavam louvores a Deus! “Está alguém alegre? cante louvores(Tiago 5.13). A fé cristã revela sua nobreza de caráter quando triunfa sobre as circunstâncias. E as pessoas se regozijam numa situação que provocaria gemidos nos menos espirituais. Estes homens estavam servindo ao Deus “que dá salmos entre a noite” (Jó 35.10; Atos 5.40,41).

É bem possível que estivessem num estado de enlevo espiritual que os fez insensíveis aos sofrimentos.  Os relatos da Igreja Primitiva descrevem mártires tão conscientes da presença de Cristo que parecem insensíveis às torturas. Vemos isso na execução do primeiro mártir Estêvão, em Atos 7.55,56.

Lucas observou que os outros prisioneiros “escutavam” (v. 25b). Os demais prisioneiros, sem dúvida, costumavam ouvir gritos e xingamentos do cárcere interno, mas louvores, orações e cânticos se constituíam em novidade para eles!

Marshal em seu comentário escreveu que temos aqui um retrato concreto de “gloriar-se no meio da tribulação” (Romanos 5:3; Tiago 1:2) um ideal cristão.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Atos: E as igreja se fez missões. CPAD, 1ª edição, Rio de Janeiro, 1995.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200203_01.pdf

 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE AGOSTO DE 2025 (Atos 4:13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE AGOSTO DE 2025
MANTENDO A OUSADIA CRISTÃ

Atos 4:13 “Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

 

“Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos,”

Pedro e João foram detidos a tarde pelo capitão do templo que atuou em nome dos sacerdotes saduceus após serem usados para curar o coxo da porta formosa. No dia seguinte reuniram-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas para ouvirem Pedro e João e perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto? (v.7).

Pedro cheio do Espírito Santo lhes respondeu: “Principais do povo, e vós, anciãos de Israel” (v.8) [... ] “Seja conhecido de vós todos [... ] que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:10-12).

Após se surpreenderem com a coragem que aqueles homens lhes falaram, sendo eles autoridades. Se surpreenderem ainda mais, quando descobriram que eram “sem letras e indoutos”.  “Iletrados e incultos” significava que os apóstolos não tinham recebido o ensino formal (especificamente, o treinamento de um rabino) e não ocupavam posições formais . Nos círculos religiosos reconhecidos, Pedro e João não eram ninguém! Como podiam falar com tal autoridade e convicção? Como podiam deixar setenta e um homens instruídos sem ter o que dizer?

 

“... maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

Após se maravilharem eles reconheceram que aqueles homens haviam estado com Jesus. Essas palavras não significam que anteriormente eles não sabiam quem eram Pedro e João, nem sugerem que o Sinédrio estava reconhecendo pela primeira vez que esses homens tinham sido discípulos de Jesus.

O que houve foi que, de repente, o Sinédrio reconheceu como Pedro e João podiam falar com aquela intrepidez e convicção. Os dois homens puderam falar daquela forma porque “haviam estado com Jesus”! O Sinédrio viu “o que a convivência com Jesus havia feito neles!” (v. 13; Bíblia Viva). Memórias dolorosas devem ter vindo à tona, quando os membros do Sinédrio recordaram as batalhas verbais com Jesus no passado. Jesus também não tivera um treinamento formal (João 7:15); apesar disso, toda vez que eles travavam uma batalha teológica com Ele, saíam perdendo.

Quando Satanás nos dificulta as coisas, fica logo evidente se “estivemos ou não com Jesus”. Se todos os nossos pensamentos são egocêntricos, não absorvemos o Espírito dEle. Se o medo domina nossas mentes, não aprendemos o que Ele quis dizer com: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (João 14:1, 2). Quando estamos cientes de que o Espírito de Deus está conosco 11 , e se estamos comprometidos com Jesus como os apóstolos estavam, então, nós também podemos resistir ao diabo com coragem e confiança (Tiago 4:7).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
28/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200110_04.pdf

 

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Atos 8.4

Atos 8.4 “Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”.

 

“Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”

Esse versículo nos leva de volta aos cristãos que foram dispersos. A palavra traduzida por dispersos é o termo usado para indicar “sementeira, semeadura, espalhar sementes. Warren Wiersbe acrescenta que a perseguição faz com a igreja aquilo que o vento faz com a semente, espalhando-a e aumentando a colheita. Os cristãos em Jerusalém eram as sementes de Deus, e a perseguição foi usada por Deus para plantá-los em novo solo, a fim de que dessem frutos. Daí nasceu o provérbio: “O sangue dos mártires é a sementeira da igreja”.

Gamaliel, o professor de Paulo, lembrou ao sinédrio anteriormente o efeito da dispersão sobre os seguidores de Teudas e Judas, galileu: “Porque, antes destes dias, se levantou Teudas, insinuando ser ele alguma coisa, ao qual se agregaram cerca de quatrocentos homens; mas ele foi morto, e todos quantos lhe prestavam obediência se dispersaram e deram em nada. Depois desse, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo; também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos” (Atos 5.36,37).

A dispersão dissipou os seguidores tanto de Teudas como de Judas, mas não foi capaz de dissipar os seguidores de Cristo. Entenda o motivo nas próprias palavras de Gamaliel: “E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la [...]” (Atos 5:38-39).

Esses cristãos perderam tudo que possuíam: casas, rebanhos, bens, tudo exceto o pouco que podiam carregar nas costas. Eles fugiram a pé pelas estradas da Palestina com medo do perseguidor Saulo. Mas ao passarem por outros viajantes, eram objeto de curiosidade. As pessoas indagavam: “O que aconteceu? Ao invés deles murmurarem que deixaram tudo para trás eles preferiam anunciavam a palavra de Deus. A palavra grega equivalente a “anunciando” significa “evangelizar”, contar as boas novas!

Esses cristãos perseguidos não saíram dizendo: “Vejam só para onde está indo este mundo! ”, mas, sim: “Vejam Aquele que veio ao mundo! ”.  Eles aprenderam com o exemplo de Estêvão: seus inimigos podiam ferir sua carne, mas não seu espírito; podiam abreviar suas vidas, mas não sua influência; podiam tomar suas casas, mas não seu lar celestial (João 14:1–3); podiam roubar seus bens, mas não seus tesouros (Mateus 6:20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Geográfica, Vol. 6. 

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf

Atos 8:1

Atos 8:1 “E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e de Samaria, exceto os apóstolos.”

 

“E também Saulo consentiu na morte dele.

Com a morte de Estevão um vento forte de perseguição soprou sobre a igreja. Mas a perseguição é como o vento em relação à semente: apenas a espalha.  Do ponto de vista humano, aquele foi um dia tenebroso para os crentes, mas do ponto de vista de Deus foi o começo de uma grande revolução espiritual, quando a igreja alargou suas fronteiras em direção aos confins da terra.

Estevão é considerado o primeiro mártir do cristianismo e Saulo tem uma participação crucial na sua morte. Ele teve culpa, pois era uma autoridade do Sinédrio e tinha o poder de impedir aquele massacre.  A bíblia diz que foi ele guardou as vestes dos que apedrejaram Estevão (Atos 7.58) e consentiu assim na sua morte. Ao sublinhar o nome de Saulo, o escritor Lucas prepara os leitores para a maravilha da sua posterior transformação (Atos 9:1-31).

 

“E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém;”

Após o martírio de Estevão: “fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém”. A comissão, todavia foi cumprida através da perseguição. A perseguição não é um acidente de percurso, mas uma agenda. Mesmo quando a igreja é perseguida, Deus continua no controle. A perseguição nunca destruiu a igreja; ao contrário, alargou suas fronteiras. Uma igreja que se espalha para além de sua zona de conforto impacta o mundo.

Bengel afirmou que o vento aumenta a chama. Assim como a perseguição não labora contra a igreja, mas a seu favor. Deus transforma o agente da perseguição em parceiro da missão. Para Marshall, a dispersão levou ao mais significativo avanço na missão da igreja. Pode-se dizer que a perseguição foi necessária para levá-los a cumprir o mandamento dado em Atos 1.8: “e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.”

 

“... e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e de Samaria,”

A perseguição acarretou grande dispersão. Esta primeira dispersão dos cristãos teve lugar "nas terras de Judéia e Samaria". Acerca das igrejas na Judéia, temos algumas notícias em Atos 9:32-42, onde lemos a respeito das visitas de Pedro aos cristãos de Lida, Jope e da região de Sarona, terras estas que se encontravam entre Judéia e Samaria. Aqui o foco que se segue é do testemunho da obra de Filipe em Samaria, a conversão de Simão, o mago, e a chegada posterior de Pedro e João em Samaria.

Calvino diz corretamente que, pela maravilhosa providência de Deus, a dispersão dos fiéis levou muitos à unidade da fé. Assim, o Senhor trouxe luz das trevas e vida da morte.

 

“... exceto os apóstolos.”

Não sabemos por que os apóstolos não foram dispersos como os outros cristãos. Talvez Saulo e seus capangas tenham deixado os apóstolos em paz, temendo seu poder e presumindo que não constituiriam uma ameaça, se não tivessem seguidores.

Talvez os apóstolos preferiram ficar em Jerusalém, independentemente do risco — para ministrar a quaisquer cristãos que tivessem escapado de Saulo , e para ministrar aos encarcerados. Calvino de que os apóstolos não fugiram de Jerusalém, porque é dever de um bom pastor dar a própria vida em defesa das ovelhas quando elas são atacadas por um lobo.

Justo Gonzales escreveu que os membros do concílio e o sumo sacerdote nessa ocasião se preocupavam mais pelos cristãos "gregos" do que pelos "hebreus". É posteriormente, no capítulo doze de Atos, que a perseguição desaba contra os apóstolos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Lopes, Hernandes Dias Atos: a ação do Espírito Santo na vida da igreja. São Paulo: Hagnos, 2012.

GONZALES, Justo. História ilustrada do cristianismo vol I- A era dos mártires até A era dos sonhos frustrados. São Paulo: Vida Nova, 2019.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200111_05.pdf

Apocalipse 2:10

Apocalipse 2:10 “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

 

“Nada temas das coisas que hás de padecer.”

As aflições e perseguições que os crentes de Esmirna sofriam, causavam-lhes medo. Está implícito que esse medo estava num processo de crescimento. Jesus, então, exorta-os a que parassem de sentir pavor quanto ao que estavam por sofrer. Ao mesmo tempo, não dá nenhum falso encorajamento, nenhuma falsa esperança de paz e prosperidade. Pois a perseguição haveria de aumentar. Por isso ele disse aos seus discípulos: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33).

O apostolo Paulo quando voltou para Listra, e Icônio e Antioquia, Confirmou os ânimos dos discípulos, e exortou-os a permanecer na fé, e disse-lhes:  que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14:21,22). A Timóteo ele escreveu sobre essa condição: E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições   (2 Timóteo 3.12). Mas aos romanos ele escreveu um cântico de vitória sobre as provações, pois nada seria capaz de nos separar do amor de Cristo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Romanos 8:35).

 

“Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias.”

O diabo lançaria alguns deles na prisão, e haveriam de enfrentar diversas provações. No mundo antigo a prisão não era um tanto lugar de castigo, mas de detenção antes do julgamento. O julgamento podia resultar favorável à defesa ou em algum tipo de castigo, inclusive morte. Prisão e morte possível eram identificadas como obra do diabo, e implicavam em uma prova da validade da fé cristã. Todos que diziam ser discípulos de Jesus tinham de estar dispostos a ir para a prisão e, se necessário, deixar sua vida pelo seu Senhor.

O número dez dias não tem nenhum significado simbólico especial além de indicar um período relativamente curto de perseguição. Seus sofrimentos brevemente chegariam ao fim (após "dez dias"). Ladd diz que João, no caso dos esmirneanos, não prevê uma perseguição mundial, mas local e de curta duração.

Para Gilberto "Dez dias" pode referir-se às dez perseguições de 64-305, sob os dez imperadores romanos dessa época.  Algumas não duraram muito; outras não alcançaram todas as províncias do império. Não obstante, milhares de cristãos foram queimados em fogueiras, jogados aos leões, torturados e mortos das mais terríveis maneiras. Contudo, nem a morte, nem as forças do inferno foram capazes de impedi-los de divulgar o Evangelho nem de conter o avanço e o crescimento da Igreja.

 

“Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”

Como já foi dito o julgamento podia resultar na morte de alguns. Policarpo, um dos mais famosos mártires da antiguidade, foi Bispo de Esmirna e enfrentou com coragem seu martírio. Este dedicado líder foi queimado vivo em uma fogueira no ano 155 d.C. Levado ao estádio, o procônsul instou com ele, dizendo: “Jura, maldiz a Cristo e te porei em liberdade.” Policarpo lhe respondeu: “Oitenta e seis anos eu tenho servido a Cristo, e Ele nunca me fez mal, só o bem. Como então posso eu maldizer o meu Rei e Salvador?”

As palavras de Jesus "Sê fiel até a morte" não significa ser fiel até morrer, mas, ser fiel mesmo que, para isso, tenhamos de dar a vida pela fé cristã. É preferir morrer a negar a Jesus. Jesus foi obediente até à morte e morte de cruz. Ele foi da cruz até à coroa. Essa linha também foi traçada para a igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida”. Desta forma, a igreja de Esmirna não é candidata à morte, mas à vida. A morte física não poderia roubar-lhes a vida que haviam recebido de Cristo.

A coroa da vida não é uma promessa de recompensa especial para os mártires. Todos os que pertencem a Cristo receberão uma coroa da vida. Deus prometeu sua coroa a todos os que o amam (Tiago 1:12). A figura da coroa não vem da monarquia, mas dos jogos atléticos. Os competidores lutavam “para alcançar uma coroa (é usada a mesma palavra grega) corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Coríntios 9:25). João introduziu a promessa da coroa da vida neste contexto para lembrar os esmirneanos de que apesar de sofrerem morte física eles tinham certeza do prêmio da vida eterna.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/08/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HORTON, Stanley. Apocalipse – as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lopes, Hernandes dias. Apocalipse - futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

LAWSON, Steven J. As Setes Igrejas do Apocalipse: O Alerta Final para o seu povo. 5.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004,

LADD, George Eldon. Apocalipse - introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1986.

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE AGOSTO DE 2025 (2 Coríntios 4.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE AGOSTO DE 2025
MANTENDO O ÂNIMO EM MEIO À PERSEGUIÇÃO

 2 Coríntios 4.9 “Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. “


Nesta seção da carta Paulo se expressa numa série de quatro declarações paradoxais. Elas refletem, de um lado, a vulnerabilidade de Paulo e de seus companheiros, e por outro lado, o poder de Deus que os sustenta. Esse versículo contém as duas últimas declarações paradoxais.


“...perseguidos, mas não desamparados; “ 

A palavra grega para “perseguidos”, traz a ideia de perseguir e caçar como a um animal, enquanto a palavra para “desamparados”, significa desertar, abandonar alguém em dificuldades. Paulo se descreve como um fugitivo caçado por seus adversários, contudo, na última hora Deus lhe dava um escape.201 Paulo sofreu duras perseguições desde o começo de sua conversão até o último dia da sua vida na terra. Não teve folga nem alívio. Foi perseguido pelos judeus e pelos gentios, pelo poder religioso e pelo poder civil. No entanto, jamais se sentiu desamparado. Quando foi apedrejado em Listra, levantou-se para prosseguir o projeto missionário. Quando foi preso em Filipos, cantou e orou à meia-noite. Quando foi preso em Jerusalém, deu testemunho diante do Sinédrio. Quando foi levado para Roma como prisioneiro de Cristo, testemunhou ousadamente aos membros da guarda pretoriana. Mesmo quando ficou só em sua primeira defesa, em Roma, foi assistido pelo Senhor (2 Timoteo 4.16-18).


“...abatidos, mas não destruídos; “ 

A palavra grega para “abatidos”, significa lançar abaixo, derrubar violentamente. A palavra era usada para falar da derrubada de um oponente na luta ou de derrubar uma pessoa com a espada ou qualquer outra arma. Já a palavra para “destruídos”, significa destruir e perecer. Paulo enfrentou circunstâncias desesperadoras, acima de suas forças (1.8). Foi acusado, perseguido, açoitado, aprisionado, mas jamais sucumbiu. Mesmo quando foi levado à guilhotina romana e teve seu pescoço decepado pelo verdugo, não foi destruído (2 Timóteo 4.17,18), porque sabia que sua morte não era uma derrota, mas uma vitória, uma vez que morrer é lucro, é deixar o corpo e habitar com o Senhor, o que é incomparavelmente melhor. Na fraqueza de Paulo, Jesus o tornou forte. O apóstolo parecia nunca esquecer que estava seguindo os passos de Jesus. O próprio Senhor foi crucificado de um modo vergonhoso, mas, por meio de Sua morte, Ele derrotou Satanás. A glória do ministério de Paulo estava no fato de que ele transmitia os ensinamentos de Jesus, mas também participara dos sofrimentos de Cristo. Ele jamais pensou em abandonar seu ministério. Naquilo o mundo viu como fraqueza, o apóstolo encontrou força.

 

DEIVY FERRREIRA PANIAGO JUNIOR
24/5/2023

FONTES:

CABRAL, Elienai. Relacionamentos em Família – Superando desafios e problemas com exemplos da Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202107_02.pdf

KRUSE, Colin. 2 Coríntios – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

LOPES, Hernandes Dias. 2 Coríntios: o triunfo de um homem de Deus diante das dificuldades. São Paulo: Hagnos, 2008.