terça-feira, 8 de julho de 2025

Romanos 5.5

 

Romanos  5.5 “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

 

“E a esperança não traz confusão,”

A NVI e a KJA dizem: “não nos decepciona”; a AS21 (Almeida Século 21) também usa termo semelhante: “não causa decepção”. “Decepciona” vem de uma palavra grega que significa “envergonhar” que possui  a mesma raiz que a palavra traduzida por “não me envergonho” em Romanos 1:16: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.

Nossa esperança jamais nos deixará desconcertados; nunca nos desapontará. É desconcertante quando dizemos aos outros que esperamos e ansiamos conseguir uma coisa e depois não conseguimos, mas a esperança de Romanos 5 não é assim. O que Deus prometeu acontecerá. Nessa esperança descansou Sara, mulher de Abraão: “Pela fé também a mesma Sara recebeu o poder de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que o tinha prometido” (Hebreus 11:11). Nossa esperança no Senhor não nos decepciona porque o Senhor não nos decepcionará.

 

“... porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

A esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração. Esta é a primeira menção do amor de Deus em Romanos. A carta de Paulo falou sobre tudo que Deus generosamente fez por nós, mas agora ela revela por que Deus fez tudo isso: porque Ele nos ama.

A palavra para “amor” aqui é agape: o amor incondicional, o amor que procura o melhor para o objeto amado. Esse amor foi “derramado em nosso coração”. Quando ele diz que o amor de Deus está  “Derramado”, ele enfatiza que Deus não é mesquinho com o Seu amor. Paulo usou “a metáfora vívida de uma carga d’água sobre um campo ressecado”. Hugo McCord faz um comentário bem-humorado a respeito: “Quando Deus derramou o Seu amor, Ele usou um balde enorme!”.

Esse amor “foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi dado”. O Espírito Santo foi mencionado antes e rapidamente na carta (1:4; 2:29), mas esta é a primeira referência à obra do Espírito nas vidas dos cristãos. O Espírito entra na vida de uma pessoa quando ela é justificada, quando se converte a Cristo. “O Espírito Santo... é outorgado [dado] a todos os crentes — na hora de sua regeneração”, e confirmado publicamente no ato do batismo: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, em remissão de pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38).

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

Romanos 8:11

 

Romanos 8:11 “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

 

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,”

O destino final de nosso corpo não é a morte, mas a ressurreição. Nossos corpos ainda não foram redimidos, mas o serão, e nós aguardamos com ansiedade este evento. Paulo escreveu que “aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Filipenses 3:20b,21a).

Mas como podemos estar tão certos dele? É por causa da natureza do Espírito que habita em nós. Ele não é apenas "o Espírito de vida", mas é também o Espírito de ressurreição. Pois ele é o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. Ou seja, sabendo que o Espírito desse Deus habita em nós, esse mesmo Espírito que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal.

 

“... aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”

Conseqüentemente o Deus cujo Espírito ele é, a saber, aquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, também dará vida a nossos corpos mortais, e isso ele fará por meio do seu Espírito que já habita em nós. John R. W. Stott comentou que “ressurreição implica transformação; significa que os nossos corpos se reerguerão e serão transformados em um novo e glorioso veículo de nossa personalidade, libertados de toda fragilidade, doença, dor, decomposição e morte”.

Paulo disse que Deus vivificará nossos corpos mortais, “vivificar” significa mais do que simplesmente ser ressurreto dos mortos. Os corpos tanto dos bons como dos maus sairão dos túmulos na segunda vinda de Cristo (João 5:28, 29). Em Romanos 8:11 “vivificar” refere-se a dar “vida” em sua plenitude: estar na presença de Deus. Os fiéis ganharão corpos que poderão comparecer diante de Deus — corpos que podem e irão, viver na gloriosa presença divina para sempre. Nossos “corpos mortais” serão então “imortalizados”.

Como se pode ver, Paulo alude sem o menor constrangimento às três pessoas da Trindade: o Pai que ressuscita, o Filho ressuscitado e o Espírito da ressurreição. E tem mais: a ressurreição de Cristo é o penhor e o padrão da nossa ressurreição. O mesmo Espírito que o ressuscitou haverá de nos ressuscitar. O mesmo Espírito que dá vida ao nosso espírito também haverá de dar vida a nossos corpos.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
08/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A mensagem de Romanos. ABU Editora, 2000.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200901_08.pdf

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/romanos-89.html

Atos 13:9

 

Atos 13:9 “Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos nele,”

 

“Todavia Saulo, que também se chama Paulo,”

Paulo é o nome romano de Saulo. Saulo significa “desejado”, enquanto Paulo significa pequeno. Segundo Matthew Henry um dos anciões o chama: Homo tricubitalis, pois, Paulo media somente um metro e trinta e sete centímetros de altura. Não é incomum afirmarem que Deus mudou o nome de Saulo para Paulo, porém a afirmativa é equivocada. Esse equívoco, até comum, é induzido por precedentes bíblicos no AT e NT: Abrão para Abraão, Sarai para Sara, Jacó para Israel, Simão para Pedro e Levi para Mateus.

Todavia Saulo também tinha o nome de Paulo, nome que possuía por ser romano de nascimento: “E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim. E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento ” (Atos 22:27,28).

Paulo apelou para sua cidadania mais de uma vez. Em Filipos após ser açoitado e preso: “Açoitaram-nos publicamente e, sem sermos condenados, sendo homens romanos, nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? Não será assim; mas venham eles mesmos e tirem-nos para fora. E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras; e eles temeram, ouvindo que eram romanos” (Atos 16:37,38) e também em Cesáreia perante Festo apelou para ser julgado por César, imperador Romano: “Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes ” (Atos 25:10).

 

“... e fixando os olhos nele,”

Saulo fixou os olhos em Barjesus, que significa “filho de Josué”. Mais tarde, ele é chamado Elimas, que, segundo Lucas, significa “mágico” quando pregava em Pafos, a sede do governo da ilha de Chipre. Paulo estava acompanhado de Barnabé e João Marcos. Elimas após observar que o proconsul Sergio Paulo procurava ouvir a palavra de Deus tentou afastá-lo da fé. O mágico formava parte do séquito do governador romano da ilha, que aqui é corretamente chamado procônsul.

O mágico, temeroso de perder a sua posição, fez tudo quanto podia para opor-se àquilo que os pregadores diziam. Sua oposição aberta ao evangelho levou Paulo a adotar uma atuação forte contra ele. Chamou-o, não de “filho de Jesus”, mas de filho do diabo, homem cheio de engano e malícia, que impedia os caminhos de Deus e pronunciou o julgamento divino sobre ele, na forma de uma crise de cegueira.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/1-corintios-11.html

MARSHALL, Howard. Atos - Introdução e Comentário. Vida Nova/Mundo Cristão. 1991.

Texto Áureo Lição 02: A Igreja de Jerusalém: Um Morelo a ser seguido. At...

 TEXTO ÁUREO

Atos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” 

Lição 2 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 08 DE JULHO DE 2025 (Atos 2.38)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
08 DE JULHO DE 2025
A NECESSIDADE DA CONVERSÃO ESPIRITUAL

Atos 2.38 “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. ”


Após Pedro pregar seu primeiro sermão pentecostal na festa de Pentecoste, a multidão que o ouviu perguntaram a respeito do caminho a seguir: “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? ” (Atos 2.37).

As palavras de Pedro foram como flechas. A travessaram a casca dura do preconceito judaico, a ponto de os ouvintes serem feridos de remorsos pela ideia de terem assassinado seu Messias. O incidente aponta para o dia em que a nação inteira lamentará por causa daquele a quem traspassaram (Zacarias 12.10).

Queriam saber como seriam perdoados por tão grande pecado. Como seriam aceitos no Reino do Messias. Tal pergunta é o primeiro passo para a conversão.


“E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, “

O verbo “arrepender-se” é a tradução de uma palavra grega composta que significa literalmente “mudar de ideia ou atitude em relação a”; aplicado ao ser humano, geralmente quer dizer “mudar de ideia em relação ao pecado” — decidir parar de pecar e viver um tipo de vida diferente!

No texto o arrependimento pode ser explicado nos seguintes termos: “Vocês mataram o Messias, no entanto, Deus derrotou os seus propósitos ao ressuscitá-lo. O que vocês fizeram realmente ajudou a cumprir o plano dele. Vocês, porém, fizeram isso por ódio: seu pecado é patente e permanece. Arrependam-se enquanto a misericórdia divina lhes é oferecida. Logo, Cristo virá como Juiz. Tornem-se seus amigos a fim de que sua vinda lhes seja motivo de alegria, não de condenação”.

Arrependimento é uma santa tristeza pelo pecado, seguida pelo abandono deste. E uma total reviravolta feita pela pessoa que descobriu estar andando pelo caminho errado. É um ato da vontade mediante o qual a pessoa, sob convicção, altera totalmente sua atitude para com Deus e com o pecado. Cumpre assim a ordem do profeta: “Criai em vós um coração novo e um espírito novo...” (Ezequiel 18.31).


“... e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, ”

“Batizado em nome de Jesus Cristo”. Não há conflito com a fórmula trinitariana: “Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”(Mateus 28.19). Não se declara aqui que Atos 2.38 é uma fórmula de batismo. É apenas uma declaração da fonte de autoridade para o batismo do crente. Quem é batizado em nome de Jesus segue sua liderança. Por seu intermédio passa da antiga para uma nova vida de retidão, em obediência ao mandamento do Pai e por meio do Espírito Santo.

À primeira vista, estas palavras ensinam que o batismo na água é, de certa forma, essencial ao perdão dos pecados. No entanto, a remissão dos pecados está sendo mencionada em conexão com o arrependimento e não apenas com o batismo na água.

A maneira oriental de falar muitas vezes coloca o símbolo antes da experiência ou outra coisa simbolizada. Desta forma o ouvinte ocidental tem a impressão de que é o símbolo ou a coisa simbolizada que produz a experiência (Atos 22.16).

O que Pedro queria dizer era: “Arrependei-vos, e recebereis a remissão dos vossos pecados, e, como testemunho público disto, deveis ser batizados na água”.

Que o perdão dos pecados, dado por Deus, ocorre separadamente do batismo na água se comprova em Atos 10.44-48, pois os convidados de Cornélio após se arrependerem foram selados com o Dom do Espírito. E que nenhum poder existe inerente na água é demonstrado em Atos 8.13.21,22, Simão após ser batizado tinha que se arrepender:“Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade”. Naturalmente, isto não diminui a importância do batismo na água. Como um rito estabelecido por ordem divina exige assim a nossa obediência.

Por que a fé não é mencionada como condição prévia do batismo? A fé é entendida nas palavras: “em nome de Jesus Cristo". O batismo na água é uma expressão exterior da fé nele.


“... e recebereis o dom do Espírito Santo. ”

A purificação do pecado é seguida pelo revestimento do poder. "Mas recebereis a virtude do Espírito Santo...” O livro de Atos indica que estas são experiências distintas, embora possam ser recebidas simultaneamente (cf. At 19.4-7; 10.44).

Na época do Antigo Testamento, o Espírito era concedido a indivíduos especialmente escolhidos: profetas, reis e sacerdotes. Agora o dom é para “toda a carne”.

Pedro ensina que a promessa é universal.Sendo assim, eles não deviam pensar que a dádiva do Pentecoste era apenas para apóstolos, ou para os cento e vinte discípulos que tinham aguardado a vinda do Espírito por dez dias, ou para um grupo de elite, ou apenas para aquela nação ou geração. Deus não colocou esse tipo de limitação em sua oferta e dádiva. Pelo contrário: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar” (Atos 2:39. Se Pedro tivesse explicado a salvação do ponto de vista humano, teria dito: “Para quantos aceitarem a chamada divina à salvação”.

Num só dia foram acrescentados 3000 aos 120 membros originais da primeira igreja - um acréscimo de 2500 por cento ־ a divina adição e multiplicação: “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/12/2023

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLAM, Myer. Atos – E a igreja se fez missão. Rio de Janeiro: Cpad, 1995. 


segunda-feira, 7 de julho de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 07 DE JULHO DE 2025 (Atos 1.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
07 DE JULHO DE 2025
ESPERANDO EM ORAÇÃO

Atos 1.14 “Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. “

 

“Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, “

O verbo traduzido por perseveravam significa estar "ocupado" ou ser "persistente" em toda atividade. Lucas o emprega mais tarde em relação aos novos convertidos que "perseveraram na doutrina dos apóstolos" (2:42) e aos apóstolos que resolveram dar prioridade à oração e à pregação (6:4). Aqui ele o emprega em relação à perseverança na oração, como Paulo o faz diversas vezes.

A palavra para "unanimemente" é uma das palavras preferidas de Lucas, ele emprega dez vezes e que ocorre apenas uma vez em todo o resto do Novo Testamento. Essa "unanimidade" era mais do que uma atividade conjunta, envolvendo uma concordância pelo que estavam orando. Eles oravam com uma mente ou um propósito: “Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa“ (Filipenses 2:2).

Os perseveravam unanimemente em oração e súplicas eram os onze apóstolos: “Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, irmão de Tiago” (v.13). A exceção é somente de Judas Iscariotes que havia se matado após trair Jesus: “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse” (João 17:12).

 

“... com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos. “

Os apóstolos não perseveram sozinhos, mas estavam acompanhados com as mulheres. Muitas mulheres estiveram envolvidas com o ministério terreno de Jesus, algumas o serviam com suas fazendas: “E aconteceu, depois disto, que andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e os doze iam com ele,E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;E Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens” (Lucas 8:1-3). Além dessas podemos citar também: Salomé e Maria, mãe de Tiago que havia testemunhado o túmulo vazio (Marcos 16.1).

Mais proeminente entre as mulheres Lucas destaca Maria mãe de Jesus, cujo papel singular no nascimento de Jesus ele descreveu com detalhes nos dois primeiros capítulos do seu Evangelho. João destaca sobre ela o fato dela induzir o primeiro milagre de Cristo nas bodas de Caná da Galiléia e a destaca na cruz por Jesus passar a ele próprio a responsabilidade de cuidar dela depois de sua morte: “E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” (João 19:27).

E por fim os irmãos de Jesus. Eles eram pelo menos 4 homens e duas mulheres: “Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs?” (Mateus 13:55,56). Eles não haviam crido em Cristo durante o seu ministério: “Pois nem seus irmãos criam nele” (João 7:5),

Mas agora, talvez devido a uma aparição particular a um deles, Tiago, após a ressurreição estão alistados entre os crentes. Tiago se tornaria posteriormente Bispo da igreja em Jerusalém. Segundo Paulo, Tiago era uma das colunas da Igreja, junto com Pedro e João (Gálatas 2.9).

O autor da Epístola Universal de Judas é identificado como o irmão de Tiago, identificado como o Tiago, bispo de Jerusalém. Assim, o Judas autor da epístola seria o mesmo mencionado em Mateus como irmão do Senhor. A família de Jesus, portanto, estava entre aqueles que passaram a fazer parte da igreja.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/06/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. A Mensagem de Atos - Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 1994.


domingo, 6 de julho de 2025

Apresentação Lições Bíblicas Adulto - 3 Trimestre de 2025. A Igreja em J...

LIÇÃO 02: A IGREJA DE JERUSALÉM: UM MODELO A SER SEGUIDO - 3 TRIMESTRE DE 2025

 
TEXTO ÁUREO

Atos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” 


A igreja primitiva (120 irmãos) agora acrescentada de quase 3000 almas. Foi e é um exemplo para a igreja do século 21, eis aqui alguns dos motivos:


“E perseveravam na doutrina dos apóstolos,



Paulo afirma que os crentes em Cristo estão “edificados sobre o fundamento dos apóstolos” (Efésios 2.20), que é o mesmo que “doutrina dos apóstolos”, pois a eles foi dada a missão de Lançar as bases doutrinárias da Igreja de Cristo.

Essas duas expressões fazem referência ao ensino dos apóstolos e não aos apóstolos em si, ou seja, a Igreja não está fundamentada nestes homens, mas na doutrina que receberam de Cristo e repassaram à Igreja do Senhor. Essa doutrina foi concluída pelos apóstolos.

Paulo, ao discorrer sobre o mistério do corpo de Cristo, fala de uma só fé (Efésios 4.5) que deve ser preservada zelosamente pelos santos (Judas v.3): “[...] pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 1:3)

A validade do que eles ensinaram está no fato de que “Jesus Cristo é a principal pedra de esquina”, ou seja, o Senhor é a base e o sustento de toda doutrina ensinada pelos apóstolos. Sem Cristo, esses ensinos não existiriam ou não teriam valor nenhum, pois Cristo é o insubstituível.

A unidade doutrinária conduz a uma comunhão perfeita. Nela não há lugar para heresias nem apostasias. Isto significa que não pode haver genuína comunhão cristã com dois ou três pensamentos teológicos díspares e contrastantes. As seitas aparecem quando um indivíduo, ou grupo, apresenta uma doutrina contrária aos profetas e apóstolos de Nosso Senhor.

Nestes últimos dias, muitos aparecerão em nosso meio dissimulando suas inverdades doutrinárias, com o único intuito de destruir a comunhão dos santos (2 Tessalonicenses 2.3; 2 Pedro 2.1).

 

“[...] e na comunhão,”

A palavra grega para comunhão é koinonia e significa “ter em comum”, às vezes traduzida por “participar” ou “cooperar”. Ela traz a idéia de cooperação e relacionamento espiritual entre os santos.

Dicionário Teológico, CPAD define comunhão como o “vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo”

A comunhão que trata as Escrituras resulta da salvação que desfrutamos em Cristo: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (1 Coríntios 1.9).  É a comunhão do e no Espírito Santo (Filipenses 2.1); é a comunhão da fé (Filemom v.6), e a comunhão dos crentes uns com os outros e com Cristo: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo”(1 João 1:3)

A comunhão da Igreja Primitiva era completa. Reuniam-se em oração e súplica, mas também se reuniram para socorrer os mais necessitados.

 

“[...] e no partir do pão,”

Os crentes primitivos mantinham uma comunhão tão intensa entre si que se reuniam com alegria e singeleza de coração para celebrar a Santa Ceia. Era o seu “partir do pão”.

Mais adiante, notaremos que a igreja primitiva reunia-se todo primeiro dia da semana para participar da ceia do Senhor. Evidentemente, essa prática começou imediatamente, e esses bebês em Cristo perseveraram em participar fielmente da comunhão todo primeiro dia da semana.

Eles em Cristo e Cristo em cada um deles. Pode haver comunhão mais plena? Não era simplesmente uma cerimônia; era um memorial “fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24) uma festa na qual lembravam a morte e ressurreição de Jesus — a expressão mais sublime do amor divino.

Voltemos a participar, ou melhor, a celebrar a Santa Ceia como a reunião mais importante e solene da Igreja. Todas as vezes que nos congregamos com essa finalidade, lembramo-nos de que Cristo morreu e ressuscitou e certificamo-nos de que, em breve, virá Ele arrebatar-nos.

 

“[...] e nas orações.”


Informa-nos Lucas, também, que a comunhão da igreja Primitiva tinha como base a oração. A igreja começou numa atmosfera de oração e assim permaneceu. Isto significa que as reuniões de clamor e intercessão eram-lhes freqüentes e poderosas.

Haja vista que, certa ocasião, a força da oração daqueles santos chegou a abalar a estrutura do prédio em que estavam reunidos “E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (Atos 4.31).

Sem oração, a comunhão da Igreja perde a sua força e influência. Sua igreja é uma comunidade de clamor e intercessão? Ela ainda move o coração de Deus? É hora de clamar!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
03/01/2024

FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2011/2011-01-04.htm

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2007/2007-01-11.htm

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200109_08.pdf

Mateus 10:19

 

Mateus 10:19 “Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

 

“Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar,”

Jesus suportava as perseguições, por mais desagradáveis que fossem, ajustando-se a elas. Era realista no trato com seus discípulos, advertindo-os sobre as dificuldades futuras. Mais do que preveni-los, deu-lhes instruções sobre como enfrentar a perseguição. Eles seriam entregues. O motivo seria o mesmo porque entregariam a Cristo. O ódio: “ Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia ” (João 15:18,19).

Não vos dê cuidado é o mesmo de “ não andeis, pois, inquietos ” (Mateus 6.31) ou simplesmente não vos preocupeis. A defesa pessoal diante dos reis judeus e governadores gentios seria uma provação terrível para os galileus humildes. A proibição aplicava-se a casos em que a preparação de um discurso de defesa seria impossível.

Os mais valentes desses pescadores simples poderiam ficar alarmados se lhes dissessem que teriam de responder por suas ações em prol de Cristo na presença dos conselhos judaicos e dos tribunais gentios. Cristo não está aconselhando os pastores a não preparar sermões.

 

“... porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer.”

Naquela mesma hora: “ O Espírito de vosso Pai é que fala em vós e por vós ” (Mateus 10.20). Essa foi a primeira promessa de assistência da parte do Espírito Santo nos relatos do Evangelho (Marcos 13:11; Lucas 21:14, 15; João 14:15–17, 26; 15:26, 27; 16:13–15).

Esses homens seriam inspirados pelo Espírito a responder em defesa própria. Eles   dependeriam do Espírito Santo para responder aos interrogatórios, porque sua prisão seria uma oportunidade para testemunhar. Ilustra-se bem esse fato na vida do apóstolo Paulo, cujas prisões deram -lhe a chance de testificar diante de reis e governadores: “ Porque o rei, diante de quem também falo com ousadia, sabe estas coisas, pois não creio que nada disto lhe é oculto; porque isto não se fez em qualquer canto. Crês tu nos profetas, ó rei Agripa? Bem sei que crês. E disse Agripa a Paulo: Por pouco me persuades a me fazer cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo, se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias ” (Atos 26:26-29).

James Burton Coffman referiu-se a esse texto como “uma das declarações mais fortes do Novo Testamento sobre a inspiração que guiou os apóstolos a toda a verdade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
06/07/2025 

FONTES:

GONÇALVES, José. A igreja em Jerusalém – Doutrina comunhão e fé: A base para o crescimento da igreja em meio as perseguições. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201206_04.pdf

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.