quarta-feira, 14 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE MAIO DE 2025 (João 11.43)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE MAIO DE 2025
A RESSURREIÇÃO DE LÁZARO, IRMÃO DE MARTA E MARIA

João 11.43 “E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.”

 

“E, tendo dito isto,”

Depois de orar com essas palavras: “Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste” (João 11.41-42). Esta não era um a petição, e sim ação de graças pela petição respondida. Jesus, na sua inabalável certeza, já agradece o milagre, como se este já tivesse sido operado: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5.14).

 

“... clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.”

Jesus chamou para fora o homem morto. Clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” A expressão “clamou” indica que ele gritou em alta voz. A alta voz era desnecessária para que Lázaro ouvisse; mas beneficiava a multidão. Morris disse: “Provavelmente, pelo menos em parte, o intuito era que a multidão soubesse que aquilo não era um truque de magia, mas o poder do próprio Deus. Os mágicos ou ilusionistas recitavam seus encantamentos e feitiços: “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? “ (Isaías 8:19). Não era assim que agia o Filho de Deus”.

Dizem que a voz de Jesus tamanha autoridade teve nessa hora que, se ele não tivesse especificado que era para Lázaro sair, todos os que estavam nas sepulturas teriam ressurgido.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_02.pdf

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

terça-feira, 13 de maio de 2025

Texto Áureo Lição 07: Eu sou a ressurreição e a vida. João 11.25

TEXTO ÁUREO

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ” (João 11.25)

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2025 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE MAIO DE 2025 (Marcos 5.41)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE MAIO DE 2025
A RESSURREIÇÃO DA FILHA DE JAIRO, UM CHEFE DA SINAGOGA

Marcos 5.41 “E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.”

 

“E, tomando a mão da menina,”

Quando Jesus entrou na casa de Jairo, Ele fez todos saírem e levou consigo somente Pedro, Tiago, João, a mãe e o pai para dentro do quarto. A mãe e o pai estavam de coração partido, mas Jesus caminhou até a beira da cama da menina, inclinou-se, pegou-a pela mão demonstrando confiança e ajuda.

Os outros dois evangelhos sinópticos também mencionam o fato de que Jesus a tomou pela mão: “Mas ele, pondo-os todos fora, e pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina” (Lucas 8:54); “E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se” (Mateus 9:25).

 

“... disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido,”

Essas palavras “Talita Cumi” de modo algum constituem uma fórmula mágica ou encantamento. Marcos sente que a riqueza das palavras de Jesus não caberiam numa tradução, então ele as cita no original aramaico antes de indicar seu significado.

O aramaico era a língua usada no dia-a-dia pelos judeus do Novo Testamento. Os evangelhos foram escritos em grego, mas essas palavras foram conservadas em virtude do grande efeito que causaram.

 

“ Menina, a ti te digo, levanta-te.”

Marcos adiciona uma tradução grega para os leitores que não falavam aramaico. “Menina, a ti te digo: levanta-te!” Ele usa o diminutivo “pequena menina”, “menininha” ou : “criança” levanta-te!.

Segundo o Dr. Lightfoot, era costume dos judeus, quando ministravam remédios para alguém que estava enfermo, dizerem: Levante-se desta doença, querendo dizer: “Nós desejamos que você consiga se levantar” . Mas para alguém que estava morto, Jesus Cristo disse: Levante-se dos mortos; assim, o Senhor estava dizendo: Eu ordeno que você se levante. Mas não é só isso, pois os mortos não têm o poder de ressuscitar; portanto, o poder acompanha a palavra proferida pelo nosso Salvador para torná-la efetiva.

Jesus opera enquanto ordena, e opera através de suas ordens. Por isso que Ele pode ordenar o que desejar, até mesmo que os mortos ressuscitem! Assim é o chamado do Evangelho àqueles que, por natureza, estão “mortos em ofensas e pecados”, e não podem ressuscitar daquela morte pelas suas próprias forças, como essa menina. E esta ordem: “Desperta... levanta-te dentre os mortos”, não é nem presunçosa, nem inútil, quando seguida da expressão: “Cristo te esclarecerá” (Efésios 5.14). E pela palavra de Jesus Cristo que a vida espiritual é dada: “Disse-te:... vive” (Ezequiel 16.6).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE MAIO DE 2025 (Lucas 7.14)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE MAIO DE 2025
A RESSURREIÇÃO DO FILHO DA VIÚVA DE NAIM

Lucas 7.14 “E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.”

 

“E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam),”

Quando se aproximava Jesus da entrada da cidade de Naim, um cortejo fúnebre veio em sua direção. Era a procissão para um enterro de um jovem, filho único de sua mãe, que era viúva. O defunto do jovem era trazido sobre um esquife.

O “esquife”, não era um caixão fechado, como conhecemos, mas uma tábua com um pequeno beiral, ou, às vezes, um tipo de cesto de vime. Era carregado por amigos que se revezavam a intervalos. Atrás do esquife vinham os pranteadores principais e os seus amigos seguidos por uma grande multidão. Movido de intima compaixão pela viúva que agora tinha perdido o seu filho único. Jesus tocou o esquife.

O ato de Jesus em tocá-lo importava em poluição de acordo com as leis cerimoniais, mas onde a necessidade humana estava em jogo nunca se preocupava com detalhes cerimoniais. Quando tocou o esquife, pararam os que o conduziam. Nenhuma palavra lhes foi dirigida, mas claramente viam que alguma coisa incomum estava acontecendo.

 

“... e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te.”

Segue-se então a palavra de autoridade. Jesus falava em seu próprio nome: “Mancebo, a ti te digo: Levanta-te”. O Príncipe da Vida possuía autoridade para ordenar ao jovem o retorno à vida. O toque de Jesus simbolizava o seu poder em impedir o triunfo da morte. A vida encontrara-se com a morte; a procissão fúnebre tinha de parar.

Outros agentes de Deus não tiveram a mesma facilidade para efetuar o mesmo milagre. Certo pregador francês falou de Elias: “E claro que ele está invocando um poder fora de si mesmo; que está chamando da morte uma alma sobre a qual não tem autoridade. Ele mesmo não tem domínio sobre a vida e a morte. Jesus Cristo ressuscita os mortos sem esforço, como num ato corriqueiro. Ele é o Senhor dos que dormem o sono final. Sua soberania sobre vivos e mortos é percebida na grande calma ao operar os mais poderosos milagres”.

 

“E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar.”

No sono, há certa desconexão entre o corpo e a alma, mas a voz humana pode restabelecer contato. A morte é a separação total entre o corpo e a alma, porém a voz do Senhor pode restabelecer a conexão: “Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono” (João 11:11). Cristo pode despertar alguém do esquife tão facilmente como outra pessoa pode despertar alguém da cama.

Jesus não é somente o Senhor da vida; é também o Senhor da morte que triunfou Ele próprio sobre ela e que prometeu que, porque Ele vive, nós também viveremos (João 14:19).

Lucas acrescenta que o que estivera morto passou a falar, evidência palpável dá sua volta à vida. Não se registra nada que ele disse, conforme ocorreu nos outros dois casos de uma ressurreição. A solicitude de Jesus para com a viúva revela-se no detalhe de que restituiu o jovem à sua mãe (v.15) conforme fizera Elias numa situação semelhante: “E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu à sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive” (1 Reis 17:2).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
9/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

MORRIS, Leon L. Lucas, Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2007. (Série cultura bíblica)

PERLMAN, Myer. Lucas, o Evangelho do Homem Perfeito. l.ed. - Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1995.

domingo, 11 de maio de 2025

Lição 07: Eu sou a ressurreição e a vida - 2 Trimestre de 2025

TEXTO ÁUREO

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ” (João 11.25)

 

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; “

Após a lastima de Marta, sobre a demora de Jesus. Ele disse que seu irmão iria ressuscitar. Marta entendeu que se Jesus se referia ressurreição do último dia, Marta considerou que essa declaração era apenas uma declaração formal de consolo, porém Jesus não se referia a essa futura ressurreição, mas a algo que operaria ali naquele momento. Então disse a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida“.

O Senhor Jesus Cristo, em virtude da sua natureza divina, diz: “Eu sou”. Ou seja, não era tarde demais para ressuscitar Lázaro, nem é cedo demais para o dia da ressurreição; hoje mesmo, Ele poderia como fizera ressuscita-lo. Observe que "a ressurreição e a vida” representam causa e o efeito: Jesus é a ressurreição porque é a vida: “Nele estava a vida” (João 1.4). É a vida que produz a ressurreição.

Nesse mesmo evangelho ele havia testificado: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5:25,26). A Ressurreição de Lázaro apenas dependia dele, por isso ele a deu essa resposta: “Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos, e os vivifica, assim também o Filho vivifica aqueles que quer” (João 5:21).

 

“... quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; ”

Os que morrem no Senhor continuam a viver, a despeito da desintegração do corpo, e passarão a ter um corpo espiritual (Filipenses 1.23; 1 Tessalonicenses 4.13,14). Jesus é a vida; segue-se, portanto, que “todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá”. Os crentes em Cristo nunca morrem no sentido com um do conceito da morte; para eles, a morte não é o fim; é o passar de um estado de vida para um estado mais sublime.

Não há nenhum instante de interrupção da sua vida de fé e de comunhão com Deus; o crente adormece no que diz respeito a esta vida e, neste mesmo instante, já está despertado na vida eterna, além do túmulo. “Os que estão “em Cristo” (1 Tessalonicenses 4.14-17) não podem ser separados dEle, nem pela vida, nem pela morte (Romanos 8.38).

Isto é mais do que um anúncio da ressurreição geral do último dia; é uma previsão da ressurreição do próprio Jesus e a certeza de que os que nele crêem, estando unidos a ele pela fé, participarão da sua vida ressurreta mesmo experimentando a morte do corpo: “Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). E mais do que isto, no que se refere a esta participação na sua vida ressurreta e à posse da vida eterna, tal vida não conhece a morte. Jesus já tinha dito: “Se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente“ (João 8.51). A vida mortal chegará ao fim; a vida verdadeira dura para sempre. Temos aqui uma antecipação da promessa que será feita no cenáculo: “Porque eu vivo, vós também vivereis" (João 14.19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
5/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

sábado, 10 de maio de 2025

João 5.30

João 5.30 “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou. “

 

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. ”

Jesus havia dito que “o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (João 5:22,23). Jesus julga a partir das deliberações eternas do Pai. Ele repetiu aqui a afirmação que havia feito em João 5:19: “Na verdade, na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai; porque tudo quanto ele faz, o Filho o faz igualmente”, dizendo que nada podia fazer de si mesmo, ou seja, de sua própria vontade, mencionando, a seguir, sua obra de juízo como ilustração.

 

“Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, ”

Assim conforme ele o ouve o Pai ele julga. Ou seja, todos os atos de autoridade de Cristo, tanto legislativos como judiciários, estão exatamente de acordo com as regras da justiça: “São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida” (Provérbios 8.8).

Não podem existir exceções contra quaisquer das determinações do Redentor, e, portanto, assim como não haverá nenhuma revogação de quaisquer de suas leis, da mesma forma não haverá revogação de quaisquer de suas sentenças. Seus julgamentos são seguramente justos, pois eles são conduzidos pela sabedoria do Pai.

Dessa maneira, Ele nos ensina a não fazermos nada por nós mesmos, mas julgar as coisas e agir de acordo com a Palavra de Deus.

 

“...porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou. “

Jesus também enfatizou sua submissão ao Pai; ele procurava fazer unicamente a vontade daquele que o enviou. A execução da vontade do Pai foi a comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (João 4.34). Já que este é o princípio imutável que serve de base para suas ações, ele pode deixar com confiança sua defesa nas mãos do Pai.

Não como se a vontade de Cristo fosse contrária à vontade do Pai, assim como, em nós, a carne é contrária ao espírito, mas Cristo possuía, como homem, as emoções naturais e inocentes da natureza humana, os sentimentos de dor e prazer, uma inclinação para a vida, uma aversão à morte. Ainda assim, Ele satisfazia não a si mesmo, não deliberava com estes, nem os consultava, quando estava para dar continuidade à sua missão, mas se submetia à vontade de seu Pai. Considerando esse fato, Ele realmente não levava em consideração sua própria vontade, mas o Senhor era, nesse sentido, guiado pela vontade de seu Pai,

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_06.pdf

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Mateus a João. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

Mateus 11.29

Mateus 11.29 “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”

 

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim,”

Esse amoroso convite que põe término ao capítulo 11 só foi registrado por Mateus. É dirigido em primeira instância àqueles sobre cujas costas os fariseus lançavam pesadas cargas, exigindo meticulosa obediência não só da lei propriamente dita, mas também das intrincadas elaborações que dela fizeram. Jesus usa uma metáfora judia relacionada com disciplina e discipulado diz: "Ponha seu pescoço sob o jugo, e deixe a sua alma ser instruída" (Sir 51:26).

Na Palestina, os jugos dos bois eram feitos de madeira. Levava-se o boi e se tomavam medidas. Logo se trabalhava o jugo e se voltava a levar o boi para prová-lo. Então se ajustava bem o jugo, para que se adaptasse ao pescoço do paciente animal e não a machucasse. Se fazia o jugo à medida do boi.

Jesus nos convida a carregar seu jugo sobre nossos ombros. Os judeus empregavam a frase o jugo para entrar em submissão. Falavam do jugo da Lei, do jugo dos mandamentos, o jugo do Reino, o jugo de Deus. Mas pode dar-se o caso de Jesus ter dado a seu convite um significado muito mais cotidiano: Diz: "Meu jugo é fácil ou adequado”.

Os rabinos também associavam o termo jugo para referirem-se à escola. A palavra escola está etimologicamente relacionada à palavra grega para “lazer”. Jesus diz que todos deveriam tomar o seu jugo e aprender dele.

Pois, não é propriamente obediência a nenhuma lei externa e sim a lealdade a uma Pessoa, que capacita o discípulo a fazer alegremente, e, portanto, facilmente, e sem a sensação de que está pelejando debaixo de um pesado fardo, o que aquela Pessoa quer que ele faça. Se as pessoas O amassem, disse Jesus, inevitavelmente guardariam os seus mandamentos (João 14.15).

Há uma velha lenda sobre um homem que encontrou um menino pequeno carregando a um menino ainda menor, que era coxo: "Essa é uma carga muito pesada para você", disse o homem. "Não é nenhuma carga", respondeu o menino, "é meu irmãozinho." O amor suaviza todos os fardos, tornando-os leves.

Além disso, o caminho da vida que Ele deseja que os seus discípulos sigam é a sua própria vida. Em conseqüência, o guia da conduta do cristão não é um livro de leis repleto de decepcionantes perplexidades, mas o exemplo de Cristo. Policarpo, discípulo do apóstolo João disse perante seus algozes: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?”. O exemplo de Cristo nos induz a imitá-lo até o fim.

 

“...que sou manso e humilde de coração;”

Na sua escola, Jesus oferece refrigério e promete tornar o fardo leve, porque Ele é um professor manso e humilde. Ser aluno de Jesus é ter um Professor muito gentil e inclinado à humildade, que nunca se impacienta com os que são lentos para aprender e jamais é intolerante com os que tropeçam.

A mansidão é a virtude que oferece paciente gentileza com retribuição ao ódio, ofensa ou hostilidade. É o oposto de orgulho, ira, auto-afirmação e vingança. O coração verdadeiramente manso não reage à provocação; paga o mal com o bem; e, dos outros, nada exige e pouco espera.

O mundo considera o manso covarde e vacilante; alma tímida, moralmente débil ante as batalhas da vida. Mansidão, porém, não é fraqueza; é força tornada gentil. Moisés eia manso (Números 12.3), mas havia aço na sua estrutura moral, e raios e trovões no seu zelo (Êxodo 32.19). O Senhor Jesus era manso, mas basta-nos ver como expulsou os cambistas do templo e denunciou a hipocrisia dos fariseus (Mateus 23).

Jesus também é humilde de coração. A humildade parecia servil aos antigos; não era uma virtude. Jesus tomou esse vício em virtude. Ele glorificou essa atitude. Paulo exorta: “Cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2.3).

 

“... e encontrareis descanso para as vossas almas.”

Certamente Jesus não promete a seus discípulos uma vida de inatividade ou repouso, nem isenção de tristezas ou lutas, mas sim lhes assegura que, se se mantiverem bem unidos a Ele, acharão alívio de esmagadores fardos, como os da angústia arrasadora, do sentimento de frustração e de futilidade, e da desgraça de uma consciência sobrecarregada de pecados.

No Antigo Testamento, o Senhor convidou Seu povo para voltar às “veredas antigas”, dando-lhes a mesma promessa encontrada aqui. A linguagem provavelmente foi emprestada desse texto: "Parem nas encruzilhadas e olhem, perguntem pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andem por ele, e encontrarão descanso para a vossa alma. Mas eles dizem: 'Não andaremos" (Jeremias 6:16).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

PEARLMAN, Myer. Mateus – O Evangelho do Grande Rei. Rio de Janeiro: CPAD.

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.

TASKER, R. V. G. Mateus: Introdução e comentário. Série Cultura Bíblica –São Paulo: Mundo Cristão, 1980.

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.

Lucas 9:46


Lucas 9:46 “E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.”

 

“E suscitou-se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior.”

Jesus havia convocado os seus doze discípulos, e lhes dado autoridade e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades. E enviou-os a pregar o reino de Deus, e a curar os enfermos. (VS 1,2). Aconteceu que um homem da multidão que seguia Jesus o pediu que libertasse seu filho possesso, pois seus discípulos não puderam (v.40).

Jesus após lamentar a sua geração libertou o menino e devolveu a seu pai. Disse então aos seus discípulos : “Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos, porque o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens” (v.44). Seus discípulos não entenderam sua indireta e nem perguntaram acerca desta palavra. Distraindo-se assim começaram uma discussão irrelevante: “qual deles seria o maior?

No mundo é bastante conhecida a filosofia que afirma que somente os mais aptos sobrevivem; que o mercado é seletivo, escolhendo os melhores e excluindo os piores. Essa é a lógica! Com o seres racionais estamos habituados com os princípios governados pela lógica formal. O próprio Jesus disse: “Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores” (Lucas 22:25). Todavia, no reino de Deus as coisas não seriam assim: “Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lucas 22:26,27).

Muitas vezes a lógica do reino se apresenta totalmente invertida. Por exemplo, quem não está disposto a perder também não ganha (Filipenses 3.7-8); quem não dá também não recebe (Atos 20.35); quem não perdoa também não é perdoado (Mateus 6.13); quem não se humilha também não é exaltado (Lucas 14.1); quem busca primeiramente as coisas secundárias não receberá as primárias (Mateus 6.33); quem quiser ser o maior então deverá se tornar pequeno (Lucas 22.26).

Querer ser o primeiro, o maior, o chefe ainda continua sendo uma poderosa tentação para muitos cristãos. Quando acontece no meio da liderança então, os seus efeitos são muito mais catastróficos. Hoje estamos vivenciando uma verdadeira fragmentação da igreja evangélica no Brasil e a causa principal é a disputa pela liderança. Ninguém quer mais ser índio, todos querem virar cacique.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

GONÇALVES, José. Lucas – O evangelho de Jesus o homem perfeito. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.

João 13.10

João 13.10 “Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos.”

 

“Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo.”

Jesus após a recusa de Pedro em deixar-lhe lavar os pés, havia lhe dito que se não lavasse seus pés não teria parte com ele. Pedro então cedeu e disse que nesse caso poderia lavar-lhe a cabeça e também as mãos. Então Jesus lhe disse: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo.”

A imagem empregada por Jesus poderia ser a de um homem indo a uma festa, o qual, tendo se banhado em casa e vestido da melhor maneira possível, sujaria os pés pelo caminho, mas, ao chegar á casa do hospedeiro, antes de sentar-se à mesa somente precisaria lavar os pés, e não de um banho completo. Essa narrativa pode delinear três aplicações espirituais:

1) O banho corporal simboliza a purificação do indivíduo por conta de sua resposta ao sacrifício de Jesus na cruz. Essa purificação da culpa do pecado ocorre quando o crente confessa sua fé em Cristo e é batizado em Cristo (Gálatas 3:26, 27) – um ato único. Aqueles que foram assim purificados têm parte com Jesus; isto é, têm comunhão com ele.

2) A lavagem dos pés significa que aqueles que já foram purificados só precisam lavar os pecados que vierem a cometer. O crente se mantém limpo andando “na luz” e confessando seus pecados (1 João 1:7, 9). Pessoas salvas “limpas”  podem colher várias formas de imundícias do mundo por onde vão passando; portanto, precisam da lavagem diária dos pés, ou seja, precisam do perdão de Cristo pelas atitudes e ações mundanas que praticam no ambiente do maligno.

3) A última aplicação envolve uma lição de humildade. Jesus sabia que seus discípulos estavam espiritualmente limpos mediante seu ministério: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado” (João 15.3) e que, nos seus corações, amavam-no. No entanto, a ambição apegara-se a eles pelo caminho e se perguntavam quem era o maior. Cristo, tomando a bacia com a toalha, estava mais interessado em limpar do coração deles os sentimentos de orgulho do que em lavar os pés.

 

“Ora vós estais limpos, mas não todos.”

Mais uma vez, o conhecimento perfeito de Jesus é evidenciado. Aquele que sabia o que havia no homem (João 2:25) percebeu que nem todos os discípulos estavam limpos e fez uma ressalva: “Nem todos estais limpos”, porque Judas, por mais limpos que seus pés estivessem após a lavagem, não tinha deixado Cristo limpar seu coração.

 

Por causa do seu amor insondável, Jesus lavou os pés de Judas; mas Judas não estava limpo. Nesse momento do ministério de Jesus, os discípulos não sabiam quem era o traidor; somente na hora em que Jesus foi preso revelou-se ao grupo a identidade do traidor

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/5/2025

FONTES:

CABRAL, Elienai. E o Verbo se fez Carne – Jesus sob o olhar do apóstolo do amor. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_01.pdf

Pearlman. Myer. João – o evangelho do filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.