sábado, 1 de fevereiro de 2025

Colossenses 2.9


Colossenses 2.9 “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

 

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; ”

Enquanto os hereges (gnósticos) criam que a divindade se apresentava através de “emanações", dos aeons, Paulo ministrava aos colossenses que, em Cristo, “habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. Paulo demonstra quão errônea é esta ideia, mediante sua insistência que toda a essência divindade, ou seja, todas as características divinas residem na Pessoa de Jesus Cristo.

Ele não é inferior nem superior ao Pai e ao Espírito Santo; Ele tem a semelhança exata de tudo que está incluso e é expresso pela palavra “Deus”. Esta ideia também é apresentada em Hebreus 1:3a: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser”.

Quando veio ao mundo, Jesus despiu-Se do Seu corpo celestial para assumir um corpo carnal; porém Seu ser, a Pessoa que Ele é, continuou sendo a Divindade imutável. Paulo disse: “Pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana” (Filipenses 2:6, 7).

Assumindo a carne humana durante a Sua habitação na terra, Jesus tornou-Se a Divindade na carne. Diz o apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14). Ele já não era a Divindade em Seu corpo celestial, mas era a Divindade num corpo terreno. Em nenhum momento Ele foi menos do que a Divindade, seja em Seu corpo celestial, seja em Seu corpo terreno.

Pois, “tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas” (Romanos 1.20), tendo em vista a sua preeminência (Primogênitura) sobre todos os seres, visíveis e invisíveis, anjos ou demônios, homens ou animais.

E, como nEle habita toda a plenitude da divindade, Paulo fez ver aos colossenses que não necessitavam de qualquer outra fonte da revelação de Deus. Uma vez que conheceram a Cristo, conheceram toda a fonte da revelação divina, toda a fonte do poder que emana de Deus.

Se Ele é a Divindade, então tudo que Ele ensinou é verdadeiro e autorizado. Deus não pode mentir (Hebreus 6:18), por isso Seu ensino é verdadeiro. Qualquer ensino que não esteja em harmonia com a verdade revelada de Jesus é falso (1 João 2:21) e não tem o apoio da autoridade de Jesus.

Todas as religiões que não pregam a Cristo como centro de seus ensinos e da verdadeira adoração estão incorrendo em grave erro, e desviando seus adeptos do verdadeiro caminho para Deus. NEle, a divindade é infinita e absoluta. Não sobra nada para qualquer outro ser que pretenda usurpar-lhe o direito à adoração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

MARTIN, Ralph P. Colossenses e Filemom – introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1984.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201310_05.pdf

João 10.33


João 10.33 “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

 

“Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, ”

No inverno, durante a festa da dedicação Jesus passou pelo alpendre de Salomão e foi rodeado por judeus que estavam o forçando a disser se ele era o Cristo. Todavia eles o forçavam não para nele crer, mas para o acusarem. Jesus então disse que as suas obras eram a resposta a eles, pois elas testificavam se ele o era.

Sabendo o que tinham no coração Jesus respondeu que eles não eram suas ovelhas, pois elas o ouviriam. Que lhes daria a vida eterna, pois “ele e o Pai eram um” (v.30). Quando Jesus disse isso os judeus novamente pegaram em pedras para o apedrejarem. A ocasião anterior em que seus inimigos tentaram apedrejá-lo nos recintos do templo foi aquela em que ele declarou que “antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8.58).

Jesus então os questionou perguntando: “Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? (v.32). Afinal suas ações davam testemunho da sua missão divina (João 5.36); e suas palavras estavam em harmonia perfeita com seus atos. Os judeus então se justificaram dizendo que não estavam apedrejando-o por nenhuma das suas obras.

 

“... mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. ”

Os judeus disseram: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia. Eles basicamente disseram: “Não é por suas obras, mas por suas palavras”. Essa foi a primeira vez que Jesus foi acusado de “blasfêmia”. A acusação de blasfêmia se fundamentava no fato de Jesus, “sendo... homem”, se fazer Deus a si mesmo. Pois Jesus se dizia ser um com o Pai, colocando-se do outro lado do abismo que separa Deus das pessoas - o Criador e a criatura.

Na opinião deles, a afirmação “Eu e o Pai somos um“ merecia a pena prescrita na Lei para aqueles que blasfemavam contra o nome divino. E essa ofensa a Deus envolvia toda a comunidade em culpa séria, a não ser que o transgressor fosse tirado do meio do povo, “cortado de Israel”. Por isso as pedras.

Os judeus já perseguiam Jesus por causa do Sábado, pois Jesus havia mandado no sábado um aleijado carregar sua cama e um cego lavar a argila nos olhos, transgredindo tecnicamente a lei do sábado, mas eles consideraram muito piores os argumentos com que ele justificou estes atos: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (5.17).

A tentativa de tirar-lhe a vida depois do incidente no tanque de Betesda foi causada pelo fato de que ele “não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (5.18).

Todavia, Jesus não estava se fazendo passar por Deus, visto que era o Verbo que estava com Deus e que era o próprio Deus (João 1:1). Jesus, o Filho unigênito de Deus (João 3:16), desceu do céu para fazer a vontade do Pai que o enviou, e não a sua própria vontade (João 6:38). Tudo o que Jesus disse e fez foi coerente com a missão para a qual ele veio à terra. Suas palavras foram as palavras de Deus; suas obras foram as obras de Deus. Ele estava mostrando que era realmente o Filho de Deus, enviado pelo Pai para a redenção da humanidade.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/2/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202202_01.pdf

Mateus 4.23


Mateus 4.23 “E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. ”

 

“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, “

Após permanecer algum tempo na Judéia, onde foi batizado e tentado. Jesus ficou sabendo que João, o Batista, havia sido encarcerado (v.12), isso o fez voltar para a Galileia. Ele deixou a cidade de Nazaré após tentarem derrubá-lo dum precipício (Lucas 4.29) e se estabeleceu na cidade de Cafarnaum para que se cumprisse a profecia de Isaías que diz “a terra de Zebulom e a terra de Naftali, junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galileia das nações, o povo que estava assentado em trevas viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou” (v.15-16).

Assim como os apóstolos Jesus ensinava e pregava nas sinagogas. Ele pregava o evangelho do reino. A palavra “evangelho” significa literalmente “boas novas”. As boas novas eram que o tempo havia cumprido, e o reino de Deus havia chegado, pois ele, o messias, havia se revelado: ”Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei...” (Gálatas 4:4,5).

No Reino de Deus, a vontade do Pai é conhecida para ser praticada. Fazer continuamente a vontade de Deus, nesse Reino, deve ser a nossa maior prioridade, não importando os obstáculos “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22). O Reino Deus e sua justiça devem ser o nosso anseio e alvo principal: ”Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).

 

“... e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. ”

Por toda a Galileia, Jesus curava todas as enfermidades e moléstias entre o povo. Mateus sobre isso escreveu: “para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” (8.17). Estas “enfermidades” e “moléstias” incluiam doenças reais e defeitos físicos, pois a cura faria parte do ministério terreno do messias: "como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos, 10:38).

Posteriormente Jesus concedeu poder aos apóstolos para curar enfermidades, os quais testemunharam muitas curas feitas em nome do Senhor Jesus. Após a ressurreição e glorificação do Senhor, Deus derramou sobre a sua igreja, no dia de Pentecostes o poder do alto e manifestou a partir dali os demais dons espirituais, incluído entre eles os dons de curar. Esses dons de curar se encontra no plural dando-nos a entender que as doenças curadas serão curadas de acordo com a vontade do senhor, ou seja não cabe ao portador do Dom decidir quem vai curar, mas que tudo será feito para a glória de Deus segundo a sua vontade e no seu tempo.

A palavra de Deus chega a nos dizer: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai”. (João, 14:12). Essa promessa é reafirmada na grande comissão, pois Cristo convoca: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Marcos, 16:15-18).

Tiago irmão do Senhor escreveu que os presbíteros deveriam orar pelos enfermos e crer que a oração salvaria os doentes:  Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tiago, 5:14-15).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
6/2/25

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/marcos-115.html

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/salmo-1033.html

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 1 DE FEVEREIRO DE 2025 (1 João 5.20)

 
LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
1 DE FEVEREIRO DE 2025
O SENHOR JESUS É O VERDADEIRO DEUS SEGUNDO O APÓSTOLO JOÃO

1 João 5.20 “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.”

 

E sabemos que já o Filho de Deus é vindo,”

E sabemos“. O tom de confirmação e certeza do capítulo continua aqui. Neste ponto encontramos outra das sete instâncias dessa afirmativa, espalhadas nos versículos décimo terceiro a vigésimo primeiro.

o Filho de Deus é vindo”, isto é, está em foco a encarnação do Logos (o Cristo), apresentada como uma realidade. Em sua encarnação, pois, fundiram-se as naturezas divina e humana. A encarnação ocorreu na plenitude dos tempos para remissão a fim de recebermos a adoção de filhos (Gálatas 4.5).

João começa essa epistola testificando disso: “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1.1-3).

O Filho de Deus veio ao nosso mundo, e nós o vimos e o conhecemos por todas as evidências que já foram asseveradas. Ele nos revelou o Deus verdadeiro.

 

“... e nos deu entendimento para que conheçamos ao Verdadeiro;”

Sem a sua vinda não conheceríamos “toda a plenitude da divindade” (Colossenses 2.9). Estas coisas são-nos possíveis hoje, somente porque o Filho de Deus é vindo, e, tendo vindo, nos tem dado entendimento. A vinda de Jesus permitiu que conhecêssemos a Deus.

Além da sua encarnação ele nos deu o seu Espírito: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós” (João 14.17). O Espírito de Deus nos habilita a conhecer as coisas espirituais. Sem Ele, não poderíamos nem conhecer a Deus nem vencer o pecado.

Jesus nos deu entendimento para reconhecermos o verdadeiro e estarmos no verdadeiro. O benefício da Sua vinda permanece. Sua dádiva Ele não retomará: “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento (Romanos 11:29).

Ele é a verdade (João 14.6). Ele é a verdadeira luz (1.5), o verdadeiro pão (João 6.32), a verdadeira videira (João 15.1). Ele é a verdadeira vida eterna (5.20). O mundo vive de aparências; não conhece a realidade. Nós temos a realidade. Nós temos Jesus. Sem ele não poderíamos conhecer a Deus nem vencer o Maligno.

 

“... e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna. ”

Não há dúvidas razoáveis que essas palavras afirmam a divindade de Cristo: Ele é o verdadeiro Deus. Em redor dessa afirmativa bíblica, naturalmente, tem rugido imensa controvérsia teológica, provocada principalmente por aqueles que não vêem em parte alguma a divindade de Cristo, devido a seus sistemas doutrinários preconcebidos. Para Stott este versículo mina toda a estrutura da teologia dos hereges. Para ele esse versículo é a mais inequívoca afirmação da divindade de Jesus Cristo no Novo Testamento.

Contudo, embora alguns aceitem a divindade de Cristo, pensam que aqui há alusão a Deus Pai e não a Cristo. Argumentam os tais que isso seria mais natural, já que Deus é a fonte originária de toda a vida, que o Filho é apenas o agente da mesma, e que o Pai está presente no contexto, antes e depois deste versículo.

Todavia Stott escreveu que gramaticalmente falando o “Verdadeiro Deus” se refere ao sujeito anterior, neste caso particular, seu Filho Jesus Cristo. Se for assim, esta seria a mais inequívoca afirmação da divindade de Jesus Cristo no Novo Testamento, que os campeões da ortodoxia se apressaram a explorar contra a heresia de Ário. Lutero e Calvino adotaram essa opinião. Henry escreveu que uma construção mais natural do versículo seria: “Este mesmo Filho de Deus é também o verdadeiro Deus e a vida eterna

Seja como for, o fato é que o ensino da divindade de Cristo é perfeitamente comum nas páginas do N.T. O ensinamento acerca da divindade de Cristo não depende deste único versículo como texto de prova.

João também equiparou Jesus com “a vida eterna”. Ele proclamou que “Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho” (1 João 5:11).  João também afirmou em seu evangelho: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo(João 5:26). Cristo é o doador da vida eterna.

Esse trecho do versículo é uma forte reminiscência de João 17:3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste, pois lá como cá a vida eterna é definida em termos de conhecer a Deus, tanto ao Pai como ao Filho. O pai é a fonte da vida eterna, e Jesus Cristo transmite essa vida (João 1.4 - 14.6). Lemos no contexto do capítulo: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna” (1 João 5:13)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
25/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

KISTEMAKER, Simon. Tiago e epístolas de João. Cultura Cristã, 2005.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry - Jó a Cantares. Rio de Janeiro CPAD, 2008.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 31 DE JANEIRO DE 2025 (2 Pedro 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
31 DE JANEIRO DE 2025
A DEIDADE ABSOLUTA DE CRISTO SEGUNDO O APÓSTOLO PEDRO

2 Pedro 1.1 “Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:”

 

Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo,”

O apóstolo se identifica como Simão Pedro. Simão era seu nome original antes de Jesus chamá-lo de Cefas: “E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)” (João 1:42). Apenas uma vez fora dos evangelhos ele é chamado Simão. No concílio de Jerusalém, Tiago, irmão do Senhor assim o chama: “Expôs Simão como Deus, primeiramente, visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome” (Atos 15:14).

Pedro chama-se a si mesmo o servo de Jesus Cristo. A palavra equivalente a servo é “doulos” e, mais que servo, significa escravo. Ainda que pareça estranho, este é um título, e ao que parece um título humilhante, mas que os mais altos personagens da Bíblia o aceitaram como título da maior honra. Chamar o cristão o doulos de Deus significa que o cristão está incondicionalmente à disposição de Deus.

Pedro apresenta-se também como apóstolo. Jesus deu à essa palavra um significado todo especial quando separou os doze. Ele os escolheu como as primeiras testemunhas de sua ressurreição, bem como de sua vida e ensinamentos. Ele os escolheu também como os agentes que atuariam na fundação e construção da Igreja (Efésios 2.20).

Isso indica que a autoridade não procede dele mesmo, mas é delegada pelo próprio Filho de Deus. Kistemaker alerta que um apóstolo não transmite suas próprias ideias sobre a mensagem daquele que o envia. Pedro fala da parte de Cristo, enviado por Cristo e com a autoridade de Cristo.

 

 “... aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo:”

A Segunda Epístola de Pedro, ao contrário da primeira, não é dirigida a nenhuma igreja específica. É direcionada aos que obtiveram preciosa fé através da justiça de Deus em Cristo. Quem era essa gente? Só pode haver uma resposta segundo Barclay.Trata-se de pessoas que uma vez devem ter sido gentios em contraposição aos judeus que em maneira única eram os escolhidos de Deus. Aqueles que uma vez não eram povo são agora o povo escolhido de Deus (1 Pedro 2:10); aqueles que uma vez estiveram afastados e alheios à cidadania de Israel, aqueles que tendo estado longe, foram agora aproximados (Efésios 2:11-13).

Pedro está dirigindo sua Carta àqueles que uma vez tinham sido gentios desprezados, mas agora possuíam iguais direitos que os judeus — e até que os próprios apóstolos — na cidade e no reino de Deus.

eles alcançaram fé”. Isso não significa que ganharam por eles mesmos nem tampouco que a mereceram. Assim como um prêmio favorece a alguém sobre quem tem caído a sorte, sem esforço alguém de sua parte. Em outras palavras: sua nova cidadania e sua nova honra eram totalmente produto da graça.

Chegou-lhes mediante a imparcial “justiça de seu Deus e Salvador Jesus Cristo”. Chegou-lhes porque para Deus não há acepção de pessoas, não existe a cláusula de nação mais favorecida. A graça de Deus, o favor de Deus e os privilégios de Deus alcançam sem distinção a todo povo da Terra: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2.11).

A frase nosso Deus e Salvador Jesus Cristo levanta a questão de se Pedro está fazendo distinção entre Deus e Cristo, ou se realmente está chamando Jesus de Deus. Do ponto de vista gramatical, os dois substantivos são ligados no grego por um único artigo, que sugere fortemente que há alusão a uma única Pessoa. Jesus é chamado Deus por Pedro.

Além disto, nas outras quatro vezes onde Pedro emprega a palavra Salvador (1:11; 2:20; 3:2, 18), sempre se refere a Jesus. Portanto, o autor está chamando Jesus de Deus neste trecho. Este não é um assunto que possa ser matéria de discussão de modo nenhum. Nem sequer é uma questão de teologia, porque para Pedro dar a Jesus o nome de Deus não era coisa de teologia, mas sim uma expressão transbordante de sua adoração.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

Barclay, William. The Letters of James and Peter (Título Original em Inglês). Tradução: Carlos Biagini.

GREEN, Michael. II Pedro e Judas: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.

Kistemaker, Simon J.  Epístolas de Pedro e Judas, trans. Susana Klassen, 1a edição., Comentário do Novo Testamento. São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2006.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 30 DE JANEIRO DE 2025 (Tito 2.13)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
30 DE JANEIRO DE 2025
A DIVINDADE DO SENHOR JESUS SEGUNDO O APÓSTOLO PAULO

Tito 2.13 “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”  


Esse texto claramente confirma a doutrina Pré-Tribulacionista que afirma que a segunda vinda do Senhor ocorrerá em duas fases. Uma primeira de maneira invisível e particular (I Tessalonicenses 4:16-17, I Coríntios 15:5-52) e outra de maneira visível e pública (Mateus 24:30, Apocalipse 1:7).

Esse versículo faz referência a dois eventos distintos: “a bem-aventurada esperança” e “o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”


O primeiro Evento: 

"A Bem-aventurada esperança" refere-se a promessa que Cristo fez de maneira particular aos seus discípulos no momento de sua ascensão através de dois anjos: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir “. (Atos 1:10,11) Ou seja, Cristo ascendeu ao céu diante dos seus discípulos e retornará para eles, para que onde Ele estiver, estejamos nós também. Afinal ele prometeu: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. ” (Apocalipse 3:10). A frase: A Bem-aventurada Esperança, refere-se à forma impar do acontecimento. Não é qualquer Felicidade cristã, é a principal Felicidade, não qualquer promessa, é a maior de todas elas. “Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.Porque em esperança fomos salvos” (Romanos 8:21-24).


O segundo Evento: 

"O aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" refere-se a sua manifestação visível e em Glória descrita em muitas passagens bíblicas e confundidas muitas vezes com o arrebatamento da igreja já descrito acima. Essa manifestação cumprirá cabalmente todas as profecias referidas a sua vinda que era entendida pelos judeus como um evento único, fato que os induz a descrer no messias que recebemos pela fé. Note na profecia de Isaías 61:1-2“O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;”. Agora acompanhe o texto lido por Cristo nos Evangelhos: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração,A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor.E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. (Lucas 4:18-21). Note que Cristo não anuncia o cumprimento da segunda parte do segundo versículo de Isaías 61 “e o dia da vingança do nosso Deus”, apenas da primeira parte. Ou seja, o cumprimento será futuro e se cumprirá em sua segunda vinda em glória “O aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”


Segundo o livro Manual de Escatologia de J.Dwight Pentecost: a profecia muito das vezes possui camadas, não sendo o seu cumprimento para o mesmo tempo como no caso das 70 semanas de Daniel que sabemos ainda restar uma semana de anos a se cumprir.  Cabe ainda ressaltar mais um esclarecimento por se tratar de uma tão controversa doutrina escatológica. Muitas doutrinas bíblicas são entendidas através da observação e comparação dos textos bíblicos. Exemplo: Observamos as três pessoas da Trindade de maneira distinta em um só tempo no Batismo de Jesus. Da mesma maneira somos capazes de observar a segunda vinda de Cristo em eventos distintos. Observe: No texto de Apocalipse 19 a palavra do Senhor nos revê-la que após acontecer as Bodas do Cordeiro, Cristo desce sobre com o Cavalo branco acompanhado dos exércitos dos céus “E seguiam-no os exércitos no céu em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro. ” (19:14). Referência aos santos da Igreja que já terão sido glorificados e galardoados: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. ” (3:5). Fato citado também por Judas: “E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. (Judas 1:14,15). O senhor virá com seus santos para fazer juízo contra os ímpios. Ora, se Cristo virá com sua Igreja em Glória, é fato que a Igreja será tira do mundo antes. “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória”.(Colossenses 3:4)


Deivy Ferreira Paniago Junior
25/03/2021

Fontes:

SOARES, Esequias. O Verdadeiro Pentecostalismo: A atualidade da doutrina bíblica sobre a atuação do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 2020.

PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. São Paulo: Editora Vida.

 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos - 1º Trim./2025 - CPAD

Texto Áureo Lição 5 - Jesus é Deus. 1 João 1.1

TEXTO ÁUREO

"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (João 1.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 29 DE JANEIRO DE 2025 (João 8.58)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
29 DE JANEIRO DE 2025
JESUS É O MESMO "GRANDE EU SOU", DO ANTIGO TESTAMENTO

João 8.58 “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.”

 

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo “

Jesus havia dito que se alguém guardasse as suas palavras não veria a morte (v.51). Essas palavras causaram estranheza para os fariseus que responderam que ele tinha demônio, pois, Abraão e os profetas morreram. E surgiu a pergunta: “És tu maior do que o nosso pai Abraão, que morreu?” (v.53). Para a surpresa deles Jesus respondeu que Abraão exultou-se por vê-lo. Na cabeça dos fariseus isso era irracional, pois como um homem de menos de cinqüenta anos poderia ter visto Abraão. “Disse-lhes então Jesus

Em verdade, em verdade vos digo”. A expressão “em verdade” traduz o original “amem”, em hebraico ela transmite o sentido de verdade ou fidelidade. No Evangelho de João, essa expressão aparece composta com uma repetição a mais, isto é, “em verdade em verdade vos digo” ou “na verdade na verdade te digo". Essa repetição traduz um duplo amém. Na Bíblia Jesus usa essa expressão como introdução de uma declaração solene, como um alerta profundo. Indica que o que se segue após a expressão deve ser recebido, refletido, assimilado e obedecido.

 

“... que antes que Abraão existisse, eu sou.”

Os dois verbos desta oração, existir e ser, são palavras diferentes em grego. A palavra traduzida aqui como existisse significa literalmente “entrasse na história” e tem uma conotação temporal. Abraão não estava no começo com Deus.

O verbo ser do “Eu Sou” não transmite uma idéia temporal, mas se refere a um sentido definitivo. Daí o evidente contraste entre Abraão e Jesus. A expressão “Eu sou” significa uma existência que ultrapassa o tempo, e nesta declaração Jesus usa a mesma linguagem do Deus de Israel, que é sempre o mesmo: “Eu, o Senhor, o primeiro, e com os últimos eu mesmo” (Isaías 41.4). Como expressou acerca de Jesus o autor de Hebreus com toda simplicidade, que ele é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hebreus 13.8).

Aqui se afirma que Jesus é atemporal. Não houve um momento quando chegou a ser; não haverá jamais um tempo no qual não seja. Não podemos dizer que Jesus foi. Devemos dizer sempre, é. O que quis dizer? É evidente que não quis dizer que Ele, a figura humana chamada Jesus, existiu sempre. Sabemos que Jesus nasceu neste mundo em Belém.

Em Jesus não vemos só um homem que veio, viveu e morreu. Vemos o Deus atemporal, que foi o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que era antes do tempo e que será depois do tempo, que sempre é. Em Jesus, o Deus eterno se manifestou aos homens. O Verbo que estivera com Deus no princípio e agora estava encarnado na terra.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
21/1/2025

FONTES:

SOARES, Esequias. Em defesa da fé: Combatendo as antigas heresias, que se apresentam com nova aparência. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2024/01/joao-524.html

PEARLMAN, Myer. João o evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

 HARPER, A. F. (Ed.). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 28 DE JANEIRO DE 2025 (Isaías 9.6)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
28 DE JANEIRO DE 2025
A DEIDADE ABSOLUTA DO MESSIAS SEGUNDO O PROFETA

Isaías 9.6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. ”

 

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, ”

Este versículo é um dos grandes pronunciamentos messiânicos, e as tentativas de fazê-lo ajustar-se à época de Isaias por teólogos liberais fracassam miseravelmente. Estamos acostumados a usar os títulos de Cristo nele descritos por causa de nosso condicionamento cristão. Para os judeus, entretanto, essas eram declarações extraordinárias e quase impronunciáveis. Jesus foi condenado exatamente por isso: as reivindicações que fez sobre Si mesmo pareciam grandes demais. Por isso, julgou-se que Ele blasfemava de Deus, tomando para Si mesmo mais do que um homem poderia tomar.

O Messias viria a nós como um menino. Mas Ele viria em primeiro lugar ao remanescente de Israel: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11). “Um filho” refere-se a profecia de Isaías 7.14, Emanuel, “Deus conosco”. Essa profecia aponta para o nascimento virginal de Cristo, a sua encarnação, uma das grandes doutrinas cristãs. A encarnação foi a rota escolhida por Deus para Sua manifestação (Semente da mulher). Da mesma sorte que Ele compartilhou nossa natureza humana, também um dia haveremos de compartilhar Sua divindade, nossa mais elevada doutrina cristã: “Pelas quais nos são dadas grandíssimas e preciosas promessas, para que por meio delas sejais participantes da natureza divina” (2 Pedro 1.4).

 

“... e o principado está sobre os seus ombros, ”

A realeza era simbolizada por um cetro sobre o ombro do rei. O governo estando “sobre os seus ombros” significa que Ele será rei. Diz aqui o hebraico, literalmente: "a carga da autoridade" (governo), ou seja, a chave estaria em Seus ombros: “E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá” (Isaias 22.22).

Isso confirma a autoridade de Cristo vislumbrada pelo apóstolo João a igreja de Filadélfia: “Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha e ninguém abre” (Apocalipse 3.7). Nesse contexto, Ele é descrito como um governante da família de Davi.

 

“... e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, ”

A expressão “o seu nome será” é de grande significância. Nomes bíblicos indicam “o caráter,
a essência ou natureza de uma pessoa...”Isto certamente é verdadeiro quanto aos nomes

aplicados ao Messias. Analisemos os nomes aplicados a Ele nesta passagem.

Champlin diz que é melhor entender as duas palavras como um único título. Terry Briley observou que: “o título poderia ser traduzido literalmente por ‘Maravilha de Conselheiro’”. Todavia, Maravilhoso” e “Conselheiro” não são colocados juntos por eruditos hebreus antigos.

Maravilhoso é a prova clara de que o Messias iria transcender os limites da compreensão e existência humanas comuns: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? ” (Êxodo 15.11 NVI). Por exemplo, os milagres que os Evangelhos relatam acerca de Jesus, o Messias, deixaram claro que Ele era extraordinário, ou seja, não é comum aos seres humanos caminharem sobre as águas ou ordenar aos mortos para que voltem à vida (João 11.1-46). E o que dizer da sua morte e ressurreição?

A característica de Conselheiro é indispensável aos reis, especialmente quando se trata do Rei dos reis e Senhor dos senhores, que governará eternamente. Desde o Antigo Testamento ao Novo Testamento, observamos que Deus sempre deixou claro que o Messias seria amante da sabedoria (Provérbios 8; Isaías 11.2). Essa sabedoria é notável ao percebermos que, até mesmo quando criança, antes de dar início ao seu ministério, Jesus já se sentava para gastar tempo com os doutores, ouvindo-os e interrogando-os (Lucas 2.41-52). Jesus insinua que Ele é o “Conselheiro” quando chama o Espírito Santo de “outro” Conselheiro (João 14 .16).

 

Deus Forte,

Conselho e força precisam andar juntos; se faltar um, o outro qualificativo perde sua importância. Contrapondo a fraqueza dos governantes que oprimiram os fracos e desvalidos, mas também se sobrepondo aos países que oprimiram Israel, como Assíria e Babilônia, agora o Deus Forte assume o controle. Ele tem todo o poder e pode governar (Isaías 10.1,2).

Deus é infinitamente mais forte que todos os inimigos e vai dar descanso ao seu povo. Além disso, é na força de Deus que o Messias, também sendo Deus, imporá a justiça e o direito, ninguém mais oprimirá seu próximo, pois a equidade é estabelecida. Ele é forte o suficiente para estabelecer a tão esperada paz. Jesus na sua ressurreição afirmou: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).

 

Pai da Eternidade,

Pai da Eternidade poderia ser traduzido “Autor da Eternidade [ou, “do Universo”]. Isto se ajusta com João 1.3, onde o Verbo vivo é aquele por intermédio de quem Deus fez tudo o que foi feito. Isto também fala de seu cuidado fiel e amoroso, que é perpétuo.

Ele contrapõe a efemeridade de tudo que é humano, “e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1.17). Exatamente por Ele ser eterno, sem começo nem fim, é que é o Deus Forte que controla e mantém todas as coisas em seu devido lugar, com todas as leis da natureza por Ele criadas e sustentadas. Antes que houvessem sido criados céus e terra Ele já existia (João 1.1), pois Ele criou a própria eternidade. Além disso, Ele existirá para todo o sempre, numa perpetuidade de poder, glória e majestade: “Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 22.13).

 

Príncipe da Paz. ”

Ele também é o “Príncipe da Paz”, aquele que traz a verdadeira paz — a qual inclui salvação, bênção, integridade, harmonia, e bem-estar — uma paz que Jesus dá agora (João 14.27).

Em hebraico paz é mais do que estado de tranquilidade, mas também sugere prosperidade, espaço, riqueza, saúde, bem-estar, felicidade e contentamento. Contrapondo o ambiente de guerra, desolação, violência e injustiça, o Messias traria uma paz perpétua que nenhum poder ou inconveniente poderia tirar. A paz do Príncipe seria muito mais do que ausência de guerras e violência, mas também de provisão inesgotável de salvação e bênçãos para o povo de Deus, pois somente onde há completa libertação e abundância da bondade de Deus é que se estabelece a paz.

O mundo inteiro anseia por paz. Hoje existem mais conflitos do que jamais houve na terra, não somente bélicos, mas também na sociedade violenta e nas famílias disfuncionais. Mas o Príncipe da Paz estabelece sua paz àqueles que hoje se entregam ao seu governo e num futuro próximo dará paz completa para toda a sociedade e todos os povos e nações da terra, conforme diz o salmista em Salmos 72.12-14: “Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele”.

E notável e inexplicável que este tão augusto versículo não tenha sido citado uma vez sequer em todo o Novo Testamento. Por outro lado, ele tem feito parte da cristologia desde o princípio.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

POMMERENING, Claiton Ivan. Isaías –Eis-me aqui, envia-me a mim. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201006_02.pdf

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.