sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Texto Áureo Lição 08 - A Promessa de Paz. João 14.27

TEXTO ÁUREO 
 
 “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. ” (João 14.27)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 22 DE NOVEMBRO DE 2024 (Isaías 9.6)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
22 DE NOVEMBRO DE 2024
JESUS, O NOSSO SENHOR, É O “PRÍNCIPE DA PAZ”

Isaías 9.6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. ”

 

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, ”

Este versículo é um dos grandes pronunciamentos messiânicos, e as tentativas de fazê-lo ajustar-se à época de Isaías por teólogos liberais fracassam miseravelmente. Estamos acostumados a usar os títulos de Cristo nele descritos por causa de nosso condicionamento cristão. Para os judeus, entretanto, essas eram declarações extraordinárias e quase impronunciáveis. Jesus foi condenado exatamente por isso: as reivindicações que fez sobre Si mesmo pareciam grandes demais. Por isso, julgou-se que Ele blasfemava de Deus, tomando para Si mesmo mais do que um homem poderia tomar.

O Messias viria a nós como um menino. Mas Ele viria em primeiro lugar ao remanescente de Israel: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (João 1.11). “Um filho” refere-se a profecia de Isaías 7.14, Emanuel, “Deus conosco”. Essa profecia aponta para o nascimento virginal de Cristo, a sua encarnação, uma das grandes doutrinas cristãs. A encarnação foi a rota escolhida por Deus para Sua manifestação (Semente da mulher). Da mesma sorte que Ele compartilhou nossa natureza humana, também um dia haveremos de compartilhar Sua divindade, nossa mais elevada doutrina cristã: “Pelas quais nos são dadas grandíssimas e preciosas promessas, para que por meio delas sejais participantes da natureza divina” (2 Pedro 1.4).

 

“... e o principado está sobre os seus ombros, ”

A realeza era simbolizada por um cetro sobre o ombro do rei. O governo estando “sobre os seus ombros” significa que Ele será rei. Diz aqui o hebraico, literalmente: "a carga da autoridade" (governo), ou seja, a chave estaria em Seus ombros: “E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá” (Isaias 22.22).

Isso confirma a autoridade de Cristo vislumbrada pelo apóstolo João a igreja de Filadélfia: “Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha e ninguém abre” (Apocalipse 3.7). Nesse contexto, Ele é descrito como um governante da família de Davi.

 

“... e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, ”

A expressão “o seu nome será” é de grande significância. Nomes bíblicos indicam “o caráter,
a essência ou natureza de uma pessoa...”Isto certamente é verdadeiro quanto aos nomes

aplicados ao Messias. Analisemos os nomes aplicados a Ele nesta passagem.

Champlin diz que é melhor entender as duas palavras como um único título. Terry Briley observou que: “o título poderia ser traduzido literalmente por ‘Maravilha de Conselheiro’”. Todavia, Maravilhoso” e “Conselheiro” não são colocados juntos por eruditos hebreus antigos.

Maravilhoso é a prova clara de que o Messias iria transcender os limites da compreensão e existência humanas comuns: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, Senhor? Quem é semelhante a ti? Majestoso em santidade, terrível em feitos gloriosos, autor de maravilhas? ” (Êxodo 15.11 NVI). Por exemplo, os milagres que os Evangelhos relatam acerca de Jesus, o Messias, deixaram claro que Ele era extraordinário, ou seja, não é comum aos seres humanos caminharem sobre as águas ou ordenar aos mortos para que voltem à vida (João 11.1-46). E o que dizer da sua morte e ressurreição?

A característica de Conselheiro é indispensável aos reis, especialmente quando se trata do Rei dos reis e Senhor dos senhores, que governará eternamente. Desde o Antigo Testamento ao Novo Testamento, observamos que Deus sempre deixou claro que o Messias seria amante da sabedoria (Provérbios 8; Isaías 11.2). Essa sabedoria é notável ao percebermos que, até mesmo quando criança, antes de dar início ao seu ministério, Jesus já se sentava para gastar tempo com os doutores, ouvindo-os e interrogando-os (Lucas 2.41-52). Jesus insinua que Ele é o “Conselheiro” quando chama o Espírito Santo de “outro” Conselheiro (João 14 .16).

 

Deus Forte,

Conselho e força precisam andar juntos; se faltar um, o outro qualificativo perde sua importância. Contrapondo a fraqueza dos governantes que oprimiram os fracos e desvalidos, mas também se sobrepondo aos países que oprimiram Israel, como Assíria e Babilônia, agora o Deus Forte assume o controle. Ele tem todo o poder e pode governar (Isaías 10.1,2).

Deus é infinitamente mais forte que todos os inimigos e vai dar descanso ao seu povo. Além disso, é na força de Deus que o Messias, também sendo Deus, imporá a justiça e o direito, ninguém mais oprimirá seu próximo, pois a equidade é estabelecida. Ele é forte o suficiente para estabelecer a tão esperada paz. Jesus na sua ressurreição afirmou: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28.18).

 

Pai da Eternidade,

Pai da Eternidade poderia ser traduzido “Autor da Eternidade [ou, “do Universo”]. Isto se ajusta com João 1.3, onde o Verbo vivo é aquele por intermédio de quem Deus fez tudo o que foi feito. Isto também fala de seu cuidado fiel e amoroso, que é perpétuo.

Ele contrapõe a efemeridade de tudo que é humano, “e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Colossenses 1.17). Exatamente por Ele ser eterno, sem começo nem fim, é que é o Deus Forte que controla e mantém todas as coisas em seu devido lugar, com todas as leis da natureza por Ele criadas e sustentadas. Antes que houvessem sido criados céus e terra Ele já existia (João 1.1), pois Ele criou a própria eternidade. Além disso, Ele existirá para todo o sempre, numa perpetuidade de poder, glória e majestade: “Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 22.13).

 

Príncipe da Paz. ”

Ele também é o “Príncipe da Paz”, aquele que traz a verdadeira paz — a qual inclui salvação, bênção, integridade, harmonia, e bem-estar — uma paz que Jesus dá agora (João 14.27).

Em hebraico paz é mais do que estado de tranquilidade, mas também sugere prosperidade, espaço, riqueza, saúde, bem-estar, felicidade e contentamento. Contrapondo o ambiente de guerra, desolação, violência e injustiça, o Messias traria uma paz perpétua que nenhum poder ou inconveniente poderia tirar. A paz do Príncipe seria muito mais do que ausência de guerras e violência, mas também de provisão inesgotável de salvação e bênçãos para o povo de Deus, pois somente onde há completa libertação e abundância da bondade de Deus é que se estabelece a paz.

O mundo inteiro anseia por paz. Hoje existem mais conflitos do que jamais houve na terra, não somente bélicos, mas também na sociedade violenta e nas famílias disfuncionais. Mas o Príncipe da Paz estabelece sua paz àqueles que hoje se entregam ao seu governo e num futuro próximo dará paz completa para toda a sociedade e todos os povos e nações da terra, conforme diz o salmista em Salmos 72.12-14: “Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude. Compadecer-se-á do pobre e do aflito, e salvará as almas dos necessitados. Libertará as suas almas do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele”.

E notável e inexplicável que este tão augusto versículo não tenha sido citado uma vez sequer em todo o Novo Testamento. Por outro lado, ele tem feito parte da cristologia desde o princípio.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
18/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

POMMERENING, Claiton Ivan. Isaías –Eis-me aqui, envia-me a mim. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

 http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201006_02.pdf

HORTON, Stanley. Isaías - O profeta messiânico. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 21 DE NOVEMBRO DE 2024 (Romanos 5.1)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
21 DE NOVEMBRO DE 2024
POR MEIO DE CRISTO TEMOS PAZ COM DEUS

Romanos 5.1 “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; ”

 

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, ”

O que Paulo dirá nesse capítulo baseia-se na exposição anterior sobre a justificação. Um sistema de lei/obras produz frustração e dúvida porque não conseguimos observar a lei com perfeição. Em contraste com isto, o sistema de graça/fé resulta em paz.

Paulo já havia concluído essa questão: '‘Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da Lei” (Romanos 3.28). O versículo anterior a este (v.27) anula toda a jactância, isto é, toda a possibilidade de alguém querer basear a obra de justificação em méritos pessoais. Ele pergunta: “Onde está a jactância? ” Não há lugar para ela, visto que “ foi de todo excluída”. Se a salvação pudesse ser alcançada pelas obras da Lei ou por obras pessoais, os pecadores teriam do que se orgulhar.

Os judeus orgulhavam-se de seu zelo e tradição religiosa. O próprio Paulo excedia a muitos pelo ardor religioso e a preocupação no cumprimento da Lei (GáIatas 1.14; Filipenses 3,6). Mas a própria justiça dos judeus que era da Lei, não resolvia a questão dos seus pecados. Era necessário a justiça mediante a fé (Filipenses 3.9), e não a justiça das obras. As obras, mediante a fé são valorosas porque conduzem a Deus.

Fé significa aceitar com plena confiança o sacrifício justificador de Cristo. - Que significa ser justificado pela fé? Significa receber o reconhecimento divino por causa de Cristo. A palavra justificar no grego é: “ dikaioo” e quer dizer declarar justo. Como o pecador é declarado justo diante de Deus? - Visto que o pecador não tem condição nem méritos para ser justificado, então Cristo, “que não conheceu pecado”, tomou os pecados do pecador sobre si e os cravou na sua cruz, fazendo-se “pecador por nós”. Feito isto, Ele propiciou para nós a nossa justificação. Nossa justificação baseia-se na fé na obra que Cristo fez por nós (2 Coríntios 5.21; Tito 3.4,5).

 

“... temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; ”

O efeito imediato da justificação é a paz com Deus. A paz com Deus é, portanto, uma realidade presente na vida do crente. Ela é a coroação ou resultado imediato da justificação. Não é algo que vamos ter somente no futuro, mas é algo que o crente já desfruta agora. Essa “ paz com Deus” significa estar de bem com Deus e viver um novo e maravilhoso relacionamento com Ele. Esse benefício só é possível mediante a fé no Filho de Deus, que, pela sua cruz, desfez as inimizades (Efésios 2.14-18).

Essa paz não depende de tudo estar bem no mundo; ela é mais do que uma satisfação emocional. A origem dessa paz é um relacionamento harmonioso com Deus, que produz uma sensação de contentamento, não importam quais sejam as circunstâncias externas (Romanos 5:3, 4).

Temos essa paz com Deus “por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (v. 1b). A paz com Deus só é possível porque Jesus morreu para nos reconciliar com o Seu Pai. Leia 5:1–11, observando quantas vezes Paulo disse que nossas bênçãos espirituais são “por meio de Cristo” (vv. 1, 2, 9–11).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
23/10/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

CABRAL, Elienai. Romanos – O evangelho da justiça de Deus. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus. 1986.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/Po_lessons/Po_200812_01.pdf

GONÇALVES, José. Maravilhosa Graça. Rio de Janeiro: CPAD 2016.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 20 DE NOVEMBRO DE 2024 (Mateus 5.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
20 DE NOVEMBRO DE 2024
OS PACIFICADORES SÃO BEM- AVENTURADOS

Mateus 5.9 “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”

 

 “Bem-aventurados “

Consulte comentário introdutório de Robert Stein sobre as bem-aventuranças de (Mateus 5.3)

 

“... os pacificadores, ”

Os que possuem as qualificações mencionadas nas primeiras seis bem-aventuranças hão de exercer influência de paz entre os homens e promover a reconciliação destes com o seu Deus: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5.20).

O termo grego por trás de pacificadores só aparece no Novo Testamento. Lewis disse que a palavra “descreve uma atitude que é contrária à do murmurador, o intrometido, o tumultuador, o mexeriqueiro e o causador de danos”.

Os seguidores de Jesus devem fazer mais do que apenas pensar e conversar sobre paz. O Senhor convidou seus discípulos a levarem paz aonde ela não existe.  Esta bem-aventurança não oferece uma promessa aos que simplesmente evitam conflitos. A verdadeira felicidade coroa aqueles que enfrentam suas diferenças e as vencem.  Barclay observou este aspecto da pacificação: O que esta bem-aventurança requer não é a aceitação passiva de coisas porque temos medo de problemas decorrentes de alguma ação, mas o enfrentamento ativo de coisas e a promoção da paz, mesmo quando o caminho da paz passa por lutas.

Sua vida e trabalho será semente de paz. O escritor aos hebreus exorta a igreja a seguir a paz com todos (Hebreus 12.14), como Paulo também solicita a se possível for enquanto estiver em nós ter paz com todos os homens (Romanos 12:18). Paz é uma das modalidades do Fruto do Espírito. Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança, (Gálatas 5:22) então ela também é procedente do Espírito Santo.

Paulo escreve na epístola aos romanos que nós quando justificados pela fé temos paz com Deus. Jesus nos deixou a paz diferente da paz do mundo (João 14:27). Sua paz deve ser por nós transmitida.

 

“... porque eles serão chamados filhos de Deus; ”

Deus é o supremo Pacificador, tendo sacrificado Seu Filho unigênito a fim de  atrair a humanidade de volta a um relacionamento  com  Ele  (Romanos  5:1–11;  Efésios  2:11–22).  Ele é “o Deus de paz” (Filipenses 4:9; 1 Tessalonicenses 5:23).

Os pacificadores “serão chamados filhos de Deus” porque partilham da natureza de Deus. Eles receberão a aprovação divina, e sentirão, pelo testemunho do Espírito, que são filhos de Deus: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” Romanos 8.16), porque verdadeiramente ouvem o seu Filho unigênito: “E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho; a ele ouvi” (Lucas 9.35).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/11/2024

FONTES:

RENOVATO, Elinaldo. As Promessas de Deus - Confie e Viva as Bênçãos do Senhor porque Fiel é o que Prometeu. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

https://textoaureoebd.blogspot.com/search?q=pacificadores

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201204_05.pdf

BARCLAY, William. The Gospel of Matthew - Tradução: Carlos Biagini.