terça-feira, 13 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE AGOSTO DE 2024 (Ester 1.9)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE AGOSTO DE 2024
A RAINHA VASTI TAMBÉM OFERECE UM BANQUETE, PORÉM RESTRITO AS MULHERES

Ester 1.9 “Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres, na casa real do rei Assuero.”

 

Também a rainha Vasti deu um banquete às mulheres,”

Ao mesmo tempo do banquete de sete dias que Assuero ofereceu a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã (v.5), a rainha Vasti entreteve as mulheres oferecendo seu próprio banquete.

A história secular não sabe nada sobre uma rainha chamada Vasti ou Ester no reinado de Xerxes, mas sim sobre sua esposa Amestris, a filha de um general persa, de acordo com Heródoto. Assuero se casou com Amestris antes de se tornar Rei. Vasti pode ter sido uma das outras esposas de Xerxes, desconhecida dos registros extra bíblicos. Segundo a bíblia Sheed: Vasti era um título dado a Amestris.

O nome Vasti que é escrito de sete maneiras diferentes em outras tantas versões, tem sido associado com as palavras persas que significam “melhor" ou “a amada”, “a desejada”, belos significados para o nome de uma rainha.

 

“... na casa real do rei Assuero.”

Diferentemente, portanto, da festa de Belsazar, cuja mulher e concubinas beberam com ele (Daniel 5.2); ou da de Herodes, cuja filha dançou diante dele. Os homens e as mulheres nem sempre se dividiam em festas persas: “E disse Ester: Se parecer bem ao rei, venha hoje com Hamã ao banquete que lhe tenho preparado (Ester 5:4), mas, nessa ocasião, a rainha ofereceu sua própria celebração.

Vasti recepcionou as mulheres em seu próprio apartamento; não na corte ou no jardim, ao ar livre, mas na casa real. Assim, enquanto o rei demonstrou a honra de sua majestade no pátio do palácio rel, ela e suas damas de companhia demonstraram a honra de sua majestade na casa real.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_02.pdf

Biblía de estudo Shedd. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

 BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE AGOSTO DE 2024 (Ester 1.5)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE AGOSTO DE 2024
ASSUERO FAZ UM CONVITE DE UM BANQUETE PÚBLICO AO POVO DA FORTALEZA DE SUSÃ

Ester 1.5 “E, acabados aqueles dias, fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã, desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.”

 

E, acabados aqueles dias,”

Quais os dias foram acabados? Os dias do banquete que o rei Assuero ofereceu aos líderes do seu Reino. Esse reino consistia de cento e vinte e sete províncias desde a India a Etiópia (v.1).

O banquete aconteceu no terceiro ano do seu reinado. O objetivo do rei era ter êxito onde Dario, seu pai, fracassou, Assuero passou metade de um ano (cento e oitenta dias) recebendo líderes de todo o império, em busca do apoio deles para o que ele esperava ser a conquista da Grécia.

Para isso exibiu suas riquezas a fim de impressionar seus convidados com as riquezas da glória do seu reino e o esplendor da sua excelente grandeza (v.4) com a intenção de impressionar quem tivesse relutante a se unir a ele nesse projeto.

 

 “... fez o rei um banquete a todo o povo que se achava na fortaleza de Susã,”

O rei Assuero concluiu seus seis meses de festividade oferecendo uma festa a todo o povo que trabalhava na fortaleza de Susã. Portanto, esse banquete foi a culminação das festividades.

Susã era uma das principais capitais do Império Persa, era capital de Elão e residência d e inverno dos reis persas. Sendo as outras Ecbatana (Esdras 6:1-2) e Persépolis. Daniel foi, certa vez, transportado em visão para esta cidade (Esdras. 8:2); e, mais tarde, Neemias serviu ali como mordomo de Artaxerxes (Neemias 1:1, 2:1).

 

“... desde o maior até ao menor, por sete dias, no pátio do jardim do palácio real.”

Evidentemente, todos os habitantes da cidadela de Susã compareceram ao banquete. Isto é, o séquito do rei, oficiais e visitantes, assim para os maiores como para os menores, de todas as classes.

O banquete devia realizar-se ao ar livre, e durou uma semana no pátio do jardim do palácio real, ou melhor, no “pavilhão”, segundo Oppenheim: “o pavilhão do palácio era uma pequena estrutura de luxo, uma unidade arquitetônica independente para o uso do rei ou do herdeiro aparente... uma estrutura aberta, provavelmente um salão aberto com colunatas”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201803_02.pdf

BALDWIN, Joyce G. Ester – Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1986.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

A.L. Oppenheim: “On Royal Gardens in Mesopotamia”, JNES 24 (1965).

domingo, 11 de agosto de 2024

Lição 7 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2024 - CPAD

Texto Áureo Lição 07 - A Deposição da Rainha Vasti e a Ascensão de Ester...

Lição 07: A Deposição da Rainha Vasti e a Ascensão de Ester – 3 Trimestre de 2024


 TEXTO ÁUREO

“Antes, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” (Tiago 4.6)

 

“Antes, dá maior graça.”

Tiago prossegue agora para defrontar-se com uma quase inevitável reação a esta figura que representa a Deus como um amante ciumento (V.5). Se Deus for assim, haverá alguém capaz de prestar-lhe a devoção que Ele requer? A resposta de Tiago é que se Deus faz grandes demandas, também concede abundante graça para cumpri-las e que, quanto maior é a demanda, maior também é a graça que concede.

Somente a graça divina pode nos capacitar a corresponder o amor de Deus. Mas a graça tem uma característica constante, o homem não pode receber graça até que se der conta de sua necessidade da mesma e acudiu a Deus humildemente rogando ajuda.

As dificuldades em se viver para Deus dedicadamente num mundo mau são muitas, mas Ele dá maior graça, a qual aqui parece significar "ajuda gratuita".

 

“Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.”

E essa ajuda gratuita Deus põe à disposição, como diz Provérbios 3:34 “Certamente ele escarnecerá dos escarnecedores, mas dará graça aos mansos, mas não para os soberbos, nem para pessoas auto-suficientes, mas para os humildes, para os homens dependentes. Esta citação também se encontra em 1 Pedro 5:5: “porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”.

Provérbios 3:34 demonstra que aonde quer que a inveja lasciva do espírito humano leve, a graça de Deus em Cristo é, no entanto, suficiente para o perdão. A suficiência, no entanto, é para os que colocam de lado a arrogância e se aproximam de Deus com mansidão e humildade. Tiago expressou uma linha-mestra que perpassa toda a Bíblia.

Deus está sempre levantando os humildes e derrubando os poderosos e orgulhosos. Essa linha-mestra está bem arraigada na narrativa da queda (Gênesis 3) e nos cânticos de Ana (1 Samuel 2) e Maria (Lucas 1).

Os que pertencem à categoria “de condição humilde” [1:9], “pobres” [2:5] e “humildes” [4:6] são exaltados como exemplos para os leitores de Tiago porque, devido à incapacidade de prover para si mesmos, necessitam de segurança e subsistência básica e, por isso, exercitam uma total dependência de Deus.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

BARCLAY, William. The Letter of James- Tradução: Carlos Biagini

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202211_02.pdf

sábado, 10 de agosto de 2024

1 Pedro 5.2

 

1 Pedro 5.2 “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;”

 

“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós,”

Em grego o verbo imperativo traduzido por pastorear vem de (poimai-no). O substantivo “pastor” que aparece em Efésios 4:11, é poimen. Agir como um pastor é ser um cuidador de ovelhas. O começo do versículo poderia ser traduzido simplesmente por “seja um pastor” para o rebanho.

Os homens a quem Pedro incentivava a trabalharem como um pastor eram os que ele chamara de presbíteros como ele. Além desta passagem, outras no Novo Testamento deixam claro que “presbíteros” equivale a “pastores”. A mesma correlação de palavras é vista em Atos 20. Paulo convocou os presbíteros da igreja de Éfeso em Mileto (Atos 20:17). Entre outras coisas, ele os admoestou a “pastorearem” a igreja de Deus (Atos 20:28). O mesmo verbo grego “pastorear” em 1 Pedro 5:2 é usado em Atos 20:28.

 

“tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente;”

Além de pastorear o rebanho de Deus era também responsabilidade dos presbíteros servir ao rebanho que Deus lhes havia confiado. Mas eles devem se submeter voluntariamente. Há casos em que um presbítero é mantido financeiramente pela igreja, porém geralmente não é assim. É um trabalho de amor. Eles assumem suas responsabilidades porque querem glorificar o Senhor e edificar o Seu povo. Querem ser parceiros do Senhor na tarefa de salvar as almas dos homens. Não é um trabalho que deve ser aceito por constrangimento.

Homens piedosos devem assumir o trabalho com zelo, entusiasmo, espontaneamente. O escritor de Hebreus disse: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo” (Hebreus 13:17). Quando homens bons não aceitam o ministério do presbitério, deixam a porta aberta para os que são menos qualificados. E os resultados nesses casos são desastrosos.

 

“nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;”

Embora nos tempos modernos até haja presbíteros que são mantidos financeiramente por igrejas, essa prática parecia ser mais comum no período neotestamentário. Paulo disse a Timóteo que o presbítero deve ser “não avarento” ou “não apegado a dinheiro” (NVI) (1 Timóteo 3:3). Os diáconos não devem ser “cobiçosos de sórdida ganância” (1 Timóteo 3:8), nem os presbíteros (Tito 1:7).

Embora estas palavras possam significar apenas que presbíteros e diáconos devam ser generosos, há razões para se pensar que Paulo as escreveu porque era comum presbíteros, e talvez diáconos, serem remunerados pelo seu trabalho.

Em 1 Timóteo. Paulo admoestou seu cooperador mais jovem a prestar honra dobrada ao presbítero que trabalhasse arduamente na pregação e no ensino. Ele usou o mesmo tipo de linguagem que usou em Coríntios. O apóstolo citou Deuteronômio 25:4: “Não amordaces o boi, quando pisa o trigo”, e acrescentou: “O obreiro é digno do seu salário” (1 Timóteo 5:18; 1 Coríntios 9:9, 14)

Assim como Paulo, Pedro parecia ter a expectativa de que presbíteros recebessem sustento financeiro pelo trabalho prestado ao Senhor. Isso explicaria por que ele disse que os  presbíteros não deveriam servir por sórdida ganância. Antes, deveriam servir de boa vontade.

No Evangelho de João, Jesus contou a história de um pastor que foi comparado a um mercenário (João 10:11–15). Não há espaço no reino de Deus para quem trabalha meramente por dinheiro, tanto Paulo como Pedro queriam assegurar a igreja seja servida por homens que trabalham por coisas mais substanciosas do que um contracheque no fim do mês.

Concluindo, os presbíteros tinham de evitar, a qualquer custo, o mero profissionalismo e as atitudes dos líderes de Israel, no Antigo Testamento, que a si mesmos se apascentavam em detrimento do rebanho de Deus (Isaias 56.11; Jeremias 50.6; Ezequiel 34.2-8; Zacarias 10.3; 11.4,5). O Salmo 23 é própria imagem de Jesus como o Bom Pastor. Que os pastores tenham sempre diante de si essa passagem do Livro Santo.

 

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201411_02.pdf

1 Samuel 15.8

 

1 Samuel 15.8 “E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. ”

 

“E tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas;”

Apesar do mandamento de Deus através de Samuel ter sido claro: “Vai, pois, agora e fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” ( Samuel 15.3).

Os amalequitas, que eram descendentes de Esaú (Genesis 36:12), foram inimigos constantes de Israel. Atacaram os israelitas em Refidim nas vizinhanças do Sinai. Em Redifim “disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus” (Exodo 17.14).

O rei Saul poupou os animais, pois temia o povo. Após isso ele também decidiu ser diplomático para com o Rei dos amalequitas poupando-lhe a vida. Saul foi um escravo do povo. Suas decisões não eram pautadas com boa base de liderança. Observe que, ao ser repreendido, ele lança a culpa sobre o povo, assim como fez Adão, Eva, Arão (Genesis 3.12; Êxodo 32.22).

Isso muito enfureceu Samuel que após profetizar cumpriu a ordem o Senhor em relação a Agague: “Disse, porém, Samuel: Assim como a tua espada desfilhou as mulheres, assim ficará desfilhada a tua mãe entre as mulheres. Então Samuel despedaçou a Agague perante o Senhor em Gilgal” (1 Samuel 15.33).

Agague encontra-se também em Números 24:7. Pode ter sido um titulo hereditário como Faraó entre os egípcios e Abimeleque entre os filisteus.

 

 “...porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. ”

O restante do povo amalequita não viu Saul problema em executar ao fio da espada. Todavia, a bíblia é o testemunho que o trabalho de Saul até nisso não foi cumprido. Pois, posteriormente a bíblia que Davi pelejou contra eles e diz ainda que quem levou a notícia da morte de Saul a Davi foi um amalequita: “E ele me disse: Quem és tu? E eu lhe disse: Sou amalequita(2 Samuel 1.8).

Um remanescente dele sobreviveu até o tempo de Ezequias: “E feriram o restante dos que escaparam dos amalequitas (1 Crônicas 4:43), quando foi destruído por um bando de simeonitas na região do Monte Seir.

Fora esses fatos temos ainda um personagem antagonista na história da rainha Ester que era conhecido como agagita, ou seja, descendente do rei Agague: “Depois destas coisas o rei Assuero engrandeceu a Hamã, filho de Hamedata, agagita, e o exaltou, e pôs o seu assento acima de todos os príncipes que estavam com ele” (Ester 3.1).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

GOMES, Osiel. O governo divino em mãos humanas – Liderança do povo de Deus em 1º e 2º Samuel. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

HARRISON, Everret F; PFEIFFER, Charles F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.

Gênesis 34.25

 

Gênesis 34.25 “E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor, os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens.”

 

E aconteceu que, ao terceiro dia, quando estavam com a mais violenta dor,”

Após o heveuSiquém ter se deitado com Diná (v.2). Ele compareceu com seu pai Hamor perante Jacó para pedir a mão dela em casamento (v.6,8). Após uma recusa dos filhos de Jacó em relação a circuncisão (v.14,15), Hamor e seu filho concordaram em se marcar juntamente com todos os homens da sua cidade (v.18).Porém, dois dos filhos de Jacó esperaram até ao terceiro diaapós a circuncisão para surpreendê-los.

Como era de se esperar, nesseterceiro dia eles sentiam mais forte a dor. Certo targumjudaico bem antigo parafraseia o texto hebraicoafirmando: “Eram fortes as dores sobre eles”.Isso realmente acontecia na antiguidade, quando a falta de instrumentos estéreis e métodosrudes envolviam cirurgias desse tipo:Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e lançou-o a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário” (Êxodo 4.25).  É até possível que ficassem debilitados porfebre: “E aconteceu que, acabando de circuncidar a toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam” (Josué5:8).

 

“... os dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada,”

Essesdois filhos de Jacó eram Simeão e Levi. Eles eram irmãos totalmente consangüíneos deDina, sendo os três filhos de Lia (Genesis 29:33-34; 30:21). Isso pode explicar parcialmente a reação vingativa dos doisao estupro de Diná. Pois, no terceiro dia após a circuncisão do povo da cidade os dois irmãostomaram cada um à sua espada para executar sua vingança.

Posteriormente, quando Jacó abençoava seus filhos se referiu a esse feito quando deles profetizou: “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel”(Genesis 49.5-7)

Essas duas tribos foram dispersas; mas enquanto Simeão se desintegrava, espalhado parte entre os de Judá (Josué 19:2-9; Neemias 11:25-28), parte entre as tribos do Norte (2 Crônicas 34:6), Levi foi premiado com uma honrosa dispersão como o elemento, sacerdotal de Israel (Êxodo 32:26,29; Números 18:20,23; 35:2-8), por causa do seu posicionamento durante o episódio da Estátua de ouro.

 

“... e entraram afoitamente na cidade, e mataram todos os homens.”

Eles entraram inesperadamente na cidade. Esse ato de vingança foi imperdoável; os filhos de Lia assassinaram todos os homens da cidade como castigo pelo crime de um só homem: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus” (Tiago 1.20).

Alguns comentaristas sugerem que é altamente improvável que Simeão e Levi, agindo sozinhos, conseguiriam matar todos os homens de Siquém. Ainda que tenham tido ajuda dos outros filhos de Jacó nesse massacre, o texto não indica isso. A responsabilidade por essas mortes é atribuída somente a Simeão e Levi (Genesis 34:30).

Em nenhum momento eles demonstraram remorso ou arrependimento. A única resposta de Simeão e Levi foi uma débil tentativa de justificar seus atos violentos com uma pergunta: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta? (Genesis 34.31).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201602_08.pdf

Kidner, Derek. Gênesis: introdução e comentário. Trad. Odayr Olivetti.São Paulo: Vida Nova, 2004.

1 Pedro 5.3

 

1 Pedro 5.3 “Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.”

 

“Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus,”

Quando se deposita autoridade na mão de um indivíduo com cargo político, empresarial ou na igreja, existe potencial para ocorrer abusos. É impossível haver liderança sem a delegação de autoridade. A autoridade pode ser, e às vezes é, usada pelo indivíduo para servir a seus próprios propósitos. É por isso que a advertência de Pedro era necessária.

Os presbíteros não devem também usar de sua liderança para se assenhorearem da herança de Deus, ou seja: da porção que pertence realmente a Deus, mas que Cristo de boa mente lhes confiou.

O apóstolo João teve um problema com um obreiro que segundo ele procurava ter entre eles o primado: “Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja” (3 João 9-10).

Outro obreiro, porém na mesma carta recebeu louvor dele: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.  Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade” (3 João 2-4).

Em vez de procurar ter o primado com Diótrefes devem os Presbíteros serem exemplos para todo o rebanho como Gaio.

 

“... mas servindo de exemplo ao rebanho.”

O ensinamento de Pedro é semelhante ao de Jesus que, ao perceber que seus discípulos começavam a demonstrar ciúmes sobre quem deveria sentar-se à sua direita ou à sua esquerda no Reino, afirmou-lhes: “Bebereis o meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me compete concedê-lo; é, porém para aqueles a quem está preparado por meu Pai. Ora, ouvindo isto os dez, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.23-28). Para a liderança cristã, “autoridade” não é uma palavra prática; a palavra prática é “servir”.

O exemplo de Cristo é a chave para o preenchimento de tais requisitos. Os pastores que agirem como o Senhor Jesus agiu podem não receber uma coroa na terra, mas quando Jesus, nosso Sumo Pastor, vier, dar-lhes-á a recompensa - uma coroa de glória que, ao contrário das grinaldas postas sobre as cabeças dos atletas, há de durar eternamente. A glória que Ele conferirá com o seu “missão cumprida!” será uma coroa que nem o tempo, nem a eternidade ofuscará (1 Pedro 5.4).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley. I e II Pedro – A razão da nossa Esperança. Rio de Janeiro: CPAD.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201411_02.pdf

Apocalipse 20.12

  

Apocalipse 20.12 “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

 

“E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus,”

Depois do Milênio (v.2-6) vem a ressurreição dos injustos e o juízo final (Trono Branco). No juízo do grande trono branco comparecerão diante todos que não tiveram parte na primeira ressurreição: ”Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram” (v.5). Diante do trono, acham-se todos os mortos; os perdidos de todas as épocas da história. Presentes ainda, os que morreram durante o Milênio.

Os mortos são compostos de grandes e pequenos sem quaisquer distinções. Pequenos e grandes aí, tem a ver com importância, posição, prestígio, e não com tamanho ou idade, à luz do original.

Os servos de Deus do Antigo Testamento, a Igreja, bem como os mártires da Grande Tribulação, não se encontram aqui incluídos, pois estão ao lado de Cristo. Eles estarão vivos para sempre, com corpos novos e imortais (1 Coríntios 15.52-54).

Esses ímpios starão ali ressuscitados, com o mesmo corpo que tinham quando morreram. Isto é mais uma prova de que a morte não é o fim de tudo. É apenas o fim da vida do corpo aqui na terra, mas a vida continua no Hades, onde estavam estes mortos.

Os ímpios também receberão algum tipo de corpo na segunda ressurreição para o julgamento, vergonha e desprezo eterno: “E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação” (João 5.29).

 

“... e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida.”

Aqui se mencionam dois tipos de livros. Primeiro vem o livro que contém as ações dos homens. Esta é uma ideia que aparece várias vezes nas Escrituras (Daniel 7:10;  Esdras 6:20).

A concepção é bem simples. Há no céu um livro onde se registram todas as ações dos homens. Deus é aquele que se ocupa de levar esse livro. O simbolismo significa que no curso de nossa vida estamos escrevendo a história de nosso triunfo ou fracasso aos olhos de Deus, a história de nosso destino, uma espécie de prontuário e inquérito que nos provocará honra ou vergonha o dia do Juízo. Não é tanto Deus quem nos julga e sim nós mesmos, pela maneira em que tenhamos escolhido viver nossas vidas.

O segundo livro é o Livro da Vida. O Livro da Vida também aparece nas Escrituras. Nele estão escritos os nomes dos justos. Veja-se Êxodo 32:32; Salmo 69:28; Isaías 4:3; Filipenses 4:3 e em Apocalipse 3:5 e 13:8. Todo governante, na antiguidade, tinha um livro onde escrevia os nomes de todos os cidadãos fiéis de seu reino. O nome era apagado, é obvio, quando a pessoa morria. Os que têm seus nomes escritos no Livro da Vida são os cidadãos ativos e fiéis do Reino de Deus.

O livro da vida é aberto como testemunho contra eles, pois nenhuns dos nomes ali serão encontrados. Os que não têm o nome escrito no Livro da Vida são lançados dentro do lago do fogo, a segunda morte.

 

“E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”

Os livros serão abertos e todos serão julgados segundo o que está escrito nos livros. Todos serão julgados individualmente pelas suas obras de acordo com o princípio do Evangelho: “No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho” (Romanos 2.16), e levando-se em consideração os seus motivos: “A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (1 Coríntios 31.3).

O juízo final será diferente dos tribunais da terra: Lá terá um juiz, mas não jurados; acusação, mas não defesa; sentença, mas não apelo. Haverá diferença na sentença e na punição, mas não na duração da pena (Lucas 12.47,48). O fogo que arderá no lago de fogo é por natureza inextinguível.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/8/2024

FONTES:

QUEIROZ, Silas. O Deus Que Governa o Mundo e Cuida da Família – Os Ensinamentos Divinos nos livros de Rute e Ester para a Nossa Geração. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORTON, Stanley M. Apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

GILBERTO, Antonio. Daniel e Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 1984.

Lopes, Hernandes dias. Apocalipse - futuro chegou, as coisas que em breve devem acontecer. São Paulo, SP: Hagnos 2005.

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