domingo, 21 de abril de 2024

Lição 04: Como se Conduzir na Caminhada – 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.” (Colossenses 4.5)

 

“Andai com sabedoria para com os que estão de fora,”

Paulo exorta os crentes a andar “com sabedoria para com os que estão de fora” (gr. tous exo), ou seja, para com os descrentes, para com os que não são cristãos. Em outra tradução, pode-se ler: “portai-vos (gr. peripateo) com sabedoria...” Essa exortação quanto ao “andar” ocorre noventa e seis vezes no Novo Testamento. É uma metáfora muito comum nos escritos antigos, dando idéia do modo de viver das pessoas, da conduta e do comportamento (Salmo 128.1).

Os colossenses viviam em uma comunidade contaminada pelas heresias gnósticas. Se não tivessem sabedoria, concedida por Deus, facilmente seriam levados pelos enganos e engodos dos falsos ensinos. E, além do desvio doutrinário, poderiam apresentar um testemunho negativo de sua fé e conduta, causando escândalos ao evangelho de Cristo.

O apóstolo Paulo já havia orando pelos irmãos de Colossos para que fossem cheios de sabedoria: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual” (1.9). A sabedoria mencionada não diz respeito ao saber teológico (que é muito útil), e muito menos filosófico, que traz o conhecimento de Deus, mas a sabedoria (gr. sophia) que vem do Espírito de Deus. A sabedoria divina mostra ao cristão como deve ser o seu comportamento como servo de Deus e como deve guardar e praticar os mandamentos de Deus, que é a verdadeira sabedoria (Deuteronômio 4.6). “Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência” (Jó 28.28). Esta é a sabedoria que Deus dá aos seus servos “santos e irmãos fiéis”: temer a Deus e apartar-se do mal (Salmo 111.10).

Somente com a sabedoria, dada por Deus, é possível o cristão viver (“andar”) de modo santo e agradável, digno do testemunho de servo de Cristo. Quando 0 apóstolo se refere aos “que são de fora”, dá a idéia de que os crentes são “os que são de dentro”. Aí se vê a diferença. De fato, os seguidores de Cristo são peregrinos e forasteiros neste mundo (Hebreus 11.13; 1 Pedro 2.11); estão no mundo, mas não são do mundo (João 15.19).

 

“... remindo o tempo. ”

Em outra versão se lê: “aproveitai as oportunidades”. A idéia de “remir” o tempo equivale, a saber, aproveitar as oportunidades, os dias e os períodos de tempo que Deus concede à Igreja. E isto compreende também cada crente, individualmente, no sentido de se fazer o que lhe é confiado, em face da missão deixada por Cristo, de se tornar conhecida a mensagem do Reino.

Dentro das igrejas locais, há muitos crentes perdendo tempo. Quantos há que, aos domingos, ou em outros dias da semana, deixam de ir à igreja para ficarem assistindo a programas de televisão que nada têm de edificantes e convenientes para a vida cristã; quantos não têm tempo para ler sequer um capítulo da Bíblia, ou para orar durante meia hora por dia, mas têm tempo para ler jornais, revistas e outros tipos de literatura; quantos que, enquanto a igreja está reunida, vão à praia, aos clubes e outros locais de lazer.

Não se quer dizer com isso que o lazer, no momento oportuno, seja pecado; contudo, a perda de tempo é flagrante na vida de muitos que se dizem cristãos. Por isso, o apóstolo exorta os colossenses a remir o tempo. Em Efésios 5.16, o apóstolo esclarece melhor o porquê desse “resgate” do tempo: “remindo o tempo, porquanto os dias são maus”.

Trazendo para os nossos dias estas palavras do apóstolo Paulo, podemos ver que ainda hoje “os dias são maus”. A juventude está sendo destruída; adolescentes, mesmo filhos de crentes, estão se desviando em grande número. Em parte, muitos pais são culpados, pois não estão remindo o tempo, dando uma educação espiritual adequada a seus filhos. O tempo está passando, e, sem dúvida, o Senhor irá cobrar dos servos o que fizeram com esse “talento” do tempo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
12/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

RENOVATO, Elinaldo. Colossenses - A Perseverança da Igreja na Palavra Nestes Dias Difíceis e Trabalhosos. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.

João 13.15

João 13.15 "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também."


"Porque eu vos dei o exemplo, "

Jesus responde à sua própria pergunta e chama a atenção dos discípulos para as implicações dos títulos que eles lhe davam: "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou" (João 13.13). Já que o reconheciam como Mestre e Senhor deles, então que também aceitassem sua orientação e seguissem seu exemplo; sua instrução é transmitida tanto por preceito quanto por prática.

Em vez de buscar posições de destaque para si mesmos, eles deveriam seguir o exemplo de seu Senhor, realizando humildemente até mesmo os serviços mais humildes.  Jesus afirmou, assim, que aquele ato não foi casual. Ele deu o exemplo supremo a ser seguido por seus discípulos. Sobre seu a nós exemplo Pedro escreveu: "Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas" (1 Pedro 2.21)

Os exemplos, modelos ou paradigmas fazem parte de nossa vida assim com o ar que respiramos. Na história bíblica observamos que quando havia uma crise política ou religiosa, essa crise se dava em razão da falta de modelos ou referenciais. Aconteceu assim no período dos Juízes (Juízes 17) e também em outros momentos da história da nação hebraica. Quando Arão construiu o bezerro de ouro, o fez porque o povo se achou sem um modelo para seguir. O longo período em que Moisés, o grande legislador hebreu, ficou ausente, favoreceu esse fato (Êxodo 32.1). No vácuo criado pela ausência de Moisés, o povo queria seguir os deuses pagãos como modelo.

Napoleão Bonaparte, sem dúvida, foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma das maiores baralhas. As forças adversárias tinham um contingente três vezes superior ao seu, além de um equipamento mais moderno. Napoleão avisou a seus generais que ele estava indo para a frente de batalha, e estes procuraram convencê-lo a mudar de ideia.— Comandante, o senhor é o império. Se morrer, o império deixará de existir. A batalha será muito difícil. Deixe que cuidaremos de tudo. Por favor, fique. Confiem em nós. Tudo em vão; não houve nada que o fizesse mudar de ideia. No meio da noite, o general Junot, um de seus brilhantes auxiliares e também amigo, procurou-o, e de novo, tentou mostrar o perigo de ir para a frente de batalha. Napoleão olhou-o com firmeza e disse: — Não tem jeito, eu vou. — Mas por que, comandante? — É mais fácil puxar do que empurrar!

O apóstolo Paulo entendendo essa carência que possuímos de modelos se colocava nessa brecha quando escrevia: "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo" (1 Coríntios 11.1). Quando Paulo pedia para que o imitassem, não estava sendo presunçoso com falta de modéstia, ou com falsa humildade, mas estava cheio de uma coragem espiritual e moral de colocar-se, em Cristo, como referência de vida e fé para aquela igreja (1Coríntios 4.16,17; 11.1; Efésios 5.1). 


"... para que, como eu vos fiz, façais vós também."

Jesus tira as desculpas de qualquer discípulo que imagina ser importante demais para fazer qualquer humilde serviço. Se o Senhor e Mestre deixou de lado sua posição para servir humildemente, qual servo que poderá recusar-se a tomar a mesma atitude?

Ao lavar os pés deles, Jesus não rebaixou sua dignidade, por mais embaraçoso que isto pudesse ter parecido a eles. William Temple disse: “Quando alguém faz questão de destacar sua dignidade, geralmente consegue acabar com ela”; o Senhor foi a única pessoa na terra a não fazer questão da sua dignidade, mesmo que seus seguidores tantas vezes ostentassem a deles. Seu ato serviçal conscientemente não-egoísta reforçou de modo involuntário sua dignidade - foi mais uma manifestação da glória divina que residia no Verbo que se fez carne.

Lavar os pés aos irmãos significa servi-los em humildade e amor (Atos 20.35; Romanos 12.10; 15.1-3; 1 Coríntios 9.22; Gálatas 5.13; 6.1,2). Jesus quer dizer que devemos estar dispostos, como nosso Mestre, a deixar de lado os nossos direitos e privilégios e nossa preocupação com as honras que queremos receber dos outros, e, vestindo a humildade e o amor, trabalhar para tirar nosso próximo do lamaçal de infortúnios em que o pecado o mergulhou.

Assim como ele disse a Pedro: “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”, também queria que os discípulos entendessem que, recusando-se a lavar os pés uns aos outros, recusando-se a servir uns aos outros em amor, não leriam parte com ele.

Pedro, nas suas Epístolas, faz frequentes alusões a algumas das suas experiências narradas nos Evangelhos. Por exemplo, com pare 1 Pedro 5.8 com Lucas 22.31,32 e 1 Pedro 5.2 com João 21.15-17. É muito provável que Pedro tivesse em mente o incidente da lavagem dos pés quando escreveu aos cristãos: “Semelhantemente vós, mancebos, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pedro 5.5). No grego original, a palavra traduzida por “cingir” provém de um termo que descreve o avental usado pelos escravos em serviço, de modo que se pode interpretar assim a expressão; “Vistam o avental da humildade para servir uns aos outros” . Foi exatamente isto que o Senhor Jesus fez quando lavou os pés aos discípulos e como ele devemos também fazer.


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202203_01.pdf

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

GONÇALVES, José. Sábios Conselhos para um viver vitorioso - Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

BRUCE, F. F. João introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

RANGEL. Alexandre. As Mais Belas Parábolas de todos os Tempos, vol. 1. Belo Horizonte: Leitura, 2002.

sábado, 20 de abril de 2024

João 17.4

João 17.4 "Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer."


"Eu glorifiquei-te na terra,"

O objetivo de Jesus ao passar pela terra foi glorificar a Deus. Isso acontece quando realizamos a sua vontade. Deus é glorificado quando manifestamos frutos de arrependimento mediante a boas obras: "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5.16), quando isso acontece até os gentios glorificam a Deus: "E para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia" (Romanos 15.9). Deus é glorificado quando concordamos na terra: "Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 15.6). Deus é glorificado quando sofremos por causa da justiça: "Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte" (1 Pedro 4.16).

Jesus havia manifestado as obras de Deus. Quando estava a caminho de Emaús ouviu o testemunho de um dos seus discípulos que não o houvera reconhecido: "És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo" (Lucas 24.18-19).

Demonstrou misericórdia a uma mulher siro-fenícia na questão da sua filha atormentada. Após isso: "a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel" (Mateus 15.31). Pregou sobre acordo entre irmãos: "Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus" (Mateus 18.19).

E padeceu por causa da justiça: "pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados" (1 Pedro 2.21-24).


"... tendo consumado a obra que me deste a fazer."

Aqui Jesus disse que havia completado a missão para a qual Deus o enviara: Mais do que nunca, o fato de Jesus se fazer carne revelou a natureza do próprio Deus. Este foi o seu propósito ao vir à terra. Ele anunciou  que tinha vindo para fazer a vontade daquele que o enviara e para realizar a obra do Pai:  "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra" (João 4.34).

A obra que o Pai lhe havia confiado tinha como foco a cruz, como revelou Jesus na primeira vez em que anunciou que era chegada a sua hora: "É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado" (João 12.23)

Embora Jesus falasse como se a sua obra na terra já tivesse sido consumada, morrer na cruz era o único ato de obediência que lhe faltava realizar. Um dia antes de fazer seu sacrifício, ao se consagrar para isso em oração, ele antecipou a conclusão da obra da cruz. O fato de falar disso como se já o tivesse consumado mostra seu total comprometimento com a maior obra que Deus lhe confiara.

No outro dia a hora nona ele gritaria na cruz: "Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito" (João 19.30)


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
22/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

PEARLMAN, Myer. João o Evangelho do Filho de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202204_04.pdf

Mateus 26.41

Mateus 26.41 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. ” 

 

Após a última ceia Jesus foi com seus discípulos a um jardim chamado Getsêmani. Ali ele disse a maioria dos seus discípulos para se assentarem e orarem. Tomou dentre eles Pedro, Tiago e João e lhes confidenciou: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo"  (Mateus 26.38). Após isso, se afastou um pouco mais para orar em particular, quando retornou os achou dormindo. Então disse:

 

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação;”

“Vigiai”. Mais uma vez, Jesus instou esses apóstolos a vigiar. A palavra grega para “vigiar”, significa: “ficar acordado, alerta, dar total atenção, para evitar que por negligência ou indolência algumas calamidades destrutivas atinjam a vida de alguém (Mateus 24.42; 25.13; Apocalipse 16.15), ou ainda para evitar que alguém negue ou abandone a Cristo ou caia em pecado (1 Tessalonicenses  5.6; 1 Coríntios 16.13; 1 Pedro 5.8).

“Orai”. Oração é o oxigênio da alma que mantém o vigor da vida espiritual. Jesus nos deu exemplo, quando orou por Si mesmo (João 17.1-2); pelos Seus discípulos (João 17.15-19); e pelos pecadores (João 17.20). Oração não tem lugar previamente definido, mas a Bíblia nos relata que Jesus e os discípulos oravam no templo (Atos 3.1). A oração não tem hora marcada para acontecer, não tem tempo determinado. A Palavra de Deus diz: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5.17). A oração deve ser contínua, perseverante e com paciência (Lucas 18.1; Romanos 12.12; Salmos 40.1).

A vigilância vê a tentação chegar; a oração dá força para resistir a ela. Vigilância é saber que um simples vacilo pode ser fatal. Não adianta ser PHD, ter doutorado, se não vigiar. Não adianta ser excelente executor, se não vigiar, não adianta ser exímio conhecedor bíblico, se não vigiar, não adianta ter fé que transporta montes, se não vigiar, não adianta ser de oração, se não vigiar. Não adianta orar vinte e quatro horas por dia, se, quando se levanta da oração, não vigia, murmura, fala mal de alguém, xinga, mente e outras coisas mais que entristecem o Espírito Santo de Deus. Você está jogando fora toda a oração.

Havia uma hora de tentação se aproximando, e estava muito perto; as dificuldades de Cristo poderiam levar os seus seguidores a não crerem nele e a não confiarem nele, a negá-lo e desertá-lo, e a renunciarem a todo o relacionamento com Ele. Após a prisão de Jesus os discípulos de fato o abandonaram e fugiram (Marcos 14:50).

 

“... na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. ”

Jesus admitiu que o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. O “espírito” aqui se refere ao ser vivente dentro de nós, a alma que nos torna seres animados e nos vivifica. Ela é a fonte da nossa percepção, vontade e emoção. Se fosse só pelo espírito, ele resistiria, mas quando entra a carne há um enfraquecimento natural peculiar ao ser humano. Temos então aqui o contraste entre o espírito e a carne, muito comum no Novo Testamento (Romanos 8.5-9; Gálatas 5.17).

A “carne” é um termo frequentemente usado nas Escrituras, com variação semântica muito ampla. Aqui essa palavra pode indicar a fragilidade da nossa natureza física: Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira. Porque se lembrou de que eram de carne, vento que passa e não volta” (Salmos 78.38-29), visto que os discípulos estavam cansados, exaustos e entristecidos.

Mas também pode ser uma referência à fraqueza da natureza humana decaída “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamento” (Efésios 2.3). Algumas versões traduzem a palavra “carne” por “natureza humana” (NTJ).

Por causa da associação com a palavra “tentação”. A expressão pode indicar as coisas simultâneas ou qualquer uma dessas interpretações.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201211_05.pdf

https://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2019/2019-01-12.htm

https://escolabiblicadominical.org/licao-05-ordenanca-para-uma-vida-de-vigilancia-e-oracao/

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. 

Provérbios 28.13

Provérbios 28.13 “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” 

 

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará,”

Aqui, temos a tolice de tolerar o pecado, de aliviá-lo e desculpá-lo, negá-lo ou reduzi-lo, diminuí-lo, dissimulá-lo, ou lançar a culpa por ele sobre outras pessoas: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará”, é melhor que nem espere isto.

Pois, quem oculta seu pecado não será bem sucedido nesse esforço, pois este será descoberto, mais cedo ou mais tarde: “Nada há encoberto que não haja de ser descoberto” (Lucas 12.2). Um pássaro no ar levará a notícia. O homicídio será revelado, e também todos os outros pecados: “E disse Deus (a Caim): Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Genesis 4.10). Ele não prosperará, isto é, não obterá o perdão para o seu pecado, nem terá nenhuma verdadeira paz de consciência.

Davi reconhece ter estado em constante agitação quando encobriu seus pecados: “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio” (Salmos 32.3-4).

Enquanto o paciente esconde a sua doença, não pode jamais ter esperança de uma cura.

 

“... mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.”

Aqui está os benefícios de se afastar do pecado por uma confissão penitente: aquele que confessa a Deus a sua culpa, e toma cuidado para nunca mais retornar ao pecado, alcançará misericórdia com Deus, e terá a consolação no seu próprio seio: “E disse-lhe Jesus (a mulher adúltera): Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (João 8.11).

A nossa consciência será aliviada. Deus está mais pronto para perdoar o pecado, após nosso arrependimento, do que nós estamos prontos para nos arrepender para obter o perdão. Foi com muita comoção que Davi veio a confessar os seus pecados. Ele resistiu por muito tempo e não se entregaria até chegar ao extremo. Veja com que rapidez, com que facilidade, ele obteve bons termos: “eu disse apenas: eu confessarei, e tu perdoaste (Salmos 32.5).

A nossa destruição será evitada: “Volta, ó rebelde Israel, diz o Senhor, e não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou, diz o Senhor, e não conservarei para sempre a minha ira (Jeremias 3.12). Sob o nosso arrependimento, a transgressão é perdoada, ou seja, a obrigação da punição sob a qual nós estamos, pela virtude da sentença da lei, é desfeita, cancelada. Pois, quando Deus perdoa o pecado, Ele não se lembra mais dele, Ele deixa-o para trás.

Seremos purificados de toda a injustiça: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 João 1.9). A justiça de Cristo é atribuída a nós, a nossa iniqüidade não é imputada, pois Deus coloca sobre Cristo a nossa iniqüidade e o faz pecado por nós. Quando o pecado é perdoado, ele é coberto com o manto da justiça de Cristo, como as túnicas de pele com as quais Deus vestiu Adão e Eva.

Que encorajamento isso é para os pobres arrependidos, e que garantia isso nos dá de que, se confessarmos os nossos pecados, nós descobriremos que Deus é não só fiel e justo, mas gracioso e bom, para nos perdoar os pecados!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/4/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

MESQUITA, Antônio Neves. Estudo no Livro de Provérbios — princípios para uma vida feliz. Rio de Janeiro: JUERP, 1979.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico-Livros Poéticos:  Rio de Janeiro, CPAD.

quinta-feira, 18 de abril de 2024

I FÓRUM DE CAPELANIA FACULDADE FAECAD: Capelania Militar

 

I FÓRUM DE CAPELANIA FACULDADE FAECAD: Capelania Militar

 1 de maio de 2024, 20h00 até 3 de maio de 2024, 20h00

Informações

A Faculdade FAECAD tem a hora de convidá-lo para I FÓRUM DE CAPELANIA com o tema: Capelania Militar

Porgramação:

Dia 01/05 às 20h

Palestra: Pr. Wagner Gaby

Dia 02/05 às 20h

Palestra: Pr. Douglas Baptista

Dia 03/05 às 20h

Palestra: Pr. Israel Trota

Moderador: Pr. Brayan Lages

Certificado para os inscritos!

Evento On-line

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InscriçãoQuantidade
Gratuito
Gratuito

Programação:

  

Pr. Brayan LagesMesa-redonda

Pr. Wagner GabyPalestra

Credenciamento

Evento gratuito e com certificação para os inscritos!

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Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos - 2º Trim./2024 - CPAD

terça-feira, 16 de abril de 2024

Texto Áureo Lição 3 - O Céu: O destino do Cristão. Filipenses 3.20


TEXTO ÁUREO

“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” (Filipenses 3.20)

Acesse o texto e muito mais clicando no link abaixo:

Lição 03: O Céu – O Destino do Cristão – 2 Trimestre de 2024.

TEXTO ÁUREO

“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ” (Filipenses 3.20)

 

“Mas a nossa cidade está nos céus, “

Qualquer cidadão pertencente a um país para adquirir direito de cidadania em outro país passa por um processo legal de mudança de cidadania para conseguir esse direito. Paulo faz menção da cidadania celestial (v. 20) e declara que para obter esse direito a pessoa precisa corresponder à transformação de vida exigida. Os cidadãos de uma colônia romana deviam sujeição a Roma. A conduta deles era governada pelas leis romanas e a esperança deles se concentrava na glória de Roma. Esperava-se também que eles colonizassem—propagassem o pensamento e a cultura romana.

Somente pela obra de regeneração do Espírito Santo será possível ter direito e acesso à “cidade celestial” onde habita o Senhor. A palavra “cidade” é, também, traduzida por “pátria”. Quando Paulo escrevia essas palavras estava pensando no “status” cívico de Filipos, tão importante como colônia romana. A despeito das benesses materiais da cidade de Filipos e de tudo quanto se oferecia à sociedade, Paulo fala de uma cidade que está nos céus. Trata-se de algo superior e espiritual “de onde também esperamos o Salvador” (3.20).

Ralph Herring escreveu que “a igreja local devia ser como uma colônia do céu. Leis celestiais e modos celestiais deviam distinguir seus membros, diferenciando-os dos demais ao redor”. Nossa esperança aponta para a cidade que está nos céus. Em breve o Senhor Jesus virá sobre as nuvens do céu com poder e glória (Mateus 24.31; Atos 1.9-11; 1 Tessalonicenses 4.16; 2 Tessalonicenses 1.7).

Como cristãos, precisamos reconhecer que, no que tange a este mundo, somos “expatriados” (cidadãos de um país que residem em outro país), somos “estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hebreus 11:13; veja 1 Pedro 2:11). Nossos nomes foram registrados como cidadãos “no livro da vida” nos céus (veja Filipenses 4:3; Hebreus 12:23). Este mundo é só um “endereço provisório” para nós; o céu é o nosso “endereço fixo”. Como os cidadãos das colônias romanas, temos certos privilégios, mas também temos responsabilidades equivalentes. Devemos sujeição ao nosso Pai celestial. Somos governados por Suas leis, e nossa esperança está centrada na Sua glória—Ele espera que propaguemos as verdades cristãs.

 

“... donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. ”

Paulo também queria que os filipenses se concentrassem numa Pessoa celestial: “...de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (3:20b). Paulo já havia indicado que ele aguardava o último Dia para finalmente conhecer Cristo plenamente (3:10, 11).

O ato de esperar traduz a esperança dos crentes. O cidadão romano honrava a César como o salvador geral do império, enquanto o cristão honra e serve ao Senhor Jesus Cristo, o Rei da pátria celestial. Se a cidadania romana representava vantagens materiais e sociais para os filipenses, muito mais os crentes em Cristo obtêm vantagens com a cidadania celestial.

Durante as últimas horas de Cristo com Seus discípulos, antes de Sua morte, Ele prometeu voltar (João 14:1–4). Quando Ele subiu ao céu, anjos disseram aos que observavam: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11). Os primeiros cristãos viviam em estado de expectativa, cientes de que o Senhor poderia voltar a qualquer hora (veja 1 Tessalonicenses 4:13—5:2; Tito 2:13; Hebreus 9:28). A segunda vinda dava sentido às suas vidas. Confiar na volta de Cristo ajudou os cristãos a enfrentarem os problemas diários e sustentou-os durante a perseguição. 

A inclusão da palavra “Salvador” em Filipenses 3:20 é significativa. Paulo não usava esse termo com frequência, mas ele o usou aqui—provavelmente porque ele descrevia com maior precisão o papel do Senhor em relação ao Seu povo quando Ele voltasse. Para os ímpios, Ele apareceria somente como Juiz; mas, para os Seus, Ele viria como Salvador—para libertá-los deste mundo pecaminoso, para recompensá-los e levá-los para estar com Ele por toda a eternidade. 

Assim como os primeiros cristãos, nós precisamos focar nossos corações em Jesus e “esperar ansiosamente” a Sua vinda. Devemos, como eles, reconhecer que Jesus pode voltar a qualquer hora. Devemos, como eles, orar: “Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20)!

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/04/2024

FONTES:

GOMES, Osiel. A Carreira que nos está proposta – O caminho da salvação, santidade e perseverança para chegar ao céu. Rio de Janeiro, CPAD, 2024.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201101_06.pdf

CABRAL, Elienai. Filipenses - A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Mateus 3.2

Mateus 3.2 "E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus."


"E dizendo: Arrependei-vos, "

João, o batista, inicia aqui a sua obra à obra. Ele é descrito pelo evangelista como a “voz do que clama no deserto” para que as pessoas preparem o caminho do Senhor que agora está próximo. João clamava as pessoas dizendo: “Arrependei-vos”. 

De acordo com A.T. Robertson há certa complexidade envolvendo a tradução desse termo. João Batista não está chamando as pessoas para “sentir tristeza de novo” (do latim repoenitet, o que a Vulgata Latina traduz o grego como “fazer penitência”), mas para mudar de atitude mental e conduta. A tradução Siríaca Antiga é a que melhor se expressa: “Voltar”. Esta é a grande palavra de João Batista.

Essa palavra indica mudança de opinião, o que, por sua vez, leva a mudança de vida. João Batista era um novo profeta, que voltou à chamada dos antigos profetas: “Torne” (Isaías 55.7), “convertei-vos” (Ezequiel 33.11; Joel 2.12), “restituindo” (Ezequiel 33.15).

Arrepender-se é uma necessidade absoluta para quem deseja entrar no reino dos céus. A mensagem da pregação de Jesus, mais tarde, aprimoraria essa proclamada por João Batista: “E dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho (Marcos 1.15). E mais tarde seria proclamada por seus próprios discípulos:  “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (Atos 17:30).

"... porque é chegado o reino dos céus."


João anuncia que o Reino dos céus é chegado. Os profetas do Antigo Testamento anunciaram que chegaria no tempo certo de Deus. Como arauto do novo dia, João Batista proclama que estava se aproximando. O quanto estava próximo, ele não diz, mas com certeza ele quer dizer que estava muito perto suficientemente perto para que se pudessem ver os sinais e a prova. 

O Reino dos céus seria estabelecido pelo Messias de forma invisível na Igreja. O reino divino pode ser visto nos corações e nas vidas de todos aqueles que o hoje aceitam: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5).

Os outros Evangelhos usam “o Reino de Deus”, como às vezes Mateus também usa. Mateus menciona “o Reino dos céus” mais de trinta vezes. João Batista quer dizer “o reinado de Deus”, não a organização política ou eclesiástica que os fariseus esperavam: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17). Mas uma poderosa transformação que reflete em toda a realidade à nossa volta.

No Reino dos céus, a vontade do Pai é conhecida e deve ser praticada. Fazer continuamente a vontade de Deus, nesse Reino, deve ser a nossa maior prioridade, não importando os obstáculos “pois que por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22). O Reino dos céus e sua justiça devem ser o nosso anseio e alvo principal: ”Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33).


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/04/2024


FONTES:

GONÇALVES, José. O Corpo De Cristo – Origem, Natureza e Missão da Igreja no Mundo. Rio de Janeiro CPAD, 2023.

PEARLMAN, Myer. Marcos: O evangelho do servo de Jeová. Rio de Janeiro CPAD, 2005.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200506_01.pdf

ROBERTSON, A. T. Comentário Mateus & marcos à luz do novo testamento grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.