domingo, 30 de julho de 2023

Lição 6 - A Desconstrução da Masculinidade Bíblica - 3 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO “E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” (Gênesis 2:15)

“E tomou o Senhor Deus o homem, “ Depois de Deus ter criado o universo, foi observado que “não havia homem para lavrar a terra(Gênesis 2:8). Deus então criou um jardim: “E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8). Nesse tempo, a ecologia era perfeita. Deus plantou um jardim para colocar o homem nele. Isso só ocorreu depois que o ambiente natural já estava pronto para ser habitado: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Muitas foram as árvores que brotaram, inclusive “a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal” (Genesis 2.9). A natureza é um presente de Deus ao ser humano, pois é Ele “quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (At 17.25). Por meio dela, Deus nos garante o ar, a água, o sol, a chuva, a germinação das plantas, o fruto e os alimentos necessários à nossa subsistência. Sem a natureza, não haveria vida. Tudo isso são dádivas naturais, fruto da graça de Deus, conforme nos revela o Evangelho: “porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mateus 5.45). Após a disposição dos ecossistemas, o Criador entregou ao homem a sua primeira grande missão:

“...e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. ” É importante notar que este compromisso do homem com o trabalho assemelha-se a sua criação; e esta, por sua vez, está diretamente relacionada com a necessidade do trabalho. Não só o homem é necessário para completar a criação, mas o trabalho do homem também é necessário. Seu trabalho é tão reflexivo e derivado do trabalho de Deus quanto e seu ser e, por esta razão, é tão importante e digno. Visto que o trabalho é um elemento integral da constituição de Deus do homem como o administrador de sua criação, o trabalho é o resultado da criação e não do pecado. Desse modo, as duas primeiras atividades envolvendo o trabalho de Adão na terra foram “lavrar” e “guardar” o que Deus criara. O primeiro homem foi o primeiro lavrador e guardador que o mundo conheceu. Logo, na criação do homem, no 6º dia, Deus concluiu que não seria bom o homem viver só, então Jeová criou uma “adjutora” para estar ao seu lado, diante da missão a ele confiada. O livro de Gênesis apresenta uma verdade surpreendente – o trabalho fazia parte do paraíso. Um teólogo resumiu tal fato desta maneira: “É perfeitamente claro que o excelente plano de Deus compreendia os seres humanos sempre trabalhando, ou, mais especificamente, vivendo no constante ciclo de trabalho e descanso. O contraste com outras religiões e culturas não poderia ser mais nítido. O trabalho não apareceu após um período dourado de lazer. Ele fazia parte do design perfeito para a vida humana, pois fomos criados à imagem de Deus, e parte de sua glória e felicidade é que ele trabalha, assim como o Filho de Deus, que afirmou: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
13/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

RENOVARO, Elinaldo. Tempo, Bens e Talentos: Sendo Mordomo fiel e prudente com as coisas que Deus nos tem dado. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

Lição 6 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2023 - CPAD

domingo, 23 de julho de 2023

Lição 5 - Lições Bíblicas Adultos - 3º Trim./2023 - CPAD

Lição 5 - A Dessacralização da Vida no Ventre Materno - 3 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. ” (Lucas 1.31)

Maria, uma virgem comprometida em casar-se com um homem chamado José, recebe em Nazaré a visita do anjo Gabriel (Lucas 1.26,27). O anjo a saudou causando-lhe espanto: “Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres” (Lucas 1:28); mas, o anjo a disse que não deveria temer, porque tinha achado graça aos olhos de Deus: “Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus” (Lucas 1:30)

“E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, “ Quando Gabriel afirma que ela ficaria grávida ela se espanta por causa da sua virgindade: “Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? ” (Lucas 1:34). Maria havia sido escolhida para cumprir a profecia que dizia: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho...” (Isaías 7:14). Esse fato sobrenatural é o sinal de Deus para toda a humanidade: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4,5).Mesmo sem entender completamente Maria se dispôs diante do mensageiro de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. “ (Lucas 1:38).

“...e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. ” Quando Maria comunicou o seu noivo José. Este não aceitou o seu testemunho. Mateus nos conta que ele intentou deixa-la secretamente: “Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente” (Mateus 1:19), e projetando ele isso, quando foi dormir teve um sonho angélico: “eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (Mateus 1:20). José recebeu a mesma incumbência que Maria havia recebido. Nomear essa criança com o nome “Jesus”.  Jesus do hebraico “Joshua” significa “O Senhor é salvação”, afinal ele salvaria o seu povo dos seus pecados (Mateus 1.21). José e Maria obedeceram a instrução do anjo: “E, quando os oito dias foram cumpridos, para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido. “ (Lucas 2:21)

Sobre o nome de Jesus, Eusébio de Cesaréia escreve na sua História Eclesiástica, Livro I, capitulo III o artigo intitulado: (De como os nomes de Jesus e de Cristo já eram conhecidos desde a antiguidade e honrados pelos profetas inspirados por Deus). “Mas o mesmo Moisés, por obra do espírito divino, conhecia de antemão bem claramente também o nome de Jesus, considerando-o mesmo digno de um privilégio único. Na verdade, nunca se havia pronunciado este nome entre os homens antes de ser conhecido por Moisés. Este aplica o nome de Jesus pela primeira e única vez àquele que, novamente conforme a figura e o símbolo, ele sabia que viria a sucedê-lo depois de sua morte no comando supremo. Nunca antes seu sucessor havia usado o nome de Jesus, mas era chamado por outro nome, Oséias, exatamente o que lhe haviam dado seus pais. Moisés deu-lhe o nome de Jesus como um privilégio precioso, muito maior do que o de uma coroa real. Deu-lhe este nome porque, em realidade, o próprio Jesus, filho de Iavé, era portador da imagem de nosso Salvador, o único que, depois de Moisés e depois de haver concluído o culto simbólico por ele transmitido, o sucederia no comando da verdadeira e sólida religião. E desta maneira Moisés, dando-lhes a maior honra, aplicou o nome de Jesus Cristo nosso Salvador aos dois homens que, segundo ele, mais sobressaíam em virtude e glória sobre todo o povo, a saber, o sumo sacerdote e aquele que haveria de sucedê-lo no comando. ” Sobre Cristo Moisés também havia profetizado: “O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Deuteronômio 18:15)

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/7/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

CESARÉIA, Eusébio. História Eclesiástica. São Paulo: Novo Século, 2002.