sábado, 18 de março de 2023
sexta-feira, 17 de março de 2023
Diferenças entre as traduções da Bíblia em português
A Bíblia para todos
Princípios de tradução

- 1. “Tradução de equivalência formal”, literal ou “palavra por palavra”: Mantém aspectos do texto original e preserva o máximo possível a sintaxe, a estrutura das frases e expressões idiomáticas. Ela permite que o leitor identifique na tradução os elementos formais do texto na língua original e é de grande valor para acadêmicos e estudos profissionais3.
- 2. “Tradução de equivalência dinâmica”, “equivalência funcional”, “tradução semântica” ou, ainda “pensamento por pensamento”: Esse método focaliza a tradução da mensagem, ou seja, proporciona acesso direto ao texto, permitindo que o significado fique claro de imediato, sem exigir que o leitor lide com expressões idiomáticas e estruturas incomuns. Também facilita o estudo sério da mensagem do texto e a clareza no uso devocional e na leitura em público4.
Algumas traduções enfatizam um maior equilíbrio entre as metodologias formal e dinâmica. Elas têm o objetivo de manter a fidelidade aos textos originais e proporcionar facilidade de leitura.
Exemplos: Nova Versão Transformadora (NVT) e Nova Almeida Atualizada (NAA).
- 3. "Paráfrase": São versões que revelam maior grau de liberdade para a escolha de palavras e estruturas, tendo em vista o público leitor. Um texto adaptado ao público infantil ou à população de determinada região, por exemplo, pode ser uma paráfrase, que é “uma maneira diferente de expressar o que foi dito”, “uma nova versão de um texto com o objetivo de torná-lo mais inteligível”5.
Qual tradução é a melhor?
Conforme sinalizam Stephen M. Miller e Robert V. Huber, autores do livro A Bíblia e sua história (SBB, 2006), “a maioria dos especialistas no assunto entende que não existe só uma maneira correta de traduzir a Bíblia, mas que a maioria das traduções a que se tem acesso hoje em dia podem ser úteis a diferentes grupos de leitores” 6.Talvez a melhor pergunta nesse sentido seja: “Qual tradução atende a minha necessidade e preferência?”. Isso porque as traduções reconhecidamente prestigiadas cumprem o objetivo de transmitir a Palavra de Deus sem adulterá-la. O que muda é o formato: se preserva mais os aspectos do original, se focaliza a língua de destino, se busca um equilíbrio entre os métodos de tradução ou se readapta a linguagem, mas sem mudar a mensagem.
Classificação das Principais Traduções
Equivalência formal
- King James Fiel - a tradução do rei James de 1611, lançada em Janeiro de 2017 em português no Brasil.
- Almeida Corrigida Fiel
- Almeida Revista e Corrigida
- Almeida Revisada Segundo os Melhores Textos
- Novo Testamento de Fridolin Janzen
Um equilíbrio entre equivalência formal e dinâmica
- Almeida Revista e Atualizada
- Almeida Edição Contemporânea
- Almeida Século 21
- Tradução Ecumênica da Bíblia
Equivalência dinâmica
- Bíblia de Jerusalém
- Bíblia do Peregrino
- Nova Versão Internacional
- Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Paráfrase
- Bíblia Viva
- Bíblia A Mensagem
Fontes:
¹ Citação do anúncio publicitário da Contemporary English Version (Versão Inglesa Contemporânea) In Stephen M. Miller e Robert V. Huber. A Bíblia e sua história – o surgimento e o impacto da Bíblia. Barueri, SP: Sociedade Bíblia do Brasil, 2006, pág. 226.2, 6 Id. pgs. 204, 228 e 229.
3,4 Com informações da Introdução à Nova Versão Transformadora.
5 Definição de paráfrase em Michaelis On-line (uol.com.br).
https://www.mundocristao.com.br/blog/diferencas-entre-as-traducoes-da-biblia-em-portugues/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Equival%C3%AAncia_formal_e_din%C3%A2mica
quinta-feira, 16 de março de 2023
terça-feira, 14 de março de 2023
segunda-feira, 13 de março de 2023
domingo, 12 de março de 2023
Lição 12 - Vivendo no Espirito - 1 Trimestre de 2023

TEXTO ÁUREO: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. ” (Gálatas 5.22)
Após de uma exposição sobre a
luta da carne contra o Espírito, Paulo nos apresenta as chamadas “Obras da
Carne” (Gálatas 5.19-21) elas são
listadas: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria,
inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas,
homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das
quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não
herdarão o reino de Deus.
“Mas o fruto do Espírito é: “ A fim
de evidenciar a vida de comunhão com Deus, Paulo começa agora a falar do que
acontece com aqueles que se submetem ao Espírito Santo: em lugar de obras
aparecem o fruto e em lugar de carne aparece o Espírito. As mais belas virtudes
cristãs são destacadas na vida daqueles que vivem sob o controle do Espírito
Santo. O singular fruto, como sempre é usado por Paulo, na verdade trata-se de
um recurso para destacar a unidade que o Espírito Santo cria na vida daqueles
que se sujeitam a Ele, produzindo as diversas virtudes, mas tendo uma só fonte.
No viver carnal a desunião é grandiosa, ao contrário daqueles que vivem sob a
vida dinâmica do Espírito Santo, que busca levar o crente a viver como Jesus
viveu neste mundo, tendo um só sentimento, em total perfeição (Gl 4.19). O
viver na carne traz diversos problemas, conflitos, pecados, mas o viver no
Espírito produz uma vida segundo o querer de Jesus. A lista de Paulo começa da
seguinte maneira:
“...amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão,
temperança. ”
a) Amor (Agápe). É importante
entender que Paulo não está dizendo aqui, que as demais virtudes vêm do amor,
na verdade, ao o amor é a decisão de tudo (1 Coríntios 13.13; 1 João 4.8).
b) Gozo (Chard — alegria com
motivos certos). Quer dizer alegria, não é produto do crente, mas vem ao crente
por meio de Jesus e do Espírito (João 15.11; 1 Tessalonicenses 1.6).
c) Paz (Eiréne — ordem,
segurança, felicidade, ausência de ódio, vida confiante no que Cristo fez).
Essa paz vem de Cristo e concede tranquilidade ao crente (João 14.27; Filipenses
4.6), ela visa atingir também os relacionamentos.
d) Longanimidade
(makrothumía-paciência). Dominado por esse fruto o cristão não se apressa em
tomar atitude ásperas de imediato, nem fica dominado com o sentimento de
vingança, mas deixa tudo nas mãos de Deus (Romanos 12.19).
e) Benignidade (Crestótes —
generosidade, amabilidade). A ênfase está em fazer o bem e envolve atitudes
sociais.
f) Bondade (Agathosyne — retidão,
bondade benéfica). Essa bondade trata-se mais de uma conduta, alguém que faz o
bem porque é reto e sua alma aborrece o mal. Dominado por esse fruto o cristão
nunca agirá com intenções e motivos maléficos.
g) Fidelidade (Pístis — entenda
que não se trata de fé, mas sim de fidelidade, lealdade). São diversos os
conceitos que essa palavra recebe, mas nesta ocasião ela ganha uma conotação de
integridade, dignidade que merece confiança (Mateus 23.23; 2 Timóteo 4.7; Tito
2.10).
h) Mansidão (Praótes — gentileza,
faz o bem para o outro com toda humildade, pois o eu carnal está subjugado).
i) Domínio próprio (Encrateia —
autocontrole. Domínio sobre os desejos e as paixões, especialmente os apetites
sensuais). Estudiosos falam desse controle como um ato de reprimir com mão
forte, por intermédio do Espírito, os desejos do eu carnal.
Observe que no tocante às obras
da carne, Paulo diz que aqueles que são dominados por ela jamais entrarão no
reino dos céus. Para as obras carnais existe restrição, exigências, mas quanto aos
frutos do Espírito Santo, Paulo diz que não há Lei, ou melhor, restrição. Não
há Lei para frear o fruto do Espírito, pois todas as virtudes do fruto do
Espírito são benéficas para nossa vida (Romanos 8.4; 1 Timóteo 1.9). O cristão
deve procurar sempre viver sob o poder do Espírito Santo para que esses frutos
estejam em sua vida (João 15.2; Efésios 5.9; Colossenses 3.12; 1 Coríntios
13.7).
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
15/3/2023
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Aviva a Tua Obra – O chamado das escrituras
ao quebrantamento e ao poder de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.
GOMES, Osiel. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito - Como
o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente. Rio
de Janeiro: CPAD, 2016.