segunda-feira, 28 de março de 2022

Lição 01 - O Sermão do Monte: o Caráter do Reino de Deus - 2 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa. “ (Mateus 5.11)

“Bem-aventurados sois vós...” A expressão bem-aventurado vem da palavra latina beatitudo, do substantivo relacionado com beatus, que é como a Vulgata traduz o termo grego makarios (quer dizer feliz) cuja forma prolongada vem do poético makar (significando o mesmo) (Mt 5.3-11). Essa forma de discurso não se originou com Jesus; ocorre frequentemente nos Salmos e na literatura sapiencial do Antigo Testamento, e até os gregos tinham tais discurso. A forma se origina da literatura hebraica e judaica com que Jesus estava familiarizado. Tal expressão não pode ser totalmente compreendida no nosso português, como procede tanto do hebraico como do grego, isso em sua essência, pois a palavra significa uma benção que aquele que a pronuncia, caso realmente tenha sido transformado por Cristo, sabe do seu valor, que se revela pela virtude e no viver diário neste mundo.

“...quando vos injuriarem, e perseguirem, “ A palavra “quando” deixa claro que a injúria e a perseguição vão ocorrer na vida cristã, afinal ela não é condicional. Lembra-nos das palavras de Jesus antes da oração sacerdotal: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33). Por que o cristão sofrerá aflições pela causa de Cristo? Porque o verdadeiro cristão deve se tornar para este mundo o sal da terra, ou seja, são conservadores e também a luz do mundo, ou melhor, exemplo para o mundo. A cultura em que vivemos anda segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, segundo a eficácia de satanás. Essa eficácia tem relativizado os valores e princípios judaico-cristãos cumprindo a profecia de Isaías: Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! (Isaías 5:20). Quando nos movimentamos contra essas transformações modernas somos taxados como retrógrados, patriarcais e acusados de dividir a sociedade. Quando resplandecemos a luz do mundo para aqueles que amam as trevas não é diferente. A bíblia diz que aquele que está em trevas odeia a luz: Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. (João 3:20). Porém, toda essa aflição pela causa de Cristo refletirá para nós um peso de glória no Senhor: Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia (João 15:18,19), em outras palavras seremos bem-aventurados se seguirmos o exemplo do nosso messias: O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente (1 Pedro 2:23).

“...e, mentindo, disserem todo mal contra vós, por minha causa. “ Mais uma vez a astúcia do inimigo manifestada contra o verdadeiro cristão “ e mentindo”, isso implica que mesmo sendo o cristão irrepreensível o diabo (que quer dizer caluniador) usa seus aliados para fazer o que lhe é próprio: Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira (João 8:44). Por isso, não devemos nem crer em todo espírito ou em somente uma testemunha acusativa: Uma só testemunha contra alguém não se levantará por qualquer iniquidade, ou por qualquer pecado, seja qual for o pecado que cometeu; pela boca de duas testemunhas, ou pela boca de três testemunhas, se estabelecerá o fato (Deuteronômio 19:15). Muitas vezes na igreja muitas falam contra alguém, mas quando o pastor quer tentar resolver a questão na maioria das vezes não há testemunhas, todos falaram que ouviram e normalmente foi a mesma pessoa que espalhou. Duvide do que não há testemunha, o diabo é mentiroso. Paulo confirma o texto do antigo testamento: Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra (2 Coríntios 13:1). Vale acrescentar que a beatitude não é promessa para quem sofre por qualquer motivo, a condição dessa benção é pela causa de Cristo, como por exemplo: João preso em Patmos, estava preso por causa da palavra de Deus; Paulo preso em Roma, se apresentava nas cartas como “prisioneiro de Jesus Cristo”; Pedro preso em Jerusalém, o contexto de Atos é a perseguição de Herodes Agripa I contra os líderes da seita dos nazarenos. A perseguição assolou de maneira severa os primeiros cristãos que segundo Tertuliano eram a semente do evangelho esses de maneira singular são bem-aventurados conosco: Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus (1 Pedro 2:19,20).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
24/03/2022

Fontes:

GOMES, Osiel. Os valores do reino de Deus – a relevância do sermão do monte para a igreja de Cristo. Rio de Janeiro: Cpad, 2022.

ARRINGTON French L; STRONSTAD Roger. Comentário Bíblico Pentecostal – Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

terça-feira, 22 de março de 2022

Lições Bíblicas Antigas 2021

         1º Trimestre de 2021                 2º Trimestre de 2021                  3º Trimestre de 2021               4º Trimestre de 2021

segunda-feira, 21 de março de 2022

Lição 13 - A Leitura da Bíblia e a Educação Cristã – 1 Trimestre de 2022


(Texto Áureo) “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. ” (1 Timóteo 4.13)

A primeira epístola a Timóteo é a primeira das “Epístolas Pastorais” (as outras são Tito e segunda Timóteo), assim chamadas por serem dirigidas a ministros com o propósito de instruí-los no governo da Igreja. A epístola que agora estamos estudando foi escrita a Timóteo, o companheiro e discípulo fiel de Paulo. Foi escrita depois do apóstolo ter sido posto em liberdade, após a sua primeira prisão. Os seus movimentos depois deste acontecimento não podem ser traçados com certeza. Acredita-se que visitou a Espanha. Rom. 15:24. Em seguida, foi a Mileto e veio a Colossos. (Filemom 22). Dali foi a Éfeso, onde deixou Timóteo encarregado da igreja que estava em perigo por causa de falsos ensinos. I Tim. 1:3. Indo ao norte, chegou a Troas onde embarcou rumo a Macedônia. I Tim. 1:3. Da Macedônia escreveu a epístola para instruir a Timóteo concernente aos seus deveres e também para animá-lo, porque o jovem era de um caráter sensível e retraído e, portanto, inclinado a deixar de afirmar a sua autoridade.

“Persiste em ler, “ Paulo deu a Timóteo três deveres relativos ao procedimento, ou conduta. Matthew Henry observa em seu comentário “Embora Timóteo tivesse dons extraordinários, ele precisava usar meios comuns”, não podemos negligenciar essa verdade, há coisas espirituais na igreja que precisam ser discernidas espiritualmente, mas há também coisas corriqueiras que toda a habilidade pessoal desenvolvida poderá e muito contribuir com a obra de Deus.  A primeira chave para se desenvolver a conduta adequada é “leitura”. Inclui-se aqui muito mais do que ser um leitor diário da Bíblia. Para se atingir o que Paulo tinha em mente, é preciso pesquisar, fazer estudo de palavras, meditar, comparar e revisar. Esse dever não é para o aprendiz despreocupado, pois terá de “se afadigar na palavra e no ensino” (1 Timóteo 5:17). O desenvolvimento do raciocínio baseia-se em conhecimentos, e estes são assimilados na leitura da Palavra de Deus. Os conhecimentos acumulados vêm à tona quando desejamos preparar um sermão ou estudo bíblico. Então, o raciocínio forma com eles uma cadeia de argumentos que enriquece o pensamento. Leia muito e saiba escolher bons livros. Não somente livros de cunho evangélico, mas também seculares, que muito poderão enriquecer o conhecimento intelectual.

“...exortar e ensinar, “ Uma segunda chave para se desenvolver o procedimento piedoso é “exortação”. Suprir todas as necessidades humanas exigirá que o evangelista conforte, console, rogue, suplique, implore, anime, instrua e admoeste. Acrescente-se a esses procedimentos Tito 1:9, que declara que essas exortações devem ser feitas “segundo a [sã] doutrina”. Que conhecimento da aplicação da verdade é necessário para se realizar essa tarefa! Alguém duvida que a Palavra de Deus pode suprir todas essas necessidades? Quantos evangelistas conhecem a verdade tão bem a ponto de confortar, animar, instruir e admoestar os necessitados — segundo a sã doutrina? A terceira chave de Paulo para se desenvolver um procedimento aprovado é “ensino”. Lucas 6:40 apresenta a valiosa observação de que o aprendiz aperfeiçoado se torna igual ao mestre. Mateus 10:25 acrescenta que um discípulo só se satisfaz em ser igual ao mestre. Verdadeiramente, o professor deve ser um servo e orador magistral. Quantos professores e evangelistas aceitam esse desafio?

“...até que eu vá. ” Interessante notar que o ministério possui um tempo de terminado. Filipe após ser bem-sucedido em seu ministério na Samaria, foi enviado ao deserto, logo após, a Azoto onde continuou pregando a Palavra de Deus. Aprendi que a igreja possui pastor, mas que pastor não possui igreja. Da mesma maneira na igreja não possui cargos vitalícios ou cadeira cativa, pois todos somos cooperadores de Cristo. O importante na carreira ministerial é o pensamento de Rute “onde quer que fores irei eu”. Timóteo deve ler exortar e ensinar ao campo que lhe está confiando até que o apóstolo vá. Depois aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará. Da mesma maneira devemos permanecer na missão que nos foi confiada até cumprirmos nossa missiva e permanecer fiel a igreja “até que Ele venha”.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

ROPER, David. A Verdade para Hoje - O Padrão de Deus, 2019. Disponível em: < http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_200311_08.pdf >. Acesso em 20 mar.2022.

domingo, 20 de março de 2022

Os Valores do Reino de Deus: tema central da EBD para adultos no 2º Trimestre de 2022

 
A Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo

O segundo trimestre da escola dominical de 2022 tem como tema central “Os Valores do Reino de Deus” que destaca a Relevância do Sermão do Monte para a Igreja de Cristo.

O assunto, comentado pelo pastor Osiel Gomes (MA) será estudado durante os meses de abril, maio e junho deste ano pelas classes de adultos da EBD das Assembleias de Deus em todo Brasil, que usam o material editado pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus – CPAD.
Comentarista

Osiel Gomes é pastor, formado em Teologia, Filosofia, Direito, Pedagogia, Psicanálise e Pós-Graduado em docência do ensino superior, lecionou Hebraico e Grego no seminário Batista, presidiu a Missão Evangélica Doksa e foi diretor da Faculdade Evangélica do Meio Norte (Faeme) por 10 anos. Também foi co-pastor da AD em Coroatá (MA) por 16 anos. Atualmente preside a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Campo Tirirical, em São Luís, Maranhão.
Sumário

Lição 1 – O Sermão do Monte: O Caráter do Reino de Deus
Lição 2 – Sal da Terra, Luz do Mundo
Lição 3 – Jesus, o Discípulo e a Lei
Lição 4 – Resguardando-se de Sentimentos Ruins
Lição 5 – O Casamento É para Sempre
Lição 6 – Expressando Palavras Honestas
Lição 7 – Não Retribua pelos Padrões Humanos
Lição 8 – Sendo Verdadeiros
Lição 9 – Orando e Jejuando como Jesus Ensinou
Lição 10 – Nossa Segurança Vem de Deus
Lição 11 – Sendo Cautelosos nas Opiniões
Lição 12 – A Bondade de Deus em nos Atender
Lição 13 – A Verdadeira Identidade do Cristão
O reino de Deus

O Reino de Deus é um conceito fundamental nas três principais religiões abraâmicas existentes: o Judaísmo, o Islamismo e, mais notavelmente, o Cristianismo. Nesta última que é monoteísta, o Reino de Deus constitui o tema principal pregado por Jesus, por meio de parábolas.

Entre teólogos cristãos existem conceitos divergentes, mas não incompatíveis quanto ao que é concretamente o Reino de Deus.

Jesus, através de parábolas, convida a todos para entrar no Reino de Deus, tornarem-se seus discípulos, para conhecer os mistérios do Reino dos Céus (Mt 13.11).

Os valores principais do Reino de Deus são a verdade, a justiça, a paz, a fraternidade, o perdão, a liberdade, a alegria e a dignidade da pessoa humana.

O Reino de Deus, que não terá fim e que já está no meio de nós (Lc 17.21), é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17); é o fim último ao qual Deus nos chama; é obra do Espírito Santo; e é também um império eterno que jamais passará e… jamais será destruído (Dn 7.14).

https://www.searanews.com.br/os-valores-do-reino-de-deus-tema-central-da-ebd-para-adultos-no-2o-trimestre-de-2022/

quarta-feira, 16 de março de 2022

CONFERÊNCIA ACADÊMICA FAECAD - 100 Anos da Primeira EBO no Brasil: AD e Formação da Liderança

 

CONFERÊNCIA ACADÊMICA FAECAD - 100 Anos da Primeira EBO no Brasil: AD e Formação da Liderança

CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO GRATUITO PARA OS INSCRITOS


Data: 30 e 31 Março de 2022


Palestrantes: Pr. José Wellington Júnior, Pr. Osiel Gomes, Pr. Isael Araujo

Mediador: Dr. Esdras Bentho
 

Horário: 19h
Local: Facebook e Youtube

Clique aqui para se inscrever gratuitamente!

Lição 12 - As epístolas instruem e Formam os cristãos - 1 Trimestre De 2022


 (Texto Áureo) “A graça, a misericórdia, a paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, sejam convosco na verdade e amor. ” (2 João 3)

“A graça, a misericórdia, a paz, ” O apóstolo João, à semelhança do que Paulo fez em suas cartas a Timóteo, menciona em sua saudação não apenas graça e paz, mas graça, misericórdia e paz. A diferença é que a saudação aqui não é oração nem voto, mas uma confiante afirmação. A graça e a misericórdia são a raiz, e a paz é o fruto. Quando experimentamos a graça e a misericórdia, recebemos a paz. Concordo com John Stott quando ele diz que graça e misericórdia são expressões do amor de Deus, graça para com os culpados e destituídos de méritos, misericórdia para com os necessitados e desamparados. Paz é aquele restabelecimento da harmonia com Deus, com os outros e com nós mesmos a que chamamos salvação. Juntando os termos, paz indica o caráter da salvação, misericórdia a nossa necessidade dela, e graça a livre provisão que dela Deus fez em Cristo. Nessa mesma linha de pensamento, Simon Kistemaker diz que a graça remove a culpa, a misericórdia remove a miséria, a paz expressa a continuidade da graça e da misericórdia.

“...da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, ” O apóstolo João destaca já na introdução desta pequena epístola a verdade suprema da divindade de Cristo. A saudação à igreja é dada em nome de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai. Jesus Cristo é eternamente gerado do Pai. Ele é Deus de Deus, luz de luz, coigual, coeterno e consubstanciai com o Pai. Desta forma, quem nega o Filho também não tem o Pai (l Jo 2.23). A fé cristã mantém-se em pé ou cai dependendo da maneira como ela vê a doutrina da divindade de Cristo. Se Jesus Cristo é somente um homem, ele não pode salvar-nos. Se ele não encarnou, também não pode se identificar conosco.

‘...sejam convosco na verdade e amor. ” O apóstolo João usou a palavra verdade quatro vezes em sua saudação (v. 1-3). Esta é a palavra que rege não só esta parte da carta, mas toda a missiva. A igreja estava sendo bombardeada pelos falsos mestres. Eles saíram de dentro da igreja (l Jo 2.19), abandonaram a sã doutrina e se converteram em agentes do anticristo. Estes falsos mestres estavam numa intensa cruzada itinerante, percorriam as igrejas, disseminavam suas heresias, negavam a divindade e a humanidade de Cristo. Quando João destaca a necessidade de conhecer a verdade, precisamos perguntar: o que é a verdade para o apóstolo? Ela representa a realidade em oposição à mera aparência. Fritz Rienecker diz que a palavra grega aletheia, “verdade”, aqui se refere à realidade divina, e significa aquilo que é real em última análise, a saber, o próprio Deus. Jesus é a verdade (Jo 14.6). A Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17). O Espírito que habita em nós é o Espírito da verdade e também nos capacita a conhecer a verdade (Jo 14.16,17; 16.13). A comunidade cristã deve ser caracterizada não só pela verdade, mas também pelo amor. Concordo com John Stott quando diz que devemos evitar a perigosa tendência para o extremismo, dedicando-nos a uma dessas virtudes à expensa da outra. O nosso amor amolece se não for fortalecido pela verdade, e a nossa verdade endurece se não for suavizada pelo amor. Precisamos amar uns aos outros na verdade, e falar a verdade uns com os outros em amor.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

LOPES, Hernandes Dias. João: como ter garantia da salvação. São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

KISTEMAKER, Simon. Tiago e epístolas de João. Cultura Cristã, 2005.

WIERSBE, Warren W. Comentário bíblico expositivo. Geográfica, Vol. 6.

RIENECKER, Fritz e ROGERS, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego. São Paulo: Edições Vida Nova, 1985:

segunda-feira, 7 de março de 2022

Lição 11 - Lucas-Atos: O Modelo Pentecostal Para Hoje - 1 Trimestre De 2022


 (Texto Áureo) “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ” (Atos 2.4)

“E todos foram cheios do Espírito Santo...”  Quem são esses todos? Quase 120 pessoas (Atos 1:15). Esses quase 120 permaneceram no mesmo lugar, em Jerusalém (Atos 2:1), obedecendo a ordem de Jesus para aguardarem a Promessa do Pai de Serem batizados com o Espírito Santo (Atos 1:4). Essa promessa do Pai diz respeito a promessa que Deus o fez a Abraão de todas as nações serem benditas nele: “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito “ (Gálatas 3:14). O fato de todos terem recebidos a promessa demonstra o que Pedro afirma na casa de Cornélio:  “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; Mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo “ (Atos 10:34,35). Afinal o próprio Jesus durante o último dia da festa dos tabernáculos: Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. ” (João 7:38,39). Importante ressaltar a diferença do termo “ser cheio do Espírito Santo” Na teologia de Lucas e do Apóstolo Paulo, segundo o contexto de Lucas ser cheio do Espírito Santo sempre está associado ao dom de línguas, enquanto para Paulo uma vida cheia do Espírito refere-se a evidenciar o fruto do espírito: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito (Efésios 5:18).

“...e começaram a falar em outras línguas, ”. Notemos alguns fatos importantes sobre o falar em línguas. O que produz esta manifestação? O impacto do Espírito de Deus sobre a alma humana. É tão direto e com tanto poder, que a pessoa fica extasiada, falando de modo sobrenatural. Isto pelo fato de a mente ficar totalmente controlada pelo Espírito. Para os discípulos, era evidência de estarem controlados pelo poder do Espírito prometido por Cristo. Quando a pessoa fala uma língua que nunca aprendeu, pode ter a certeza de que algum poder sobrenatural assumiu o controle sobre ela. Alguns argumentam que a manifestação do falar em línguas limitou-se à época dos apóstolos. Aconteceu para ajudá-los a estabelecer o Cristianismo, uma novidade naquela época. Não existe, no entanto, limites à continuidade dessa manifestação no Novo Testamento. Mesmo no quarto século depois de Cristo, Agostinho, o notável teólogo do Cristianismo, escreveu: “Ainda fazemos como fizeram os apóstolos, quando impuseram as mãos sobre os samaritanos, invocando sobre eles o Espírito mediante a imposição das mãos. Espera-se por parte dos convertidos que falem em novas línguas. ” Ireneu (115-202 d.C.), notável líder da Igreja, era discípulo de Policarpo, que por sua vez foi discípulo do apóstolo João. Ireneu escreveu: “Temos em nossas igrejas muitos irmãos que possuem dons espirituais e que. por meio do Espírito, falam toda sorte de línguas” . A Enciclopédia Britânica declara que a glossolalia (o falar em línguas) “ocorreu em reavivamentos cristãos durante todas as eras; por exemplo, entre os frades mendicantes do século XIII, entre os jansenistas e os primeiros quaquers, entre os convertidos de Wesley e Whitefield, entre os protestantes perseguidos de Cevennes, e entre os irvingitas”. Podemos multiplicar as referências, demonstrando que o falar em línguas, por meios sobrenaturais, tem ocorrido em toda a história da Igreja. (Nota: O falar em línguas nem sempre é em língua conhecida. Ver 1 Coríntios 14.2.)

“...conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. ” Cremos e ensinamos que o Espírito Santo é uma pessoa. Sua personalidade está presente em toda a Bíblia de maneira abundante e inconfundível e tem sido crença da Igreja desde o princípio. A Bíblia revela todos os elementos constitutivos da personalidade do Espírito Santo, como intelecto, emoção e vontade, em 1 Coríntios 12:11 está escrito: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer“. Esse versículo nos revela que o Espírito Santo possui vontade, nos indicando sua personalidade “ como quer “ Essa vontade nunca contradiz as outras pessoas da Trindade, pois possuem uma mesma natureza e essência. O Espírito Santo relaciona-se com os crentes de maneira pessoal, pois somente uma pessoa poderia agir como mestre, consolador, santificador e guia. Cremos e declaramos que o Espírito Santo ensina, fala, guia em toda a verdade, julga, ama, contende, convida e intercede. Ele é Deus, Ele é pessoal. Até por isso os cristãos são batizados também em seu nome: "batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28.19).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

PEARLMAN, Myer. Atos: e a Igreja se Fez Missões. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

SOARES, Esequias. Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

sábado, 5 de março de 2022

Lição 10 - As Profecias despertam e trazem Esperança - 1 Trimestre De 2022


 (Texto Áureo) “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1.3)

“Bem-aventurado aquele que lê, “ O livro do Apocalipse contém sete bem-aventuranças. Essa é a primeira destas sete (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A referência ao ler (grego, anaginoskon) significa ler em voz alta. Isto implica numa leitura feita na igreja de maneira publica. Esse tipo de leitura foi realizado por Jesus na sinagoga de Satanás: “E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler.” (Lucas 4:16). Durante a reconstrução de Jerusalém Esdras leu para todo o povo: “ E Esdras abriu o livro perante a vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra. “ (Neemias 8:5,6). A Timóteo escreveu o apóstolo Paulo: Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. (1 Timóteo 4:13), “ Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.”  (1 Timóteo 4:16). Não podemos negligenciar a leitura da palavra de Deus ela tem poder para produzir salvação: Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna “(João 5:39).

“...e os que ouvem as palavras desta profecia, “ Considerando ainda a situação acima, a maioria das pessoas na reunião pública ouve ao invés de ler. Alguns até mesmo nos nossos dias por não possuir leitura: “Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não sei ler “(Isaías 29:12). Porém, não podemos deixar de contextualizar a quem João estava escrevendo. As pessoas dessa época não possuíam a bíblia em sua cabeceira de cama ou biblioteca, as Bíblias eram manufaturadas e produzidas por rolos o que tornava muito caro adquirir uma para si. As próprias sinagogas não possuíam todos os rolos da bíblia, a de Nazaré possuía o rolo do profeta Isaías. Isso tornava a leitura muito mais importante, pois as pessoas somente tinha acesso as escritura pelo ouvido: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus “ (Romanos 10:17). Por esse motivo Jesus repetia as palavras: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 7:16); “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça “ (Mateus 11:15). Esse fato também induz a João a Escrever as mesmas palavras as sete igrejas da Ásia: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:11)

“... e guardam as coisas que nela estão escritas; ” As bênçãos não vêm sobre leitores negligentes ou ouvintes desatentos, mas sobre aqueles que, amorosamente, obedecem aos preceitos e mandamentos encontrados no livro. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;” (Mateus 7:24).  Esse conselho Deus já havia dado a Josué: Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido. (Josué 1:7,8).

“... porque o tempo está próximo.” A iminência da volta de Cristo torna esses conselhos indispensáveis, Paulo escreveu aos Romanos: “E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Romanos 13:11). Se a igreja contemporânea devia ser prudente e obediente quanto mais nós que vivemos o cumprimento cabal das profecias: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.” (Mateus 24:32,33). O Sinais da Vinda de Cristo estão cada vez mais presentes no mundo, assim como prevemos o verão devemos entender essa realidade. Sendo assim, Leia, ouça e guarde as palavras de Cristo.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
05/03/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HORTON, Stanley M. Apocalipse as coisas que brevemente devem acontecer. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

SILVA, Severino Pedro. Apocalipse versículo por versículo. Rio de Janeiro: Cpad.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Lição 09 - As Histórias e as Poesias falam ao Coração - 1 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra. ” (SaImo 119.107)

O Salmo 119. Esse é um salmo por si mesmo, distinto de todos os outros; ele supera todos os outros e destaca-se por seu brilho nessa constelação. A composição dele é singular e muito precisa. Ele é dividido em vinte e duas partes, de acordo com o número de letras do alfabeto hebraico, e cada parte consiste de oito versículos, todos os versículos da primeira parte começam com álefe; todos os versículos do segundo, com bete e assim por diante, sem nenhuma falha em todo o salmo. Nessa passagem a letra hebraica em questão é “Nun”.

“Estou aflitíssimo; “ De acordo com o último versículo, ele tinha prestado juramento como soldado do Senhor, e neste versículo seguinte, ele é chamado para sofrer dificuldades nesta qualidade. O nosso serviço ao Senhor não nos isenta do juízo, mas na verdade o assegura para nós. O salmista era um homem consagrado, mas um homem punido, e suas punições não eram leves; pois parece que, quanto mais ele era obediente, mais era afligido. Evidentemente, ele sentia a vara ferindo-o profundamente, e isto ele alega, diante do Senhor. Ele fala, não como uma queixa ou murmuração, mas como um apelo; sim, devido à grande aflição em que se encontra, ele apela por uma vivificação. “

“...vivifica-me, ó Senhor, “ Como Deus nos vivifica? Fazendo reviver as nossas graças em meio ao sofrimento, como a nossa esperança, paciência e fé. Desta maneira, Ele nos injeta vida novamente, para que possamos prosseguir alegremente em nosso serviço, pela infusão de novas consolações. Ele vivifica o coração dos seus contritos, como diz o profeta (Is 57.15). Isto é muito necessário, pois o salmista diz, em outra passagem, “vivifica-nos, e invocaremos o teu nome” (SI 80.18, ARA). O desconforto e o desencorajamento enfraquecem as nossas mãos, e a invocação a Deus. A menos que o Senhor nos vivifique outra vez, não teremos vida na oração. De duas maneiras, em particular, Deus nos vivifica na aflição: vivificando a nossa percepção do seu amor, e vivificando a nossa esperança de glória.

”...segundo a tua palavra. ” Davi, quando pede a vivificação, é encorajado a fazê-lo, por causa de uma promessa. A pergunta é, qual será esta promessa? Alguns pensam que é a promessa geral da lei, “Fazendo-os o homem, viverá por eles” (Lv 18.5) e que, a partir daí, Davi chegou a esta conclusão particular, de que Deus vivificaria o seu povo. Mas, na verdade, foi alguma outra promessa, alguma palavra de Deus que ele havia recebido, que o respaldava nesta súplica. O Senhor faz muitas promessas a nós, de santificar a nossa aflição. O fruto de todas é tirar o pecado (Is 27.9); melhorar-nos e aperfeiçoar-nos (Hb 2.10), moderar a nossa aflição, e tirar o seu vento forte, no tempo do vento leste (Is 27.8); nos assegurar de que não permitirá que soframos mais do que nos capacitou a suportar (1 Co 10.13). Ele prometeu que irá atenuar a nossa aflição, de modo que não seremos tentados acima das nossas forças. Ele prometeu que irá nos resgatar das nossas aflições, que o cetro da impiedade não permanecerá sobre a sorte dos justos (SI 125.3), e que Ele estará conosco e não nos desamparará (Hb 13.5). Agora, o meu argumento é: se o povo de Deus conseguiu firmar o coração na palavra de Deus, quando tinha apenas indicações obscuras sobre as quais poderiam trabalhar, a ponto de não saberem exatamente onde estava a promessa, ah! Como os nossos corações deveriam estar firmes em Deus, quando temos tantas promessas! Tendo em vista que as Escrituras são ampliadas para o consolo e a dilatação da nossa fé, certamente deveríamos dizer, como Paulo, quando recebemos uma palavra: “Creio em Deus” (At 27.25); eu posso esperar que Deus fará isto por mim, uma vez que a sua palavra assegura isto em todas as partes.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/02/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

SPURGEON, Charles. Os tesouros de Davi – Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Lição 08 - A Lei e os Evangelhos revelam Jesus - 1 Trimestre De 2022


(Texto Áureo) “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. ” (Deuteronômio 6.4)

Esse versículo é conhecido como o “Shemá Israel” que se refere as duas primeiras palavras da seção da Torá que constitui a profissão de fé central do monoteísmo judaico é considerado um credo em sua forma embrionária na Bíblia. Os judeus os escrevem em seus filactérios, e se acham não apenas obrigados a recitá-los pelo menos duas vezes todos os dias, mas muito felizes por serem obrigados a isso, tendo esse provérbio entre si: Abençoados somos nós, que a cada manhã e a cada entardecer dizemos: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Porém mais abençoados seremos se ponderarmos e aproveitarmos devidamente

Deus é um em essência ou natureza, subsistindo por Si mesmo; só o SENHOR é Deus: “Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há deus...” (Is 45.5). Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou o monoteísmo como parte do primeiro de todos os mandamentos: “... Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Mc 12.29); “... com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele” (Mc 12.32); “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro...” (Jo 17.3).

O apóstolo Paulo declara: “Todavia para nós há um só Deus” (1 Co 8.6); “Ora o medianeiro não é de um só, mas Deus é um” (Gl 3.20); “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos” (Ef 4.6). “Porque há um só Deus” (1 Tm 2.5). Foi o Senhor Jesus quem revelou Deus aos seres humanos por meio da Bíblia: Mt 11.27; Jo 1.18).

O Deus que Jesus revelou é o Deus de Israel e isso ele deixou claro ao pronunciar o primeiro e grande mandamento: “E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento” (Mc 12.29, 30). Essa é uma das várias declarações do Novo Testamento que ensina ser o cristianismo monoteísta. A declaração aqui é reveladora porque não deixa dúvida de que o Deus dos cristãos é o mesmo Deus de Israel, pois Jesus citou as palavras diretamente do Antigo Testamento (Dt 6.4-6).

A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia, os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade. Essa doutrina está implícita no Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.6, 7; Is 6.8). Apesar da ênfase da doutrina monoteísta como o shemá: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR” (Dt 6.4) reafirmada pelo Senhor Jesus (Mc 12.29), o Antigo Testamento mostra que a unidade de Deus não é absoluta. O Novo Testamento revela que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (Mt 28.19; 1 Co 12.4-6; 2 Co 13.13; Ef 4.4-6; 1 Pe 1.2).

Há ainda várias passagens tripartidas no Novo Testamento que revelam a Trindade (Lc 24.49; Rm 1.1-4; 5.1-5; 14.17, 18; 15.16, 30; 1 Co 6.11; 2 Co 1.20, 21; Gl 3.11-14; Ef 1.17; 2.18-22; 3.3-7, 14-17; 1 Ts 5.18). Além das declarações bíblicas apresentadas aqui, há outras evidências contundentes que fundamentam essa doutrina. Cada uma dessas Pessoas é chamada individualmente de Deus e Senhor. O Deus do cristianismo é um (Gl 3.20), mas as Escrituras ensinam também que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. A Bíblia aplica o nome “Deus” ao Pai sozinho (Fp 2.11), da mesma forma ao Filho (Jo 1.1) e ao Espírito Santo (At 5.3, 4); e, na maioria das vezes, com referência à Trindade (Dt 6.4). Isso também ocorre com o Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino YHWH), que se aplica ao Pai sozinho (Sl 110.1), ao Filho (Is 40.3; Mt 3.3) e ao Espírito Santo (Ez 8.1,3). No entanto, aplica-se também à Trindade (Sl 83.18). Salta à vista de qualquer leitor da Bíblia a divindade plena e absoluta de cada uma dessas Pessoas. Foi assim que o Espírito revelou a unidade na Trindade. A doutrina da Trindade não neutraliza, nem contradiz a doutrina da Unicidade e nem a doutrina da Unicidade anula a Trindade.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
14/02/2022

Fontes:

BAPTISTA, Douglas. A Supremacia das Escrituras – a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SOARES, Esequias. A razão de nossa fé: assim cremos, assim vivemos. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

SOARES, Esequias. Manual de apologética cristã: Defendendo os fundamentos da autêntica fé bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.