sábado, 4 de setembro de 2021

Conferência Acadêmica FAECAD - Pr. Antônio Gilberto

 


Conferência Acadêmica FAECAD - Pr. Antônio Gilberto: Patrono da Escola Bíblica Dominical das Assembleias de Deus no Brasil 

Evento gratuito e com certificação da Faculdade FAECAD para os inscritos!

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Lição 10: O Cativeiro de Israel: O reino do Norte - 3 Trimestre de 2021


 (Texto Áureo) ”Vinde, e tornemos ao SENHOR, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará” (Oséias 6:1).

O Profeta Oseias acabara de anunciar o irremediável juízo de Deus aos impenitentes reinos de Israel e Judá, dizendo que seria para eles como traça que ataca por dentro e como leão que ataca por fora (5.12-15). Diante do castigo iminente, o povo esboça uma reação de volta para Deus, sinalizando uma conversão ao Senhor. Porém, será que essa volta é de todo o coração? Será que essa conversão é profunda o suficiente para livrá-lo da destruição? O texto nos mostrará que a conversão de Israel foi superficial. Na verdade, não houve tristeza pelo pecado, e sim pesar pelas consequências do pecado. Israel queria livrar-se do castigo, mas não estava disposto a desvencilhar-se dos seus erros. Um arrependimento que lamenta apenas as  consequências do pecado em vez de chorar pelo pecado é assaz superficial.

"Vinde e tornemos para o Senhor" (v.1). Muitos expositores entendem que os vv.1-3 estão vinculados ao v. 15 do capítulo anterior “Irei, e voltarei para o meu lugar, até que se  reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, cedo me buscarão, dizendo: Vinde, e tornemos para o Senhor ...” (5.15-6.1). O que revela que o propósito de Deus na disciplina do seu povo não era a sua destruição, mas a sua restauração. O que Deus esperava era uma genuína conversão, manifestada pelo arrependimento (“até que se reconheçam culpados”) e pela fé (“e busquem a minha face”). O arrependimento e a fé são os dois elementos da conversão. O primeiro elemento é negativo. O arrependimento é o reconhecimento da culpa, enquanto a fé é à volta para Deus para depositar nele inteira confiança.

"Ele despedaçou e nos sarará, fez a ferida e a ligará" (v.1). Isso é uma figura de linguagem para indicar o fim de Israel e Judá (5.14,15). Essa profecia já se cumpriu com os cativeiros assírio e caldeu. A promessa "nos sarará... e a ligará" já está se cumprindo, pois o cumprimento final dar-se-á por ocasião da manifestação do Filho de Deus (Zacarias 12.10; Romanos 11.26, 27). Os judeus retornaram para a terra de seus antepassados, mas Israel ainda não se reconciliou com Deus. As expressões nos revigorará e nos levantará com frequência indicam ressuscitamento e ressurreição. Elas antecipam os relatos mais explícitos de ressurreição nacional após a morte no exílio ou mediante perseguição, encontrados em Ezequiel 37. A nação não estava apenas doente, mas se tornaria como um vale de ossos secos. Porém, mesmo diante dos sinais de morte. Deus levantaria o seu povo do pó. Seu Espírito sopraria nesse vale de ossos secos, e um exército poderoso se reergueria das cinzas da morte. Ainda hoje Deus é poderoso para reavivar a sua igreja. Mesmo que ela pareça um deserto, florescerá. Mesmo que se torne como um vale de ossos secos. Deus é poderoso para reerguê-la da sepultura.

No século 18, a igreja da Inglaterra estava em profunda crise. Pregadores apáticos pregavam sermões mortos para auditórios vazios e sonolentos e desciam do púlpito para se embriagar nas mesas de jogo. Poucos pregadores ousavam crer na inerrância das Escrituras. Os enciclopedistas apostavam na total falência da igreja na Inglaterra naquele tempo. Mas quando a igreja parecia um vale de ossos secos, um grupo de jovens começou a buscar a Deus em oração. Formaram aquilo que conhecemos como clube santo. Na madrugada de 31 de dezembro de 1739, o Espírito de Deus soprou sobre aqueles jovens e os levantou com grande poder. Entre eles estavam João Wesley e George Whitefield. As igrejas da Inglaterra  começaram a encher-se de pessoas famintas de Deus. Nas praças as pessoas acotovelavam-se sedentas para ouvir esses pregadores anunciarem a graça de Deus. Um poderoso avivamento varreu aquela nação trazendo vida e salvação para milhares de pessoas.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
4/9/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Históricos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SOARES, Esequias. Oséias – A restauração os filhos de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

LOPES, Hernandes Dias. Oséias – O amor de Deus em ação. São Paulo, Hagnos, 2010.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Fase de Transição: Regras a partir de 17 de agosto até 1º de novembro.

Governo de São Paulo tem uma estratégia para retomar com segurança a economia do estado durante a pandemia do coronavírus

17 DE AGOSTO A 1º DE NOVEMBRO

Fim das restrições de horário
para comércio e serviços

Ocupação de até 100% nos estabelecimentos

Obrigatório o distanciamento de 1 metro

Aglomerações continuam proibidas

Obrigatório o uso de máscara
em todos os ambientes

Protocolos de higiene devem ser
seguidos de acordo com o Plano SP

Prefeituras possuem autonomia para
determinar medidas mais rigorosas em suas cidades

Lição 9: O reinado de Joás – 3 Trimestre de 2021


(Texto Áureo) "Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem. " (Provérbios 3:3,4)

“Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ” Esse trecho bíblico incentiva a honestidade usando dois termos: (1) Benignidade: o termo hebraico kesed, traduzido como “benignidade” é também traduzido frequentemente como “misericórdia” A versão RSV em inglês frequentemente traduz a palavra como '‘amor constante”. A palavra hebraica era anteriormente usada “para denotar a atitude de lealdade e fidelidade que cada uma das partes em uma aliança deveria observar”. Da parte de Deus ele determina em seu amor incontestável manter o seu compromisso benigno com a nação da sua aliança, apesar da apostasia do povo; desse modo, a sua hesed se toma um amor imerecido, a sua “benignidade”. Da parte dos homens é a lealdade à sua aliança expressa através da obediência e dos atos de misericórdia e compaixão em relação aos seus companheiros. (2) Fidelidade (Gg Pistis) é a característica da pessoa que é fiel, que não trai alguém, que não desvia recursos ou, ainda, que não se esquiva de um princípio importante. Ela materializa-se em lealdade constante e inabalável a alguém com quem se está unido por promessa, compromisso ou convicções. É uma das partes do Fruto do Espírito (Galatas 5.22), que significa uma convicção inabalável de que certos valores são inegociáveis na vida, ainda que se corram sérios riscos e que se possa ter perdas financeiras, de reputação ou mesmo da vida para mantê-los:  “A cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que jura com dano seu, e, contudo, não muda” (Salmos 15:4). A fidelidade não se dá apenas na presença da parte interessada ou quando ninguém está vendo. Ela é uma característica que acompanha o sujeito em qualquer lugar ou situação. “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2:13). A fidelidade enobrece a alma da pessoa e ainda faz com que a pessoa seja benquista e respeitada em todos os lugares, pois o Senhor faz com que o caminho do justo seja todo plano (ver Isaías 26.7). A maior honra de que somos capazes neste mundo é gozar da benignidade e da fidelidade de Deus.

“...ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração. ” Essas duas expressões nos exortam a jamais esquecermos da benignidade e da fidelidade. “Atar ao pescoço” segundo Adam Clarke quer dizer mantenha os sempre a vista, enquanto “escrever nas tábuas do coração” pode também significar “escreva-os na tábua da tua mente”. A alusão é às tábuas do decálogo, e a ordem (Deuteronomio. 6:8, 9) para escrever os preceitos divinos nas mãos e na testa, portas e portões (os posteriores filactérios, etc.). Deus trabalhou sozinho para esculpir e gravar as duas primeiras tábuas dos mandamentos, mas, depois do pecado de Israel, houve necessidade de que o homem passasse a ter de colaborar com o processo, cinzelando as duas outras que substituíram as primeiras.   Deus pediu a Moisés que este esculpisse e trouxesse as duas novas tábuas de pedra.   Deus pediu ao homem novas tábuas onde queria escrever Suas palavras, assim como Ele pede que Lhe entreguemos os nossos corações: “Então aspergirei água pura sobe vós, e ficareis purificados de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei.   Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra, e vos darei coração de carne.  Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis…”  (Ezequiel 36: 25-27) “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.   E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus…”  (II Coríntios 3: 2-4)

 “E acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e do homem. “ Para nos encorajar nisto, nós somos assegurados (v. 4) de que esta é a maneira de nos recomendar, tanto para o nosso Criador como para as criaturas, nossas companheiras: 1. Um homem bom busca a graça de Deus, em primeiro lugar, ambiciona a honra de ser aceito pelo Senhor, e fazendo isto achará esta graça, e com bom entendimento; Deus o usará nas suas mãos, ao máximo, e aplicará uma interpretação favorável ao que ele diz e faz. Ele será reconhecido como um dos filhos da Sabedoria, e será elogiado na presença de Deus, como alguém que tem um bom entendimento - algo que é atribuído a todos os que obedecem aos seus mandamentos. 2. Ele deseja alcançar a graça também entre os homens (como Cristo, Lucas 2.52), ser aceito pela multidão dos seus irmãos (Ester 10.3) - e conseguirá isto; eles o entenderão corretamente, e nas suas atitudes para com eles, ele parecerá ser prudente, agirá com inteligência e critério. Ele terá sucesso (assim alguns traduzem), que é o resultado comum do bom entendimento.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
26/08/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Históricos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

BORTOLATO, Jose Francisco. Deuteronômio – VIII – Deus pede nossa tábua do coração. 19/9/2014. Disponivel em: <fbortolato.com/deuteronomio-viii-deus-pede-nossa-tabua-do-coracao/> Acesso e, 26/8/2021.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

LIÇÕES BÍBLICAS DE ADULTOS - 4º trimestre de 2021

 LIÇÕES BÍBLICAS DE ADULTOS

4º trimestre de 2021

Tema:
O Apóstolo Paulo: Lições da vida e ministério do apóstolo dos gentios para a Igreja de Cristo

Comentarista: Elienai Cabral

Sumário
Lição 1 - O Mundo do Apóstolo Paulo 
Lição 2 - Saulo de Tarso, o Perseguidor 
Lição 3 - A Conversão de Saulo de Tarso 
Lição 4 - Paulo, a Vocação para Ser Apóstolo 
Lição 5 - “Jesus Cristo, e Este Crucificado” – A Mensagem do Apóstolo 
Lição 6 - Paulo no Poder do Espírito 
Lição 7 - Paulo, o Plantador de Igrejas 
Lição 8 - Paulo, o Discipulador de Vidas 
Lição 9 - Paulo e sua Dedicação aos Vocacionados 
Lição 10 - Paulo e seu Amor pela Igreja 
Lição 11 - O Zelo do Apóstolo Paulo pela Sã Doutrina 
Lição 12 - A Coragem do Apóstolo Paulo diante da Morte 
Lição 13 - A Gloriosa Esperança do Apóstolo 



Sobre o Comentarista:
O renomado pastor Elienai Cabral será o comentarista da lição do 4° Trimestre 2021 da editora  CPAD. A lição irá abordar a vida e ministério do apóstolo Paulo, considerado o apóstolo dos gentios. Ao todo, Elienai Cabral irá comentar 13 lições.

Diferente  da lição do 3º trimestre de 2021, da editora CPAD, comentada pelo Claiton Ivan Pommerening, que foi alvo de duras críticas por parte da Assembleia de Deus em Abreu e Lima (PB), a lição comentada pelo pastor Elienai Cabral tende a não ter questionamentos por parte de lideranças das Assembleia de Deus no Brasil. Trata-se de um líder evangélico conceituado e respeitado em todo o Brasil.

Cabral é conferencista, teólogo, membro da Casa de Letras Emílio Conde, Autor dos livros “Comentário Bíblico de Efésios”, “Mordomia Cristã”, “A Defesa do Apostolado de Paulo – Estudo na Segunda Carta aos Coríntios”, “Comentário Bíblico de Romanos”, “A Síndrome do Canto do Galo”, “Josué – Um líder que fez diferença”, “Parábolas de Jesus” e “O Pregador Eficaz”.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Lição 8: Naamã é curado da Lepra - 3 Trimestre de 2021.


(Texto Áureo) “Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado”. (2 Reis 5:14)

Naamã: um nome comum na Síria, significa “benevolente”. Ele é descrito como um grande (importante) homem, muito respeitado, um homem consistente. Era um homem muito importante (V.1) ocupava uma posição elevada que lhe permitiu associar ao rei; como tidos em alta estima (v.1) foi influente e respeitado por todos, até mesmo o rei; como bravo guerreiro (v.1) que possuía terras e propriedades cujo comportamento, a riqueza pessoal e do valor é destinado a um alto cargo no serviço militar de seu país. Como chefe do exército (v.1) levou a Síria de vitória em vitória sob a soberania de Jeová. Porém, em meio toda à grandiosidade de Naamã, esse homem possuía um infortúnio, era leproso.

Então desceu, e mergulhou no Jordão sete vezes, conforme a palavra do homem de Deus; ” Naamã não recebeu do profeta a atenção que acreditava que merecia devido a sua posição social. Ele chega a dizer: “Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso. ” (V.11). Não há quem goste de descer, todos gostam de subir. Ninguém será restaurado se não descer! A cura somente aconteceu porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tiago 4.6). Somente obedece por conta da sugestão dos seus próprios servos: “Meu pai, se o profeta te dissesse alguma grande coisa, porventura não a farias? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado ” (V.13). A reprovação dos seus servos foi muito modesta e respeitosa. Eles o chamam de Pai. Pois os servos devem honrar e obedecer a seus senhores com um tipo de afeição filial. Ao reprovarmos ou aconselharmos, nós devemos fazer com que pareça que isso venha do amor e da verdadeira honra, e que pretendemos não a repreensão, mas a restauração. A insatisfação de Naamã também se deu sobre o local que ele iria mergulhar, o rio Jordão. Sobre isso ele menciona: “Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado” (V.12). Abana e Farpar são rios que regavam Damasco, os quais logo depois formam um, chamado pelos geógrafos de rio dourado. De que maneira desprezível ele fala de todas as águas de Israel, embora Deus tenha chamado a terra de Israel de a glória de todas as terras, e especificamente por seus rios de água (Deuteronômio 8.7). Observamos que Deus não estava interessado na análise lógica de Naamã, mas apenas em sua obediência. Ele teria que mergulhar sete vezes, Sete possui na bíblia um simbolismo de um número perfeito. A cura aconteceu conforme a palavra do homem de Deus inspirado. “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade. ” (1 Reis 17:24)

“...e a sua carne tornou-se como a carne de um menino, e ficou purificado”. Considerando que o profeta lhe ordenara que se lavasse no Jordão sete vezes, ele mergulhou, tão ligeiramente quanto pôde. Deus se agradou de honrar a si mesmo e à sua palavra ao fazer com que aquilo se tornasse eficaz. E a sua carne tornou, como a carne de um menino, para a sua grande surpresa e alegria. Sua purificação pela água coloca uma honra na lei que se refere à limpeza de leprosos. Deus engrandecerá a sua palavra e, sobretudo, o seu nome: ‘’...louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome” (Salmos 138:2). Para Naamã, a cura foi possível porque ele, embora contrariado, agiu com obediência em fé ao que o profeta havia-lhe falado. Eliseu discerniu a necessidade do comandante para além da cura física. Ele precisava ir ao rio Jordão e dar um mergulho de humildade em obediência e fé. Tanto que, após a cura, ele prometeu que nunca mais ofereceria culto a nenhum outro deus, senão ao Senhor Todo-poderoso (2 Rs 5.17). 

Esse milagre de Eliseu foi ratificado por Jesus num dos seus discursos, quando explicou por que não faria milagres na sua terra. Diante dos olhos estupefatos das autoridades religiosas que duvidavam da sua messianidade, Jesus disse: “E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro” (Lucas 4.27).

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR

16/08/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Históricos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

WISEMAN, Donald J. I e II Reis Introdução e Comentário- Serie Cultura Biblica. Vida Nova, 2006.

CEVALLOS, Juan Carlos; ZORZOLI, Rubén O. Comentário Bíblico Mundo Hispano. El Paso, Texas: Mundo Hispano, 2005.


terça-feira, 10 de agosto de 2021

Lição 7: O Ministério de Eliseu – 3 Trimestre de 2021


(Texto Áureo) E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele? Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias. (2 Reis 3:11)

E disse Josafá: Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele? ““O rei dos moabitas (Mesa), nessa época, era vassalo de Israel e pagava-lhe impostos. O rei de Israel era Jorão, irmão de Acazias, como a maioria dos reis de Israel foi um mau rei. O rei de Judá era Josafá, e este foi classificado como um bom rei, pois promovia a adoração a Deus. O outro rei era de Edom, e o texto não cita o seu nome. Josafá, filho de Asa foi um bom rei em Judá: “E andou no caminho de Asa, seu pai, e não se desviou dele, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor” (2 Crônicas 20:32). Ele instituiu reformas administrativas, religiosas e jurídicas importantes para a organização e melhor funcionamento do povo de Deus, além de ter dado instruções para que os juízes agissem de forma justa e equânime em todos os julgamentos e questões. Para que isso acontecesse, ele percorreu pessoalmente várias regiões de Judá para organizar essas questões. Ele também cuidou para que terminasse a longa inimizade dos seus predecessores com o reinado de Israel. Para tal, casou o seu filho Jorão com Atalia, filha de Acabe. Josafá também se aliançou com Acabe, rei idólatra e rebelde contra Deus, para guerrear. Essas alianças foram uma falha contra a fidelidade de Deus, ao que foi repreendido pelo profeta Jeú: “Devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira de diante do Senhor” (2 Crônicas 19.2,3). A sua aliança com Acabe quase lhe custou a vida. Agora, ele também fez aliança com Jorão, o filho de Acabe, para lutar contra Moabe, como visto neste texto.  A diferença entre Jorão e Josafá foi que o primeiro culpou a Deus ao perceber o caos instalado no exército por falta de água (2 Reis 3.10) — um gesto de total desespero, como já era esperado de alguém que adorava ídolos e, supostamente, confiava neles. Uma das principais características de pessoas que colocam ídolos no lugar de Deus é que o desespero toma conta do coração em momentos de crise, pois os ídolos jamais dão segurança. Enquanto Jorão está desesperado, Josafá procurou uma resposta em Deus, solicitando “um profeta do Senhor”, o que demonstra a grande diferença de alguém que confia em Deus e sabe que somente Ele pode dar uma resposta em momentos de crise. Em números 12:6 está escrito: “Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. ”

“Então respondeu um dos servos do rei de Israel, dizendo: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias. ” Observe que um servo do rei de Israel sabia que ele estava ali enquanto o próprio rei não sabia. Provavelmente era um servo como Obadias fora para o seu pai Acabe, alguém que temia ao Senhor. A tal pessoa Eliseu se revelou, não aos reis. Eliseu era conhecido por grandes e pequenos, como Elias era e como também o era Samuel: E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado por profeta do Senhor (1 Samuel 3:20). Seu nome significa “Deus é salvação". Eliseu era filho de Safate, de Abel-Meolá no Vale do Jordão. Sua família deve ter tido recursos consideráveis, pois quando Elias chegou para lhe fazer um convite, Eliseu estava arando com um par de bois e acompanhava outros onze grupos que também aravam. Embora ainda fosse muito jovem, ele aceitou sem demora o convite e demonstrou sua formação religiosa sacrificando os bois (1 Reis 19.16,19-21). O relatório que o servo dá de Eliseu é que era ele que deitava água sobre as mãos de Elias, isto é, fora seu servo e particularmente o atendia quando lavava as suas mãos. Que aquele que será grande aprenda a servir. Que aquele que crescerá tanto comece humilde.

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
10/08/2021

Fontes:

POMMERENING, Claiton, Ivan. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da nação – As correções e os ensinamentos divinos no período dos reis de Israel. Rio de Janeiro: CPAD, 2021.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico – Livros Históricos. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

PFEIFFER, Charles F.; REA, VOS, Howard F.; REA, John. Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.