
Por Ricardo Costa

Descrição
O currículo de Escola Dominical CPAD é um aprendizado que acompanha toda a família. A cada trimestre, um reforço espiritual para aqueles que desejam edificar suas vidas na Palavra de Deus.
Tema: O Plano de Deus para Israel em meio à Infidelidade da Nação: As Correções e os Ensinamentos Divinos no Período dos Reis de Israel
Comentarista: Claiton Pommerening
Sumário:
Lição 1- A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo
Lição 2- O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão
Lição 3- Acabe e o Profeta Elias
Lição 4- Elias e os Profetas de Aserá e Baal
Lição 5- O Reinado de Acazias
Lição 6- O Profeta Elias e Eliseu, seu Sucessor
Lição 7- O Ministério de Eliseu
Lição 8- Naamã É Curado da Lepra
Lição 9- O Reinado de Joás
Lição 10- O Cativeiro de Israel: Reino do Norte
Lição 11- O Reinado de Ezequias
Lição 12- O Reinado de Josias
Lição 13- O Cativeiro de Judá

Texto Base: Eclesiastes 12:1-8


DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
1/1/2017
(Texto áureo) “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10.11).
A palavra pastor vem do latim “pastor” com o significado de
“aquele que guarda as ovelhas”, “o que cuida das ovelhas”. Na língua original
do Novo Testamento, pastor (gr. poimen), de acordo com Vine, é “...aquele que
cuida de rebanhos (não meramente aquele que os alimenta), é usado
metaforicamente acerca dos ‘pastores’ cristãos (Efésios 4.11) ”. Em termos
ministeriais, o pastor é aquele que tem esse dom ministerial, e é encarregado
de cuidar da vida espiritual dos que aceitam a Cristo e ficam sob seus
cuidados, numa igreja ou congregação local. Pastor é um termo de cuidado, de
zelo, de ternura, para com as ovelhas de Jesus.
“Eu sou o bom Pastor”
A cura do cego, descrita no capítulo anterior, serve como pano de fundo ao
discurso de Jesus do contexto do versículo. Os líderes religiosos já haviam
determinado que qualquer pessoa que confessasse ser Jesus o Messias fosse
excomungada, expulsa da sinagoga (João 9.22). Quando o cego curado persistiu na
sua lealdade a Jesus, “expulsaram-no’' (João 9.34). Existiam vários graus de
excomunhão; a forma mais severa, chamada “querem” fazia com que o excomungado
fosse contado como virtualmente morto: não tinha licença de estudar com outras
pessoas, e ninguém devia lhe oferecer convívio - nem sequer indicar-lhe a
direção a seguir quando viajava. Embora lhe fosse permitido comprar os
mantimentos para a sobrevivência, proibia-se que outras pessoas comessem ou
bebessem com ele. O cego curado fizera a escolha certa, embora possa ter
sentido pesar por ser rejeitado pelos líderes religiosos, repudiado por todos
que o viam passando pela rua e sem o direito ao convívio com homens bons, o que
o ajudaria em sua nova vida. O Mestre, no entanto, não o deixou desamparado.
Quando os falsos pastores o colocaram fora do aprisco deles, Jesus, o Bom
Pastor, procurou-o para abrigá-lo no seu aprisco. Fechou-se a porta da
sinagoga; abriu-se a porta do reino dos céus. E em face a tal situação que
Jesus declara: “Eu sou a porta das ovelhas... Eu sou o bom Pastor”. O próprio
Messias, o Pastor de Israel, ofereceu acesso à segurança e ao gozo espiritual,
cancelando a sentença injusta dos falsos dominadores do rebanho, que nenhuma autoridade
tinham para admitir ou demitir pessoas na vida espiritual e na verdadeira
comunhão. Jesus é a suprema autoridade em assuntos espirituais, e quem nEle crê
está livre da tirania de falsos líderes religiosos. Jesus, revelando talo
verdade, aplica a si mesmo a expressão figurada: Eu sou o bom Pastor. Sobre ele
ter se chamado “bom” o escritor aos Hebreus denomina Jesus Cristo de “o grande
Pastor das ovelhas” (Hebreus 13.20). Só ele merece a qualificação de “bom” ou “grande”.
No seu nascimento, marcado pela humildade e despojamento de sua glória, Jesus
foi chamado de “grande”, na mensagem do anjo a Maria (Lucas 1.32). Nenhum
pastor, nas igrejas locais, deve aceitar o título de “bom” ou “grande”, pois só
Jesus o merece. Ele é bom e grande em todos os aspectos que se possam
considerar em relação à sua pessoa.
“O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas. ” Jesus assim se
destaca do mercenário (v. 12), que pensa ser o pastorado um a profissão, com o
a de pedreiro, advogado, médico ou negociante. O mercenário não se preocupa com
as ovelhas; procura apenas salário. Sua disposição não é ver o quanto pode dar
de si às ovelhas, e sim o quanto pode arrancar delas. É natural que fuja quando
se aproxima o perigo, porque o motivo dominante no seu trabalho é a
autopreservação. Em contraste com tal atitude, o objetivo do verdadeiro pastor
é procurar para suas ovelhas uma vida mais abundante. Na Palestina, a devoção
dos pastores às suas ovelhas muitas vezes tem levado alguns deles a morrer na
luta contra feras ou salteadores. O Senhor Jesus considera a raça humana
necessitada como rebanho seu (Mateus 9.36), fazendo pelas suas ovelhas o
supremo sacrifício. Não somente morreu em prol delas, como também ressuscitou
para lhes dar a vida (Hebreus 13.20), voltou para o Céu com a intenção de
levá-las consigo. Removeu a peçonha da taça da morte, para transformá-la em
simples soporífico visando o despertar saudável, de modo que seus seguidores
possam dizer, como Davi: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não
temerei mal nenhum, porque tu estás comigo”.
DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
16/05/2021
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
PEARLMAN, Myer. João, o Evangelho do Filho de Deus. 1 ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
Dicionário VINE, W. E. Vine, Merril F. Unger, William White
Jr., CPAD, 2002, 1a. Edição
(Texto áureo) “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (II Timóteo 4.5).
“Mas tu sê sóbrio em tudo” Em sua terceira viagem
missionária Paulo deixa Timóteo em Éfeso, e depois parte para a Macedônia.
Encarrega Timóteo de advertir aqueles que ali estivessem e não pregassem e
mesma doutrina (1 Timóteo 4:12) e de também consagrar presbíteros e diáconos para
servirem as igrejas locais por eles. Com essa missão sobre os ombros Timóteo é
exortado na segunda carta que recebe de Paulo a “ser sóbrio em tudo”. Para que
sóbrio, ele conseguisse ser o “exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no
amor, no espírito, na fé, na pureza. ” (1 Timóteo 4:12). Tito recebe semelhante
instrução: “Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra
incorrupção, gravidade, sinceridade, ” (Tito 2:7). Sobriedade é uma questão de
temperança, equilíbrio emocional. Pedro também usa desse argumento: “Sede
sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando
como leão, buscando a quem possa tragar; “ (1 Pedro 5:8). Observe que quem não
é sóbrio é um alvo buscado pelo nosso adversário. Sendo assim, devemos concluir
que Deus condena qualquer tipo de vício “não ser dado ao vinho”. Por mais que
não haja mandamentos de proibição de bebida forte na NT para as massas, no AT há
para sacerdotes: “E falou o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem
bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da
congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas
gerações;” (Levítico 10:8,9) e também reis: “Não é próprio dos reis, ó Lemuel
(palavras de sua mãe), não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o
desejar bebida forte; Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o
direito de todos os aflitos”. (Provérbios 31:4,5), no NT, porém, assumimos
essas posições diante de Deus: “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu
Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. ” (Apocalipse 1:6).
“Sofre as aflições” Na contramão do que se prega em muitos
púlpitos. Paulo não ensina a Timóteo a rejeitar ou não aceitar as aflições
porque Cristo já sofreu por ele. Mas, orienta a enfrenta-las “porque a nossa
leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui
excelente” (2 Coríntios 4:17). Timóteo receberá duplicada essa mesma orientação:
“Tu pois, sofre as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. ” (II Timóteo
2:3). Ananias recebeu de Deus uma mensagem sobre Paulo “Vai, porque este é para
mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e
dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. ”
(Atos 9:15,16). Paulo haveria de padecer pelo Nome de Cristo. Antes de você
pensar que essa era uma mensagem particular ao apóstolo, observe o que ele
prega no retorno as regiões da Frigia e Galácia: “Confirmando os ânimos dos
discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações
nos importa entrar no reino de Deus. ”(Atos 14:22). Não se pode ignorar que
neste mundo possuímos e ainda possuiremos aflições, porém, devemos ser
confiantes afinal: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo
tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. ” (João 16:33).
Tenhamos bom animo aquele que venceu o mundo está conosco.
“Faze a obra de um evangelista” Não sabemos exatamente qual
seria o dom ministerial de Timóteo, podemos deduzir, porém por eliminação, que
seria Presbítero, Evangelista ou Pastor, afinal ele estava em Éfeso para
consagrar bispos e diáconos. Sendo assim ele possuía a autoridade de ser ao menos
Presbítero: “Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. ”
(Hebreus 7:7). O escritor Abraão de Almeida relaciona os cinco dons ministeriais
de Efésios 4:11 com os dedos das mãos. Nessa analogia o polegar representa o
apostolo, pois é o dedo mais habilidoso e fundamental; o indicador representa o
profeta, pois ele que indica a vontade de Deus; o médio representa o
Evangelista, o maior de todos; a anelar representa o pastor, compromissado com
a igreja local, o dedo da aliança; por último o dedo mínimo representa o doutor
ou mestre, especialista em detalhes, apto para extrair profundezas da Palavra
de Deus. Considere então o maior de
todos, o evangelista, por que maior de todos?
Porque independente de possuir qualquer dom ministerial, todo cristão é
convocado por Cristo para evangelizar. Jesus Cristo, o nosso sumo sacerdote e
sumo pastor evangelizou enquanto esteve entre nós: “O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que
me ungiu para evangelizar os pobres...” (Lucas 4:18); “E, vindo, ele
evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; ” (Efésios
2:17). Não importa qual seja a nossa chamada ou habilidade natural, todos devemos
fazer a obra de um evangelista.
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
RENOVATO, Elinaldo. As ordenanças de Cristo nas cartas
pastorais. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
ALMEIDA, Abraão de. O tabernáculo e a igreja – Entrando com
ousadia no santuário de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 1985.

(Texto áureo) “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1Co 12.28).
Paulo considerando que a igreja é o Corpo de Cristo indica que os
dons são concedidos dentro do corpo e têm o propósito primário de edificar o corpo.
Ele chama atenção primeiro para a “unidade, depois para a diversidade dos
membros em particular”. Cada um deles tem uma parte importante na Igreja. Deus,
em primeiro lugar, designou especificamente na Igreja os apóstolos (enviados
pessoalmente por Jesus, enquanto Ele estava na terra, com a exceção de Paulo,
que foi designado depois), em segundo lugar os profetas (oradores de Deus
dirigidos pelo Espírito), em terceiro lugar os doutores (mestres, professores),
depois os operadores de milagres, aqueles que têm dons de curar, aqueles que
são capazes de socorrer (auxiliar) os outros, aqueles com dons de governar
(administrar) e aqueles que falam em diferentes tipos de línguas. Gordon Fee
ressalta que os primeiros três são ministérios “que encontram expressão em
várias pessoas”. O restante são “dons graciosos do Espírito, dados a várias
pessoas na igreja para sua edificação mútua”.
“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em
segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, ” A enumeração aqui pode ser cronológica
com relação à história da Igreja Primitiva. Os apóstolos foram as testemunhas
primárias da vida, morte, ressurreição e ensinos de Jesus. Incluíam não só os
doze, mas Paulo, Barnabé, Tiago, Andrônico e Júnia, e os outros setenta e dois
que Jesus enviou (Lucas 10.1-20). Os profetas e doutores também foram dados
pelo ressurreto e ascendido Jesus para firmar e aperfeiçoar os crentes, de
forma que cada um deles fizesse as obras de ministério e edificasse o Corpo de
Cristo “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de
Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não
sejamos mais meninos inconstantes. [...] Antes, seguindo a verdade em caridade,
cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem
ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de
cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Efésios
4.13-16).
“...depois, milagres, depois, dons de curar, socorros,
governos, variedades de línguas” O restante dos dons também é necessário para
isto, não só os obviamente sobrenaturais dons de milagres, curas e falar em
línguas, mas também os dons de “socorros” (auxílios, por exemplo, fazer ações
úteis) e governos (administrações). O plural grego de “socorros”, indica que
toda sorte de ações úteis pode ser inspirada, pelo Espírito Santo neste dom. O
verbo correspondente é usado para referir-se a auxiliar os enfermos. (Atos
20.35) e a servir melhor os mestres (1 Timóteo 6.2). A palavra também era usada
como termo técnico para aludir a um contador chefe e se ajustaria ao trabalho
que os sete escolhidos em Atos 6.2,3 faziam, onde “mesas” significa ‘ mesas de dinheiro,
”, e diz respeito ao mesmo fundo de dinheiro para o qual Paulo mais tarde
trouxe ofertas. Estes sete eram “cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (Atos
6.3) e por certo ministravam pelos dons do Espírito. A palavra para “governos“ (administrações,
liderança) também está no plural em grego e proporciona uma variedade de
expressões do dom_para_aqueles que estão na posição de liderança. Atos 27.11 usa
um substantivo próximo a raiz, para significar mestre (timoneiro) ou piloto do
navio. Assim, este dom implica direção e aconselhamento, ou mesmo a
administração de negócios empresariais, como também dar liderança espiritual e
direção à assembleia local.
DEIVY FERREIRA PANIAGO
JUNIOR
12/05/2021
Fontes:
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
HORTON, Stanley. I e II
Coríntios – Os problemas da igreja e suas soluções. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no
Antigo e Novo Testamento. 12 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
FEE, Gordon D. The First Epistle to the Corinthians. VIDA
NOVA, 2019

(Texto áureo) “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores” (Efésios 4.11).
“E ele mesmo deu” Ministérios são serviços ou funções
exercidas na igreja local, como parte do Corpo de Cristo, que é a sua Igreja.
No âmbito cristão, ministérios são serviços que devem ser exercidos por pessoas
que tenham a mentalidade de servas de Cristo. Quem não pode ser servo não pode
ser ministro na Igreja de Cristo. Ele disse que não veio para ser servido, mas
para ser servo (Mateus 20.28). Nesse texto possuímos a lista mais abrangente
contida na Bíblia desses dons, apesar de não ser completa, ficando excluídos os
dons de caráter local, presbíteros e diáconos. Não tem como não considerar que
quando Cristo afirma que não nos deixaria órfãos referia-se também
indiretamente aos dons ministeriais, pois, o outro Consolador o Espírito Santo
opera através deles.
O dom de apóstolo (4.11). Jesus tinha muitos discípulos, mas
apenas doze apóstolos. Um discípulo é um seguidor, um apóstolo é um
comissionado. Os apóstolos tinham de ter três qualificações: 1) conhecer
pessoalmente a Cristo (l Coríntios 9.1,2); 2) ser testemunha titular da sua
ressurreição (Atos 1.21-23); 3) ter o ministério autenticado com milagres
especiais (II Coríntios 12.12). Nesse sentido, não temos mais apóstolos hoje.
Num sentido geral, todos nós fomos chamados para ser enviados (João 20.21). O
verbo grego apostello quer dizer “enviar”, e todos os cristãos são enviados ao
mundo como embaixadores e testemunhas de Cristo para participar da missão
apostólica de toda a igreja. Uma igreja apostólica é aquela que segue a
doutrina dos apóstolos, e não aqueles que dão a seus líderes o título de
apóstolos.
O dom de profeta
(4.11). Os Profetas do NT foram autênticos Instrumentos nas mãos Deus para nos
proporcionar a conclusão do cânon. O Comentário Bíblico Pentecostal destaca que
os profetas “eram aqueles indivíduos especialmente dotados de receber e mediar
diretamente a revelação recebida de Deus”. O apóstolo Paulo argumenta que o
mistério da inclusão dos gentios na Igreja esteve oculto no passado: "o
qual, noutros séculos, não foi manifestado aos filhos dos homens, como, agora,
tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas" (Efésios
3.5). Ora, essa declaração deixou de fora os profetas do Antigo Testamento,
pois a expressão "agora, tem sido revelado" mostra tratar-se de uma
revelação recente. Mais adiante Pedro chama as epístolas paulinas de
Escrituras: "como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a
sabedoria que lhe foi dada, falando disto, como em todas as suas epístolas,
entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes
torcem e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro
3.15, 16). Ao dizer "igualmente as outras Escrituras" está
reconhecendo a sua autoridade divina. João define sua obra em apocalipse como:
"palavras desta profecia [...] profecia deste livro [...] ";
"palavras da profecia deste livro [...] palavras do livro desta
profecia" (1.3; 22.7, 18, 19). Pois estamos edificados sobre o fundamento
dos apóstolos e profetas, sobre a mensagem da fé que uma vez foi dada aos
santos. Como o leitor pode observar muitos dos apóstolos eram também profetas,
mas nem todos os profetas eram apóstolos, como podemos observar no NT.
O dom de evangelista (4.11). É um dom de Deus, concedido através da
capacitação espiritual e ministerial para a propagação do evangelho de Cristo a
todas as pessoas que estiverem ao alcance da mensagem do obreiro que tem a
chamada para cuidar da evangelização, como prioridade em sua missão. Todos os
ministros devem fazer a obra do evangelista (II Timóteo 4.5). Cada membro da
igreja deve ser uma testemunha de Cristo (Atos 2.41-47; 8.4; 11.19-21), mas há
pessoas a quem Jesus dá o dom especial de ser um evangelista. Podemos presumir
que o trabalho deles era uma obra itinerante de pregação orientada pelos
apóstolos, e parece ser justo chamá-los de “a milícia missionária da igreja.
O dom de pastor (4.11). O ministério pastoral inclui outros títulos
que representam a mesma função de pastor, tais como ancião, presbítero e bispo.
Todos esses nomes têm o mesmo significado em relação ao ministério pastoral. É
o ministério mais desejado na atualidade, e isto se dá mais pela função atual
de um pastor na igreja, que é o de exercer liderança sobre um povo em local
fixo. Entretanto, o real significado de pastor, no grego, é "guardador de
ovelhas". O exemplo mais claro desse significado está na identificação que
Jesus fez acerca de si mesmo como "o bom Pastor que dá a sua vida pelas
ovelhas" (Jo 1.11). Em outros textos do Novo Testamento, como Hebreus
13.20 e 1 Pedro 2.25; 5.4, os escritores identificam Cristo como o exemplo do
verdadeiro pastor.
O dom de doutor (4.11). Até certo ponto, o pastor tem um
ministério acompanhado do ensino. Ele pode exercer as duas funções. Entretanto,
a função de "doutor" é específica no ministério cristão, que é
ensinar a Palavra de Deus de forma lógica. Pelo fato de ser um ministério dado
por Jesus, o Espírito Santo atua de maneira poderosa no sentido de aclarar as
verdades divinas ensinadas aos crentes. O mestre podia ser ministro itinerante
pelas igrejas. Seu trabalho era junto às almas ganhas pelos evangelistas e
apóstolos. O Novo Testamento destaca Apolo como exímio ensinador; ele andava
pelas igrejas ministrando a Palavra de Deus (At 18.27; 1 Co 16.12; Tt 3.13). É
um ministério de extremo valor, mas pouco reconhecido, ou, então, prejudicado
pelo sistema de governo de nossas igrejas, que, por não reconhecerem a importância
de tal ministério, obrigam o "mestre" a pastorear. Igrejas sem
mestres são igrejas fracas espiritualmente. Por isso, deve-se reconhecer a
importância e a necessidade do ministério do ensino. E através do ensino sadio
e racional, inspirado pelo Espírito Santo, que a igreja se justifica contra as
falsas doutrinas e se fortifica contra os ataques espirituais de Satanás. Embora
todo pastor deva ser um mestre, nem todo mestre é um pastor.
DEIVY FERREIRA PANIAGO
JUNIOR
08/05/2021
Fontes:
CABRAL, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios. 3ª Ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 1999.
LOPES, Hernandes Dias. Efésios: igreja, a noiva gloriosa de
Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.
RENOVATO, Elinaldo. Dons espirituais e ministeriais -
Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD,
2014.
SOARES, Esequias. O ministério profético na Bíblia. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010.
