sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 16 DE JANEIRO DE 2025 (Efésios 1.3,6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
16 DE JANEIRO DE 2025
O PLANO ETERNO DE ADOÇÃO COMO FILHOS EM CRISTO

Efésios 1.3,6 “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; [...] Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, “

 

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo"

A palavra "bendito" tem um sentido exclusivo e singular, porque restringe-se a Deus. Só Ele é digno de ser bendito. A palavra em si significa “aquele do qual se fala bem”. Porém, os homens tornam-se benditos quando recebem as bênçãos da parte desse Deus bendito. O vocábulo indica que o crente pode usar palavras sobre Deus que evidenciem suas dádivas. O uso dessa expressão pelo apóstolo no início da carta surge como uma canção oferecida a Deus por suas grandes bênçãos. É uma forma de louvor. Paulo estava cheio da graça divina ao escrever essa carta, por isso brotavam de seus lábios muito louvor e adoração. Por três vezes, nos versos 6, 12 e 14 do mesmo capítulo, o apóstolo ensina que a finalidade de todas as coisas que Deus realiza é para louvor de sua glória.

Deus é chamado de “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”, o que de certa forma é incomum. Jesus geralmente referiu-Se a Deus como “Meu Pai”, mas raramente falou dele como “Meu Deus” (Mateus 27:46; João 20:17). Paulo usou as duas designações aqui: “o Deus... de nosso Senhor Jesus Cristo” e “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Jesus nunca falou de “nosso Deus” ou “nosso Pai”, incluindo-Se a Si mesmo e a Seus discípulos, porque Sua relação com a Divindade é única. A oração modelo parece ser uma exceção, pois era uma oração que os discípulos deveriam fazer e não uma oração de Jesus (Mateus 6:9).


"... o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais”

A expressão "bênçãos espirituais" nos faz entender que todas as bênçãos, quer materiais ou espirituais, procedem da mesma fonte — Cristo. Ele abençoa todas as pessoas com bênçãos físicas ao dar “alimento a toda carne” (Salmos 136:25) e “[fazer] nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45).

Todavia, as bênçãos espirituais são para os que estão “em Cristo”. Essas bênçãos espirituais são para as pessoas espirituais que vivem no reino espiritual; a adoção permite que os cristãos vivam “em Cristo”.


"... nos lugares celestiais em Cristo"

“Lugares celestiais” é uma expressão que denota a sublimidade da vida cristã, ou seja, o nível mais elevado no qual fomos colocados. Se somos espirituais, ainda que no corpo mortal, nossas vidas são espirituais. Estamos no mundo, mas não somos do mundo (João 17.14,15). Paulo chama a atenção para o fato de que, assim como Cristo está assentado à destra do Pai nos lugares celestiais (v. 20), também nós, em Cristo, já estamos como que levantados deste mundo.

É uma posição "em Cristo" e é um estado "em Cristo". Portanto, nossa vida neste mundo é cristocêntrica. Alguns intérpretes preferem "bens celestiais" em vez de "lugares celestiais". Entretanto, a colocação da palavra "lugares" indica uma posição espiritual elevada em que o crente regenerado é posto: a partir do momento da regeneração, o crente se torna uma nova criatura (2 Coríntios 5.17), vivendo numa nova dimensão espiritual — "em Cristo Jesus".


 “Para louvor da glória de sua graça, “ 

Esta expressão é semelhante ao que Paulo disse mais adiante nesta passagem (vv. 12, 14). Paulo estava cheio da graça divina ao escrever essa carta, por isso brotavam de seus lábios muito louvor e adoração. As três ocorrências desta frase assinalam a parte que as três Pessoas da Deidade desempenham na nossa salvação, dando-nos bênçãos que já recebemos. A mais importante motivação do universo é a glória de Deus. O " Breve Catecismo de Westminster " expressa isto bem na resposta à sua primeira pergunta, "Qual é o principal objetivo do homem?" "O principal objetivo do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle eternamente".

Todavia aqui a ênfase está na graça de Deus. A graça de Deus inclui o Seu caráter bem como a Sua obra. "A graça é imerecida, sem jus e irrecompensável" (Chafer). É o favor auto dependente de Deus concedido aos homens pecadores, que apenas merecem a Sua ira. O eterno propósito de Deus suscita o louvor a Deus. O apóstolo escreve: “Porque dele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amem” (Romanos 11:36; Colossenses 1:16).

Esse testemunho é mantido até o último livro das Escrituras. No livro do Apocalipse lemos: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Apocalipse 4:11).


“... pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, “

Nesse versículo, a segurança de nossa aceitação como filhos de Deus está no Amado, que é Cristo. Ele é o Filho amado de Deus (Mateus 3.17; 17.5), e em Colossenses 1.13 temos uma expressão paralela que afirma ser Jesus "o Filho do seu amor". A graça de Deus se manifestou a nós por causa do seu amado Filho — Jesus!

Andrew T. Lincoln sugeriu como significado que Jesus é “o Filho amado por excelência”. Tudo que Deus fez pelos pecadores e por meio de Cristo não foi simplesmente ignorar o pecado. Embora Deus seja cheio de graça, misericórdia e amor, Ele também é um Deus de santidade e justiça. Portanto, o pecado precisa ser julgado e Ele fez isso na cruz. Todos que estão “em Cristo” encontram-se no lugar onde a santidade e a justiça de Deus podem ser saciadas enquanto Ele tem misericórdia dos pecadores (veja Romanos 3:23–26).

A graça “concedida” aos que estão em Cristo foi dada uma vez por todas no passado para os pecados, sendo uma oferta totalmente suficiente de Cristo pelo pecado (Hebreus 10:12). Paulo incluiu toda a Divindade no louvor por toda a obra da salvação do homem em 1:3–14. Suadoxologia concentrou-se em Deus Pai, no Filho e no Espírito Santo; pois os três tiveram parte no propósito de Deus!

Não podemos fazer a nós mesmos aceitáveis a Deus. Nossa justiça é como trapo de imundícia aos seus olhos. Mas ele, por sua graça, fez-nos aceitáveis em Cristo. “Cristo habita para sempre no amor infinito de Deus, e como estamos em Cristo, o amor de Deus para com Cristo está em nós de uma maneira maravilhosa. ” Quando o filho pródigo chegou em casa com as vestes rasgadas e sujas da lama do chiqueiro, seu pai o abraçou e o beijou e lhe deu nova roupagem! Ele se tornou aceitável ao pai. É como se alguém tomasse um leproso e o transformasse num jovem radiante.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2023

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A igreja de Cristo e o império do mal – Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

Cabral, Elienai. Comentário Bíblico: Efésios, 3a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201304_04.pdf

FOULKES, Francis. Efésios: introdução e comentário. Tradução: Márcio Loureiro Redondo. 3 ed. São Paulo: Vida Nova/Mundo Cristão, 1984. (Série Cultura Bíblica, n.10).

PFEIFFER, Charles F. e HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody. São Paulo: IBR. 1995.

LOPES, Hernandes Dias. Efésios: igreja, a noiva gloriosa de Cristo. São Paulo: Hagnos, 2009.

STOTT, John R. W. A mensagem de Efésios: a nova sociedade de Deus [tradução de Gordon Chown] - 6.a ed. - São Paulo: ABU Editora, 2001.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 15 DE JANEIRO DE 2025 (João 14.6)


LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
15 DE JANEIRO DE 2025
CRISTO COMO ÚNICO CAMINHO AO PAI

João 14.6 “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. ” 


A pergunta confusa de Tomé: "Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?" (v.5), dá a Jesus a oportunidade de expandir e explicar o que disse. Jesus vai para junto do Pai, e os discípulos irão segui-lo; para eles, ele próprio é o caminho até o Pai.


“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. ” 

Ao dizer “eu sou o caminho”, Jesus não apenas indica qual é o caminho para a casa do Pai, mas se revela explicitamente como sendo Ele próprio esse caminho. Essa expressão significa que Ele, Cristo, é o único Mediador entre Deus e o seu povo: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2.5). Jesus é tanto o caminho do homem para Deus, como fica claro nesse próprio texto de João 14, como também é o caminho de Deus para o homem: "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mateus 11:27). Isso significa que as bênçãos que procedem do Pai alcançam os redimidos por meio do Filho  

Jesus não é apenas o caminho, mas é também a verdade. Ele é a verdade em pessoa, no sentido de que Ele é o único que revela o Pai. Ele é a perfeita revelação da obra redentora de Deus para o homem caído em seus pecados. Jesus é a verdade que liberta, santifica e conduz os santos a casa do Pai: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).

Ao dizer “eu sou a vida”, Ele indica que somente nele o homem, morto em delitos e pecados, poderá encontrar verdadeira vida. Nesse contexto, em quanto a morte significa a separação de Deus, a vida significa comunhão com Ele. Isso significa que somente em Jesus o homem pode ser reconciliado com Deus e desfrutar da bem-aventurança da vida eterna ao seu lado. Jesus se coloca como sendo a fonte da vida que se opõe à morte. Ele tem a vida em si mesmo: "Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo" (João 5.26). Por isso, somente Ele pode ser o doador da vida para os que são seus: "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6:40). 

Explicando o significado da frase “eu sou o caminho, a verdade, e a vida”, W. Hendriksen diz que o caminho leva a Deus; a verdade torna o homem livre; e a vida produz comunhão. Assim, quando Jesus revela a verdade redentora de Deus que liberta os homens da escravidão do pecado, e quando concede a vida que produz comunhão com o Pai, então, sendo o caminho, Ele próprio é quem leva os redimidos para junto do Pai. Tomás à Kempis escreveu: Sigam-me. Eu sou o caminho e a verdade e a vida. Não ê possível andar fora do caminho, não é possível conhecer fora da verdade, não é possível viver fora da vida. Eu sou o caminho pelo qual vocês devem andar; a verdade em que vocês devem crer; a vida na qual vocês devem pôr sua esperança. Eu sou o caminho inerrante, a verdade infalível, a vida infindável. Eu sou o caminho reto, a verdade absoluta, a vida verdadeira, bendita, não-criada. Se vocês permanecerem no meu caminho conhecerão a verdade, e a verdade os libertará, e tomarão posse da vida eterna.


 “ Ninguém vem ao Pai senão por mim. ”

Essa declaração é o resultado natural da frase anterior. Ela indica o quão os homens são absolutamente dependentes de Cristo com relação à comunhão com Deus. Em outras palavras, não existe nenhuma verdade redentora a parte de Cristo. Não há nenhuma esperança de vida eterna longe dele, e nenhum caminho capaz de levar o homem à casa do Pai. Não há outro Cordeiro de Deus que tira o pecado, não há outro sacrifício que apazígua a santa ira de Deus, e também não há outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é, absolutamente, o caminho, e a verdade, e a vida, e definitivamente ninguém chegará ao Pai senão através dele: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).

Ele é realmente, o único caminho através do qual alguém pode chegar ao Pai; não existe outro. Se esta exclusividade é chocante, devemos ter em mente que quem afirma isto é o Verbo encarnado, o revelador do Pai. Se Deus não tem outro meio de comunicação com a raça humana exceto o seu Verbo (encarnado ou não), então a raça humana não tem outro meio de achegar-se a Deus exceto por este mesmo Verbo, que se tornou carne e habitou entre nós para abrir esta via de acesso.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
20/09/2022

Fontes:

GONÇALVES, José. Os ataques contra a igreja de Cristo – As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2022.

BRUCE, F.F. João – Introdução e Comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1987.

https://estiloadoracao.com/eu-sou-o-caminho-verdade-e-vida/

 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Texto Áureo Lição 3: O Pai enviou o Filho. 1 João 4.9

TEXTO ÁUREO

 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4.9).

Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

Lição 3 - Lições Bíblicas Adultos do 1º Trimestre de 2026 - CPAD

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 14 DE JANEIRO DE 2025 (1 João 4:10)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
14 DE JANEIRO DE 2025
DEUS NOS AMOU PRIMEIRO, ENVIANDO SEU FILHO

1 João 4:10 “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

 

“Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós,”

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando e enviando o seu Filho como sacrifício expiatório por nossos pecados. Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

Cristo veio ao mundo para morrer em nosso lugar, ou seja, como propiciação pelos nossos pecados. A origem da propiciação está clara, é o amor de Deus. Deus deu o seu Filho para morrer pelos pecadores. Esse dom não foi apenas resultado do amor de Deus (João 3.16), nem somente prova e penhor dele (Romanos 8.32), mas a própria essência desse amor.

O fim principal do homem é glorificar a Deus e ter comunhão com ele. O problema supremo do homem, porém, é o pecado, pois este separa o homem de Deus.  O pecado é transgressão da lei de Deus e rebelião contra Deus. O pecado provoca a ira de Deus e precisa ser propiciado para sermos perdoados e aceitos por Deus.

Porém, mediante o sacrifício de Cristo essa comunhão que foi quebrada pelo pecado é restaurada. Jesus não é apenas o propiciador, ele é a propiciação. E por meio do seu sangue que somos purificados do pecado (1 João 1.7).

 Ele sofreu a morte que era a recompensa justa dos nossos pecados. E a eficácia de sua morte permanece para sempre.  John Stott escreveu: Cristo ainda é a propiciação, não porque em algum sentido ele continue a oferecer o seu sacrifício, mas porque o seu sacrifício único, uma vez oferecido, tem virtude eterna que é eficaz hoje nos que creem.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
2/1/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

https://textoaureoebd.blogspot.com/2026/01/1-joao-49.html

 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 13 DE JANEIRO DE 2025 (João 6:38)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
13 DE JANEIRO DE 2025
O FILHO VEIO AO MUNDO PARA CUMPRIR A VONTADE DO PAI 

João 6:38 “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

 

“Porque eu desci do céu,”

A idéia de que o Filho, que desce do céu, é um pensamento freqüente neste capitulo, conforme se pode averiguar nas seguintes referências: Vs. 33, 38, 41, 50, 51 e 58. A preexistência de Cristo é aqui ensinada, juntam ente com a autoridade nisso subentendida e a união com o Pai: a autoridade de Jesus é celestial, pois esse foi o seu lar anterior. Ele veio do céu para cuidar dos negócios do seu Pai.

Ele nos trouxe a mensagem celestial, exibindo ante os homens os desígnios do céu que visam a redenção do homem. Tudo isso foi dito por Jesus a fim de autenticar a sua mensagem e missão.

 

“... não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.”

Jesus também enfatiza a sua submissão ao Pai; ele procura fazer unicamente a vontade daquele que o enviou. A execução da vontade do Pai foi à comida e a bebida do Filho durante toda sua vida: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4.34).

Não como se a vontade de Cristo fosse contrária à vontade do Pai, assim como, em nós, a carne é contrária ao espírito, mas Cristo possuía como homem, as emoções naturais e inocentes da natureza humana, os sentimentos de dor e prazer, uma inclinação para a vida, uma aversão à morte.

Ainda assim, Ele satisfazia não a si mesmo, não deliberava com estes, nem os consultava, quando estava para dar continuidade à sua missão, mas se submetia à vontade de seu Pai. Considerando esse fato, Ele realmente não levava em consideração sua própria vontade, mas o Senhor era, nesse sentido, guiado pela vontade de seu Pai: “porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou” (João 5.30).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
17/11/2025

FONTES:

QUEIROZ, Silas. Corpo, Alma e Espírito – A restauração integral do ser humano para chegar a estatura completa de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

https://textoaureoebd.blogspot.com/2025/05/joao-530.html

 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 12 DE JANEIRO DE 2025 (João 3.16)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
12 DE JANEIRO DE 2025
O AMOR DE DEUS REVELADO NO ENVIO DO FILHO

João 3.16 "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. "


O novo nascimento é possível graças ao amor de Deus. João 3:16 tem sido devidamente chamado de “o texto áureo” das Escrituras. Se algum versículo resume o amor insondável de Deus, é este.


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito,

“Porque” conecta esta declaração com o pensamento anterior, apresentando o motivo pelo qual o Filho do Homem seria “levantado”: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3:14) para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Deus amou o mundo. Pode-se imaginar os judeus pensando que o amor de Deus se restringia a Israel, mas essa passagem deixa claro que o amor de Deus não se restringe a nenhuma raça. Ele é universal, abrange a todos. Seu amor pelo mundo não é porque o mundo é amável; pelo contrário, o mundo é detestável. A humanidade é composta de ímpios, pecadores e inimigos de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).

“De tal maneira” indica o grau ou a intensidade do amor de Deus. Seu amor pela humanidade custou-lhe a morte de seu próprio Filho “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? “ (Romanos 8:32) Assim como o amor de Deus por Israel moveu-o a salvar o povo da morte física através das instruções que ele deu a respeito da serpente de bronze, seu amor o motiva a salvar da morte espiritual todos que olham para Jesus, seu Filho, o qual foi levantado.

O Termo Filho Unigênito termo aparece cinco vezes nos escritos de João, todas relacionadas a Jesus (1.14,18; 3.16,18; 1 João 4.9). Isso revela claramente sua divindade. “Unigênito”, na Bíblia, conduz a idéia de natureza, caráter, tipo, e não de geração. Jesus é o “unigênito do Pai” no sentido do seu relacionamento exclusivo com Ele. Cristo não foi criado por Deus, Ele preexiste eternamente, por isso é chamado de Pai da Eternidade (Isaías 9.6). Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em 1 João 4.9: “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos


 “... para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ”

Deus não só deu o Seu Filho unigênito ao enviá-lo ao mundo, mas também O deu para ser levantado – para morrer na cruz – por todas as pessoas “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (João 12:32)

O amor de Deus espera uma resposta de fé. Ele quer que cada pessoa creia nele. O novo nascimento requer fé. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). Sem fé “nascer da água e do Espírito” não faria sentido, ou até seria impossível. Essa fé deve levar o crente a se submeter humildemente à vontade de Deus e fazer o que ele ordena em sua Palavra. O contexto dessa passagem ensina que essa fé é obediente. Assim como os israelitas tiveram que crer e olhar para a serpente de bronze para viver, hoje temos que crer em Jesus com uma fé obediente. A fé que salva é a fé que obedece “Se me amais, guardai os meus mandamentos “ (João 14:15)

O propósito do dom [dádiva] do Filho de Deus é declarado com uma negação e uma afirmação (veja 1:3): “para que todo o que crê em Jesus não pereça, mas tenha a vida eterna”. “Perecer” contrasta fortemente com ter “a vida eterna”.

João não oferece nenhum meio termo entre crer e se negar a crer em Jesus. Crer no Filho resulta em vida, ao passo que se negar a crer no Filho resulta em perdição. Dado o contraste entre “perecer” e “ter a vida eterna”, é razoável concluir que perecer também é por toda a eternidade. A perdição e punição dos que se negarem a crer é ensinada explicitamente em outras passagens “ E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 26.46). Este “perecer” não significa ser aniquilado, e sim passar a eternidade no inferno, separado de Deus e de Cristo.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
11/10/2023

FONTES:

GABY, Wagner. Até os confins da terra – Pregando o evangelho a todos os povos até a volta de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

http://biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_202111_01.pdf

CARSON, D. A. A difícil doutrina do amor de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

 



domingo, 11 de janeiro de 2026

Lição 3: O Pai enviou o Filho – 1 Trimestre de 2026.

 
TEXTO ÁUREO

 “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1 João 4.9).

 

“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco:”

O Deus que é amor (v.8) “nos amou” (v.10) e expressou o Seu amor enviando o Seu Filho ao mundo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). O amor de Deus foi manifestado, isto é, tornou-se claro, real e eficaz para conosco.

O amor não começou com a nossa iniciativa de amar a Deus, e sim com Deus nos amando: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós [...]” (1 João  4.10). Diferente do amor humano que é condicional, o amor divino é superior, pois se manifesta de forma incondicional: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

A palavra grega usada para descrever o amor de Deus pelo homem é “ágape”. Esse tipo de amor é absolutamente singular, já que ele não depende da virtude do objeto a ser amado. O amor de Deus não consiste de palavras, mas de ação. O amor verdadeiro é provado pelo auto-sacrifício. Deus nos amou e enviou seu Filho. O Filho é a dádiva do Pai. Não foi a cruz que gerou o amor de Deus, mas foi o amor de Deus que produziu a cruz.

 

“... que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.”

John Stott diz que a vinda de Cristo é uma revelação concreta e histórica do amor de Deus, pois o amor (agapé) é sacrifício próprio, a procura do bem positivo de outrem à custa do seu próprio bem, e maior dádiva de si do que a dádiva que Deus fez do Seu Filho nunca houve, nem poderia haver.

Deus, além de enviar o Seu Filho, enviou o Seu Filho unigênito. Cristo é o único Filho nascido no sentido de que não tem irmãos (Hebreus. 11:17). O termo grego “monogenes” pode indicar “único gerado”, ou seja,  o único Filho da sua espécie, nós somos seus filhos por adoção. Isso demonstra a natureza ímpar de Cristo que foi feito único Salvador e Mediador. Ele é ímpar, como impar é a sua dádiva aos homens, pois eles chegam a participar de sua própria natureza.

Ele foi enviado em favor de todo o mundo (João 3.16). Não somente dos que aceitaram a fé, mas a todos os habitantes desta esfera terrestre.  E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:2).

O propósito de Deus em nos enviar seu Filho unigênito além de realizar através dele a expiação dos nossos pecados foi também para vivermos por meio dele. A vida humana é reputada não como verdadeira vida, mas como mera existência, até que Cristo seja formado nos nossos corações. Através da fé em Cristo recebemos a vida eterna (João 14:6). Essa vida começa aqui e agora. Quem partilha da comunhão com Cristo além de Cristo viver nele, também vive por Cristo: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim” (João 6.57).

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
02/01/2026

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

STOTT, John. I, II, III João: Introdução e comentário. São Paulo: Edições Vida Nova, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. 1, 2 e 3 João: como ter garantia da salvação; - São Paulo: Hagnos 2010. (Comentários expositivos Hagnos)

CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Hagnos, 2001.

sábado, 10 de janeiro de 2026

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD 10 DE JANEIRO DE 2026 (Exodo 3.14)

LEITURA BÍBLICA DIÁRIA CPAD
10 DE JANEIRO DE 2026
DEUS É O “EU SOU”

Exodo 3.14 “E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”


“E disse Deus a Moisés: eu sou o que sou.”

A revelação de Deus sob este nome é fundamental para a teologia da era mosaica. O nome de Deus não era conhecido nem usado antes do tempo de Moisés: “E eu apareci a Abraão, a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, não lhes fui perfeitamente conhecido” (Êxodo 6:3).

Para o hebreu, “ nome” simboliza “ caráter” . Assim, conhecer o “nome” de Deus é conhecê-lo tal como Ele é, e “ invocar o Seu nome” é apelar a Ele com base em Sua natureza revelada e conhecida (Salmos 99:6). “Proclamar” o nome de “YHWH” é descrever Seu caráter (33:19).

Por isso Moisés perguntou a Deus o seu Nome: “Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” (Êxodo 3:13).

Deus respondeu usando um jogo de palavras. Em hebraico o verbo “ser” (hayah) é similar ao nome divino (YHWH). Como esse nome consiste de quatro consoantes, ele às vezes é chamado de “Tetragrama”. Os estudiosos antigos pressuporam o nome de “Jeová” em português. Os modernos normalmente transliteram o nome divino como “Javé”, por conta de achados literários da arqueologia posterior. Porém, na maioria das versões traduzidas da Bíblia, a palavra hebraica YHWH é traduzida como SENHOR.

Quando Deus usa o termo como sendo Seu nome, Ele está dizendo: EU SOU QUEM [ou o que] EU SOU. Outra possibilidade é “Eu serei quem [ou o que] eu serei”. Estudiosos dizem que o significado da expressão sugere que Deus é a essência do ser, a “base da existência”. Porém, uma vez que YHWH é “uma conjugação na terceira pessoa e pode significar ‘Ele faz ser’”, o nome pode não “indicar a existência eterna de Deus, mas a ação e a presença de Deus em questões histórias”.

 

“Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós.”

Deus indica com ênfase que Ele tem a intenção de ser conhecido pelo seu nome. Então ordena a Moisés: “Assim dirás aos filhos de Israel: eu sou me enviou a vós”. A Bíblia ARA diz “Este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração” (v.15). A NVI apresenta “Esse é o meu nome para sempre, nome pelo qual serei lembrado de geração em geração”. Além disso, Deus ressalta que Ele era o mesmo Deus que havia sido adorado pelos ancestrais de Israel: Abraão, Isaque e Jacó.

Ele quer que Israel saiba através do seu nome: Que Ele é auto-existente; Ele tem a sua existência em si mesmo, e não depende de ninguém para ser. Que Ele é eterno e imutável, e sempre o mesmo, ontem, hoje, e eternamente. Que investigando, não podemos jamais descobri-lo se ele não quiser se revelar. Que Ele é fiel e verdadeiro em todas as suas promessas. Que todo Israel saiba disso: EU SOU me enviou a vós.

 

DEIVY FERREIRA PANIAGO JUNIOR
31/12/2025

FONTES:

BAPTISTA, Douglas. A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.

http://www.biblecourses.com/Portuguese/po_lessons/PO_201606_04.pdf

COLE, Alan R. Êxodo - Introdução e comentário. São Paulo: Mundo Cristão, 1981

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry – Genesis a Deuteronomio. Rio de Janeiro CPAD, 2008.